Valeapenalerdenovo #8


Livro da vez: Dizem por aí
Autor(a): Jill Mansell
Onde comprar: CulturaSaraiva
Mais informações: Skoob

  • Porque ler Dizem por aí?
Foi de longe um dos livros mais engraçados que li nos últimos tempos;
Estória muito contagiante, hilária (denovo!) que trata de assuntos como homofobia de uma maneira bem leve;
Os protagonistas são carismáticos, desde os protagonistas aos secundários;
Todos as histórias se desenvolvem super bem;
Há uma conexão muito bem construída e fluida entre os protagonistas;
A estória flui bem e passa bem rápido, com um ritmo perfeito;
O livro cumpre bem o seu papel de te entreter;
Os links entre todos os livros é muito bem feito;
Os personagens amadurecem ao decorrer do livro e várias relações super lindas são construídas.


  • Porque não ler  Dizem por aí?
A capa é horrível (vamocombináné?);
Alguns detalhes poderiam ser mais bem explorados;
Alguns fatos foram um tanto quanto repentinos, mas deu pra entender perfeitamente;
O final foi um pouco corrido (mas até que não prejudicou muito a estória).



O que vocês acharam? Sua opinião é super importante para nós.
Boa leitura e até mais.

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Conjuntando #12: O que há na estante?

Olá queridos amigos! Tudo bem?

Por aqui está tudo certo, finzinho de férias, o sol resolveu aparecer, trazendo um pouquinho de calor à minha vida. :D

E como boa desocupada que estou sendo nessas últimas semanas, resolvi tirar todos os livros que tenho do armário, e ainda separei entre os que li e os que não li. Disso, saiu essa foto aí:


Esses são apenas os livros que não li. Assusta, né? Eu preferi não contar quantos eram, mas depois ainda descobri que tem uns 5 ou mais que estavam com minha irmã e não apareceram na foto.

Aí resolvi propor um desafio a vocês: Que tal tirar uma foto dos livros que você tem na estante e ainda não leu e mandar para ser publicado aqui? 

É só entrar em contato comigo pelo e-mail conjuntodaobra@gmail.com ou pelo Twitter @ConjuntodaObra.

Conto com a participação de todos, ok?

Beijos

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Amante Sombrio - J. R. Ward

Sinopse: Nas sombras da noite, em Caldwell, Nova York, desenrola-se uma sórdida e cruel guerra, entre vampiros e seus carrascos. Há uma irmandade secreta, sem igual, formada por seis vampiros defensores de sua raça. Ainda assim, nenhum deles deseja a aniquilação de seus inimigos mais que Wrath, o líder da Irmandade da Adaga Negra. Wrath é o vampiro de raça mais pura dentre os que povoam a terra e possui uma dívida pendente com os assassinos de seus pais. Ao perder um de seus mais fiéis guerreiros, que deixou órfã uma jovem mestiça, ignorante de sua herança e destino, não lhe resta outra saída senão levar a bela garota para o mundo dos não mortos.
Traída pela debilidade de seu corpo, Beth Randall se vê impotente em tentar resistir aos avanços desse desconhecido, incrivelmente atraente, que a visita todas as noites envolto em sombras. As histórias dele sobre a Irmandade a aterrorizam e fascinam. Seu simples toque faísca, um fogo que pode acabar consumindo a ambos. (Skoob)
 WARD, J. R. Amante Sombrio. Irmandade da Adaga Negra #1. Universo dos Livros, 2009. 448 p.


Quase imperceptíveis aos humanos, toda uma sociedade vampira divide os espaços nas cidades. Os ataques constantes dos Redutores a essa sociedade, contudo, fez com que fosse necessária a formação de um grupo de vampiros defensores de sua raça: são os Guerreiros da Irmandade da Adaga Negra.

Wrath, o "Rei cego", pertencente à irmandade, chamado assim por sua visão deficiente e um cargo hereditário que não está disposto a assumir, é o vampiro vivo com o mais puro sangue. Exatamente por isso, Darius, um dos guerreiros, pede que Wrath ajude sua filha, Beth, a passar pela transformação que se aproxima e que ela ainda desconhece. O maior problema é que a mulher é uma jovem mestiça, meio humana, coisa que Wrath despreza.

Quando Darius é assassinado, entretanto, Wrath passa a sentir que precisa cumprir seu último desejo, e a aproximação entre ele e Beth parece acontecer em um misto entre temeridade e puro desejo.

"Wrath observou-a se aproximar da porta de vidro e olhar para fora. Seus olhos estavam fixos em sua direção, mas sabia que não podia vê-lo. A escuridão o envolvia por completo.
Beth abriu a porta e pôs a cabeça para fora, impedindo, com o pé, que o gato saísse.
Wrath sentiu sua respiração alterada ao distinguir o cheiro da mulher. Verdadeiramente bom. Como uma flor intensamente perfumada. [...]" (p. 48)

Amante Sombrio, primeiro livro da Irmandade da Adaga Negra, tem autoria da já consagrada J. R. Ward. Recheado de mistério e de sedução, parece se tratar realmente de um volume introdutório, ao mesmo tempo em que se passa o encontro de uma companheira pelo Rei da comunidade vampírica. Além dos Guerreiros cheios de músculos, conhecemos Fritz, o mordomo, a Virgem Escriba, e vários outros personagens desse mundo novo criado por Ward.

A escrita da autora é extramemente envolvente, e fica bastante difícil largar o livro (ou talvez a série inteira) após começar a leitura. Apesar de ter me apaixonado pela série já nesse primeiro volume e ter gostado de todos os personagens, tenho que dizer que algumas coisas não me agradaram tanto. A autora tentou criar seres diferentes, assemelhando-os de certa forma a outros animais, até nas expressões utilizadas, como "macho" e "fêmea", por exemplo, o que ficou um pouco estranho, em minha opinião. Foi utilizado também na narrativa um tom um pouco machista, apesar de não tanto evidente.

Wrath, protagonista desta obra, apesar de inicialmente assustador e insensível, acaba se mostrando um homem compassivo por trás da cara de mau. Beth, diferente do que imaginei que seria, mostrou ser uma mulher forte e que sabia se impor, por isso os "contras" que citei acima acabaram não sendo tão prejudiciais à história. O envolvimento dos dois foi um tanto quanto irreal, o que só confirmou a impressão de que a autora quis mostrá-los quase como animais que agiam por impulsos e instinto.

Esse instinto, inclusive, ficou bastante evidente, principalmente quanto aos sexuais. Os vampiros pareciam envoltos em sensualidade, já que tudo neles infere isso. E a autora não poupa detalhes, o que faz com que o livro fique pesado demais para "menores", se é que me entendem. Em contrapartida, os carrascos da história, os Redutores, foram delineados em contraposição aos personagens principais. Enquanto os guerreiros exalam virilidade e masculidade, os Redutores cheiram a talco de bebê e são impotentes. Li algumas reclamações sobre as passagens com esses personagens, mas, para mim, foram apenas indiferentes.

De maneira especial, me apaixonei por cada um dos guerreiros. Wrath, Vishious, Thorment, Rhage e Zsadist, o qual me amedrontou no começo, mas acabou por me encantar completamente. Até Butch, que acabou junto deles por "acidente", ganhou meu respeito. Só posso dizer que quem ainda não leu, não faz idéia do que está perdendo.

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Novidades #25

1ª) A autora Valentine Cirano, parceira do Conjunto da Obra, está com um novo site, que organiza e publica suas novidades, e também permite conhecer um pouquinho mais sobre seus livros e outros textos inéditos. Se quiser conhecer é só clicar AQUI.


Também foram divulgados alguns booktrailers dos livros de Valentine, para que se possa conhecer um pouco do trabalho da autora de uma forma mais interativa:



2ª) A autora Liana Cupini divulgou essa semana em seu twitter a capa de Antes Tarde que Mais Tarde Ainda, segundo livro de Karla Kristina, como comentei aqui:



Eu achei a capa ótima, linda e não perdeu a essência do primeiro! Adorei ^^

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O Diário Serial - Igor Castro

Sinopse: Verão no litoral catarinense. Uma época de sol, calor e muitas festas. Mas esta rotina paradisíaca mudará quando uma série de assassinatos assolar a cidade, em eventos nunca antes presenciados. Um serial killer está solto, escrevendo em seu diário seus mais profundos e aterrorizantes sentimentos, descrevendo como se sente quando mata e como pretende continuar com seu plano. A única esperança da cidade é uma dupla de jovens policiais, que caçarão o assassino nos mais diversos cantos da Ilha da Magia. Um thriller bombástico do início ao fim, que colocará o primeiro serial killer em terras florianopolitanas. (Skoob)
CASTRO, Igor. O diário serial. Dracaena, 2012. 224 p.

O intenso movimento de turistas na cidade de Florianópolis comprovava a chegada do verão. As praias lotas e o trânsito caótico, tudo indicava que aquela segunda-feira seria mais um dia comum na central da DEIC. Não fosse uma caixa de isopor deixada na parte central da cidade, talvez tivesse sido mesmo um dia normal.
Dentro da caixa, uma caveira humana, com vestígios de sangue, junto a um crucifixo e um bilhete:
"Um por dia irá morrer, até que a justiça se faça valer. Hoje, EU sou o JUIZ"

É oficialmente o primeiro registro de serial killer na Ilha da Magia, fato que se confirma com o primeiro e brutal assassinato. Agora, os policiais Rodrigo e Gomes precisam correr contra o tempo para pegar esse maníaco. Juntando as peças, os responsáveis pela investigação percebem que o criminoso deixa em suas vítimas pistas que indicam quem será o próximo alvo. Todos os que foram mortos têm alguma ligação com o assassino, algo talvez infímo e que esteja sendo imperceptivelmente ignorado.

O Diário Serial, escrito por Igor castro e publicado pela editora Dracaena, conta uma história surpreendente. Apesar de a capa e a sinopse darem a entender um thriller assustador, o livro está um pouco longe disso; é um suspense instigante e inteligente, que se refere mais a encaixar as peças do quebra-cabeça e matar a charada, do que ao terror dos assassinatos. As cenas de morte contém certa crueldade e bastante sangue, mas nada com o que não se possa lidar; nesse caso, a insanidade do assassino se sobressai ao restante, colocando os detalhes menos "tranquilos" em segundo plano. Essa insanidade é bem ressaltada, por exemplo, nos trechos transcritos de seu diário, onde o culpado por todo esse sangue derramado, ainda desconhecido para o leitor, narra o prazer que lhe dá tirar a vida de alguém.

"Morte. O único destino que todos temos em comum. É interessante pensar como a morte alcança a todos. [...] A única certeza absoluta da vida é a morte.
[...]
Eu tenho contato com a morte desde pequeno. Ela me persegue. Excita-me. Faz-me pensar mais nas coisas deste mundo, e de como algumas pessoas não mereciam levar a vida que levam. Ou ainda, que certas pessoas deveriam se encontrar com a Morte mais cedo. Mas, quem sou eu para determinar os que devem ficar e os que devem partir? Eu não tenho esse direito.
Certo, me perdoe. Eu menti. Se eu não puder dizer a verdade em meu próprio diário, onde direi? [...] Caberá a mim julgar quem não merece estar onde está, viver, sorrir, amar. Sinto-me como... como... um juiz!" (pág. 9)

Rodrigo e Gomes mostraram ser policiais bastante inteligentes. Além de tentar acompanhar seus pensamentos e descobertas sobre o serial killer, me agradei dos personagens e torcia por eles durante a história. Um possível romance de Rodrigo até começou a se delinear na narrativa, mas alguns acontecimentos impediram que se concretizasse.

O livro é muito bom, a escrita é envolvente e os mistérios nos deixam grudados na história, principalmente para querer conhecer o assassino e, especialmente, o porquê de fazer tudo o que fez. Acabei descobrindo quem seria algumas páginas antes da revelação, mas isso não tirou o brilho da história, que teve um final bem elaborado e, mesmo que nos esmoreça um pouco, já que o autor acaba dando alguns poucos detalhes a mais antes da hora, foi arrebatador.

A Editora também está de parabéns pela diagramação do livro; a capa é impactante e tem tudo a ver com a história; os revisores fizeram um ótimo trabalho e as páginas amarelinhas com fonte no tamanho ideal facilitam a leitura. É impossível não elogiar a qualidade perceptivelmente maior a cada livro que leio da editora, o que mostra o trabalho sério que faz.

Indico a obra a todos que gostam desse gênero literário.






Onde Comprar: Editora | Travessa

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Paula Pimenta em Florianópolis

Ei pessoal, sabe quando vocês não estão sabendo de alguma coisa, mas quando descobrem isso gostam MUITO? Foi isso que aconteceu comigo há exatamente duas semanas atrás.

Depois de um dia cansativo de trabalho e de um trânsito enlouquecedor que me esperava, resolvi convidar o namorado para dar uma voltinha no shopping antes de ele me levar em casa. Passando em frente a Livraria Catarinense e vendo um movimento estranho por lá, claro que fiz ele entrar comigo para ver o que era. Vi a Paula Pimenta falando sem parar lá na frente, e fiquei para escutar ^^

Foi uma supresa e tanto, mas eu adorei, e mesmo não tendo lido os livros da Paula ainda, pude conhecer um pouquinho mais da autora e da obra, o que me deixou ainda mais curiosa (se é que isso é possível).


Paula contou como sempre gostou de escrever e que, por isso, resolveu levar isso como sua profissão. Tentou Jornalismo, mas não era exatamente o que ela queria, e passou para Publicidade. Depois de alguns textos, surgiu o rascunho de Fazendo meu Filme em 2004, sem tantas pretenções. Alguns meses de abandono depois, em um curso de escrita criativa que fez em Londres, Paula desengavetou a história e finalizou a obra. Mas como muitos de nós, blogueiros, sabemos, a publicação é ainda mais difícil que a escrita, e Paula teve que correr atrás para publicar e divulgar a obra. O primeiro livro só foi publicado no fim de 2008.

Hoje não é segredo para ninguém que a série é um sucesso, mas Paula ressaltou que se tivesse desistido nos primeiros obstáculos, não teríamos acesso nem ao primeiro livro.


Antes da sessão de autografos dos livros, Paula respondeu algumas questões de quem estava presente, e narrou como escolheu os nomes dos personagens, e em quem se inspirou para criá-los. Descreveu também o nascimento da idéia de inserir a paixão da Fani por filmes, dos CD's do Leo e das séries que a Priscila acompanhava. Falou do trabalho que ela passa para procurar citações que se encaixem nos capítulos, e também de que prefiria inserir a história em lugares que ela conhecia, e que muitas vezes precisava visitar e pesquisar quando não conhecia.

Não cheguei a ficar até o final, pois o namorado estava cansando de ficar no meio daquele monte de meninas de 13 anos, mas adorei a Paula, toda fofa e querida, com um sotaque de mineirinha inconfundível, mesmo que não seja mais tão sobressalente.
Ah, e as fotos eu peguei no google, já que, pela surpresa, não estava com minha câmera.

Beijinhos

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Antes Tarde que Mais Tarde - Liana Cupini

Depois de completar trinta anos, tudo acontece de uma vez na vida de Karla Kristina!
Uma avalanche de novidades que antes pareciam impossíveis!
Uma repaginada completa, novos amigos, novos amores, reconciliação, reviravolta no trabalho, viagens...
Não há limites para ser feliz, sonhar e se divertir, nesta deliciosa comédia romântica assinada por minha grande amiga Liana Cupini.
CUPINI, Liana. Antes tarde que mais tarde. Modo Editora, 2011. 214 p.

Karla Kristina não estava nada feliz com sua vida, mas nem ao menos percebia que se afogava no comodismo. Estava acima do peso, presa em um emprego que detestava e não tinha um homem na sua vida talvez há anos. Ver os outros felizes não a fazia muito bem, mas agora ela tinha certeza que sua vida mudaria: ela, que viveu toda a sua vida achando que a culpa era do seu horóscopo, acabou de descobrir que na verdade pertencia a um outro signo.

Depois de uma surpresa preparada por seus amigos em seu aniversário (que ela achou nada agradável), e uma mudança completa em seu visual, seu guarda-roupa, e até em seu apartamento, Karla descobre que seu melhor amigo iria se casar e ainda não havia lhe contado nada. E é a partir desse momento que Karla Kristina começa a repensar sua vida e suas atitudes, na busca pela própria felicidade.

"[...] quase cinco horas da tarde, eu tomei coragem e liguei para o meu vizinho, que ficou noivo e não me contou nada. Não devia. Isso só me mostrou o quanto André achava que eu não estava pronta para encarar a felicidade dos outros, e nas palavras dele: "Você se fechou em um mundo vazio e acha que as pessoas têm que ser como você, infelizes e incompletas".
Duas palavras seguidas de um grande vazio. Foi só então que eu vi que ele tinha razão, que eu não teria ficado nem um pouco feliz por ele querer se casar. E não estaria pensando na felicidade dele, por o fato de eu não gostar da Barbie era motivo suficiente para que jamais existisse um "felizes para sempre"." (pág. 34)

Antes Tarde que Mais Tarde, de Liana Cupini, é um livro no estilo Chick-lit com pouquíssimas páginas e, por isso mesmo, com uma história muito dinâmica e rápida. A falta de detalhismo nessa obra, ao contrário do que o que acontece na maioria dos livros, não faz falta alguma, uma vez que as informações são colocadas na medida exata para caracterizar os personagens e dar impulso para continuar a leitura. Esse impulso, inclusive, está o tempo todo presente, já que só consegui largar o livro depois de terminá-lo.

A história é gostosa e bastante divertida, apesar de não ter conseguido me arrancar gargalhadas. Os personagens tiveram seus aspectos bem definidos, e mesmo que fossem muitas pessoas para as poucas páginas da história, cada um tinha seu jeito próprio e bem específico. Essa facilidade de contar muito em pouco, inclusive, foi uma das características que mais me encantaram na escrita de Cupini.

Uma das coisas que não me agradaram tanto, por outro lado, foi, no começo do livro, a capacidade de dramatizar de Karla Kristina. No entanto, sei que o exagero é quase fundamental nesse gênero literário, e o pior mesmo é que conheço pessoas exatamente assim. Também achei que as coisas aconteceram um pouquinho fácil demais para a protagonista; quando ela decidiu mudar, as coisas já estavam à mão para a mudança. Claro que, com um pouco de sorte e um empurrãozinho das amigas, poderia até ser assim.

Me encantei com o fato de a Liana ter inserido minha cidade na história, além de ter descrito, em poucas palavras, a praia incrível que é Sambaqui. Adorei o Max, mas fiquei com uma dúvida: onde, por Deus, um cara de 22 anos e tão maduro pode ser encontrado? Os que eu conheço, nessa idade, ainda agem como "guris pequenos" (em uma expressão aqui do sul).

Talvez alguns detalhes da escrita pudessem até ser aprimorados, mas, pessoalmente, acho que não é realmente necessário. Antes Tarde que Mais Tarde é uma história deliciosa e rápida, que vale muito a leitura, até mesmo para pensarmos se o caminho que seguimos em nossas próprias vidas é realmente aquele que queremos seguir.

Obs.: A Liana confirmou no twitter que Antes Tarde que Mais Tarde 2 já está pronto, e fiquei ainda mais curiosa para acompanhar a sequência da história de Karla Kristina.

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Contos de Meigan - Roberta Spindler & Oriana Comesanha

Sinopse: Contos de Meigan – A Fúria dos Cártagos começa com Maya Muskaf preparando-se para voltar para casa. Depois de três anos vivendo na Terra, o momento de retornar a Meigan finalmente havia chegado. Estava preocupada, pois algo afetava seu controle sobre os mantares, talvez algum resquício da misteriosa doença que a debilitou durante a infância.
Com medo de estar novamente doente e para conseguir respostas, decidiu deixar de lado as diferenças com sua mãe, a principal governante do mundo magi. Voltaria a Katur, capital de Meigan, e pediria perdão por todas as brigas passadas.
Assim, abandonou sua vida terrena e entrou na primeira caravana que encontrou. Entretanto, seus planos acabaram tomando um rumo muito diferente daquele que imaginara. No caminho de volta, os soldados que a escoltavam acabaram encontrando destroços e um corpo no chão.
Logo que avistou o homem morto, com os cabelos tão brancos quanto sua pele e os olhos inteiramente negros, Maya soube que se tratava de um dos cártagos – antigos magis que traíram seu povo e por isso foram banidos para uma dimensão paralela.
As implicações para tal presença em território magi eram gravíssimas e não demorou muito para que a garota e seus companheiros descobrissem que os magis traidores estavam tomando o Solo Sagrado e derrubado seus portões de defesa. Agora, em meio ao caos de uma violenta batalha, Maya vai precisar lutar para sobreviver e conseguir responder as perguntas que tanto lhe afligem. Como os cártagos conseguiram acesso ao Solo Sagrado? Onde estavam os guardiões dos portões, os mais poderosos guerreiros de Meigan?
E, a mais importante de todas, conseguiria chegar a Katur a tempo de encontrar sua mãe? (Skoob)
SPINDLER, Roberta. COMESANHA, Oriana. Os Contos de Meigan: A Fúria dos Cartagos. Dracaena, 2011. 618 p.

“Meigan é um mundo diferente do nosso, morada de seres especiais e poderosos que se denominam magis. Na aparência são exatamente como nós, mas as diferenças não podem ser ignoradas por muito tempo. Os magis têm uma relação especial com a natureza e seus elementos, moldando-os a sua vontade e apoderando-se de sua força. Esses elementos, chamados mantares, não se limitam apenas aos conhecidos fogo, terra, ar e água. Existem muitos outros, como as sombras, o tempo e até mesmo o controle sobre o próprio corpo.”

Não vi maneira melhor para começar a falar da história do que copiar uma parte da sinopse original do livro. Meigan é um outro mundo, com outros seres, onde as regras e a própria natureza diferem bastante de tudo aquilo que conhecemos. E sua essência vai tão além disso, tem tantos outros detalhes, que é impossível não perdê-los ao fazer uma sinopse minha. É um mundo onde a mágica faz parte da vida de cada um, que, na maioria dos casos, concentra em si poderes de dominar vários mantares. Maya, filha da Shyrat (como se denomina uma espécie de rainha do lugar), fugiu desse mundo para viver na Terra, tentando deixar para trás seus problemas, permanecendo lá por três anos. Mas os sonhos a estavam atormentando novamente, e ela precisava descobrir o porquê.

Só que voltar para casa pode não ter sido a melhor decisão que tomou, já que se depara, antes mesmo de atravessar o Solo Sagrado e os sete portões, com uma guerra que se trava entre os guardiões, auxiliados pelo exército, contra os cártagos - magis banidos de seu mundo. O fato de terem entrado no Solo Sagrado é, à princípio, incompreensível, mas Keyth, o sábio, logo percebe a verdade: isso só pode ter acontecido com ajuda de algum magi, e isso implica em algo ainda mais grave: alguém entre eles é um traidor.

Agora, sem sua mãe, Maya deveria se encarregar de governar o seu mundo, assumindo a posição de Shyrat, mas há muito mais em jogo. É quase como uma luta silenciosa pelo poder, e Maya sabe que pode contar apenas com alguns poucos. Junto a Keyth e ao guardião Seth, ela procura por vingança, mas percebe que essa busca deveria ser por respostas, e essa viagem a leva a um lugar singular: ao conhecimento de si própria e a uma nova visão de seu mundo, Meigan.

“- Certo, esqueça as piadas. Vamos ao conselho. Não deixe seus medos dominarem seu espírito. Seja forte.
Maya sorriu de maneira melancólica. Keyth se aproximou e pôs a mão em seu ombro.
- Tenha mais confiança em si mesma – ele sorriu e voltou para sua cama.
Maya deitou, mas permaneceu de olhos abertos. Keith observou seu semblante abatido por alguns instantes. Queria fazer com que ela se alegrasse, sorrisse.
- Maya, você tem certeza de que não quer ouvir minha piada?” (pág. 148)

Não, Contos de Meigan, de Roberta Spindler e Oriana Comesanha, não é um livro de contos, como muitos devem acreditar ser. A palavra foi usada mais no sentido "histórias de Meigan", ou algo nesse sentido. E a maneira mais transparente que há para tentar traduzir o que essa história representa é que ela é verdadeiramente ousada, ainda mais se considerar que, até onde sei, é o primeiro livro das autoras.

Meigan é um lugar incrível e apaixonante. O trabalho das autoras, na criação de um mundo novo e com seres totalmente desconhecidos para nós, foi extremamente detalhado, sem deixar espaço para furos ou dúvidas de que aquilo poderia ser "real". Ainda se fazem desconhecidos os limites de tudo o que pode acontecer nesse lugar, até porque há muita novidade acontecendo para os próprios personagens.

No início, a entrega lenta das informações e acontecimentos da história faz com que nos perguntemos o tempo todo se aqueles detalhes seriam mesmo necessários. E eu ainda não me decidi sobre isso, mas depois que se acostuma com o ritmo da leitura, a entrega é total, e cada detalhe ou informação velada é essencial e imprescindível para os acontecimentos da narrativa.

A narrativa, por sinal, é feita em terceira pessoa, o que permite conhecer mais profundamente cada personagem, no limite estabelecido pelas autoras daquilo que se pode saber em um determinado momento. Isso porque, para aqueles que têm coração forte, os mistérios permeiam todo o livro. Quando algumas poucas respostas nos são dadas, três vezes mais dúvidas aparecem; e quando eu disse que há mistérios em todo o livro, eu não menti: ficamos com o coração na mão até o epílogo, que só nos diz que teremos as respostas que queremos no próximo livro. Fiquei um pouco triste pelo livro terminar assim, já que não vi nada do que eu queria acontecer, mas ao menos sei ainda há muito por vir.

Outro aspecto que também me agradou na escrita das autoras foi a construção dos personagens. Eu os via fisicamente, bem como entendia seu jeito e aspectos psicológicos. Cada um tinha características próprias, sentimentos conflitantes e dúvidas, como qualquer pessoa. Mesmo os guardiões, que eram intocáveis e tidos quase como objetos, possuiam suas dúvidas e anseios, muito bem transmitidos pelas autoras.

Não gostei muito de Maya no início, e também não sei se gosto agora; ela tentou parecer determinada, mas a impressão que tive é que ela apenas não gostava de ser contrariada, e que tudo o que ela não podia parecia um desafio para ela. Tanto assim que desrespeitou todas as regras que protegiam Seth. Seth, por sua vez, tornou-se meu personagem favorito; primeiro, por causa das poucas palavras que usou por todo o livro, mesmo que conseguisse dizer exatamente aquilo que queria sem usá-las; depois, por causa de sua força, ao mesmo tempo em que parecia tão vulnerável. Keyth era Keyth: excêntrico, mas talvez o mais lúcido. Sebastian, Anya, Ayka, Artur, e todos os outros também conquistaram seu espaço, mas desses eu ainda preciso esperar o que virá.

O romance, definitivamente não é o foco da obra; a aventura e a ação é que são. É um épico, com cores quase visíveis, bem como as sensações de frio e calor, ou qualquer outra, advindas do uso de mantares. Só fico apreensiva por tantos personagens e mistérios, já que, quando é assim, fica fácil perder a linha em uma continuação. E eu preciso compreender tantas coisas ainda, e sei também que muitas outras virão.

Peço desculpas pelo tamanho da resenha, mas são mais de 600 páginas com muita história para contar e escritas com a perícia de escritores profissionais. É um obra que com certeza vale a pena ler, e que me deixou totalmente ansiosa para conhecer a continuação. Para os que quiserem conhecer um pouco mais, Roberta Spindler disponibiliza outras informações e imagens em seu Tumblr.





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