O adulto - Gillian Flynn

Sinopse: Uma jovem ganha a vida praticando pequenas fraudes. Seu principal talento é a capacidade de dizer às pessoas exatamente o que elas querem ouvir, e sua mais recente ocupação consiste em se passar por vidente, oferecendo o serviço de leitura de aura para donas de casa ricas e tristes.
Certo dia, ela atende Susan Burkes, que se mudou há pouco tempo para a cidade com o marido, o filho pequeno e o enteado adolescente. Experiente observadora do comportamento humano, a falsa sensitiva logo enxerga em Susan uma mulher desesperada por injetar um pouco de emoção em sua vida monótona e planeja tirar vantagem da situação.
No entanto, quando visita a impressionante mansão dos Burke, que Susan acredita ser a causa de seus problemas, e se depara com acontecimentos aterrorizantes, a jovem se convence de que há algo tenebroso à espreita. Agora, ela precisa descobrir onde o mal se esconde, e como escapar dele. Se é que há alguma chance.
Em seu estilo inconfundível que arrebatou milhares de fãs, Gillian Flynn traça surpreendentes e intrigantes perfis psicológicos dos personagens e tece uma narrativa repleta de suspense ao mesmo tempo em que brinca com elementos clássicos do sobrenatural. (Skoob)
FLYNN, Gillian. O adulto. Editora Intrínseca, 2016. 64 p.


Que Gillian Flynn não é uma autora padrão, todo mundo já deve ter ouvido falar. Mas é inegável que alguma genialidade é necessária para inserir em um conto de cinquenta páginas todas as características de sua escrita e ainda conseguir enredo o suficiente para deixar o leitor impressionado diante de suas reviravoltas. Isso definitivamente me surpreendeu em O adulto.

O conto, publicado originalmente na antologia Rogues, editada por George R. R. Martin, foi lançado no Brasil ela Editora Intrínseca na forma de livro. Apesar de narrar uma história curta, a trama não deixa a desejar, pois consegue deixar o leitor de queixo caído mesmo diante de tão poucas páginas.

Sua protagonista, como todas as da autora, é inescrupulosa, egoísta e bem longe do politicamente correto. Ela é uma trapaceira cretina que quer se dar bem, mesmo que isso signifique se meter em uma casa "mal assombrada" para lucrar às custas da proprietária. Só que, quanto mais tempo passa lá dentro, mais ela percebe que as coisas estão fora de seu controle.

"[...] Estacionei, saltei do carro e respirei fundo aquele ar otimista da primavera.
Mas então vi a casa de Susan. Realmente parei e encarei. Depois estremeci."

Chega a ser engraçado como Flynn consegue ser imprevisível. Por mais que os leitores conheçam suas outras obras e tenham um breve vislumbre de que pode acontecer qualquer coisa, tenho certeza que mesmo a ideia mais mirabolante não chega perto do que a autora preparou. Eu, particularmente, podia imaginar várias respostas para o mistério da trama, mas não o que foi de fato.

O adulto mistura uma narrativa dinâmica e uma boa dose de suspense. Nada muito assustador, mais o suficiente para arrepiar os cabelos de vez em quando e aumentar o entrosamento com a história. O único problema, na minha opinião, foi que a história parou em um ponto de divergência e deixou ao leitor a escolha sobre seu final, sem expressá-lo de fato. Quando virei a página e percebi que tinha sido a última, fiquei com inúmeras perguntas sem respostas, com as quais tive de me contentar. Talvez o livro precisasse de mais páginas. Ou talvez pudesse ter finalizado um pouquinho antes.

Ainda assim, O Adulto é uma leitura surpreendente e arrasadora, bem ao estilo de Gillian Flynn.

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Promoção: Aniversário Tudo que Motiva e Coisas da Juu

Queridos leitores, já cansaram de promoções? Espero que não, porque nunca vi tanto sorteio em um único mês aqui no blog!

Mais uma vez temos motivos para comemorar, já que o Tudo que Motiva e o Coisas da Juu comemoram 3 anos. Serão vários livros para 5 sortudos diferentes. Tem e-book, marcadores, capa de livro e LIVROS dos mais diversos tipos e gênero literário. Tem até livro em inglês \o/ 

Regras:
* Quando aparecer a opção para "Visit Us" no facebook você deve CURTIR a página, 
* Preencher o formulário (Raffeclopter) com as opções obrigatórias. As chances extras serão liberadas;
* Residir em território nacional;
* O sorteado terá 72h para responder o nosso e-mail com os seus dados para envio do prêmio, caso contrário, faremos um novo sorteio;
* Não nos responsabilizamos por danos e/ou extravios dos correios;
* O sorteio começará no dia 24/05 e ficará ativo até o dia 30/06;
* Os prêmios serão enviados em até 60 dias depois do recebimento do endereço do sorteado;
* TODOS os prêmios serão enviados individualmente.
* O sorteado terá até 30 dias após o fim do prazo para reclamar o NÃO recebimento do prêmio;






















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Dois a Dois - Nicholas Sparks

Sinopse: Com uma carreira bem-sucedida, uma linda esposa e uma adorável filha de 6 anos, Russell Green tem uma vida de dar inveja. Ele está tão certo de que essa paz reinará para sempre que não percebe quando a situação começa a sair dos trilhos.
Em questão de meses, Russ perde o emprego e a confiança da esposa, que se afasta dele e se vê obrigada a voltar a trabalhar. Precisando lutar para se adaptar a uma nova realidade, ele se desdobra para cuidar da filhinha, London, e começa a reinventar a vida profissional e afetiva – e a se abrir para antigas e novas emoções.
Lançando-se nesse universo desconhecido, Russ embarca com London numa jornada ao mesmo tempo assustadora e gratificante, que testará suas habilidades e seu equilíbrio emocional além do que ele poderia ter imaginado.
Em Dois a dois, Nicholas Sparks conta a história de um homem que precisa se redescobrir e buscar qualidades que nem desconfiava possuir para lutar pelo que é mais importante na vida: aqueles que amamos. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
Nicholas Sparks. Dois a Dois. Editora: Arqueiro, 2017. 512 p.


"Meu amor por London jamais estivera em questão. O que eu agora compreendia era que também gostava dela, não só como minha filha, mas como a menina que só pouco tempo antes passara a conhecer."

Já fazia alguns meses que não lia nada do autor Nicholas Sparks, então quando surgiu a oportunidade de ler Dois a Dois eu pulei de cabeça, eu esperava um livro emocionante que me tiraria o chão, e ele fez exatamente isso.

Em Dois a Dois conhecemos Russell Green, um homem feliz que apesar das adversidades tinha uma vida boa, uma esposa dedicada e uma filha linda chamada London.

Desde o começo já vamos vivenciando os momentos que marcaram sua vida, como a descoberta de que seria pai, e a surpresa que veio junto com essa notícia, já que ele mesmo não esperava que isso acontecesse tão rapidamente. A partir daqui vamos acompanhando a sua emoção ao perceber que se tornou pai, e a decisão de sua esposa Vivian de sair do trabalho para dedicar-se inteiramente a sua filha.

"Lembro-me de sussurrar que era seu pai, que estaria sempre por perto quando ela precisasse. Então, como se entendesse exatamente o que eu estava falando, ela fez cocô, se contorceu e começou a chorar. No final, acabei devolvendo-a para Vivian."

Tudo ia bem, até sua vida virar de ponta a cabeça, ele perde o emprego e se vê de repente fazendo o papel que antes cabia a sua esposa, enquanto ela ia trabalhar. Mas isso não é tão simples assim; sua esposa que antes se mostrava uma mulher carinhosa e atenciosa, passa a ser ausente e se torna uma mulher totalmente egoísta o que vai de contrapartida a imagem que ele tem dela como esposa e mãe.

Foi difícil para mim não sentir ódio da Vivian, ela ao invés de apoiar o marido a seguir seus sonhos, simplesmente prefere virar as costas e passa a culpá-lo por tudo, ela se mostrou uma pessoa egoísta que só pensa em si mesma, desde o começo percebi que algo estava realmente errado em relação as suas atitudes, e que ela não era a perfeição que ele via.

Russell foi um personagem que me cativou de uma maneira que não consigo nem descrever, ele teve que passar por tanta coisa, mas ainda assim não perdeu a sua essência, foi lindo acompanhar o crescimento de seu relacionamento com a London, a descoberta dele como um pai agora presente, essas foram as partes que com certeza fizeram meu coração bater mais forte.

"Meu casamento com Vivian podia estar um pouco instável no momento, e meu trabalho na estaca zero, mas pelo menos eu estava aprendendo a cozinhar, pensei.
O que não fez com que me sentisse nem um pouco melhor."

Além de se mostrar um pai espetacular ele também se mostrou alguém que não desiste fácil, que apesar das dificuldades sabe que é capaz de superar, seja tendo como alicerce sua filha ou sua família, que foi, é, e sempre será seu porto seguro, em especial sua irmã.

A narrativa é feita em primeira pessoa, pelo Russell, isso tornou minha experiência com o livro ainda mais incrível, já que pude acompanhar sua luta diária, para não se deixar abater e o quanto ele realmente amava sua filha.

Dois a Dois tem uma carga emocional muito grande, eu esperava que tivesse um pouco mais, confesso, já que é costumeiro do Nicholas partir nossos corações, mas ainda assim esse foi um grande livro, eu ri, chorei e sofri junto com os personagens, mas não trocaria um minuto disso por nada. Leitura mais que recomendada.

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Seleção de Resenhistas


Peops, a postagem de hoje é só um recadinho. Na sexta-feira passada avisei lá no Facebook que decidi selecionar mais um ou dois resenhistas aqui para o blog, principalmente por conta do aumento de parcerias para 2017.

Para os que têm interesse em participar, peço que preencham o formulário abaixo ou neste link com as informações mais básicas para que eu possa ver quem tem ou não o perfil do blog. Também peço informações sobre outros trabalhos ou textos para que seja possível analisar o estilo de escrita. Algumas outras informações também podem ser relevantes, mas provavelmente conversarei com os candidatos por e-mail antes de tomar uma decisão definitiva.

O trabalho realizado será não remunerado, mas sempre que possível enviarei alguns brindes, mimos e, também quando possível, livros, como forma de agradecer e recompensar aquele que dedicar seu tempo a este espaço.

As inscrições estarão abertas até domingo, 28/05. Os critérios de seleção serão a ortografia e a construção textual, além de alguns critérios subjetivos quanto ao perfil necessário para escrever no blog. Espero encontrar pessoas responsáveis e comprometidas, que façam com carinho o que se propõem a fazer, porque este espaço tem grande importância para mim. 


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Coração de Aço - Brandon Sanderson

Sinopse: Tudo começou com Calamidade, que surgiu nos céus como uma estrela de fogo, e que ninguém sabe o que é realmente: seria algo alienígena, ou então um experimento do exército norte-americano? Seus efeitos, entretanto, podem ser sentidos algum tempo após seu surgimento: pessoas comuns passam a ter poderes que desafiam as leis da física e da lógica. Parece que uma nova era está para surgir. E surge: os nomeados Épicos não apenas se tornam poderosos, mas também ganham uma sede insaciável de poder e parecem perder toda sua humanidade no processo, deixando o resto da população à mercê de suas vontades e caprichos. (Skoob)
SANDERSON, Brandon.Coração de Aço. Editora Aleph, 2016. 392p.


Não li a maioria das distopias existentes no mercado, então não sei se alguma delas chega a levantar a questão que mais me chamou a atenção em Coração de Aço. Nova Chicago é dominada por um homem dotado de poderes quase divinos, como imortalidade, capacidade de voar, força, raios de energia, que solta pelas mãos, e a capacidade de transformar qualquer matéria sem vida em aço. Além dele, existem ainda outros épicos (essas pessoas especiais dotadas de poderes), que o ajudam nessa tirania. Mas, apesar de sua ordem ser mantida através de mortes, medo, opressão, ela é melhor do que os outros lugares do mundo, onde a carnificina é maior e sem limites.


Então, a pergunta que o livro faz, é o que seria melhor? Deixar Coração de Aço continuar a governar, ou matá-lo, deixando a cidade à mercê dos outros épicos, que poderiam ser bem piores? O remédio não seria pior que a doença?

O próprio livro dá a resposta a essa pergunta, quase no final, através de uma constatação filosófica feita por David, o personagem principal. E, apenas por essa reflexão, a leitura já vale muito a pena.

Mas tem outras coisas que agradam em Coração de Aço. As lutas entre o grupo de executores, formado por pessoas normais, contra os épicos, é descrita de forma emocionante e, na maioria das vezes, com um desfecho que surpreende. Isso, porque os executores precisam de mais do que armas e coragem, eles precisam pensar, planejar, pesquisar e encontrar qual é o ponto fraco de cada épico, para terem uma chance de vencer.


David é um adolescente de dezoito anos que, por incrível que pareça, representa o que realmente é um garoto nessa idade: convencido, irritante, inconsequente, determinado, cheio de hormônios, que fazem com que, no meio de uma batalha, ele pense na garota gostosa por quem se apaixonou. Ele é tão chato, que fica ótimo!

Megan também representa o que é uma garota na mesma idade de David. Apesar de gostar dele, ela finge que não, mantém aquele olhar superior e não dá o braço a torcer, menos naquelas situações que se esquece de levantar o muro e deixa escapar um sorriso.

Megan e David formam um casal cheio das verdades que encontramos nos adolescentes reais, só que em um mundo onde eles precisam enfrentar seres que matam com um piscar de olhos. A química entre eles funciona, ainda mais para o final da história, quando cada um deles já consegue compreender a motivação do outro. Sem mencionar uma surpresa deixada para as últimas páginas, que leva a relação a um novo patamar de dramaticidade, e que deixa o leitor ansioso para o volume seguinte, onde, pelo título, fica evidente de quem é o foco. Ops, spoiler (que você só vai perceber depois de ler o livro, então sossegue)!


Thia, Cody, Abraham, Prof, enfim, cada um dos personagens secundários tem sua importância e sua função dentro da história. Não estão lá apenas de forma figurativa. O Prof é o que mais tem participação nos eventos, e é o que carrega um volume maior de mistérios. Mais até que Coração de Aço. Ele foi o criador de quase todas as armas que os executores utilizam, inclusive uma luva incrível que consegue vaporizar qualquer material. Mas ninguém sabe como, ou quando, ele fez isso. O único que parece conhecer alguma coisa, é Abraham, mas ele se mantém tão fechado, quanto o próprio Prof.

As partes em que a equipe atua junto, funcionam muito bem, e o autor consegue deixar a narrativa clara o suficiente para o leitor não se perder no meio da ação. David atua sempre ao lado de Megan, apoiados por Abraham e Cody, com suporte à distância por Thia e Prof. As conversas entre eles durante os ataques é gostosa de acompanhar.

Mas da mesma forma que existem muitas coisas boas em CORAÇÃO DE AÇO, também existem algumas que poderiam ser melhores. A diversidade de poderes em um mesmo épico, em alguns casos, fica excessivo. E o ponto fraco deles é expansivo demais, uma vez que pode ser qualquer coisa, o que remove a lógica que poderia existir entre os poderes. Uma das regras de ouro que existe nos quadrinhos, é que cada herói, ou vilão, tem suas fraquezas proporcionais aos seus poderes, ou ao seu passado. Não são fraquezas aleatórias, e isso enfraquece um pouco a credibilidade ficcional em Coração de Aço.


Um outro problema é em relação aos épicos em si. Eles são todos poderosos, mas na hora de agirem, são incompetentes. Demoram demais. Na verdade, nem considero isso um problema, ou defeito, uma vez que a maioria dos filmes de ação, e de super-heróis, sofre do mesmo. É necessário existir um delay nas ações dos vilões, para que os heróis mais fracos possam agir e vencer. Ou seja, é um recurso narrativo recorrente.

Também existe uma certa barriguinha em alguns capítulos. Embora nenhum deles tenha um papel de enrolar, uma vez que todos trazem algum evento, ou informação, que será necessário mais adiante, por vezes as conversas se inclinam para um lado que não avança, como aquele papo jogado fora na porta do colégio que não interessa a ninguém.

Tirando isso, que é bem pouco e não afeta em nada a qualidade da obra, Coração de Aço é empolgante o suficiente para agradar os fãs de quadrinhos, por exemplo, bem como aqueles que gostam de livros de ação, com uma dose de romance adolescente, com mistérios e surpresas. Uma ótima pedida para dias monótonos!

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Promoção: Aniversário My Dear Library - via Instagram


Queridos leitores, que tal um domingo com nova promoção?

Hoje é o aniversário do My Dear Library e para comemorar os esses 7 anos de história, o blog chamou alguns amigos para presentear vocês! 

A promoção será feita via Instagram e serão dois sortudos ou duas sortudas que levaram cada, um kit maravilindo!

Prêmios: 
Kit 01: Livros - A Chama Detros de Nós, A Mil Noites, O Casal da Casa ao Lado + 30 marcadores.
Kit 02: Livros - Frozen: Coração Congelado, Maximum Ride: Projeto Anjo, Vire a Página + 30 marcadores. 

Vai ficar fora dessa? Para participar é simples.

• Seguir os igs: @batidasliterarias | @_blogdtup | @conjuntodaobra | @dleitoracompul | @livy.mundodolivro | @moonlightbooks | @mydearlibrary
• Procurar e curtir a foto oficial no ig @mydearlibrary
• Comentar na foto oficial e marcar 3 amigos (não vale marcar perfis fantasmas, desativados, famosos, entre outros) Pode comentar quantas vezes quiser, desde que marque amigos diferentes a cada comentário.
• Perfis bloqueados serão desclassificados. Então se for, lembre se de estar desbloqueado nos dias do sorteio.
IMPORTANTE.
• Começo do sorteio 21.05
• Fim do sorteio 11.06
• Resultado Até 15.06.
INFORMAÇÕES:
• na hora do sorteio será verificado se o ganhador seguiu todas as regras o ganhador terá.
• 48hrs para entrar em contato após sorteio, senão perde direito aos prêmios e um novo sorteio será realizado.
• Os livros e os kits de marcadores serão enviados pelos instagrammers e blogs responsáveis em uma prazo de 45 dias.
• Não nos responsabilizamos por extravios do Correios.

Boa sorte!

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A Fúria e a Aurora - Renée Ahdieh

Sinopse: Personagem central da história, a jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado. Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga. Apesar de não ter perdido a coragem de fazer justiça, de tirar a vida de Khalid em honra às mulheres mortas, Sherazade empreende a missão de desvendar os segredos escondidos nos imensos corredores do palácio de mármore e pedra e em cenários mágicos em meio ao deserto.
AHDIEH, Renée. A Fúria e a Aurora. São Paulo: Globo Alt, 2016. 336 p.


Eu não conheço muito bem o clássico As Mil e Uma Noites, mas por alto eu sei que conta a história do rei da Pérsia, que foi traído por sua mulher e mandou matá-la junto com o amante. A partir de então, ele resolveu passar cada noite da sua vida com uma mulher diferente e, para evitar traições, matava a mulher na manhã seguinte. Sherazade foi a única esposa que conseguiu sobreviver devido a sua incrível esperteza. A Fúria e a Aurora é uma releitura maravilhosa das mil e uma noites de Sherazade. 

Aqui, conhecemos a história do jovem califa de Khorasan, Khalid Ibn al-Rashid, um verdadeiro monstro. Todas as noites se casa com uma mulher e no dia seguinte a mesma é encontrada morta. Uma das vítimas era a melhor amiga de Sherazade e, para vingar a morte dela e de todas as outras moças, resolve se voluntariar para o cargo de esposa do califa, a fim de acabar com sua vida. O seu plano principal é se manter viva por mais de uma noite. É claro que ela consegue, usando a mesma tática que a protagonista de As Mil e Uma Noites: conta uma história para Khalid, prometendo que iria continuá-la apenas no dia seguinte.

Ninguém sabe o motivo de Khalid matar todas as suas esposas, mas é claro que todo mundo tem certeza que ele é apenas um monstro sem coração — até eu achei né, que diacho de homem louco. A medida que Sherazade vai conhecendo o marido e o seu passado triste, ela percebe que ele não chega nem perto do homem odioso que todos pensam que ele é.

"— Eu não estou brincando, Rahim. Eu devia ter imaginado que ela faria algo assim.
— Também não estou brincando. — Rahim franziu o cenho. 
— Você não é capaz de prever o futuro. E
 não há nada que possa fazer sobre o passado." (p. 81)

Não considero o fato de Sherazade se apaixonar pelo califa um spoiler, a gente já imagina isso desde o primeiro momento. Mas eu gostei demais da forma com que as coisas acontecem. Todo o ódio que ela sentia por ele vai se transformando em algo cada vez mais forte, tudo misturado com um sentimento de culpa, já que independentemente do motivo, Khalid não deixa de ser um assassino. Mas ai, gente, é impossível não gostar dele apesar de tudo. Os outros personagens também são maravilhosos, principalmente Jalal e Despina — criada com quem Sherazade tem uma relação de ódio mais parecida com amor. Shazi é daquelas mulheres fortes e decididas, bem do jeitinho que eu gosto mesmo.

Eu já sabia que ia gostar muito A Fúria e a Aurora, mas não fazia ideia que eu ia me apaixonar tanto por ele. Eu gostei principalmente do ambiente e da cultura, que são super diferentes e interessantes, além dos personagens, que são todos muito bem construídos. E ai, pelo amor de Deus, a história é tão instigante que foi praticamente impossível parar de ler. Fiquei querendo morrer com o final de tanta curiosidade, e o pior de tudo é que o segundo volume da série, The Rose and the Dagger, só vai ser lançado no início de 2017! Planejando vários ataques histéricos até lá.

Renée Ahdieh é uma escritora incrível, que narra de forma ágil e de uma criatividade sem tamanho. Apesar de ser uma releitura de um clássico, ela claramente conseguiu deixar a história nada convencional, ou de acordo com o New York Times, uma verdadeira joia — que não pôde deixar de entrar para a minha lista de favoritos.

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Quem era ela - JP Delaney

Sinopse: É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Mas há um preço a se pagar para viver no lugar perfeito. Mesmo em condições tão peculiares, a casa atrai inúmeros interessados, entre eles Jane, uma mulher que, depois de uma terrível perda, busca um ponto de recomeço.
Jane é incapaz de resistir aos encantos da casa, mas pouco depois de se mudar descobre a morte trágica da inquilina anterior. Há muitos segredos por trás daquelas paredes claras e imaculadas. Com tantas regras a cumprir, tantos fatos estranhos acontecendo ao seu redor e uma sensação constante de estar sendo observada, o que parecia um ambiente tranquilo na verdade se mostra ameaçador.
Enquanto tenta descobrir quem era aquela mulher que habitou o mesmo espaço que o seu, Jane vê sua vida se entrelaçar à da outra garota e sente que precisa se apressar para descobrir a verdade ou corre o risco de ter o mesmo destino. Com um suspense de tirar o fôlego e um clima de tensão do início ao fim, JP Delaney constrói um thriller brilhante repleto de reviravoltas até a última página. Uma história de duplicidade, morte e mentiras. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
DELANEY, JP. Quem era ela. Editora Intrínseca, 2017. 336 p.


Comecei Quem era ela, de JP Delaney, sem muitas expectativas. Vi muitas resenhas positivas sobre o livro, mas também vi algumas afirmando que não era tão bom assim. Comecei a ler. Li cinquenta páginas, era ok. Li mais cinquenta e pensei "está ficando bom". E depois da página cem, só consegui largar o livro depois de terminar. Foi bom ser fisgada pela história dessa forma, quando eu não esperava nada, e ela me ofereceu em troca tantas surpresas que só me restou ficar de queixo caído e absolutamente fascinada por sua genialidade.

Quem era ela narra, sempre em primeira pessoa, a história de duas mulheres. Antes: Emma. Agora: Jane. Não há nenhuma ligação entre as duas, a não ser que ambas passaram por um processo seletivo rigoroso para morarem numa residência perfeitamente desenhada, na Folgate Street, nº 1. Aos poucos Jane descobre que nada é o que parece, que ela e Emma têm em comum mais coisas do que poderia imaginar e, enquanto tenta compreender o que aconteceu com a antiga moradora da casa, não percebe que segue pelo mesmo caminho de Emma.

"Nunca se desculpe por alguém que você ama, diz baixinho. Isso faz você parecer um idiota."

Os capítulos das duas personagens se alternam, em paralelo, e nos permitem ter conhecimento do que acontece com Jane e Emma aos poucos, ainda que uma das histórias, na verdade, se desenrole no passado. Achei curiosa a forma que o autor escreve os capítulos de Emma, sem demarcar os diálogos, o que confunde um pouco no início e dificulta identificar o que são falas e o que são pensamentos. No decorrer da leitura, no entanto, essa peculiaridade deixa de ser notada, tão envolvente que a história passa a ser.

Por conta da construção do texto com histórias em paralelo, é difícil fazer uma imagem do todo, e eu fiquei boquiaberta com a quantidade de vezes que o autor me enganou. Ele nos leva a acreditar em algo, induz a conclusões que não se concretizam, simplesmente porque nada indica o contrário. Então, quando a verdade finalmente é demonstrada, a surpresa é tanta que já não se sabe mais o que esperar da história, até que, de repente, o leitor se vê enganado outra vez.

Isso aconteceu três ou quatro vezes durante o livro e eu simplesmente não conseguia acreditar que tinha sido iludida outra vez. Esse descompasso na trama é frustrante, mas completamente arrebatador. Acho fantástico quando um autor consegue me iludir e, mais à frente, me faz enxergar uma realidade que eu nem sequer tinha imaginado, mas que é totalmente plausível. Isso prova um absoluto domínio do texto, de seus personagens e da história, porque desde o início os indícios estavam lá, só não de forma tão clara. Simplesmente genial.

"Eu me sinto a personagem de um filme. Em meio a tanto bom gosto, de alguma forma a casa me faz andar com mais elegância, me comportar de modo mais ponderado e tentar causar o melhor efeito possível em cada cena de que participo. Não tem ninguém me vendo, é claro, mas Folgate Street, nº 1 quase parece se tornar meu público, preenchendo os espaços vazios com músicas calmas e cinematográficas da lista de reprodução automática da Governanta."

Nada é o que parece na obra. Por mais que algumas atitudes se mostram simples e desinteressadas, cada mínimo movimento tem um motivo por trás. É engraçado porque é perceptível que os personagens são manipuladores e obstinados, mas nem sempre é possível perceber quem está manipulando quem. Todos são complexos e voláteis, e até mesmo Folgate Street, nº 1 é diferente do que se imagina inicialmente. A casa, aliás, torna-se um personagem central da história, pois seu perfil minimalista, somado a toda a sua tecnologia, permitiram que a trama seguisse os rumos que a tornaram tão interessantes.

Escrito em capítulos curtos e sem rodeios, o livro ainda conta com protagonistas femininas imprevisíveis, que parecem fragilizadas por algum tipo de trauma, mas que sabem o que querem e lutam, ainda que silenciosamente, por isso. Quem era ela é um livro arrebatador e surpreendente, perfeito para quem quer uma história cheia de mistérios e reviravoltas.

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Promoção: Box Biblioteca de Hogwarts


Os blogs Roendo Livros e o Gettub resolveram sortear, em parceria com vários blogs amigos, o box da Biblioteca de Hogwarts, lançamento incrível da Editora Rocco.

Blogs participantes


Regras
1. O vencedor precisa residir, ou ter endereço de entrega, em território nacional;
2. O período de inscrição será do dia 17/05/2017 ao dia 30/06/2017;
3. O Roendo Livros será responsável pelo envio dos prêmios. O prazo de envio é de até 30 dias úteis, e o Roendo Livros não se responsabiliza por danos, extravios ou retornos das encomendas;
4. O vencedor terá um prazo de 48 horas, após o resultado, para entrar em contato com o Roendo Livros. Caso contrário, o sorteio será refeito;
5. O contato com o vencedor será feito por e-mail, apenas. Então, é muito importante que ele esteja correto ao preencher o formulário;
6. O resultado da promoção será divulgado até uma semana após o seu término;
7. Este sorteio é de caráter recreativo/cultural, conforme item II do artigo 3º da Lei 5.768 de 20/12/71 e dispensa autorização do Ministério da Fazenda e da Justiça, não está vinculada à compra e/ou aquisição de produtos e serviços e a participação é gratuita;
8. Os blogs Roendo Livros e Gettub se reservam o direito de dirimir questões não previstas nestas regras.

As quatro primeiras entradas são obrigatórias e valem um ponto. Todas as outras entradas são opcionais, mas valem três pontos cada. Como bônus, a entrada "tweet about de giveaway" vale cinco pontos, mas só será aceita se o participante estiver seguindo os perfis do Twitter que estão na promoção.

a Rafflecopter giveaway

Boa sorte!

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Novidades #171: Lançamentos Intrínseca Maio

Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Estou cheia de novidades das Editoras parceiras, já perceberam? E hoje é dia de divulgar os lançamentos de maio da Editora Intrínseca. Tem muita coisa boa, livros de todos os gêneros e continuações mais do que aguardadas. Vamos conferir alguns?

Deixei você ir, de Clare Mackintosh

Quando Jacob morre atropelado em uma rua de Bristol, Inglaterra, depois de ter soltado a mão da mãe em um dia chuvoso, o motorista do carro que o atinge acelera a foge. Desvendar sua morte vira um caso para o detetive Ray Stevens e seus colegas, Kate e Stumpy. Determinado a encontrar o assassino, Ray se vê consumido a ponto de colocar tanto a vida profissional quanto a pessoal em jogo.
Jenna, assombrada pela morte do menino, abandona tudo e se muda para uma pequena cidade costeira do País de Gales. Ela passa os dias em seu chalé tentando esquecer as lembranças do terrível acidente e aos poucos começa a ter algo parecido com uma vida normal e vislumbrar a felicidade em seu futuro. Mas o passado vai alcançá-la, e as consequências serão devastadoras.
De vários pontos de vista, a ex-detetive Mackintosh faz um retrato preciso de uma investigação policial. Com sua excelente habilidade de escrita, consegue criar personagens memoráveis e uma análise arrebatadora das excentricidades da vida em uma cidade pequena. Mas o verdadeiro talento da autora é a maneira como ela incorpora reviravoltas em uma trama já complexa. Mesclando suspense, investigação policial e thriller psicológico, Clare Mackintosh disseca a mente de seus personagens enquanto tece inesperadas conexões entre eles.

Agora e para sempre, Lara Jean, de Jenny Han

Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean - aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las - foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta.
Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito - organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura -, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família - e, quem sabe, o amor de sua vida - para trás.
Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?

As coisas que perdemos no fogo, de Mariana Enriquez 



Macabro, perturbador e emocionante, o livro reúne contos que usam o medo e o terror para explorar várias dimensões da vida contemporânea. Em um primeiro olhar, as doze narrativas do livro parecem surreais. No entanto, depois de poucas frases, mostram-se estranhamente familiares: é o cotidiano transformado em pesadelo. Uma das escritoras mais corajosas e surpreendentes do século XXI, Mariana Enriquez dá voz à geração nascida durante a ditadura militar na Argentina.








As garotas, de Emma Cline


No final da década de 1960, a jovem Evie Boyd vive sozinha com a mãe no norte da Califórnia. Aos quatorze anos, imersa em inúmeras questões de autoaceitação, ela se sente muito desconfortável com o próprio corpo e tem apenas uma pessoa com quem contar: Connie, sua amiga de infância. No início do verão, uma briga faz com que as duas se afastem, e Evie encontra um novo grupo: garotas que demonstram extrema liberdade, usam roupas desleixadas e emanam uma atmosfera de abandono que a deixa fascinada. A jovem logo percebe que já está sob o poder e o domínio de Suzanne, a mais velha do grupo, e acaba entrando em um culto sombrio, liderado pelo carismático Russell Hadrick.
O rancho do grupo é um lugar estranho e decadente, mas, aos olhos da adolescente, parece exótico, com uma energia singular. Evie descobre que as garotas cozinham, limpam e prestam até mesmo serviços sexuais para Russell, que proclama um desejo de libertar as pessoas do sistema. Evie quer apenas ser aceita pelos outros integrantes, principalmente por Suzanne. É sua chance de se sentir amada e pertencente a algo. Conforme sua obsessão por Suzanne se intensifica, ela não percebe que se aproxima de uma violência inacreditável. Contada por Evie já adulta e ainda abalada, a narrativa é um impressionante retrato de garotas que se tornam mulheres.
Denso e de ritmo surpreendente, o romance de estreia de Emma Cline é escrito com precisão e perspicácia ao construir os perfis psicológicos dos personagens. As garotas aborda mais que uma noite de violência - é sobretudo um relato do mal que causamos a nós mesmos e aos outros na ânsia por pertencimento e aceitação.

Em nome dos pais, de Matheus Leitão

Desde pequeno, Matheus Leitão ouvia as expressões “perseguição”, “prisão” e “porão” sussurradas por seus pais, os jornalistas Marcelo Netto e Míriam Leitão. A assustadora palavra “tortura” apareceu bem mais tarde. Movido pela curiosidade de compreender o passado, o jovem perguntador passou a recolher retalhos de uma história dolorosa, que se iniciou em 1972, no Espírito Santo, quando os pais militavam no PCdoB. Delatados por um companheiro, foram presos e torturados. Na ocasião, Míriam estava grávida de Vladimir, o primeiro filho do casal.
Matheus também seguiu a carreira de jornalista, dedicando-se a reportagens sobre direitos humanos e ditadura. Em nome dos pais é resultado de suas incansáveis investigações, que começam pela busca do delator e seguem com a localização dos agentes que teriam participado das sessões de tortura de seus pais. Passado e presente se entrelaçam nessa obra, que reconstitui com rigor eventos do início dos anos 1970 e, ao mesmo tempo, apresenta a emocionante peregrinação do autor pelo Brasil atrás de respostas.
Uma história sobre pais e filhos, sobre reconciliação e responsabilidade, sobre encontros impossíveis. É também uma história sobre um país que ainda reluta em acertar as contas com um passado obscuro.

E não para por aí. Quem quiser conhecer outros lançamentos do mês da Intrínseca, basta visitar este link.

Eu estou ansiosa pelo livro da Jenny Han, e adoraria ler também Deixei você ir.

E vocês, de quais gostaram?

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Bidu: Caminhos - Eduardo Damasceno e Felipe Garrocho

Sinopse: Em Bidu – Caminhos, os autores Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho reimaginam a forma como Bidu e Franjinha - os dois primeiros personagens criados por Mauricio de Sousa - se tornaram melhores amigos. Uma aventura cheia de problemas, surras, desvios de rota, chuva, cachorros, decisões difíceis e ternura. (Skoob)
DAMASCENO, Eduardo e GARROCH, Felipe.Bidu: Caminhos. Editora Panini, 2014. 84p.


Continuando as resenhas das Graphic MSP, o personagem da vez é o Bidu, um dos mais antigos, que foi o primeiro a ganhar sua própria revista, ainda nos anos 60, além de ser o símbolo da empresa de Maurício de Souza.

Nesta história de origens, testemunhamos como Franjinha encontrou Bidu, ou melhor, como Bidu encontrou Franjinha.


Os autores, Eduardo e Luís Felipe, souberem manter as características primordiais do personagem, como seu constante mau humor, que vai sendo modificada no decorrer da aventura, onde ele aprende o valor da amizade, de ajudar o próximo, de se sacrificar para o bem estar de outrem, até chegar à maturidade que possui nas histórias atuais. E é graças a esse aprendizado, que ele acaba por ter seu caminho cruzado com o do seu eterno dono.

Os traços dos desenhos são grossos e fortes, e as cores, em tons pasteis, são predominantemente azuis. O sombreamento remete à colorização de quadrinhos noir, causando uma nostalgia e um mistério, o que dá um charme todo especial. Vale um destaque para a página dupla, suas adjacentes, onde Bidu fica na chuva. São belíssimas!


Uma constante nos álbuns MSP, são a maior proximidade de todos os personagens, principalmente os da turminha, com nossa realidade. Não apenas nas aventuras, mais centradas em situações críveis, quase cotidianas, mas nas próprias ações e reações de cada um deles.

Com o tempo, as histórias das revistas do Maurício de Souza, enveredaram por aventuras que não possuem limites em comparação com nossa realidade mundana. Elas são regidas por certos parâmetros estabelecidos, mas o limite é a própria criatividade de cada roteirista. O que não é ruim, é até necessário, mas acaba causando um afastamento de uma realidade palpável.


Isso não acontece nos álbuns MSP, e é o que os torna tão agradáveis de acompanhar.

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Conjunto de Séries #16: 13 Reasons Why


Sinceramente, não sei se tenho algo a adicionar ao tanto que já foi falado sobre essa série por aí. Não sou uma crítica, nem nada assim, mas gosto de expressar minha opinião para ouvir o que os outros têm a dizer também, e acho que é por isso que decidi trazer algumas poucas impressões sobre Thirteen Reasons Why para vocês.

Eu não li o livro, então não tenho como fazer comparativos. A resenha disponível aqui no blog foi escrita pelo Carlos (com muita propriedade, aliás). Mas isso não me impediu de começar a assistir os episódios logo que comecei a ver o burburinho em torno dela, ou seja, no sábado logo após seu lançamento (já que a essa altura alguns espectadores já tinham finalizado a série). Eu assisti do mesmo modo que Clay ouviu as fitas - devagar, lentamente, processando aquele mundo de informações que eram trazidas a cada episódio.

A construção dos episódios é muito, muito boa. O passado e o presente se intercalam, mas, diferente da maioria das séries que trabalham sua história dessa forma, os produtores conseguiram evitar que essas quebras arruinassem o fluxo da trama ou parassem no clímax. Pelo contrário, os trechos de períodos diferentes se complementavam, gerando expectativa e mantendo a curiosidade por todo o episódio. Ou até mesmo além dele, visto que o que prende a atenção é a curiosidade de saber por que Clay está nas fitas, afinal.


O elenco da série é uma gracinha. Apesar de extremamente jovens, os atores conseguiram convencer em seus papéis. Dylan Minnette, como Clay, foi cativante, e Katherine Langford me conquistou em sua Hannah de olhos claros e lacrimejantes. Esses são só os nomes principais, porque é difícil listar aqueles que mais me agradaram. Todos fizeram um excelente trabalho.

Como não poderia deixar de ser, a série trabalha com temas sérios e pesados. Não só o suicídio, mas a depressão, o estupro e o bullying. Só que faz isso de uma maneira intensa e, ao mesmo tempo, não tão sombria. Particularmente, tinha receio, no início, de me sentir por demais abatida com o decorrer dos episódios. Claro que abala o espectador - não é fácil saber que alguém escolheu morrer e tantas pessoas que poderiam ajudar só influenciaram nessa escolha. Porém, achei que seria ainda mais pesada e graças a Deus que não foi.

Não acho, como ouvi dizer por aí, que a série romantizou o suicídio. Pelo contrário. Acho que foi ousada ao mostrar abertamente algo mais comum do que pensamos, sobre o que se evita falar por... medo de acontecer? Obviamente, não falar não impede que aconteça, então acho que é preciso sim debater temas como esse, por mais dolorosos que sejam.

Acredito que seja melhor alguém triste ou desgastado evitar assistir essa série. É preciso estar como o emocional e o psicológico bem firmes para não ser tão afetado por toda a dor de Hannah. A trama traz ensinamentos valiosos sim, mas também tem uma carga dramática intensa e com algumas cenas bem cruéis e cruas.

Sem dúvida alguma, é uma série que faz pensar. Sobre quem somos, quem fomos, e sobre quem está passando por essa fase difícil que é a adolescência, ou sobre as pessoas que em qualquer fase enfrentam a depressão. É preciso eliminar o preconceito e fazer o bem sem ver a quem - sempre!


E vocês, assistiram à série? O que acharam?

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Novidades #170: Arqueiro & Sextante em Maio

Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Não sei se vocês viram por aí, mas o Conjunto da Obra renovou a parceria com a Editora Arqueiro para 2017 ❤ Estou muito, muito feliz com isso e espero que essa parceria continue positiva para todos e que possa trazer mais resenhas de livros incríveis para vocês.

Para aproveitar o momento, hoje é dia de divulgar os lançamentos da Editora em maio! Vamos conferir?

Onze leis a cumprir na hora de seduzir, de Sarah MacLean

Juliana Fiori é uma jovem ousada e impulsiva, que fala o que pensa, não faz a menor questão de ter a aprovação dos outros e, se necessário, é capaz de desferir um soco com notável precisão. Sozinha após a morte do pai, ela precisa deixar a Itália para viver com seus meios-irmãos na Inglaterra.
Ao desembarcar no novo país, sua natureza escandalosa e sua beleza estonteante fazem dela o tema favorito das fofocas da aristocracia. Pelo bem de sua recém-descoberta família britânica, Juliana se esforça para domar seu temperamento e evitar qualquer deslize que comprometa o clã. Até conhecer Simon Pearson, o magnífico duque de Leighton.
O poderoso nobre não admite nenhum tipo de escândalo e defende o título e a reputação da família com unhas e dentes. Sua arrogância acaba despertando em Juliana uma irresistível vontade de desafiá-lo e ela decide provar a ele que qualquer um – até mesmo um duque aparentemente imperturbável – pode ser levado a desobedecer as regras sociais em nome da paixão.


A cruz de fogo - Parte II, de Diana Galbadon

Uma história sobre lealdade.
Não há mais como escapar: a guerra está diante de Jamie, Claire e sua família. Quando as tensões entre o governo e os rebeldes se acirram, a milícia é convocada mais uma vez e o conflito chega ao clímax na Batalha de Alamance.
De volta ao vilarejo onde moram, os Frasers e os MacKenzies ainda terão que enfrentar diversas tribulações, que acabarão aproximando Jamie e seu genro, Roger. Os dois tramam um plano para acabar com Stephen Bonnet, o sórdido capitão que violentara Brianna, pondo em dúvida a paternidade de seu filho, Jemmy.
Em meio a várias revelações, o mais surpreendente é o retorno inesperado de um conhecido, que traz uma pista capaz de desvendar os mistérios que cercam os viajantes do tempo.
Grandiosa, envolvente e inesquecível, a segunda parte de A cruz de fogo é uma vibrante mistura de fatos históricos e dramas humanos.


Confissões de um garoto tímido, nerd e (ligeiramente) apaixonado, de Thalita Rebouças

Davi está no segundo ano do ensino médio e finalmente tomou coragem para iniciar o curso de astrologia que sempre quis fazer mas nunca teve coragem de admitir, por medo de sofrer preconceitos.
Entre signos e mapas astrais, conhece Milena, uma menina incrível, que o deixa encantado com seu jeito apaixonante. Tetê, melhor amiga de Davi, o incentiva a investir no relacionamento, mas vencer a timidez é um desafio para ele. Ajudar Zeca, seu amigo que passa por problemas amorosos, também é uma dificuldade, pois Davi é inexperiente no assunto.
No final do primeiro semestre, entretanto, uma novidade causa um rebuliço na turma: Samantha, colega de classe do trio, apresenta Gonçalo, que mora em Portugal e veio passar as férias de verão europeu na casa dela, no Rio de Janeiro.
A chegada do estrangeiro tem efeitos inesperados, e Davi e seus amigos passam a lidar com questões que nunca imaginaram ter que enfrentar.



Tudo e todas as coisas, de Nicola Yoon

Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua.
“A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são ­minha mãe e minha enfermeira, Carla.
Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente ­da ­casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly.
Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E­ é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe.”






A árvore dos anjos, de Lucinda Riley

Trinta anos se passaram desde que Greta deixou de morar no solar Marchmont, uma bela e majestosa residência na região rural do País de Gales. A convite de seu velho amigo David, ela decide retornar ao lugar para comemorar o Natal. Porém, devido a um acidente de carro, Greta não tem mais lembranças da época em que vivia na propriedade, assim como de boa parte de seu passado.
Durante uma caminhada pela paisagem invernal de Marchmont, ela encontra uma sepultura no bosque, e a inscrição na lápide coberta de neve se torna a fagulha que a ajudará a recuperar a memória.
Contudo, relembrar o passado também significa reviver segredos dolorosos e muito bem guardados, como o motivo para Greta ter fugido do solar, quem ela era antes do acidente e o que aconteceu com sua filha, Cheska, uma jovem de beleza angelical... mas que esconde um lado sombrio.
Da aclamada autora da série As Sete Irmãs, A árvore dos anjos é uma história tocante sobre amores e perdas, sobre como nossas escolhas de vida podem tanto definir quem somos como permitir um novo começo.

Shawn Mendes - Edição especial para fãs


Um guia ilustrado com 70 fotos incríveis que conduzirá você ao palco, às turnês e aos bastidores, além de revelar um Shawn que poucos conhecem.
Em 2013, o canadense Shawn Mendes começou a gravar vídeos no Vine sem saber que, três anos depois, seria considerado o novo Príncipe do Pop, um talento precoce da música internacional. Neste livro você vai conhecer um pouco mais sobre a origem e a carreira do cantor. Também descobrirá várias curiosidades, como a playlist que ele gosta de ouvir em casa, seus 10 tuítes mais populares e a música que considera mais pessoal.






Tem muito livro bom, não é mesmo? Quais vocês leriam?

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Ainda estou aqui - Marcelo Rubens Paiva

Sinopse: Trinta e cinco anos depois de Feliz ano velho, a luta de uma família pela verdade Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas. Casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras. Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho. E mergulha num momento negro da história recente brasileira para contar — e tentar entender — o que de fato ocorreu com Rubens Paiva, seu pai, naquele janeiro de 1971. (Skoob)
PAIVA, Marcelo Rubens. Ainda estou aqui. Alfaguara, 2015. 295 p.


Não sou grande fã de ler biografias. Talvez seja ignorância minha, mas eu me entedio fácil e é difícil livros desse gênero conseguirem me prender. Tanto que, em quase seis anos de Conjunto da Obra, li apenas uma e foi uma leitura bastante demorada. Por outro lado, sempre quis ler algo de Marcelo Rubens Paiva, em especial seu tão conhecido Feliz ano velho, mas, até agora, não tive oportunidade. Por isso escolhi Ainda estou aqui para resenha e, apesar do receio inicial que as tão temidas biografias trazem à minha vida, mergulhei na leitura de corpo e alma e o livro se tornou, desde já, inesquecível.

Marcelo Rubens Paiva tem uma narrativa não linear que envolve o leitor: em um momento, relembra sua infância cheia de brincadeiras e ainda não marcada pelos traumas; pouco depois, tenta rever determinado acontecimento pela perspectiva de seus pais; e, em seguida, tece reflexões aleatórias sobre o que entende hoje ter acontecido tanto tempo atrás, tudo em um mesmo capítulo. Essa construção pode parecer confusa, mas não é. É ela quem dá corpo a um texto que intercala memórias, reflexões e fatos, retomando as percepções do passado sob outro viés, a partir do entendimento presente. E as memórias, como bem destaca o autor, não seguem padrões.

"A memória não é a capacidade de organizar e classificar recordações em arquivos. Não existem arquivos. A acumulação do passado sobre o passado prossegue até o nosso fim, memória sobre memória, através de memórias que se misturam, deturpadas, bloqueadas, recorrentes ou escondidas, ou reprimidas, ou blindadas por um instinto de sobrevivência. Uma fogueira no alto ajudaria. Mas ela se apaga com o tempo. E não conseguimos navegar de volta para casa."

Nesse mar de lembranças, Marcelo conta a história de seu pai, preso em janeiro de 1971, torturado e desaparecido na ditadura militar. Só mais tarde, décadas mais tarde, foi confirmada a morte de Rubens Paiva e esclarecidos os detalhes. O corpo nunca foi encontrado. Conta também a história de sua mãe, Eunice Paiva, presa e interrogada na mesma época, que teve que se reinventar e reconstruir após o desaparecimento do marido para cuidar de seus cinco filhos.

Mais do que tratar das crueldades e mentiras tecidas pela ditadura, confirmadas por transcrições de matérias jornalísticas e depoimentos reais, o livro demonstra a luta de Eunice para fazer a verdade ser reconhecida. Uma mulher que, para não se deixar abater diante de um sensacionalismo que queria mostrá-la frágil e oprimida pelo sistema, pôs um sorriso no rosto e foi à luta. Uma mulher que, depois de uma vida de tanto sofrimento, foi ainda diagnosticada com Alzheimer.

"[...] É uma confusão recorrente de quem tem um parente com Alzheimer: falar dele no passado. Antes, eu sentia uma culpa sem fim por enterrar na conjugação verbal alguém que está vivíssimo e presente. Parecia um golpe do inconsciente, um lapso proposital, um desejo reprimido.
Quem tem Alzheimer em estado avançado está lá, mas não está, é a pessoa, mas não é. Pensa de uma forma peculiar; talvez tais pensamentos façam algum sentido, talvez ela tenha se acostumado com a confusão deles; ou talvez deixe de pensar, já que eles não se concluem."

O livro não é sobre uma coisa só: é sobre a ditadura, é sobre a perda de um pai, é sobre a infância, é sobre Alzheimer e sobre tantas outras coisas que fica difícil listar aqui. É sobre vida, afinal, e a vida não se resume a um aspecto apenas. Acho que foi essa forma de mostrar a complexidade de tudo que me fez gostar tanto do livro. Tratar de uma biografia de forma linear é desenhar a realidade de forma falaciosa, e Marcelo não fez isso. Ele fez bagunça com tantos temas e, sinceramente, a inconstância de suas reflexões me levou junto com ele nesse mergulho pelo passado.

Foi interessante ainda ver aspectos históricos e políticos do nosso país debatidos de maneira tão fluida, especialmente por se tratar de alguém que vivenciou aquilo. Para mim, que sou fascinada por História, em especial a do Brasil, percebi o livro como uma ótima oportunidade de compreender um pouco mais sobre essa época tão nebulosa que foi a ditadura, e a riqueza de detalhes é impressionante. Também pudera, Marcelo é jornalista, escritor e dramaturgo, e é nítido, pela quantidade de informações externas que trouxe para o livro, o quanto buscou a verdade sobre seu pai e sobre o regime.

Ainda estou aqui é sim uma biografia, mas não se contenta em narrar os acontecimentos da vida de alguém. A obra é rica em reflexões, estudos e contextualização política e, para aqueles que têm interesse em ler um relato realista e sincero sobre os mais diversos aspectos da vida, não tenham receio de apostar nesse livro.

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Leituras do mês: Abril


Ei peops, abril chegou ao fim e já passou da hora de eu mostrar para vocês as leituras que fiz durante o mês. Dessa vez achei que elas realmente renderam, já que foram cinco livros e dois contos, mas com tantos feriados e livros empolgantes, é difícil não fazer render, não é?

O primeiro livro de abril foi Simplesmente o Paraíso, um livro delicinha de Julia Quinn publicado pela Editora Arqueiro. Ainda não tive oportunidade de ler outros livros da autora, mas minha primeira impressão da escrita dela foi ótima! Quem quiser conferir o que achei dessa história, está tudo aqui.

Na sequência, li Eu e você no fim do mundo, um YA gracinha escrito por Siobhan Vivian e publicado pela Editora Intrínseca. O livro fugiu completamente do que eu esperava, mas foi uma leitura tão gostosa que terminei em pouquíssimo tempo. A resenha completa está disponível no blog.

Li também O adulto, um conto de Gillian Flynn também publicado pela Editora Intrínseca. Mesmo com poucas páginas a autora conseguiu me deixar completamente chocada e eu adoro os livros dela por conta disso. Para esse eu ainda não publiquei a resenha, mas deve sair em breve.

Fogo contra fogo é o terceiro livro da série Olho por olho, e foi minha quarta leitura de abril. Depois de dois anos desde a publicação do livro anterior, finalmente pude conferir o desfecho dessa história, publicada pela Editora Novo Conceito, e acho que foi ótimo, apesar de não ter tido o final que eu queria. A resenha também já está disponível.

Véu do tempo foi o primeiro livro que recebi da parceria com o Grupo Editorial Pensamento, e eu gostei bastante da trama. Apesar de um ponto ou outro que me impediu de dar 5 estrelas para o livro, fiquei bem envolvida com o enredo e gostei do livro. Minha opinião completa está aqui.

O último livro que li no mês foi Caraval, em e-book, enviado pela Editora Novo Conceito. Mergulhei completamente nessa história maluca e deliciosa, e falei todos os detalhes sobre ela na resenha.

Para finalizar o mês, também em e-book, li o conto Excesso de Luz, de Christian McKay Heidicker, mesmo autor do livro Bem vindo à real, publicado recentemente pela Editora Intrínseca. Não pretendo fazer resenha dele, mas, para quem quiser conhecer, o conto está disponível gratuitamente em diversas plataformas.

E vocês, o que leram no último mês?

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O resgate no mar (parte I) - Diana Gabaldon

Sinopse: Há vinte anos Claire Randall voltou no tempo e encontrou o amor de sua vida – Jamie Fraser, um escocês do século XVIII. Mas, desde que retornou à sua própria época, ela sempre pensou que ele tinha sido morto na Batalha de Culloden.
Agora, em 1968, Claire descobre, com a ajuda de Roger Wakefield, evidências de que seu amado pode estar vivo. A lembrança do guerreiro escocês não a abandona… seu corpo e sua alma clamam por ele em seus sonhos. Claire terá que fazer uma escolha: voltar para Jamie ou ficar com Brianna, a filha dos dois.
Jamie, por sua vez, está perdido. Os ingleses se recusaram a matá-lo depois de sufocarem a revolta de que ele fazia parte. Longe de sua amada e em meio a um país devastado pela guerra e pela fome, o rapaz precisa retomar sua vida.
As intrigas ficam cada vez mais perigosas e, à medida que tempo e espaço se misturam, Claire e Jamie têm que encontrar a força e a coragem necessárias para enfrentar o desconhecido. Nesta viagem audaciosa, será que eles vão conseguir se reencontrar? (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
GABALDON, Diana. O resgate no mar - Parte I. Outlander #3. Editora Arqueiro, 2015. 592 p.


Em A libélula no âmbar, volume anterior da série Outlander, sabe-se desde o início que Claire e Jamie estiveram separados por quase vinte anos, mas, naquele livro, pouco se falou sobre os acontecimentos desse longo período. Na verdade, somente foi narrado tudo o que os levou àquela decisão fatídica e dolorosa e, particularmente, senti muita falta de saber o que aconteceu com eles nesse intervalo, em especial com Claire, quando voltou para Frank esperando um filho de Jamie.

O resgate no mar finalmente traz essas respostas. A trama reinicia no ponto em que o livro anterior parou, quando Claire, Brianna e Roger tentam encontrar registros sobre o que aconteceu com Jamie após Culloden. Em paralelo, alguns capítulos resgatam as lembranças de Claire desde o retorno ao seu próprio tempo, enquanto outros narram em terceira pessoa o desenrolar da história de Jamie, sozinho, nas Terras Altas.

"E se... - disse, e um nó na garganta me fez parar outra vez.
- E se o tempo corre em paralelo, como achamos que acontece... - Roger parou, também, olhando para mim. Em seguida, seus olhos voltaram-se para Brianna.
Ela ficara terrivelmente pálida, mas tanto os lábios quanto os olhos permaneciam firmes, e seus dedos estavam quentes quanto tocou minha mão.
- Então você pode voltar, mamãe - disse ela baixinho. - Você pode encontrá-lo."

Acho que já ficou bem claro para os leitores de Outlander que Diana Gabaldon realmente sabe escrever uma obra. Além de se preocupar com detalhes históricos e misturá-los à sua criação ficcional com uma riqueza de elementos que quase nos leva a acreditar que são reais, ela cria um romance envolvente, cheio de reviravoltas e cenas repletas de emoção. Duvido que existam muitos autores com a capacidade de escrever uma série de livros de mil páginas cada sem perder a qualidade do texto e, mais importante, continuar a envolver e fascinar seus leitores.

Isso porque, mesmo quando Diana narra uma profusão de acontecimentos que parecem não ter relevância alguma, ela o faz de forma instigante, e consegue resgatar momentos e personagens de uma forma surpreendente. Mesmo aquilo que parecia irrelevante, na verdade, trata-se apenas de um subterfúgio, pois cada pequeno detalhe, mais à frente, finalmente fará sentido na trama tecida por Gabaldon. As reviravoltas que ela cria são de provocar taquicardia em qualquer um, e meu coração deu alguns saltos durante a leitura desse volume, devo destacar. O livro traz surpresas que realmente nos fazem prender a respiração, como o reaparecimento de John Grey. Esse é apenas um dos exemplos, e eu espero não estar em frangalhos quando finalmente puder ler a Parte II.

O mais importante de O resgate no mar, porém, é que nele finalmente - finalmente! - acontece o reencontro de Claire e Jamie. Achei bastante intensa a cena em que eles ficam frente a frente depois de tanto tempo, porque ali há efervescência não de ações, mas de emoções brutas. É como se as palavras não fossem o bastante para mostrar quanto alívio e quanta dor eles sentiam por estarem juntos novamente. Mais do que isso, o reencontro mostra que muita coisa pode mudar em vinte anos, mas muitas outras permanecem exatamente iguais.

"- Santo Deus, você é real!
- E você também. - Levantei o queixo para fitá-lo. - A-achei que estava morto. - Eu planejara falar descontraidamente, mas minha voz me traiu. As lágrimas rolaram pelo meu rosto, para logo molhar o tecido rústico de sua camisa quando ele me puxou com força para ele.
Eu tremia tanto que algum tempo se passou até eu perceber que ele tremia também, e pela mesma razão. Não sei quanto tempo ficamos ali sentados no chão, chorando nos braços um do outro com a saudade de vinte anos derramando-se pelos nossos rostos."

Gostei que a Editora Arqueiro tenha dividido o livro em duas partes, pois facilita a leitura. O único problema, no meu caso, é que eu finalizei o livro sem a continuação em mãos, então estou com uma leitura incompleta e muita, muita ansiedade para saber o que esse casal ainda precisa enfrentar.

Para quem gosta de um romance repleto de aventura ou de uma aventura repleta de romance, Outlander é uma leitura indispensável. E se a resistência para ler essa série é só por conta da quantidade de livros e de seus números de páginas, esqueça isso e vá ler logo, porque milhares de páginas ainda serão insuficientes para a imensidão dessa história.

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Novidades #169: Lançamentos Novo Conceito Maio

Queridos, tenho que comentar com vocês: em maio as editoras parceiras estão cheias de novidades incríveis.

E hoje trouxe os lançamentos de maio da Editora Novo Conceito, mês que veio cheio de romance para os leitores mais vorazes. Confiram os títulos:

Um verão para recomeçar, de Morgan Matson


A família de Taylor Edwards não é muito próxima – todos estão ocupados demais com seus afazeres –, mas, quase sempre, eles se dão muito bem. Quando o pai de Taylor recebe más notícias sobre a saúde dele, a família decide passar, todos juntos, o verão na casa do lago Phoenix.
Fazia cinco anos que eles não passavam o verão naquele lugar, que agora parece bem menor do que antes. E, apesar da tristeza, os momentos em família os aproximam novamente. Além disso,
Taylor descobre que as pessoas que ela pensou ter deixado para trás, continuam ali: sua ex-melhor amiga e seu primeiro amor (que está muito mais bonito do que antes). Com o passar do verão, e com os laços quase refeitos, Taylor e sua família tornam-se cada vez mais conscientes de que estão correndo contra o tempo diante da doença de seu pai. Mas, apesar de tudo, o aprendizado que fica é que sempre é possível ter uma segunda chance.


As garotas de Corona del Mar, de Rufi Thorpe

Amizade entre garotas pode ser intensa e, no caso de Mia e Lorrie Ann, não há dúvidas de que isso é verdade.

À medida que crescem, a vida de Mia e Lorrie Ann são preenchidas com praia, diversão e passeios ao shopping.

Por outro lado, como toda amizade, há conflitos e dores.

Mia e Lorrie Ann convivem há muito tempo e possuem personalidades opostas. Mia é a bad girl , vivendo em uma família problemática. Lorrie Ann é linda e amável, quase angelical, e tem uma família que parece ter sido arrancada de um conto de fadas.

Mas, quando uma tragédia acontece a vida perfeita sai fora de controle...


Provence, de Bridget Asher

A vida de Heidi com o fi lho tornou-se um jogo para manter viva a memória de Henry, bom pai e marido exemplar. Manter uma vida normal em um mundo em que Henry não existe mais está cada dia mais difícil. Heidi precisa lidar com o fi lho que se tornou um verdadeiro maníaco por limpeza e com a sobrinha Charlotte, uma adolescente problemática.
Uma casa em Provence, na França, que pertence à família de Heidi há gerações, é rica em histórias de amor e surpreendentes coincidências. Heidi e sua irmã mais velha, Elysius, passavam os verões lá quando crianças, junto com a mãe. A casa, as lembranças e os segredos de Provence haviam fi cado para trás, mas agora, com o incêndio que atingiu a propriedade, a casa precisa ser salva por Heidi. Ou será que é Heidi quem precisa ser salva pela casa?
Uma história de recomeço, amor e esperança perante a perda, em que uma pequena casa na zona rural do sul da França parece ser a responsável por curar corações partidos há anos.


Fiquei curiosa com todos, mas quero ler mesmo Um verão para recomeçar. E vocês, quais leriam?

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