Promoção: Aniversário Conjunto da Obra


Há exatamente 7 anos, no dia 25 de maio de 2011, surgiu o blog Conjunto da Obra. Foi uma proposta descompromissada, mas ele foi ficando, ganhando vida e hoje comemora mais um aniversário.

Como uma forma de agradecer a todos que sempre nos acompanharam - e de convidar outras pessoas que ainda não conheciam o blog a participarem também - nada melhor que um sorteio cheio de prêmios incríveis, que, é claro, conta com a participação dos nossos queridos blogs amigos. Obrigada por comemorarem mais um ano conosco!


Destino Tentador - Canto Cultzíneo
Mais Lindo que a Lua - Diário de Incentivo à Leitura
Um reino de sonhos - My Dear Library 
Despertar - Suddenly Things
A escolha (edição econômica) - Ler é literário


Ainda estou aqui - Conjunto da Obra 
Fogo Fátuo - Gettub 
Putz, Casei - Minha Vida Literária
Pedaços de Mim - As 1001 Nuccias


Ferinos: o encantador de corvos - Roendo Livros
A Rebelde do Deserto - Tudo que motiva
As perguntas - Prisma Literário
A Maldição da Pedra - Conjunto da Obra
As mil noites - Conjunto da Obra

Regulamento:

  • Para participar, é necessário ter endereço de entrega no Brasil;
  • A promoção terá duração de um mês, do dia 25/05/2018 ao dia 25/06/2018. O resultado sairá nessa mesma postagem em até 10 dias;
  • Todas as opções do formulário são opcionais, mas quanto mais entradas forem preenchidas, maiores são as chances de ganhar;
  • Quando aparecer a opção para "Visit Us" no facebook você deve CURTIR a página, ou a entrada será inválida;
  • Serão 3 kits, mas apenas um formulário: o primeiro sorteado poderá escolher o kit que deseja receber, o segundo sorteado escolherá o kit que deseja entre os dois restantes e o terceiro sorteado receberá o kit remanescente;
  • Os sorteados serão contatados via e-mail e terão 48 horas para responder. Se um dos sorteados não responder, o próximo ocupará o seu lugar e um novo sorteio será feito para determinar o terceiro sorteado;
  • Cada blog é responsável pelo envio do livro que cederam para o sorteio, ou seja, os livros chegarão em datas diferentes. O Conjunto da Obra não se responsabiliza pelos livros enviados pelos blogs parceiros;
  • Perfis fakes criados apenas para participação de promoção serão automaticamente desclassificados;
  • Os blogs não se responsabilizam por extravio ou atraso na entrega dos Correios, bem como danos causados nos livros. Assim como não se responsabilizam por entrega não efetuada por motivos de endereço incorreto, fornecido pelo próprio ganhador, e/ou ausência de recebedor. Os livros não serão enviados novamente;
  • Os blogs terão 60 dias para o envio do prêmio;
  • O Conjunto da Obra se reserva o direito de dirimir questões não previstas neste regulamento;
  • Este concurso é de caráter recreativo/cultural, conforme item II do artigo 3º da Lei 5.768 de 20/12/71 e dispensa autorização do Ministério da Fazenda e da Justiça, não está vinculada à compra e/ou aquisição de produtos e serviços e a participação é gratuita.

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Como se vingar de um cretino - Suzanne Enoch

Sinopse: Era uma vez um notório visconde Dare, que seduziu lady Georgiana Halley e tomou sua inocência para ganhar uma aposta, e agora ele vai ter que pagar. O plano é simples: ela vai usar cada artifício de conquista que conhece para ganhar o coração de Dare, e então quebrá-lo. Mas o olhar do visconde tenta Georgiana a se entregar ao prazer mais uma vez, e quando ele a surpreende com um pedido de casamento, ela se pergunta: esse é mais um de seus jogos, ou dessa vez é amor verdadeiro? (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora.
ENOCH, Suzanne. Como se vingar de um cretino. Lessons in Love #1. Editora: Harlequin Brasil, 2018. 288 p.


Como se vingar de um cretino é o primeiro livro da série Lessons in Love, da autora Suzanne Enoch, publicado pela Editora Harlequin. Esse não foi exatamente o meu primeiro contato com a escrita da autora, pois já havia lido dois contos seus, que foram publicados na duologia Lady Whistledown. Todavia, esse foi o meu primeiro livro da autora e já de antemão afirmo que estou encantada com a fluidez de sua escrita e o desenrolar de sua narrativa. 

Lady Georgiana é uma dama de 24 anos, que há 6 anos cometeu um dos maiores erros de sua vida, confiou no homem errado. Esse homem é o Visconde de Dare – Tristan Carroway – que partiu seu coração da pior forma possível. Tristan fez ela se apaixonar por ele, a seduziu e lhe roubou a virgindade, tudo por causa de aposta idiota, onde o prêmio era uma de suas meias. 

Agora, 6 anos após o acontecido, Georgiana decide que chegou a hora de conseguir sua esperada vingança e decide fazer Tristan se apaixonar por ela, para que assim ela possa lhe abandonar e ensinar a ele a valiosa lição de não brincar com o coração de uma dama. Ela então começa o a colocar seu plano em ação e, para isso, precisa se mudar para a residência de Tristan, sobre o propósito de ser acompanhante de suas tias – que de inocentes, não têm nada - mas o que Georgiana não esperava era perceber que talvez Tristan não fosse um homem totalmente sem escrúpulos como ela imagina. 

"O visconde havia brincado com o coração de mulheres demais, e Georgiana garantiria que isso não aconteceria mais. Nunca mais."

Tristan Sabe que Georgiana está tramando alguma coisa, se tem uma coisa que ela lhe ensinou ao longo desses 6 anos de rancor guardado é não deixar a guarda baixa à sua volta e proteger os seus dedos de seus leques. Mas, apesar de toda a sua preocupação em ver Georgiana em sua casa diariamente, o problema que ele precisa resolver com mais urgência, é a sua questão financeira, que a cada dia está indo de mal a pior, ele sabe que a única solução que tem para resolver isso de forma mais rápida é se casar com uma herdeira, mas, como lidar com o fato de que talvez o seu coração pertença a outra mulher?

Como se vingar de um cretino é um livro incrível, com personagens apaixonantes e uma bonita mensagem sobre perdão e segundas chances. A escrita da autora é leve, com uma pitada de humor bem característico e uma bonita e interessante relação de cão e gato. 

Georgiana é uma personagem incrível, forte, determinada e muito independente, que sabe o quer e corre atrás dos seus objetivos, doa a quem doer. Ela tem uma língua ferina e um forte problema de confiança, todavia, no decorrer da trama, é perceptível o seu amadurecimento e seu crescimento como mulher. 

"- Eu jamais voltarei a confiar em alguém que diz que gosta de mim. Já ouvi isso antes e sei como termina."

Tristan é um sedutor nato, mas reconhece os erros que cometeu no passado. No começo, tive um pouco de raiva dele, pois acredito que suas atitudes foram de um péssimo mal gosto e, querendo ou não, ele afetou muito a vida de Georgiana. No entanto, eu logo percebi que ele não era tão mal quanto eu imaginava, muito pelo contrário, ele se tornou um homem melhor, que aprendeu com seus erros a não brincar com os sentimentos alheios, por isso, foi impossível não torcer por esse casal. 

O romance foi o ponto alto dessa trama. Foi incrível ver os personagens crescendo como indivíduos e aprendendo a perdoar, mesmo após tantos anos de mágoas. A relação deles é a típica cão e gato e isso gerou muito divertimento para mim. Desde o começo era perceptível a atração que ainda existia entre o casal e eu torci muito para que o amor prevalecesse, mesmo perante tantas mágoas.

“Os olhos dela brilharam, e a secura repentina na garganta de Tristan o fez engolir em seco. Ninguém além de Georgiana conseguia fazê-lo se sentir como um menininho ingênuo.”

Os personagens secundários foram de grande participação na trama, em especial as amigas da Georgiana – que serão protagonistas dos próximos livros – as tias e os irmãos do Tristan, que apareceram pouco, mas já ganharam meu coração. A narrativa é feita em terceira pessoa, pelo ponto de vista de ambos os personagens – com participações especiais.

A edição está bem bonita, folhas amareladas e letras confortáveis, alguns detalhes fofos a cada novo capítulo, nada muito especial. Essa capa é linda, mas, apesar de ter sido mudada, ainda me lembra o livro da Carina Rissi – não que isso seja algo ruim, já que, no contexto geral, adorei as novas edições da Harlequin. 

Como se vingar de um cretino é uma leitura leve, com personagens apaixonantes, que me deixou com um gostinho de quero mais. Espero que a Editora não demore a lançar os próximos livros, pois estou muito ansiosa para conhecer um pouco mais sobre as outras personagens (e sobre os irmãos, se possível).


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Só Escute - Sarah Dessen

Sinopse: Para encarar a verdade, você precisa estar disposta a ouvi-la.
Ano passado, Annabel era a típica “garota que tem tudo” — inclusive era esse o papel que interpretava no comercial de uma loja de departamentos da cidade. Este ano, porém, ela é a garota que não tem nada: não tem mais a amizade de Sophie; não tem uma família feliz desde a descoberta do distúrbio alimentar de uma de suas irmãs; e não tem ninguém com quem passar a hora do almoço na escola. Até conhecer Owen Armstrong.
Alto, misterioso e obcecado por música, Owen é um garoto que vivia se metendo em brigas, mas agora está tentando mudar. Um de seus novos lemas é sempre falar a verdade, não importa qual seja, e jamais guardar ressentimentos.
Será que com a ajuda desse amigo inesperado Annabel vai conseguir encarar a verdade e enfrentar o que aconteceu na noite em que brigou com Sophie? (Skoob)

Livro recebido como cortesia da Editora
DESSEN, Sarah. Só Escute. Seguinte, 2017. 347p. 


Tinha vontade de ler esse livro há quase 8 anos, então fiquei muito feliz de recebê-lo. Como eu já conhecia o enredo por cima por todos esses anos, eu não reli a sinopse e quando eu comecei a ler um pouco um dia, achei que podia me contar muito da história, um medo que eu tenho geralmente com sinopses por isso tô sempre dizendo para vocês que me surpreendi com algo que estava nelas, e principalmente nesses tipos de livro, que é muito difícil a sinopse não entregar exatamente o que é que o personagem está escondendo. Esse é o caso desse livro, assim como de muitos outros, logo eu não culpo nenhum deles.

Enfim, como já disse, eu vou dizer de novo algo que estava obviamente na sinopse, mas eu não sabia porque não li inteira. Eu não esperava tanto sobre música nesse livro. Achava que o título remetia apenas ao fato das pessoas finalmente passarem a ouvir a Annabel ou dela começar a falar. Mas grande pate do livro é a amizade dela com o Owen que é aficcionado por música. Eu achei ele meio pretensioso e hipster para o meu gosto. Odeia tudo que é comercial, inclua nisso gostar de uma banda mas não muito do maior sucesso dela, mesmo aquele sucesso que todos os fãs concordam que não vendeu só porque é muito comercial, mas que realmente é uma das melhores. E diz frases tipo "música de verdade" como se tudo que ele não gostasse não o fosse. Ele tenta fingir que não é assim e que respeita a opinião de todo mundo, só não considera música, mas simplesmente as pessoas deveriam parar de dizer que tal coisa não é música ou não é arte, etc. só porque não gostam. Tem coisas que eu odeio, e mesmo assim não digo que não são música. Por que não pode existir música "ruim", só a que você gosta? Mas eu gostei que mesmo assim ele é eclético. Ele conhece ritmos que ninguém ouve, alguns superclássicos tipo jazz e punk rock, mas também eletrônica e rap atuais, ritmos que muitos entendidos de música detestam.

A Annabel deve ter irritado muitos leitores e feito eles desgotarem do livro, achando-a uma personagem fraca, irritante, eu imagino. Porém, ela é muito forte para mim e é um tipo de pessoa que deveria ser muito mais valorizada. Ela faz tantas coisas e omite tantas coisas só para que sua família fique bem. Ela é totalmente altruísta no que diz respeito à família dela. Tendo duas irmãs de personagens opostas que brigavam constantemente e ambas se destacavam em diferentes aspectos, ela ficou relegada ao papel da irmã que faz tudo que pode para amenizar cada situação difícil pela qual a família passou. E o interessante é que a irmã dela, Whitney, acredita que na verdade ela era a irmã mais esquecida por ser a do meio e superquieta também. Cada pessoa vê seu lugar no mundo de uma forma diferente, e todos podem se sentir sozinhos, mesmo quando os outros acham que eles devem ter tudo. A amizade dela com a Sophie é um outro exemplo disso. É a típica amizade feminina tóxica que a gente vê em filmes como Meninas Malvadas. Sophie sempre quer mandar na Annabel, e como ela acha que a vida dela está melhor com isso do que sem, ela admite. Até porque já está acostumada a viver como os outros acreditam que ela deva. Muitos podem se identificar com ela de maneiras diferentes. 

Como falei no começo, alguns momentos são previsíveis, mas não tem muito como fugir disso nesse tipo de livro. Eu também acho que acabou sendo mais previsível para mim agora porque eu estou bem mais velha do que em 2010, quando eu quis esse livro pela primeira vez. Eu não me lembro se na época eu imaginava que o livro tratava do assunto que é o segredo da protagonista, mas depois de assistir muito e ler muito (nem necessariamente os livros, às vezes só as sinopses meio óbvias) e com alguma experiência de vida, em alguns casos, fica mais fácil de entender o que está acontecendo. E esse livro na verdade é bem mais antigo que outros dos que possuem o mesmo tema. Mas também o que é ótimo aqui é que o livro não é só sobre isso. Nós temos a Whitney se recuperando do problema que ela também teve, a outra irmã, Kirsten, tentando se encontrar na vida e mudando tanto quanto as outras duas, sem ter passado por nada, simplesmente mudando ao achar novos interesses e ganhar novos conhecimentos. A família tentando voltar a ser feliz. Um pouco do processo de mudança pelo qual o Owen passou. Acho que mudança e ser você mesmo são os grandes temas desse livro, e estes representam qualquer um e nunca saem de moda. Tem ainda mais com relação a amizades. E muito sobre ser sincero. O Owen diz que nunca mente porque ele precisa se expressar, guardar não é saudável para ele. O processo de expressão da Annabel começou totalmente influenciado por ele.

Esse livro parece ser para mim o único pesado da Sarah Dessen que foi publicado no Brasil, ou pelo menos o mais pesado. Os outros são mais romance e leves, então acredito que esse e os outros não precisam agradar ao mesmo público. Eu tenho vontade de ler outros dela, mas começar com o primeiro que eu conheci e o que acredito ser o mais o meu estilo foi perfeito, pois me mostrou o máximo do potencial dela. Esse é o tipo de YA que nunca deve ser esquecido, então estar sendo relançado por outra editora é muito bom. Que continue sendo lido pelas próximas gerações, porque o único ponto que pode parecer ultrapassado é a tecnologia, o resto é tão relevante como sempre foi. Ou mais.


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Surpresas do coração - Kel Costa

Sinopse: Após uma temporada de cinco anos em Paris, a carioca Mariana retorna para a casa dos patrões de seu pai. De volta ao Brasil, ela percebe que é impossível não se apaixonar pelos dois filhos do casal. Em sua fase adolescente, a menina nutria uma quedinha por Edgar e Josh, mas agora, adulta, as coisas se tornam muito mais sérias. E para piorar, Mari também precisa lidar com dois pretendentes que conheceu por um aplicativo de namoro e que não mandaram suas respectivas fotos para ela.
O destino pode pregar peças em nosso coração quando a gente menos espera. Como escolher entre o belo e o perfeito? Mari nem imagina as surpresas que a vida - e encontros às escuras - lhe reserva. (Skoob)
COSTA, Kel. Surpresas do Coração. Independente, 2017. 87 p.


Os primeiros livros de Kel Costa que tive oportunidade de ler chegaram até mim somente no ano passado, mas a autora nacional já conseguiu me conquistar por criar personagens multidimensionais e tramas que têm a proporção adequada de narração e descrição, o que as tornam instigantes e envolventes. Por isso, baixei o e-book Surpresas do Coração logo que surgiu uma promoção, mas ele ficou no meu kindle esperando o momento certo, que finalmente chegou.

Surpresas do Coração é aquele romance delicinha, bem leve, mas que fisga o leitor e apaixona totalmente. Por ser um livro curto, a leitura é bem rápida, mas não se engane: Kel consegue, nessas poucas páginas, se aprofundar em seus personagens e nas questões que interessam, sem se estender em cenas e acontecimentos desnecessários. Quando percebi, tinha devorado o livro, e fiquei bem satisfeita com o desenvolvimento da trama, pois não tinha nada em excesso e nada faltou.

Acho que o que eu mais gostei na história foi a competição entre os crushes do aplicativo de Mariana. Ok, há um triângulo amoroso aqui, mas é bom deixar claro que esse triângulo é diferente de qualquer outro que tenha existido. A competição é saudável e divertida, já que tudo está às claras desde o início e os três conhecem as regras do jogo. Mas ora, por que não aproveitar? E é isso que eles fazem.

Edgar e Josh são personagens muito fofos e são responsáveis por todo o calorzinho no coração durante a leitura. Mesmo que o papel de Edgar na família seja infernizar a vida de todo mundo, ele faz isso de uma forma que dá para perceber que é movido pelo amor. Por isso, ele se tornou meu queridinho.

Por mais que o enredo tenha sido todo uma delícia de ler, a autora guardou uma reviravolta arrasadora para o final. Chorei, odiei o que aconteceu e não queria que tivesse acabado daquele jeito. Se não fosse a última cena, acho que teria odiado o livro, mas ela estava lá e me deu um sopro de esperança, de tão linda.

"O anel em meu dedo parecia uma piada de mau gosto enquanto rezávamos na sala de espera do hospital."

Surpresas do coração é aquele livro cheio de clichês que você não consegue não amar; que envolve, que faz rir e chorar, tudo ao mesmo tempo. É fofo, é lindo, é uma gracinha e uma ótima oportunidade de conhecer um pouquinho da escrita da Kel Costa.

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A Bela e a Adormecida - Neil Gaiman

Em uma sombria e fascinante história, as mais queridas princesas dos contos de fadas são reinventadas de maneira brilhante pelo inglês Neil Gaiman e o ilustrador Chis Riddell. Em A Bela e a Adormecida, uma jovem rainha é informada, na véspera de seu casamento, sobre uma estranha praga que assola as fronteiras do seu reino, um sono mágico que se espalha pelo território vizinho e ameaça os seus domínios. Na companhia de três anões, a rainha abandona o fino vestido da festa, pega sua espada e armadura e parte pelos túneis dos anões para o reino adormecido. Uma viagem repleta de ação e suspense que leva a uma surpreendente descoberta. Misturando o conhecido e o novo com perfeita sintonia, Gaiman cria mais uma obra repleta de magia e aventura capaz de hipnotizar o mais exigente dos leitores. (Skoob)
GAIMAN, Neil. A Bela e a Adormecida. Rocco, 2015. 72 p.


As vésperas do casamento da Rainha, três anões vão atrás de um presente digno de Vossa Majestade, contudo acabam descobrindo que o reino vizinho está sobre uma maldição do sono há mais de 80 e menos de 100 anos, e que, ao que tudo indica, ela está avançando. Prevendo que a maldição que um dia ela sofreu atacará seu reino se nada for feito, a Rainha (provavelmente Branca de Neve?) decide adiar o casamento e partir numa jornada até o local em que a princesa (talvez a Bela Adormecida) dorme, para acordá-la do seu sono eterno com um beijo.


Uma imagem fala mais de mil palavras? Não, não é verdade. O fato da história apresentar duas personagens de contos de fadas num beijo trouxe certa repercussão quando foi lançando. Eu lembro de ouvir que isso não era história para criança, que estavam sexualizando as princesas de contos de fadas e afins. Eu li em parte (depois de tanto tempo) por curiosidade, para saber como a Branca de Neve e a Bela Adormecida, essas duas histórias diferentes (embora não muito, porque ambas foram envenenadas e dormiam um sono eterno até ser acordada por um beijo) iriam se misturar, e...

O romance não é o foco de A Bela e Adormecida, nem de longe. O beijo foi apenas... circunstancial. Alguém precisava beijar a princesa e que tipo de rainha ela seria se não fizesse o que precisava ser feito?

“-Sinto dizer, mas não haverá casamento amanhã – declarou a rainha.
Ela mandou buscar um mapa do reino (...).
Ela mandou buscar o primeiro-ministro (...).
Ela mandou buscar o noivo, pediu-lhe que não fizesse cena; disse que ainda se casariam, mesmo ele sendo apenas um príncipe, e ela, uma rainha, e fez cócegas no belo queixo dele, e beijou-o até que ele abrisse um sorriso.
Ela mandou buscar a cota de malha.
Ela mandou buscar a espada.
Ela mandou buscar mantimentos e o cavalo, e em seguida cavalgou palácio afora, em direção ao leste.”

Esse pequeno livro – um conto, talvez? – traz questões simples sobre suas escolhas e é recomendado para qualquer público. Você pode ler para se distrair ou se aprofundar na história e tentar tirar uma moral dela (apenas fábulas têm moral, mas tudo bem).

Se você for tirar uma história dessa história, as histórias são variáveis, você pode escolher qualquer caminho. Siga em frente e escolha fazer o que quer, seja certo ou errado, e descubra que quando você decide escolher e ignorar a opinião dos outros, fica mais fácil; vire para o outro lado e encontre o que as pessoas estão dispostas a sacrificar para ser a melhor, o que estão dispostas a fazer, pois em A Bela e a Adormecida, somos apresentados a Bela e a Adormecida e as duas não são a mesma pessoa, a Bela Adormecida não é bela e nem está adormecida.

“Eles tinham nomes, os anões, mas não era permitido aos seres humanos conhecê-los, sendo tais coisas sagradas. A rainha tinha nome, mas, ultimamente, as pessoas só a chamavam de Vossa Majestade. Os nomes estão meio em falta nesta história.”

Criticando os contos de fadas, em que garotas precisam ser resgatadas, em que príncipes beijam princesas, em que o amor verdadeiro é o antídoto, em que pessoas belas são heroínas, Neil constrói uma narrativa diferente de tudo que já li. A Bela e a Adormecida é uma história simples, direta e inovadora. Ela nos apresenta a um reconto misturado de a Branca de Neve e a Bela Adormecida, em que nada é como parece.

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Leituras do Mês: Abril


Oi peops, tudo bem? Atrasei um pouco o post de leituras esse mês - já estamos quase no final do outro e eu ainda não contei o que li. Mas, como aqui vale o ditado antes tarde do que nunca, o tema de hoje é esse: leituras do mês.

Infelizmente minhas leituras não renderam muito em abril. Por dois motivos: estou exausta de tantos compromissos que assumi e um dos livros me tomou quase o mês inteiro. Além do trabalho, estou estudando em casa e fazendo um curso e à noite ainda tenho que dar conta de tudo para o dia seguinte. Então eu só consigo ler poucas páginas por dia e as leituras vão acumulando um pouco, mas para tudo se dá um jeito.

O primeiro livro que li no mês foi Amor em Manhattan, da Editora Harlequin, um chicklit divertido e gostoso, que traz aqueles romances amorzinhos que você não consegue evitar de se envolver. A resenha do livro esta disponível aqui.

Li também O livro e a espada, da Editora Arqueiro, uma fantasia bem diferente, um pouco sombria, mas bem desenvolvida. Foi esse livro que me tomou mais tempo durante o mês, e eu explico direitinho porque na resenha dele.

A última leitura de abril foi A magia de inverno, um infanto juvenil gracinha da Universo dos Livros. O livro é um pouco mais sombrio que o primeiro volume, Além da Magia, mas é tão envolvente e tão cheio de ensinamentos quanto. A resenha pode ser lida aqui.

E vocês? Como foram as leituras em abril? Já leram muito em maio?

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Mulher com brânquias - Patrícia Baikal

Créditos da Imagem: Blog Modernagem
Sinopse: Rita, professora universitária, começa a ter visões de uma realidade paralela, como se estivesse o tempo todo mergulhada num aquário. Em casa, no trabalho ou na rua, ela se vê rodeada por seres aquáticos e especialmente pelo "grande peixe", uma criatura fantasmagórica que a persegue, mas que ninguém mais enxerga. Como se não bastasse, sua pele é tomada por escamas aos poucos, de forma dolorida e fantástica. Brânquias surgem em seu corpo, e isso pode significar o início ou o fim de uma jornada. (Skoob)
BAIKAL, Patrícia. Mulher com brânquias. Independente, 2017. 248 p.


Conheci a escrita de Patrícia Baikal na época do lançamento de seu primeiro livro, Mariposa, que se enveredava por uma crítica política em um enredo cheio de licença poética. Gostei muito daquele livro, então não demorou muito para que eu viesse a ler Mulher com brânquias depois de seu lançamento. Embora as diferenças entre as obras sejam muitas, há também algumas semelhanças, sem contar que Patrícia conseguiu imprimir seu estilo ao texto sem qualquer dificuldade.

Primeiramente preciso mencionar que não sou uma grande fã de realismo fantástico. Gosto dos dois estilos separados, mas tendo a me angustiar com essa mistura, em especial porque não há uma delimitação exata sobre o que é ou não real. Porém, o interessante é que nos livros de Baikal, embora essa angústia também esteja presente, ela é propositalmente provocada pela autora, de uma forma que, em vez me afastar da leitura, acabou por me aproximar dela.

"Amo do mesmo jeito, com a mesma intensidade ou mais. A ausência também é presença constante."

No livro, Rita é uma professora universitária que começa a ter visões sobre o mundo e sobre si mesma - peixes, bolhas em submersão da água, escamas em sua pele. Depois da morte de uma pessoa querida, ela volta à cidade onde cresceu e, ao mesmo tempo em que começa a desvendar os mistérios que rondam sua família, ela descobre mais sobre esse estranho acontecimento que a atormenta.

Minhas memórias da leitura me trazem à mente cenas em tons sombrios e em cores pastéis. Não tenho certeza se a autora provocou isso por sua construção textual, mas como a maior parte da trama, narrada em primeira pessoa por Rita, resgata memórias antigas para tentar desvendar medos e estigmas profundos, foi assim que pintei o enredo para mim mesma.

"Acredito que ninguém realmente precise também de flores, almofadas ou porta-retratos. Usa-se tudo isso porque a vida fica menos pesada."

Além disso, há um pouco de solidão na narrativa de Rita e certo afastamento quanto aos outros personagens. Não que ela estivesse de fato sozinha ou que não amasse aqueles que estavam à sua volta, mas esconder um segredo a tornava reclusa em si mesma e trazia aquela impressão de ser diferente, de não pertencer, que a rondou por toda a história.

Embora pudesse parecer triste esse afastamento, na verdade era mais um tipo de melancolia, aquela sensação de que as coisas já não eram mais como foram um dia, que vem junto de reflexões sobre não só quem fomos, mas em quem nos transformamos. O cerne de Mulher com brânquias é esse: a transformação de Rita e a descoberta de si mesma, o que não poderia ser feito por nenhuma outra pessoa que não ela mesma.

"Saí da água mais forte e me senti agraciada. Batizada. Eu era uma mulher com brânquias"

A escrita da autora é fácil e envolvente, mas ao mesmo tempo madura, conhecedora do que entrega ao leitor e, por isso, a leitura do livro é rápida e instigante. Os vários personagens são bem trabalhados, envoltos em certo mistério e, durante os capítulos, têm extraídas suas mais diversas camadas, de forma que é possível entender a relevância de cada um para o enredo e sua importância na vida de Rita.

O texto inclui uma bela metáfora sobre o medo e a necessidade de enfrentá-lo e eu fiquei encantada também com o desenvolvimento da relação entre Rita e sua irmã. O livro ainda nos presenteia ilustrações lindas. Se alguém procurar um livro nacional bem desenvolvido, indico muito conhecer as obras de Patrícia Baikal. 

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A descoberta do prazer - Tatiana Amaral

Sinopse: Quando Melissa Simon iniciou o estágio como substituta da secretária executiva do CEO do grupo empresarial C&H Medical Systems, nunca imaginou no que estava se metendo. Robert Carter, líder e maior autoridade dentro da empresa, seria seu chefe. Bastou apenas um olhar para Melissa entender que não tinha mais volta. Ela pertenceria a ele. Só não sabia o que encontraria pela frente. Robert Carter era o chefe e estava no comando. Melissa Simon era a estagiária e estava disposta a obedecer às regras. Juntos, eles descobririam que sexo, prazer e amor nunca mais seriam a mesma coisa. Um jogo intrigante de sedução e descobertas, no qual o amor é a única carta proibida. A entrega impensada a prazeres nunca antes sentidos só oferece uma certeza: a de que nada mais será como antes. Função CEO é uma deliciosa trilogia, na qual o amor nem sempre é o melhor caminho. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora.
AMARAL, Tatiana. A descoberta do prazer. Função CEO #1. Editora: Pandorga, 2018. 420 p.


A descoberta do prazer é o primeiro livro da Trilogia Função CEO, da autora Tatiana Amaral, publicado pela Editora Pandorga. Nesse livro, iremos conhecer a história da Melissa Simon, uma jovem de 24 anos, que está começando um estágio na C&H Medical Systems. 

Ela está substituindo sua amiga Abgail, que sofreu um acidente, e espera que esses meses trabalhando em uma grande empresa agregue valor ao seu currículo, mas o que ela não esperava era começar com o pé esquerdo no primeiro dia e causar tantos problemas de uma vez só. Além de ter chegado atrasada - o que impediu a Nicole de lhe explicar o seu trabalho - ela também estacionou na vaga do seu chefe, o bonito e arrogante Robert Carter. 

Robert é o CEO da empresa, ele é um homem exigente, controlador, possessivo e dono de uma beleza sem igual e Melissa lógico, não é imune aos seus encantos. Ela logo percebe que está com grandes problemas, quando a atração por seu chefe é maior que a sua vontade de lutar contra ela e, apesar de essa história ter tudo para dar errado, ela está disposta a correr o risco e embarca de cabeça nessa teia de amor e sedução. 

"O Sr. Carter gostava de se sentir o dono da situação. Era como combustível para suas investidas. Voltei a olhá-lo, contudo furiosa comigo por ser tão vulnerável aos seus encantos."

A descoberta do prazer foi um livro que eu amei e odiei na mesma intensidade. Essa é uma história que tinha um grande potencial, porém sinto que a autora não a desenvolveu em sua capacidade máxima. Os personagens são um poço de estereótipos: ele, rico, bonito, arrogante e possessivo; ela, insegura, submissa (não no sentido interessante da palavra), indecisa e fraca, não consegue impor seus pontos de vista e em grande parte, acaba cedendo a Robert, o que, claro, não me agradou nenhum pouco. 

O romance foi outro ponto que não me convenceu, eu até entendo a coisa toda da atração instantânea, mas, achei que esse livro assim como diversos outros, banaliza muito o amor, os personagens nem se conheciam direito e já estavam apaixonados, acredito que isso poderia ter sido melhor trabalhados, para que não passasse essa impressão de futilidade para o leitor. 

"Ele agia como um louco todas as vezes que algum homem encostava em mim, e eu estava errada em sentir medo?"

Por outro lado, eu gostei bastante da escrita da autora, apesar de tido alguns pontos que me incomodaram, como repetições de palavras. Em determinados parágrafos a mesma palavra se repetia mais de três vezes. Apesar desses probleminhas, sua escrita é bastante fluída e bem desenvolvida. 

Os personagens secundários foram de grande participação na trama, não irei citar um a um aqui, pois são muitos, e uma das minhas diversões nesse livro foi descobrir quem era amigo e parente de quem, por isso, não entrarei em detalhes.

A narrativa é feita em primeira pessoa, pelo ponto de vista de ambos os personagens. Em relação a parte física da edição, eu achei essa capa bem bonita, as folhas são amareladas e as letras são confortáveis. A cada novo capítulo, temos um detalhezinho bem bonito, nada muito extravagante. 

A descoberta do prazer é um livro que traz uma trama cheia de paixões, mistérios, ciúmes e traições. Esse não é um livro que tenha me surpreendido, muito pelo contrário, é o típico romance erótico envolvendo chefe e funcionária, com uma trama clichê e um mistério que deixa o leitor curioso do início ao fim.

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Novidades #190: 20 Anos Sextante


A Editora Sextante completa em 20 anos em 2018 e, para comemorar, organizou um Ciclo de Palestras, que vão acontecer nos dias 26 e 27 de maio, em São Paulo, com presença do time de autores de seu catálogo para debater temas diversos, de aceitação a empreendedorismo, de carreira a corrupção.

Confira a programação:





Para outras informações, acesse o link do evento.

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Stardust: O Mistério da Estrela - Neil Gaiman

Stardust: O Mistério da Estrela conta a história do jovem Tristran Thorn, que promete capturar uma estrela cadente para conquistar o coração de sua amada. Para levar a cabo a missão, Tristran tem que atravessar o portal que separa o vilarejo de Muralha, encrostado “num alto afloramento de granito no meio de uma pequena região de floresta”, na Inglaterra Vitoriana, da Terra Encantada. Poucos ousam cruzar o portal, exceto durante a Festa da Primavera, que acontece de nove em nove anos. Nessa época, uma grande feira se instala no local e os moradores de Muralha, bem como visitantes de todas as partes do mundo, entram em contato com os seres que habitam o outro lado. Foi o que ocorreu muitos anos antes, quando Dunstan Thorn, o pai de Tristran, cruzou o portal e conheceu uma bela e misteriosa jovem de olhos cor de violeta, a verdadeira mãe de Tristran. Em sua jornada pela Terra Encantada, Tristran Thorn, que desconhece sua origem, mas tem a força impetuosa dos apaixonados, enfrentará perigos e armadilhas, conhecerá seres fantásticos, que vivem num mundo regido por leis próprias, e precisará de inteligência, coragem e uma boa dose de intuição para realizar o Desejo de seu Coração, ao melhor estilo das narrativas de fantasia. Sua luta, no entanto, revela-se outra ao longo das páginas. E sua saga é temperada pelo bom humor, a ironia e a visão singular do bem e do mal, do certo e do errado, do real e do imaginário, da vida e da morte que caracteriza a obra de Neil Gaiman. (Skoob)
GAIMAN, Neil. Stardust: O Mistério da Estrela. Rocco, 2008. 280 p.


"É que de nove em nove anos, o povo de Para Lá da Muralha e do outro lado do morro armava suas barraquinhas e, por um dia e uma noite, a campina abrigava a Feira Encantada. E, por um dia e uma noite em nove anos, havia comunicação entre as nações."

Todo mundo conhece o filme, então... filmes e livros nunca são parecidos, mas a temática da história continua a mesma: garoto promete estrela, estrela não é um objeto, mas um ser senciente, todos a querem.

Hum, o que dizer? O filme (ainda nele) é muito mais dramático do que o livro, há uma simplicidade no livro que não aparece no filme, uma evolução dos personagens e uma justificativa para a ação deles, uma reação causa-consequência que, mesmo sabendo como é a história, assistido o filme, ciente de como termina, ainda surpreende, porque é nos detalhes que se faz a história.

"E, inexperiente demais para sentir medo, jovem demais para se deixar assombrar, Tristran Thorn transpôs os campos que conhecemos...
...e entrou na Terra Encantada."

Primeiro eu fiquei me perguntando cadê o clímax da história, a luta, aquele momento que tudo dá errado e o personagem perde a esperança, mas então aconteceu algo muito melhor do que isso: as fronteiras entre os mundos se desfaz, essa visão maquineísta de bom e mau, como se alguém só pudesse ser um ou outro e não apenas algo, alguém, vivo, com poder de escolhas a cada momento.

Eu realmente adoro quando livros mostram isso de que não existe bem e mau, apenas pessoas, principalmente num livro de fantasia que essa divisão é bem demarcada. E eu sempre tenho isso com as histórias de Neil Gaiman. Até as que eu li ao menos.

"-Nós só comemos escuridão - disse ela - e só bebemos luz. Por isso, nã-não estou com fome. Estou me sentindo sozinha, apavorada, com frio, mu-muito infeliz e acorrentada, mas nã-não estou com fome."

Enfim, é diferente do filme e no final foi bem melhor. Ler Stardust: O Mistério da Estrela foi um pouco nostálgico, como se você ainda fosse uma criança e alguém estivesse lendo para você um conto de fadas, porque é isso que Neil Gaiman faz: ele conta a história e ele é um narrador onisciente e presente e eu simplesmente amo essas histórias, esses contos de fantasia dele.

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