Another - Yukio Ayatsuji

Sinopse: Koichi Sakakibara é um ginasial comum de saúde frágil. Após uma crise pulmonar e uma repentina viagem de seu pai, o jovem é obrigado a se mudar para a cidade natal de sua falecida mãe, Yomiyama, e ficar sob os cuidados de seus avós maternos. Ao se transferir para a Escola Ginasial Yomiyama do Norte, o garoto percebe um estranho clima de tensão entre seus colegas e os professores responsáveis pela sala. O garoto foi enviado para a Turma 3-3, uma sala especial. O que Koichi não sabia é que um inexplicável fenômeno ronda essa classe e que, enquanto ele tenta chegar ao fundo dos segredos e acidentes sem sentido do seu novo cotidiano, uma inegável e fatídica verdade se revelaria: "Esse é um ano que tem!" Grande sucesso no Japão, o romance de suspense Another rompeu as barreiras da literatura impressa e foi adaptado em mangá, animê e ainda se aventurou em um longa-metragem em live-action para os cinemas. No Brasil, tanto a animação quanto o mangá chegaram oficialmente em 2013. O mangá, publicado pela Editora JBC, se tornou um dos maiores sucessos do ano, e agora você tem a oportunidade de ler o livro que deu origem a ele! (Skoob)
AYATSUJI, Yukio. Another. JBC, 2015. 392 p.

Este é daqueles livros que, infelizmente, poucos que acessam o blog irão ler. Isso, porque ele é vendido apenas em bancas e Comic Shops, o que dificulta sua aquisição para os leitores que frequentam apenas livrarias. Mesmo assim, gostei demais para não incluir sua resenha.

Koichi é um garoto de 15 anos que sofre de um problema chamado de Pneumotórax espontâneo primário. Ocorre quando uma parte do pulmão se rasga e um pouco de ar escapa para o tórax, provocando dor no peito e dificuldade na respiração. A pessoa precisa ser internada até o tecido se regenerar. Isso ocorre em algumas pessoas, sem uma causa aparente, que sofrem de estresse, ou um grande susto.

Entenderam o drama? Logo em uma história de terror! Rssssssssss


No início da história, Koichi saiu de Tóquio e foi morar com os avós maternos na pequena cidade de Yomiyama. Quando começa a frequentar as aulas no novo colégio, descobre que existe uma maldição, ou um fenômeno, como eles preferem chamar, que mata alunos ou professores, e seus familiares, ligados à turma 3-3, durante todo o ano letivo, a menos que uma contramedida seja tomada para evitar isso.

Esse fenômeno começou 26 anos antes, quando Misaki, o aluno mais popular da sala, morre de forma inesperada. Como todos ficam transtornados, decidem fingir que ele ainda está presente, inclusive os professores. No fim do ano, na foto de formatura, eles descobrem algo que não esperavam: Misaki aparece na foto!

"Devagar, voltei a colocar o celular no ouvido. Então, ouvi um som seco, muito alto. Parecia o som do celular se chocando contra o chão. E, então, o ruído voltou com toda a força. No instante em que a ligação entre os dois aparelhos estava prestes a ser interrompida... Ouvir por um instante, mas claramente, o gemido de dor da (...)."

No ano seguinte, as mortes começam. Sempre um aluno por mês, ou algum seu familiar, de forma acidental. Alguns anos depois, eles finalmente conseguem encontrar uma forma de impedir que alguém morra: precisam fingir que um dos alunos da sala não existe, como se ele fosse o próprio Misaki.

Koichi, sem saber disso, insiste em conversar com Mei, uma menina da sala que usa um tapa-olho, só que ela foi a escolhida para ser ignorada. Ao fazer isso, Koichi interrompe a contramedida e as mortes recomeçam.

Sem dúvidas, os japoneses sabem como criar histórias de terror. As situações que acompanhamos são bem construídas e os personagens cativantes e misteriosos. A leitura aumenta nossa imaginação, e, em certos momentos, cheguei a olhar se não havia alguém atrás de mim! Kkkkkkkkkk

"Uma das regras que a Reiko me contou a noite me veio a mente. Se escutar um corvo grasnar na cobertura da escola, precisa sair de lá começando com... o pé direito? Ou o pé esquerdo? Não me lembrava. Tive a impressão de que era com o pé esquerdo... mas enquanto eu tentava me lembrar, a Mei abriu a porta e desapareceu. Ela entrou com o pé direito."

Uma coisa importante nesse tipo de história, é a descrição do ambiente onde as coisas acontecem. É necessário existir um detalhamento dos lugares, criar a atmosfera propícia para o susto. E o autor soube fazer isso de forma criativa, sem apelar para o óbvio.

As mortes são do tipo que deixam bastante sangue, lembrando um pouco outra obra japonesa, Battle Royale. E o desfecho acaba por surpreender, quando descobrimos quem é o responsável pelas mortes daquele ano. Não posso entrar em detalhes sobre isso, mas não falta ação, correrias, perigos e mortos.


Another é um dos melhores livros de terror que li nos últimos anos. Ele tem mistérios e situações de arrepiar. Ainda mais quando começamos a descobrir as verdadeiras razões para os assassinatos acontecerem, e que existe entre eles alguém que não deveria estar. ;)

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Tag: Esse ou Esse? - 1


Há um tempinho as meninas do blog Garotas sem Controle me indicaram para a Tag Esse ou Esse. Eu deixei aqui nos rascunhos, mas não fiz, até que esta semana a Ana, do blog Roendo Livros, me indicou também. Só então eu tomei vergonha na cara e vou responder as duas. Mas vou fazer o seguinte: hoje respondo a primeira que me foi indicada; no próximo sábado, trago as respostas ao desafio da Ana, ok?

REGRAS:

• Colocar o blog que te indicou no início do post;
• O livro que dá início é o livro ganhador da pessoa que te indicou;
• Seguindo a lista de livros indicados pela pessoa que te passou a tag, você deverá ir escolhendo de acordo com a ordem se: deixa o livro que lidera a batalha ou se escolhe a nova opção dada e abaixo explica o porquê;
• Uma vez que tenha o seu livro ganhador, escolha você sete livros e sete blogs para repassar a TAG.

GAROTAS SEM CONTROLE

No caso da Ana Maria e da Iasmin, o livro vencedor foi O Diário de Anne Frank.


PRIMEIRA RODADA
 

 Como eu já li A Cabana e não foi um livro que me agradou muito, prefiro continuar com Anne Frank.

SEGUNDA RODADA


Apesar de ter escolhido O Diário de Anne Frank na última rodada e de eu achar que tenha uma história incrível, por ser real e tudo o mais, eu sinceramente nunca tive vontade de ler o livro. Por outro lado, gostei bastante de livros que li de John Green, então fico com Cidades de Papel.

TERCEIRA RODADA


Ok, acho até que eu gostaria mesmo de ler Cidades de Papel, mas O menino do pijama listrado faz totalmente minha cabeça. Adoro histórias na época das guerras e só não li ainda porque minha mãe emprestou o exemplar dela - para outra pessoa, não para mim.

QUARTA RODADA
 

Cidade dos Ossos foi outro livro que "tanto fez" na minha vida. Eu li, achei bonzinho, e mesmo tento os livros seguintes em casa, nunca consegui continuar a ler a série. Então vou continuar com O menino do pijama listrado.

QUINTA RODADA


Er.. não. O Planeta dos Macacos não é algo que me deixe interessada em ler. Fico com O menino do pijama listrado ainda.

SEXTA RODADA
 

Acho que essa é a rodada mais difícil. Já li A terra das sombras e amei a história. Não li os livros seguintes, mas quero ler. Só que O menino do pijama listrado é romance, enquanto A Mediadora é fantasia. São tão diferentes, tão incomparáveis... Queria poder escolher os dois, mas, neste momento, escolheria ainda O menino do pijama listrado.

VENCEDOR


Meu vencedor foi O menino do pijama listrado.
No segundo post da Tag eu coloco os desafios.


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Pseudônimo Mr. Queen - Loraine Pivatto

Crédito da Imagem: No Meu Mundo
O ano é 2012, Dia 21 de dezembro, E a temida profecia maia acaba de se cumprir.
Cidades devastadas, Ruas vazias, A população mundial bruscamente reduzida, E a história dos sobreviventes começa a ser contada.
Os escolhidos iniciam um novo mundo, baseado nas novas regras passadas através dos sonhos.
Agora serão 2 vidas: A primeira até os 70 anos, A segunda, a partir dos 20 e até os 100.
150 anos no total. Nenhum segundo a mais.
A nova sociedade começa a surgir: Sem desigualdade, Sem dinheiro, Sem doenças, Sem possibilidade de mortes prematuras, Exceto por uma maneira.
Uma única maneira de morrer, mas que não pode ser revelada.
Um segredo que precisa ser guardado.
Para salvar a sociedade de si mesma.
PIVATTO, Loraine. Pseudônimo Mr. Queen. Independente: 2015.

Quando Loraine Pivatto entrou em contato para eu ler e resenhar Pseudônimo Mr. Queen, tudo o que eu sabia era que o enredo se passava em um mundo pós-apocalíptico. Decidi "arriscar", porque já tinha lido e gostado bastante de outra obra da autora, mas, sinceramente, não tinha muito ideia do que esperar. A história criada por Loraine me surpreendeu em alguns pontos, enquanto em outros aspectos eu esperava que fosse melhor. Ainda assim, o balanço geral foi bom, e a leitura foi muito bem vinda.

Pseudônimo Mr. Queen narra um novo mundo, pós 2012. É um pouco estranho dizer que seria um mundo pós-apocalíptico, na verdade, porque não há apocalipse: o que acontece é que algumas pessoas desaparecem, objetos e imóveis se desintegram e a sociedade precisa se reconstruir com outros princípios. A diferenciação - luxo, bens, diferentes tempos de vida - não existe mais. Todos têm as mesmas condições e, inclusive, o mesmo tempo de vida. Duas vidas, na verdade, paralelas, mas que não se encontram. Não há mais doenças ou mortes prematuras. A única maneira de morrer é segredo absoluto, um segredo que deve ser guardado a todo custo.

A escrita de Loraine Pivatto é simples, porém fluida. A linguagem utilizada pela autora não tem floreios, é objetiva, mas isso não quer dizer que seja uma escrita seca. O texto é comedido, descreve o necessário e insere os diálogos na quantidade exata, sem tornar o livro raso demais ou cansativo. Pessoalmente, tenho a impressão de que a escrita da autora amadureceu desde seu primeiro livro, já que naquela leitura tive impressão de que, em alguns trechos, alguém contava a história externamente, enquanto dessa vez mergulhei no enredo por inteiro.

Por criar uma nova realidade, acreditei que o livro tivesse como foco contar o surgimento desse novo mundo. Como aconteceu? Por quê? Quem foi responsável por isso? Mas as respostas para essa pergunta não passam nem perto do que foi narrado, e talvez esse tenha sido o aspecto negativo do livro. Pela minha natureza eminentemente curiosa, eu ansiava por essas soluções, que não vieram. A realidade da obra era aquela, ponto final. Claro que se algo semelhante viesse a acontecer de verdade, nós criaríamos centenas de suposições, mas nunca teríamos a resposta exata, assim como não sabemos com total assertividade a origem do universo. Compreendo isso, mas não deixei de me sentir um pouco frustrada.

"Os escolhidos iniciam um novo mundo, baseado nas novas regras passadas através dos sonhos.
Agora serão 2 vidas: A primeira até os 70 anos. A segunda, a partir dos 20 e até os 100. 150 anos no total. Nenhum segundo a mais. A nova sociedade começa a surgir: sem desigualdade, sem dinheiro, sem doenças, sem possibilidade de mortes prematuras, exceto por uma maneira."


Por outro lado, o enfoque ficou com os personagens. Muitos deles, por falar nisso. Isso porque, para dar visibilidade sobre como seriam as duas vidas a que cada pessoa teria direito, a autora precisou contar a história de 4 gerações. Por mais estranha que possa parecer essa construção, a princípio, de alguma forma ela foi colocada de um modo sedutor, que não cansa, e prende o leitor.

Além das protagonistas - todas mulheres, devo acrescentar - outros personagens foram construídos com profundidade. Conseguimos conhecer seus elementos psicológicos, os aspectos bons e ruins de cada um. Cada pessoa teve seu destaque em algum momento da história e sua relevância para o conjunto final e achei surpreendente a forma como a autora conseguiu fazer isso sem deixar o livro entediante.

Entediante, aliás, é uma palavra que não se encaixa na definição desse livro. Diversos mistérios se desenvolvem em paralelo com a trama principal e, como não poderia deixar de ser, têm maior importância do que se imagina no início. São pequenos segredos, que a princípio não parecem fazer sentido algum, mas que confluem para o desenlace surpreendente da obra.

Pseudônimo Mr. Queen traz também uma relevante crítica social, ao mostrar futilidades que influenciam hoje na vida das pessoas e que, pelo que tudo indica, influenciariam mesmo que tivéssemos oportunidade de vivermos todos como iguais. Loraine conseguiu demonstrar que, ainda que não existam diferenças sociais, as pessoas dariam um jeito de se diferenciar, pela necessidade de se sentirem especiais, necessidade essa que só leva à exigências irreais e aos problemas psicológicos bem presentes na nossa sociedade atual.

"Ah! Os sobreviventes continuam os mesmos homens e mulheres da vida antiga, cheio de empáfia, arrogância e presunção. Ou talvez ainda piores. Mesmo com o mundo maravilhoso que tinham recebido, sem mortes prematuras ou doenças graves, sem discriminações e diferenças sociais, um mundo de fartura, no qual podiam dispor de todos os produtos e serviços existentes da natureza exuberante, as pessoas ainda se sentiam entediadas, desvalorizadas ou aborrecidas"

Por fim, achei que o segredo da morte seria algo realmente bombástico, por ser tão protegido, mas não foi. O segredo que veio junto disso na cena final é que me surpreendeu. Por tudo isso, apesar de um ou outro detalhe que eu gostaria que tivesse sido diferente, Pseudônimo Mr. Queen foi uma leitura envolvente e que teve pontos bastante positivos, e que eu indicaria sem dúvidas como uma ótima opção de livro nacional.

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Novidades #126: Intrínseca em Fevereiro

Já repararam que em fevereiro as editoras começam a se reaquecer e trazem novidades melhores ainda para nós? Depois de um fim de ano mais parado, é bem comum que o ano comece com coisas boas.

Além de Depois de Você, que virou o principal assunto nas redes sociais nas últimas semanas, e que eu já comentei aqui, a Editora Intrínseca também anunciou muita coisa boa para este mês. Vamos conferir?


O Universo numa Casca de Noz, Stephen Hawking: Após o enorme sucesso de Uma breve história do tempo, a Intrínseca traz a luxuosa reedição de O universo numa casca de noz, na qual Stephen Hawking se vale de ilustrações, fotos e esquemas detalhados para mostrar grandes descobertas no campo da física teórica. Tudo isso, é claro, com sua conhecida clareza, elucidando temas complexos por meio de conceitos e ideias do dia a dia, como a inflação, as cartas de baralho e as linhas ferroviárias, e permeado com seu peculiar senso de humor.
O livro traz muito da personalidade de Hawking, um dos maiores nomes da ciência atual e figura bem conhecida por suas ideias provocadoras e seu carisma. Ele guiará o leitor através do microcosmo quântico e do macrocosmo universal, discutindo as extraordinárias leis que regem o cosmos e as principais teorias hoje debatidas — o que também conta a saga de Hawking e dos físicos mais importantes de todos os tempos atrás do grande objetivo da ciência: a Teoria de Tudo. Para isso, serão apresentados conceitos caros à física teórica, como a supergravidade, a teoria quântica, a teoria-M, a holografia e a dualidade. Também são abordadas as propostas mais relevantes que desafiam o nosso entendimento atual de como funciona o universo.
Com astronautas engolidos por buracos negros, viajantes do tempo, o debate sobre a origem do universo (e de todos nós), seu possível fim e a existência de vida em outras galáxias, além de curiosos questionamentos sobre o futuro biológico e tecnológico da humanidade em si, O universo numa casca de noz é leitura obrigatória para aqueles que querem se aventurar no que há de mais instigante hoje na física e para os que almejam ver como muitas vezes a teoria pode ser muito mais extraordinária do que a ficção científica.

Uma Vida no Escuro, Anna Lyndsey: Com uma carreira consolidada e um apartamento recém-comprado em Londres, parecia que a única preocupação de Anna Lyndsey seria manter de seu padrão de vida. No entanto, o que começou como um desconforto diante da tela do computador revelou-se uma grave sensibilidade a qualquer fonte de luz. Em pouco tempo, trabalhar tornou-se inviável, e mesmo atividades corriqueiras passaram a causar dores lancinantes. Conforme os sintomas foram se agravando, ela precisou abrir mão da casa, da independência e de qualquer possibilidade de planos futuros.
Em Uma vida no escuro, ela nos revela uma existência com mais nuances do que se poderia esperar de alguém mergulhado no mais profundo breu, descobrindo meios de afastar os pensamentos deprimentes e perseverar mesmo com a incerteza de sua condição. Um livro de memórias envolvente e impactante, que aguçará a curiosidade de todos os interessados em histórias reais e extraordinárias.


Cidade dos Etéreos, Ransom Riggs: Cidade dos etéreos dá sequência ao celebrado O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares, em que o jovem Jacob Portman, para descobrir a verdade sobre a morte do avô, segue pistas que o levam a um antigo lar para crianças em uma ilha galesa. O orfanato abriga crianças com dons sobrenaturais, protegidas graças à poderosa magia da diretora, a srta. Peregrine.
Neste segundo livro, o grupo de peculiares precisa deter um exército de monstros terríveis, e a srta. Peregrine, única pessoa que pode ajudá-los, está presa no corpo de uma ave. Jacob e seus novos amigos partem rumo a Londres, cidade onde os peculiares se concentram. Eles têm a esperança de, lá, encontrar uma cura para a amada srta. Peregrine, mas, na cidade devastada pela guerra, surpresas ameaçadoras estão à espreita em cada esquina. E, além de levar as crianças a um lugar seguro, Jacob terá que tomar uma decisão importante quanto a seu amor por Emma, uma das peculiares.
Telecinesia e viagens no tempo, ciganos e atrações de circo, malignos seres invisíveis e um desfile de animais inusitados, além de uma inédita coleção de fotografias de época - tudo isso se combina para fazer de Cidade dos etéreos uma história de fantasia comovente, uma experiência de leitura única e impactante.



Simon vs a agenda Homo Sapiens, Becky Albertalli: Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Ele só não contava que Martin, o bobão da escola, iria chantageá-lo ao descobrir sua troca de e-mails com Blue, pseudônimo de um garoto misterioso que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte. 
Uma história que trata com naturalidade e bom humor de questões delicadas, explorando a difícil tarefa que é amadurecer e as mudanças e os dilemas pelos quais todos nós, adolescentes ou não, precisamos enfrentar para nos encontrarmos. 
O livro encabeça todas as listas de melhores livros de 2015, tendo sido indicado a diversos prêmios, como o National Book Award For Young People's Literature, o Best Fiction for Young Adults Award, da Young Adult Library Services, e o Goodreads Choice Awards.

Um Presente da Tiffany, Melissa Hill: Véspera de Natal na Quinta Avenida: dois homens estão comprando presentes para as mulheres que amam.
Gary quer dar para a namorada, Rachel, uma pulseira de berloques. Em parte, como agradecimento por ela ter pagado a viagem a Nova York durante as festas de fim de ano, mas principalmente porque ele deixou, como sempre, tudo para a última hora.
Enquanto isso, Ethan está procurando algo mais especial - um anel de noivado para Vanessa, a mulher que conseguiu levar felicidade à sua vida e à de sua filha depois da morte da primeira esposa, que ele amava tanto.
A vida desses dois casais acaba se cruzando por acidente. Quando as sacolas de compras dos dois homens se misturam sem que ninguém perceba, Rachel ganha o anel de noivado que seria de Vanessa, e encontrar a joia para entregá-la à sua legítima dona revela-se uma tarefa mais complicada do que Ethan imaginava.
Será que o destino tem algo inesperado reservado para os casais? Ou será a magia da Tiffany que está no ar?


E é claro que tem mais. Se quiser conferir os demais lançamentos do mês publicados pela Editora, clique na estante abaixo:

 http://www.intrinseca.com.br/blog/2016/02/lancamentos-de-fevereiro-3/


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Quarto - Emma Donoghue

Sinopse: Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la. O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar. (Skoob)
DONOGHUE, Emma. Quarto. VERUS, 2011. 350 p.

Embora a narrativa de Quarto seja feita por uma criança de 5 anos, a compreensão do que ela descreve, de forma inocente e distante do que realmente acontece, só pode ser feita por um adulto. E quando isso acontece, é angustiante, revoltante, causa repulsa a ponto de criar lágrimas.

A leitura da história de Jack e sua mãe, cujo nome nunca é revelado, não é fácil. A autora não tem pressa em soltar as pontas que transmitem ao leitor o tamanho do sacrifício que a mãe é obrigada a suportar para manter Jack vivo e longe do Velho Nick, o monstro que os aprisiona. E quando solta, faz de forma sútil, mas chocante. Por exemplo: nas noites em que Nick desce ao quarto, Jack dorme dentro de um armário, sem visão do que acontece. Ele apenas ouve o ranger da cama e o silêncio de sua mãe, e fica contando quantas vezes as molas do colchão soltam chiado.

"Nada assusta a Mãe. Menos o Velho Nick, talvez. Quase sempre ela só o chama de ele, eu nem sabia o nome pra ele até ver um desenho sobre um cara que chega de noite, chamado Velho Nick. Eu dou esse nome ao de verdade porque ele vem de noite, mas ela não parece o cara da TV, que tem barba e chifres e outras coisas. Uma vez perguntei à Mãe se ele é velho e ela disse que ele tem quase o dobro da idade dela, o que é bem velho."

A cada revelação feita por Jack sobre o ambiente que o cerca e sobre as condições físicas de sua mãe, deterioradas devido as tentativas de fugas e de manter o Velho Nick longe, o estômago revira. E na metade do livro, quando ela, finalmente, consegue elaborar um plano para escapar, e que funciona na base da sorte, o leitor pensa que a história ficará mais leve, mas se engana. Porque a partir daí, acompanhamos a dura adaptação de Jack e sua mãe ao serem inseridos no mundo: ela, novamente; ele, pela primeira vez.


Os dois, cada um a seu modo, precisam enfrentar a vida fora do quarto. A Mãe, o reencontro com a família que a considerava morta, os julgamentos da mídia e das pessoas que acompanham sua história após o resgate de dentro do quarto e, principalmente, o trauma por tudo o que sofreu. Jack, por sua vez, precisa compreender e aceitar que o mundo não se resume às quatro paredes onde nasceu e onde viveu por cinco anos, mas que é, a seus olhos, quase infinito e cheio de surpresas, inseguranças e medos.

As partes em que acompanhamos os testes médicos, porque ele não possuía qualquer anticorpo, uma vez que nunca esteve em contato com o ambiente externo ao quarto ou com outras pessoas, a descrição de que ele desce escadas sentado, uma vez que nunca desceu uma, ou que não sabe o que é o vento, ou as folhas, ou um menino de sua idade, são comoventes.


Em um trecho do livro, é perguntado à Mãe se ela não deveria ter pedido ao Velho Nick que deixasse Jack na porta de algum orfanato quando ele ainda era um bebê, ao invés de cria-lo dentro do quarto, à mercê de um lunático sádico. Jack não é apenas filho dela, mas sua âncora para continuar viva e lutando pela liberdade. Ele é sua esperança, porque por ele, ela consegue encontrar forças. E pouco depois, quando ela tenta algo desesperado, compreende-se que as coisas de que ela abriu mão, agora que Jack está a salvo, são demasiado pesadas.

"Dessa vez eu entrei, fiquei todo achatado no vidro, mas mesmo assim fui respingado. A Mãe pôs o rosto na cascata barulhenta e deu um gemido comprido. – Você está sentindo dor? – gritei. – Não, só estou tentando desfrutar da minha primeira chuveirada em sete anos."

Quarto não é uma leitura fácil apenas por tudo o que disse acima, mas também porque exige do leitor a paciência de acompanhar a ação sob o ponto de vista de Jack. A autora quer transmitir ao leitor as condições em que eles vivem, o relacionamento simbiótico que eles compartilham, a fragilidade de condição psicológica que possuem e o desespero que a mãe passa a cada falta de temperamento do Velho Nick.

Em determinado momento, pensei que muitos leitores poderiam abandonar a leitura com base nessa dificuldade. Que seria menos arriscado se a narrativa tivesse sido feita em terceira pessoa, e, talvez até, com mais capacidade de se aprofundar dos detalhes que escapam dos olhos de Jack. Entretanto, o leitor perderia o choque de procurar no meio das palavras de Jack o que realmente acontece ao seu redor. E esse é o grande ponto focal do livro, que o torna ímpar!


Foi feita uma adaptação de Quarto para o cinema, com o título de O quarto de Jack, e que irá estrear em breve. O roteiro foi escrito pela autora, então leia primeiro o livro e depois assista à película sem medo. O trailer está logo abaixo:

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Conjuntando #55: Janeiro em Fotos

Teve fotos em janeiro? Claro que sim!

Nos meses de janeiro, é comum que meu número de leitura aumente, então as fotos no Instagram aumentam também. No último mês, essas foram as imagens que apareceram:



Se quiser conferir as histórias por trás de cada uma delas, basta nos visitar no Instagram.

E aí, já leram algum desses?

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Novidades #125: Josy Stoque


Hoje, 19 de fevereiro, é aniversário da autora Josy Stoque. Também hoje, Puro Êxtase completa dois anos de sua publicação. E a autora ficou tão feliz com a data que decidiu presentear seus leitores: hoje, apenas hoje, os três livros de Puro Êxtase estarão disponíveis de graça para download na Amazon.
 
Puro Êxtase (Livro 1)
"O vazio é uma nova oportunidade de se preencher"
Como você se sentiria se seu relacionamento acabasse depois de dez anos? Sara Mello precisa recomeçar, recuperando o emprego como advogada e os sonhos perdidos. E como se não bastasse a mudança, a vida lhe faz mais uma surpresa através de um estranho em um bar, um convite irrecusável e uma noite inesquecível. Ela vai descobrir que é sexy, sentindo na pele o significado mais profundo do amor próprio.
Abra sua mente, liberte suas fantasias mais ousadas e realize tudo o que tiver vontade.
Link da Amazon: www.amazon.com.br/dp/B00I89PSOS
 
Puro Êxtase a 2 (Livro 2)
"O sonho não pode morrer"
Há um ano, o destino colocou os caminhos de Sara Mello e Rodrigo Valente em rota de colisão, e o resultado foi combustão espontânea. Este encontro causou mudanças significativas na vida infeliz e sem propósito do belo arquiteto e deixou a sexy advogada perdida em sua trajetória de autoconhecimento. Porém, eles não contavam que o universo os colocaria frente a frente de novo, dando-lhes uma oportunidade de viverem plenamente aquele desejo insano que não diminuiu em nada com o tempo.
O amor não se busca, é ele que vem ao seu encontro.
Link da Amazon: www.amazon.com.br/dp/B00LTDZXR2
 
Puro Êxtase para Sempre (Livro 3)
"Enquanto o desejo durar"
Você acredita no felizes para sempre? Rodrigo Valente, pela primeira vez na vida, está apaixonado. Sara Mello tenta fugir dele, com medo de amar outra vez, mas todas as suas armaduras se dissolvem ao toque sensível e excitante do arquiteto. A promotora aceita se casar com ele, mas a ex-namorada dará a cartada final para convencê-lo do erro de tê-la deixado, às vésperas da cerimônia. Será que este amor é forte o bastante para resistir aos defeitos, às reações explosivas e às opiniões divergentes?
Viver é um presente que só tem sentido com amor.
Link da Amazon: www.amazon.com.br/dp/B00QPBYFJU
Quem quer completar sua coleção ou ter uma primeira oportunidade de conhecer os livros da autora, aproveite!

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A Mentira - Helen Dunmore

Sinopse: Cornualha, Inglaterra 1920
Um Jovem Soldado volta para casa.
O horror das trincheiras e uma grande amizade ficam para trás.
E seu futuro lhe reserva as imprevisíveis consequências e uma mentira. (Skoob)
DUNMORE, Helen. A Mentira. Companhia Editora Nacional, 2015. 296 p.
 
Comecei a ler A Mentira um pouco no escuro, visto que a sinopse pouco revela sobre o enredo. Entretanto, o contexto e ambientação da obra me chamaram atenção, aqui temos um cenário pós-guerra e suas consequências na vida daqueles que sobreviveram. Um tema mais que interessante para refletir.

Daniel Branwell é um jovem soldado inglês que retorna para casa após Primeira Guerra sem muito pelo que lutar. Sem seu amigo de infância Frederick, logo ao regressar é pego pela morte da mãe. Todos os que faziam sentido para ele se foram e todos os horrores que presenciou em campo culminam em seu completo isolamento da cidade, e ele acaba indo morar com uma velha senhora.
 
Frederick Dennis e Daniel eram como irmãos. E apesar de pertencerem a classes sociais distintas, se davam muito bem e tinham um relacionamento que transcendia a amizade, chegando até a fazer juramento de sangue. Frederick, filho de engenheiro e frequentando as melhores escolas nunca deu muito valor ao estudo; Daniel, filho da empregada da casa Dennis, sempre decorou os mais extensos poemas. Superando as diferenças sociais, tornaram-se irmãos do peito e juntos vão para a guerra, deixando todos os sonhos e planos para trás. Daniel consegue regressar, mas os fantasmas da guerra e memórias do amigo não o deixam de fato ficar.

"- O problema, Felicia, é que conquistei minha ambição e agora não gosto do que vejo.
- Qual era sua ambição?
- Sobreviver."
 
Narrado em primeira pessoa por Daniel, A Mentira usa o período pós-guerra como pano de fundo para desenvolver sua história, que se passa toda pesando as dores e traumas da guerra e suas consequências após seu término. Daniel passa a viver em momentos intercalados de lucidez e devaneio, a ponto de não saber mais distinguir com precisão onde começa uma e termina outra, fazendo com que a obra se desenvolva sem grandes ações ou reviravoltas.

Apesar de ser um livro morno, eu gostei bastante. Como poucas explicações são dadas e o foco não é explícito, paira aqui várias ambiguidades; e talvez seja isso que permita o prosseguimento com a leitura, há um despertar de sentimentos no leitor, que tenta entender os acontecimentos e a cabeça do protagonista. A ambientação é fria e ao longo de toda narrativa imaginei a trama em tons cinzentos, tão sutil e calma que é sua desenrolada. Helen Dunmore não se prolonga em detalhes e perspectivas e a impressão que eu tenho é que ela estava absolutamente serena e sem pressa ao escrever este livro.
 
A narrativa de Dunmore é poética e fluída, ainda que esteja contando uma história densa e cheia de mistérios. Mesmo após o fim da leitura, não consigo distinguir a verdade acerca dos personagens, tão ambígua é sua construção. As passagens de tempo me deixaram um pouco confusa, mas foi algo que se acertou a partir da metade da obra. Em verdade todos os detalhes que haviam me incomodado na obra conseguiram se acertar a partir da entrada de uma personagem na história, levando rumo à trama.

"Fomos colocados em duplas para um cuidar dos pés do outro. Cuidar do próprio pé não é incentivo suficiente. Pode-se pensar que o egoísmo seria uma força poderosa, mas não era. Dizer a um homem que tire as peneiras, depois as botas, que seque cada dedo individualmente, examine os pés à procura de machucados e massageie-os com óleo de baleia, e dizer-lhe que se não fizer isso terá pé de trincheira, ficará com o pé preto e poderá ter até que amputá-lo... bem, é de imaginar que isso o motivaria a se cuidar. Mas não motiva. Ele está com frio, molhado e morto de cansaço, e  tudo o que quer é dormir um pouco. Agora, diga-lhe que é responsável pelos pés do homem ao lado e ele fará tudo isso."

É interessante observar como as guerras deixam marcas, não somente físicas, mas psicológicas. A quantidade de pessoas que se vão, a quantidade de amigos que se faz e que a qualquer momento podem ir embora, é enorme. A autora não abordou a questão com profundidade, mas os devaneios e silêncio do protagonista são mais que suficientes para expressar todo o peso que a guerra deixa.

Ainda que uma obra extremamente densa e morna, A Mentira me agradou bastante. É um livro que vale muito a leitura, tem uma narrativa poética e conflitos absolutamente interessantes.
 

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Novidades #124: Parceria Ler Editorial

Quando chega essa época de início de ano, é impossível deixar de notar toda a movimentação dos blogs literários: é nessa época que as inscrições para parceria com as editoras abrem, e os resultados logo começam a ser publicados. Todo blogueiro sabe bem o que é isso. rsrs

Mas a melhor parte é quando surgem as surpresas. E a seleção do Conjunto da Obra como parceiro da Ler Editorial foi uma delas.

A Ler Editorial tem como foco o autor brasileiro, publicando exclusivamente obras de autores nacionais contemporâneos, direcionadas ao público jovem e adulto. Trata-se, antes de tudo, uma empresa inovadora e dinâmica, que tem como objetivo antecipar para os leitores as novas tendências do mercado literário.

O catálogo da editora reúne temas diversificados, passando pelos gêneros: Romance, Literatura fantástica, Literatura feminina e Erótico Contemporâneo.

Alguns dos livros da Editora que estão em pré-venda:

Ao se refugiar em uma pequena cidade na serra gaúcha, ela não imaginava que estava prestes a viver um intenso amor.
Catarina é uma moça solitária e traumatizada de diversas maneiras. Primeiro com a morte prematura de seus pais, em um acidente de carro, seguido de uma forte decepção amorosa, que abalou de vez sua estrutura emocional. E como se não bastasse, ela descobre um desvio financeiro na empresa que recebeu de herança.
Em busca de um recomeço, Cat decide se afastar de Porto Alegre e se mudar para uma pequena cidade na serra gaúcha. Tudo que ela deseja é paz para iniciar uma nova vida, onde ninguém conheça sua história, e um chalé isolado no meio de um bosque parece o lugar prefeito. Pelo menos é o que ela imagina, até conhecer Bruno.
Alto, lindo e cheio de atitude, Bruno se revela um homem íntegro, mas também guarda uma boa cota de segredos.
O envolvimento com esse homem misterioso e sedutor, se torna inevitável e a relação evolui naturalmente. Mas, em meio à paixão eles vão esbarrar em um conflito, e Cat precisará de coragem para revelar a Bruno todos os segredos que envolvem seu passado.

Marina Duarte está no vermelho. Dona de dupla graduação nas melhores faculdades públicas do Rio de Janeiro, seu sonho de construir a vida nos States não está funcionando.
Decidiu se mudar para ficar perto da tia, sua única família, mas a crise não está ajudando em nada sua carreira.Sem saber como pagar as contas do próximo mês, Marina aceita uma vaga de babá na mansão da família Manning. Ela só não podia imaginar que sua vida mudaria completamente, apenas por conhecer duas crianças e um chefe viúvo – e gato, maravilhoso, cheiroso e gostoso –, que precisa urgentemente de sua ajuda.





Na infância, Maria Beatriz foi levada contra sua vontade para longe de seu pai e de sua amada Santa Maria, cidade linda, no coração do Rio Grande do Sul.
Mas, nem mesmo a distância ou o tempo foram capazes de apagar as lembranças que ela trazia no coração.
Hoje, mais madura, ela está ansiosa com sua volta para casa e com o início de uma nova vida na Universidade de Santa Maria, cursando Psicologia. Sua felicidade é tanta que ela se distrai por um momento.
De repente, no corre-corre do aeroporto, enquanto procurava por seu pai, acontece um esbarrão.
Era um certo peão...
E depois disso, a vida de Maria Beatriz nunca mais seria a mesma...
Léo é estudante de veterinária e se estabeleceu na cidade depois que o pai herdou a Fazenda Palmital do avô. O jovem peão mexe com as estruturas de Santa Maria, não só pelo som de sua caminhonete potente, mas também por todo seu charme e disposição para conquistar uma certa moça que roubou seu coração.
Léo e Bia nos trazem muito mais que uma história de amor contada por dois jovens do interior. Eles nos levarão por uma trajetória de luta e superação!
Léo e Bia chegam para encantar vocês com seu jeitinho marrento, mas completamente apaixonante.

 Já conheciam a Editora? O que acharam dos livros?


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Promoção: Para todos os garotos que já amei + P.S.: Ainda amo você


Eu gostei muito dos livros Para todos os garotos que já amei e P.S.: Ainda amo você, da autora Jenny Han, como vocês bem viram nas resenhas.

Agora, em parceria com a Editora Intrínseca, o Conjunto da Obra vai sortear um exemplar de Para todos os garotos que já amei e um de P.S.: Ainda amo você para um só ganhador! Já pensou na possibilidade de ter essa sorte?
Para participar é simples! Basta seguir o blog Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste site" na barra lateral direita) e preencher essa entrada no formulário. Depois, várias outras entradas serão abertas, para quem quiser ter ainda mais chances.

a Rafflecopter giveaway


É obrigatório ter endereço de entrega no Brasil, e qualquer situação não prevista nesse blog será decidida pelo Conjunto da Obra.
 
As inscrições serão feitas por meio da ferramenta Rafflecopter. Para os que ainda têm dúvidas sobre como utilizá-la, podem ver este tutorial aqui. As inscrições são válidas até dia 10 de março, e o resultado será divulgado em até 7 dias, neste mesmo post. 
 
Após o resultado, o Conjunto da Obra entrará em contato com o vencedor por e-mail, que deverá ser respondido em até 24 horas. O exemplar será remetido pela Editora Intrínseca.

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Blade: a lâmina do imortal - Hirokai Samura

Sinopse: Após ser encontrado quase morto, Manji é salvo por uma monja que acaba lhe dando vida eterna. Querendo sua mortalidade de volta, o samurai faz um acordo com ela: matar um determinado número de criminosos, e só então ela cumprirá sua parte no acordo. A morte e a espada andam lado a lado. Mas como um samurai imortal irá expiar os pecados cometidos pela sua espada? Lavando sua espada em sangue derramado de forma justa! (Skoob)
SAMURA, Hirokai. Blade: a lâmina do imortal. JBC, 2016. 448 p.

Em 2004, a editora Conrad começou a publicar Blade: a lâmina do imortal no Brasil. Infelizmente, após alguns números, a série foi cancelada. Agora, em 2016, a JBC iniciou e vai terminar a publicação, desta vez em um formato com mais páginas, totalizando 15 volumes.

Manji, o personagem do título, é um ronin que foi contratado para matar pessoas que se negavam a pagar impostos. Vendo que essas pessoas eram inocentes, ele se rebela e mata seu contratante e os 99 seguranças dele. Ferido, quase morto, uma velha o ajuda e lhe dá para beber um chá com vermes especiais. Esses vermes substituem qualquer tecido ou parte do corpo que tenha sido danificado, inclusive o cérebro, olhos, etc., dando o poder da imortalidade. Mas Manji sente esse presente mais como uma maldição e faz um trato com a velha: se ele matar 1000 criminosos, ela o ajudará a se livrar da imortalidade. Nesse ponto, Rin, a jovem filha de um dono de dojo que foi assassinado, conhece Manji e o contrata para ajudá-la a se vingar.


Blade difere de outros mangás de diversas formas. Manji não tem qualquer código de honra, é atrevido, é descuidado, é arrogante, é convencido, mas tem um bom coração, mesmo que esconda isso. É comovente como ele cuida e provoca Rin durante a jornada que fazem em busca dos assassinos. Aos poucos, acompanhamos a relação dos dois se fortalecer e em como ambos cuidam um do outro.


Os desenhos são feitos com traços finos e dão ênfase aos olhos de cada personagem, conseguindo transmitir com perfeição o que sentem. Os duelos não rebuscados, mas de propósito, com a finalidade de demonstrar a velocidade com que cada golpe é aplicado. E o golpe final, o que encerra cada duelo, tem um trabalho artístico mais elaborado, como uma pintura, e ocupa, na maioria das vezes, duas páginas cheias. A violência não é gratuita, mas ela é explicita, a quantidade de sangue que jorra é imensa e, mesmo sendo em preto-e-branco, é percebível em cada detalhe.


Os oponentes diferem bastante e são todos extremamente habilidosos e perigosos. Devido ao seu poder de cura, Manji acaba sendo displicente e não se preocupa com ferimentos. Entretanto, alguns oponentes são tão perigosos que o leitor fica na dúvida em qual será o desfecho de cada duelo. Isso sem mencionar que Manji também precisa proteger Rin. A garota não fica como expectadora e costuma entrar nos duelos, mesmo não sendo páreo para os oponentes, devido à sua inexperiência. A forma como ambos, Manji e Rin, se protegem e se preocupam nas lutas um com o outro, é romântico e engraçado ao mesmo tempo.


Blade é uma obra imperdível, que deve ser lido pelos amantes do gênero, sem qualquer dúvida. Os dois personagens principais são cativantes e fazem o leitor torcer por eles o tempo todo. O primeiro volume ainda está à venda nas bancas, então corra para comprar o seu ;)

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P.S.: Ainda amo você - Jenny Han

Sinopse: Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito movimentada, pelo menos na cabeça dela. Para cada garoto por quem se apaixonou e desapaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito dela, muito pessoais, que de repente e sem explicação foram parar nas mãos dos destinatários.
Em "Para todos os garotos que já amei", Lara Jean não fazia ideia de como sair dessa enrascada, muito menos sabia que o namoro de mentirinha com Peter Kavinsky, inventado apenas para fugir do total constrangimento, se transformaria em algo mais. Agora, em "P.S.: Ainda amo você", Lara Jean tem que aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. E quando ela parece estar conseguindo, um garoto do passado cai de paraquedas bem no meio de tudo, e os sentimentos de Lara por ele também retornam.
Uma história delicada e comovente que vai mostrar que se apaixonar é a parte fácil: emocionante mesmo é o que vem depois. (Skoob)
HAN, Jenny. P.S.: Ainda amo você. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2016.

Para todos os garotos que já amei foi um dos livros mais fofos que li nos últimos meses e fiquei convencida que Jenny Han tem dom para escrever livros românticos nos deixam enternecidos. O curto período de espera até que sua continuação, P.S.: Ainda amo você, chegasse até mim foi doloroso, mas assim que pus as mãos no livro, deixei de lado tudo o que estava fazendo e, poucas horas depois, tinha uma leitura finalizada.
 
P.S.: Ainda amo você tem sua narração em primeira pessoa pela protagonista Lara Jean, assim como no primeiro livro. A perspectiva é bem elaborada pela autora e ilustra a personagem como a adolescente que é, com a ingenuidade e as inseguranças da idade, ao mesmo tempo em que tenta ser realista e controlada, mesmo nos momentos em que fazer isso se torna bastante difícil.
 
A construção dos personagens, inclusive, é o aspecto mais relevante do enredo, pois não existem grandes artifícios na obra de Jenny Han para envolver o leitor que não seja seu texto, pura e simplesmente. Da mesma forma como ocorre no primeiro livro, o importante da obra se faz nos detalhes que não conseguimos enumerar.

O mote principal da história, desta vez, é que agora Lara Jean não está em um relacionamento platônico, e ela precisa aprender a lidar com as benesses e complicações de estar ao lado de uma pessoa real, sem idealizações. É nítido o quanto a personagem amadureceu no decorrer do primeiro livro, ela já não é mais aquela garota amedrontada que era antes, só que essa regra não se enquadra muito bem no quesito “namoro” para a garota. Por ser a primeira vez que ela está com alguém, é visível a dificuldade que ela tem para decidir como agir, e algumas atitudes são bobas, infantis e egoístas.
 
"Na sexta, levo os biscoitos de limão e escrevo o número da camisa dele na bochecha, o que deixa Peter feliz da vida. Ele me abraça e me joga no ar, com um sorriso enorme no rosto. Fico me sentindo culpada por não ter feito isso antes, porque foi preciso um esforço mínimo da minha parte para fazê-lo feliz. Percebo agora que são as pequenas coisas, os pequenos esforços, que mantêm um relacionamento. E sei também que, de certa forma, tenho o poder de magoá-lo e também de fazê-lo se sentir melhor. Essa descoberta me deixa com um sentimento esquisito no peito, por motivos que não sei explicar."

Peter, por sua vez, continua o galanteador de sempre. A cada frase que ele dizia, os suspiros me escapavam, especialmente porque ele tem um jeito só dele de demonstrar seus sentimentos. Se ele fosse um romântico tradicional, acho que não gostaria tanto. Só que o fato de ele ter conquistado meu coração não significa que ele seja imune à minha ira: houve momentos que ele me irritou tanto que quase quis sacudir o menino. Claro que havia uma explicação decente e eu até o perdoei, mas ele contribuiu - e muito - para os problemas todos da história. 
 
Um novo personagem surge neste livro. Não sei se citar o nome dele é spoiler ou não, mas vou citar: John Ambrose, um dos garotos para quem Lara Jean escreveu no livro anterior. John é fofo também, encantador, mas ele parece bem deslocado da história. Tive a sensação de que ele é personagem de outro livro e que simplesmente entrou por engano em P.S.: Ainda amo você. Na cena em que ele e Lara Jean saíram para brincar na neve, tive um leve dejavú de uma cena de Alex e Lillia na série Olho por Olho (não lembro qual livro). Seu papel como amigo foi perfeito, não acho que haveria problema se ele tivesse surgido por conta disso, mas sua participação como um todo foi desconexa.
 
Geneviere, por outro lado, foi destaque nesse volume. Ela sim, sozinha, poderia conduzir o enredo ao ápice. Acho até que ficaria mais emocionante e Lara Jean surtaria um pouquinho mais, se não estivesse confusa o suficiente por sua própria conta.

"- Você não vai beijar seu homem? Acabei de sair da prisão.
- Peter! Isso não é engraçado. Você foi suspenso?
Ele dá um sorrisinho.
- Não. Usei toda a minha lábia para escapar. O diretor Lochlan me ama. Mas eu poderia ter sido suspenso sim. Se fosse qualquer outra pessoa...
Ah, Peter.
- Não comece a se gabar agora.
- Quando saí da sala de Lochlan, havia um grupo de garotas do primeiro ano me esperando. Elas ficavam dizendo 'Kavinsky, você é tão romântico'. - Ele ri, e lanço um olhar irritado para ele, que me puxa para perto. - Ei, elas sabem que tenho dona. Só tem uma garota que eu quero ver de biquíni amish."

Margot não aparece tanto desta vez, mesmo que ela esteja fisicamente mais perto, por mais tempo do que esteve no livro anterior. Isso, no entanto, não chega a ser um problema. A pessoa de que mais senti falta, na verdade, foi Josh, que achei que estaria bastante presente depois de todos os acontecimentos do primeiro livro, mas não estava, e acho que essa foi uma das maiores falhas da autora nessa obra. A menos, claro, que ela escreva um terceiro livro - o que imagino que não acontecerá.
 
Ainda que não tenha sido tão perfeito quanto o primeiro, P.S.: Ainda amo você continua adorável, cheio de sorrisinhos e suspiros a nos presentear, e com um final fofo tão fofo quanto o primeiro, que tende a conquistar os leitores.













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