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O Torcicologologista, Excelência - Gonçalo M. Tavares

Sinopse: “Tudo o que é sério tem dois lados divertidos”: duas excelências conversam sobre amenidades e vãs filosofias. Autoridades de coisa nenhuma, os personagens travam diálogos que beiram o absurdo, mas um absurdo com método e um (curioso) rigor científico. Há aqui, é claro, a prosa habilidosa, a fuga dos padrões e toda a inventividade de Gonçalo M. Tavares. Nas entrelinhas, o leitor encontra uma visão crítica da sociedade e suas incongruências em um texto que é, do início ao fim, marcado pelo humor.
Neste livro, Gonçalo coloca algumas “excelências” a debater, elucubrar, sofismar, sobre como se faz uma revolução, o tempo, o espaço, a linguagem, o corpo, entre dezenas de assuntos. E aí está o torcicologologismo da coisa: os diálogos nos fazem olhar para outros lados dos assuntos propostos e até mesmo para outros lados da ideia de lógica.
“É como se os personagens quisessem dizer que sofremos de torcicolo das ideias, sempre olhando para as mesmas ideias, para o mesmo lado de todas as questões”, explica na orelha do livro o curador da Coleção Gira, Reginaldo Pujol Filho. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora.
TAVARES, Gonçalo M. O Torcicologologista, Excelência. Dublinense, 2017. 252.


O Torcicologologista, Excelência é dividido em duas partes, sendo a primeira - a maior parte - um diálogo e a segunda traz uma cidade contemporânea.

Na primeira parte do livro há um diálogo entre Excelências, onde os personagens estão a discutir o cotidiano, desde como se faz uma revolução até a diferença entre bem e mal. Há uma constante crítica à sociedade atual e à forma como vivemos. A estupidez humana é tratada nas entrelinhas e por várias vezes rimos de nós mesmos.

"- Metade do seu corpo é corajosa. Por exemplo, os seus olhos são corajosos, mas entretanto suas pernas fogem. É isso?
- Exacto. Aliás, os meus olhos nunca fogem. Ficam sempre no mesmo lugar, o que foge são as minhas pernas. No fundo, sou um corajoso a nível óptico."

De uma forma única, o autor nos traz novas definições para conceitos conhecidos, tais como moda, beleza e coragem. Além de novas definições, tem-se também a reflexão sobre a propagação das ideias nos dias de hoje e sobre a forma como agimos diante de determinadas situações. Nesta parte há uma tentativa de se entender a existência humana e suas peculiaridades.

"- A gula é, então, um pecado semelhante ao mau ouvinte, àquele que não dá atenção aos outros. É afinal um pecado não da barriga, mas dos ouvidos, da audição.
- A gula é um pecado auditivo, eis uma boa definição."

Na segunda parte, o autor retrata a cidade moderna, tratando as pessoas por números ao invés de nomes. Um verdadeiro caos, onde a esperança é pouca e as pessoas são obcecadas, doentes. Nesta parte o mais interessante é ver que, mesmo que não seja uma história da forma com a qual a maioria de nós está acostumado, há uma ligação dos fatos, uma conexão entre uma linha e outra.

"O Número 1 diz que quer mudar de casa.
O Número 2 diz que quer mudar de emprego.
O Número 3 diz que quer mudar de cidade." 

O Torcicologologista, Excelência, apesar de ter uma leitura fluida, não é para qualquer um, pois não traz uma história pronta, um conto com o qual nos encantamos. Me identifiquei muito com a obra por causa da relação que os diálogos têm com o nosso cotidiano. Gonçalo M. Tavares tem um estilo bem diferente do que estou acostumada a ler, mas tive uma experiência única com esta obra e acho que todos deveríamos ler algo do gênero de vez em quando.


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A descoberta da Currywurst - Uwe Timm

Sinopse: Enquanto conta para um entrevistador a origem da currywurst, Lena Brücker reconstrói a atmosfera de um país ocupado ao fim da Segunda Guerra, à espera do colapso iminente, e revive a sucessão de fatos que levaram à descoberta do prato que viria a se tornar um símbolo da nova Alemanha. Este caminho perpassa a solidão de quem vê a família inteira ir para o front, os improvisos que possibilitam a sobrevivência em tempos de guerra, a constante vigilância do regime nazista e a uma relação obsessiva com um soldado muito mais jovem, a quem deu abrigo e transformou em desertor de guerra e seu amante. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
TIMM, Uwe. A descoberta da Currywurst. Dublinense, 2015. 192 p.


Antes de começar a falar sobre o livro propriamente, vale esclarecer o que vem a ser a currywurst: trata-se de um prato de fast-food tipicamente alemão que surgiu no fim da Segunda Guerra Mundial, e consiste em salsicha de porco cortada e temperada com katchup ao curry. Existem várias versões sobre como e onde teria surgido esse prato e o livro de Uwe Timm traz a sua própria.

Em A descoberta da Currywurst, o narrador do livro volta à sua cidade da infância, Hamburgo, tentando resgatar uma história ouvida há muitos anos, quando uma velha conhecida teria afirmado ter inventando a currywurst. Ao reencontrar Lena Brüker, conhece não somente a forma inusitada com que o prato surgiu, mas todos os acontecimentos da vida daquela mulher que levaram a isso.

"Sem vontade, ela havia cozinhado para si e para o marido e, para ser sincera, também havia cozinhado sem vontade para as crianças quando o marido não estava em casa. Mas então, estranhamente, quando tudo estava faltando, quando outras pessoas perdiam a vontade de cozinhar porque mal havia ingredientes, foi aí que começou a ter vontade de cozinhar. Divertia-se em se virar com tão pouco. Procurava traduzir sabores. Aventurava-se com receitas que, antigamente, quando ainda havia todos os ingredientes, nunca teria cozinhado."

Uwe Timm utilizou-se de um formato bastante peculiar para narrar esse livro. Toda a trama é escrita em texto corrido, sem aspas ou travessões que demarquem os diálogos. É interessante perceber que essa construção não atrapalha em nada a leitura, mas, ao contrário, torna-a mais interessante. O autor usa as próprias palavras para delimitar diálogos, e usa isso com tanta propriedade que não há dúvida quando se trata ou não de uma fala. Essa formatação de texto dá a impressão de que se trata, na verdade, da transcrição de um áudio - sem pausas, sem interrupções, uma única voz que narra os acontecimentos.

Acompanhar a história de Lena traz ao leitor a quebra de alguns paradigmas morais. Conhecer a vida de uma mulher, já nos seus quarenta anos, com dois filhos crescidos e um marido que partiu, e saber que precisa enfrentar sozinha as dificuldades da época da Guerra e lidar, principalmente, com a solidão, torna difícil julgá-la quando deixa de fazer o que é certo para manter a ilusão de alguns dias perfeitos. Por mais egoísta que sejam suas atitudes, é fácil compreendê-la e desejar que encontre, de algum modo, alguma felicidade.

É curioso, nesse livro, que, embora Lena não seja a narradora, é ela a protagonista da obra. É por ela que surge empatia e é ela que se quer conhecer. O narrador é, na verdade, um mero coadjuvante, sobre quem se sabe quase nada, nem ao menos seu nome, e que está ali apenas para ouvir o que Lena tem para contar - assim como nós, leitores.

No mais, vale destaque para a bela Edição da Editora Dublinense, que além de trazer uma bela capa e diagramação confortável para a leitura, enriqueceu a obra com imagens da época no interior da capa.


A descoberta da Currywurst é uma leitura rápida e agradável, que tem como proposta aum tema aparentemente irrelevante - comida -, mas que traz consigo reflexões mais profundas sobre assuntos difíceis, como a Guerra, a solidão, a velhice, entre outros.

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Amores Impossíveis e Outras Perturbações Quânticas - Lucas Silveira

Sinopse: O que teria a dizer um músico sobre o amor, o sentido da vida e a física quântica? A proposta deste livro pode parecer ousada, mas Lucas Silveira consegue lançar mão de sua sensibilidade artística para guiar o leitor por uma intrincada rede de reflexões e sentimentos com os quais é fácil se identificar.
Entusiasta das teorias quânticas, Lucas busca medir a natureza humana dentro das infinitas possibilidades do universo, e a resposta só poderia ser desconcertante: nossa pequenez é evidente, e nossas vidas duram muito pouco. Ainda assim, é possível preencher nosso tempo sobre o mundo com amores capazes de descarrilar trens, músicas capazes de ressoar à eternidade e sonhos capazes de unir pessoas.
Misturando reminiscências e questionamentos existenciais, o autor constrói uma narrativa fragmentada mas fluida. Aqueles que já são seus fãs vão encontrar ecos de suas músicas, e aqueles que o conhecem agora poderão mergulhar em suas inquietações e confirmar que somos, todos nós, mais parecidos do que à primeira vista. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora.
 SILVEIRA, Lucas. Amores Impossíveis e Outras Perturbações Quânticas. Editora Dublinense, 2016. 144 p.


Sabe aqueles livros que ao ler percebemos que ficarão guardados para sempre em nossa memória? Então, esse é um desses livros. As palavras contidas nele tem uma profundidade incrível, que nos faz trasbordar em sentimentos e reflexões.

Creio que a maioria dos brasileiros deve conhecer Lucas Silveira, cantor e um dos compositores da banda Fresno, que fez muito sucesso há alguns anos atrás. Hoje em dia não o vemos tanto nas mídias, mas mesmo com algumas modificações de integrantes, a banda continua na estrada. Confesso que como muitas pessoas, era fã da banda, conhecia todas as músicas... Mas o tempo vai passando e o gosto vai mudando, acabei deixando de ouvir a banda por bastante tempo. Até o ano passado, onde acabei voltando a ouvir por acaso e tive a oportunidade de ir em um dos shows que eles fizeram na cidade vizinha. Percebi que a banda amadureceu muito, tanto no tipo de som quanto nas letras, e neste livro podemos ver um pouquinho dessa evolução.


O livro é composto por textos que falam sobre diferentes assuntos, todos muito bem escritos e na maioria das vezes com uma carga de sentimentos muito grande, outras nem tanto. A maior parte dos textos são escritos em tons de memórias, como se o autor estivesse relembrando fatos que marcaram de alguma forma a sua vida.

Há uma mistura de sentimentos e leis da física que pode parecer estranho, mas funcionaram muito bem! A forma como o autor mergulha na imensidão das palavras é muito inspiradora e ele usou bastante de metáforas, proporcionando uma viagem ainda maior aos leitores.

A diagramação ficou bem bacana com uma fonte diferente e linhas bem espaçadas, como se tivesse sido escrito em máquina de escrever. Há algumas frases grifadas, que marcam o leitor e causa reflexão. Para aumentar a ainda mais a qualidade da obra, inseriram algumas ilustrações muito bonitas, todas em tons de azul, tornando o livro ainda mais belo.

Esse é um daqueles livros que não deveriam ser lidos de uma vez, devem ser lido aos poucos, com calma, para que o leitor possa absorver cada sentimento transmitido no decorrer dos textos. E se possível, dever ser lido mais de uma vez, por que não? Recomendo para todos que assim como eu, gostam de mergulhar nesses pequenos textos, mas com grandes significados.









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Mistério no Centro Histórico - Tailor Diniz

Sinopse: Mistério no Centro Histórico traz de volta Walter Jacquet, personagem de Crime na feira do livro. Agora, Jacquet, acompanhado do aspirante a escritor Joãozinho Macedônio, investiga a explosão de uma bomba no Centro Histórico de Porto Alegre. Para lidar com perigosos terroristas e autoridades confusas, a dupla adota o simples uso de raciocínios lógicos, chegando a uma reviravolta digna das melhores tramas do gênero. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
DINIZ, Tailor. Mistério no Centro Histórico. Dublinense, 2016. 160 p.

Havia muito, muito tempo que eu não lia um romance policial. Acredito que tenha sido esse o fator decisivo que me fez solicitar Mistério no Centro Histórico para resenha pela Editora Dublinense. Apesar de minhas decisões completamente aleatórias quando se referem às escolhas de leitura, gostei do que encontrei na obra de Tailor Diniz e fiquei feliz de ter me aventurado em um romance investigativo completamente brasileiro.

A trama se passa na capital gaúcha, Porto Alegre. Após um telefonema anônimo para a polícia local com a data, endereço e hora da explosão de uma bomba, eis que o temor se concretiza: a bomba explode, um prédio cai e as autoridades precisam mostrar que são capazes de deter uma provável ameaça terrorista em território nacional.

Mistério no Centro Histórico conta com personagens bem abrasileirados e expansivos, o que dá um tom cômico à narrativa. Essa comicidade é discreta, destacada pelo exagero disfarçado no texto do autor. Achei engraçada, por exemplo, a tipicidade gaúcha tão bem desenvolvida no texto, a forma como o autor conseguiu explicitar aquela paixão que têm por seu Estado, que beira mesmo o drama, tão nitidamente na história.

"Dizendo isso, levantou-se o secretário. Em passos rápidos foi até a saída, em meio aos gritos dos jornalistas que faziam várias perguntas ao mesmo tempo. Antes de atravessar a porta, como se estivesse se lembrando de algo que pretendia ter dito durante a entrevista, virou-se outra vez para os jornalistas e fez uma breve observação: 'Tenham em conta que o dia em que ocorreu o atentado foi 11 de setembro. Perceberam? Primeiro aniversário da bomba nos Estados Unidos da América. Pode haver um recado ao mundo aí. E a capital dos gaúchos, por sua importância política, estratégica e cultural, foi a escolhida. Mais uma vez, obrigado pela preciosa atenção de vocês'".

Gostei ainda do perfil crítico dado ao texto. A narrativa mostra como políticos e autoridades muitas vezes querem se mostrar eficientes e resolver o assunto logo e nem sempre dão a devida atenção ou buscam a verdade. Solucionar o mistério foi "fácil", mas não importava se a resposta estava correta. Adicionado a isso, a trama traz uma reflexão sobre estereótipos e preconceito, sobre a facilidade de julgar alguém que se "enquadra" no perfil.

Acompanhar a investigação também foi interessante. Apesar de ter compreendido o final logo que as dúvidas foram listadas e não ter tido um fechamento tão inesperado assim, a construção do mistério foi bastante instigante e o fim foi, no mínimo, inusitado. Gostei da ironia por trás da situação, e ri bastante com a conclusão, aliás. Não tenho certeza se era para ser divertido, mas eu me diverti mesmo assim.

Mistério no Centro Histórico é um livro curto, de leitura rápida, gostoso de acompanhar. Não é aquele tipo de livro que vai marcar ou ser surpreendente e os personagens não possuem grande empatia, mas o toque de humor com certeza faz valer a leitura.


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Respeitável Público - Henrique Schneider

Sinopse: Teodoro Alegria governa a cidade de Galateia a fogo e favores. Entre os ofícios pouco urgentes e a fome intratável, com a esposa e a filha tranquilas e um tanto tristes, ele vive como acha que deve ser. Eis que chega o Holywood, pobre na estrutura, rico na extravagância. O trapezista com olhos cor de púrpura, a cigana com aroma de sândalo, o dono do circo com dentes de ouro — todos dispostos a oferecer ao respeitável público um espetáculo com tradição e grandeza. No dia da estreia, uma força inexplicável surge como ameaça ao poder do prefeito. Destino? Sorte? Do picadeiro ao gabinete, nas ruas malcuidadas e nos cafés sonolentos, agora só se fala nisso. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
SCHNEIDER, Henrique. Respeitável Público. Porto Alegre: Dublinense, 2015. 126 p.

Respeitável Público, de Henrique Schneider, foi o primeiro livro que recebi em parceria com a Editora Dublinense, e preciso confessar que estou em conflito com a história desde que terminei a última página. Gostei bastante da leitura, mas sinto que o autor queria passar algo nas entrelinhas, algo que me escapou, e eu não consigo, por conta disso, enxergar o sentido do todo. É um pouco frustrante, mas se tornou difícil parar de racionalizar sobre o livro.

A trama se passa em uma cidade do interior, Galateia, e tem como personagens principais o prefeito, Teodoro Alegria, e sua família. Totalmente opostos ao nome de família, nem Teodoro, nem Madalena, sua esposa, ou Alba Rosa, filha do casal, parecem ter um mínimo de luz própria. Enquanto ele se afunda na rabugisse, elas vivem no mundo do silêncio, dos sonhos e da melancolia. São personagens tão propensos a uma só característica que figuram como caricatos, exagerados. Nada existe em pouca quantidade naquela família, tudo é muito.

Como promessa de um fulgor àquela cidade estagnada, chega o circo Holywood. Sempre impregnado de magia, como não poderia deixar de ser, ainda que decadente, o circo traz consigo um ar de esperança e de mudança. A própria mágica do circo confere novidades à mesmice popular e, por óbvio, todos estão presente na inauguração.

O engraçado sobre a mágica do circo, nesta história, é que ela realmente existe e é quase imperceptível aos mais céticos, até ficar completamente inegável. Quando o dono do circo comentou sobre gêmeos siameses separados por um terremoto, ou sobre a mulher barbada que acidentalmente se barbeou, tudo que eu conseguia imaginar é que o pequenino homem possuía uma criatividade exacerbada para inventar desculpas tão esdrúxulas. Só que, em determinado momento do livro, tudo começa a ficar tão completamente esdrúxulo e irreal que só é possível pensar que, naquela trama, tudo é possível. O avô de Alba Rosa que o diga!

A obra faz ainda uma crítica suave sobre política e poder e retrata com maestria o descaso dos representantes eleitos com o povo, com ressalva, é claro, ao período eleitoral. Há um toque de ironia na escrita do autor que torna essas passagens mais leves e engraçadas, mas é um pouco triste ver como somos todos tratados diariamente como palhaços.

A escrita de Henrique Schneider possui uma característica toda própria, de construção indefinível. A leitura é, por isso, desafiadora, já que parece sempre dizer mais do que está escrito. O único problema que tive foi, como eu disse no início, a sensação de que eu perdi algum detalhe. Considerando que cada frase podia representar mais de uma coisa ao mesmo tempo, sinto que não percebi algum dos significados e minha leitura ficou incompleta. Claro que isso pode ser só cisma minha e não ter outro significado oculto a ser compreendido, mas eu realmente tive essa sensação.

A confecção do livro está linda, a começar pela capa. Os detalhes em preto na parte interna do livro dão um ar artístico à obra e é notável o cuidado dispensado pela editora para que tudo ficasse tão belo.

Respeitável Público trata-se de um livro nacional que, em suas pouquíssimas páginas, conseguiu ser mais rico que muitos dos livros que já li. Para quem quiser um livro intrigante e desafiador, mas ao mesmo tempo rápido e gostoso de ler, está mais do que recomendado.



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Novidades #140: Parceria Editora Dublinense

Oi pessoal, hoje vim comentar uma novidade ótima para o Conjunto da Obra! Agora somos parceiros da Editora Dublinense e seus selos!

A Dublinense nasceu do não. Ou da Não. Mais precisamente, do não da Não. Há dois anos como sócio da Não Editora, Rodrigo Rosp recebia uma infinidade de originais que adorava, mas que não se encaixavam na proposta bastante específica da casa. Era 2009, surgiu então a ideia de montar uma editora que fosse eclética, que se permitisse navegar à vontade pelos diversos gêneros. E assim surgiu a Dublinense.

O catálogo da editora realmente cumpre a proposta que adotou para si: tem livros diversos e ecléticos. Romances, ficção, biografias, e outros mais. Já tive a oportunidade de ler Pasta Senza Vino, publicado pelo Terceiro Selo. Também já recebi para resenha no blog um exemplar de Respeitável público, que parece ser um ótimo livro nacional.

Agradeço imensamente à Editora por esse voto de confiança, e espero que a parceria seja ótima para os dois lados.

Quem quiser conhecer um pouquinho mais dos livros publicados pela Dublinense, confere aqui.







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