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Férias! - Marian Keyes

Sinopse: Rachel Walsh tem 27 anos e a grande mágoa de calçar 40. Ela namora Luke Costello, um homem que usa calças de couro justas. E é amiga - pode-se mesmo dizer muy amiga - de drogas. Até que a sua vida vai para o Claustro - a versão irlandesa da Clínica Betty Ford. Ela fica uma fera. Afinal, não é magra o bastante para ser uma toxicômana, certo? Mas, olhando para o lado positivo das coisas, esses centros de reabilitação são cheios de banheiras de hidromassagem, academia e artistas semifissurados (ao menos ela assim ouviu dizer). De mais a mais, bem que já está mesmo na hora de tirar umas feriazinhas. Rachel encontra mais homens de meia-idade usando suéteres marrons e sessões de terapia em grupo do que poderia supor a sua vã filosofia. E o pior é que parecem esperar que ela entre no esquema! Mas quem quer abrir as janelas da alma, quando a vista está longe de ser espetacular? Cheia de dor-de-cotovelo (o nome do cotovelo é Luke), ela busca salvação em Chris, um Homem com um Passado. Um homem que pode dar mais trabalho do que vale... Rachel é levada da dependência química para o terreno desconhecido da maturidade, passando por uma ou duas histórias de amor, neste romance que é, a um tempo, comovente, forte e muito, muito engraçado. (Skoob)
KEYES, Marian. Férias!. BestBolso, 2012. 545p.


Férias! é o segundo livro da coleção Família Walsh e continuação de Melancia. Dessa vez a irmã protagonista do livro é Rachel, que mora em Nova York e acabou de ter uma overdose e quase morrer. Os pais resolvem mandar Rachel pro Claustro, uma clínica de reabilitação da Irlanda. Rachel não acredita que é toxicômana, aceita ir apenas porque achava que o Claustro era tipo um spa pra famosos, com hidromassagem e coisas do tipo, e queria  até desintoxicar durante sua estada (mas tomando seu querido Vallium), mas voltaria a usar as drogas quando saísse. Ela demora pra perceber que lá não é como ela imaginava e que todos que estão lá, além de não serem famosos (exceto uma escritora alcóolatra), são realmente viciados em alguma coisa. E o Claustro está longe de ser o lugar chique que ela pensava, nem cozinheiros e equipe de limpeza tem lá, tudo é feito pelos próprios internos. O pior é que Rachel é obrigada a ficar pelo menos 2 semanas lá.

A pobre da Rachel é a ovelha negra da família. Ela sofre do mal comumente retratado na ficção do filho do meio negligenciado, e em dobro já que tem duas irmãs mais velhas e duas mais novas. Entre suas duas irmãs mais velhas inteligentes e suas duas irmãs mais novas lindas, Rachel é a do meio não só pela data de nascimento, mas também nas qualidades. O pior é que seus pais não fazem questão de esconder isso, fiquei muito irritada com como eles a trataram. Outro "problema" é que Rachel é muito alta, complexo que ela sempre carregou, grande parte por culpa da mãe (que é mais alta que seu marido e passou esse complexo para a filha) e de Claire, irmã que Rachel admirava e disse para Rachel que não andasse como uma pessoa alta, pois assim nunca arrumaria um namorado.

Uma coisa em comum entre Rachel e Claire é que as duas foram deixadas por seus parceiros. Eu até cheguei a pensar "Os problemas de todas as irmãs Walsh são homens?" mas então lembrei de Helen, e o único problema que ela não tem é esse. Por sinal, continuei achando ela insuportável nesse livro, por enquanto é a única irmã que eu não gosto, continua super irresponsável também. Só consegui gostar dela bem no final. Já a Anna, que eu já gostava, passei a gostar ainda mais, mesmo tendo aparecido muito pouco, adorei a atitude que ela teve. Margaret apareceu super pouco, só para confirmar sua fama de santinha e não deu para formar uma opinião sobre ela ainda, mas gostei porque ela não fez nada que me fizesse desgostar e respeito totalmente uma pessoa ser certinha, contanto que ela não julgue as que que não são como elas, e aqui ela não o fez. Já li a sinopse do livro dela e já sei que vai se rebelar, então se eu não for gostar dela acho que não vai ser por esse motivo. Sobre a Claire, eu não vou falar nada, pois não quero dar spoilers de Melancia, e eu vi que algumas pessoas leem os livros da coleção aleatoriamente, mas eles devem ser lidos em ordem porque mesmo a história sendo sobre outra irmã, ela se passa um ano depois do livro anterior e mostra a irmã do livro anterior. Se você ler Férias, você vai saber qual o final de Melancia.

Este livro é menos engraçado que Melancia, porque é mais dramático. Tem muitos dramas, traumas, não tanto de Rachel, mas dos outros internos também. Mesmo assim é um livro ótimo e eu também ri um pouco. Ele também é mais sério e dá para se tirar coisas dele. Se você não gostou de Melancia, tente dar uma chance. Eu já vi muitas pessoas que preferem esse. Eu na época que li, dei nota igual no Skoob para os dois, mas acredito que esse seja meu preferido também, por causa do tema.

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Melancia - Marian Keyes

Sinopse: "Melancia" é um romance sobre a arte de manter o bom humor mesmo nos momentos mais adversos. Com 29 anos, uma filha recém-nascida e um marido que acabou de confessar um caso de mais de seis meses com a vizinha também casada, Claire se resume a um coração partido, um corpo inteiramente redondo, aparentando uma melancia, e os efeitos colaterais de gravidez, como, digamos, um canal de nascimento dez vezes maior que seu tamanho normal! Nada tendo em vista que a anime, Claire volta a morar com sua excêntrica família: duas irmãs, uma delas obcecada pelo oculto, e a outra, uma demolidora de corações; a mãe viciada em telenovelas e com fobia de cozinha; e o pai, à beira de um ataque de nervos. Após passar alguns dias em depressão, bebendo e chorando, Claire decide avaliar os prós e os contras de um casamento de três anos. É justamente nessa hora que James, seu ex-marido, reaparece. Claire irá recebê-lo, mas lhe reservará uma bela surpresa. (Skoob)
KEYES, Marian. Melancia. BestBolso, 2012. 490p.

Essa sinopse dá ideias erradas sobre o livro e também contém spoilers.

Melancia é o primeiro livro da coleção Família Walsh, que em cada livro conta a história de uma das irmãs Walsh. Nesse livro a protagonista é a Claire. Ela foi abandonada pelo marido no dia que deu à luz a primeira filha do casal porque ele e estava tendo um caso com a vizinha. E após passar por essa situação horrível, Claire, que mora em Londres, resolve voltar para a Irlanda onde está sua família. 

A família Walsh é bem louca. Como a mãe deles cozinha mal, todos vivem de comida congelada, e quando Claire resolve cozinhar pra eles ninguém gosta. Nós conhecemos Anna e Helen, as únicas irmãs que ainda moram com os pais. Anna é hippie e loucona, não só bebe, como usa drogas e vende às vezes, nunca tem um emprego decente. Helen é extremamente metida, mas linda e por isso os homens vivem se apaixonando por ela. Está na faculdade, mas não estuda nunca. Eu gostei da Anna por esse jeito meio louco dela e por ser legal, não como a Helen que só pensa em si e em futilidades e se acha melhor que todos. Há ainda mais duas irmãs que ainda não aparecem nesse primeiro livro. Com relação aos pais, a mãe delas não é muito agradável. Ela é muito julgadora e preconceituosa, ainda mais nos próximos livros.

Eu gostei do livro, e da Claire, não achei ela insuportável como muita gente, ela é engraçada. Tem uns momentos que eu achei que ela tava errada, claro, mas acho que eu entendo ela. Eu achei legal como a autora personifica as emoções dela, até colocando-as com letra maiúscula como se fossem mesmo pessoas, por exemplo "A humilhação chegou aos poucos. Foi chegando de mansinho e, um dia, me virei para trás e vi que ela estava ali, sorrindo para mim. 'Olá', disse, toda bonomia e sem cerimônia, como se fôssemos velhas amigas. 'Lembra-se de mim? E tenho certeza de que meu amigo Ciúme não precisa de nenhuma apresentação'." Eu senti um pouco falta disso nos outros livros que li da autora.

Esse livro é um dos universalmente conhecidos como decepções literárias. Muita gente acha superestimado, um dos piores da Marian e etc., mas ele foi um ótimo primeiro contato com a autora quando eu o li, e acredito que dá para ver bem o estilo dela aqui.

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