Asylum e Scarlets - Madeleine Roux


Sinopse: Para Dan Crawford, 16 anos, o New Hampshire College Prep é mais do que um programa de verão – é uma tábua de salvação. Um pária em sua escola, Dan está animado para finalmente fazer alguns amigos em seu último verão antes da faculdade. Mas, quando ele chega no programa, Dan descobre que seu dormitório para o verão costumava ser um sanatório, mais comumente conhecido como um asilo. E não apenas qualquer asilo — um último recurso para criminosos insanos. À medida que Dan e seus novos amigos, Abby e Jordan, exploram os recantos escondidos de sua casa de verão assustadora, eles logo descobrem que não é coincidência que os três acabaram ali. Porque o asilo é a chave para um passado terrível. E existem alguns segredos que se recusam a ficar enterrados. (Skoob)

ROUX, Madeleine Asylum e Scarlets. Editora V&R, 2014/2015. 336 e 104 p.

Após a leitura de Asylum, cheguei à seguinte conclusão: a narrativa é igual a um passeio por um cenário tecnicamente muito bem feito, com todos os objetos necessários para criar um ambiente de terror. Você passeia por esse local, escuro, degradante, esperando aparecer algo de assustador, mas nada acontece. Aí, quando está chegando perto da saída, aparece alguém e faz um BÚ! Seco, tímido, e você fica com aquela sensação de que poderia ter sido bem melhor.


Até a construção dos personagens principais, Dan, Abby e Jordam, convence e é bem feita. Mas a interação entre eles é um desastre total.

Abby e Dan são o casal romântico, mas os trechos onde eles tentam avançar nos sentimentos são frustrantes. Ou porque Dan é meio panaca e não sabe conquistar a garota, ou porque Jordam aparece e estraga o momento, ou porque tocam em algum assunto que azeda a conversa. E esse ponto é estranho, porque Dan sempre esconde os acontecimentos misteriosos, pelos quais passa, dos amigos.


Abby é simpática e, dos três, é a personagem que mais agrada. É revelado pouco sobre o seu passado, mas ela se mantém constante por toda a história. Além de não sofrer do mal dos dois amigos, ela é corajosa e fiel.

Jordam é o amigo gay que deveria ser o ponto de ligação entre Abby e Dan, mas o cara tá sempre de mau humor, tem segredos que não são explicados, briga constantemente com os dois, ou seja, é um saco. Isso sem falar que ele, às vezes, parece bipolar.


Mas, apesar de todas as peças estarem certas, não acontece nada em quase todo o livro, a não ser a descoberta dos locais que faziam parte de tratamentos ilegais em pacientes, fotos e bilhetes misteriosos que afetam a relação do trio, e láaaaaaaaaa para o final, um pouco de ação, com algumas mortes e a explicação dos poucos mistérios que foram apresentados.

Acho que o que menos gostei, na verdade, foi da narrativa em terceira pessoa. A autora não soube criar uma forma de transmitir os sentimentos de cada personagem ao leitor. Tudo parecia frio demais, superficial demais, distante demais. Isso causou o meu desligamento emocional da trama, e passei a acompanhar a história apenas por curiosidade. E isso é um pecado em um livro de terror.


De qualquer forma, depois que identifiquei essa falha da autora, e por gostar de aventuras com jovens no meio de mistérios, vou dar uma chance e ler a continuação. Quem sabe a narrativa não melhorou? E os sustos também?


Mesmo assim, e porque já tinha comprado mesmo, comecei a ler SCARLETS, um livreto de 100 páginas que conta o que se passou com Cal, o filho do reitor Roger. Não tem como identificar exatamente em que momento esse episódio acontece, se antes ou depois de ASYLUM, mas a falta dessa informação não atrapalha em nada.

O que me surpreendeu em SCARLETS foi a quantidade de eventos que fazem com que o leitor leia tudo em sequência. Todos os mistérios que eu gostaria de ter encontrado em ASYLUM, eu encontrei em SCARLETS.


Cal é problemático. Vive bêbado e metido em confusões. Por conta disso, seu pai o obriga a participar da iniciativa de alguns alunos e uma professora em catalogar os objetos do porão de Brookline. Ao mesmo tempo, Cal também precisa frequentar aulas com Fallon, uma outra aluna que é uma hacker nas horas vagas.

Aos poucos, Cal descobre que os planos do pai não são totalmente para ele, mas também para se livrar de Fallon, que descobriu segredos de Brookline que não podem ser divulgados, além da existência de uma sociedade secreta chamada Scarlets.


Quando terminei ASYLUM, não tinha muita vontade de comprar o segundo livro e continuar a acompanhar a aventura do trio principal. Mas, depois de SCARLETS, não tenho opção. Preciso saber o que acontece.
Carlos H. Barros
Carlos H. Barros

Carlos tem várias paixões: livros, gibis (muitos gibis), filmes, séries e jogos (muitos jogos de PC e consoles), fotografia, natação, praia e qualquer chance de viajar para conhecer novos lugares e pessoas. Lamenta o dia ter apenas 24 horas - é muito pouco -, e não saber desenhar. Autor também do blog Gettub

14 comentários:

  1. Ola, bom dia! Confesso que não gosto dessas histórias com personagens tão novos. Quando vi 16 anos já me desanimei, mas continuei a ler a resenha porque fiquei curiosa com esse dormitório assustador.
    Todos estavam falando desse livro, uma pena que não funcionou pra você. Pelo que percebi, há varias coisas erradas kkk
    Enfim, obrigada pela resenha. Abraços

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  2. Olá, Carlos. Eu nunca li nenhum livro neste estilo, acompanhado de cenas e histórias terríveis, sou meio pé no chão. Fora os pontos que você citou, me sinto inclinada a não ler o livro por não me chamar atenção. Infelizmente esse tipo de gênero dificilmente me agrada.
    Beijo! Participe do sorteio de Twist do Tom Grass

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  3. Quando vi a capa do livro já imaginei um terror muito bem elaborado mas conforme eu lia a resenha percebi que era só propaganda enganosa.
    O livro me pareceu muito mal escrito e a autora aparentemente não sabe construir personagens e nem passar emoção alguma. Dessa vez eu passo a leitura.

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  4. Oii Carlos!! Aaaiiin preciso desses livros!!
    Eu ameeeei as imagens e a história claro, esse gênero sempre me surpreende!
    Bjs!

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  5. Nunca tinha ouvido falar desses livros, adorei a resenha. Fiquei curiosa. Seguindo seu cantinho.<3

    Visite: http://carpediemmica.blogspot.com.br/

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  6. Nossa Carlos!
    Achei bem parecido com o trem fantasma dos parques...buu!
    Terror sem muito terror não tem graça, né?
    Mas pelo visto os livros tem muitas fotos/gravuras e facilitam a identificação.
    Feliz que pelo menos gostou e um e ficarei aguardando a resenha do terceiro.
    Ah! Gostei demais das duas resenhas juntas.
    “A sabedoria consiste em ordenar bem a nossa própria alma”. (Platão)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de OUTUBRO com 3 livros + BRINDES e 3 ganhadores, participem!

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  7. Oi!
    Não gosto de livros de terror nem de suspense, por isso não sei se vou ler esse livro. Mas gostei muito da sua resenha apesar de você não ter se animado muito com a leitura acho que as pessoas devem da uma chance a esse livro.
    Parabéns pela resenha e beijos!!!

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  8. Nossa, que pena que o livro não foi o que vocÊ esperava. Terror não é algo fácil de escrever, principalmente em terceira pessoa. Talvez se a autora tivesse desenvolvido mais o suspense, quem sabe tivesse dado certo? O enredo me atrai, mas não tenho certeza se quero arriscar depois da sua opinião.
    Um abraço!

    http://paragrafosetravessoes.blogspot.com.br/

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  9. Carlos que livros maravilhosos esses eim? Amei a resenha, eles lembram um pouco a edição dos peculiares pelas fotos escuras e bem estranhas, mas acredito que aqui o terror tem um foco maior, como você bem disse tem uma parte de descrição muito bem detalhada que nos faz mergulhar no ambiente de forma intensa e real. Já amei, mesmo sem falar nessas capas Lindas demais!

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  10. Nossa que pena que o livro deixa a desejar e não tem nada de assustador, o pouco que acontece é só no final, não gosto quando deixam para acontecer tudo no final e ainda deixa coisas em aberto. Que bom que Scarlets é melhor e tem mistérios que adoro e parece prender o leitor.

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  11. Confesso que tenho medo de livros assim, mas também não custa tentarainda to criando coragem.
    Até mais.

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  12. Confesso que tenho medo de livros assim, mas também não custa tentarainda to criando coragem.
    Até mais.

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  13. Você resumiu bem o que eu senti ao ler Asylum. Quando peguei o livro pra ler fiquei pensando que fosse morrer de medo e esperei, esperei e esperei pelo momento assustador e... nada! Animei mais agora lendo seu comentário sobre Scarlets. Vou continuar lendo pra ver se melhora. rs

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  14. Não sou muito fã de terror, nem a sinopse e nem a resenha me deixou interessada em conferi essa história.

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