Novidades #167: Lançamentos Ler Editorial

Oi peops, tudo bem?

Hoje é dia de divulgar os novos lançamentos da Ler Editorial. Os livros já estão em pré-venda e devem chegar logo às livrarias.

Grana Torpe, de Felipe Frasi



Uma obra que explora a realidade de forma nua e crua.

O tema central abre caminho para um retrato das interações sociais em uma sociedade cada vez mais individualista e consumista.

Os 15 contos apresentados abordam questões polêmicas, sem pretensão de que sejam respondidas, apenas refletidas e discutidas.








Inversos, de Carol Dias


Como assistente pessoal de Carter Manning, Bruna sabia exatamente o que esperar do cantor: música, mulheres e um pouco de (muita) arrogância. Seria preciso uma interferência do universo para que ele se mostrasse alguém decente.


E não é que o universo resolveu agir?!


As pequenas, Sam e Soph, serão a prova final de Carter, para mostrar que mesmo o cara mais idiota, possui algo além de uma camada de egocentrismo.




Outras informações podem ser encontradas no site da editora.

Qual vocês leriam?

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O Sol Também é uma Estrela - Nicola Yoon

Sinopse: Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história. Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois. O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade? (Skoob)
YOON, Nicola. O Sol Também é uma Estrela. Editora Arqueiro, 2017. 288 p.


Muitos cientistas acreditam que tudo, todas as coisas, estão interligadas em algum nível. E que, por causa disso, tudo afeta tudo, de forma direta ou indireta.


Mas, resumindo, suas decisões, por mais inconsequentes que pareçam, podem, e afetam, algum evento no futuro. Se você deixar de ir em uma festa, pode deixar de conhecer a garota, ou garoto, de sua vida. Ou pode conhecer. Você parar para olhar uma vitrine, pode impedir que seja atropelado alguns metros na frente, ou, se não parar, o inverso. Você virar à esquerda, ao invés de virar à direita, pode conduzir sua vida em sentidos totalmente diferentes, ou fazer isso com outra pessoa.

Em essência, são essas escolhas, que muitos chamam de coincidências, que conduzem a vida de Natasha e Daniel, até o momento em que eles se encontram. Natasha é natural da Jamaica e está, juntamente com seus pais, de forma ilegal nos Estados Unidos; Daniel é descendente de coreanos, tem um irmão prepotente, problemático e sem caráter, além de um pai intransigente quanto aos costumes do seu país. Natasha é racional, deseja ser uma cientista. Daniel escreve poesias e almeja coisas da alma. Natasha e família estão para serem deportados por causa de um erro de seu pai. Daniel se apaixona por Natasha. E, nas páginas seguintes a eles se conhecerem, Daniel tenta mostrar para Natasha, que ela também pode se apaixonar por ele. É a razão contra a emoção. A objetividade contra a subjetividade. E, sinceramente? É lindo de se acompanhar.


Eu li algumas resenhas de pessoas reclamando dessas coincidências. Como disse acima, não são coincidências. São atos perpetrados por pessoas, que o leitor acompanha por todas as ramificações que eles criam. Quando você tem a possibilidade, ou capacidade, de vislumbrar toda a teia que une nossas escolhas do dia a dia, você percebe a ligação que elas criam em todos nós. É disso que O Sol Também é uma Estrela trata. O que acompanhamos na história de Natasha e Daniel, e o que ocorre ao redor deles, é um reflexo do que ocorre com a gente, mas sem que possamos ver o que nós causamos nas outras pessoas, ou no que elas causam na nossa vida. É um conceito difícil de ser compreendido, ainda mais hoje em dia, onde todos parecem se preocupar apenas com o próprio umbigo.


A narrativa de Yoon é igual à de seu livro anterior, Tudo e Todas as Coisas. Capítulos curtos, às vezes com apenas uma página, e alternados entre os dois personagens, algumas explicações e a visão de personagens secundários. Mas a forma como ela faz isso, desta vez, é muito, muito melhor, mais firme, mais dinâmica, mais convincente, mais apaixonante.

Por exemplo, em determinado momento, Natasha cruza com uma segurança no edifício do governo que deporta os imigrantes ilegais. Acontece algo, totalmente corriqueiro, sem importância. No capítulo seguinte, acompanhamos o motivo desse algo sob o ponto de vista da segurança do edifício. E no fim do livro, acompanhamos o que esse pequeno fato isolado significou para a segurança anos depois. É surpreendente! Por quê? Porque é real. Quem nunca passou por alguma coisa, aparentemente sem significado para todos, menos para você? Algo que ninguém percebe, apenas você? E esse algo é lembrado por você anos depois, algo que, de alguma forma, incitou você tomar decisões que podem ter contribuído para mudar o caminho de sua vida.


O mesmo acontece com mais alguns personagens, com maior ou menor importância, durante o dia em que Natasha e Daniel se apaixonam. Nem tudo são eles que causam. Algumas coisas, são os atos dos outros que provocam e acabam afetando a vida do casal. Coisas como, simplesmente, não atender uma ligação, ou esquecer de um compromisso, de uma reunião. E é muito interessante acompanhar o que essas pequenas ações, ou falta delas, podem afetar outras pessoas.


Tudo isso é narrado pela autora na ordem certa em que precisam ser narradas, não necessariamente em uma ordem cronológica. E essa escolha, faz com que o leitor seja surpreendido em diversos momentos, principalmente na última página, quando a esperança de um final feliz se torna quase impossível de acontecer. A autora prova que não. O inesperado, a consequência de algo muitos anos antes, não tem prazo de validade, reflete-se no futuro como ondas provocadas por uma pedra que caiu no meio de um lago. Elas vão se espalhando, até atingirem a margem. Ou apenas esperam o momento certo para que duas pessoas possam, finalmente, encontrarem a felicidade.

Uma confissão: chorei muito no final desse livro, mas não de tristeza.

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Fogo contra Fogo - Jenny Han e Siobhan Vivian

Sinopse: A festa de Ano-novo terminou com uma tragédia irreparável, e Mary, Kat e Lillia podem não estar preparadas para o que está por vir. Após a morte de Rennie, Kat e Lillia tentam entender os acontecimentos fatais daquela noite. Ambas se culpam pela tragédia. Se Lillia não tivesse se apaixonado por Reevie. Se Kat não tivesse deixado Rennie ter partido sozinha. Se a vingança não tivesse ido longe demais, talvez as coisas seriam como antes. Agora, elas nunca mais serão as mesmas. Apenas Mary sabe a verdade sobre aquela noite. Sobre o que ela realmente é. Também descobriu a verdade sobre Lillia e Reeve terem se apaixonado, sobre Reeve ser feliz quando tudo o que ele merece é o sofrimento, assim como ela ainda sofre. Para Mary, as tentativas infantis de vingança ficaram no passado, ela está fora de controle e pretende sujar suas mãos de sangue, afinal, não tem mais nada a perder. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
HAN, Jenny. SIOBHAN, Vivian. Fogo contra fogo. Olho por Olho #3. Editora Novo Conceito, 2017. 352 p.


Comecei a ler a série Olho por Olho totalmente alheia ao que ela traria de verdade. O primeiro livro começou com algumas situações bobinhas de intrigas entre meninas e terminou de uma forma bem sombria e tensa, mas deixou muita coisa pendente para a sua sequência. Dente por Dente, segundo volume, trouxe aprofundamentos à trama e aos personagens, e as páginas finais me pegaram de surpresa, deixando diversas perguntas para o terceiro volume da série. E só agora, três anos depois de ler o segundo livro, tive a oportunidade de conhecer Fogo contra Fogo, o desfecho dessa série Young Adult bem capciosa.

Depois do desfecho triste e cheio de revelações surpreendentes do segundo livro, eu estava morrendo de medo da tragédia que estaria por vir neste volume. E eu não estava completamente errada em esperar o pior, mas as autoras conseguiram surpreender outra vez ao optarem por um encerramento que, tenho certeza, poucos imaginaram.

"Quando abro os olhos, estou de volta à minha casa. Deitada no chão. Meu rosto está molhado. Estou chorando.
Não consegui fazer aquilo. Depois de todo esse tempo, depois de tudo o que ele fez comigo, não consegui fazer. Através dos olhos dele, eu vi tudo. Senti tudo. Dor. Alegria, Desespero. Arrependimento. Tudo. Todas as coisas que tinha esquecido como eram.
Amor."

Assim como nos livros anteriores, a narrativa intercala, em capítulos curtos, o ponto de vista de Lillia, Mary e Kat, as três protagonistas da trama, em primeira pessoa. Se no livro anterior eu adorei acompanhar as passagens entre Lillia e Reeve - que eu continuei shippando nesse livro, devo admitir -, gostei ainda mais de ver as mudanças e o amadurecimento de Kat. A garota sempre foi cheia de marra e atitude, mas agora foi possível ver um lado bem sentimental dela, o que a tornou ainda mais interessante, mais humana. As revelações sobre Mary, por outro lado, fizeram com que fosse impossível continuar a vê-la da mesma forma - ela mesma se via de forma diferente, suas atitudes mudaram completamente.

"- Não consigo parar de te olhar - complementa ele.
Não olho para ele, não posso.
- Se vamos fazer isso, ninguém vai poder saber. Não podemos agir como fizemos esta noite. Precisamos ser cuidadosos.
- Tudo bem - diz ele, rapidamente. - Farei qualquer coisa que você queira. Do jeito que você quiser. Sinto que não consigo respirar quando não estou ao seu lado, Cho.
Então me jogo nos braços dele, e estamos nos beijando outra vez. Exatamente como antes."

Fogo contra Fogo perdeu completamente aquele tom ingênuo do início da história e todo o volume foi permeado por ansiedade e angústia. O que começou com um desejo de vingança e algumas "peças" pregadas contra os responsáveis por algum tipo de sofrimento, teve consequências drásticas que mudaram a vida de todos os personagens, que agora têm de carregar, de algum forma, o peso de suas escolhas.

Acredito que o que mais me atraiu na trama foi exatamente esse clima sombrio, pois se trata sim de um YA repleto das complexidades dessa fase da vida, mas também discute temas tensos como o bullying, o suicídio, estupro, entre outras coisas, tudo sem dramatizar demais nem exagerar na narrativa. Não se trata apenas de uma história sobre romance e autoconhecimento - embora isso esteja presente -, pois vai muito além ao abordar responsabilidade, escolhas e consequências.

"Fico esperando que isso não passe de um sonho ruim. Quero acordar e ter de novo as coisas do jeito que eram. Nem me importaria se Rennie me odiasse pelo resto da vida por causa do que aconteceu com Reeve na véspera do Ano-Novo. Mesmo se ela nunca quisesse falar comigo novamente. Tudo que eu queria agora era que ela estivesse viva."

Fogo contra Fogo não é uma trama de final feliz, mas trouxe o melhor final possível nas circunstâncias em que se encontravam os personagens. Acho que foi um ótimo encerramento para uma trilogia tão complexa e densa, muito envolvente e bem escrita, e que tem um ótimo contexto adolescente sem esbarrar em clichês e soluções fáceis. Para quem gosta de tramas leves, mas tem vontade de se arriscar em algo mais intenso, a série Olho por Olho com certeza será uma ótima opção.

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Conjunto de séries #15: Quântico


Quem gosta de assistir séries sobre FBI com certeza já ouviu falar sobre Quântico. Não a série, a academia. Eu sempre ouvia algo, como em White Collar, mas, sinceramente, não fazia ideia do que era de fato.

Em Quântico, a série, dá para se situar e compreender que Quântico é na verdade o treinamento dos recrutas que integrarão o FBI depois de formados. A série foi lançada em 2015 pela ABC e chegou à Netflix em agosto do ano passado. Eu assisti tudo de uma vez, porque a trama é viciante, mas só consegui agora falar o que achei para vocês.


No início do primeiro episódio, Alex Parrish, protagonista interpretada por Priyanka Chopra, já se formou em Quântico e é uma agente do FBI, mas se torna suspeita de planejar e executar um atentado terrorista em Nova York. Para tentar descobrir quem armou para ela, Alex precisa relembrar todos os acontecimentos em Quântico, para descobrir quem foi o verdadeiro autor do atentado e limpar sua ficha.

Os episódios são todos construídos em flashbacks, que mostram a situação atual de todos os personagens e resgatam os acontecimentos da academia. Essa troca no foco da trama é algumas vezes frustrante, pois os acontecimentos sempre são interrompidos no ponto alto da história. Ainda assim, é essa construção que deixa tudo interessante, já que aguça a curiosidade para continuar a assistir um episódio após o outro.

Durante os episódios também são abordadas, de forma mais aprofundada, as histórias por trás de cada personagem, suas motivações para entrar no FBI e suas verdadeiras facetas. Isso dá mais conteúdo à trama e é interessante ver como todos os personagens têm coisas boas e ruins a mostrar. O que demonstra também o quanto cada um poderia mesmo ter tramado algo tão cruel e grandioso como um ataque terrorista.

No início, não é possível saber quem estaria por trás de tudo, e cada cena nos permite desconfiar de uma pessoa diferente. Alex não sabe em quem pode ou não pode confiar, então todos são suspeitos. O mais engraçado é que, apesar de desconfiar de todo mundo durante a passagem dos episódios, meu primeiro suspeito foi o real culpado.


Por causa dessa construção, é impossível não ficar grudado e querer saber quem causou tudo aquilo episódio após episódio. Para quem quer uma série cheia de reviravoltas, segredos e intrigas, tenho certeza que essa vai agradar. Os episódios ainda contam com ação, romances e um pouquinho de drama.

A segunda temporada de Quântico já foi ao ar pela ABC, mas não está disponível no streaming por enquanto. Alguém assistiu?

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Espero Por Você - J. Lynn

Sinopse: Algumas coisas valem a pena esperar. Algumas coisas valem a pena experimentar. Algumas coisas não devem ser mantidas em silêncio. E, por algumas coisas, vale a pena lutar. Avery Morgansten precisa fugir. Ir para uma faculdade a centenas de quilômetros de casa foi a única forma que encontrou para esquecer o acontecimento fatídico que, cinco anos antes, mudara a sua vida para sempre. O que não estava em seus planos era atrair a atenção do único rapaz que pode mudar totalmente a rota do futuro que Avery está tentando construir. Cameron Hamilton tem um metro e noventa de altura, impressionantes olhos azuis e uma habilidade notável para fazer com que Avery deseje coisas que ela acreditava terem sido roubadas irrevogavelmente dela. Envolver-se com ele é perigoso. No entanto, ignorar a tensão entre eles — e despertar um lado dela que nunca soube que existia — é impossível. Até onde ela estará disposta a ir e o que fará para esquecer o passado e viver aquela relação intensa e apaixonada, que ameaça ruir todas as suas certezas e fazê-la conhecer um mundo de sensações que julgava estar negadas para sempre? (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
Lynn, J. Espero Por Você. Editora: Novo Conceito, 2017. 384 p.


"Eu aprendi que às vezes as palavras não eram necessárias."

Hoje eu vim trazer a resenha do livro Espero por você, essa foi uma leitura que me surpreendeu da melhor maneira possível, não esperava a enxurrada de sentimentos que esse livro traria e nem o amor que iria subir em meio a uma tempestade.

Avery está indo par o seu primeiro dia de faculdade, quando literalmente bate de frente com Cam, um bad boy de ótima aparência e de uma língua ferina, ela não sabe como lidar com o constrangimento da situação, fora que também estava atrasada para aula, o que a deixou em pânico, o que faz com que ela fuja dele, mas mal sabia ela que o destino tinha algo reservado para os dois.

"O silêncio estava me matando. E foi só isso que sempre existiu. Silêncio. Era só o que eu conhecia. Ficar calada. Fingir que nada tinha acontecido, que nada estava errado. E olha só como tudo estava dando certo?"

Avery já aguentou muita coisa em sua vida, desde o começo fica bem claro que ela sofreu algum tipo de abuso e que está fugindo do seu passado, ela não está pronta para tentar um relacionamento nem nada do tipo, mas em contrapartida Cam é uma força da natureza e não pretende desistir do que acredita ser o seu futuro.

Ela tenta diariamente acreditar que o que faz é o melhor para si mesma, mas ela sabe que não está feliz e não ajuda que o seu passado volte constantemente para atormentá-la, outra coisa que fica bem claro desde o início é seu difícil relacionamento com seu pais, e que há mais ali do que aparenta. 

Cam é o tipo de cara perfeito, lindo, amigável, apaixonado e incrivelmente irônico, seus diálogos com a Every me fizeram gargalhar por diversas vezes, ele não mede esforços para conquistá-la, e aos poucos vai ganhando seu espaço naquele coração. Depois de muito pensar sobre esse personagem, a única conclusão que cheguei a seu respeito é que preciso de um Cam para mim.

"O olhar dele era intenso, como se estivesse vendo através de mim."

Espero por você é aquele tipo de livro que você não consegue largar enquanto não acaba, ele é bem clichê, mas isso não é algo ruim, pelo contrário, quando o livro é bem escrito esses simples fatos são até esquecidos.

O livro é narrado em primeira pessoa por Every, então acompanhamos desde o início seus medos e traumas, seus pensamentos, suas descobertas e o mais importante seu crescimento como mulher. Eu adoraria que tivesse um segundo ponto de vista, nesse caso do Cam, seria genuíno saber o que se passava em sua cabeça no momento em que Every caiu de paraquedas em sua vida.

Eu me apaixonei pelos personagens secundários, Jacob o típico melhor amigo gay, divertido e que não perde uma chance de deixar suas opiniões bem claras, e Britt, que é a melhor amiga que uma pessoa pode ter.

"Mas você não precisa ficar nervosa. Eu quero estar aqui com você, Avery. Não precisa se preocupar em me impressionar ou coisa parecida. Você já fez isso."

A autora fala sobre temas como suicídio, bullying e abuso, isso tudo ela escreve com maestria sem fazer disso algo tabu, foi triste acompanhar o sofrimento da nossa mocinha, mas isso a ajudou a se tornar uma pessoa melhor, uma pessoa capaz de lidar com tudo o que passou sem deixar-se abalar.

Espero Por Você foi uma leitura que me emocionou, e me fez ver os acontecimentos de uma maneira diferente, aprendi o quão importante é não julgar uma pessoa sem saber dos fatos, bem como a força que tem um amor verdadeiro, que apesar das coisas não irem da maneira como queremos, há sempre um amanhã para acordar, sacudir a poeira e tentar novamente.

Leitura mais que recomendada.


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Crave a Marca - Veronica Roth

Sinopse: Num planeta em guerra, numa galáxia em que quase todos os seres estão conectados por uma energia misteriosa chamada “a corrente” e cada pessoa possui um dom que lhe confere poderes e limitações, Cyra Noavek e Akos Kereseth são dois jovens de origens distintas cujos destinos se cruzam de forma decisiva. Obrigados a lidar com o ódio entre suas nações, seus preconceitos e visões de mundo, eles podem ser a salvação ou a ruína não só um do outro, mas de toda uma galáxia. Primeiro de uma série de fantasia e ficção científica, Crave a marca é aguardado novo livro da autora da série Divergente, Veronica Roth, que terá lançamento simultâneo em mais de 30 países em 17 de janeiro, e surpreenderá não só os fãs da escritora, mas também de clássicos sci-fi como Star Wars. (Skoob)
ROTH, Veronica. Crave a Marca. Editora Rocco, 2017. 480 p.


Por várias vezes, eu desejei ler a série Divergente. Isso, até assistir ao filme e receber spoilers de como termina o último livro. Aí, fiz o contrário. Fugi dessa série. Então, fiquei sabendo desse novo livro da autora, Crave a Marca, que traria um enredo que agradaria aos fãs de ficção-científica, mais especificamente aos fãs de Star Wars. Bem, acredito que se eles lerem a história, não irão gostar muito do que vão encontrar.


Antes de continuar, deixar uma coisa bem clara: Crave a Marca não é ficção-científica! A grandiosidade do enredo que está na sinopse, sobre os dois personagens poderem influenciar toda uma galáxia, é totalmente exagerada, uma vez que o enredo acontece quase em um único planeta, em uma única cidade, e os perigos que eles enfrentam, são sobreviver a lutas dentro de arenas. Na verdade, Crave a Marca é uma distopia misturada com Young Adult, que usa breves passagens no espaço para se afirmar como uma ficção-científica.

Mas a autora usa outras inspirações para compor uma trama arrastada, confusa, cheia de informações que não são bem explicadas, cenários pouco descritivos e uma ação tão rasa, que desanima. Ela utiliza a velha fórmula do casal de famílias rivais (neste caso, de raças rivais), que se apaixonam; da filosofia da Força de Star Wars, misturada com poderes mutantes e predestinação; e de Jogos Vorazes, misturado com gladiadores da Roma antiga.

Mas isso nem seria ruim, se fosse bem aplicado. Não é. A autora se perde em diversos momentos e não consegue compor uma história que deveria ser cheia de cenários fantásticos. O que ela consegue, é deixar o leitor perdido. As naves espaciais, ou melhor, a nave espacial, uma vez que só aparece uma e, mesmo assim, é tão pouco descrita que mais parece um navio, serve apenas para locomoção; as armas utilizadas, são todas da idade média: facas e venenos; as armaduras de luta, bem... não consegui compreender o que elas são, porque são feitas de materiais que não conhecemos, e nem são explicados.

Deixando a falsa ficção-científica de lado, porque senão vou reclamar por mais alguns parágrafos, vou falar da única coisa que é legal no livro: Cyra. Ela é irmã do vilão, Ryzek, que governa a nação Shotet com mãos de ferro, e mata qualquer um que vá contra seus planos. O poder de Cyra é fazer os outros sentirem dor. Esse poder é visível por todo o seu corpo através de fios negros, sempre em movimento por baixo de sua pele. Quanto ela usa toda a força de seu poder, sua pele fica totalmente negra. Mas a dor que ela causa com um toque, ela sente o tempo todo. Mesmo com analgésicos fortes, a dor está sempre lá.


Ryzek usa o poder da irmã em sessões de tortura, para conseguir confissões dos inimigos. Akos, da nação Thuvhe, que é sequestrado ainda criança pelos Shotet, possui um poder que Ryzek julga imprescindível para controlar Cyra: Akos anula o poder de Cyra. Assim, quando Cyra é tocada por Akos, ela para de sentir dor. Os dois passam a viver juntos, o tempo todo.

Cyra me consquistou por sua fragilidade, pelo que ela sofre nas mãos do irmão, por seu conflito moral ao ferir os outros, por sua perseverança em tentar se libertar e por seu senso de justiça. Mais do que isso, é Cyra que gere todas as ações da história, até mesmo aquelas perpetuadas por Akos, uma vez que ela se envolve em todas sem ele saber.

Mesmo assim, e infelizmente, isso não é suficiente para salvar a história. Inclusive, existe outro ponto na narrativa que me deixou confuso: os capítulos são alternados entre Cyra e Akos. Nos de Cyra, a narrativa é feita em primeira pessoa. Nos de Akos, a narrativa é em terceira pessoa. Não há nenhum motivo justificável para isso, uma vez que o foco da ação nos capítulos de Akos, se concentram todos nele. A menos que a autora pretenda matá-lo no futuro, por isso ele não conta sua própria história. Não sei se isso é verdade, então não encarem como um spoiler, mas foi a única explicação lógica para a mudança de narrativa.


Acredito que o prazer na leitura de Crave a Marca dependa de com qual expectativa você irá ler. Ser você for fã de Young Adult, de romances, de distopias leves, conseguirá apreciar a história. Agora, se você for fã de ficção-científica, de fantasia, de Star Wars, não irá conseguir apreciar, como eu não consegui.

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TAG: The Name Game Book

Peops, antes de qualquer coisa: uma feliz páscoa para vocês! Espero que o dia seja repleto de alegrias e, se for possível, de chocolates também. Não consegui fazer uma postagem especial para o dia, então trouxe algo mais descontraído para hoje.


A Ana, do blog Roendo Livros, indicou o Conjunto da Obra para participar da TAG The Name Game Book, que consiste em escolher livros da estante que comecem com as iniciais de nossos nomes. Se era para fazer do nome completo eu nem sei, mas já que a Ana burlou, vai ficar só meu primeiro nome também.

Regrinhas da TAG 

- Achar na estante livros que comecem com as letras que formem o seu nome;
- A quantidade de blogs indicados é a mesma do número de letras de seu nome.

Para a letra J selecionei Just Listen, de Sarah Dessen. Tenho o livro há algum tempo, com capa dura e em inglês, mas depois que li Uma canção de ninar, desanimei totalmente dos livros da autora. O livro só apareceu aqui porque meu exemplar de Jardim de Inverno ficou na casa da minha mãe quando me mudei, e não é tão fácil assim achar um livro em que o título inicie com J, viu?

Para a letra U, fiquei com Um mais um, da Jojo Moyes. Ganhei o livro de presente do Carlos, do Gettub, há mais ou menos um ano, e não sei por que ainda não li. Estou devendo essa, preciso ler imediatamente.

Para a letra L, escolhi Ladrão de Almas, de Alma Katsu, outro que ainda não li. Tenho os dois livros da série na estante, mas queria esperar lançar o terceiro para ler todos mais em sequência, senão fico a ver navios.

A letra I ficou com Isla e o final feliz, de Stephanie Perkins, que foi uma leitura muito romântica e gostosa de fazer. Se alguém se interessar pela resenha completa, pode visitar aqui.

Por fim, para a letra A, selecionei Amigas para sempre, de Kristin Hannah. Vou ser sincera com vocês: quis evitar o clichê do A artigo, e o primeiro livro que me deparei foi esse. Mas é claro que, além disso, é uma leitura maravilhosa também. A resenha pode ser vista aqui.

INDICADOS

Nadia, do Além do Livro

E quem mais se interessar, façam também!

Já leram alguns desses livros? Quais escolheriam para os seus nomes?

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Sombras Vivas - Cornelia Funke

Sinopse: Mais uma vez no Mundo do Espelho, Jacob Reckless precisa se libertar de uma maldição que em poucos meses lhe custará a vida. Depois de tentar diferentes formas de magia, sua última opção é uma lendária balestra, capaz de dizimar exércitos, mas também de salvar aqueles que realmente precisam. Para encontrar esse objeto extraordinário, ele terá de viajar por Álbion, Lorena e Austrásia, enfrentar criaturas terríveis e competir com Nerron, um ser perigosíssimo que está decidido a derrotá-lo a qualquer custo e a ser o primeiro a encontrar a balestra, para então ser tornar o caçador de tesouros mais talentoso de todos. Jacob não tem tempo a perder. E se não fosse a presença de Fux, sua companheira de aventuras capaz de assumir tanto a forma humana quanto a figura de uma raposa, ele talvez não tivesse forças para encarar tantos obstáculos. Só assim, no limite entre a vida e a morte, ele conseguirá perceber que existem tesouros ainda mais preciosos que sua própria vida. (Skoob)
FUNKE, Cornelia. Sombras Vivas. Reckless #2. Editora Seguinte, 2013. 304 p.


Segundo volume da série Reckless, Sombras Vivas, de Cornelia Funke, é a continuação de A maldição da pedra e, assim como seu antecessor, é recheado de aventuras no mundo atrás do espelho. Particularmente, gostei ainda mais desse segundo volume, já que os pontos baixos do primeiro livro foram deixados para trás e a história me envolveu por completo dessa vez.

Em Sombras Vivas, Jacob tem pouco tempo de vida em razão da maldição da fada escura e precisa se empenhar na caça do tesouro mais importante da sua vida: encontrar algo que o liberte da morte. Com base nos conhecimentos que tem do mundo atrás do espelho, é provável que nada seja capaz de quebrar a maldição, mas ele precisa tentar e, quando todas as esperanças parecem estar perdidas, surge a possibilidade de encontrar uma balestra lendária, uma perigosa arma que pode exterminar exércitos com um único tiro, mas que também já salvou alguém da morte.

"O passado. Ele morava em todos os cantos do velho edifício. Atrás das colunas do saguão de entrada, onde Jacob e Will brincavam de esconde-esconde; nos porões, em cujas galerias escuras ele procurara seus primeiros tesouros (sem sucesso); ou no elevador com grades, que era declarado espaçonave ou gaiola de feiticeira, dependendo da aventura. Era estranho o quanto a perspectiva da própria morte trazia o passado de volta - como se de repente todos os instantes já vividos retornassem, sussurrando: talvez isso seja tudo que você vai conseguir, Jacob."

A construção do livro é semelhante à do volume anterior: capítulos curtos, sempre iniciados com alguma ilustração relacionada à história. Eu já tinha gostado da dinâmica que essa formatação traz ao livro, pois torna a leitura rápida e sempre leva o leitor a ler "só mais um capítulo" por alguns capítulos. As ilustrações também dão certo charme e eu sempre parava alguns minutos durante a leitura para observar as centenas de detalhes em cada uma delas e para perceber a riqueza que um olhar rápido não possibilita.

A velocidade dos acontecimentos também se mantém a mesma. É engraçado como a escrita descritiva de Funke reduz um pouco o fluxo das palavras e contrabalanceia a rapidez dos acontecimentos. Sempre acontece muita coisa em um mesmo capítulo, mas a forma como a autora escreve deixa a estranha sensação de que tudo é muito rápido e muito devagar ao mesmo tempo. Não tive qualquer problema com isso, mas tenho a impressão de que muitos acharão a narrativa lenta.

Meu problema com Jacob, que comentei na resenha do primeiro livro, ficou naquele volume. Dessa vez, ele fez tudo diferente e, minha nossa, como melhorou! Acredito que a proximidade com a morte o tenha feito repensar sua postura e o seu orgulho, que tanto atrapalhou minha leitura no primeiro livro, dessa vez estava bastante adormecido. Além disso, ele também finalmente percebeu a importância de Fux, e começou a demonstrar o quanto lhe dá valor. Fux foi outra personagem que cresceu bastante nessa continuação. Um pouquinho de amor próprio fez bem a ela, apesar de colocá-la em uma grande confusão.

"Ele sentia náuseas de medo. Durante a interminável cavalgada até ali, Jacob perdera a conta das vezes que se apanhara olhando para o lado em busca de Fux. Ou que havia pensado ouvi-la respirar perto dele durante o sono.
'Qual foi o maior tesouro que você já encontrou', Chanute perguntara-lhe não fazia muito tempo. Jacob havia sacudido os ombros e enumerado alguns objetos. 'Você é ainda mais idiota do que eu', rosnara Chanute. 'Só espero que não o perca antes de se dar conta da verdadeira resposta'."

O mundo do espelho também continua tão mágico quanto era antes. Nele, os contos de fadas são verdadeiros e todos os seres mágicos se fazem presentes, coexistindo com nosso mundo. Nada é impossível naquele lugar, e foi legal conhecer outros cantos e outros seres dessa terra durante a corrida de Jacob pela balestra. O livro, aliás, traz um mapa de toda a região, o que ajuda a entender as passagens sobre a política e a guerra que acontecem por lá.

Sombras vivas foi uma leitura instigante, cheia de aventura e muita magia. Faltou muito pouco para se tornar um dos meus favoritos, mas espero que isso aconteça com o terceiro livro, O fio dourado. Mesmo porque, muita coisa ficou em aberto no segundo volume, faltaram algumas respostas e não foi revelada a identidade e os reais interesses de um personagem bastante misterioso que apareceu nesse livro. Para quem procura uma boa fantasia para acompanhar, a série Reckless pode ser uma ótima escolha.

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Novidades #166: Lançamentos Intrínseca Abril

Ei peops! Hoje é dia de mostrar para vocês os lançamentos da Editora Intrínseca em abril. Como sempre, tem livros bem variados, voltados para diversos públicos. Confiram alguns:

Antes que eu vá, de Lauren Oliver


Samantha Kingston tem tudo: o namorado mais cobiçado do universo, três amigas fantásticas e todos os privilégios no colégio que frequenta: desde a melhor mesa do refeitório à vaga mais bem-posicionada do estacionamento. Aquela sexta-feira, 12 de fevereiro, que seria apenas mais um dia de sua vida mágica e perfeita, acaba sendo seu último - mas ela ganha uma segunda chance. Sete "segundas chances", na verdade. Ao reviver aquele dia vezes seguidas, Samantha vai tentar desvendar o mistério que envolve a própria morte - e, finalmente, descobrir o verdadeiro valor de tudo o que está prestes a perder.
Para comemorar a chegada do filme ao cinema, essa edição especial conta com dois contos inéditos que exploram a vida de Samantha antes dos acontecimentos do livro, fotos de bastidores e uma entrevista da autora com a diretora e a protagonista do filme.



Antes da Queda, de Noah Hawley

Em uma noite quente e nebulosa, onze passageiros decolam em um jatinho particular da ilha de Martha's Vineyard em direção a Nova York. Porém, dezoito minutos depois, o imponderável acontece: a aeronave despenca no oceano. Os únicos sobreviventes são Scott Burroughs, um pintor desconhecido e fracassado, e J.J., um menino de quatro anos, filho de um magnata milionário do ramo das telecomunicações.
A riqueza e o poder de parte dos passageiros despertam as teorias mais variadas sobre a queda: tantas pessoas influentes teriam morrido em um acidente por mero acaso? Ou teria sido vingança, terrorismo, queima de arquivo? Com capítulos alternando entre os acontecimentos subsequentes à queda e o passado dos passageiros e integrantes da tripulação, o mistério que cerca a tragédia se torna cada vez maior. Enquanto as tramas dos personagens se desenrolam, estranhas coincidências apontam para uma conspiração.
Neste suspense eletrizante, Noah Hawley expõe a perversa relação entre jornalismo e entretenimento, o culto às celebridades e o lado obscuro da fama, além de refletir sobre a natureza da arte e a aleatoriedade do destino.

Uma pergunta por dia para mães, de Potter Style

Uma pergunta por dia, o livro-diário que já vendeu no Brasil mais de 100 mil exemplares, ganha agora uma edição especial exclusiva para as mães. Mais do que um álbum de fotos, mais do que um tradicional livro do bebê, Uma pergunta por dia para mães é o instrumento perfeito para registrar cada acontecimento não só do crescimento dos filhos, mas da intensa experiência de aprendizado, descobertas e autoconhecimento na qual a mulher embarca ao ser mãe.
Funciona assim: são 365 perguntas diferentes, uma para cada dia do ano. Você começa qualquer dia e, percorridos doze meses, volta para o início. E é aí que reside o ponto alto do diário, porque cada novo ano é um convite a rever as respostas anteriores, revisitar as mais diversas lembranças e refletir sobre como tudo já mudou e se transformou.
Uma pergunta por dia para mães pode ser preenchido tanto por quem já é mãe quanto por quem está se preparando para a chegada do bebê. Em edição luxuosa, com capa dura, interior em duas cores, fitilho marcador de página e pintura prateada nas laterais, esse diário vai guardar para sempre as surpresas, sentimentos, sonhos e planos dos anos mais memoráveis da mulher e seus filhos.

Somos Guerreiras, de Glennon Doyle Melton

Um marido lindo e atencioso, filhos encantadores, o reconhecimento pelo sucesso profissional. O que mais Glennon poderia querer? A resposta é: mais, muito mais. Ela queria não ter tantas dúvidas, queria se comunicar melhor com o marido, queria apagar de sua história a bulimia e o alcoolismo, queria se encaixar nos padrões... queria que o marido não a tivesse traído e que o casamento não tivesse se revelado uma tábua de salvação tão fracassada.
Mas o que parece a maior das tragédias, acaba se tornando a grande chance de Glennon. A crise conjugal traz à tona seus velhos demônios e a obriga, pela primeira vez, a encarar francamente as questões que antes foram apenas sublimadas. Enquanto todos cobram dela uma decisão sobre o possível divórcio, Glennon se volta para si mesma em busca da própria voz: não a da jovem perfeita que ela um dia quis ser, não a da esposa cujo relacionamento fracassou, não a da mãe abnegada, mas, sim, a voz da mulher de verdade que sempre existiu por trás de todos esses papéis.
Glennon Doyle Melton é a mulher que talvez você conheça, a vizinha, a colega, a irmã de um amigo. Talvez seja você. Somos guerreiras revela não só a história de Glennon, mas a guerra diária travada pela mulher que busca simplesmente ser quem ela é - um relato corajoso que chama a atenção para o fato de que nascer mulher e existir plenamente é quase um ato revolucionário.

O Papa e Mussolini, de David. I. Kertzer

Em muitos aspectos, Pio XI e o "Duce" não poderiam ter personalidades mais diferentes. No entanto, havia muito em comum. Não acreditavam na democracia e abominavam o comunismo. Eram propensos a ataques de cólera e protegiam com todas as forças as regalias dos cargos que ocupavam. Além disso, contaram um com o outro para consolidar seus poderes e alcançar objetivos políticos.
Desafiando a narrativa histórica convencional que retrata a Igreja Católica como forte opositora do regime fascista, David I. Kertzer mostra como o papa Pio XI foi crucial para que Mussolini instaurasse sua ditadura e se mantivesse no poder, estabelecendo uma aliança que garantiu à Igreja a restauração de posses e privilégios. Em uma rigorosa investigação, que envolveu o estudo de relatórios dos espiões de Mussolini na Santa Sé e se beneficiou sobretudo da abertura, em 2006, de arquivos secretos do Vaticano, Kertzer não só constata a nebulosa relação dos dois líderes, como também analisa a resistência encontrada pelo pontífice quando, já com a saúde debilitada e à beira da morte, passou a atacar Mussolini, suas leis antissemitas e a aproximação com Hitler. O medo dos prejuízos advindos do rompimento com o regime fascista mobilizou as mais expressivas autoridades do Vaticano, entre elas o futuro papa, Pio XII.
Vívido e dramático, O papa e Mussolini traz uma visão cruelmente verdadeira sobre um capítulo obscuro da história mundial, fartamente documentada, narrada com extrema perícia e reconhecida, em 2015, com o Prêmio Pulitzer de biografia.

Ruby, de Cynthia Bond

Uma narrativa de paixão e coragem, Ruby transporta o leitor até meados do século XX, por ruas poeirentas de uma cidadezinha no sul dos Estados Unidos, enquanto aborda temas atemporais que ultrapassam fronteiras geográficas.
A jovem e bela Ruby Bell passou por sofrimentos inimagináveis durante a infância e a adolescência, e, assim que surge uma oportunidade, decide fugir de sua sufocante cidade natal no Texas para a vibrante Nova York dos anos 1950. No entanto, não consegue escapar dos fantasmas do passado.
Mais de uma década depois, quando um telegrama urgente a faz voltar para casa, ela é forçada a reviver fatos perturbadores e a reencontrar os personagens que definiram os primeiros anos de sua vida, esforçando-se para manter a sanidade em meio a lembranças sombrias.
Com uma prosa refinada, Cynthia Bond afirma seu lugar entre as vozes mais impactantes da ficção literária contemporânea e constrói uma história transformadora - ao mesmo tempo um retrato cruel do que o ser humano é capaz e uma demonstração da força transcendente do amor. Uma obra marcante sobre a luta feminina, finalista do Baileys Women's Prize.

E outros livros como Vovô deu no pé e Como se tornar um campeão também estão previstos para este mês. Quem quiser conferir todos os títulos, basta visitar o site da Editora.

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Eu e você no fim do mundo - Siobhan Vivian

Sinopse: Enquanto alguns se preocupam com o presente, fazem planos para o futuro, passam os dias empacotando suas coisas para mudar de cidade, Keeley e seus colegas do ensino médio decidem aproveitar ao máximo o tempo que ainda têm juntos em Aberdeen. Para ela, o momento é perfeito para fazer seu sonho se tornar realidade: se declarar para o garoto que sempre amou, Jesse Ford.
A vida de Keeley está prestes a virar de cabeça para baixo, e a sensação de que não há nada a perder é perfeita para dar a ela a coragem de fazer o que normalmente não faria. Ou falar o que não falaria. E o risco quase sempre vale a recompensa. Quase sempre.
Pode ser que seja o fim de Aberdeen, mas certamente é o começo da história de Keeley. Talvez nada tome o rumo esperado. Ou quem sabe tudo se encaixe para sempre. Seja como for, há coisas que só sobrevivem na memória – seja uma cidade ou um primeiro amor. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora.
VIVIAN, Siobhan. Eu e você no fim do mundo. Editora Intrínseca, 2017. 368 p.


Siobhan Vivian já é conhecida dos leitores por ser coautora da série Olho por Olho com Jenny Han. Particularmente, eu nunca tinha lido nada escrito somente por ela. Isso mudou com Eu e você no fim do mundo, um YA amorzinho lançado pela Editora Intrínseca em fevereiro ♡.

Eu jurava que a história de Eu e você no fim do mundo era uma distopia. Não sei ao certo o que me levou a pensar isso, se foi a capa ou o título, mas eu tinha absoluta certeza do gênero, até começar a ler. O fim do mundo, na verdade, não é o fim do mundo literal, mas o fim de tudo aquilo que a protagonista, Keeley, conhecia - sua cidade, sua antiga vida, suas melhores lembranças. O fato de ser um YA e não uma distopia me deixou realmente surpresa, mas não tirou nada do brilho da obra.

Na trama, narrada em primeira pessoa por Keeley, vemos a cidadezinha de Aberdeen sofrer as consequências de um período intenso de chuvas e, como “solução” para o problema, a apresentação de um projeto de alagar a cidade e transformá-la em uma represa. Junto ao receio de ver tudo o que conhece mudar, Keeley ainda precisa enfrentar as descobertas da adolescência, as transformações de suas amizades e as consequências de cada pequena decisão.

Keeley é completamente sem noção, não vejo forma de descrever melhor a personagem. Até entendo sua necessidade de aproveitar todos os momentos em sua cidade antes que seja tarde, se divertir e fazer piadas para aliviar a tensão, mas às vezes ela é bem inconveniente, porque não sabe dosar o momento para esse comportamento. Algumas atitudes da personagem me faziam revirar os olhos, porque eram totalmente inadequadas. Mesmo assim, essa falta de filtro da protagonista trouxe alguns momentos bem divertidos, e acho que é por isso que não dei muita importância a esse inconveniente.

"- Ué, fala. Agora quero saber. - Levi se virou para mim e revirou os olhos. - Qual o problema em se divertir um pouco?
- Porque nem tudo deve ser transformado em diversão, ok? - Ele atravessou o cômodo e se agachou diante de uma máquina, uma espécie de caldeira, e começou a mexer nas válvulas. - Nem sei por que me importo. Tudo bem. Abandone o trabalho e me deixe aqui fazendo tudo sozinho. Vá para a casa da diretora e comece um incêndio, se é o que quer. Divirta-se."

Um aspecto interessante da trama é que ela é leve e densa ao mesmo tempo. Os capítulos do livro não são muito longos, mas Siobhan Vivian é detalhista em sua narrativa, o que dá complexidade à história. Além disso, a autora não se preocupou apenas em descrever situações banais da vida de uma adolescente e quis mostrar coisas mais sérias, como a importância que tem a voz dos cidadãos ao se posicionarem sobre os assuntos que lhes afetam, a relevância da vida em comunidade e os interesses políticos em volta de decisões que visam (em tese) o bem comum.

Mais do que isso, o livro conseguiu mostrar que ninguém está livre de errar, nem mesmo as pessoas em que mais confiamos. E isso só mostra o quanto é preciso reconhecer o erro e crescer com ele, melhorar. Eu vi isso em Keeley, no pai dela, em Jesse, em Morgan, e em vários outros personagens. Acho que essa foi a mensagem mais clara deixada pelo livro: que não importa o quanto doa, as coisas não vão continuar sempre iguais, porque é preciso crescer. E que, diante de novas situações, talvez seja preciso adotar novas atitudes.

"Foi quase perfeito demais que Jesse, naquele momento, tivesse voltado à sua versão piadista padrão. Era mais fácil assim. Também foi uma confirmação imediata de que eu tinha tomado a decisão certa ao não ficar com ele, pois, de repente, eu não estava mais interessada no que era fácil."

Adorei a forma como a autora retratou as transformações da amizade entre Keeley e Morgan e me emocionei em diversas passagens. Achei tocante acompanhar o quanto elas precisaram se afastar para compreender a si mesmas, para somente assim se reencontrarem uma na outra. Também gostei muito do papel de Levi, o único com quem Keeley conseguia demonstrar todo o seu mau humor, seu lado mais crítico, e o fato de fazer isso não a tornou uma pessoa mais chata, e sim mais completa.

Eu e você no fim do mundo trata das transformações trazidas em um período tão crítico que é a adolescência, quando se deixa para trás a criança que era e precisa descobrir o adulto que quer ser. É uma história sobre primeiro amor, sobre amadurecimento e, mais do que tudo, sobre amizade. É fofinha e uma delícia de ler. Isso tudo ainda "embalado" para presente em uma capa linda, com detalhes holográficos e que tem tudo a ver com o enredo.

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GUNNM - Yukito Kishiro

Sinopse: Gally é uma ciborgue que, depois de ser encontrada aos pedaços no lixão, foi reconstruída por Daisuke Ido, um técnico em cibernética e caçador guerreiro (um tipo de caçador de recompensas) nas horas vagas. A partir daí, os dois começam a desenvolver uma relação quase fraternal. Apesar de ter perdido sua memória, Gally está mais preocupada com o presente e passa a vivenciá-lo ao máximo, principalmente depois que descobre que Ido é um caçador. O primeiro volume de GUNNM mostra exatamente o começo da história da andróide, desde o momento em que Ido encontra Gally no lixo até o começo da primeira batalha da heroína contra Makaku, um assassino viciado em endorfina. Para sustentar seu vício, Makaku tenta sugar o cérebro de quem aparece na sua frente. E esse é apenas o começo das incríveis aventuras de Gally. (Skoob)
KISHIRO, Yukito. GUNNM. Editora JBC, 2003. 120 p.


Meu contato com GUNNM foi em 2003, quando eu estava na oitava série, e precisava juntar cada trocado para conseguir comprar um gibi. Os mangás começavam a despertar a curiosidade dos brasileiros, era um mundo totalmente novo para a maioria, e eu procurava algo que me entusiasmasse tanto quanto as histórias da Marvel e DC.


As edições de GUNNM da JBC eram pequenas, finas e baratas, ou seja, cabiam no meu orçamento. Sem falar das belíssimas capas, onde uma garota ciborgue, com traços extremamente sensuais, segurava armas imensas, oferecendo um convite para o excesso de hormônios, que nós, homens, acumulamos nessa idade.

Quando terminei o primeiro volume, minha cabeça pirou. Nunca havia lido nada que me deixasse tão abobado como esse mangá. Os desenhos eram perfeitos; a ação, incessante; os enigmas, instigantes; a personagem, era apaixonante. Ou seja, fiquei hipnotizado na mesma hora, e ansioso para o segundo volume, que comprei no mesmo dia que chegou às bancas. E a experiência se repetiu. E se repetiu, de forma crescente, nos dezesseis volumes seguintes, em um total de dezoito.


GUNNM é, até hoje, passados catorze anos, ao lado de Lobo Solitário, o melhor mangá que já foi feito. E isso não é exagero meu, como também não é uma opinião exclusiva minha.

James Cameron, o diretor/produtor de Titanic e Avatar, entre outros sucessos, planeja adaptar GUNNM para os cinemas desde que o mangá foi lançado. Até recentemente, era uma tarefa impossível, porque não existia tecnologia boa o suficiente para criar Gally do jeito que ela teria que ser criada. Felizmente, hoje em dia, já é possível, e o filme está em produção, com um elenco definido, inclusive.


Mas, afinal, o que é GUNNM?

A história se passa, principalmente, em duas cidades simbióticas: Zalém, um local idílico, que flutua entre nuvens; e a Cidade da Sucata, que fica logo abaixo de Zalém, e que a abastece e recebe, em troca, todo o seu lixo. E é no meio do lixo, que Ido, um caçador de recompensas aposentado, encontra o tronco de uma ciborgue. Ele resolve reconstruí-la, e dá-lhe o nome de Gally. Os dois começam uma relação de filha e pai, até que Ido descobre que Gally tem alguns dons ímpares para combate, e ele não sabe de onde. Ao mesmo tempo, Gally descobre o passado de Ido e resolve também se tornar uma caçadora de recompensas.


A partir desse ponto, a trama se desenvolve em três grandes atos, que se dividem entre os dezesseis volumes. O primeiro é, exatamente, sua fase como caçadora. O segundo, quando Gally ingressa em uma competição mortal chamada Motorball. E o último arco, quando ela se torna uma espiã, para a captura de um sujeito chamado Desty Nova, que vive em Zalém, e que pode ser o criador de Gally.

Todos os três arcos são impregnados de ação, mortes, violência, reviravoltas, descobertas e uma constante busca por quem é Gally, como possui tantas habilidades, porque estava abandonada em uma sucata, quem foi seu criador, entre outras perguntas. A história de GUNNM lembra, em alguns pontos, a de Pinóquio. Gally tem um cérebro e um coração, ou seja, ela se apaixona, ela deseja ter carne e osso, ela quer ser gente e não apenas uma máquina. Essa humanidade e fragilidade, dentro de um corpo mecânico, que pode matar com um movimento, cria uma dualidade magnífica de acompanhar.


Gally é complexa e apaixonante. Ela passa por muita coisa, sofre muita coisa, perde muitas pessoas. Por isso, temi que o final da história fosse tão trágico quando havia sido, até então, a vida da personagem. Felizmente, no último volume, acompanhamos de forma urgente as respostas para as últimas perguntas, e o esperado final da personagem é um dos mais bonitos que já li.

Mais que isso: é digno e é a recompensa por tudo o que ela passou. Não tem como não guardar o volume dezesseis com um grande sorriso no rosto, mais a saudade de uma Gally magnífica.

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Novidades #165: Arqueiro & Sextante em Abril

Olá pessoal, curiosos para conferir os lançamentos de mais uma Editora parceira para o mês de abril? Hoje é dia das novidades das Editoras Arqueiro e Sextante, e tem muitas opções para os leitores mais vorazes.

Originais, de Adam Grant

Qual é o segredo das pessoas originais? Será que a criatividade é uma qualidade inata ou uma habilidade que pode ser estimulada ou mesmo aprendida? Em seu novo livro, Adam Grant desmistifica muitas das crenças que existem em torno das mentes criativas.
Ele recorre a uma série de estudos e histórias reais envolvendo o mundo dos negócios, a política, os esportes e o universo do entretenimento para mostrar como qualquer pessoa pode aprimorar sua criatividade, tornar-se capaz de identificar e defender ideias verdadeiramente originais, combater o conformismo e romper com tradições obsoletas.
Você vai conhecer as técnicas bem-sucedidas aplicadas por profissionais que ousaram remar contra a maré e levar seus projetos adiante, como uma funcionária da Apple que desafiou Steve Jobs estando três níveis hierárquicos abaixo dele, uma analista que derrubou a política de sigilo da CIA, um bilionário mago das finanças que demite os funcionários incapazes de criticá-lo e um executivo de TV que impediu que a série Seinfeld fosse cancelada logo no início apesar das pesquisas de opinião desfavoráveis.
Adam Grant demonstra como a originalidade pode ser impulsionada, indicando a melhor forma de se expressar sem ser silenciado, como conquistar aliados em ambientes improváveis, escolher o momento certo de agir e lidar com o medo e a insegurança.
Além disso, comenta como pais e professores podem estimular a criatividade nas crianças e o que os líderes podem fazer para estabelecer uma cultura que promova a divergência de opiniões.

A morte como despertar, de Rajiv Parti

Chefe de equipe de anestesia de um hospital, Dr. Rajiv Parti só pensava em trabalho, sucesso e dinheiro.

Até que um dia, ao ser operado, ele se viu sendo conduzido ao inferno, onde reencontrou seu pai e compreendeu a origem do ciclo de violência que assombrava sua família e que ele reproduzia com o filho.

Dois arcanjos então apareceram e lhe deram uma missão: libertar-se do materialismo, abandonar a carreira e dedicar-se à medicina espiritual, levando cura e conforto aos que sofrem de dependência, depressão, dores crônicas e câncer.

Quando despertou, Rajiv era um novo homem. Não foi fácil largar o status e a vida confortável que tinha, mas não havia outro caminho senão seguir aquele profundo chamado.

Compartilhando lições sobre o céu, o inferno, os anjos e a vida após a morte, esta emocionante história real nos faz compreender o que realmente importa aqui na Terra.

Um menino em um milhão, de Monica Wood

Quinn Porter é um guitarrista de meia-idade que nunca conseguiu deslanchar na carreira. Enquanto aguardava sua grande chance na música, foi um marido e pai ausente, e jamais conseguiu estabelecer um vínculo afetivo com o filho, uma criança obcecada pelo Livro dos Recordes e algumas peculiares coleções.
Quando o menino morre inesperadamente, alguém precisa substituí-lo em sua tarefa de escoteiro: as visitas semanais à astuta Ona Vitkus, uma centenária imigrante lituana.
Quinn assume então o compromisso do filho durante os sete sábados seguintes e tenta ajudar Ona a obter o recorde de Motorista Habilitada Mais Velha. Através do convívio com a idosa, ele descobre aos poucos o filho que nunca conheceu, um menino generoso, sempre disposto a escutar e transformar a vida da sua inusitada amiga. Juntos, os dois encontrarão na amizade uma nova razão para viver.
Um menino em um milhão é um livro sensível, poético e bem-humorado, formado por corações partidos e aparentemente sem cura, mas unidos por um elo de impressionante devoção pessoal.

Dois a dois, de Nicholas Sparks

Com uma carreira bem-sucedida, uma linda esposa e uma adorável filha de 6 anos, Russell Green tem uma vida de dar inveja. Ele está tão certo de que essa paz reinará para sempre que não percebe quando a situação começa a sair dos trilhos.

Em questão de meses, Russ perde o emprego e a confiança da esposa, que se afasta dele e se vê obrigada a voltar a trabalhar. Precisando lutar para se adaptar a uma nova realidade, ele se desdobra para cuidar da filhinha, London, e começa a reinventar a vida profissional e afetiva – e a se abrir para antigas e novas emoções.

Lançando-se nesse universo desconhecido, Russ embarca com London numa jornada ao mesmo tempo assustadora e gratificante, que testará suas habilidades e seu equilíbrio emocional além do que ele poderia ter imaginado.

Em Dois a dois, Nicholas Sparks conta a história de um homem que precisa se redescobrir e buscar qualidades que nem desconfiava possuir para lutar pelo que é mais importante na vida: aqueles que amamos.

Boneco de pano, de Daniel Cole

O polêmico detetive William Fawkes, conhecido como Wolf, acaba de voltar à ativa depois de meses em tratamento psicológico por conta de uma tentativa de agressão. Ansioso por um caso importante, ele acredita que está diante da grande chance de sua carreira quando Emily Baxter, sua amiga e ex-parceira de trabalho, pede a sua ajuda na investigação de um assassinato. O cadáver é composto por partes do corpo de seis pessoas, costuradas de forma a imitar um boneco de pano.
Enquanto Wolf tenta identificar as vítimas, sua ex-mulher, a repórter Andrea Hall, recebe de uma fonte anônima fotografias da cena do crime, além de uma lista com o nome de seis pessoas – e as datas em que o assassino pretende matar cada uma delas para montar o próximo boneco. O último nome na lista é o de Wolf.
Agora, para salvar a vida do amigo, Emily precisa lutar contra o tempo para descobrir o que conecta as vítimas antes que o criminoso ataque novamente. Ao mesmo tempo, a sentença de morte com data marcada desperta as memórias mais sombrias de Wolf, e o detetive teme que os assassinatos tenham mais a ver com ele – e com seu passado – do que qualquer um possa imaginar.
Com protagonistas imperfeitos, carismáticos e únicos, aliados a um ritmo veloz e uma deliciosa pitada de humor negro, Boneco de pano é o que há de mais promissor na literatura policial contemporânea.

Amanhã eu paro!, de Gilles Legardinier

Como todo mundo, Julie já fez muitas coisas idiotas na vida. Ela poderia contar sobre a vez que resolveu descer a escada enquanto vestia um suéter e caiu nos degraus, ou quando tentou consertar um plugue ligado na tomada segurando o fio com a boca, ou quem sabe falar de sua fixação pelo novo vizinho que nunca viu: Ricardo Patatras.

Julie tem o irritante hábito de fazer as maiores loucuras quando está apaixonada. E essa obsessão a leva a prender a mão na caixa de correio do vizinho enquanto espiona uma misteriosa carta... E o pior, ainda é flagrada pelo próprio dono da correspondência.

Mas isso não é nada, nada mesmo, se comparado às maluquices que ela vai fazer para se aproximar desse homem e descobrir seu grande segredo. Movida por uma criatividade sem limites, intrigada e atraída por um desconhecido que mora tão perto, Julie assume riscos cada vez mais delirantes, sem perceber que pode cair na própria armadilha.

Com mais de 3,5 milhões de livros vendidos, Gilles Legardinier mostra em Amanhã eu paro! uma história original e irreverente que com certeza fará o leitor morrer de rir.

Editora Arqueiro ainda tem alguns outros lançamentos para abril, assim como a Editora Sextante. Se quiser conferir, basta clicar nos links.

E aí, de quais vocês gostaram?

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Leituras do Mês: Março


Olá galerinha, tudo bem por aí? Como foram as leituras de vocês em março.

Aqui teve muita coisa boa, e a leitura rendeu (não tanto quanto eu queria, mas rendeu). Li cinco livros em março, e três deles foram 5 ★. As leituras esse ano estão realmente boas, e estou bastante feliz com isso.

A primeira leitura do mês foi A tempestade, e-book que eu recebi em parceria com a Editora Novo Conceito. Essa não foi uma das melhores leituras do mês, e foi bem diferente do que eu imaginava, mas acabou sendo uma leitura boa para descontrair. Quem quiser ler a resenha, pode conferir aqui.

Também li Fortaleza Negra em março, livro recebido em parceria com a Ler Editorial. Trata-se de uma trama de fantasia, com vampiros e uma nova organização social, e com um romance da-que-les. Eu me senti tão envolvida pela leitura que li em um piscar de olhos, agora estou mais que ansiosa pela continuação. Para ler a resenha, clique aqui.

Matéria escura foi o terceiro livro lido no mês, enviado pela Editora Intrínseca. Gente, que livro! É insano, intenso, envolvente e cheio de adrenalina. Podem apostar que será uma leitura maravilhosa. Tem resenha dele neste link, e postagens especiais #1 e #2 sobre o livro.

O caminho para casa foi o romance do mês, e um livro de Kristin Hannah não poderia ser mais perfeito para esse momento. O livro foi recebido em parceria com a Editora Arqueiro e é lindo demais. Se quiserem saber detalhes, a resenha foi publicada neste link.

Para fechar o mês, escolhi a leitura de A viúva, um thriller bem envolvente publicado pela Editora Intrínseca. Fiquei um pouco frustrada com o final porque tinha outras expectativas, mas o livro é bom, e quem gosta de construções psicológicas ricas, vale a pena conferir. A resenha já foi publicada.

Algumas resenhas interessantes também foram publicadas por nossos colunistas. O Carlos resenhou por aqui Garota Interrompida, Vermelho como o sangue, Groo versus Conan, e Estrela da Manhã. A Thuanne comentou sobre Uma loucura discreta e Amores impossíveis e outras perturbações quânticas (recebido em parceria com a Editora Dublinense), enquanto a Marlene trouxe para nós resenhas sobre O mais desejado dos Highlanders, Um amor para Lady Johanna e Leo & Bia (recebido em parceria com a Ler Editorial).

Já leram algum desses livros? O que acharam? Quais gostariam de ler? 

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Proibido - Tabitha Suzuma

Sinopse: Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.
Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.
Eles são irmão e irmã.
Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade. (Skoob)
 Tabitha Suzuma. Proibido. Editora Valentina, 2014. 304 p.


"Como uma coisa tão errada pode parecer tão certa?"

Proibido me deixou completamente sem palavras, foi o livro mais difícil que já li até hoje, demorei um ano para escrever a resenha, porque da última vez que tentei eu só chorava e estava muito abalada emocionalmente. 

Para ler esse livro tive que me despojar de todo preconceito, de todo julgamento e até mesmo do meu senso do que é certo e errado. Esse não é livro fácil de engolir, é tabu, ousado e algumas vezes eu me senti doente, mas lá no fundo a parte romântica de mim não conseguia não deixar de torcer por eles, mesmo que isso fosse contra tudo o que acredito. 

Lochan tem dezessete anos, ele é basicamente o homem da casa, ele e sua irmã Maya de dezesseis anos, são responsáveis pelos seus três irmãos menores, Kit, Tiffin e a Willa. A vida deles não é fácil, uma lar destruído, uma mãe alcoólatra e egoísta que não se importa com os filhos e quase não ajuda financeiramente, os irmãos para cuidar e um pai que os abandonou a própria a sorte.


"Não há leis nem limites para os sentimentos. Nós podemos amar um ao outro tanto e tão profundamente quanto queremos. Ninguém, Maya, ninguém vai tirar isso de nós."


Isso é apenas o olho do furação e nesse meio tempo Lochan e Maya só tem um ao outro como apoio, afinal quem mais os entenderia? Lochan começa a desenvolver ataques de ansiedade e ele só tem Maya em quem se apoiar e essa relação distorcida faz com que ambos comecem a desenvolver sentimentos um pelo outro, mas não sentimentos de irmão, mas sim de homem para mulher e vice-versa.

"Mas o vazio se escancara como uma caverna dentro do meu peito. Sinto uma solidão terrível o tempo todo. Mesmo estando cercado por outros alunos, há uma tela invisível entre nós, e por trás da parede de vidro estou gritando - gritando em meu próprio silêncio, gritando para que me notem, que sejam meus amigos, que gostem de mim."

Eu nem sei por onde começar, foi difícil ver dois jovens se despojarem de suas vidas, abrir mão de tudo para manter unida o que eles ainda chamavam de família, se escondendo do serviço social, que se descobrissem separaria os irmãos, abrindo mão da sua vida como adolescentes e vivendo com o peso do mundo em suas costas, com uma responsabilidade que não cabia e eles.

Eu jamais esperei a bagunça de sentimentos que este livro me trouxe, ao fazer a releitura fiquei dias pensando, tentando achar uma razão lógica para tudo isso, mas não tem. E eu entendi que jamais irei chegar a uma opinião concreta, pois quem sou eu para julgar algo assim? Eu vi e vivi o relacionamento deles, os sentimentos conflitantes, o fato de que eles sabia e tinham plena noção que isso é errado, que nunca seria bem visto pela sociedade, mas mesmo assim não abrandaram, não tinha controle.

"Eu me recuso a permitir que um rótulo do mundo exterior estrague o dia mais feliz da minha vida. O dia em que beijei o homem que sempre abracei em meus sonhos, mas nunca me permiti ver. O dia em que finalmente parei de mentir para mim mesma, parei de fingir que era apenas um tipo de amor que sentia por ele, quando na verdade eram todos os tipos possíveis e imagináveis de amor. O dia em que finalmente nos libertamos das nossas amarras e demos vazão aos sentimentos que havíamos negado por tanto tempo, apenas porque por acaso somos irmão e irmã."

Eu não apoio uma relação de incesto, jamais. É algo absurdo, até por que eu acredito que existam algumas linhas no conceito de moralidade que não devem ser cruzadas de forma alguma... Acredito que esse livro não é para qualquer pessoa, se eu pudesse por escolha própria jamais teria lido, por que essa foi a  história mais triste e incrivelmente inacreditável que já li, e sei que levarei as marcas que ela deixou para a minha vida.

"Mas então por que é tão terrível para mim estar com a garota que eu amo? Todos os outros têm permissão para ficar com quem quiserem, expressar seu amor se quiserem, sem medo de assédio, ostracismo, perseguição ou até mesmo da lei. Mesmo emocionalmente abusivas, as relações adúlteras são muitas vezes toleradas, apesar do dano que causam aos outros. Em nossa sociedade, progressiva e permissiva, todos esses tipos nocivos e insalubres de 'amor' são permitidos - mas não o nosso. Não consigo pensar em nenhum outro tipo de amor que seja tão completamente rejeitado, mesmo que o nosso seja tão profundo, apaixonado, carinhoso e forte que nos obrigar a nos separar nos causaria uma dor inimaginável. Nós estamos sendo punidos pelo mundo por apenas uma razão simples: por termos sido produzidos pela mesma mulher."


O livro é narrado em primeira pessoa por Maya e Lochan, aqui vemos os pensamentos e anseios de cada um, os medos os problemas, e acima de tudo os sentimentos.

Eu não estou aqui para julgar, por isso digo que apesar de querer voltar no tempo e não ler esse livro, esse foi sem sombra de dúvidas o melhor livro que eu poderia ter lido, ele me tirou da minha zona de conforto, me emocionou, me angustiou, e quebrou o meu pobre coração, eu não concordo com a relação deles, apenas aceito, por que ela é o que é, quem sou eu para dizer que o amor deles não é valido?


"O corpo humano precisa de um fluxo constante de alimentos, ar e amor para sobreviver. Sem Maya eu perco os três. Morro lentamente."

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