HOLANDA, Arlene. Inácio: O Cantador-Rei da Catingueira. Editora Gaivota, 2014. 76 p.Sinopse: Inácio de Catingueira, menino-escravo, um dos precursores do repente no sertão da Paraíba, deixou sua história na boca do povo, como memória cultural coletiva. E é a partir da tradição oral que a história surge neste livro, como uma biografia romanceada, mais ligada às tradições do que a fatos documentados e informações oficiais, trazendo traços da cultura de um povo que, há muito, é renegado pelo racismo e pelo preconceito. (Skoob)
Através de uma narrativa simples, sem muitos floreios, Arlene Holanda dá a conhecer a breve história de Inácio, um escravo, filho apenas de mãe, uma vez que o pai era desconhecido, mas suspeitava-se ser o senhor do engenho, que tornou-se um dos maiores repentistas do nordeste.
Metade das poucas páginas que compõem este livro, concentram-se em explicar como funcionavam as fazendas e o regime de escravatura da região. Logo em seguida, somos apresentados ao nascimento de Inácio, a venda de sua mãe, uma vez que a esposa do fazendeiro sentia ciúmes dela, sua exclusão por parte dos outros escravos e, finalmente, a descoberta do talento repentista.
Foi através dos duelos entre cantadores, que Inácio construiu sua vida. Se não como homem totalmente livre, pelo menos o mais próximo que a época permitia. Seu senhor permitia que ele se ausentasse e acumulasse os bens que adquiria das pelejas e apresentações, o que permitiu que construísse uma moradia própria e mantivesse algum dinheiro consigo.
O acontecimento mais famoso, e que até hoje perdura pelas histórias da catingueira, foi o duelo que ele travou com o maior repentista da época, Romano da Mãe D'Água, e que durou dias. Uns dizem três dias. Outros dizem até oito dias. O que se tem certeza, é que Inácio venceu o duelo e imortalizou seu nome.
A pequena obra, Inácio: O Cantador-Rei da Catingueira, possui ilustrações belíssimas, além de reproduções de alguns dos versos usados pelo repentista. A leitura é extremamente rápida e agradável, indicada para qualquer um que ame o Brasil e a diversidade cultural que possuímos. Sem mencionar o quão bem seria se a obra fosse inserida em nossas escolas.
Metade das poucas páginas que compõem este livro, concentram-se em explicar como funcionavam as fazendas e o regime de escravatura da região. Logo em seguida, somos apresentados ao nascimento de Inácio, a venda de sua mãe, uma vez que a esposa do fazendeiro sentia ciúmes dela, sua exclusão por parte dos outros escravos e, finalmente, a descoberta do talento repentista.
Foi através dos duelos entre cantadores, que Inácio construiu sua vida. Se não como homem totalmente livre, pelo menos o mais próximo que a época permitia. Seu senhor permitia que ele se ausentasse e acumulasse os bens que adquiria das pelejas e apresentações, o que permitiu que construísse uma moradia própria e mantivesse algum dinheiro consigo.
O acontecimento mais famoso, e que até hoje perdura pelas histórias da catingueira, foi o duelo que ele travou com o maior repentista da época, Romano da Mãe D'Água, e que durou dias. Uns dizem três dias. Outros dizem até oito dias. O que se tem certeza, é que Inácio venceu o duelo e imortalizou seu nome.
A pequena obra, Inácio: O Cantador-Rei da Catingueira, possui ilustrações belíssimas, além de reproduções de alguns dos versos usados pelo repentista. A leitura é extremamente rápida e agradável, indicada para qualquer um que ame o Brasil e a diversidade cultural que possuímos. Sem mencionar o quão bem seria se a obra fosse inserida em nossas escolas.











