Seis coisas impossíveis - Fiona Wood

Sinopse: Dan Cereill levou um encontrão da vida: seu pai faliu, assumiu que é gay e separou-se de sua mãe, tudo de uma vez só. Enquanto isso, sua mãe recebeu de herança uma casa tombada pelo patrimônio histórico que cheira a xixi de cachorro, mas que não pode ser reformada...
E, agora, Dan está vivendo em uma casa-relíquia que parece um chiqueiro, com uma mãe supertriste e sem conseguir falar com o pai — que ele ama muito.
Suas únicas distrações são sua vizinha perfeita, Estelle, e uma lista de coisas impossíveis de fazer, como:
1. Beijar a garota.
2. Arrumar um emprego.
3. Dar uma animada na mãe.
4. Tentar não ser um nerd completo.
5. Falar com o pai quando ele liga.
6. Descobrir como ser bom e não sair abandonando os outros por aí...
Mas impossível mesmo será:
1. Não torcer para que Dan supere seus problemas.
2. Não rir muito com os devaneios dele.
3. Não querer ter um cachorrinho como Howard.
4. Não desejar que a mãe de Dan encontre a felicidade.
5. Parar de ler este livro.
6. Não querer abraçar o livro depois de tê-lo terminado... (Skoob)
WOOD, Fiona. Seis Coisas Impossíveis. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2013. 272 p.

A vida de Dan Cereill teve uma mudança completa de uma hora para outra. E não foi para melhor. Seu pai faliu, assumiu que é gay, e o garoto e sua mãe tiveram de se mudar para a casa que era de tia Adelaide, a qual receberam de herança (e que veio com Howard, um cachorro, de "brinde"). Dan ainda teve de sair da escola particular onde sempre estudou para uma instituição pública - e só esperava não ser um perdedor completo. O único ponto positivo nisso tudo era Estelle: a garota linda que morava na casa ao lado e estudava na nova escola de Dan.

"Estelle sai pelo portão de sua casa bem quando estou saindo, e vamos para a escola juntos. Por que essa amizade toda de repente? Fico desconfiado. Talvez ela tenha notado que eu estava chorando ontem e decidiu que sou um caso de caridade. Mas quer saber? Posso conviver com essa possibilidade." (p. 157 - 158)

Há algum tempo tenho evitado livros adolescentes, porque a maioria deles simplesmente me irrita. Seis coisas impossíveis, de Fiona Wood, quase foi deixado de lado por esse motivo. Mas os comentários sobre o livro no Goodreads me fizeram mudar de ideia e solicitei o livro à editora. Com certeza, não me arrependi.


"- Bom, acho que a gente pode ver o copo meio cheio, não é?

- Isso só funciona quando há alguma coisa dentro do copo - retrucou. - Infelizmente, nosso copo está vazio." (p. 16)


Dan é um garoto tímido e fofo, com inseguranças normais de um adolescente de 15 anos. Sua inteligência ajuda muito nas notas e em suas tiradinhas engraçadas, mas não com Estelle, já que, a princípio, ele não consegue nem falar com a garota. Mas conseguimos ver, ao poucos, o desenvolvimento do personagem, alguma maturidade e mais iniciativa. Isso é sempre bom, especialmente quando nos vemos torcendo para que ele realize sua lista de coisas impossíveis.

A narração do livro é feita em primeira pessoa, o que ajuda para a compreender a cabeça de Dan. Não fez falta conhecer o ponto de vista dos outros personagens, acredito que em razão da simplicidade do enredo. No início, fiquei me perguntando o que tinha de interessante no livro, afinal, mas logo que passou seu "choque de realidade", as coisas que aconteciam com Dan e seus pensamentos se tornaram bem engraçados, e não era difícil eu soltar algumas boas gargalhadas.

Os capítulos curtinhos e dinâmicos, não se prendem em detalhes insignificantes, o que dá mais velocidade à leitura e impede que a história fique cansativa em qualquer momento. O enredo é simples, como já comentei, então a graça está na forma com que Fiona constrói as passagens. E como diz a parte de trás da capa, terminamos com um calorzinho no coração, querendo abraçar o livro depois de terminar. E também queremos um Howard para nós, com certeza.


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Novidades #58

A semana por aqui veio cheia de novidades. São vários eventos acontecendo e divulgações que precisam ser feitas, e como estou em dívida com tantas coisas, está mais do que na hora de começar a colocá-las em ordem.

A primeira notícia é sobra a autora Danielle Medeiros de Souza, que lançou seu livro de poesia Dores e Amores este ano.

Daniele Medeiros de Souza, nascida em 1985 no Rio de Janeiro/RJ, descobriu o universo da poesia em 1998, ao fazer um trabalho de Português no Ensino Fundamental.
Tornou-se grande admiradora de Fernando Pessoa.
Descobriu o prazer de escrever seus próprios poemas, e não parou mais de expressar seus sentimentos.
Ganhou dois concursos de poesia em escolas que estudou.
Em 2013, lança seu livro de poemas Dores e Amores, que reúne 42 poemas escritos entre 1998 e 2001.





Para quem quiser adquirir o livro, pode encontrá-lo do site do Clube de Autores. A autora também pode ser contatada pelo e-mail doresseamores@ig.com.br.












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A partir da tarde de hoje a autora Kiera Cass, da série A Seleção, estará em eventos em várias cidades do país, com a Editora Seguinte. Quem tiver oportunidade, aproveite!

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A autora Graciela Mayrink estará neste sábado, dia 26/10, no evento “BH que Lê”, às 14h30, no Liberty Palace Hotel (Rua Paraíba, 1465 - Savassi), em Belo Horizonte. A entrada é gratuita e quem quiser aparecer é mais que bem-vindo.



No próximo sábado, dia 02/11, a autora também se fará presente em um bate-papo na Saraiva do Shopping Rio Sul, no Rio de Janeiro, às 17h, com entrada gratuita. Será uma conversa descontraída e servirá para tirar dúvidas sobre a carreira de escritora e seu livro. Também acontecerá uma leitura dramatizada do primeiro capítulo de Até Eu te Encontrar.






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A última novidade de hoje é da Editora Galera Record, que participará do Brasil Game Show 2013. O evento acontecerá na Expo Center Norte, em São Paulo, de 26 a 29 de outubro. Quem quiser ver o banner em tamanho maior, basta clicar sobre ele.

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Por hoje é isso, mas logo pretendo trazer ainda mais novidades para vocês ;)


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A última carta de amor - Jojo Moyes


"Nunca pensei que você fosse... Não leve a mal, Ellie, mas você me surpreendeu. Nunca pensei que essas cartas pudessem afetar tanto você.
- Não são só as cartas. - Ela funga.
Ele espera. Está encostado no sofá agora, mas sua mão continua pousada de leve no pescoço dela - e Ellie quer, ela percebe, que continue assim.
- Então? - A voz dele é meiga, inquisitiva.
- Tenho medo...
- De?
Ela fala bem baixinho.
- Tenho medo de que ninguém me ame tanto assim." (p. 312)


MOYES, Jojo. A última carta de amor. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2012. 384 p.


Jennifer Stirling pouco se lembrava de como era sua vida antes do acidente. Ela tentava agir com naturalidade, porque sabia que todos ficavam mais relaxados quando ela simplesmente fingia. Também aprendeu a confiar nos seus instintos e nas sensações que seu corpo demonstrava - mesmo que ela não tivesse as lembranças, as memórias sensitivas pareciam ser um bom guia.

Apesar de seus esforços, Jennifer não conseguia fazer seu marido, Laurence, feliz. Ainda que tudo estivesse aparentemente no lugar e que ela cumprisse bem seu papel na sociedade inglesa de 1960, havia alguma lacuna em tudo aquilo, uma peça faltante em sua vida, e sua memória falha não conseguia resgatar. Até que ela encontrou, entre suas próprias coisas, cartas de amor endereçadas a ela. Cartas impregnadas de sentimento que contrastavam com a frieza de seu marido, e ela percebe, então, que havia tido um amante. Quem seria esse homem que parecia amá-la tanto?

"- Sabe, não se pode fazer alguém voltar a nos amar. Por mais que se queira.
Às vezes, infelizmente, a questão do momento apenas não bate."

Quarenta anos depois, Ellie Haworth encontra alguma dessas cartas no fundo do arquivo do Jornal Nation, onde trabalha, enquanto procurava material para seu próximo artigo. Envolvida em seus próprios conflitos sentimentais, por ser amante de um homem casado, ela se vê absorvida por aquelas palavras, e sente que precisa descobrir o fim que teve aquela bela história.

As várias resenhas que li sobre o novo livro de Jojo Moyes me fizeram correr para ler A última carta de amor, também da autora. E a única conclusão que consigo tirar ao final da leitura é que esta autora tem uma sensibilidade incrível, já que conseguiu construir algo original com uma história baseada em acontecimentos comuns.

O jogo de palavras usado por Moyes dá uma sonoridade bela ao enredo, e o jogo de cenas é ainda é melhor colocado, impedindo o leitor de deixar a história de lado. As histórias, mais especificamente. A autora insere vários tempos, enredos diferentes, e os insere de maneira que quase confundimos do que se está tratando. Até que, sem mais nem menos, tudo fica límpido. 

A narração do livro é feita sempre em terceira pessoa, mostrando apenas um ponto de vista, conforme a cena. Há mescla, nos capítulos, entre as diversas épocas em que se passa a história, sem que o leitor seja avisado, e só se dá conta disso muito mais tarde. Pode parecer, por estas razões, um texto confuso no começo, mas cria uma sensação de admiração quando nos damos conta de como todas as cenas convergem em um só ponto. A narração em terceira pessoa também permite maior aproximação com os personagens, bem como perceber seus méritos e defeitos, conhecendo-os por inteiro.

No início, é fácil julgar Jennifer e Ellie por suas atitudes, mas acabamos por mergulhar nos problemas e sentimentos delas, de forma que algumas vezes eles acabam por se confundir com os nossos próprios. Assim, mesmo sem concordar, só o que resta é torcer para que a vida as tenha levado ao tão esperado final feliz.

"- O que acha que teria acontecido se ele tivesse tornado a encontrá-la?
Pela primeira vez, os olhos [...] ficam cheios de água. Ela olha para a linha do horizonte, faz um pequeno movimento negativo de cabeça.
- Os jovens não têm o monopólio dos corações partidos, sabe [...] Aprendi uma coisa há muito tempo: o se é um jogo muito perigoso." (p.337)

Senti-me em outra época, vivendo Londres de 1960, com todo o glamour e a hipocrisia de um tempo em que as aparências importavam ainda mais do que agora. Também gostei de imaginar a cidade atual e todas as outras histórias de amor de que pode ter sido palco. De forma leve, o enredo de A última carta de amor nos envolve e faz suspirar, e sonhar também com lindas cartas de amor.
~~*~~*~~



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Novidades #57: Grupo Editorial Novo Conceito


Marina Carvalho, autora de Simplesmente Ana e Ela é uma Fera!, estreia esta semana no blog do Grupo Editorial Novo Conceito a sua coluna semanal.

A autora aceitou nosso convite e agora estará ainda mais próxima de seus leitores. A cada semana você poderá interagir com a Marina e sugerir pautas para as semanas seguintes.

Acesse o texto de estreia e conheça mais um pouco sobre a Marina Carvalho. Clique aqui.
Clique Aqui



Dia 23 de Outubro de 2013, às 11 horas manhã, a Editora Novo Conceito promoverá o Hangout com a autora Cecelia Ahern!
Fique ligado nas redes sociais e participe!
Faça uma pergunta para autora e preencha o formulário abaixo que nós encaminharemos as questões à Editora.

ATENÇÃO LEITORES:
O Hangout com a autora Cecelia Ahern foi adiado do dia 23/10 (quarta-feira) para o dia 25/10 (sexta-feira) às 11:30min.


Saiba mais — http://bit.ly/19PH7H8

Saiba mais sobre os livros de Cecelia Ahern:

ATENÇÃO! Mesmo que você não possa acompanhar o bate-papo AO VIVO, as suas perguntas poderão ser respondidas e ficarão gravadas para você assistir mais tarde.




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Só tenho olhos para você - Bella Andre

Sinopse: Sophie Sullivan, uma bibliotecária de São Francisco, tinha cinco anos de idade quando se apaixonou por Jake McCann. Vinte anos depois, estava convencida de que o bad boy ainda a via como a gêmea Sullivan boazinha. Isso quando ele se dava ao trabalho de olhar para ela.
Ao se envolver na magia do primeiro casamento dos Sullivan, Sophie sente que já passou da hora de fazer o que quer que seja preciso para que Jake a veja como a mulher que realmente é.
No entanto, ela terá dificuldade em mostrar a Jake que pode ser uma mulher forte e decidida, capaz de amá-lo para sempre. E não só porque ela é a inacessível irmã de seus melhores amigos, mas porque ele tem medo de tê-la perto demais. Na verdade, ele desconfia que seu segredo mais vergonhoso poderá ser desvendado. (Skoob)
ANDRE, Bella. Só Tenho Olhos para Você. Os Sullivans #4. São Paulo: Editora Novo Conceito, 2013. 256 p.


Sophie sempre foi a irmã mais discreta, menos impulsiva, e mais protegida dos Sullivans. Só que estava cansada de ser considerada indefesa, e queria ser notada, pelo menos uma vez, pelo homem que amava desde a infância: Jack. Para isso, escolhe um momento nem tão apropriado: o casamento de Chloe e Chase. Porém, na única vez que resolve dar voz aos seus instintos, as consequências podem ser bastante complicadas e duradouras.

“Os lábios de Sophie estavam inchados do beijo violento dele, as bochechas enrubescidas, e os olhos dela brilhavam com o que ele assumiu serem lágrimas a derramar. Ele esperava que ela o estapeasse ou, no mínimo, virasse e corresse para contar aos irmãos o que acabara de acontecer.
Assim, eles poderiam matá-lo.
O que era exatamente o que merecia por beijar aqueles lábios tão doces.
Entretanto, Sophie não correu nem chorou. Em vez disso, ficou em pé na frente dele, parecendo mais linda do que nunca. De um lado vulnerável, do outro, estupefata.
– Ninguém nunca me beijou assim – ela comentou com uma voz quase sem fôlego. – Como se não bastasse, como se não pudesse parar e eu estivesse enlouquecendo você. Todos esses anos e eu nunca imaginei que fosse assim.” (p. 42 - 43)

Quarto livro da série de Bella André, Só tenho olhos para você tem um tom um pouco diferente dos primeiros livros. O livro anterior dava sinais de que a autora deixava de forçar tanto a barra e dava um tom mais natural aos acontecimentos – sem deixar de lado, claro, as cenas hot. Desta vez, no entanto, não sei dizer qual o ponto mais se destacou: a leveza de um amor desde a infância ou a improbabilidade da forma como ele se concretizou.

Se a reclamação dos primeiros livros era que os casais se apaixonavam rápido demais, não se pode dizer o mesmo agora: há uma história de amor, um encantamento de infância, algo que faz torcer pelo romance. Contudo, acredito que a construção da relação entre os personagens poderia acontecer de forma mais bonita, não como um jogo, um acordo, que foi o que aconteceu.

Bella André tentou também inserir certo mistério no enredo, como mais um motivo para que Jack quisesse se afastar de Sophie. Porém, esse detalhe ficou perdido no contexto, e acredito que ninguém tenha levado aquilo a sério. Porque simplesmente não tem cabimento nem sentido. É um “segredo” que não atrapalha a história, quero deixar claro, só está lá.

Como os demais livros da série, não traz grandes surpresas, mas é uma leitura agradável, leve e rápida, principalmente para os que gostam do estilo e não têm grandes expectativas. Também, apesar da falta de inovação, a escrita da autora envolve e faz a leitura fluir, o que faz com que seja um livro ideal para pausas entre leituras mais densas, como já comentei em outras resenhas. Cabe a ressalva de que os livros são independentes e, mesmo que haja referências aos livros anteriores, isso não impossibilita o entendimento da história.


~~*~~*~~

#4 - Só tenho olhos para você
#5 - Se você fosse minha
#6 - Quero ser seu

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Essa Semana... #53


Oi pessoal! Como vocês estão?
Eu queria comparecer mais aqui nos finais de semana, mas a vida está tão corrida que não tenho conseguido.
No último post que fiz aqui, coloquei em dias para vocês como foram as leituras enquanto estive ausente.Enfim... Vamos ver como estão as leituras por aqui?

Leitura do momento:


Estou lendo O Retorno, de Victoria Hislop. Estou gostando bastante, principalmente pela densidade histórica que está no texto.

Li essa semana:


Terminei a leitura de Claro que te amo!, da Tammy Luciano e li O Amor Mora ao Lado, da Debbie Macomber, que já tem resenha aqui.

Resenhei:


Resenhei O amor mora ao lado, de Debbie Macomber, e Céu em Chamas, de Janice Diniz (para acessar a resenha, basta clicar na capa).

Hey, Mr. Postman:



Chegaram os livros lindos da Novo Conceito. Recebi Até eu te encontrar, de Graciela Mayrink, O amor mora ao lado e Dois Rios, de T. Greenwood.

Super Quote:

"Uma parte de sua cabeça sempre se debatera com a ideia de que a mulher deveria desempenhar inteiramente o papel de quem reage. Mas naquela noite o paradoxo adquiriu sentido para ela: ser passiva não significava ser subserviente. Sua força residia em quão bem decidisse reagir." (O Retorno, p. 87)

E mais no blog essa semana: 

Uma ótima oportunidade para quem quer levar Simplesmente Ana e A outra vida para casa:


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Novidades #56: Grupo Editorial Novo Conceito


As novidades não param no mundo literário, e Grupo Editorial Novo Conceito está sempre com ótimos lançamentos. Com lançamento previsto para Novembro, um dos livros da Editora tem sido bastante comentado:


Um dos lançamentos de não-ficção mais aguardados de 2013 chega às livrarias em novembro e conta a história de Amanda Lindhout, jornalista, vítima de um sequestro que durou 460 dias na Somália.

Em entrevista à revista Harpers Bazaar a autora diz que "A Casa do céu é o lugar onde me imaginava toda vez que a violência batia na carne e não havia luz ao redor. É o nome que escolhi para contar a minha experiência. O livro traz na capa, pássaros libertos".

Leia a matéria na integra na edição de outubro da revista Harper's Bazaar ou acesse blog da Editora.



Outra novidade da Editora é que ela já está com presença confirmada na Bienal do Livro da Bahia, que acontece de 6 a 17 de novembro deste ano. Maiores informações podem ser encontradas aqui.


Por fim, como estou atrasada sobre as publicações dos lançamentos do Grupo, vou deixar para falar sobre os livros publicados que foram em Setembro e em Outubro em um outro post. Mas vale comentar o livro escolhido para ser publicado no formato digital ao fim da Bienal do Rio de Janeiro:


Três amigas inseparáveis que, apesar de não possuírem laços sanguíneos e de terem aparência bem diferente, são como irmãs. Frequentam o último ano no mesmo colégio, têm uma banda de rock e nomes perfeitos para virar apelidos: Amanda (Mands), Pamela (Pam) e Analice (Ana). Longe de serem as garotas mais populares da escola, são conhecidas como “bruxinhas”. Não pela aparência, mas pelo seu visual dark. O uniforme do tradicional e luxuoso colégio Hall é bastante tradicional, composto de saia quadriculada, camisa branca e terno preto, mas cada aluno marca seu estilo da forma que achar melhor. As bruxinhas capricham na maquiagem e nos acessórios: sombra e lápis pretos, colares de crucifixo, batom sempre bem escuro.
O trio decide fazer um feitiço para tentar trazer de volta à vida o famoso bruxo do século XVII Nicolas Byron. Querem aprender mais sobre as artes das bruxarias. As meninas acham que não deu certo e desencanam, mas no dia seguinte aparece um novato no colégio.
O garoto chama a atenção: olhos azuis, alto, cabelo castanho-claro penteado para trás de um jeito meio formal. Rosto bonito, lábios bem contornados, sorriso de tirar o fôlego. Dá para ver, apesar do terno preto, seu belo porte físico. Faz a alegria das alunas nas aulas de educação física, especialmente a de natação. Seu nome é... Nicolas Byron.
Agora as bruxinhas ficam com essa dúvida na cabeça: será que este é o famoso bruxo que invocaram ou é apenas uma terrível coincidência de nomes?
Para descobrir a verdade, as amigas passam por muitas confusões, situações engraçadas e uma delas se envolve em um romance daqueles, fadado a uma triste maldição. Diversas surpresas as esperam.
Será que a maldição será quebrada?




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Céu em Chamas - Janice Diniz


Sinopse: Começa em Matarana a estação das chuvas e o prado se torna verdejante e úmido, transformando a paisagem hostil. A chegada do tráfico de óxi e de um antigo inimigo de Franco também transformará o cotidiano dos caubóis do cerrado. E Rodrigo Malverde abrirá fogo contra os velhos e os novos criminosos da cidade, sendo obrigado a se aliar ao homem que quer roubar a sua mulher. Amor, sensualidade, ação, intriga e muitos tiros. Não se iluda com as aparências...
AS PESSOAS BOAS NÃO ESTÃO MAIS AQUI. (Skoob)


DINIZ, Janice. Céu em Chamas: As pessoas boas não estão mais aqui. vol. II. São Paulo: Lexia, 2013. 512 p.


Mesmo querendo contar muito de Céu em Chamas, de Janice Diniz, desta vez não cabe detalhe além da sinopse oficial. O primeiro livro da série, Terra Ardente, teve um fim imprevisível e perfeito, e foi a imprevisibilidade o mais apaixonante da história. Contudo, é preciso admitir que aquela perfeição trouxe consigo um pesar, uma apreensão de que tudo aquilo que encantou no primeiro volume poderia ser desfeito com um simples movimento de caneta da autora. Só que, como é característico da Janice, foi usado de novo do imprevisível para contar e conquistar.

Se a narrativa de Terra Ardente podia ser comparada às características da própria cidade de Matarana, cabe ao enredo de Céu em Chamas a mesma impetuosidade da estação das chuvas: a brutalidade dos sentimentos parece pronta a vir à tona a qualquer momento, como as chuvas, e logo há espaço para reviravoltas e tempestades.

O prado se tornou verde, mas nem por isso o calor típico da cidade se abrandou; nem a briga – até mesmo entre aqueles que se amam – para ver quem é mais forte. Entre os personagens, permanece aquela dualidade entre aquilo que têm de bom, quase sempre escondido, e a tentativa de se mostrar superior, apoiando-se na ira e no orgulho que, por incrível que pareça, sempre se originam da paixão, do amor possessivo, da vontade de não sofrer sozinho.

- Quando a gente quer dizer mais do que "eu te amo", 
o que a gente diz? - ela perguntou numa voz embargada.
- Para sempre. - ele respondeu confiante." (p. 148)

Janice Diniz conseguiu manter uma linearidade – não se perdeu naquilo que propôs inicialmente. Os detalhes do faroeste ficaram mais delineados neste volume, e a natureza de cada personagem ainda está ali, visível, incômoda e, mesmo que seus lados bons estivessem um pouco mais latentes, as defesas continuam armadas, principalmente porque não se trata mais de lutar cada um por si, pela sobrevivência – todos agora têm por quem lutar.


Vi-me surpresa com o despertar daquelas mesmas sensações que tive ao ler o primeiro livro. Achei que minhas pendências com os personagens estavam resolvidas, mas não. Eu ainda consegui odiá-los, ainda queria fazê-los resolver a situação de maneira mais simples, fazê-los deixar de lado as máscaras que haviam erguido. E as máscaras foram, finalmente, sendo deixadas de lado. Só conhecendo o melhor e o pior lado de uma mesma pessoa é que se pode deixar arrebatar por ela, e isso se deu de maneira ainda mais intensa que antes, provando ser algo que Janice consegue conduzir com maestria.

"- Pensa em pular fora? - ela viu-se perguntando numa voz sumida.
A expressão no rosto do delegado evidenciava a seriedade do assunto. 
Rugas profundas na testa, o cenho franzido, a comissura dos lábios ligeiramente curvada para baixo num ricto de amargura. Mesmo com um conjunto
 facial de provas que apontava para a direção do "bater em retirada",
o que Rodrigo falou serviu à sua dor como uma injeção de morfina:
- Já disse, sou feito de outra substância." (p. 117)

A sutil ironia dos diálogos também estava presente, tão discreta que quase passa despercebida. Também as construções gramaticais e figurativas inteligentes que deixam o texto menos superficial e mais interessante. De forma singela, essas característica dão certa fluidez, ao mesmo tempo em que compõem uma crítica implícita à realidade social.

Céu em Chamas é um western delicioso, que talvez não se destaque tanto quanto o seu antecessor, mas vem a complementá-lo maravilhosamente bem. Como diz a sinopse, não falta "Amor, sensualidade, ação, intriga e muitos tiros". O único problema é que, quando se acha que chegou o tão esperado final feliz - e que cena linda, devo dizer -, é claro que estamos levemente enganados, afinal, as pessoas boas não estão mais em Matarana.

~~*~~*~~
Série Matarana:

#1 Terra Ardente - Amor e Ódio onde nem os fortes têm vez
#2 Céu em Chamas - As pessoas boas não estão mais aqui
#3 Fogo no Cerrado (ainda não lançado)



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Concurso Cultural: Qual o seu mundo?


Como seria se você acordasse e, de alguma forma, tudo aquilo que você conhecia, já não existisse mais? Se um outro mundo ou uma outra vida estivesse lhe esperando? Você, alguma vez, já parou para imaginar?

Se isso ainda não aconteceu, então é hora de colocar a cachola para funcionar!

O Conjunto da Obra, até o próximo dia 03 de novembro, estará recebendo histórias, criadas por vocês, para conhecer como seria esse "novo" mundo. O tema é esse, "Qual o seu mundo?", mas, a partir disso, qualquer história pode ser criada. Não importa se seres extraterrestres invadirem o planeta, se novas pragas se espalharem e acabarem com a humanidade, se um governo ditador decretar coisas horríveis, ou se você for transportado (a) para um conto de fadas: a criatividade é sua.

Para participar é preciso seguir o blog pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste site" na barra lateral direita) e preencher o formulário abaixo com os dados de identificação e o próprio texto:




Quando o prazo de inscrição for encerrado, selecionarei 3 textos que achar mais criativos, na ordem em que forem recebidos, e os postarei aqui no blog para análise dos leitores. O mais importante: o critério de escolha do vencedor não será por votação! O sistema será o de notas, de 1 a 5, e aquele que chegar à maior média ficará com o primeiro lugar. Em caso de empate, será feito sorteio.

Mas, Julia, para que tudo isso?

Claro que tem premiação! O vencedor levará para casa dois livros que têm muito a ver com o tema proposto, e que foram disponibilizados pela Editora parceira Novo Conceito: A outra vida e Simplesmente Ana.

Que tal? Você mostra seu talento e ainda pode levar dois livros para casa. Participe!



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Conjunto de Ganhadores #9


Mais uma vez é hora de mostrar aqui as carinhas daqueles que receberam em casa alguns prêmios sorteados pelo Conjunto da Obra.






A Ana Lúcia já tinha mandado as fotos dos livros que recebeu lá em Fortaleza há um tempinho, mas eu é que fiquei devendo a postagem. Na primeira imagem, os livros que ela escolheu entre os sorteados na Gincana de Aniversário do blog. Na segunda, Na Companhia das Estrelas, que ela ganhou em outro sorteio.

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Em uma outra premiação feita aqui no Conjunto da Obra, que iria sortear um exemplar do livro Jardim de Inverno, a Rita foi a sortuda que o recebeu em Brasília.

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Mais uma vez obrigada, meninas, pela participação constante aqui no blog. É sempre por vocês que ele é aos poucos construído.

No momento, não há nenhuma promoção no ar, mas pretendo deixar vocês recheados delas em breve.


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