Conjuntando #78: Livros para presentes

Natal está chegando e para os apaixonados pela leitura é sempre uma época que gera aquela expectativa sobre se ganharemos algum livro, não é? E pensando naqueles nossos amigos que ainda não se aventuram tanto por esse mundo mágico, torna-se também uma ótima oportunidade de presentear com um livro para atraí-los para o nosso lado, não acham?

Pensando nisso, resolvi trazer algumas dicas de livros que podem ser tornar opções de presentes para pessoas com os mais variados gostos literários.

Cartas secretas jamais enviadas
Onde comprar: Amazon


Sinopse: Você já desejou poder voltar no tempo e dar conselhos para si mesmo? Já quis ter coragem de falar como é forte o amor que sente por alguém? Alguma vez já se perguntou por que uma pessoa importante na sua vida parou de falar com você? A partir de contribuições anônimas, Emily Trunko reuniu nesta coletânea cartas que revelam segredos profundos de quem as escreveu. Afinal, muitas vezes o único jeito de lidar com nossos sentimentos mais intensos — seja um amor incondicional ou uma perda irreparável — é botando tudo no papel. A leitura destas cartas nos permite mergulhar na vida de seus remetentes e, ao mesmo tempo, redescobrir nossa própria história e perceber que, mesmo nos piores momentos, não estamos sozinhos.


Além de ser um belíssimo exemplar, com capa dura e uma mistura de cores linda, Cartas Secretas Jamais Enviadas é também um livro intenso, que explode em sentimentos, mesmo quando diz pouco.

Amor em Manhattan
Onde comprar: Amazon

Sinopse: Calma, competente e organizada, Paige Walker adora um desafio. Depois de passar a infância em hospitais, ela quer mais do que tudo provar seu valor – e que lugar pode ser melhor para começar sua grande aventura do que Nova York? Mas quando ela perde seu emprego dos sonhos, Paige vai descobrir que o maior desafio será ser sua própria chefe! Só que abrir sua própria empresa de organização de eventos e concierge não é nada comparado a esconder sua paixonite por Jake Romano, o melhor amigo do seu irmão e o solteiro mais cobiçado de Manhattan. Mas quando Jake faz uma excelente proposta para a empresa de Paige, a química entre eles acaba se tornando incontrolável. Será que é possível convencer o homem que não confia em ninguém a apostar em um felizes para sempre? O primeiro livro da série para "Nova York, com amor" traz um enredo empolgante e divertido, com personagens superando situações inusitadas em busca do seu final feliz.

Para aqueles que amam um filme de comédia romântica, Amor em Manhattan é a indicação perfeita. Leve e divertido, o livro parece aqueles filmes de sessão da tarde.

A forma da água
Onde Comprar: Amazon

Sinopse: Richard Strickland é um oficial do governo dos Estados Unidos enviado à Amazônia para capturar um ser mítico e misterioso cujos poderes inimagináveis seriam utilizados para aumentar a potência militar do país, em plena Guerra Fria. Dezessete meses depois, o homem enfim retorna à pátria, levando consigo o deus Brânquia, o deus de guelras, um homem-peixe que representa para Strickland a selvageria, a insipidez, o calor — o homem que ele próprio se tornou, e quem detesta ser.
Para Elisa Esposito, uma das faxineiras do centro de pesquisas para o qual o deus Brânquia é levado, a criatura representa a esperança, a salvação para sua vida sem graça cercada de silêncio e invisibilidade. Richard e Elisa travam uma batalha tácita e perigosa. Enquanto para um o homem-peixe é só objeto a ser dissecado, subjugado e exterminado, para a outra ele é um amigo, um companheiro que a escuta quando ninguém mais o faz, alguém cuja existência deve ser preservada.
Mistura bem dosada de conto de fadas, terror e suspense, A forma da água traz o estilo inconfundível e marcante de Guillermo del Toro, numa narrativa que se expande nas brilhantes ilustrações de James Jean e no filme homônimo, vencedor do Leão de Ouro em 2017. Uma história cinematográfica e atemporal sobre um homem e seus traumas, uma mulher e sua solidão, e o deus que muda para sempre essas duas vidas.

Sabe aquele tipo de livro que parece poesia? Assim é A forma da água. O livro faz pensar sobre a sociedade, mas traz aquele sopro de esperança de algo melhor por vir, usando, para isso, de metáforas bem construídas.

Sonhos de Avalon
Onde Comprar: Amazon

Sinopse: Quem nunca sonhou em viver na Idade Média com Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda? E se todas as versões já retratadas fossem uma tentativa de Merlin, poderoso feiticeiro do rei, de mudar o destino?
O primeiro volume de Sonhos de Avalon traz a história de Melissa, uma jovem do século XXI, predestinada a voltar à Idade Média para se casar com Arthur e salvar a Britânia e a magia. Porém, quando sentimentos são envolvidos os resultados podem ser imprevisíveis.
Dividida entre a responsabilidade que lhe foi dada e a voz de seu coração, Melissa terá que tomar uma decisão que mudará sua vida e a de todos que a cercam.




Para aqueles que gostam de uma boa fantasia, cheia de aventuras e mistérios, Sonhos de Avalon, que faz uma nova leitura da lenda do Rei Arthur, é uma ótima dica.

Outlander: A viajante do tempo
Onde Comprar: Amazon

Sinopse: Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros. Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro das Terras Altas, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo pelo escocês. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?


O primeiro livro de Outlander é sempre uma dica a ser considerada. Além de ter uma história com um tiquinho de fantasia e um romance apaixonante e envolvente, a trama ainda é detalhista ao abordar aspectos históricos e nunca falha em adicionar cenas de lutas e aventura. É aquele tipo de livro que cativa todo o tipo de leitor e pouco importa que a série tenha mais de sete livros enormes - na verdade, todo mundo quer mais.

Essas são algumas das minhas dicas. E vocês, quais livros recomendam para presente nesse natal?

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Uma coisa absolutamente fantástica - Hank Green

Em seu aguardado livro de estreia, Hank Green traz a história original e envolvente de uma jovem que se torna uma celebridade sem querer — mas logo se vê no centro de um mistério muito maior do que poderia imaginar. Enquanto volta para casa depois de trabalhar até de madrugada, a jovem April May esbarra numa escultura gigante. Impressionada com sua aparência — uma espécie de robô de três metros de altura —, April chama seu amigo Andy para gravar um vídeo sobre a aparição e postar no YouTube. No dia seguinte, a garota acorda e descobre que há esculturas idênticas em dezenas de cidades pelo mundo, sem que ninguém saiba como foram parar lá. Por ter sido o primeiro registro, o vídeo de April viraliza e ela se vê sob os holofotes da mídia mundial. Agora, April terá de lidar com os impactos da fama em seus relacionamentos, em sua segurança, e em sua própria identidade. Tudo isso enquanto tenta descobrir o que são essas esculturas — e o que querem de nós. Divertida e envolvente, essa história trata de temas muito relevantes nos dias atuais: como lidamos com o medo e o desconhecido e, principalmente, como as redes sociais estão mudando conceitos como fama, retórica e radicalização. (Skoob)

Livro recebido como cortesia da Editora
GREEN, Hank. Uma coisa absolutamente fantástica. Seguinte, 2018. 344 p.


Uma coisa absolutamente fantástica tem um título irônico; ao menos para mim, por falta de uma palavra melhor, porque enquanto lia esse termo mudou de significado, parou de significar algo bom. É uma coisa absolutamente fantástica? Sim! E ainda é, mas não é algo realmente bom, algo que você possa separar nesse dualismo bom e mau, e estou falando de diferentes assuntos: Carls, internet, fama... quem é Carl? É o ponto principal da história.

A primeira pessoa a vê-lo(s), a parar e prestar atenção, foi April May, que encontrou um dos Carl no meio de uma rua de madrugada. Ela iria passar direto sem ligar, ela passou, mas então voltou, olhou-o e ligou para seu amigo Andy, para fazer um vídeo sobre ele, porque Carl (como ela nomeou) era um robô gigante estilo Transformers e aquilo era absolutamente fantástico, e como alguém que admira/trabalha com arte, ela tinha que divulgar aquela obra belíssima. O que April, Andy ou ninguém sabia, era que aquele robô apareceu em diferentes cidades no mundo todo e ninguém pode dizer de onde eles vieram.

Por ser a primeira pessoa a gravar um vídeo, a postá-lo, April vira uma celebridade do dia para noite, a porta-voz dos Carls, chamada em todo canto para ser ouvida e por que não ir? Ela não se importa com tudo isso de fama e famosos e pode muito bem ganhar em cima enquanto a querem. Até que April May se importa demais com tudo isso e sua vida já não é mais a mesma. E o quê e de onde os Carls vieram mesmo?

"Quero que a ideia de April May contrabalance a ideia dos Carls. Se eles são poderosos, vou ser fraca. Se são assustadores, vou ser fofa. Se são extraterrestres, vou ser humana."

Eu quero matar Hank Green. Tipo assim. Só de leve. Só fazê-lo sofrer um pouco. Como ele pode finalizar o livro desse jeito? Eu quero mais! Eu quero mais, eu quero uma continuação, eu quero saber o que vem depois e nem gostei do livro tanto assim. Vai entender. Para mim, ficou faltando um resolução dos problemas e dos mistérios; eu entendi a história que ele quis passar sobre internet e fama e como elas mudam as pessoas sem perceber, mas comigo não cola isso. Se você me apresenta um problema, eu quero a solução, não adianta dizer que não importa, porque se não importasse não estaria lá.

Outra coisa que não gostei foi... bem, April. Antes de mais nada, saiba disso, esteja ciente disso: April May é uma cretina. Eu gostei da história, mas não da protagonista. Foi estranho. Foi a primeira vez que algo assim aconteceu. Eu já encontrei personagens com ações duvidosas que gostei, que penso até o que isso significa de mim, mas... não consegui sentir nenhuma empatia por April. Ela cavou o próprio buraco ciente disso. O estranho é que eu gostei da narração dela, mas não dela como protagonista, agindo, porque, meu Deus, que cretina. Aí, quando eu estava quase gostando dela, quase o finalzinho do livro, foi como se nada tivesse mudado e ela fosse novamente a cretina de sempre.

Mas eu gostei da história. Eu já disse o quanto isso é novo para mim e foi uma coisa absolutamente fantástica?

"(...) só dá para fingir até certo ponto antes de se tornar quem se está fingindo ser."

Eu adoro livros de ficção científica e esse é um deles, que engloba outros gêneros, como mistérios, um pouco de suspense, "o que vai acontecer depois?", com uma pitada de romance no meio, além de te fazer refletir sobre esse tema de mídias e popularidade, que dizemos que não nos importamos, mas vivemos com medo de sermos julgados. Só estou citando por alto esses pontos, porque não quero entregar spoiler, e a construção de tudo é ao decorrer das páginas, é algo que você vai assimilando aos poucos sem ser dito, o que com certeza conta muito, porque nem todos escritores conseguem seguir aquela regra do "mostrar e não dizer" que os perseguem.

Um ponto a mais do autor foi quanto ao fato de April não ser hétero, porque eu não sabia disso ao ler a sinopse e até me pegou de surpresa, porque normalmente está lá. E eu amei isso não estar. Porque a orientação sexual de April não importa para a história, não é o ponto central do livro, não faria diferença significativa se ela fosse hétero ou não, essa é apenas mais uma característica dela. E precisamos de personagens LGBTQIA+ (eu gosto do alfabeto completo) que apenas são diversos em suas sexualidades sem precisar abordar isso, tê-los apresentados como normal, porque isso é, eles são; ter personagens assim é tão importante quanto ter personagens que descobrem e aceitam quem são.

"Somos todos indivíduos, mas o fato de estarmos junto é muito maior. Se isso não for protegido e acalentado, nosso futuro é tenebroso."

Enfim, não leia pensando que está lendo John Green, quer você goste dele ou não, porque são histórias diferentes, com focos diferentes. Eu gostei de Uma coisa absolutamente fantástica e definitivamente leria a continuação, embora eu vá querer bater na April um pouquinho se ela continuar desse jeito. Ou pior. Deus nos livre dela estar pior.


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A Duquesa Feia - Eloisa James

Sinopse: Baseado na história O Patinho Feio, esse é o terceiro volume da série Contos de Fadas.
Como ela ousa achar que ele a ama, quando Londres inteira a chama de Duquesa Feia?
Theodora Saxby é a última mulher com quem se poderia esperar que o lindo James Ryburn, herdeiro do ducado de Ashbrook, se casasse. Mas depois de um pedido romântico feito na frente do próprio príncipe, até a realista Theo se convence de que o futuro duque está apaixonado.
Ainda assim, os tablóides dizem que a união não durará mais do que seis meses.
Em seu íntimo, Theo acredita que os dois ficarão juntos para sempre… até que ela descobre que o que James desejava não era seu amor, mas seu dote.
E a sociedade, que primeiro se chocou com seu casamento, se escandaliza com sua separação.
Agora James precisará enfrentar a batalha de sua vida para convencer Theo que ele amava a patinha feia antes que ela se transformasse em cisne. E Theo logo descobrirá que, para um homem com alma de pirata, vale tudo no amor – e na guerra.

Livro recebido em parceria com a Editora
JAMES, Eloisa. A Duquesa Feia. Contos de Fadas #3. Editora Arqueiro, 2018. 272 p.


Por diversas vezes senti que os romances de época estavam entrando na linha da mesmice e, por essa razão, quase pensei em não ler mais livros do gênero. É estranho, ainda mais quando romances nesse estilo sempre me divertiram e foram uma fonte de leituras descontraídas e descompromissadas. Só que esses livros não estavam mais conseguindo me prender e as leituras estavam se tornando um tanto arrastadas. Por isso, comecei A Duquesa Feia meio reticente, já pensando que seria mais uma decepção que me faria largar de vez os romances de época. Sorte a minha estar enganada, não?

O livro conta a história de Theo e de James, que cresceram quase como irmãos, mas que perceberam estar apaixonados. O único problema é que James só se declarou para Theo por uma imposição de seu pai e as palavras de amor nem eram verdadeiras até ele proferi-las e perceber que, na verdade, eram. Por isso, o que parecia um belo conto de fadas acaba logo depois da noite de núpcias, quando Theo descobre a imposição do Duque a James. Theo manda James embora para sempre e decide refazer sozinha o patrimônio que o Duque dilapidou.

"Nas semanas e nos anos seguintes, quando olhasse para trás, ela identificaria aquele instante como o momento exato em que seu coração se partiu em dois. O momento que separou Daisy de Theo, o tempo Antes e o tempo Depois."

Como todo romance de época, a trama não traz grandes inovações e é bastante previsível, mas tem algo na escrita de Eloisa James que envolve e faz querer saber o que acontece em seguida. Os capítulos não são muito longos, o que dá velocidade à leitura, e intercalam entre os pontos de vista dos dois protagonistas. Devo confessar que aconteceram algumas coisas um tanto quanto inesperadas nessa história - como piratas e tudo o mais -, mas exatamente por essa inovação a história saiu da mesmice e conseguiu me fisgar.

A protagonista, Theo, é uma mulher forte e determinada. Tanto que, quando foi magoada, ela não teve medo de mandar todo mundo embora e enfrentar sozinha as dificuldades de cuidar de um ducado - e fez isso muito bem. Eu a adorei por ser fora dos padrões, por ser imprevisível e irônica, por erguer a cabeça e seguir em frente, sem perder sua leveza.

"Os dias haviam sido longos, por vezes preenchidos com aventuras violentas, mas de algum modo os anos tinham sido curtos."

Claro que não gostei de algumas coisas no livro, como a ausência de James e sua falta de coragem de lutar por Theo de início. Mas, ao mesmo, tempo, senti que isso foi necessário, para que os personagens pudessem crescer e se tornar a melhor versão de si mesmos. O reencontro foi a parte mais divertida do livro, e ela não teria acontecido se a parte "ruim" não tivesse ocorrido.

Embora o romance entre os dois aconteça de forma rápida, Eloisa James conseguiu construí-lo de um modo factível. Percebi-me completamente envolvida com o casal, torcendo por eles, e eles têm uma química incrível.

Li o livro em três noites - o que é muito, considerando que estava em uma semana intensa de estudo, em que não conseguia dar atenção para quase nada além de leis e livros de Direito. Mas a trama é tão fluida, divertida e envolvente, que nem vi a história passar, e fiquei querendo mais.


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Céu sem Estrelas - Iris Figueiredo

Sinopse: Um romance sensível e envolvente sobre autoestima, família e saúde mental.
Cecília acabou de completar dezoito anos, mas sua vida está longe de entrar nos trilhos. Depois de perder seu primeiro emprego e de ter uma briga terrível com a mãe, a garota decide passar uns tempos na casa da melhor amiga, Iasmin. Lá, se aproxima de Bernardo, o irmão mais velho de Iasmin, e logo os dois começam um relacionamento.
Apesar de estar encantado por Cecília, Bernardo esconde seus próprios traumas e ressentimentos, e terá de descobrir se finalmente está pronto para se comprometer. Cecília, por sua vez, precisará lidar com uma série de inseguranças em relação ao corpo — e com a instabilidade de sua própria mente.
“Uma história brilhante sobre encontrar a sua força mesmo quando não há esperanças. Iris escreve com uma sensibilidade incrível e dá voz aos jovens que vivem a busca constante pelo seu lugar no mundo.” – Vitor Martins, autor de Quinze Dias (Skoob)

Livro recebido como cortesia da editora
FIGUEIREDO, Iris. Céu sem estrelas. Seguinte, 2018. 351p.


Céu sem estrelas é contado em primeira pessoa a partir das perspectivas de Cecília e Bernardo. Cecília é uma menina acima do peso, com problemas de autoimagem, familiares e até sofre de doença mental. Bernardo é irmão da melhor amiga dela e tem problemas também familiares e de saber quem é e o que quer ser. Eles vão ter um relacionamento curto que vai fazer toda a diferença e, na parte 2 do livro, em que eles estão separados, nós vimos o quanto ele afetou cada um.

O livro é bem pesado. Eles mencionam a instabilidade da mente da Cecília na sinopse, mas não o suficiente para você imaginar o quanto ele é pesado. Se você tem algo que acha que não pode ser "engatilhado" de maneira nenhuma, talvez seja melhor não ler. E se você acha que pode lidar porque consegue em um filme ou série, eu acredito que por aqui ser narrado em primeira pessoa é muito mais difícil porque você se identifica mais ainda.

Eu gostei de tudo no livro. A construção do relacionamentos deles, deles como personagens. A Iasmin me irritou em uma parte do livro, mas no geral ela é uma ótima amiga, que simplesmente não sabe como ser uma amiga às vezes. Além da Cecília ser gordinha, ela tem uma amiga cadeirante e outra negra. E a negra, Stephanie, até tem um pouco de história e que faz diferença a raça dela. Já a Rachel é bem secundária. Cecília também tem uma prima lésbica que sofre preconceito da mesma tia que fala do peso dela.

A Cecília e o Bernardo são ambos leitores e vão conversar sobre e também emprestar entre si. A Cecília gosta de livros que fazem sentido com como ela se sente, em especial Sob a Redoma da Sylvia Plath, que é o que ela empresta para o Bernardo. Ele passa a saber mais sobre ela pelos livros. O Bernardo é fã de fantasia e empresta para ela uma distopia, A Revolução dos Bichos, e um do Arthur Conan Doyle, A Nuvem Envenenada. Além disso, ela também gosta de Jane Austen.

Apesar da seriedade do livro, tem uns momentos leves, engraçados, fofos. Alguns são esses que os dois conversam sobre cultura e eles fazem até um acordo meio Lara Jean e Peter de ver o filme que o outro gosta.

A Cecília tem vários problemas difíceis, mas ela também possui um bem comum que é a dúvida do curso que escolher na universidade, que muitos podem se identificar. O Bernardo também sente um pouco disso porque desistiu de cursar Psicologia por Engenharia Mecânica. Ele se sente vazio, também porque não possui amigos como os da Cecília, mas só pessoas com quem sair e jogar conversa fiada. Já a Cecília ainda não fez nenhum amigo na faculdade e não tem vida social. 

Pela capa e o pouco que eu sabia da história, eu nunca imaginaria que teria uma carga emocional tão grande. Esse livro não só é entretenimento, como é necessário, principalmente pelas opções de ajuda que ele aponta. Ele é realista, não ultra-otimista ou ultra-pessimista. Eu tenho um blog aqui onde eu coloquei um podcast que ajuda as pessoas que possuem alguma doença mental e como lidar com isso, que é uma coisa que a Cecília comenta que é bem difícil para as pessoas ao redor. O endereço é esse. Eu sei da importância de se tratar desses problemas há muito tempo, e por isso resolvi fazer isso.

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Top Comentarista - Dezembro


Demorei, mas estou de volta, e agora reorganizando tudo que deixei atrasar (inclusive os sorteios!).

Dezembro chegou e é hora de Top Comentarista. Tendo em vista que o natal é a época de trocar presentes, resolvi deixar o ganhador escolher os livros que irá receber, ao disponibilizar um vale presentes no valor de R$25,00 do Submarino para o prêmio da promoção esse mês, em vez da tradicional lista de livros. Gostam da ideia?

As regras da Promoção são semelhantes às dos meses anteriores. Para se inscrever é preciso:

  • Seguir o Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste Site" na barra lateral direita)
  • Ter endereço de entrega em território Brasileiro.
  • Preencher o formulário abaixo.
  • Comentar em todas as postagens publicadas no mês de dezembro, inclusive na resenha de Crooked Kingdom: Vingança e Redenção, exceto os de lançamentos de novas promoções. Seguidas todas as regras iniciais, para participar, basta preencher a primeira entrada do formulário. A primeira entrada confirma sua participação no Top Comentarista, enquanto as demais constituem chances extras, sendo opcionais.

Observações:

  • Serão considerados válidos os comentários nas postagens do mês de outubro se feitos até o dia 1º de janeiro. Ou seja, será concedido um dia a mais para que os participantes consigam comentar nas últimas postagens do mês.
  • O participante deve fazer comentários válidos, que demonstrem que a postagem foi lida. Não adianta dizer que está curioso para conhecer a história, isso não é suficiente, e o participante será desclassificado.
  • O vencedor será definido por sorteio, dentre os participantes que comentarem em todas as postagens do mês. Apenas depois de feito o sorteio será conferido se o sorteado comentou em todas as postagens do mês. Caso essa regra não seja cumprida, o mesmo será desclassificado, e um novo sorteio será realizado.
  • O sorteado receberá um vale presentes virtual no valor de R$25,00 para compras no site Submarino.
  • O sorteado será contatado por e-mail, tendo o prazo de 24h para fornecer seus dados. Caso não envie resposta no prazo, será realizado novo sorteio.
  • O prazo para envio dos prêmios é de 60 dias após o recebimento dos dados dos vencedores.
  • O Conjunto da Obra não se responsabiliza por extravio ou atraso na entrega dos Correios. Assim como não se responsabiliza por entrega não efetuada por motivos de endereço incorreto, fornecido pelo próprio ganhador e o livros não será enviado novamente;
  • A Equipe do Conjunto da Obra se reserva ao direito de dirimir questões não previstas neste regulamento.
  • Esta postagem também conta para o Top Comentarista.

a Rafflecopter giveaway

Boa sorte! ❤

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Crooked Kingdom: Vingança e Redenção - Leigh Bardugo

“Confiar na pessoa errada pode custar a própria vida.” Após se safarem milagrosamente de um ousado e perigoso assalto na notória Corte do Gelo, Kaz Brekker e sua equipe se sentem invencíveis. Mas o destino está prestes a dar uma perigosa guinada e, em vez de dividir uma vultosa recompensa, os seis comparsas terão que se munir de forças, de armas e de seus talentos para lutar pelas próprias vidas. Traídos e devastados pelo sequestro de um valioso membro da equipe, o Clube do Corvo agora conta com poucos recursos e aliados, e quase nenhuma esperança. Enquanto isso, forças descomunalmente poderosas se abatem sobre Ketterdam para desenterrar os segredos mais sombrios da potente droga conhecida como jurda parem, ao passo que antigos rivais e novos inimigos surgem para desafiar a perspicácia de Kaz e testar a frágil lealdade de seus parceiros. Agora, todos terão de enfrentar seus próprios demônios, e será preciso muito mais do que sorte para sobreviver à guerra que está se armando nas ruas obscuras e tortuosas desse implacável submundo – uma batalha por vingança e redenção que decidirá o futuro do mundo Grisha.
BARDUGO, Leigh. Crooked Kingdom: Vingança e Redenção. Six of Crows #2. Gutenberg, 2017. 448 p.


Em Six of Crows: Sangue e Mentiras, Inej foi sequestrada.

Depois da invasão a Corte de Gelo e o fato de todos estarem vivo e de terem sequestrado Kuwait, um Grisha Fabricador, filho do produtor de jurda parem, eles são traídos por Van Eck e Inej é pega como refém. Agora, os Corvos que restam devem unir-se mais uma vez para resgatar a Espectro e fazer Van Eck se arrepender de alguma vez vez ter cruzado o caminho deles.

O livro é maior do que o resgate de Inej. Isso é só o primeiro movimento de um jogo muito maior. O que Van Eck fez é uma traição, um pecado pelos olhos da cidade - eles fizeram um acordo, arriscaram suas vidas, e... e não ganharam nada? Kaz Brekker não trabalha de graça, nem nenhum dos seus aliados.

E eles querem o dinheiro que merecem, que sangraram e sofreram para ter.

E vingança, não redenção.

Mas todos têm seus próprios demônios para lidar e, do seu jeito, buscam a própria redenção, uma forma de expiar seus pecados, diminuir sua sombra, aliviar seu coração.


"Não há tempo para ficar constantemente se desculpando por existir. Mas, quando alguém faz algo errado, quando cometemos um erro, não dizemos que lamentamos. Prometemos reparações."

Inej se pergunta se seus Santos perdoarão seus pecados, todas as pessoas que matou, todas as mentiras que contou, o fato de que faria tudo de novo.

Nina está numa luta contra si mesma, porque, depois de consumir jurda parem, ela não é mais a mesma. Ela vive querendo mais uma dose, seus poderes não estão mais ao seu alcance, não a liga mais a outras vidas, tudo parece tão... feio, morto. Solitário.

Matthias... ele traiu seus votos, seu povo, tudo por uma garota e... tem que lidar constantemente com seu instinto, com as crenças que lhe ensinaram, que diz que Grishas são do mal, devem ser mortos, que a mulher que ama não é humana.

Jesper tem que lidar com a culpa. A culpa de que foi por sua causa que Inej foi capturada, que é por sua causa que seu pai perdeu a fazenda, que é por sua culpa que Kaz não confia nenhum pouco ao menos nele, que é por sua culpa que ele merece tudo isso.

Wylan... é outro culpado. Porque seu pai o ama, o amava, fez de tudo para que ele aprendesse a ler e... Van Eck merece um herdeiro capaz. E esse não é e nem nunca poderá ser Wylan.

E Kaz? Kaz tem a si mesmo para se preocupar. Ele é o seu pior inimigo, sua maior fraqueza; ele e sua busca por vingança, ele e seu repúdio por tocar em alguém com suas mãos nuas, ele e apenas ele.

"Os monstros realmente maus nunca se parecem com monstros."

Em comparação ao primeiro livro, eu não gostei muito desse, eu senti que faltou algo, o final-final, últimos capítulos, depois de resolver todos os rolos e tudo, foi um pouco rápido, não teve nem tempo de entrar em luto e eu já estava saindo dele, mas... que história.

Pode ficar sem sentido, contrariando o que eu já disse, mas eu gostei desse livro (sem comparar ao primeiro). Crooked Kingdom: Vingança e Redenção é bem escrito, com boas reviravoltas e planos birabolantes, a única coisa que te deixa meio assim, sem saber como reagir, é o final mesmo.

O final foi... teve um gosto agridoce. Dá uma esperança para uma continuação, te dá uma sensação que ainda não acabou, te faz pensar que esse não pode ser o fim. Não foi um final ruim, mas é apenas como se a autora não soubesse ou não quisesse ou, não sei, ela apenas não queria deixar muito triste ou muito feliz e cuidadosamente balanceou tudo.

"-Eu teria ido atrás de você - disse ele, e quando viu o olhar desconfiado que ela lhe lançou, disse de novo. - Eu teria ido atrás de você. E se eu não pudesse andar, rastejaria até você, e não importa o quanto estivéssemos machucados, nós lutaríamos juntos para escapar, facas em punho, pistolas ardendo. Porque é isso que fazemos. Nunca paramos de lutar."

Há algumas coisas tristes? Sim. Felizes? Também. Intermediário? Muito. Acho que o final foi sólido com a história, manteve a realidade, porque esses seis jovens são criminosos e bandidos do Barril, não príncipes ou princesas perdidas com finais felizes.

Depois de um dia sofrido, vem mais um. Depois de uma vida, só resta a morte.

Eu realmente recomendo essa duologia e estou ansiosa para arrumar um tempinho na minha lista de leitura para ler a Trilogia Grisha. Apesar de estar meio assim com esses finais nem lá nem cá de Leigh Bardugo, mas fazer o quê? Alguns mundos recompensam, algumas autoras foram feitas para estarem num limbo de ódio-amor.

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Infinito + Um - Amy Harmon

Quando duas pessoas se tornam aliadas improváveis e foras da lei quase sem querer, como podem vencer todos os desafios? Bonnie Rae Shelby é uma estrela da música. Ela é rica, linda e incrivelmente famosa. E quer morrer. Finn Clyde é um zé-ninguém. Ele é sensível, brilhante e absurdamente cínico. E tudo o que ele quer é uma chance na vida. Estranhas circunstâncias juntam o garoto que quer esquecer o passado e a garota que não consegue enfrentar o futuro. Tendo o mundo contra eles, esses dois jovens, tão diferentes um do outro, embarcam numa viagem alucinante que não só vai mudar a vida de ambos, como pode até lhes custar a vida. Infinito + um é uma história sobre fama e fortuna, sobre privilégios e injustiças, sobre encontrar um amigo por trás da máscara de um estranho — e sobre descobrir o amor nos lugares mais inusitados. (Skoob)
HARMON, Amy. Infinito + Um. Verus, 2015. 336 p.


Cansada de nunca ter tido escolhas em sua vida, Bonnie Rae Shelby, que é uma cantora country pop, decide ter o direito de fazer apenas uma escolha, que também será sua ultima, mas que acabará com tudo esse controle que não tem sobre sua vida. Ela decide se suicidar. O que no começo era um jogo se transforma em realidade quando ela está prestes a pular de uma ponte, mas alguém a impede.

Passando por lá, Finn Clyde vê um garoto tentando pular da ponte e o impede, percebendo logo depois que na verdade é uma garota com um péssimo corte de cabelo (péssimo mesmo). De algum jeito, eles acabam juntos no carro dele numa viagem ate Las Vegas que acaba tomando vários desvios, acontecendo infinitos e improváveis encontros no caminho.

“Quando a gente para de se importar, as coisas ficam muito interessantes e muitíssimo mais fáceis.”

Bonnie está para a musica, como Finn está para os números. Alma e mente. Enquanto Bonnie é uma garota sonhadora e amorosa, sempre ajudando o próximo, Finn é mais retraído, completamente aficionado pela matemática e seus paradoxos. Vendo desse modo, eles são completamente opostos (quem não ama opostos?), mas ambos têm passados que os perseguem e eles percebem que não são tão diferentes assim. E o que parecia uma simples carona e ajuda ao próximo, além de uma descoberta de si mesmo, transforma-se num sequestro pela mídia, praticado pelo ex-prisioneiro Infinity. Mas será que o futuro que lhes aguardam será melhor do que o casal Clyde e Bonnie original? (Eles são um casal de assaltantes românticos que morreram juntos nos EUA, qualquer um que assiste filmes ou series policias sabe disso)

O livro foi narrado em terceira pessoa pelos personagens, mudando de um para o outro sem nenhuma explicação, tendo capitulo após capitulo pelo mesmo personagem ou mais de um no mesmo capitulo. Além de comentários jornalísticos ocasionais do que o mundo está pensando sobre essa fuga deles pelos EUA, como seus sósias.

"-Quanto é infinito mais um? 
-Não é infinito. Não é nem dois. É um, Bonnie Rae. Você não me disse? Você e eu? Somos duas metades de um todo. Nós somos um."

Não acredito em destino, mas esse livro mostra uma perspectiva do tema tão interessante que me fez perguntar se ele não é real e imaginário, como o infinito seria. Um paradoxo. É isso que Amy faz, traz assuntos que você pensa que não tem como se caixa e cria uma historia maravilhosa.

Matemática e religião encaixando-se perfeitamente? Eu diria não, porque essas duas não são palavras que vemos juntas, a não ser que tenha "inimigas" no meio da frase. Mas, nesse livro, Amy conseguiu envolver esses temas de um modo incrível e completamente explicável, relacionando temas matemáticos a Deus. Acho maravilhoso o fato de seus livros falarem sobre Deus de um jeito tão especial, sem aquele fanatismo de “é assim, porque Deus quis”.

“(...) às vezes a resposta é muito simples. Tanto na matemática como na vida.”

Amy publicou apenas três livros (contando com esse), mas já é uma das minhas autoras preferidas. Ela sabe escrever um romance que envolve o leitor e ser uma historia apaixonante, sem ser um daqueles clichês chatos e previsíveis, nunca acontece do jeito que eu espero e amo isso. Até agora, esse foi o que mais amei dela, embora todos tenham um local especial no meu coração. Que venham mais!

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Conjunto de Ganhadores #29

Ei peops, desculpem o sumiço, mas estou estudando muito ultimamente - como mostrei no Instagram ontem - e fico culpada em abandonar os livros. Estou nesse nível. Como tenho pouquíssimo conteúdo pronto no rascunho, e não consegui parar para escrever, acabou que as coisas ficaram meio paradas essa semana. Espero que me perdoem, mas tenho feito o meu melhor para não deixar tudo parado por aqui.

Para aproveitar esse momento, que eu preciso de coisas mais leves e descontraídas, pensei em mostrar para vocês as últimas fotos dos prêmios que enviei nas promoções aqui do blog. 


A primeira foto veio da Angela, que escolheu Minha vida (não tão) perfeita como prêmio do Top Comentarista de Maio.


A Angela na verdade tem se tornado uma grande sortuda aqui no blog, tanto que recebeu também Piano Vermelho como prêmio do Top Comentarista de Setembro. A foto veio pelo Instagram.


A Luana, vencedora do Top Comentarista de Junho, recebeu Nossa Música e marcou o blog lá no Instagram.


A Maria Lilian também mostrou lá no Instagram os marcadores que recebeu no sorteio que o blog fez por lá.


A Cris foi a sortuda que ganhou O colecionador de memórias no sorteio realizado em parceria com a Editora Novo Conceito, e publicou a foto no Instagram também.


A última foto que recebi, ainda essa semana, é da Maria, que ganhou Os quase completos no Top Comentarista de Agosto.

Obrigada a todos que enviaram as fotos, adoro saber que os prêmios chegaram direitinho!

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O sol também é uma estrela - Nicola Yoon

Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história.
Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois.
O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade? (Skoob)
YOON, Nicola. O sol também é uma estrela. Arqueiro, 2017. 288 p.


O encontro de Daniel e Natasha pode ter sido algo predestinado ou uma coincidência; o Universo pode ter dado uma forcinha ou foi apenas uma reação de suas escolhas; seja o que for não importa, porque esse encontro aconteceu e, agora, ambos têm apenas um dia para aproveitá-lo.

Natasha é uma imigrante ilegal da Jamaica nos Estados Unidos e em vez de estar em casa, arrumando as malas para ser deportada, ela está lutando para ficar, tentando arrumar um jeito de não ser mandada embora, porque aquele país é seu país, é seu lar.

Daniel é um americano-coreano de primeira geração, ou seja, é filho de pais coreanos nascido nos Estados Unidos, ou seja, seu dever é ser médico. Mas ele não quer medicina. Ele é um artista, um poeta.

Não existe muito o que se dizer além disso, porque o livro é sobre duas pessoas que se encontram, que são perfeitas uma para a outra, mas que não têm tempo para serem perfeitas uma para outra, porque todos os segundos estão contados, todos os segundos contam.

“Donald não sabe direito o que o Universo estava tentando dizer ao lhe tirar a filha única, mas o que aprendeu foi o seguinte: ninguém pode colocar preço em todas as perdas. E outra coisa: todas as nossas histórias futuras podem ser destruídas num único instante.”

No meio do caminho, várias histórias são contadas sobre vários personagens, histórias que aconteceram e ainda vão acontecer, histórias que se entrelaçam e se modificam, histórias que importam independente de quem seja, sobre o que seja.

Tudo gera uma reação, tudo foi causado por alguma outra coisa que aconteceu antes. Não existe uma coisa intocada, é como o primeiro capítulo do livro diz: "se você quiser fazer uma torta de maçã desde o início, precisa primeiro inventar o Universo".

Essa não é a história que eu imaginei quando comecei a ler, esperando algo parecido com Tudo e Todas as Coisas; o protagonismo não está nem nos personagens que acreditei. Daniel e Natasha são personagens de outra história, uma história mais importante – ao menos para mim isso foi assim: a Vida. E isso foi o melhor.

"As pessoas cometem erros o tempo todo. Erros pequenos, como pegar a fila errada para a caixa do supermercado. A fila onde está a mulher com cem cupons de desconto e um talão de cheques.
Às vezes a gente comete erros de tamanho médio. Vai para a faculdade de medicina em vez de ir atrás da nossa paixão.
Às vezes comete erros grandes.
Desiste."

Aprenda com os erros, aprenda com as coisas ruins que acontecem. E, se algo ruim te aconteceu, não seja uma daquelas pessoas que tentam fazer a mesma coisa para os outros, fazê-los sentir a mesma dor que sentiu... seja uma daquelas pessoas que tentam evitar que algo desse tipo aconteça, independente para quem seja.

O sol também é uma estrela é aquele livro que até ler o último capítulo, está na última folha, na última frase, palavra, letra... você ainda fica esperando pela felicidade, pelo “e viveram felizes para sempre”. Será que eles viveram? Viverão? Só lendo, embora isso não vá importar, porque o modo como é contado, como tudo é ligado é o que encanta.

FATO OBSERVÁVEL: o sol também é uma estrela. O sol também é uma estrela e existem várias no céu. O sol também é uma estrela, mas você pensa que ele é a mais importante e se esquece que existe várias outras iguais a ele. O sol também é uma estrela, mas ele é a mais importante porque é a nossa estrela. Você também é uma estrela. Você sempre pensa que sua história é a mais importante de todas, mas é apenas uma no meio de tantas; você pensa que é mais uma em meio a tantas, mas você é você e isso é importante.

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Novidades #197: Lançamentos Editoras Parceiras

Oi pessoal, tudo bem por aí? Como foi o feriado, deu para colocar as leituras em dia?

Só para animar mais um pouquinho o final de semana que vem por aí, vim mostrar alguns dos lançamentos de novembro das editoras parceiras aqui do blog. Não são muitos, já que muitas editoras não lançaram livros esse mês, mas parecem todos ótimos. Para mais informações, basta clicar nas capas:

Editora Intrínseca

 
Editora Arqueiro


 

E aí, quais vocês gostariam de ler?

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