O Chamado Selvagem - Jack London

Sinopse: Jack London, (12 de janeiro de 1876 à 22 de novembro de 1916), foi um autor americano de grande notoriedade. Seu nome foi um pseudônimo; ele provavelmente nasceu como John Griffith Chaney. O autor teve uma vida curta, porém muito produtiva.
Produziu centenas de contos, artigos e mais de 50 livros. Entre eles estão: O lobo do mar, Caninos brancos, A filha das neves.
Tornou-se um dos mais bem pagos escritores no início do século XX.
Seus livros se baseavam em muitas aventuras e fatos vividos pelo próprio London, como em O Chamado Selvagem, baseado em sua experiência na corrida do ouro de Klondike.
O Chamado Selvagem lançado em 1903 é considerado a obra-prima de London e um de seus principais trabalhos, tendo emocionado milhões de pessoas em todo o mundo contando a jornada de Buck, um cão São Bernardo que é raptado de seu confortável lar e levado para o Yukon durante a corrida do ouro no século 19.
Emocione-se e aventure-se com Buck nessa incrível jornada. (Skoob)
LONDON, Jack. O Chamado Selvagem. Dracaena, 2011. 116 p.


Buck vivia tranquilamente nas Terras do Sul, na vastidão da fazenda de seu dono, sendo um fiel companheiro e protetor de toda sua família. O sol conseguia aquecer aquela região, e a liberdade que tinha de passear por aquelas terras, mergulhar nas águas próximas, brincar com as crianças e descansar aos pés do dono perto da lareira, ao tempo em que cumpria suas funções de defensor, o enchiam de um grandioso orgulho.

Mas o fato de ser um são bernardo - em uma época que animas fortes e peludos eram necessárias para buscar o ouro nas frias Terras do Norte - o tirou de sua vida confortável. Um jardineiro da fazenda entrega Buck a um estranho, em troca de algumas moedas. E, assim, Buck inicia um novo momento da sua jornada, aprendendo coisas que até então não precisava aprender e precisando viver de acordo com a "lei dos porretes e das presas".

O chamado selvagem, de Jack London, não pode ser descrito como outra coisa senão instigante. A narrativa foge do comum e, apesar de mostrar os fatos de uma forma inteiramente racional e objetiva, sem se utilizar de recursos sentimentais, faz com que nos encantemos com a beleza implícita na história de Buck.

Buck, um cachorro "civilizado", arrancado de seu lar e jogado à selva, ao trabalho, ao frio, ao convívio com outros cães, aprende a viver por meio de conhecimentos ancestrais que nem mesmo sabe de onde vêm, apenas instinto selvagem e natural. E o horror da vida primitiva tira de Buck quase todos os seus traços de "humanidade". Ele respeita os homens e animais mais fortes apenas por causa das leis da sobrevivência; quase não há sentimentos de lealdade ou afeto, apenas conveniência.


"Esse primeiro roubo veio a mostrar a aptidão de Buck para sobreviver no ambiente hostil das Terras do Norte. Mostrou a sua adaptabilidade e capacidade de se ajustar às condições de mudança, cuja falta teria significado morte rápida e terrível. Mostrou, posteriormente, a decadência ou desintegração da sua natureza moral, tida como uma coisa vã e um obstáculo na luta cruel pela existência. No Sul, sob a luz do amor e da amizade, tudo foi muito bem e se podia respeitar a propriedade privada e os sentimentos de cada um. Entretanto, no Norte, sob a lei do porrete e das presas, quem quer que levasse tais coisas em consideração seria um tolo e, na medida em que Buck as cumprisse, não prosperaria." (pág. 31)


O livro, apesar de ter apenas 116 páginas, não é superficial de maneira alguma. Só aviso para que fiquem atentos, já que não se trata de uma história "fofa" de cachorrinho, passa bem longe disso. O livro vai a fundo e mostra a crueldade da luta pela sobrevivência e para mostrar força aos oponentes, e os instintos são expostos tão claramente que não se consegue julgar as atitudes dos animas, apenas entender e quase sentir. Mas mostra também que, apesar dessa luta, o animal pode ter os sentimentos mais puros e sinceros do que muitos que se denominam seres humanos.

A linguagem rica de London permeia todo a história, mas, mesmo possibilitando uma leitura fácil, essa pode se tornar maçante para aqueles que não a compreenderem, por tratar-se, afinal, de um clássico. É uma leitura diferente, para aqueles que gostam desse tipo de escrita e que conseguem enchergar a excelência da obra além das entrelinhas.





Onde Comprar:

Editora | Saraiva | Cultura | Travessa

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Pão de Mel - Rachel Cohn

Sinopse: Depois de ser expulsa do colégio interno, a selvagem, obstinada e viciada em café Cyd Charisse volta a São Francisco para viver com a mãe e o padrasto. Mas para ela, não há como sobreviver neste lar imaculado: Cyd quer ser livre, e não se importa em quebrar as regras. Mas quando sua rebeldia sai do controle, seus pais a despacham para Nova York para passar o verão com seu pai biológico, Frank. O que ela não esperava era que o verão na cidade não corresse como ela planejara - e Cyd está longe de ser o que a nova família imaginava. (Skoob)
COHN, Rachel. Pão de Mel. Galera Record, 2008. 226 p.


Após ter sido expulsa do colégio interno ao ser pega dando "uns amassos" em seu agora ex-namorado, Cyd Charisse reconstruiu uma rotina relativamente confortável em São Francisco, ao lado de seus pais e seus irmãos. Por causa de algumas confusões e da consequente fama de rebelde, tinha uma relação bastante complicada com sua mãe, Nancy, e era chamada de "arruaceira em recuperação" por seu padrasto Sid, mas até que estava sendo uma boa garota. Se o fato de estar fugindo à noite para ficar com seu namorado, Siri, encobrir as investidas da irmã à geladeira na madrugada e algumas outras coisinhas fossem relevadas, ela estava mesmo sendo uma boa garota.

Precisando prestar serviços comunitários em um asilo por causa de algumas de suas confusões, Cyd conhece uma grande amiga, Pão Doce, uma senhora muito inteligente moradora do lugar. Só que, quando Cyd resolve enrolar o motorista da família e passar a noite na casa de Siri sem permissão, fazendo um luau com ele, Wallace - irmão de Siri - e a namorada, Nancy perde a paciência e a coloca de castigo.

Esse castigo, entretanto, torna a vida da família insuportável. Não que Cyd estivesse aprontando, pelo contrário, mas o silêncio em que ela passou a viver era mais perturbador do que qualquer travessura que fizesse. Por causa disso, Nancy resolve mandá-la para Nova York para conhecer melhor seu pai e passar um tempo com ele, e é claro que sua boneca Pão de Mel não ficaria de fora dessa viagem.

"- Acha que ele tem saudades de mim? - perguntei.
- O que você acha, Cyd Charisse? - disse ela.
- Que tipo de resposta é essa? - perguntei.
- Mocinha, você está na cidade mais empolgante do mundo, deveria estar tendo todo o tipo de novas aventuras. Talvez a resposta que você não quer aceitar seja o que você já sabe. Às vezes é preciso perder uma pessoa para nos encontrarmos. Só assim é possível ter essa pessoa de volta. Faz sentido?
- Não, Mestre dos Magos - disse eu."

Pão de Mel, de Rachel Cohn, é narrado em primeira pessoa por Cyd Charisse, como se estivesse em uma conversa com uma amiga. É interessante esse tipo de narração por fugir do tradicional e, simultaneamente, conseguir abordar tantos assuntos e ideias da protagonista em poucas linhas, sem deixar algum detalhe importante passar, o que facilita a identificação com a protagonista.

Cyd Charisse é uma personagem diferente. Tem uma imaginação fértil ao extremo e isso a torna divertida, mas às vezes não há como não pensar que ela é meio lunática. Completamente viciada em cafeína, bastante impulsiva, e com os instintos sexuais aguçados, não há mesmo como não se meter em confusão. Só achei ruim que ela fosse tão rebelde sem causas, pois, mesmo tendo uma mãe meio mala, era perceptível que vivia em um lar cheio de atenção e carinho (e dinheiro, então, não faltava!). Outra coisa que ficou meio forçado para mim foi a ingenuidade de Cyd. Acho que seria improvável que alguém com as experiências que ela teve continuasse agindo e pensando inteiramente como uma criança, como ela fazia.

Mesmo assim, a história é boa. Eu ri muito e chorei um pouco também, e acho que, o livro que consegue fazer isso, demonstra profundidade. Todos os personagens foram bem construídos, apesar de alguns só aparecerem poucas vezes. Gostei de Siri, mas não me apaixonei por ele, até porque a relação deles foi pouco abordada. Alguns outros gatos pintaram na história, mas nenhum deles levou o coração de Cyd - e de quebra, o nosso também não. Achei o Danny - meio irmão de Cyd - muito legal, e espero que possamos conhecer um pouco mais dele e de lisBETH.

É um livro bastante divertido, mas que não deixa de lado tópicos polêmicos. Trata a vida como ela é, cheia de momentos, altos e baixos, medos e inseguranças, respeito e força para encarar os desafios e enfrentar os obstáculos. Agora é aguardar poder ler Siri, segundo volume da série.

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Novidades Editora Dracaena

Novidades – Contos de Meigan

Entrevista no programa ''Sem censura Pará'' com Roberta Spindler e Oriana Comesanha, autoras do livro Contos de Meigan, NOVO LANÇAMENTO DA Editora Dracaena.
Para assistir acesse:
A editora Dracaena aproveita para convidar a todos para o evento de lançamento do livro Contos de Meigan.



Novidades – Lançamento: O Vale das Borboletas

Sinopse: Quando Heitor se muda para Crisálida, depois de escapar de perseguições enigmáticas em São Paulo, a vida de Maria Luisa também é afetada de forma inesperada.
Isa, como ela prefere ser chamada, acaba por se envolver pelo seu misterioso primo que passa a frequentar a mesma escola onde estuda.
Um amor de tirar o fôlego, uma aventura impressionante, cercada pelos mistérios do desaparecimento da fortuna de um pintor de borboletas.
Ele tenta protegê-la, ela coloca a sua vida em risco, uma perigosa paixão com um final que somente um detetive sagaz poderia imaginar.
Isa decide então confrontar o seu perseguidor, sozinha, com o coração na garganta e um tesouro em mãos. Do alto do morro do Vale das Borboletas ninguém poderá escutar o seu grito de socorro.

Autor: Amanda Vieira
Gênero: Romance, Ficção
ISBN: 9788564469563
Nº de páginas: 256
Dimensão: 14x21 cm

Onde Comprar:
http://www.travessa.com.br/O_VALE_DAS_BORBOLETAS/artigo/5390b20d-4a54-4077-8432-6da92991aafd/artigo/5390b20d-4a54-4077-8432-6da92991aafd
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/3824494/o-vale-das-borboletas/
http://www.siciliano.com.br/produto/3824494/o-vale-das-borboletas/3824494?FIL_ID=102
http://dracaena.com.br/?modulo=Produtos&item=ProdutosView&id=30


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Retrospectiva Literária 2011

Obs.: Como comentei no post anterior, a Retrospectiva deveria ter ido ao ar no dia 30 de dezembro.


Ano novo, vida nova. ;) E como já comentei no post especial de natal, nada melhor para começar de novo do que reavaliar o que já foi feito. E não poderia ser diferente no aspecto literário de nossas vidas, não é mesmo? Por isso, quando a Angélica postou a idéia no Pensamento Tangencial, logo adotei. E me diverti enquanto selecionava os livros. Mas vamos lá de ua vez:


RETROSPECTIVA LITERÁRIA 2011




 - O livro infanto-juvenil que mais gostei: Não leio muitos infanto-juvenis, então essa fica difícil... Mas acho que a série Percy Jackson pode ser colocada nessa categoria. Li no comecinho do ano, e adorei. (nossa, quase não falo)

- A aventura que me tirou o fôlego: Com certeza, Promessa de Sangue (resenha). O livro não é bem de aventura, mas tem bastante.

- O terror que me deixou sem dormir: Noturno (resenha). Sem dormir literalmente.

- O suspense mais eletrizante: Não li muitos suspenses esse ano, e não lembro de nenhum eletrizante.

- O romance que me fez suspirar: Noites de Tormenta (resenha). E chorar também.

- A saga que me conquistou: Pode mais de uma? Academia de Vampiros (fui fisgada mesmo esse ano) e A Mediadora.

- O clássico que me marcou: O Pagador de Promessas.

- O livro que me fez refletir: São vários, mas vou citar Chama Imortal (resenha).

- O livro que me fez rir: Sushi (resenha), ri muito.

- O livro que me fez chorar: O Pão da Amizade (resenha).

- O melhor livro de fantasia: Sem querer citar de novo a série Academia de Vampiros, fico entre Fallen, que gostei bastante, e A Terra das Sombras.

- O livro que me decepcionou: Felizmente nenhum.

- O livro que me surpreendeu: Memórias de um sargento de milícias (resenha).

- A frase que não saiu da minha cabeça: Nenhuma de impacto, mas uma bem importante em Promessa de Sangue, e que latejou na minha cabeça por um bom tempo: "- Porque eu quero você. - Resposta errada."

- O(a) personagem do ano: Kat, de Ladrões de Elite. Ela pode até não ter sido muito boa, mas tem tudo para se tornar.

- O casal perfeito: Rose e Dimitri, por enquanto nenhum outro ocupou esse lugar.

- O(a) autor(a) revelação: Para mim, Scott Westerfeld. Li um livro dele pela primeira vez esse ano, e viciei na escrita do autor.

- O melhor livro nacional: Destino Íntimo (resenha).

- O melhor livro que li em 2011: Fico entre Feios Promessa de Sangue.

- Li em 2011 muitos livros. (Era pra ter colocado um número no lugar de muitos, mas eu não faço idéia. Foram pelo menos uns 50)

- A minha meta literária para 2012 é: Primeiro de tudo, saber quantos livros vou ler. Mas não quero apenas quantidade, quero qualidade, prazer, lazer, diversão durante a leitura. Para mim, isso basta ;)

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I'm back, baby ;)


Yeah, I'm back! Estou de volta para o blog, para minha casa, para a rotina. Mas e quem disse que a rotina precisa ser igual? Já para mudar um pouquinho, descobri que passei no vestibular! Nossa, quanta felicidade! O esforço valeu a pena e até o cansaço foi muito bem vindo. Por isso a foto aí em cima, estou em clima de festa.
O final de ano foi ótimo! Além dessa novidade, as festas foram boas, curti meus dias de folga com bastante praia, mesmo com uma semana inteira de chuva e um réveillon meio xoxo, já que não parou de chover em Floripa. Mas eu nem posso reclamar: aqui a chuva se restringiu a esse período, enquanto o país quase todo está em baixo d'água. Minha única promessa para esse ano foi entrar em uma academia (ain, será que consigo cumprir dessa vez?).
E li bastante também, é claro. Ainda antes da virada de ano terminei de ler O Pagador de PromessasO Chamado Selvagem. Não consegui ler Uma Estranha Simetria, pois tive que devolver e estava empenhada em outra leitura. A minha irmã, Fe, leu, e vou tentar convencer ela a escrever outra resenha para vocês. Além desses, ainda estou devendo minha opinião sobre Pão de Mel, que não consegui escrever antes de aproveitar minhas férias.
Este ano, já comecei com leituras deliciosas: a primeira, Aprendendo a Seduzir, meio bobinha mas divertida; a segunda, Um dia, conseguiu me arrancar todos os tipos de sentimentos e reações; e Apátrida, a terceira, foi simplesmente cativante. No momento estou lendo Perfeitos, segundo livro da série Feios, e estou adorando. Hoje estava vasculhando os sites de livrarias e ainda percebi uma novidade (que pode nem ser tão novidade assim): a série, que eu jurava ser apenas uma trilogia, já tem um quarto volume em inglês. A Galera Record já divulgou a capa em português e está com uma super promoção aqui.
Uma pena, durante meu período fora, é que meus posts programados não foram ao ar. o.Õ Fiquei louca da vida quando cheguei aqui e percebi isso, fui lograda pelo blogger. E o blog acabou mais abandonado do que eu gostaria. Mas tudo bem, o post mais importante, que era a retrospectiva, eu farei mesmo assim, ainda essa semana. Espero que vocês não se importem com o atraso.
Acho que já perceberam que cheguei cheia de coisas para falar e meio que atropelando tudo, não é mesmo? É que eu estava com saudades, bastante feliz e queria deixar vocês a par disso. Minha caixa de e-mails tem algumas novidades, que vou dividir com vocês aos poucos, e fiquei sabendo que ganhei dois livros em sorteios!

E com vocês, como foram esses primeiros dias do ano?

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Conjuntando #10: Novo Início

É, final de ano chegou. E eu, como boa emotiva que sou, não poderia deixar de falar um pouquinho sobre isso, pois é exatamente nessa época que minhas emoções mais afloram e não é raro me ver com lágrimas nos olhos.

Isso porque tudo inspira amor, já perceberam? Solidariedade também, e isso me faz ter muito mais esperança no ser humano. Perceber que nem tudo é tristeza, sofrimento, isolamento e solidão. Estamos todos juntos e, por mais que alguns se sintam mais poderosos que outros, seja por dinheiro ou qualquer outra coisa, todos somos iguais. Todos ficamos doentes e todos estamos sob a possibilidade de deixar essa vida.

Dessa forma, não há no ano época melhor para avaliar os prós e contras de cada atitude e decisões que tomamos, reavaliarmos aquilo que realmente queremos para nós e o que nos faz ou não bem. E ao colocar na balança o que realmente vale, podemos começar a escrever um novo capítulo de nossa história, mais belo que o anterior. E não apenas mais belo para nós mesmos, mas mais belo para aqueles que vivem ao nosso redor, com paciência, sendo solidários e tratando todos, sempre, com muito respeito. Gestos simples, mas que nem sempre são lembrados.


Aproveito para agradecer a todos por esse ano tão maravilhoso, pelos amigos que conheci na blogosfera e pelas coisas boas que acompanhei por aqui. Desejo a todos um feliz natal e um ótimo começo de ano novo.

Amanhã estarei saindo de férias, e ficarei fora até a segunda semana de janeiro. Para o blog não ficar às moscas, deixei algumas atualizações prontas, e responderei a todas as visitas assim que possível, ok?

Um grande beijo, Julia.

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Tesouro Secreto - Nora Roberts

Sinopse: Rica e linda, Whitney MacAllister gosta de carros velozes, clássicos do cinema e homens perigosos. Mas até mesmo essa entediada socialite do jet set de Manhattan é tomada de surpresa e pavor quando um estranho homem de jaqueta de couro preta sequestra seu Mercedes… pouco antes de as balas começarem a voar.
O ladrão de joias Douglas Lord se habituou a levar a vida fugindo. Parte da atração da profissão escolhida é a emoção da caça. Mas ele tem uma regra inviolável: sempre trabalhar sozinho. Até agora. Ferido e desesperadamente necessitado de dinheiro vivo para o que talvez seja a coroação máxima de sua carreira estonteante, Doug aceita com relutância a rica e bem-relacionada Whitney como nova parceira no crime.
Com os jornais estampando manchetes sobre a herdeira desaparecida de Nova York e uma gangue de criminosos no seu encalço, os dois partem para a sufocante floresta de Madagascar em busca de um tesouro fabuloso que remonta à Revolução Francesa.
Para Whitney, o que havia começado com uma aventura em alta velocidade se tornou uma corrida entre a vida e a morte ao tentar despistar um bando de assassinos cruéis que eliminam friamente quem aparece pelo caminho. Para Doug, que fora traído além da conta, é uma chance de pegar o fugidio pote de ouro e talvez uma última tentativa de redenção. Para ambos, trata-se de uma exótica busca de sentido — e a entrega a uma paixão irresistível vale qualquer risco — enquanto participam de um mortal jogo de apostas elevadas até a apavorante conclusão, que pode não ter vencedores nem perdedores. Nem sobreviventes. (Skoob)
ROBERTS, Nora. Tesouro Secreto. Bertrand Brasil, 2009. 364 p.

Withney MacAllister estava entediada. Acabara de chegar de Paris, mas aquela sensação incômoda não tinha sido solucionada. Dinheiro não faltava, já que era herdeira de um império multimilionário. Mas as festas, viagens e compras já não a preenchiam. Ela pensava em tudo isso enquanto dirigia do aeroporto até sua casa e não fazia idéia de como as coisas estavam prestes a mudar.

Douglas Lord corria pela cidade, fugindo dos brutamontes que o queriam morto. Escondia-se como podia, disfarçava-se entre pessoas e lugares, mas não importava onde fosse, mesmo naquela cidade movimentada, eles sempre o encontravam. Estava a todo o momento apenas segundos na frente deles e, por enquanto, isso bastava. Até que a viu parada no semáforo. Talvez fosse sua única chance. Quando Doug embarcou no carro de Withney, fingindo carregar uma arma, ela não reagiu como ele imaginava que reagiria. Os instintos só se puseram em ação quando as balas começaram a perfurar o carro dela.

E quando esse encontro inusitado une um ladrão de jóias e uma patricinha de Manhattan, já se poderia prever muita confusão. Envoltos em uma aura de aventura, sedução, desejo e perigo, ambos partem juntos para Madagascar em busca de um tesouro de inestimável valor financeiro e histórico.

Depois da leitura de Virtude Indecente, Tesouro Secreto, de Nora Roberts, foi para mim uma deliciosa surpresa. Mantendo todos os detalhes positivos da outra obra, nessa, a autora insere mais ação, mais aventura e um romance ainda mais irresistível e caliente. O tipo de escrita é o mesmo: a narração intercala visões de cada personagem e uma visão externa, o que possibilita sermos "imparciais", mas compreender o que se passa na cabeça de cada um. Por esse motivo, podemos perceber que Withney, mesmo parecendo uma patricinha fútil e mimada, tem muita consciência dos reais valores da vida, e que Doug, sendo um ladrão, tem muito mais boa índole do que muitas pessoas "honestas".

O casal é totalmente improvável, e é exatamente isso que os torna mais ousados e atraentes na história. A birra mútua, as frases rápidas e provocadoras, o jogo de sedução, torna a história muito interessante, mas são os personagens que caem em suas próprias armadilhas. É a desavença que existe entre eles que dá o tempero ao livro.

Outro detalhe interessante na leitura foi imaginar o cenário onde se encontravam: Madagascar. Os cheiros, as frutas, as cores. Ficava rindo sozinha imaginando os lêmures por todos os lados (e, claro, lembrando deles se remexendo muito no filme que leva o nome do país). A corrida frenética pela busca do tesouro ao mesmo tempo em que tentavam salvar suas vidas dá o toque de ação o tempo todo, impedindo que o livro fique cansativo.

Em comparação com o primeiro livro que li de Nora Roberts, Tesouro Secreto foi muito melhor, e já me deixou mais animada para continuar a ler os livros da autora. Ela manteve a mistura de gêneros (suspense, ação, romance) que tanto agrada e, mesmo um pouco clichê, conseguiu criar um enredo novo e encantador. Com certeza, recomendo.

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Destino Íntimo - Gisele Galindo

Sinopse: O que fazer quando o mundo acaba? Esta é a questão que permeia na mente das duvidosas vidas dos sobreviventes de uma catástrofe na Terra. Luna Santiago é uma moça comum até o momento em que se vê diante de um mundo caótico e situações totalmente inusitadas. Entre paixões, amores, poderes e aventuras, ela, com a ajuda das novas amizades, tentará encontrar o real motivo para o caos tanto no mundo externo quanto interno. Um livro distópico, onde prevalece a visão de Luna e suas descobertas. Tente desvendar esse mistério na companhia dela, Leonardo, André e dos demais sobreviventes de Destino Íntimo, livro 1.
Você seria um deles? (Skoob)
GALINDO, Gisele. Destino Íntimo: Uma jornada ao pulsar de um estranho. Literata, 2012. 258 p.

Depois de se dar conta que o amor da sua vida estava nos braços de outra – grávida – ela percebeu o quanto havia errado. Por causa do bebê, ele decidiu se casar com Betina e viver com ela todos os planos que os dois um dia haviam feito juntos. Percebera tarde demais o quanto Lipe significava para ela e se lamentava por isso, mas agora já não havia volta. Seguiria em frente e viveria como pudesse. Como qualquer garota que passa por problemas com pais, namorado e amigos, ela suportaria.

Quatro anos depois, em um dia que deveria ser como outro qualquer, ela percebe, ao acordar, que, a sua volta, restou apenas destruição. Nenhuma construção de pé, nem qualquer pessoa conhecida, nem uma única planta viva. O caos havia se instalado sobre a cidade, e tudo aquilo que fizera parte de sua vida já não existia mais. Apenas ela, sem saber por quê, sem um destino para onde ir, sem ter como fugir da desolação que se expandia dentro e fora de si. Nada de energia elétrica, nada de telefones, nem qualquer outra modernidade.

"De nada adianta gritar. Não existe ninguém para me ouvir ou responder. Tudo o que falo, berro é somente para mim. A impossibilidade de realmente deixar o ocorrido para trás dói tanto quanto o fato de ter perdido a todos que amo. É a morte rondando, perseguindo-me. O aroma cadavérico putrifica o ar. Uma ânsia grotesca invade meu infinito e um abismo se faz crescer diante dos pés. Sinto-me num labirinto, onde sou o centro que ninguém pode chegar ou resgatar. Será uma nova guerra? Um ataque alienígena? O fim do mundo? Alguma explicação tem de existir." (pág. 32)

Vagando sem rumo, ela decide ir ao encontro de Lipe, no Rio de Janeiro, onde agora ele morava. Mas, por qualquer cidade que passasse, a paisagem continuava a mesma: escombros e o cheiro de putrefação, com o qual ela já se acostumava. O homem, que acreditava ser o amor de sua vida, também não vivia mais.

Lutando para não desencontrar sua civilidade e sanidade, ela montou acampamento perto do mar, onde corria, cantava e dançava e, a fim de afugentar a tristeza e a solidão, estabeleceu uma rotina. Até que um rapaz aparece deitado sob sua “cama”. Após um breve momento de tensão, ele se apresenta como Léo e ela, como Luna. Juntos, partem em uma viagem aos quatro cantos do Brasil, tateando às cegas a nova realidade na qual se encontram, esbarrando com alguns poucos sobreviventes e descobrindo uma infinidade de poderes e desafios que agora os acompanham.

Destino Íntimo: uma jornada ao pulsar de um estranho, de Gisele Galindo, é energizante. A aventura, apesar de não nos deixar apreensivos, é tão cheia mistérios e ações que não há como não se envolver. O mundo novo e caótico que a autora criou nos deixa cheios de expectativas, querendo entender os “porquês” de tudo aquilo. A história é tão empolgante e frustrante ao mesmo tempo, que nos deixa com o coração na mão. A frustração, nesse caso, está longe de ser ruim; é ela que nos leva a querer mais, a buscar mais, e a chegar ao final totalmente embasbacados.

O primeiro livro da série Destino Íntimo é narrado, em sua maior parte, em primeira pessoa, por Luna, mas intercala narrações em terceira pessoa, mostrando o ponto de vista de outros personagens; essa variação pode ser confusa no começo, mas eu considerei ser um recurso genial utilizado pela autora. Entre os capítulos da história, aparece um ou outro mais fugaz, com pensamentos, percepções, idéias ou sonhos perdidos, que parecem sem nexo em meio a tantas outras coisas. E a idéia que Galindo vai implantando aos poucos em nosso entendimento nos deixa convictos do que se trata a história, o que, na verdade, nos deixa longe de estarmos preparados para aquele final. Por causa disso, quando cheguei ao epílogo, senti como se todo o ar tivesse sido aspirado de meus pulmões.

Senti falta de um pouco mais de individualidade em alguns dos personagens, algo que pudesse fazer com que me identificasse com eles, ou menos que pudesse identificá-los. Algumas das características não eram tão constantes, o que não me permitiu ter uma definição mais apropriada de suas personalidades. André, por exemplo, foi perfeitamente construído: seu jeitão irônico no início do livro, a verdade contida em suas palavras, e até os motivos da sua mudança, quando foi mostrada sua raiva cega; já Luna, tive minhas dúvidas: ela foi a garota rebelde, dando lugar à insegura, à forte, à decidida, ou misturando vários desses aspectos. Isso, porém, não reduz a qualidade da trama. O contexto é tão bem descrito que é possível compreendê-los e nos colocarmos em seus lugares, mesmo quando de suas variações, já que estão se redescobrindo e modificando.

O único ponto não tão positivo do livro foi que praticamente nenhuma das dúvidas que eu tinha foi sanada. Claro que, se não fosse assim, a maior parte do encanto do livro se perderia, pois tiraria o atrativo da possibilidade. Mas, poxa, agora terei que esperar pela continuação ainda mais ansiosamente.

Com uma escrita e criatividade impecáveis, junto à narrativa fluida e deliciosa, Gisele Galindo conquistou, com Destino Íntimo, mais uma fã. Uma história que ninguém pode deixar de conferir. Quem quiser conhecer um pouquinho mais, pode visitar o blog da série: http://seriedestinointimo.blogspot.com/












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P.s.: Hoje, amanhã e segunda estarei fazendo provas de vestibular. Se não aparecer por aqui, não estranhem ;)

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Conjuntando #9: Não me acordem, por favor



Ela falava de autoengano. Era para ser só mais uma palestra acadêmica, mas ela falou de gente, de sentimento, de mim e de todo mundo. Autoengano, sabe? Aquela história de adiantar o relógio cinco minutinhos para não se atrasar. Ou ouvir uma duvidosa proposta masculina e acreditar no velho “não vou fazer nada que você não queira”. Ou botar a culpa de suas falhas em algo externo, ou crer que o mundo é injusto e só lhe faltou a oportunidade certa. É uma inconsciente sabotagem da consciência para afastar a sensação de fracasso, é sua mente dando um materno tapinha no ombro e falando “você é a melhor, filha, os outros é que estão errados”.

Ela estalou os dedos na minha cara, tentando me acordar. Falou das automentiras que apaziguam o ego. Sim, o autoengano é cônjuge da autoestima. Desde o berço, somos adestradas a ouvir “quem é a menina mais linda do mundo?” e levantar os bracinhos. E o mundo desaba quando a princesinha do papai vai à escola e descobre que seu reinado está restrito ao portão de casa, que a Barbie da coleguinha é mais bonita e que a vida nem sempre é um torrão de açúcar. Mas vem a névoa etílica do autoengano e minimiza o mal estar.

Essa história toda me levou a reflexões ainda mais macambúzias. Lembrei dos meus professores mais brilhantes, amargos como bile. Pensei nos gênios da humanidade, todos loucos, suicidas, ermitões. E cheguei à indesejada conclusão, aquela que sempre quis evitar: ou se é muito inteligente ou muito feliz, nunca os dois ao mesmo tempo, impossível associar.

O intelectual não é alegre, o intelectual não joga o jogo do contente, o intelectual é blasé porque é intelectual. Entendam, falo do intelectual estereotipado, sim, uma burra generalização. O intelectual caminha só. As pessoas de horizonte estreito não conseguem viajar com ele. Não descodificam a mensagem, não interpretam os signos, não entendem as referências. Ao intelectual não lhe apetecem as pessoas rasas, por isso mergulha num isolamento cult, vira Robinson Crusoé da ilha da ilustração. Não há nada mais solitário que a rabugice da erudição.

A ignorância é uma algema de pelúcia. Prende, mas não machuca. Quando a visão é limitada, o desagradável permanece turvo. E se as sombras são falsas, meras projeções, ao menos entretêm. O conhecimento é denso, pesado como uma enciclopédia, tira a leveza da alma. Corta a embriaguez da alienação.

Às mentes muito afiadas talvez falte agudeza de espírito e simplicidade. Talvez falte a sabedoria de atribuir valor ao que realmente é valioso, de ver a grandeza do que aparenta ser pequeno. Talvez falte singeleza.

Chega, já tô ficando deprimida.

Pois bem, se assim for, se a senhora da palestra tiver razão, se tiver algum nexo a minha conclusão, escolho o conforto do não saber, a segurança dos olhos vendados. Quero viver um ignorante sorriso bobo, uma ilusão perpétua e um autoembuste infinito. Quero maquiar a feiura da vida e padecer até o fim dos meus dias do ingênuo complexo de Pollyanna. Não me acordem, por favor.



Texto de Luiza Nucada. Retirado do site da revista Naipe.

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