Top Comentarista - Junho


Ei galerinha, tudo bem?
Vocês viram a quantidade de promoções que saíram nos últimos dias? Eu não consegui publicar conteúdos novos por causa do cronograma dessas postagens. Mas acho que ninguém fica chateado com novas promoções, não é? rsrs

E para completar essa semana recheada, teremos também Top Comentarista! Confiram as regras, se inscrevam, participem ;)

Para se inscrever é preciso:
  • Seguir o Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste Site" na barra lateral direita)
  • Ter endereço de entrega em território Brasileiro.
  • Preencher o formulário abaixo.
  • Comentar em todos os posts publicados no mês de junho, exceto os de lançamentos de novas promoções.

Serão quatro prêmios disponíveis:

1. Box - Saga Encantadas (versão econômica)
2. Eva
3. Enders
4. Estação Onze

  • Seguidas todas as regras iniciais, para participar, basta preencher a primeira entrada do formulário. A primeira entrada confirma sua participação no Top Comentarista, enquanto as demais constituem chances extras, sendo opcionais.
  • Serão considerados válidos os comentários nas postagens do mês de junho se feitos até o dia 1º de julho. Ou seja, será concedido um dia a mais para que os participantes consigam comentar nas últimas postagens do mês.
  • O vencedor será definido por sorteio, dentre os participantes que comentarem em todas as postagens do mês. Apenas depois de feito o sorteio será conferido se o sorteado comentou em todas as postagens do mês. Caso essa regra não seja cumprida, o mesmo será desclassificado, e um novo sorteio será realizado.
  • O sorteado escolherá o prêmio que deseja ganhar da lista de livros citada acima.
  • O sorteado será contatado por email, tendo o prazo de 24h para fornecer seus dados. Caso não envie resposta no prazo, será realizado novo sorteio.
  • O prazo para envio dos prêmios é de 40 dias após o recebimento dos dados dos vencedores.
  • A Equipe do Conjunto da Obra se reserva ao direito de dirimir questões não previstas neste regulamento.
  • Esta postagem também conta para o Top Comentarista.


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Promoção: Aniversário Meu Vício em Livros


Olá pessoal, tudo bem? O blog Meu Vício em Livros está completando 2 anos e estamos em festa! Por isso, junto com o Conjunto da Obra e outros blogs amigos, com o intuito de presentear leitores queridos, resolveu fazer esta promoção super legal com livros + diversos marcadores. A promoção vai até o final do mês. Participem!!

Regras:

- É obrigatório comentar nesta postagem com seu nome de seguidor e e-mail.
- Preencher o formulário Raflecopter corretamente. Você clica em cada opção e faz o que lhe é pedido (Curtir a fan page, seguir os blogs, Instagram, se inscrever no Youtube, etc..). Se não estiver vendo o formulário, dê um tempinho para ele carregar, se não aparecer, atualize a página.
-  A promoção começa no dia 01 de junho de 2016 e termina no dia 30 de junho de 2016.
-  Cada blog é responsável pelo envio do seu prêmio.
- Cada blog tem até 30 dias úteis para enviar o livro, contando a partir do dia em que receber o endereço do ganhador.
- Nenhum dos blogs se responsabiliza pelo extravio de prêmios.
- O ganhador tem 48h para responder o e-mail que será enviado, caso não responda o e-mail com seus dados, o sorteio será refeito.
- É necessário residir em território brasileiro.
- Todas as entradas serão conferidas e caso não sejam cumpridas o participante é desclassificado.




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Boa sorte a todos!

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Promoção: Aniversário Sir James Matthew



Para comemorar o aniversário do blog Sir James Matthew, 21 blogs se uniram para comemorar e presentear vocês, leitores, com kits super especiais. Serão 4 vencedores, um para cada kit. E para participar é muito fácil, basta seguir as regras de cada formulário e torcer bastante.

Regras
- Deixar um comentário com seu nome e e-mail para contato;
- Seguir as regras do formulário;
- Residir no Brasil;
- Cada blog terá o prazo de 40 dias para o envio do prêmio;
- O ganhador será informado por e-mail e terá um prazo de 3 dias corridos para responder com seus dados, caso contrário, será feito um novo sorteio.
- Não nos responsabilizamos por danos ou extravios durante o transporte/entrega.
- Caso o livro volte por algum erro nos dados passados ou impossibilidade no ato da entrega, não será feito novo envio e o ganhador perderá o direito ao prêmio.

Boa sorte!


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O Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares - Ransom Riggs

Sinopse: Tudo está à espera para ser descoberto em O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, um romance inesquecível que mistura ficção e fotografia em uma experiência de leitura emocionante. Nossa história começa com uma horrível tragédia familiar que lança Jacob, um rapaz de 16 anos, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo, por mais impossível que pareça, ainda podem estar vivas. Uma fantasia arrepiante, ilustrada com assombrosas fotografias de época, O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares vai deliciar adultos, adolescentes e qualquer um que goste de aventuras sombrias. (Skoob)
RIGGS, Ransom O orfanato da srta. Peregrine para crianças peculiares. Editora Leya, 2012. 336 p.

O Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares poderia receber outro nome: Escola para Jovens Superdotados do professor Xavier, ou seja, a escola dos X-Men. Sim, embora com outro nome, orfanato, a mansão também é uma escola, com uma professora que protege os alunos, crianças com poderes de diversos tipos, um inimigo que quer a destruição deles e um herói rebelde que aparece para salvar o dia. Ah, e também temos as viagens no tempo.

Entretanto, tudo isso não é um problema. Pelo contrário. Apesar de todas as semelhanças, o livro se sustenta graças a diferenças suteis, mas importantes, como o ambiente bem mais próximo de nossa realidade, a idade mais jovem das crianças, e seus comportamentos irresponsáveis e cheios de atos precipitados, além de um romance que, embora frágil no seu começo, aos poucos ganha espaço e credibilidade.


Jacob, aos 16 anos, não sabe o que quer da vida, nem que futuro seguir. Nutre um afeto enorme por seu avô, um contador de histórias fantásticas, sobre monstros e crianças com poderes, que parecem ser verdadeiras, na mesma medida que parecem impossíveis. Com a morte dele, assassinado por uma criatura que ninguém viu, além de Jacob, tudo muda, e o menino decide encontrar o antigo orfanato onde o avô morou até pouco antes da Segunda Guerra Mundial.

O lugar se esconde entre o passado e o presente, porque precisa manter as crianças, que moram nele, a salvo dos etéreos, seres terríveis que se alimentam dos peculiares e que não podem atravessar a ponte que une os dois tempos distintos. Infelizmente, eles têm aliados, etéreos que evoluíram para algo próximo do humano, chamados de acólitos, que viajam pelo mundo, tentando descobrir onde se escondem os orfanatos, e que podem passar pelos portais do tempo.


Com a chegada de Jacob, a rotina no orfanato, comandado pela Srta. Peregrine, muda aos poucos, porque ele traz as recordações de quando o avô convivia com as crianças, que nunca chegaram a envelhecer, devido ao fato de estarem paradas no tempo. Em especial Emma, uma garota que domina o fogo e que era apaixonada pelo avô de Jacob, na época que tinham, fisicamente, a mesma idade.

A escrita de Riggs é gostosa e consegue entreter nos pontos mais parados do livro, não deixando o leitor se entediar, uma vez que, apesar da premissa, ele não tem muita ação, com exceção da sua parte final. Como toda a história de super-heróis, este primeiro livro, de uma trilogia, concentra-se em apresentar os personagens, os inimigos e a arena em que eles se enfrentam, estabelecendo poderes e limites. A promessa de ação fica para a continuação.


Antes de terminar a resenha, vale destacar o detalhe que mais chamou a atenção de quem acompanhava a trajetória do livro: as fotos que estão espalhadas por grande parte de suas páginas. Elas são bizarras, assustadoras, na sua maioria, e, realmente, possuem relação com o que acontece na história. Contudo, em algumas partes, fica óbvio o fato do autor forçar situações e acontecimentos que expliquem os retratos, e não o contrário. Isso não chega a incomodar, nem a estragar nada, mas poderia ter sido aplicado em menor quantidade, ou apenas naquelas que realmente tivessem uma ligação natural com o que acontece com os personagens.


O Orfanato da Srta. Peregrine para crianças peculiares é o início de uma aventura juvenil que promete muitas emoções e surpresas. A fórmula usada já é sucesso nas páginas dos quadrinhos, e isso é um mérito e não um defeito. Tanto que, na última página, o leitor se sentirá quase obrigado a comprar a continuação.

Ah, o livro terá uma adaptação para o cinema, mas, pelo trailer abaixo, quem já leu o livro sabe que terá diferenças grandes e importantes, que podem decepcionar bastante, inclusive na troca, ou na exclusão, de Emma, simplesmente a segunda personagem mais importante da história.

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O Papel de Parede Amarelo - Charlotte Perkins Gilman

Este clássico da literatura feminista foi publicado originalmente em 1892, mas continua atual em suas questões. Escrito pela norte-americana Charlotte Perkins Gilman, ele narra, em primeira pessoa, a história de uma mulher forçada ao confinamento por seu marido e médico, que pretende curá-la de uma depressão nervosa passageira. Proibida de fazer qualquer esforço físico e mental, a protagonista fica obcecada pela estampa do papel de parede do seu quarto e acaba enlouquecendo de vez. Charlotte Perkins Gilman participou ativamente da luta pelos direitos das mulheres em sua época e é a autora do clássico tratado Women and Economics, uma das bíblias no movimento feminista. Esta edição de O papel de parede amarelo, que chega às livrarias pela José Olympio, traz prefácio da filósofa Marcia Tiburi
GILMAN, Charlotte Perkins. O Papel de Parede Amarelo. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 2016. 112 p.  

Apesar de O Papel de Parede Amarelo ser um clássico da literatura feminista, eu não o conhecia. Foi publicado originalmente em 1892, mas o seu conteúdo é tão atual que se tivessem me falado que foi realmente publicado esse ano, eu acreditaria facilmente. O texto é totalmente crítico e é tão coberto de metáforas que precisa ser lido com muita atenção.

A trama gira em torno de um casal que se muda temporariamente para uma casa de campo. John, que é médico, acredita piamente que a tranquilidade do local irá curar a sua mulher que está sofrendo de uma "doença dos nervos". Os dois ficam em um quarto no andar superior da casa que é totalmente coberto por um papel de parede amarelo horrendo, do qual a mulher odeia logo de cara. Apesar de ter pedido para trocar de quarto, seu pedido é totalmente ignorado pelo marido e ela passa a ficar cada vez mais obcecada com o papel de parede.

John não permite que a mulher saia, que ela escreva, faça as coisas que gosta e, para piorar, vive a tratando com um descaso enorme. Já que não pode fazer nada, o que resta é tentar desvendar os segredos e os padrões contidos no papel de parede. A narrativa mostra claramente como a mulher era tratada naquela época: nunca era levada a sério e sempre dependente de um homem; quando não é o marido, é o pai.

É impossível não perceber o sofrimento daquela mulher, sendo totalmente controlada por um homem. O pior é que ela se sente totalmente dividida em relação ao marido, já que, tecnicamente, ele faz tudo para ele, mas ao mesmo tempo não a deixa confortável, não a deixa ser ela mesma. Com o passar do tempo, seu psicológico fica cada vez mais afetado. Apesar de ser um conto curto, não é fácil de ser digerido por causa da situação em que a heroína se encontra.

O livro conta com um texto de apresentação feito por Marcia Tiburi e também um posfácio que praticamente traduz o conto para nós, ou seja, se o leitor tiver alguma dificuldade ou dúvida durante a leitura, não precisa entrar em desespero. É narrado em primeira pessoa, em forma de diário, pela mulher e é um pouco difícil de acreditar nos fatos que ela narra, já que sua obsessão pelo papel de parede fica tão grande que sua sanidade mental desse ser questionada.

O conto em si não é tão aterrorizante quanto dizem, pelo menos não quanto à narrativa. O que dá medo mesmo é a situação desprezível em que a mulher se encontra e a mensagem que ele passa (não assim, de mão beijada, é claro): uma crítica visível sobre a desigualdade de gênero e a opressão vivida pelas mulheres.


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Novidades #136: Ler Editorial

Olá pessoal, tudo bem?

Hoje passo só para contar para vocês uma super promoção da Ler Editorial esta semana. Até o dia 28/05, na compra de 2 livros na loja virtual da Editora, o leitor recebe junto um exemplar de Mia nas Entrelinhas.



Como já dizia Rubem Alves: 'Ah! Como as entrelinhas são importantes. É nelas que estão escritas as coisas que só a alma consegue entender!' E nas entrelinhas destas páginas o leitor encontrará muitas respostas. Em uma leitura leve e despretensiosa, a autora nos faz refletir sobre temas como a vida, os sonhos, a fé e o amor. Entrelinhas é uma obra para ser saboreada em cada detalhe, cada frase, com o coração e a alma da sensibilidade.

Ótima oportunidade para conhecer os livros da Editora, não acham?

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Resultado: Aniversário Conjunto da Obra




Olá pessoal, como vocês estão?

Eu estou muito, MUITO feliz, especialmente hoje: dia 25 de maio, dia do aniversário do Conjunto da Obra, um espaço que tem feito parte da minha vida nos últimos 5 anos. Sei que nem sempre tenho a disponibilidade e a disposição que gostaria para manter o blog atualizado, mas cada vez que eu realizo uma tarefa, sinto como se tivesse saído de uma sessão de terapia, de tão bem que me faz. Eu adoro escrever aqui, adoro compartilhar opiniões sobre literatura, adoro ver o que os outros blogueiros compartilham e adoro receber esse carinho de quem lê.

Essa Promoção de Aniversário foi a minha maior prova de que o blog tem muito a crescer ainda, mas que o que ele já alcançou valeu muito cada pequeno esforço. Agradeço a vocês todos a participação, os comentários, as mensagens que recebi no Facebook. O retorno que tive de vocês nesse último mês - e em toda a história do blog - e o apoio nesse momento tão complicado da minha vida acadêmica me deu mais força para continuar a escrever pelos próximos 5, 10 anos, pelo menos. Vocês nem têm ideia da importância que têm. Obrigada, obrigada, OBRIGADA.

Quero agradecer em especial ao Carlos e à Ana, que se entregaram a esse projeto com tudo, e que têm sido essenciais para a construção do blog. Eu, que tinha um receio danado de selecionar colunistas, hoje não me vejo sem vocês. E também à Sofia, que precisou deixar a equipe, mas que exerceu seu papel com uma dedicação sem igual pelo tempo que pode.

Agradeço ainda aos blogueiros que sempre topam minhas propostas, independente de quão arriscadas e malucas sejam elas, e aos que, de qualquer forma, tenham participado desses cinco anos do blog. O Conjunto da Obra não seria nada sem isso e, por isso, tenho uma dívida com vocês.


E como eu sei que tem muita gente ansiosa pelo resultado da Promoção de Aniversário, nada mais justo que dar esse presente para alguns dos leitores no dia do aniversário do blog, não é mesmo?

Bom, os resultados no formulário abaixo seguem a seguinte ordem:
Lembro que o 1º e o 3º premiados na Promoção foram definidos pela quantidade de entradas, e não por sorteio.

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A 1ª colocada da Promoção foi Andreza Galvão, que totalizou 330 pontos! Na 3ª colocação, houve empate, com 327 pontos cada, entre Larissa Oliveira (1) e Luciane Rodrigues (2), numeradas pela ordem alfabética. O sorteio entre as duas foi realizado pelo random.org, e a ganhadora foi Larissa Oliveira, conforme print abaixo:


Parabéns a todos que ganharam, entrarei em contato em breve para envio dos dados. Não esqueçam que, após o recebimento do email, deve ser respondido em 48 horas.

Obrigada a todos pela participação! Se não ganhou, não fique triste, tem mais promoções com inscrições abertas no blog, quem sabe seja a sua chance ;)


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Turma da Mônica: Lições - Lu e Vitor Cafaggi

Sinopse: Mônica, Cebolinha, Magali e cascão cometem um erro grave na escola. Agora terão que encarar as consequências. E elas não serão poucas! Depois do sucesso de Laços, os irmãos Vitor e Lu Cafaggi retornam aos clássicos personagens de Mauricio de Sousa em Lições, mostrando o real valor da palavra amizade nesta turma. (Skoob)
CAFAGGI, Lu e Vitor Turma da Mônica: Lições. Editora Panini, 2015. 82 p.

O segundo trabalho dos irmãos Cafaggi à frente da Turma da Mônica é muito mais intimista e profundo do que o primeiro. Ele me surpreendeu nos traços, mais artísticos e bonitos, nas cores, menos saturadas e dispersas, nas formas dos personagens, mais detalhadas e expressivas, e, principalmente, no teor da mensagem moral que é entregue.

Na verdade, posso afirmar que toda a história me deixou depressivo. Não porque ela seja triste, mas porque ela demonstra, de forma muito clara, três coisas: como é doloroso amadurecer; como os pais, na sua gigantesca maioria, não tem a menor ideia do que os filhos pensam e passam; e como os filhos não tem abertura, ou incentivo, para expressarem seus problemas, seus desejos, seus medos, seus sentimentos perante os adultos.


Por terem esquecido de fazer o dever de casa, Cebolinha convence Cascão, Mônica e Magalí a matarem aula. Na fuga do colégio, ao pular o muro, Mônica cai e quebra o braço. A consequência disso é a suspensão por uma semana e o castigo de ficarem separados de segunda a sexta-feira. Os pais de Mônica vão um pouco mais além e a transferem de colégio. Ela só poderá ver os amigos nos sábados e domingos.

A partir de então, são impostas, aos quatro, mudanças de hábitos: Cebolinha terá que frequentar uma fonoaudióloga; Cascão terá que aprender a nadar, ou seja, entrar na água; Magalí terá que aprender a se comportar à mesa e a controlar suas refeições; e Mônica terá que se adaptar a novos colegas, que não conhecem sua fama de durona.


Turma da Mônica: Lições é uma obra ambiciosa pela complexidade do enredo. Ela não se contém apenas em apertar nosso coração, mas ela também extrapola todas as barreiras impostas aos quatro amigos, que, de certa forma, são o que definem cada uma de suas personalidades. Além de enfrentarem a solidão que sentem por estarem separados, eles terão que aprender a controlar e superar suas próprias limitações, seus defeitos físicos e de comportamento.

Isso é crescer, é amadurecer. E é doloroso. Ainda mais quando os pais dos quatro não têm a menor sensibilidade do que eles estão enfrentando. Os pais de Cascão não oferecem apoio ao medo que o garoto tem da água; os de Cebolinha não reparam em como ele apanha do Tonhão no colégio, uma vez que não tem mais a proteção da Mônica; os de Magalí não controlam o apetite da menina e a matriculam em um curso de etiqueta, onde a professora a ridiculariza na frente das outras alunas; e os da Mônica não tem a menor ideia de como a filha é forte e de como ela se sente abandonada no meio de um ambiente estranho e hostil, que é o novo colégio.


Esta edição é, emocionalmente, muito forte. E cada quadrinho, cada composição de cena, cada posicionamento dos personagens é feito de forma a expressar toda a angústia e dificuldade que os quatro amigos enfrentam. Como nas partes que eles brincam separados por paredes, através de janelas, escondidos, de noite, à distância, uma vez que não podem ficar juntos. É triste, mas é lindo como a amizade deles persiste e é mais forte do que qualquer imposição dos adultos.

E no fim da história, quando os quatro estão prestes a vencer todas as suas barreiras, os autores paralisam a cena, deixando para o leitor imaginar como é essa passagem da inocência para algo mais maduro, algo menos belo.


Mas nada nos prepara para o último quadrinho, quando já estamos convencidos de que eles aceitaram a nova fase, somos presenteados com um único quadrinho, um único balão com três pequenas palavras, uma única expressão no rosto da Mônica, que nos mostra como eles continuam sendo a mesma turminha.


É difícil não chorar e rir ao mesmo tempo.

Ah, só uma pequena reclamação: pela pequena introdução feita por Maurício de Souza no início da edição, acho que ele entendeu o mesmo que os pais dos quatro meninos, ou seja, nada.

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Pasta Senza Vino - Eduardo Krause

Sinopse: Na Florença dos anos 60, o jovem Antonello Bianchi é um italiano indolente, machista e metido a conquistador. Sua única ocupação é atrair clientes para o restaurante em que trabalha (ou para si, quando for una bella donna). Essa vida de aventuras amorosas sofre uma virada quando ele conhece uma turista carioca, que o leva a atravessar o oceano para compreender o próprio coração. Em tom leve e envolvente, Eduardo Krause apresenta um romance com sabor e graça, os ingredientes da boa literatura. (Skoob)
KRAUSE, Eduardo. Pasta Senza Vino. Porto Alegre: Terceiro Selo, 2014.

Admito que nunca havia ouvido falar sobre Pasta Senza Vino ou sobre o autor Eduardo Krause antes do contato da Oasys Cultural para resenha do livro. Não por isso deixaria passar a oportunidade de conhecer mais um autor nacional que tinha em seu livro uma ótima proposta de enredo e, muito embora tenha demorado um pouco a iniciar a leitura por conta da necessidade de me organizar neste período do ano, encontrei nas suas páginas uma escrita envolvente e uma história deliciosa.

Pasta Senza Vino narra, em primeira pessoa, a vida de Antonello, um italiano de Firenze assumidamente marpione, palavra italiana que designa os homens "especialistas em cortejar mulheres em qualquer lugar, a qualquer hora". Até mesmo seu emprego é usado como um meio para isso, e o italiano só muda após conhecer uma brasileira que mexe profundamente com ele.

A escrita de Eduardo Krause mistura, na narrativa em português, termos italianos, o que dá maior credibilidade à trama, pois o contato com a língua pátria de Antonello auxilia na caracterização do próprio personagem. Essa composição até é um pouco complicada para quem não está habituada à língua, como é o meu caso, mas nada que atrapalhe a leitura, especialmente porque, depois de imerso na história, essa diferenciação da linguagem deixa de se destacar, dando espaço devido ao romance, tão somente.
 
"- Pasta senza vino è come un bacio senza amore.
'Massa sem vinho é como um beijo sem amor'"

Particularmente, Antonello está longe de ser um personagem para com o qual guardo algum tipo de admiração ou respeito. Ele representa muito do que eu desprezo em uma pessoa: falta de compromisso, infidelidade, malandragem. É automático imaginar que, se não houve identificação com o protagonista, o envolvimento com o romance estaria comprometido. Para minha surpresa, neste caso, não foi isso o que aconteceu. Apesar de não gostar de Antonello e discordar das atitudes dele, eu torcia, mesmo assim, para que as coisas dessem certo, principalmente porque a história de Pasta Senza Vino foi além de um romance entre homem e mulher.

A paixão, aliás, foi o que menos me envolveu na leitura, mas eu adorei acompanhar as peripécias de Toni com Nicola, conhecer a história do velho Gennaro, ver o resgate da relação entre familiares, e sofrer com as trapalhadas com o chefe Duccio e o colega Giuseppe.

"- Toni, olhe para mim.
Em um reflexo, obedeço. Então ela me beija. Enquanto sinto sua língua na minha, coloco uma mão em sua cintura e outra em sua nuca, envolvendo seus cabelos entre meus dedos. Aline tem um perfume frutado. Duas frutas misturadas. Mas não sei dizer quais são.
- Calma, Toni... precisamos de ar.
- Mais que isso: precisamos de vinho. Aceita?
- Vino sempre!"

Se, por um lado, Aline, la donna que mudou Antonello, pouco importava para mim, Karolina realmente fez a diferença na trama. Quando percebi, era por ela que eu torcia, era com ela que eu queria que o final feliz chegasse. Nesse ponto, fui surpreendida novamente, já que Eduardo Krause conduziu o enredo a descobertas inesperadas e a uma reviravolta entre Antonello e Aline que modificou todo o resto, sem deixar o marpione perder sua principal característica em momento algum.

Pasta Senza Vino me conquistou com uma trama inovadora e tradicional ao mesmo tempo, que por suas tantas características inesperadas me surpreendeu positivamente, arrancou alguns sorrisos e, mesmo com um protagonista que está longe de estar entre meus favoritos, conseguiu um lugar cativo entre os livros nacionais que  me encantaram.

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Promoção: Open House Cantar em Verso

Olá, leitores.

O blog Cantar em Verso está de casa nova e por isso resolveu fazer uma promoção para reunir alguns blogs amigos para presentear seus leitores. Claro que o Conjunto da Obra não poderia ficar de fora!
Antes de garantir a sua participação, conheça o novo blog, que está com layout novo e que terá algumas novidades em breve.

PRÊMIO
Box de trilogia Jogos Vorazes


BLOGS PARTICIPANTES


REGRAS

    • O prêmio será entregue pelo blog Cantar em Verso em um prazo de 60 dias à partir da data de divulgação do resultado;
    • O participante deve morar ou ter endereço de entrega no Brasil;
    • O blog não se responsabiliza por danos, roubos, extravios dos Correios;
    • As opções do formulário referentes ao Facebook os participantes são obrigados a curtir a página e não apenas visita-las;
    • É importante curtir e seguir os links indicados em modo público, caso contrário não temos como conferir se o(a) ganhador(a) cumpriu com a regra;
    • A promoção ficara ativa do dia 20 de Maio ao dia 20 de Junho;
    • O vencedor devera responder o e-mail com os dados solicitados em um prazo de até 48 horas, caso contrário um novo sorteio será feito.
      FORMULÁRIO

      Boa sorte!

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