Batman: Arkham Knight - Marv Wolfman

Sinopse: Batman: Arkham Knight é a adaptação literária oficial do game que conquistou fãs e críticos em 2015. Uma parceria entre a DC Comics, a Warner e a DarkSide® Books que virá com aquele padrão quase psicopata de qualidade que os fãs brasileiros merecem. Tudo começa um ano após a morte do Coringa. A cidade, que havia se transformado num hospício a céu aberto, finalmente volta à sua rotina normal. Mas é claro que a paz não pode ser duradoura em uma metrópole que esconde vilões como Charada, Pinguim, Hera Venenosa, Arlequina e Duas Caras. Desta vez, quem inicia uma nova onda de terror é o insano Espantalho. Na noite do Dia das Bruxas, o vilão detona um ataque químico para demonstrar o poder de sua toxina do medo. Os infectados sofrem delírios terríveis e, em seu desespero, acabam matando uns aos outros. Quase 6 milhões de habitantes fogem às pressas. Mas um certo herói jamais deixaria sua cidade natal à mercê dos bandidos. Com o apoio de Robin, Oráculo, Asa Noturna, Alfred e do comissário Gordon, Batman parte para a batalha. Munido de inteligência dedutiva, resistência física invejável e aparatos tecnológicos que nem os exércitos mais bem armados do mundo têm acesso, Bruce Wayne não necessita de superpoderes – o que não significa que essa vai ser uma tarefa fácil.Dois inimigos fatais surgem para desafiar o Homem-Morcego. O primeiro é o misterioso Cavaleiro de Arkham – um assassino com habilidades e armadura tão semelhantes às do herói mascarado que é quase como se Batman enfrentasse um clone. E para desequilibrar ainda mais essa luta, o segundo inimigo surge do nada. Mas ele não estava morto? O Coringa está de volta... ou é só um delírio? Descubra nas páginas de Batman: Arkham Knight. Pronto para jogar? (Skoob)
WOLFMAN, Marv Batman: Arkham Knight. Editora DarkSide, 2016. 272 p.

Existem várias mídias onde se contar uma história, e uma delas é em um jogo para consoles ou computadores. Ao contrário do que muitos pensam, jogos não são apenas ações desencadeadas pelo apertar de botões. Quase todos possuem uma história que motiva o avanço de níveis. E algumas dessas histórias são fantásticas. Entretanto, elas são construídas levando em consideração onde serão contadas.


Batman: Arkham Knight é, originalmente, o quarto jogo da série desenvolvida pela Rocksteady Studios. Os produtores resolveram levar o enredo para o meio literário e chamaram Marv Wolfman, escritor famoso de quadrinhos, responsável pela saga Crise nas Infinitas Terras, da DC, para adaptar a história.

O resultado? Decepcionante. Por quê? Vou tentar explicar.


O histórico de Marv Wolfman é composto por histórias em quadrinhos, onde o escritor escreve diálogos e explica como deseja a composição básica de cada página. Quem, realmente, fica responsável por transmitir sentimentos, é o desenhista. Assim, a narrativa de Batman: Arkham Knight é fria, sem emoção. E quanto digo emoção, não me refiro a acontecimentos que surpreendem, que criam tensão ou que causem suspense. O que quero dizer é que, basicamente, ele descreve o que acontece no jogo, como se ele estive vendo alguém jogar, sem estabelecer sentimentos. Junto a isso, ele acrescenta alguns detalhes sobre cada personagem em foco, que acabam quebrando o próprio ritmo da ação.

"De repente, os dois estavam lá - o último lugar na Terra onde Batman queria estar, o há muito abandonado Asilo Arkham. Pelos dutos de ar, o herói conseguia ouvir os gemidos de sofrimento dos pacientes, implorando pela liberdade, sabendo que jamais estariam livres."

E isso leva a outro problema. Batman: Arkham Knight, o jogo, é extenso, tem muitas fases, desafios, heróis, vilões, lutas, perseguições e mais uma dezena de desafios. Tudo isso condensado em 260 páginas, fica excessivamente corrido, sem espaço para desenvolver o relacionamento de qualquer personagem. Com exceção dos principais, o leitor não se importa com o restante. Não há tempo para formar qualquer vínculo com eles. Acabamos lendo página atrás de página, como se alguém nos contasse um filme na pressa. Teria sido mais benéfico se tivessem cortado várias fases do jogo na adaptação, reunido apenas as principais, essenciais à trama, dando mais espaço para o desenvolvimento dos personagens. Mas até missões secundárias estão no livro.

Na verdade, para quem jogou, não há nenhuma surpresa. Tudo está lá, sem qualquer diferença. Inclusive o final forçado.


Em resumo, Batman: Arkham Knight, o livro, não consegue agradar quem joga, nem quem gosta de ler. Ele falha nos dois objetivos. O que vale como compensação, ou não, é que a edição segue a linha da editora Darkside e está bem caprichada. Pelo menos o livro ficará bonito na sua estante.
Carlos H. Barros
Carlos H. Barros

Carlos tem várias paixões: livros, gibis (muitos gibis), filmes, séries e jogos (muitos jogos de PC e consoles), fotografia, natação, praia e qualquer chance de viajar para conhecer novos lugares e pessoas. Lamenta o dia ter apenas 24 horas - é muito pouco -, e não saber desenhar. Autor também do blog Gettub

14 comentários:

  1. Oiie!
    Esseee livro tá mto top!!
    Tenho lido mtos comentários positivos do livro, qro mtoooo !!
    O livro tdo tá lindo!
    Ameei!
    Bjs!

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  2. A capa do livro tá bem bonita mesmo, pena que a história não esteja tão boa assim. Eu nunca gostei de heróis, mas para quem é fã do Batman deve ter sido bem frustrante esse livro.

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  3. Oi Carlos, eu gosto bastante de heróis. Sempre estou assistindo um filme, ou lendo algo sobre.
    Uma pena que esse livro não superou as expectativas. Nossa, chega da um desanimo. Esses livros que querem trazer pras páginas a emoção de um jogo, ou seja o que for, raramente acertam. Pelo jeito esse entrou na lista.
    Bom dia !

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  4. Oie Carlos.
    Aff, que fiasco esse livro. Uma pena. Vou passar longe.
    bjos
    www.mybooklit.com

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  5. Oi Carlos!!!
    E gosto muito do Batman em si, mas quando eu vi o livro baseado no jogo já desconfiei que não seria uma boa ideia :(
    O que sinceramente é uma pena :(
    Gostei que você foi sincero e realmente expressou o que sentiu ao ler o livro.

    lereliterario.blogspot.com

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  6. Batman sempre foi o meu herói favorito (ao lado do Wolverine) e eu estava (ainda estou) muito ansiosa para ler esse livro. E a edição... Maravilhosa! Seus apontamentos sobre as falhas não me desanimaram, pelo contrário, depois de tantas resenhas diferentes que eu li, quero mais ainda conhecer esse livro e tirar minhas próprias conclusões.
    Beijôs

    http://notasmentaisparaumdiaqualquer.blogspot.com/

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  7. Não conhecia o jogo o livro eu já vi, mas não tinha lido nada sobre ele, não gosto de leituras corridas acaba atrapalhando a leitura e o entendimento. Adoro o Batman, mas acho que esse deixa a desejar.

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  8. Legal esse livro, já tinha ouvido falar do jogo, porem nunca experimentei, parece bem interessante.

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  9. Olá!
    Já tinha ouvido falar desse jogo...mas nunca joguei e nem vi ninguém jogando =(
    E que chato o livro ser tão decepcionante...poxa é tão ruim, vc querer ver algo além ou pelo menos bom do que vc já conhece né?
    Mas o livro está lindo mesmo...hehehe mas não vai enfeitar a minha estante, kkkkk
    Um super bjo!

    Alê - Bordados e Crochê
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  10. Hey, tudo bom?
    É uma pena o enredo não ser tão bom, pois adorei a sinopse e fiquei bem empolgada para a leitura. Agora, confesso que estou com um pé atrás, fiquei bem decepcionada.

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  11. Não conhecia a obra, mais confesso que não sou muito fã de livros de héroois não, mais amo Games ♥ tanto quanto livros♥, mais não acho legal essa misturada não rsrs !

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  12. Nossa, que pena ter sido uma decepção. :( Realmente não deve ter ficado legal esse automático, de simplesmente ir contando como se fosse uma narração do jogo de alguém. Acho que eu também não iria gostar. Na verdade, não curo muito quando pegam os games e transformam em livros. A edição é o que mais está valendo a pena mesmo.

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  13. Nossa, que pena ter sido uma decepção. :( Realmente não deve ter ficado legal esse automático, de simplesmente ir contando como se fosse uma narração do jogo de alguém. Acho que eu também não iria gostar. Na verdade, não curo muito quando pegam os games e transformam em livros. A edição é o que mais está valendo a pena mesmo.

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  14. Olá Carlos,
    Sou fã de heróis, adoro principalmente assistir aos filmes, mas não cheguei a ler nenhum livro desse gênero. É uma pena que o autor não acertou em transformar o game em livro, mesmo não conhecendo o jogo, já sei que ficaria decepcionada com o livro, pois não curto muito histórias com narrativa fria, sem sentimentos, além de ser muito corrida, fica difícil se envolver assim. Uma pena mesmo, porque a edição está linda.

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