Astronauta: Singularidade - Danilo Beyruth

Sinopse: stronauta: Singularidade - Nesta nova aventura, Astronauta investiga um buraco negro. No entanto, o que parecia uma missão solitária comum na vida do herói se transforma em algo mais perigoso com o surgimento de dois outros personagens. (Skoob)

BEYRUTH, Danilo. Astronauta: Singularidade. Panini Comics: 2014. 82 p.

Pouco mais de dois anos atrás, em outubro de 2012, chegava às bancas e livrarias a primeira Graphic Novell dos Estúdios Maurício de Souza, Astronauta Magnetar. Idealizada por Sidney Gusman a partir de um outro projeto chamado de MSP (Maurício de Souza Por), onde 50 autores mostravam suas visões dos personagens de Maurício em histórias curtas, o álbum foi um sucesso merecido e abriu portas para um público que se mantinha afastado. 

Danilo Beyruth construiu uma obra intimista, respeitando todas as características do personagem criado por Maurício de Souza, e surpreendeu com algumas sequências dignas de aplauso, sendo a principal a que demonstra a rotina do personagem diante de sua impossibilidade de sair de uma situação. Além disso, o roteiro consegue ser original, criar uma tensão e um clímax que satisfaz e pede por uma sequência. 

E ela veio em Astronauta: Singularidade. Mas da forma errada. Ou contrária. 

Porque tudo que Magnetar tinha de bom, Singularidade tem de ruim. Toda a situação que possibilita a volta do Astronauta ao espaço é interessante, mas a partir daí, somos apresentados a uma história datada, com um interesse romântico pouco convincente e a um vilão estereotipado e exagerado, sem qualquer necessidade de existir. Isso porque o verdadeiro perigo está naquilo que o Astronauta foi investigar, e o vilão se aproveita disso para bolar um plano ridículo e repetido à exaustão em filmes. Se esse personagem não existisse e Beyruth tivesse se concentrado no perigo natural, como fez no primeiro volume, o resultado teria sido muito melhor. Talvez até o romance funcionasse, uma vez que os dois personagens teriam que interagir entre si sem ter sempre o vilão atrapalhando. 

Os traços e cores continuam perfeitos, dentro do estilo do artista, mas neste segundo álbum sem uma sequência inspirada. Até nos quadrinhos de cada página vemos atitudes dos personagens sem qualquer novidade. A sensação que fica, é a de uma obra feita para atender o pedido dos fãs, de apelo puramente comercial, como se fosse uma obrigação. 

E nenhum artista consegue produzir algo de qualidade se for pressionado ou por obrigação.
Carlos H. Barros
Carlos H. Barros

Carlos tem várias paixões: livros, gibis (muitos gibis), filmes, séries e jogos (muitos jogos de PC e consoles), fotografia, natação, praia e qualquer chance de viajar para conhecer novos lugares e pessoas. Lamenta o dia ter apenas 24 horas - é muito pouco -, e não saber desenhar. Autor também do blog Gettub

3 comentários:

  1. Oi Carlos
    Pude perceber na sua resenha que vc se decepcionou com segundo livro Astrounata, que pena. É ruim quando isso acontece.
    Gosto muito de HQs, e fiquei bem interessada neste, e mesmo com suas ressalvas, fiquei com vontade de ler.

    Beijos
    http://diariodeincentivoaleitura.blogspot.com/

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  2. Oie Carlos =)

    Adoro HQs *---* mas pelo visto essa em questão não conseguiu suprir todas as suas expectativas.
    Porém, mesmo com as suas ressalvas fiquei bastante curiosa em conhecer a história, sem falar que só pela capa já percebi que os traços devem estar lindos.

    Beijos;***

    Ane Reis.
    mydearlibrary | Livros, divagações e outras histórias...
    @mydearlibrary


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  3. olha Carlos, ñ por ser HQ, mas a história ñ me interessou, talvez porque esteja lendo outro gênero, mas ñ senti carisma nos personagens, pra mim pareceu chato =/ as capas também não agradaram. enfim, pode ser que eu leia, nunca digo que jamais lerei tal livro, mas não agora.

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