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Traços - Eduardo Cilto

Sinopse: Quando Matheus aceitou acompanhar Beatriz na festa do colégio, jamais imaginou que terminaria a noite participando de um ritual místico (de veracidade duvidosa) para saber o que o futuro reservava para ele e a amiga. Assim que as velas que os cercavam se apagam e uma resposta esquisita encerra a cerimônia, Beatriz leva o resultado a sério e entende que deve fugir da cidade pequena para se encontrar com seu destino nas ruas da capital de São Paulo. Perdido no meio de tudo, Matheus é obrigado a repensar o que considera certo ou errado quando é convidado para participar do plano maluco de fuga e decide que precisa passar por cima dos limites impostos pelos pais para finalmente ser capaz de entender quem realmente é. Os dois amigos partem sozinhos para São Paulo e carregam consigo não somente as malas nas costas, mas também o peso de todos os problemas que achavam que estavam deixando para trás. Sem ter ideia do que estão enfrentando, Matheus e Beatriz descobrem mais sobre si mesmos, criam, quebram laços e encaram desafios que jamais pensaram que confrontariam enquanto contavam as moedas para realizar esse grande plano que iria mudar suas vidas para sempre. (Skoob)

CILTO, Eduardo Traços. Editora Outro Planeta, 2016. 272 p.

Matheus é o melhor amigo de Beatriz, e vice-versa. Mas ele nutre um amor platônico pela menina e não sabe se pode ser correspondido. Beatriz desconhece os reais sentimentos dele, embora todos, no colégio onde estudam, saibam. Na noite de uma festa, os dois vão à casa de Fernanda, uma colega gótica/dark, e participam de um ritual de magia, onde a menina solta uma frase que dispara em Beatriz a resposta para o significado de sua vida: fugir para São Paulo atrás de um youtuber, que faz vídeos de auto-ajuda, porque ela pensa que está apaixonada por ele, que ele é a única pessoa no mundo que poderá entendê-la e que os dois poderão ficar juntos.

Nesse ponto, Matheus chuta tudo para cima, inclusive a relação estável com os pais, e foge com Beatriz, mesmo ela indo atrás de outro. No meio do caminho, eles sofrem assédio por parte de um motorista, roubam, se perdem, encontram drag queens, um lago místico, até que conseguem chegar em São Paulo, apenas para descobrirem que o youtuber foi sequestrado e está sendo obrigado a participar de vídeos de tortura, estilo o que foi visto no filme Jogos Mortais. Fora isso, Matheus encontra Samantha, uma antiga amiga, que balança seu coração para outro lado.


Bem... enfim... vou ser bem direto: realmente é muito ruim. Não gostei de nada do que li. Após a leitura, a sensação que fica é que são várias ideias desconexas, e algumas realmente absurdas, que foram reunidas sem qualquer ligação entre si.

E é isso mesmo que Traços é: um apanhado de várias situações que foram costuradas através de coincidências, de forma que a história seja sequencial, com início, meio e fim. É uma coincidência a frase que Fernanda menciona no ritual de magia, mesmo ela nunca tendo apresentado poderes paranormais; é uma coincidência eles serem resgatados pelas drag queens, que estão indo, exatamente, para o mesmo lugar que eles; é uma coincidência eles encontrarem Samantha, a antiga amiga de Matheus, quando eles não têm onde ficar na cidade; é uma coincidência Matheus ler uma notícia de um vídeo que dá pistas de como descobrir onde o youtuber está sendo mantido em cativeiro; é uma coincidência que o local seja o mesmo local onde Beatriz e Matheus passaram poucas horas antes; é uma coincidência que eles sejam salvos em cima da hora quando estão sendo perseguidos. Resumindo, praticamente todos os problemas são resolvidos pelo destino, por coincidências, e não por ações pensadas, planejadas.

Mas isso não seria um problema tão grande se os personagens fossem, pelo menos, interessantes. Mas não são. Pelo contrário.


Matheus é extremamente indeciso, medroso e ingênuo na maioria dos momentos, mas em outros se mostra uma pessoa totalmente confiante e corajoso o suficiente para contrariar os pais, aventurar-se em uma metrópole imensa, enfrentar assassinos e um possível estuprador, entre outras situações. Mais que isso, até: todo o sentimento que ele sente por Beatriz, sua paixão desde sempre, e que é a motivação para tudo isso, de repente é colocado em dúvida apenas pelo fato dele reencontrar uma antiga colega de escola, Samantha.

Samantha é uma das muitas coincidências que não são explicadas. Em um momento em que Beatriz e Matheus estão sem uma solução para um problema, ela aparece do nada, em uma cidade com milhões de habitantes, e os resgata. Mais que isso: é ela quem está na capa de Traços ao lado de Matheus, e não Beatriz.

Beatriz é uma personagem egoísta, inconsequente, manipuladora e obcecada. Não há como simpatizar com ela. E isso afeta até o que sentimos por Matheus, porque as situações que vão sendo provocadas por Beatriz, e que ele aceita, acoberta e compartilha, apenas com base em um sentimento que ele não sabe se é correspondido, transformam Matheus em um mané completo.

Mas tudo isso não me causou tanto constrangimento quanto o final da história. O destino de Beatriz e Samantha, além da solução para os sentimentos que Matheus nutre, é tão abrupto, tão desproporcional... que me arrependo de não ter começado a ler pelo fim e ter poupado horas de uma leitura frustrante.

Então, se você é fã do youtuber, leia e talvez consiga ignorar todos os problemas

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Caçadora de Estrelas - Claudia Gray

Sinopse: No primeiro livro da série Noite Eterna, Bianca revela seu surpreendente lado sobrenatural de uma maneira que o leitor jamais esquecerá. O que foi assustador para Lucas, não impediu que os dois continuassem se amando. Até que foram forçados a enfrentar a separação pelo bem de suas próprias vidas... Havia muitos segredos em jogo.
Em Caçadora de estrelas, um novo ano começa, e Bianca volta à escola Noite Eterna sabendo que já não terá a companhia de Lucas. Os desafios serão ainda maiores. As surpresas ainda mais assustadoras. Quem poderá ajudá-la a sobreviver em Noite Eterna? (Skoob)
GRAY, Claudia. Caçadora de Estrelas. Evernight #2. Planeta: 2010. 304 p.
 
Com o início de seu segundo ano na escola Noite Eterna, Bianca não se sente tão desesperada como no ano anterior. Apesar de não contar mais com a companhia de Lucas e nem ao menos saber quando o verá novamente, uma carta vinda por meio de Vic permite que ela tenha novas esperanças.

Mas a necessidade de alimentação adequada tem se tornado cada vez mais avassaladora e a presença de seres desconhecidos na escola a deixa cada vez mais assustada. Tudo isso junto ao fato de que uma pessoa importante para Balthazar ressurge nas cidades próximas, e a necessidade que Bianca e ele sentem da ajuda um do outro pode trazer uma proximidade inesperada entre os dois.


"- A primeira vez que percebi que não era só diversão e mágica... A primeira vez que soube que havia algo ruim em seu um... - olhei ao redor. Esta seção da livraria ainda estava deserta, mas evitei dizer a palavra, de qualquer modo - ... algo ruim nisso, foi quando percebi que eu nunca ia morrer, mas todos os meus amigos de Arrowwood iam. [...] Todos. Ficariam velhos e depois iriam embora, e eu ficaria sozinha. Isso me aterrorizou, porque percebi que, de todas as pessoas que eu amava no mundo, havia muito poucas que poderia manter.
Suavemente, Lucas segurou minha face com uma das mãos. Engoli o nó de minha garganta e continuei.
- Então tentei pensar no que eu poderia manter. Se existiria algo que pudesse ficar comigo para sempre.
- As estrelas - disse Lucas. - Você sabia que sempre teria as estrelas."


Assim como Noite Eterna, Caçadora de Estrelas continua cheio de emoções e surpresas. Não há tantas reviravoltas quanto no livro anterior, mas é preciso se manter atento durante toda a leitura, já que o suspense e as surpresas surgem dos pontos menos esperados. Os personagens agora estão melhor delineados, e já se sabe de quem esperar coisas ruins ou boas, pelo menos na maioria das vezes.

Aquilo que ficou pendente no livro anterior foi resolvido, mas as soluções trouxeram novas questões, que deixam para o enredo bons caminhos para sequência. Novos personagens - codinome problema - e situações que têm potencial para alterarem todo o rumo da história marcaram o fim da leitura, o que nos deixa sem saber muito bem o que esperar de um próximo livro.

A agressividade que eu esperei no triângulo Lucas - Bianca - Balthazar finalmente se mostrou, e deu uma maior graça ao romance que estava meio morno. Balthazar, por sinal, é meu favorito, já que o Lucas me provoca uma sensação meio "pesada", e não me deixa suspirando, como era para ser. Não que ele não seja um personagem bom ou bonitinho, mas sinto que o romance dele e de Bianca é um pouco infantil, sem graça, e Balthazar é tão maduro e atencioso que não há como não suspirar por ele.

Caçadora de Estrelas se mostrou melhor que seu antecessor: me senti muito mais envolvida com os dramas, os personagens e o fim deste livro me deixou mais curiosa para ler a continuação. Durante a leitura, me sentia grudada às páginas, mas a trama ainda se prendeu ao patamar das "boas", sem ser, por enquanto, nadinha mais que isso.
Se quiser conhecer um pouco mais sobre Noite Eterna, clique aqui.

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Aprendendo a Seduzir - Patrícia Cabot

Sinopse: Durante um baile, Lady Caroline Linford abre a porta de um dos cômodos e flagra seu noivo, o marquês de Winchilsea, nos braços de outra mulher.
Para a sociedade vitoriana do século XIX, tais escapulidas masculinas eram normais, e cancelar o casamento seria impensável. O jeito, decide a jovem, é aprender a ser, ao mesmo tempo, a esposa e a amante, para que o marquês nunca mais tenha de procurar outra mulher fora do lar. Por isso, resolve tomar lições - teóricas, claro - sobre a arte do amor com o melhor dos professores: Braden Granville, o mais notório libertino de Londres.
Logo nas primeiras aulas começam a voar faíscas e as barreiras entre professor e aluna caem.
Escrito por Meg Cabot, sob seu pseudônimo, esse romance vai mostrar que o amor escolhe seus próprios caminhos, sempre imprevisíveis. (Skoob)
CABOT, Patricia. Aprendendo a Seduzir. Planeta, 2010. 368 p.


Lady Caroline Linford estava noiva do encantador Marquês de Winshelsea, Hurst Slater, e acreditava que não poderia ser mais feliz ao lado de outro homem; até encontrar seu noivo em um "abraço comprometedor" com Lady Jacquelyn Seldon. Sabendo que tinha uma dívida de gratidão com Hurst, por ele ter salvado seu irmão da morte e que, se rompesse seu noivado, provavelmente nunca mais encontraria alguém com quem se casar, ela começa a pensar em maneiras de fazer com que ele se apaixone por ela, para que não procure novamente ter satisfação nos braços de outra mulher.

E, então, por meio de uma idéia inconsequente, Caroline procura o Senhor Braden Granville com uma proposta que seria benéfica para ambos. Ele, noivo de Jacquelyn, queria uma prova da infidelidade da noiva que o permitisse romper o noivado, e ela queria que ele, o Lothario de Londres, a ensinasse como seduzir. Braden só não imaginava como seria difícil permanecer apenas na teoria.

Aprendendo a seduzir, de Meg Cabot sob seu codinome Patrícia, sem dúvidas é uma boa história. A escrita da autora, como já conhecido, torna o texto agradável e, junto ao enredo, fica impossível não querer devorar mais e mais páginas.


"O fato é que Caroline Linford era uma criatura tão carnal como ele, fraqueza que se escondia sob aquela aparência virtuosa, aquelas luvas brancas, as roupas íntimas todas cheias de enfeites e rendas. Ele se dava conta agora de que soube isso desde o primeiro momento em que a beijara, quando ele percebera que ali estava, finalmente, o que ele havia procurado durante toda a vida: uma boa mulher, uma mulher honesta e bondosa, cuja surpresa diante do mundo era carregada da sensualidade mais voraz que ele já havia encontrado, com exceção talvez da sua.
Mas como fazer para que ela admitisse isso, que tirasse as luvas brancas e aceitasse o fato de que os dois pertenciam um ao outro? O único jeito era mostrar isso a ela.
E então ele tentou." (pág. 265)


Teve algo, porém, que não me agradou completamente. Quando comecei a ler a história tive a impressão de que Caroline era a própria Mia Thermopolis, de O diário da princesa. A insegurança das duas quanto a suas aparências, a paixão pelos animais, o apoio pelas causas sociais, a ingenuidade de ambas e a força que tinham para defenderem aquilo em que acreditavam, além de todas as demais características de suas personalidades, são iguais. Não que isso atrapalhasse a história, nem que fosse ruim, até porque adoro a Mia, mas era como se a mesma personagem estivesse em outro século e vivendo outra história.

Os outros personagens são bem construídos e muito bons: gostei da excentricidade do Granville pai, do jeito doce de Tommy, irmão de Caroline, da originalidade de Emmy, melhor amiga da protagonista (que também não pude deixar de comparar à Lilly), e também me diverti bastante com o caso da inteligente Jacquelyn e do tapado Hurst.

Braden era um homem bem interessante: misturava a rigidez de um homem forte e decidido e a suavidade necessária para agradar uma mulher. Ele e Caroline, por sinal, protagonizaram cenas quentes, que conseguiam descrever o desejo latente entre os dois e o sentimento que florescia, ao mesmo tempo.

Apesar de não ter muitos toques de humor, característico de Meg, o livro não perde a essência da autora e cumpre seu propósito: leitura leve e fácil, que nos deixa instigados até a última página.

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Noite Eterna - Claudia Gray

Fonte da imagem: Pequena Mia
Sinopse: Claudia Gray, autora que vem conquistando jovens do mundo inteiro, apresenta personagens convincentes em uma narrativa de tirar o fôlego em Noite eterna. Bianca acaba de deixar a sua cidade natal e é a aluna nova em um misterioso colégio, onde seus colegas parecem perfeitos demais para ser verdade. Ela se sente como um peixe fora d´água até conhecer Lucas, outro solitário. A química entre os dois é irresistível e Bianca se vê disposta a arriscar tudo para ficar com ele.Mas alguns segredos obscuros vão ficar no caminho do casal e farão a jovem questionar tudo em que até hoje acreditou. Este é o primeiro de quatro volumes da série Noite Eterna que a Editora Planeta traz ao Brasil. (Skoob)
GRAY, Claudia. Noite Eterna. Evernight #1. Planeta: 2010. 304 p.


Bianca sempre viveu em uma cidade pequena, que agora tinha que deixar. Apesar de nunca ter se encaixado em algum lugar, mudanças não são fáceis para ninguém, especialmente para uma garota tímida como ela. E ser obrigada a ir com seus pais para a escola Noite Eterna era o problema. A escola era sombria, os alunos, com algumas exceções, eram tão indiferentes que era impossível não se sentir deslocada.

O que ela não esperava, era que no primeiro dia de aula fosse conhecer e se aproximar de alguém. A afinidade entre ela e Lucas é perceptível, e os dois encontram um no outro uma forma de enfrentar os segredos obscuros por trás dos muros da escola. A partir disso, os dois descobrem juntos o amor. Tantos segredos, entretanto, podem afetar suas vidas para sempre, impedindo-os, inclusive, de ficarem juntos.


"- Você ainda tem medo de mim?
- Não, não tenho. Nem um pouco. - Lucas sacudiu a cabeça devagar, com os olhos incrédulos - Eu devia estar... droga, nem sei o que devia sentir. Fico me dizendo que eu deveria ficar longe. Esquecer você, por que tudo mudou. Mas não consigo.
- O quê? - eu estava passada demais para ter esperança.
[...] - Tentei muito esquecer, Bianca. Não consegui. Então em me convenci de que era meu dever voltar à Noite Eterna.
- Dever? - aquilo me deixou confusa.
- Para saber a verdade? Para ver o que acontecia? Não sei. [...] Mas assim que te vi de novo, eu soube que ainda precisava de você. [...] Não tenho como evitar o que sinto por você."


Não fazia idéia do que esperar quando peguei o livro. Já havia lido uma ou duas resenhas, mas nenhuma delas citava as reviravoltas e as surpresas durante a trama. Na primeira reviravolta (a revelação de um segredo), eu fiquei completamente chocada e frustrada. Como não tinha percebido aquilo antes? Tive que, inclusive, voltar algumas páginas para ver se eu não tinha deixado passar nada e estava entendendo errado, porque foi complicado aceitar aquela bomba “jogada no meu colo”. E foi apenas a primeira. Tanta coisa acontece que, quando acreditamos que tudo está se tornando claro, Gray muda tudo. Por quase toda a história, não sabia ao menos quem era vilão ou mocinho. 

É impossível não se prender à leitura facilmente. A história foi bem montada, recheada de mistérios, que tiveram praticamente todas as pontas resolvidas até o fim e, dentro do contexto criado pela autora, fizeram todo o sentido. As questões que ainda ficaram em aberto com certeza são assunto dos próximos livros e, como não foi nada que tenha influenciado no desenvolvimento e no desfecho desse, não me incomodou.

Os personagens são, aparentemente bem construídos e apresentam algumas características marcantes. Lucas é um cara fofo, meio avesso às regras, e que eu imaginava com aquele sorriso cafajeste (não, não tem isso no livro) que, tenho de admitir, eu adoro. Gostei do jeito dele, mas, não sei por qual motivo, notei alguma superficialidade. E, infelizmente, isso se estendeu para alguns personagens. A própria Bianca se inclui nesse contexto, pois, apesar de gostar da personagem, ela não me conquistou, não conseguiu me envolver. O Bathazar é outra gracinha, só achei ele bonzinho demais. Acho que esperava mais “agressividade” nesse triângulo amoroso, cenas de ciúme, talvez até algumas brigas e, definitivamente, não foi o que aconteceu. Não sei como será nas continuações, mas espero que isso melhore.

Gostei muito da leitura, mas senti que faltou alguma coisa, algum detalhe, só não sei como colocar isso em palavras. Acho que precisava de algo mais forte, mais ácido, que me fizesse temer ou suspirar. Com certeza continuarei lendo a série, e espero que ela siga melhorando, detalhe que acho imprescindível nas séries.

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