Especial #19: Feliz 2016


Eu pensei em dezenas de maneiras de fazer essa postagem de final de ano. Queria trazer listas de livros, fazer uma retrospectiva, ou escrever novas reflexões. No fim das contas, vi que seria melhor se eu fosse bem breve e sincera.

2015 foi um ano maravilhoso para mim, e ainda mais especial para o Conjunto da Obra. A equipe que escolhi em 2014 foi fundamental para isso, por isso quero dedicar um agradecimento especial à Ana, ao Carlos e à Sofia. Nos meus piores momentos, pude contar com vocês, e se o Conjunto da Obra continua aqui, muito se deve ao simples fato de ter vocês junto de mim.

Aos leitores que permaneceram de outros anos: muito obrigada. E àqueles que conheceram o blog neste 2015 e gostaram, sejam muito bem vindos, espero que possamos conquistar vocês um pouquinho mais a cada dia. Ter um público que leia o blog é importante, mas ter amigos que fazem parte do nosso dia a dia, como vocês, é inacreditavelmente bom. Por vocês e para vocês, esperamos que 2016 seja ainda melhor.

Agradeço por terem feito parte de cada dia do ano que se encerra agora, e envio todos os meus mais puros agradecimentos, sentimentos e carinho para que 2016 só traga coisas boas para todos, que cada um de nós cresçamos com as dificuldade e, o mais importante, continuemos juntos, fortes, nesse mesmo objetivo: incentivar a leitura, para mudar o mundo.

Com todo o meu amor,


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Grey - E. L. James

Foto: Carlos Barros

Na voz de Christian, e através de seus pensamentos, reflexões e sonhos, E L James oferece uma nova perspectiva da história de amor que dominou milhares de leitores ao redor do mundo. Christian Grey controla tudo e todos a seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio – até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Christian tenta esquecê-la, mas em vez disso acaba envolvido num turbilhão de emoções que não compreende e às quais não consegue resistir. Diferentemente de qualquer mulher que ele já conheceu, a tímida e quieta Ana parece enxergar através de Christian – além do empresário extremamente bem-sucedido, de estilo de vida sofisticado, até o homem de coração frio e ferido. Será que, com Ana, Christian conseguirá dissipar os horrores de sua infância que o assombram todas as noites? Ou seus desejos sexuais obscuros, sua compulsão por controle e a profunda aversão que sente por si mesmo vão afastar a garota e destruir a frágil esperança que ela lhe oferece?

JAMES, E. L. Grey. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2015. 524 p.

Quando eu li Cinquenta Tons de Cinza há uns dois anos atrás (e só primeiro volume da série, não consegui ler os outros dois de jeito nenhum), fiquei tentando imaginar o porquê de tanto sucesso. Como diz a minha mãe, tem gosto para tudo. Mas enfim, o ponto em que eu quero chegar é que mesmo tendo detestando a visão de Anastasia Steele para essa história, minha curiosidade para saber a visão do enigmático Christian Grey estava gigante. 

Todo mundo sabe quando uma história faz sucesso demais e tal história é originalmente narrada pela personagem feminina, podemos esperar a visão masculina. Há quem ame, há quem odeie, mas o fato é que iremos ler a mesma coisa. Eu mesma não coloco lá muitas expectativas nesses livros, já que sei exatamente o que vai acontecer. No caso de Grey, o único diferencial foi conhecermos o interior de Christian, sempre muito introspectivo. Nesse ponto a autora acertou, já que Grey é um personagem muito mais interessante e melhor construído do que a mocinha. 

Aqui, encontramos uma narrativa muito mais sombria e infinitamente mais escrachada do que em Cinquenta Tons de Cinza, afinal, querendo ou não é um homem narrando e os pensamentos dele são muito mais fortes. Conhecemos um pouco da misteriosa relação de Christian com Elena, detalhes sobre a sua infância antes e depois de ser adotado e várias outras coisas que deixaram a maioria dos leitores mortos de curiosidade, mas ainda assim não achei suficiente.  

Eu sei que já devia estar acostumada nessa altura do campeonato, mas meu Deus, o linguajar dele me irritava completamente. Okay, nas muitas cenas de sacanagem, dominação e todas essas coisas que eu já estava esperando eu não me assustava, mas o jeito de ele conversar normalmente era muito vulgar. Os pensamentos então, acho melhor nem comentar. Mas uma coisa que eu gostei de ler foi o avanço do sentimento de Christian pela Ana, aqui eu pelo menos tive a impressão de que foi real. 

Gente, vocês que são fãs que me desculpem, mas eu preciso falar: COMO QUE UMA CRIATURA ACEITA FAZER UM CONTRATO DE DOMINAÇÃO EM UM RELACIONAMENTO PELO AMOR DE DEUS? Porque nossa, com certeza o sonho de TODA mulher é que todos os aspectos da vida dela sejam controlados por um homem, nossa sem ora. Não consigo nem pensar que existem mulheres que aceitam esse tipo de coisa... Quem em sã consciência entra em um quarto cheio de brinquedos masoquistas e acha lindo? Deus me livre. Para mim isso está longe de ser um relacionamento normal, quanto mais saudável. 

Infelizmente eu esperava alguma coisa diferente. Sim, eu juro que esperava. A impressão que tive foi que a  E. L. James simplesmente pegou o arquivo de Cinquenta Tons de Cinza e mudou uns pensamentos aqui e acolá. Esperava muito mais da sua infância conturbada, como já disse antes e, principalmente, da sua vida antes de conhecer Anastasia. Como já disse antes, cada pessoa tem um gosto diferente, mas acho bem triste um livro tão fraco fazer tanto sucesso, ainda mais se compararmos com algumas outras obras brilhantes que não tem tanta visibilidade.

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Uma Pergunta Por Dia - Potter Style


Para presentear os parceiros nas últimas semanas de 2015, a Editora Intrínseca enviou um kit todo pensado para essa época, com tema principal o novo livro publicado pela Editora, Uma Pergunta Por Dia. Eu geralmente não faço postagens exclusivas para mostrar esses mimos, mas esse é tão especial que eu preciso dividir com vocês.

1. Caixa: 


O livro veio dentro dessa caixa linda aí, e só ela já é um presente, de tão delicada. Além disso, tem uma frase motivacional na frente que tem tudo a ver com o livro.

2. Fitinhas:


As fitinhas coloridas para passar o réveillon compunham a caixa, e são tão bem pensadas que fiquei sorrindo sozinha por aqui. Primeiro, porque cada uma vem com uma cor, ligada a uma virtude que se deseja para o próximo ano. Além disso, cada virtude está relacionada a um dos livros publicados pela Intrínseca, e eles se encaixam perfeitamente.

3. Cartões:


Alguns cartões também foram preparados especialmente para essa época e, é claro, têm tudo a ver com os livros publicados pela Editora, como dá para ver pela imagem. Dentro de cada um há também uma frase relacionada com o livro que ele representa com votos de boas festas. Distribuí uns três deles no natal, e todo mundo adorou!

4. Livro:


Não poderia deixar de fora o mais importante: o livro Uma Pergunta Por Dia. A Edição é fantástica, encantadora. Feita em capa dura, com essa cor de livro antigo e lateral das páginas em dourado. É ou não é uma obra de arte?


Por dentro, ele parece uma agenda, com a diferença de que, em vez de horas, as linhas marcam os anos. Isso é fundamental para a proposta do livro: cada dia tem uma pergunta, que deve ser respondida a cada ano, por 5 anos. O objetivo é que, com o passar dos anos, o dono do livro volte às respostas que deu à mesma pergunta e analise seus pensamentos anteriores.

Já comentei com vocês aqui que eu gosto de refletir sobre o meu ano e sobre quanto eu mudei, o que conquistei, o que perdi. E com Uma Pergunta Por Dia, a partir do segundo ano, essa reflexão poderá ser diária.

Eu adorei ter recebido esse presente, e pretendo começar logo no dia 01/01/2016. Para quem gosta de diários, de livros interativos ou de refletir sobre a vida, que tal começar também?














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Royal 47 - Jim Carbonera

Sinopse: Nesta obra, Jim Carbonera mantém sua narrativa infame e vil dos livros anteriores. Nomeia cada capítulo como se estivesse homenageando-os e transforma Royal 47 em um romance feroz e corrosivo. Seu protagonista, Rino Caldarola, deixa de morar com os pais e muda-se para um ambiente conturbado e efervescente. Uma nova visão sobre o mundo está prestes a nascer das teclas de sua primeira máquina de escrever que, além de auxiliá-lo em seu novo objetivo — de escrever um romance datilografado —, se transforma em sua principal companhia. Rino, sem receio algum, mantém-se o bon vivant inconsequente de outrora e utiliza-se da insensatez como válvula de escape para enfrentar os desígnios da vida. Jim Carbonera expõe explicitamente um personagem que desdenha a sobriedade civil, inspira-se e deleita-se em tudo que o cerca e, definitivamente, utiliza a sociedade como seu espelho transgressor. (Skoob)
CARBONERA, Jim. Royal 47. Giostri, 2015. 152 p.

O nova obra de Jim Carbonera dá sequência aos eventos narrados em Verme! Rino sai das casas dos pais e se muda para um pequeno apartamento alugado, em um bairro boêmio de Porto Alegre. Logo nos primeiros dias de ócio, enquanto busca inspiração para escrever seu novo livro, ele assiste a um filme sobre a relação de Ernest Hemingway com a correspondente de guerra, Martha Gellhorn. Na película, Hemingway utiliza um máquina de escrever para a criação de suas histórias, uma Royal Quiet De Luxe de 1947, ou a Royal 47 do título.

Rino, convencido de que terá mais inspiração se escrever com uma máquina igual, sai em busca pelas lojas de antiguidade da cidade. Para sua surpresa e contentamento, ele não encontra uma semelhante, mas, sim, uma exatamente igual. É curioso ver como Rino, mesmo diante de algo que deseja muito, não perde suas convicções e pechincha com o vendedor pelo preço da Royal 47, mesmo com o risco de não a comprar.

Aliás, todas as atitudes de Rino, mantém sua insistência em ser autêntico, sem qualquer medo com o que as outras pessoas irão pensar. Por isso, não é de se estranhar sua honestidade ao reconhecer o medo diante do início da amizade com um motociclista particularmente perigoso, nem a sua aceitação ao transar com uma mulher de meia-idade e descrevê-la de forma mais honesta possível, indicando seus defeitos físicos, sem repudiá-los. E nem quando aceita um trabalho que muitos recusariam: escrever uma coluna sobre funerais. O empenho dele, ou a tentativa de sempre entregar algo bem feito, está presente até nesses trabalhos, e é divertido acompanhar suas idas a enterros e o que acontece neles. Aliás, é mais divertido ver o destino que ele dá a um brinquedo sexual, quando decide devolvê-lo a sua antiga namorada, ou quando aceita ganhar um dinheiro extra sendo acompanhante de luxo.

"O grande problema é que, quando se namora, possuir brinquedos sacanas não tem importância. Entretanto, solteiro, não iria colar. Pensei por um instante sobre o que faria com cada objeto. Decidi que os dados eu guardaria e levaria para minha quitinete, pois presentearia um casal de amigos. O pouco que restou do K-Y, enrolei num papel higiênico e atirei na lata de lixo do banheiro. E com Jonas, o que fazer?"

Em Royal 47, temos uma ênfase nos casos amorosos de Rino, alguns descritos com detalhes tão crus, tão diretos e sinceros, que fica difícil não imaginar que realmente aconteceram. Inclusive, somos brindados com um exemplo dos contos que Rino escreve, e é perceptível a lascívia de sua mente, quando ele descreve o relacionamento de seu personagem com três garotas, que deixarão o leitor com inércia moral, sem saber bem o que pensar, mas com um sorriso no rosto.

E é exatamente esse tipo de narrativa que conquista na leitura das obras de Jim Carbonera. A forma como o cotidiano de Rino é contado, apesar de não ter nada diferente que outros milhares de homens, é tão natural, tão direto, sem firulas, que parece que estamos lendo a conversa que tivemos com algum amigo em um bar da esquina. Somos levados, capítulo após capítulo, a uma leitura que nos emerge em situações mundanas, mas narradas de uma forma tão contagiante, que acompanhamos como se fosse algo extremamente único.

"A vizinha se levantou e começou a se vestir. Disse que estava indo embora. Agachou-se e beijou minha boca com a língua e tudo. Avisei-a para bater a porta que depois eu chaveava. Fiquei ali sobre o colchão, feliz por ter economizado uma grana. Se tivesse que pagar alguém para foder, abriria o bolso, pois seria exigente. O mesmo não posso dizer sobre a parceira de hoje. Nada de enaltecimento quanto à sua beleza física. Bom, mas isso não importa. Às vezes o essencial não é a beleza da fruta, mas sim estar madura."

Royal 47 é um livro pequeno, que você lê em uma tarde, mas que se torna obrigatório para quem já leu Verme!, e indicado para quem não leu. E para esses que já leram, existe uma surpresinha na última página do livro. Algo que pode confirmar o que muitos suspeitavam sobre Rino. ;)

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Novidades #121: A 5ª Onda


Depois da primeira onda, só restou a escuridão. Depois da segunda onda, somente os que tiveram sorte sobreviveram. Depois da terceira onda, somente os que não tiveram sorte sobreviveram. Depois da quarta onda, só há uma regra: não confie em ninguém.
Agora A QUINTA ONDA está começando... Cassie está sozinha, fugindo dos Outros. Ela vive em uma Terra devastada, onde qualquer pessoa, até mesmo uma criança, pode ser o inimigo. Um inimigo que parece humano, que espreita em todos os lugares, pronto para aniquilar os últimos sobreviventes. Permanecer sozinha é permanecer viva - Cassie acredita nisso até encontrar Evan Walker. Mas será que ela pode confiar nele? Será que ele pode ajudá-la a resgatar o irmão?
Chegou o momento em que Cassie deve escolher entre a esperança ou o desespero, entre enfrentar os Outros ou se render ao seu destino, entre a vida ou a morte. Entre desistir ou lutar!

É esse o mote de A 5ª Onda, livro publicado pela Editora Fundamento no Brasil.

E agora, a história está chegando também aos cinemas! Já conferiu o trailer?


O lançamento ocorrerá no dia 21 de janeiro e quem quiser pode adquirir o livro com as capas do filme com 30% de desconto no site da Editora.

E aí, ansiosos?


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Especial #18: Mais uma vez, Natal


Precisei pensar bastante sobre o que escrever para vocês hoje. As palavras que geralmente transbordam de mim, por um motivo qualquer, se esconderam. Hoje transborda outra coisa: uma infinidade de sentimentos bons, uma sensação de paz comigo mesma, um agradecimento imenso por ter esse espaço para falar e alguém para ler o que eu escrevo.

Sempre, nessa época, faço uma análise do meu ano. Tento analisar os erros, os acertos, o que eu preciso mudar e aquilo que preciso defender com todas as forças do meu ser. A partir daí, traço planos para o ano seguinte.

Dois mil e quinze foi um ano difícil. Muito trabalho, muito estudo, muita coisa para lidar quando o meu estado de espírito não condizia com as decisões que eu precisava tomar. Dois mil e dezesseis promete ser tão difícil quanto. Será o último ano da faculdade, o momento que precisarei lidar com o dificílimo fim de um ciclo e os primeiros passos para dar início a outro.

Imagino que cada um tenha tido suas próprias dificuldades. Carreira, sonhos, relacionamentos... Tanta coisa à nossa volta e, às vezes, bate aquele medo de não conseguir fazer tudo certo. É preciso lembrar, porém, que sempre há esperança e, nela, há força. É isso que me move, é isso que move o mundo.

Por isso, é esperança que eu desejo para todos vocês neste natal. Enquanto houver esperanças, vocês terão forças para buscar aquilo que é melhor para vocês, para lutar pelo bem, para viver toda a plenitude daquilo que existe ao seu redor.

Obrigada por estarem aqui mais uma vez. Obrigada por me darem um pouquinho de esperança todos os dias. Obrigada por manterem comigo esse espaço e por me darem espaço para falar. Obrigada por tocarem meu coração e por me deixarem tocar o de vocês.

Um grande, maravilhoso e feliz natal.

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Extraordinário - R.J.Palacio

Sinopse: O livro conta a história de Auggie, um menino que nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial. Em um manifesto em favor da gentileza, ele enfrenta uma missão nada fácil quando começa a frequentar a escola pela primeira vez: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.
PALACIO, R.J. Extraordinário. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2013. 318 p.

Sempre tive uma vontade enorme de ler Extraordinário, não somente pelos inúmeros comentários emocionados mas também pela proposta do obra, que é fascinante. É um daqueles livros que nos faz parar para refletir de uma maneira extraordinária, nos proporcionando uma visão ampla do lado oposto, daquele que julgamos.

August Pullman, ou Auggie para os íntimos, nasceu com uma grave doença que deformou seu rosto, de maneira que toda e qualquer educação que adquiriu veio de casa devido ao medo que os outros teriam de si e por viver na sala de cirurgia. Mas mesmo com toda dificuldade e sofrimento, Auggie se tornou um garoto esperto e bem-humorado, tendo uma vida relativamente normal para alguém de sua idade.

Até que chega o momento irremediável onde a família terá que decidir lançá-lo ou não ao mundo, matriculando-o em uma escola. Mas será que o pequeno Auggie está preparado para viver em meio a tanta gente? Será que está preparado para receber o dobro de olhares em uma escola?

"Talvez a única pessoa no mundo que percebe o quanto sou comum seja eu.
Aliás, meu nome é August. Não vou descrever minha aparência. não importa o que você esteja pensando, porque provavelmente é pior".

Como falar de Extraordinário sem se emocionar ou gaguejar? Trata-se de uma produção tão pura e simples no desenvolvimento mas tão complexa e chocante no entendimento, que acaba que há uma confusão de sentimentos. Aqui temos uma gama de crianças, jovens e adultos frente a frente com o "inesperado", aprendendo a lidar com o sentimento do outro da melhor maneira possível. Entretanto, não são todos os que estão dispostos a mudar de visão, e é aí que se encontra todo o enfrentamento e ampliador de força de August.

O ponto alto da obra sem dúvidas está na narrativa: simples, fluída e emocionante. R.J. Palacio intercala os capítulos entre os diversos personagens envolvidos na vida de Auggie, nos proporcionando uma visão ampla de sentimentos, ações e frustrações. Apesar da obra se concentrar em August e em seu desenvolvimento socioafetivo, os problemas dos demais personagens e como eles reagem frente às necessidades do protagonista nos são apresentados sutilmente como forma de demonstrar que todos temos problemas, em graus diferentes de dor e enfrentamento, mas ainda assim problemas; portanto devemos aceitar (mesmo que por um instante) o lugar do outro.

"As coisas que fazemos sobrevivem a nós, São como os monumentos que as pessoas erguem em honra aos heróis depois que eles morrem [...] Só que, em vez de pedra, são feitas das lembranças que as pessoas têm de você".

A narrativa fica longe de soar apelativo ou excessivamente dramática, o que me agradou profundamente, visto que o protagonista passa por diversos problemas mas mesmo assim encara sua vida da melhor maneira possível. Foi absolutamente impossível controlar as lágrimas durante a leitura, mesmo nos momentos mais simples e calmos, a obra me atingiu como um caminhão, tomando minhas emoções e mudando meu pensamento. É extremamente difícil falar sobre algo que te toma de uma maneira que nem você sabe entende. Foi impressionante ver como alguém tão novo pode ser tão sábio e forte, visto que há tantas pessoas um pouco mais velhas pelo mundo afora que não têm metade da garra que o Auggie tem. Porém sei que ainda existem (ainda que poucas), felizmente, pessoas que têm o mesmo bom-humor, força e calma frente aos problemas e talvez este livro (Auggie) venha para mostrar àqueles que não têm (nem tudo isto, nem amparo do próximo), como tudo pode ser diferente. Acredito que esta obra seja de muita valia em especial aos jovens e crianças, para tentar encarar a dor do outro com um pouco mais de cuidado e respeito.

Vale ressaltar que a obra também está bastante recheada de momentos engraçados e contagiantes, intercalando as emoções, visto que por ora estamos chorando de alegria, por outra, de revolta. Auggie faz seu próprio estilo, nos levando a risadas horrendas.

R.J. Palacio fez uso de palavras simples para transmitir uma gama de sentimentos a seu leitor, sem precisar de rebuscamento ou drama, a obra se faz incrível por sua simplicidade e sabedoria. Não há palavra melhor para descrever este livro do que extraordinário.

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Conjuntando #51: Novembro em Fotos

Acredito que todos que acompanham o blog perceberam que o mês de novembro, por aqui, não foi muito agitado. A aproximação do final do ano somada ao final do semestre complicou minha vida e, como os manezinhos dizem, "esculhambou" minha programação. rsrsrs

E, assim como no blog, as redes sociais também foram afetadas. Por conta disso, só duas fotos apareceram no Instagram do Conjunto da Obra em novembro. Triste, não é?

Mas, como não poderia deixar de ser, claro que elas vão aparecer por aqui! Vamos conferir?


Dezembro não acabou e já estamos um pouco melhor de fotos por lá. As férias tendem a me dar mais tempo para ler e postar. Quem quiser, siga o blog no Instagram ;)

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Para todos os garotos que já amei - Jenny Han

Sinopse: Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar. (Skoob)
HAN, Jenny. Para todos os garotos que já amei. Intrínseca, 2015. 320 p.


A Ju e eu começamos a ler este livro juntos, sem combinar, e, por isso, decidimos que seria diferente se fizéssemos uma resenha em conjunto, com o que cada um achou de um determinado assunto dentro da história do livro e sobre os personagens. Espero que gostem! ;)

CARLOS: A primeira coisa que quero dizer, é que todos os personagens me cativaram: Lara Jean, a narradora da história, com a ingenuidade própria da idade e a insegurança pela falta de uma referência materna; Margot, a mais velha, que assume, naturalmente, o lugar da mãe perante as duas irmãs mais novas; Kitty, sempre provocativa, enfezada, carente; Josh, o menino da porta ao lado por quem todas são apaixonadas; e Peter, a surpresa do livro, o garoto que conquista aos poucos, sem deixar notar.
JULIA: É mesmo um pouco difícil não se deixar conquistar pelos personagens. Até aqueles com quem eu tinha certa implicância no começo demonstraram ser merecedores de atenção e alguns acabaram por se tornar meus personagens favoritos. Acho interessante a forma como a autora conseguiu construir cada personalidade, bem nítida e definida, ao mesmo tempo em que algumas nuances podiam passar desapercebidas, sem contradizer todo o resto, e surpreender mais tarde.

CARLOS: Antes de ler o livro, achei que a história iria girar em torno das confusões que as referidas cartas causariam na vida da personagem principal, mas, na verdade, apenas duas tem alguma importância. Entretanto, não fiquei desapontado, pelo contrário, uma vez que o relacionamento da personagem com os dois destinatários é mais explorado, sem pressa.
JULIA: Da mesma forma, pensei que as cartas tomariam um espaço muito maior na trama. Elas, na verdade, foram apenas um clique inicial para algo que iria além delas. As consequências das cartas, principalmente das duas que o Carlos citou, acabaram por ser mais importantes que as cartas em si e o desenrolar da história era tão gostoso que eu nem senti falta delas, para ser sincera.

CARLOS: Uma coisa me irritou bastante: a constante referência à Margot. Ela viajou para a faculdade na Escócia, mas tudo o que Lara Jean fazia, ela descrevia o que Margot pensaria, faria ou diria. Isso é tão constante no livro, até pelo menos metade da história, que chegou a incomodar bastante. Mas exatamente por essa insistência da autora, fiquei na esperança de ser proposital. E, felizmente, realmente era. No fim do livro, é dada a explicação, que é perfeitamente convincente e até emocionante.
JULIA: Reparei também a constante referência à Margot, mas não desconfiei de nada. rsrs Tive a impressão de que Lara Jean se sentiu abandonada quando a irmã foi embora e que de alguma forma a culpava pela escolha, ainda que inconscientemente, muito embora também a admirasse muito. Porém, quando surgiu aquela explicação ao fim do livro, tudo ficou mais conexo e bonito.


CARLOS: A história em si não tem nada de especial, e nem acontece algo que não seja a rotina de jovens nos dias escolares. Isso porque o livro é sobre os personagens, e a autora soube explorar as relações de forma sensível e interessante, prendendo a leitura o tempo todo. O centro da trama é entre Lara Jean, Josh e Peter. Principalmente com Peter. Pela primeira vez, li sobre um personagem estereotipado, o eterno atleta bonitão da escola, que é algo mais do que um convencido e boçal. A autora soube dar personalidade e sentimento a um gênero que é sempre igual. E é interessante acompanhar o sentimento surgir entre Lara Jean e Peter pelas pequenas atitudes de companheirismo e carinho.
JULIA: Concordo inteiramente que não há nada muito especial na história, nenhum elemento que se possa citar como aquele que deu brilho à trama. Só acho que Jenny Han coloca algum tempero especial em suas palavras que nos deixam encantadas pelos acontecimentos mais "bobos". Podem ser os bilhetinhos no armário, ou pequenos gestos de um cavalheiro... não sei. Sei que o importante da obra se faz nos detalhes que nem mesmo nós, leitores, conseguimos enumerar. A diferença do que o Carlos disse para o que eu percebi é que eu acho que a autora tem alguma queda por garotos populares e boçais: em Dente por Dente, livro que Jenny Han escreveu em coautoria com Siobhan Vivian, Reeve tinha alguma semelhança com Peter. Particularmente? Adoro os dois!

CARLOS: Kitty e Margot têm a sua importância: a primeira, pela necessidade de atenção e de ser cuidada; a segunda, por ter sido a cabeça da família ao lado do pai e agora ter se afastado. Lara Jean e Kitty, cada uma à sua maneira, sofrem uma nova perda maternal, já que a mãe havia morrido anos atrás, e foi Margot quem ficou no seu lugar.
JULIA: Kitty e Margot, além do simples fato de serem irmãs de Lara Jean, tiveram um papel fundamental no crescimento da personagem. Desde a morte da mãe, cada uma havia definido quais responsabilidades lhe cabiam, e quando Lara Jean se vê "sozinha", após a partida de Margot, ela precisa sair de sua zona de conforto e redefinir um novo papel para si sem a irmã mais velha. Foi interessante como a autora mostrou as dificuldades de se adequar a essas mudanças, e a maneira como Lara Jean se adaptou de forma gradual.

CARLOS: Eu não sabia que o livro teria continuação, por isso fiquei surpreso no final. As coisas não ficam resolvidas, mas, mesmo assim, ele termina de uma forma que satisfaz, sem deixar o leitor frustrado. Espero que a autora continue o amadurecimento de Lara Jean no próximo livro, sem perder ou desconsiderar o aprendizado que ela teve.
JULIA: Eu sabia da continuação, então isso não foi bem uma surpresa para mim. Concordo que o final foi bonito e, ainda que subentendido, não seria necessária uma continuação. Mas, já que tem uma continuação, fico feliz de poder acompanhar Lara Jean por mais um tempo.

CARLOS: Acho que por último, só falta falar sobre a escrita da autora, que é simples, mas contagiante pela sensibilidade que ela transmite nos diálogos e nas descrições as ações. Espero que a continuação chegue logo ao Brasil, uma vez que ela já até tem título nacional.
JULIA: A continuação chegará logo sim: A Editora Intrínseca anunciou o lançamento para o dia 11 de janeiro!


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Novidades #120: Companhia Editora Nacional

Ei galerinha, como vocês estão neste final de ano? Estou contando os dias para meu recesso (hoje é o último antes da folga!), mas, enquanto isso, tenho tantas coisas para resolver que me sobra bem pouco tempo para passar por aqui e visitar os blogs amigos.

Hoje vou mostrar para vocês alguns dos lançamentos da Companhia Editora Nacional, parceira aqui do blog. Recebemos todos os livros, e logo teremos resenhas por aqui.

Provocante e sensual, "Tempo de Desejo" é o primeiro livro da mais nova série da escritora Sadie Matthews, que aproveita para brindar os leitores trazendo de volta para uma participação especial os personagens Beth e Dominic, protagonistas da trilogia best-seller "Chamas na Escuridão". Neste volume, os fãs de romances picantes vão conhecer Freya Hammond e Miles Murray. Ela, uma jovem mimada que acreditava ter tudo. Ele, um homem experiente que acreditava não ter mais horizontes. Juntos, os dois terão suas vidas viradas do avesso por uma paixão alimentada pelo mais puro e intenso desejo.





Cornualha, Inglaterra 1920

Um Jovem Soldado volta para casa.
O horror das trincheiras e uma grande amizade ficam para trás.
E seu futuro lhe reserva as imprevisíveis consequências e uma mentira.








Top School!, a escola de modelos mais badalada do universo, prepara as garotas e os garotos mais lindos, atrevidos e descolados para entrar pela porta da frente no mundo da moda... e brilhar nas passarelas, fotos, capas de revistas. Mas nem só de caras e bocas vive a Top School!, claro! Tantos gatos e gatas juntos só podia dar em duas coisas: romance e confusão. Acompanhe neste terceiro volume a conclusão eletrizante da história. Como assim Mia e Alice são irmãs?! Onde? Como? Quando? Por quê? E por quem as meninas foram separadas? Quais são os papeis de Antônia e Dona Aparecida nisso tudo? E qual será o desfecho das histórias de Ben, Guel, Ivan, Malu, Klau e das gêmeas indianas? Afinal, quem vai para Nova York representar o Brasil no maior concurso de top models do mundo? Será que todos os mistérios serão resolvidos? O babado fica fortíssimo no final de Top School!



E aí? Quais leriam?


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Quando o vento sumiu - Graciela Mayrink

Sinopse: Suzan, Mateus e Renato parecem três jovens como outros quaisquer do Rio de Janeiro. Suzan estuda Turismo. Renato e Mateus, Engenharia Civil. Os três são amigos desde o colégio e, apesar de muito diferentes, são inseparáveis. Mas, entre aulas, festas, momentos em família e idas à praia, cada um deles enfrenta seus problemas. Desde que o pai foi pego dando um golpe, Mateus vive só com a mãe, marcado por esse acontecimento. Renato é um garoto rico que resiste às pressões do pai para surfar menos e se interessar mais pela construtora da família. Suzan é apaixonada por Renato e sofre por ser considerada apenas uma amiga – e pela pressão da mãe para que se envolva com ele.
No correr dos dias, a amizade dos três se transforma sutilmente. Suzan deve se declarar ao amigo, ou tentar ser feliz de outro modo? Mateus terá realmente só a amizade para lhe oferecer?Renato deve se render à pressão paterna e se aplicar mais aos estudos? E até que ponto a relação dos três suportará o desgaste do tempo?
Embora tenham toda a vida pela frente, logo descobrirão uma dura lição: algumas escolhas têm consequências duradouras e alteram o curso de toda uma existência. Muitas coisas saem diferente do desejado. O difícil é prever o resultado de nossas opções e conviver com elas no futuro.
E se você pudesse voltar atrás e escolher outro final para a sua história? Que escolha você faria diferente? (Skoob)
MAYRINK, Graciela. Quando o vento sumiu. Porto Alegre, RS: L&PM, 2015.

Graciela Mayrink conquistou um espaço na minha estante - e no meu coração de leitora - desde que li Até eu te encontrar. Sou leitora fiel aos autores nacionais, e quando um autor me cativa por suas palavras, sinto-me mais próxima e quero ler qualquer novo livro publicado. Por conta disso, A namorada do meu amigo ganhou seu espaço na prateleira em 2014 e agora, em 2015, chegou a vez de Quando o vento sumiu.

O enredo se desenrola no Rio de Janeiro, especialmente na Universidade da Guanabara, onde estudam Suzan, Mateus e Renato. Também como acontece nos outros livros da autora, a trama é leve e suave, centralizando no cotidiano tudo aquilo que pode mudar a vida dos personagens.

Esse foco no cotidiano é um dos aspectos que mais gosto nas obras de Mayrink, já que a autora não precisa lançar mão de acontecimentos mirabolantes para tornar seu texto atrativo. O texto, por si, conquista o leitor, com sua construção de frases sutis, que contêm, no entanto, uma densidade que poucos autores conseguem atingir. A escrita mescla o necessário de descrição e narração e evita que o texto se torne raso demais ou cansativo demais, e a medida certa atinge o leitor em cheio.

"- Você já teve preguiça da vida? - perguntou Suzan, acordando Mateus de seus pensamentos.
[...]
- Acho que não. Bom, não sei bem o que você quer dizer, mas acho que não.
 - Não, nunca teve. Senão, saberia o que é. - Ela o olhou, colocando o queixo no peito dele. Mateus sentiu um frio percorrer sua espinha com a proximidade do rosto de Suzan do seu. - Ultimamente, ando com muita preguiça da vida, sabe. Aquela sensação de que não importa o que eu faça, vai tudo continuar assim, sem nada interessante acontecendo.
Ela terminou de falar e voltou a se deitar no braço dele.
- Bem, às vezes a vida pode te surpreender."

Mesmo com essa construção tão suave, Quando o vento sumiu se infiltrou em mim e abalou minhas estruturas. Fui fisgada pela história e me vi sobrepujar, junto dos personagens, todos os acontecimentos. Ao fazer essa leitura, tive um amor platônico, apaixonei-me por um amigo e sofri por perder alguém que muito amava. Ler esse livro foi como me apaixonar pela primeira vez, com todas as vantagens e desvantagem que esse sentimento traz consigo. E, por conta disso, a leitura foi intensa da forma como uma paixão é.

Não posso falar muito sobre os personagens para não deixar escapar nenhum spoiler. Em regra, gostei de todos, ressalvado o fato de que eu nunca me apaixonaria por Renato, já que playboy malandro não faz meu tipo. rsrs Independente desse comentário bem pessoal, os personagens foram bem construídos, verossímeis, cheios de erros e acertos que os fazem convincentes ao leitor.

"[...] Os lábios dos dois se tocaram de leve e depois com mais intensidade, quando ambos fecharam os olhos. Suzan sentiu a eletricidade percorrer seu corpo, seu coração se acelerou e ela teve certeza que tomara a decisão certa. Parou de pensar e apenas sentiu o momento."

A edição da L&PM ficou inacreditavelmente linda. Como eu só conhecia as edições Pockets da editora, achei que o exemplar seria bem simples e me enganei totalmente - felizmente! A capa não poderia ilustrar melhor a história, e a arte e as cores demonstram todo o cuidado que se teve na composição do livro. Além disso, as imagens de dentes-de-leão no início do livro e de cada capítulo deu um charme especial à obra. O título também faz todo o sentido depois que se lê o livro, e tem um significado lindo.

Sobre a história, ainda, ao final, quando me senti devastada pelos acontecimentos da trama, Graciela trouxe à tona a real dinâmica da obra, e surpreendeu mais uma vez. Com isso, a autora me permitiu terminar o livro com um sorrisinho no rosto e com um sopro de esperança no coração.

Quando o vento sumiu é um livro simples, doce, que eu enquadraria facilmente na categoria "de menininha". Isso não significa, porém, que seja isento de valor. Ele facilmente conquistará quem o ler e atingirá seu coração, pura e simplesmente.


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Novidades #119: Josy Stoque

Oi lindos, como vocês estão?

As novidades de hoje são todas da autora Josy Stoque, que não para de escrever, nem de enviar emails para os parceiros anunciando as novidades. E é claro que eu preciso dividir com vocês também.

A primeira notícia são os novos contos publicados pela autora na Amazon, relacionados aos seus romances anteriores.

O primeiro deles é A Minha Esperança, um extra do conto de fadas Estrela – Em Busca do Amor Eterno.

Encontre: Amazon
O cavaleiro Ário, O Destemido, esperou milênios para ouvir o tão almejado sim da princesa Atalia, A Reluzente, amiga de infância de quem foi separado tragicamente, e depois se reencontraram como se o tempo e o espaço se convergissem para que eles ficassem juntos.
De volta à ilha de Áster, graças ao poder da Deusa da Lua, o casal finalmente poderá concretizar seu amor, que nem mesmo a eternidade pode diminuir. Em uma narrativa emocionante, este extra traz aos fãs do conto de fadas Estrela - Em Busca do Amor Eterno o encantado enlace que tanto desejavam ler.

Também Sam Black, o agente de Não Espere Pelo Amanhã ganhou um capítulo extra, ao lado da agente novata Eve Lacerda.

 Encontre: Amazon
"Spin-off de Não Espere pelo Amanhã"
O ex-agente da CIA Samuel Black é um homem acostumado a guardar segredos para proteger seu país e, principalmente, àqueles que ama. Fugir para a Rússia com Evelyn Lacerda, uma novata agente da Abin envolvida em uma conspiração, não mudou isso. Apesar de suas boas intenções, Sam se vê mergulhado em uma antiga e silenciosa guerra entre duas nações gigantescas, que se estende por quase um século. Sua lealdade a uma e a traição a outra lhe cobram um preço muito alto, que ele está disposto a pagar para garantir a felicidade e a segurança da mulher por quem se apaixonou em sua última missão no Brasil, pela agência estadunidense. Mas será que este amor é capaz de suportar tantas mentiras?

Para os que ainda não conhecem a obra da autora e gostariam de conhecer, corram: todos os livros e contos estão em promoção na Amazon. Para conferir, clique no banner:

http://www.amazon.com.br/s/ref=nb_sb_noss/180-7284871-3950349?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&url=search-alias%3Daps&field-keywords=josy+stoque



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A princesinha de Vader / Darth Vader e filho - Jeffrey Brown

Sinopse: Nesta irresistível e engraçada obra, Darth Vader, Senhor Sombrio dos Sith e líder do Império Galáctico, enfrenta as alegrias da paternidade por meio da lente de uma galáxia muito, muito distante. (Skoob e Skoob)
BROWN, Jeffrey. A princesinha de Vader / Darth Vader e filho. Aleph, 2015. 68 p.

Na semana em que Star Wars: O despertar da Força, o filme mais esperado dos últimos anos, chega aos cinemas, nada mais apropriado do que uma resenha de dois pequenos livros que parodiam situações dos irmãos gêmeos, Leia e Luke, com o pai, Darth Vader, dentro da trilogia clássica.


Criação do Cartunista Jeffrey Brown, os dois livretos trazem em cada página uma situação da paternidade transportada para o universo de Star Wars. 


A maioria das piadas só poderá ser compreendida e apreciada, na sua totalidade, por quem assistiu aos três filmes da trilogia clássica. Isso não chega a ser um ponto negativo, uma vez que é exatamente para esse público, os fãs, a quem os livros se destinam.


O curioso é que a maioria das tiradas tem como base o comportamento vilanesco de Vader sendo anulado pelo amor aos filhos, e também a inocência dos dois em relação às atividades que Vader dentro do Império. Só isso já é suficiente para render ótimos momentos.


Os desenhos são feitos utilizando um traço simples, de contornos fortes em preto, de fácil percepção, e o colorido imita o uso de lápis de cera. A identificação, principalmente pelo público mais jovem, é automática. 


As edições são em capa dura e papel mais grosso. Vale deixar a dica, para quem se interessar em comprar as edições, procurar em diferentes lojas. Um exemplo: na Leitura, as edições estavam a R$ 29,00, enquanto no Submario, estavam a R$ 24,00, e na Amazon, a R$ 14,00!!!


Star Wars está voltando com toda a sua força (perdão com o trocadilho!), e acho que uma nova geração pode esquecer os três filmes lançados por George Lucas, contando a infância e a transformação do jovem Anakin em Darth Vader, que praticamente levaram a franquia ao esquecimento. Os filmes que representam a essência de Star Wars, são os que Luke, Leia e Hans participam. Indico, para quem ainda não assistiu, a procurar ver e entender a química entre os três personagens. 


Depois, então, leiam os dois livretos de Jeffrey Brown e soltem boas risadas!

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Promoção: Pequenas Grandes Mentiras


Em abril deste ano, foi anunciado que o livro Pequenas Grandes Mentiras, da autora Liane Moriarty, seria adaptado para a TV. A série, que será transmitida pela HBO, já tinha na equipe nomes como David E. Kelley, como produtor, e Nicole Kidman e Reese Witherspoon como protagonistas.

Na última semana, outros dois nomes foram anunciados para o elenco: Shailene Woodley, de A Culpa é das Estrelas, e Adam Scott. A série ainda não tem data para estreia, mas as filmagens serão iniciadas no começo de 2016.

Enquanto esperamos que a adaptação chegue, que tal conhecer antes a obra literária?

Em parceria com a Editora Intrínseca, o Conjunto da Obra vai sortear um exemplar de Pequenas Grandes Mentiras, e quem sabe não será você o sortudo a levar para casa esse livro? Se quiser conhecer um pouco da história, leia a resenha do livro.

Para participar é simples! Basta seguir o blog Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste site" na barra lateral direita) e preencher essa entrada no formulário. Depois, várias outras entradas serão abertas, para quem quiser ter ainda mais chances.

a Rafflecopter giveaway

As inscrições serão feitas por meio da ferramenta Rafflecopter. Para os que ainda têm dúvidas sobre como utilizá-la, podem ver este tutorial aqui. As inscrições são válidas até dia 3 de janeiro, e o resultado será divulgado em até 7 dias, neste mesmo post. 
Após o resultado, o Conjunto da Obra entrará em contato com o vencedor por e-mail, que deverá ser respondido em até 24 horas. O exemplar será remetido pela Editora Intrínseca.

















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Conjunto de Ganhadores #19

Gente, era para eu postar resenha hoje, mas eu não consegui escrever, desculpem!

Para me redimir e não deixar o blog às moscas nesta quinta, decidi mostrar para vocês as fotos de alguns ganhadores de promoções aqui no blog. Dessa vez ninguém quis aparecer, infelizmente, mas mandaram fotos dos livrinhos que receberam. Vamos conferir?




A primeira foto foi enviada pela Mariele, que foi uma das ganhadoras do Top Comentarista de Agosto. Dentre os livros disponíveis, ela escolheu receber Sonhos Despedaçados.
 




A segunda foto foi enviada pela Alessandra, que ganhou um dos kits da Promoção Mês das Crianças. O último livro ainda não chegou, foi enviado esta semana.
 


A última foto foi enviada pela Sueli, pelo Facebook do blog. Ela ganhou o livro Biagrafia, em parceria com o autor Pedro Varella, e parece que gostou bastante do prêmio. Adorei suas mensagens, Sueli :D



E aí, gostaram das fotos e dos prêmios? Que tal aparecer por aqui?

Clique na aba "Promoções" do menu do blog e, para concorrer, confira as regras dos sorteios que ainda têm inscrições abertas.

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Leituras do Mês: Novembro

Quase esqueci que novembro já tinha acabado e, consequentemente, quase esqueci que estava na hora de falar sobre as leituras do mês. Passou tão rápido e - sério mesmo, gente? - já estamos em dezembro.

Ontem fiz a última prova do semestre na faculdade. Última do ano! Estou em um estado de felicidade extrema que varia com uma letargia de... o que fazer agora? Se bem que coisas a fazer não faltam. Alguém já se sentiu assim? rsrs 2016 já está batendo na porta e eu estou apavorada. rsrs Como as coisas passam rápido!

Enfim, deixemos os devaneios de lado. O papo de hoje são os livros que li em novembro.


Está se tornando uma rotina, mas tenho conseguido ler em média três livros durante os períodos de aula. O primeiro do mês foi O leitor do trem das 6h27, que foi bem diferente do que eu imaginava, mas me agradou ao seu modo. Depois li Sedução no Convento, que não conseguiu me conquistar. Por último li Pequenas Grandes Mentiras, outro livro incrível da autora Liane Moriarty. Os três já têm resenhas disponíveis no blog, para acessar, basta clicar no título.

Agora, em dezembro, já chegaram pelos correios muitos livros bons das Editoras Parceiras e, como estou em férias, as leituras tendem a ser mais intensas. Depois mostro os resultados para vocês.

E vocês, como foram as leituras em novembro?

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Retratos de uma vida - Naty Rangel

Sinopse: A nossa vida é feita de flashes. E fazemos uma coleção deles: bons, ruins, inesquecíveis e inesperados. E não é diferente para Jennifer, uma jovem aspirante a fotógrafa que sonhava em trabalhar para a maior revista do país. Só que alguns de seus registros não foram nada bons. A perda dos pais num acidente de carro, e a traição de um namorado com sua melhor amiga na adolescência, traumatizaram. Mas o tempo, e o irmão inseparável, deram a força que ela precisava para continuar, e em 8 anos essa fotógrafa alcançou a tão sonhada vaga na revista. Esse foi apenas o começo de uma sessão de flashes emocionantes. Jennifer Torres estava prestes a conquistar a profissão dos seus sonhos... e o coração de alguém inesperável. Um romance com os melhores momentos ilustrados, para você não perder nenhum click. (Skoob)
RANGEL, Naty. Retratos de uma vida. Nova Terra, 2015. 236 p.

Às vezes, o amor surge de um primeiro olhar, da convivência entre amigos, da ajuda mútua em uma situação difícil, de tantas outras formas, mas também da provocação. É o caso de Jennifer e Victor. Desde a primeira vez que se falaram, quando Jennifer deu um tapa no rosto de Victor, o relacionamento dos dois tornou-se explosivo.

Ela é a nova fotógrafa contratada por uma das maiores revistas do país. Ele é do dono dessa revista. Apaixonado pela personalidade e indiferença de Jennifer, Victor usa todo o seu charme, e um pouco de sua influência, para tentar conquistá-la.

A partir daí, acompanhamos diversos momentos engraçados e românticos que, aos poucos, aproximam Jennifer de Victor. Em paralelo, conhecemos o romance de Luke, irmão de Jennifer, com Bernardo; o drama da perda dos pais de Jennifer; e a existência de alguém no passado que machucou e ameaçou Jennifer de alguma forma.

"Ele se aproximou e beijou meu rosto molhado, sua mão ainda estava no meu queixo. Ele começou a acariciar meu rosto enquanto enxugava as lágrimas que aos poucos pararam de cair. Eu não conseguia pensa em nada, eu queria abraçá-lo, sentir o calor do seu corpo e nunca mais sair dali."

Embora o enlace de Jennifer com Victor pareça evidente, uma questão apenas de tempo, surgem obstáculos que acabam por criar dúvidas no leitor. Principalmente com as complicações que a ex-namorada de Victor cria para o relacionamento. Assim, precisamos seguir até as últimas páginas para nos assegurarmos de como será o final.

A narrativa de Naty Rangel é ágil e conduz o leitor, situação após situação, a torcer pelo casal principal. Os trechos mais quentes são descritos com naturalidade, sem perder a sensualidade. A química entre Jennifer e Victor é cativante, principalmente pelo temperamento esquentado dela, e pelas tiradas convencidas dele.

"Foi então que realmente percebi onde estava e o desespero começou a tomar conta de mim. Tateei meus bolsos vazios, levantei da cama ainda sentindo fortes dores para verificar a porta, mas, como já era de se esperar, estava trancada. Eu mal conseguia andar, precisava ficar curvada porque minhas costelas reclamavam toda vez que tentava ficar em pé."

Uma novidade da edição, são as ilustrações de algumas das melhores situações de Jennifer com Victor. O traço arredondado dos desenhos combina com a história e transmite uma simpatia que aumenta o interesse pela leitura.


Como o livro é relativamente pequeno, você se surpreende quando percebe que terminou a leitura. Felizmente, segundo a autora, já existe uma continuação do romance, que deve ser publicada ano que vem.

Vamos torcer para tudo dar certo e podermos seguir um pouco mais da vida do casal.

Eu, pelo menos, estou ansioso!

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Conjunto de Séries #7: Arrow


Ok, ok... enfiei o pé na jaca e depois de assistir a todos os episódios de The Blacklist disponíveis na Netflix, emendei outra série: Arrow. Esse negócio de assistir séries é viciante, e aí todo dia que eu chegava da faculdade, ia assistir a pelo menos um episódio, sem contar o tempo despendido nos finais de semana. Isso em meio às provas de final de semestre. Mas era uma distração boa que me ajudou a passar pelo período sem uma crise grave de estresse.

Arrow conta a história de Oliver, um playboy milionário que passa cinco anos preso na ilha Lian Yu, após um naufrágio que matou todos que estavam à bordo, incluindo seu pai, Robert Queen, e Sara Lance, irmã mais nova de sua namorada Laurel Lance, com quem estava tendo um caso. Seu retorno à Starling é complicado, já que todos achavam que Oliver estava morto, e ele já não é mais aquele garoto que saiu da cidade cinco anos atrás.

Disposto a salvar Starling e desfazer os erros de seu pai, Oliver passa a ser o vigilante, assumindo o papel de Arqueiro. Além disso, terá de amenizar os problemas que deixou quando partiu, inclusive com Laurel e o pai dela, que o culpam pela morte de Sara.


Inspirada nos quadrinhos de Arqueiro Verde, Arrow conta com uma intensa carga dramática, mas a ação/aventura domina os episódios, intercalada por momentos divertidos e românticos. Particularmente, eu adoro quando esses vários elementos se misturam, já que tornam a história mais aprofundada.

Apesar de ser uma trama de super-heróis, não há superpoderes aqui, então os supervilões são, geralmente, explicados pelos equipamentos que carregam, técnicas de luta ou ciência. É interessante essa opção porque aproxima os personagens da realidade e, mesmo que ainda hajam alguns elementos um pouco irreais, geralmente os acontecimentos são aceitáveis.

Os superpoderes só aparecem quando Flash surge. Isso porque, em Arrow, existem muitos crossovers, alguns com pequenas participações, outros durante todo o episódio. Sinceramente, alguns dos episódios mais divertidos contaram com a presença do personagem. Também sei que alguns episódios de The Flash contam com a presença do Arqueiro, por isso, para acompanhar uma, pode ser interessante acompanhar a outra.

Detalhes curiosos sobre a série: 1. Os personagens não gostam muito de morrer. Vários deles reaparecem, mas as justificativas são, em geral, bem aceitáveis. 2. Cada temporada tem um supervilão; aparece sempre um "chefão", como nos jogos de videogame, que precisa ser vencido para mudar de fase. 3. Oliver passou cinco anos dado como morto; a cada temporada, são mostrados os flashbacks do que acontecia com ele há exatos cinco anos atrás. Isso significa que, no primeiro ano em casa, os flashbacks mostram seu primeiro ano na ilha, e assim sucessivamente. Nem mesmo os espectadores sabem tudo o que acontecem com ele nos cinco anos que ficou longe. Isso me faz pensar também o seguinte: depois que mostrarem todos os cinco anos dele desaparecido, acabará a série? rsrs

Na Netflix estão disponíveis todos os episódios até a terceira temporada. Já assisti a todos. A quarta temporada está em andamento nos Estados Unidos.
 
Alguém já assistiu?

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Sedução no Convento - Jacques Lagôa

Dois corpos cedem ao prazer, duas almas cedem ao amor.
Este livro narra a trajetória de Marcel, um homem bonito, atraente e cheio de vigor. Na França, ele descobre sua sexualidade ao lado de Collete, uma noviça do convento onde ele servia como empregado.
Marcel e Collete não deveriam ficar juntos, mas todas as dificuldades deste improvável romance são vencidas pela coragem que apenas a juventude pode dar aos amantes. Apaixonados e tomados pelo desejo, o casal não mede esforços para cultivar o amor que os une. A vida, no entanto, parece ter outros planos para os dois... (Skoob)
LAGÔA, Jacques. Sedução no Convento. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2015.

Por alguma coincidência inexplicável, os três últimos livros que li se passavam na França. Desses, dois deles, em Saint-Malo. Um deles era Sedução no Convento, de Jacques Lagôa, composto por um cenário e uma sinopse que tinham tudo para me conquistar, mas infelizmente isso não aconteceu.

Sedução no Convento se passa aparentemente nos dias atuais, pelo ponto de vista de Marcel, já mais velho. O personagem se encontra em algum lugar que o permite observar a paisagem de Saint Michel, que lhe traz inúmeras recordações de sua juventude. As principais delas estão relacionadas ao seu amor da juventude, a noviça Collete, e à descoberta de sua sexualidade.

[...] Ia para o andar de cima do orfanato para ver o nascer do sol, os raios penetrando por entre os galhos das árvores, montando na paisagem caminhos de luz e sombras. Ficava absorvido nesse encantamento até entardecer. De onde eu estava, podia ver o porto e, no final do dia, o pôr do sol. Eu vivia muito bem comigo mesmo. Solitário, mas sem solidão."

O livro é bastante curto, e a leitura pode ser feita em poucas horas. A divisão em capítulos pequenos contribui também para que seja mais dinâmica, já que o enfoque do enredo alterna entre as memórias do narrador no passado e suas reflexões no presente. A linguagem utilizada é simples, fácil, e a conclusão se dá de forma bastante rápida. No entanto, como comentei no início, não consegui ser conquistada pela obra, por dois motivos principais.

O toque erótico dado à narrativa poderia ser um ponto forte, mas todas as vezes que eu lia os pensamentos de Marcel a respeito de Collete, tinha a impressão de que ele não conseguia formular a mesma ideia mais de uma vez com outras palavras, já que a construção textual possuía algumas repetições. Isso foi um pouco frustrante, pois, em um livro tão pequeno, ler determinadas expressões mais de uma vez acaba por ser cansativo.

Além disso, talvez pelo fato de ser narrado pelo ponto de vista de um homem, toda a "inocência" do personagem estava ligada aos aspectos sexuais, o que não é algo muito legal para alguém romântico como eu. Para mim, o físico está ligado ao emocional, e não o contrário, e essa inversão, na historia, assemelha-a  mais ao vulgar do que ao romântico.

O segundo motivo é a própria construção da história. A sinopse dá a falsa impressão de que os personagens lutarão pelo amor um do outro de alguma forma, mas isso não acontece de verdade. Eles ficam juntos - e é bonitinha essa parte -, mas no primeiro obstáculo que surge, senti como se eles simplesmente se conformassem com o que os outros impunham, sem verdadeiramente tentar fazer alguma coisa, qualquer coisa. A partir desse ponto, acabei perdendo o gosto pelo livro.

No final, o desenrolar dos acontecimentos leva a algo previsível, ainda que aparentasse não ser mais possível depois de tudo. Claro que foi um bom desfecho para a obra, só que o vínculo leitor-livro já tinha sido desfeito, então aquele grande acontecimento do livro não conseguiu me tocar.

Sedução no Convento é um livro curto e rápido, que pode ser uma boa leitura, mas que não teve suficiente profundidade para me fazer sentir a história além daquilo que estava escrito.


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Top Comentarista Dezembro


Para se inscrever é preciso:
  • Seguir o Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste Site" na barra lateral direita)
  • Ter endereço de entrega em território Brasileiro.
  • Preencher o formulário abaixo.
  • Comentar em todos os posts publicados no mês de dezembro.

Serão quatro títulos disponíveis:

1. A Filha do Louco
2. Não se Iluda, Não
3. O Livro da Loucura e das Curas
4. Eu Fico Loko 2

  • Seguidas todas as regras iniciais, para participar, basta preencher a primeira entrada do formulário. A primeira entrada confirma sua participação no Top Comentarista, enquanto as demais constituem chances extras, sendo opcionais.
  • Serão considerados válidos os comentários nas postagens do mês de dezembro se feitos até o dia 1º de janeiro. Ou seja, será concedido um dia a mais para que os participantes consigam comentar nas últimas postagens do mês.
  • Desta vez, o vencedor será definido por sorteio, dentre os participantes que comentarem em todas as postagens do mês. Apenas depois de feito o sorteio será conferido se o sorteado comentou em todas as postagens do mês. Caso essa regra não seja cumprida, o mesmo será desclassificado, e um novo sorteio será realizado.
  • O sorteado escolherá o livro que deseja ganhar da lista de livros citada acima.
  • O sorteado será contatado por email, tendo o prazo de 24h para fornecer seus dados. Caso não envie resposta no prazo, será realizado novo sorteio.
  • O prazo para envio dos prêmios é de 40 dias após o recebimento dos dados dos vencedores.
  • A Equipe do Conjunto da Obra se reserva ao direito de dirimir questões não previstas neste regulamento.
  • Esta postagem também conta para o Top Comentarista.


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Branca dos Mortos e os Sete Zumbis - Fábio Yabu

Créditos da foto: Altamente Ácido
"Você acredita em contos de fadas?" Pergunta Eduardo Spohr no prefácio. E continua, "Alguma coisa me diz que até o final deste livro você passará a acreditar". Para que o feitiço Yabu dê certo, é necessário que esqueça tudo o que você sabe sobre contos de fadas. Branca de Neve não é apenas uma jovem ingênua, mas também uma implacável caçadora de zumbis. Cinderela guarda um terrível segredo, que selará seu destino para sempre. Rapunzel está longe de ser uma reles menina isolada numa torre. E a morte da Pequena Vendedora de Fósforos revela uma tradição macabra de morte e psicopatia que vai muito além de uma inocente história infantil. Em Branca dos Mortos e os sete zumbis, Fábio Yabu resgata a tradição clássica dos contos de fadas dos irmãos Grimm e de Hans Christian Andersen, onde as histórias, mais que um simples entretenimento, servem como lições para moldar o caráter das crianças, na maior parte das vezes por meio do medo. Aqui, não há meias-palavras nem eufemismos. O mundo encantado de Yabu é atormentado, sombrio e com altas doses de tensão sexual. Branca dos Mortos e os sete zumbis foi lançado pela primeira vez sob o pseudônimo Abu Fobiya numa edição limitada com venda apenas pela Internet pelo selo NerdBooks, responsável pelo lançamento de autores como Eduardo Spohr e seu best-seller A batalha do apocalipse, e logo se tornou uma obra cult entre os fãs de literatura de terror. Agora, a Globo Livros revela os sortilégios contidos nesta coletânea para o grande público e o brinda com um conto inédito. Um livro para ler com as luzes acesas. Bons sonhos.
YABU, Fábio. Branca dos Mortos e os Sete Zumbis. São Paulo: Globo Livros, 2013. 200 p.

Para ser sincera, não sou fã de livros de terror. O motivo óbvio é o medo que eu sinto quando leio coisas do gênero. E quando eu digo medo, quero descrever aquele frio na barriga, suor frio e mil pesadelos que tenho em uma só noite (já podem me chamar de maria-mole). Acontece que apesar de tudo, resolvi pegar esse para ler e, por Deus, não me arrependo.

Por incrível que pareça, eu não fiquei com medo. O que senti, na verdade, foi certa repulsa e, muitas vezes, indignação. Mas não entenda isso como uma coisa ruim: a meu ver, essa é a intenção do autor. O livro reúne 11 contos que já conhecemos, mas de uma forma espantosamente macabra. Fábio Yabu muda a direção de todos os contos para uma coisa mais sangrenta e assustadora. E o mais interessante do livro é que o autor foge do tradicional feliz para sempre com muita originalidade, o que me surpreendeu bastante.

"A verdade é que, tivesse tido a oportunidade, e se
 esta fosse uma história feliz, Cindehella poderia ter seguido os
 passos do pai, ou se aventurado no desconhecido campo
 da alquimia, e assim contribuído para o avanço da ciência. 
Mas esta não é uma história feliz."

O mais legal da obra é que os contos conversam entre si. Um personagem ou estória de um é citado em outro. Sempre tem algum detalhe que dá a entender que todos eles estão ligados por um fio, tornando-os um. Apesar de ter gostado de todos os contos e o mais marcante ser Branca dos Mortos e os 7 Zumbis, os que mais me cativaram foram Cindehella e o Sapatinho Infernal, Samarapunzel e O Fim De Quase Todas as Coisas. Yabu usa e abusa da sua criatividade ao tornar estórias infantis em uma trama para recomendada para adultos, sem tirar a ideia principal dos contos de fadas que, aqui, se tornam contos de bruxas.

Não posso deixar passar em branco a arte de capa, que é maravilhosa, e as ilustrações do Michel Borges, que mostram com sutileza o que está por vir em cada conto. Branca dos Mortos e os 7 Zumbis é um livro divertido, de leitura bem rápida, fácil e contagiante, que faz você querer trocar as versões originais por essa maravilha criada por Fábio Yabu, que em sua primeira edição publicou sob o pseudônimo de Abu Fobiya.

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