#OITNB: Orange is the new black




Com certeza todos já devem ter ouvido falar da série, exibida pelo canal Netflix, que está fazendo o maior sucesso: Orange is the new black.

A série gira em torno de Piper Chapman (Taylor Schilling), uma mulher que está noiva de Larry Bloom (Jason Biggs), e que é enviada a penitenciária federal por possuir uma mala cheia de dinheiro de drogas que pertencia a Alex Vause (Laura Prepon), uma traficante internacional de drogas que foi sua namorada dez anos atrás. Condenada a cumprir uma pena de quinze meses, Chapman troca sua vida confortável em Nova York para ter que sobreviver às dificuldades da vida na prisão.
 
O livro que inspirou a série, uma autobiografia homônima de Piper Kerman, foi publicado no Brasil no dia 9 do último mês, pela Editora Intrínseca. Hoje, 6 de junho, estreia a 2ª temporada da série. É um motivo duplo para comemorar, não acham?

Por isso a Editora Intrínseca resolveu promover a ação #OITNB, que quer movimentar a Internet para os novos episódios da série que estão por vir e o livro, claro! E, além disso, distribuir muitos prêmios para os fãs! Gostaram?



Quando era jovem, tudo o que Piper Kerman queria era viver novas experiências, conhecer pessoas diferentes e descobrir o que fazer com o diploma recém-adquirido da prestigiosa Smith College. Anos depois, com um bom emprego e prestes a se casar, ela recebe uma visita inesperada: a polícia. Piper estava sendo intimada para responder por envolvimento com o tráfico internacional de drogas.

A acusação era verdadeira: recém-formada, Piper teve um caso com uma traficante glamorosa que a convenceu a levar uma maleta de dinheiro para a Europa. Sua aventura pelo submundo do crime voltou à tona no dia em que a polícia bateu à porta dela. Depois de uma dolorosa odisseia pelo sistema judiciário americano, Piper é condenada a quinze meses de detenção numa penitenciária feminina no meio do nada — longe dos amigos, da família e de tudo o que ela conhecia.

Em Orange Is the New Black, Piper apresenta casos curiosos, perturbadores, comoventes e divertidos do dia a dia no presídio. Cercada de criminosas, logo percebe que aquelas mulheres são muito mais complexas do que ela imaginava. Ao mesmo tempo que aprende a conviver com regras arbitrárias e um rigoroso código de conduta, Piper revela as alegrias e angústias das presidiárias e analisa a crueldade com que o sistema carcerário as desumaniza e faz com que sejam invisíveis ao mundo exterior.

Trailer da 2ª temporada da série:


 
Para concorrer a um exemplar do livro Orange is the new black + uma camiseta personalizada, curta a Fanpage do blog Conjunto da Obra, compartilhe esta publicação, clique em "quero participar" na aba Promoções, e pronto!

As inscrições serão válidas a partir de hoje até domingo, dia 08/06. Participe!







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Liberta-me - Tahereh Mafi

Sinopse: Liberta-me é o segundo livro da trilogia de Tahereh Mafi. Se no primeiro, Estilhaça-me, importava garantir a sobrevivência e fugir das atrocidades do Restabelecimento, em Liberta-me é possível sentir toda a sensibilidade e tristeza que emanam do coração da heroína, Juliette. Abandonada à própria sorte, impossibilitada de tocar qualquer ser humano, Juliette vai procurar entender os movimentos de seu coração, a maneira como seus sentimentos se confundem e até onde ela pode realmente ir para ter o controle de sua própria vida. Uma metáfora para a vida de jovens de todas as idades que também enfrentam uma espécie de distopia moderna, em que dúvidas e medos caminham lado a lado com a esperança, o desejo e o amor. A bela escrita de Tahereh Mafi está de volta ainda mais vigorosa e extasiante. (Skoob)
MAFI, Tahereh. Liberta-me. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2013. 


Liberta-me, de Tahereh Mafi, é a continuação de Estilhaça-me, série distópica que agregou milhares de fãs. O final do primeiro livro foi como intermináveis reticências, e deixou inúmeras possibilidades em aberto para esta continuação. O início deste livro começa pouco além de onde seu antecessor parou, e isto se torna um bom aspecto, visto que todas as mudanças pelas quais a vida da protagonista passou podem ser acompanhadas pela narrativa de Mafi.

A narrativa da autora continua dinâmica e intensa, com enfoque, em primeira pessoa, pelo ponto de vista de Juliette. A forma de escrita permite que mergulhemos nos pensamentos mais turbulentos da personagem, confusos, que se mostram, por vezes, sem vírgulas ou pontos, tudoaomesmotempo. Já disse na primeira resenha que essa construção feita pela autora me conquistou e foi isso o que me permitiu mergulhar na história, e essas características se mantém no segundo livro.

“Não precisamos fazer nada, nada pra morrer. Podemos nos esconder em um armário debaixo da escada pela vida toda e ela ainda assim vai nos encontrar. A morte aparecerá usando uma capa invisível e sacudirá uma varinha mágica e nos varrerá para longe quando menos esperarmos. Apagará todos os traços da nossa existência nesta terra e fará todo o trabalho de graça. Não pedirá nada em troca. Fará uma reverência em nosso funeral e aceitará os louvores por um trabalho bem feito e, depois, desaparecerá. Viver é mais complexo.
Tem uma coisa que sempre precisamos fazer. Respirar. Inspirar e expirar, todo santo dia, a toda hora, minuto e momento devemos respirar. Mesmo quando planejamos asfixiar nossas esperanças e nossos sonhos, ainda assim respiramos. Mesmo enquanto murchamos e vendemos nossa dignidade para o homem da esquina, nós respiramos. Respiramos quando estamos errados, respiramos quando estamos certos, respiramos mesmo quando escorregamos, cedo demais, para o túmulo. Não podemos não fazer. Então, respiro.”

Os capítulos curtos, junto aos acontecimentos rápidos, influenciam para uma leitura perto do que se pode chamar de "frenética". A autora consegue manter o ritmo por todo o tempo, seja pelas cenas de ação e aventura, seja pelas de romance, intercaladas, que não nos permitem desgrudar das páginas.

Juliette deixou de lado parte do perfil "coitadinha" e agora tem um pouco mais de determinação; ela quer defender aquilo em que acredita, e é nisso que ela começa a perceber a força dentro de si. Essa força e pouca determinação, porém, não se expressam em todas as esferas da vida da protagonista: seus sentimentos são mais confusos do que nunca. Adam continua semelhante ao que era no livro anterior. Contudo, outras facetas de Warner aparecem e, agora, o garoto realmente ganha espaço em nossos corações.

"Nos dias mais escuros, você tem de procurar um ponto de luz; nos dias mais frios, você tem de procurar um ponto de calor; nos dias mais desoladores, você tem de manter os olhos para frente e para cima e, nos dias mais tristes, você tem de deixá-los abertos para permitir que chorem. Para, então, permitir que sequem. Para dar a eles uma chance de lavar a dor, para verem com frescor e clareza mais uma vez"

Algumas explicações são dadas e sanam a curiosidade que Estilhaça-me havia deixado. No entanto, há ainda outros mistérios e um clima ainda mais forte de desconfiança. Além disso, alguns "poréns" são de despedaçar esperanças e partir o coração.

Em resumo, Liberta-me é tão encantador quanto Estilhaça-me, nem mais, nem menos, mas de um modo diferente. E a impressão que deixa é que as coisas tendem a mudar ainda mais e Incendeia-me, só espero que seja para melhor.



~~*~~*~~
#2 - Liberta-me
#3 - Incendeia-me

Contos:
#1,5 - Destrua-me
#2,5 - Fragmenta-me

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Leituras do mês - Maio

Olá queridos!

Já é junho, o primeiro semestre do mês está chegando ao fim, mas as leituras não param.

Em Maio foram quatro livros lidos, e todos foram leituras muito boas. A maioria já tem resenha, e para conferir basta clicar nas capas.



Os lidos foram: O segredo do meu marido, enviado pela parceria com a Editora Intrínseca, que eu adorei, Um herói para ela, da autora nacional Lu Piras, Vinte garotos no verão, que é uma delícia de leitura, e Liberta-me, frenético. Apenas Liberta-me ainda não tem resenha.

http://conjuntodaobra.blogspot.com.br/2014/05/o-segredo-do-meu-marido-liane-moriarty.htmlhttp://conjuntodaobra.blogspot.com.br/2014/05/vinte-garotos-no-verao-sarah-ockler.html
http://conjuntodaobra.blogspot.com.br/2014/05/um-heroi-para-ela-lu-piras.html


Hey, Mr. Postman:

Além disso, foram vários os presentinhos que chegaram por correio:

Da editora Novo Conceito chegaram os livro Caçadores de Tesouros, Enquanto a Chuva Caía, O Diamante e Incendeia-me. Quero ler todos logo!



Da editora Intrínseca chegou Silo, que já é minha leitura atual. Estou gostando, mas é um livro denso.

E vocês, quais as leituras do mês?



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Vinte garotos no verão - Sarah Ockler

Sinopse: Na verdade, as coisas não vão embora. Elas se transformam em algo diferente. Em algo mais bonito
Quando alguém que você ama morre, as pessoas perguntam como você está, mas não querem saber de verdade. Elas buscam a afirmação de que você está bem, de que vocêaprecia a preocupação delas, de que a vida continua. Em segredo, elas se perguntam quando a obrigação de perguntar terminará (depois de três meses, por sinal. Escrito ou não escrito, é esse o tempo que as pessoas levam para esquecer algo que você jamais esquecerá).
As pessoas não querem saber que você jamais comerá bolo de aniversário de novo porque não quer apagar o sabor mágico de cobertura nos lábios beijados por ele. Que você acorda todos os dias se perguntando por que você está viva e ele não. Que na primeira tarde de suas férias de verdade você se senta diante do mar, o rosto quente sob o sol, desejando que ele lhe dê um sinal de que está tudo bem. (Skoob)
OCKLER, Sarah. Vinte garotos no verão. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2014. 288 p. 


"Aconteceu o impossível, e foi belo. Então, tudo terminou antes mesmo de começar, não deixando nada para trás além se segredos e corações partidos." (p. 263)

Dentre todos os lançamentos enviados pela Editora Novo Conceito, Vinte garotos no verão foi, de cara, o que me encantou. A cor da capa, o coração de vidros do mar com a textura mais brilhante e os comentários que começaram a pipocar nos blogs sobre o livro tiveram grande influência, mas tudo isso foi apenas alguns dos fatores que agregaram ao fato de a história ser tão boa.

Narrado em primeira pessoa a partir do ponto de vista de Anna, não há como saber o que se passa com os outros personagens senão pelas percepções da protagonista. Particularmente, não senti falta de maiores informações. O livro de Sarah Ockler narra apenas um mês da amizade - de uma vida toda - entre Anna, Frankie e Matt antes da morte deste último, mas a autora conseguiu colocar tanta intensidade nas poucas páginas que escreveu sobre isso que o envolvimento com a história - e as primeiras lágrimas nos olhos - aparece logo nos primeiros capítulos.

O enredo mostra que é a partir da morte de Matt que a história realmente tem início: é o primeiro verão sem ele, na casa onde ele costumava sempre passar suas férias, e a dor e a dúvida não deixam Anna e Frankie, porque seguir sem Matt parece ser o deixar ir.

"Ele adorava ler. Ele adorava palavras, a forma como elas se reúnem em frases e histórias. E queria estudá-las, conhecê-las, criá-las, compartilhá-las com o mundo. [...] Lia com intensidade e se apaixonava por todos os personagens, pela reviravolta na história ou pela linguagem utilizada. Fazia os personagens ganharem vida para nós, como se não estivesse lendo um livro de ficção, e sim contando histórias sobre os próprios amigos." (p. 164)

Anna está naquela fase da adolescência na qual ainda não encontrou o seu lugar. Sabe que não é mais criança, tampouco pode ser considerada mulher. Porém, em vez de ser aquele tipo de protagonista irritante sem qualquer autoestima ou, ainda, que quer ser diferente para se reafirmar, ela apenas é. É claro que ela ainda tem suas dúvidas e suas inseguranças, ou não seria adolescente, mas Ockler conseguiu colocar isso de maneira inteiramente natural.

A partir dessas características verdadeiras, a autora conseguiu, também, fazer com que o leitor partilhe dos sentimentos da protagonista: o encantamento com Matt, a dor advinda de sua perda, a falta de confiança para viver sem e o medo de esquecer dele, a dúvida e o peso de cumprir uma promessa.

Vinte garotos no verão não é apenas a história de duas amigas que querem aproveitar o que a vida tem para oferecer, mas a histórias de duas amigas que têm de aproveitar por saber que tudo o que a vida dá, ela pode retirar. É uma história que trata da construção de sonhos por sobre outros destruídos, da necessidade de seguir em frente, do amor que simplesmente existe e está lá. Trata de amizade e de esperança, trata de crescer e se descobrir.

É um livro lindo, com uma mensagem intensa e leve ao mesmo tempo, cheio de conflitos, cheio de tristezas e alegrias, cheio de vida.

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Resultados: Aniversário Conjunto da Obra

Olá queridos!

Depois de várias horas sorteando, conferindo se as regras foram seguidas e montando postagem, aqui estou eu para divulgar o resultado das Promoções de Aniversário do Conjunto da Obra.

Espero que eu não tenha feito nenhuma confusão, qualquer erro, por favor, me avisem ;)


Aniversário #1: Tipo Destino


A primeira promoção seria feito pela página do blog no Facebook, e gostei bastante da participação ativa de todos. A sortuda foi:


Para conferir o resultado do sorteio, clique neste LINK.
Parabéns Ana Lima!

Aniversário #2: Aconteceu em Paris e Esperando por Você
Em parceria com o blog Aritmética das Letras.


Neste sorteio, quem levará os livros para casa é:

a Rafflecopter giveaway

Parabéns Raquel!

Aniversário #3: Paperboy


Esta promoção foi realizadavia Twitter, com auxílio da ferramenta sorteia.eu. E a sorteada foi:


Parabéns Ana! Para conferirem o sorteio, basta clicar neste LINK.

Aniversário #4: Sangue na Neve e Fênix: A Ilha
Em parceria com o blog Minha Vida Literária.



a Rafflecopter giveaway

parabéns Meyre, sortuda que levará para casa dois livros.


Aniversário #5: Sonhe Mais e Por toda a Eternidade


a Rafflecopter giveaway

E o último sorteio dará a Stefani dois livros!

Parabéns meninas! Agradeço imensamente a participação de todos. Se pudesse, presentearia cada um de vocês. Agradeço também a Aione, do blog Minha Vida Literária, e a Pam, do blog Aritmética das Letras, que aceitaram participar das promoções como parceiras.

Ainda hoje pretendo enviar e-mail solicitando as informações para remessa dos exemplares, que deverá ser respondido em até 48 horas.

O resultado do prêmio extra será divulgado em breve, visto que, pela necessidade de calcular a pontuação dos participantes, a apuração deve ser mais cuidadosa.

Um beijo!


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Especial #12: 3 anos de Conjunto da Obra


É engraçado o paradoxo do tempo... não acham?

Quantas vezes ele parece passar muito rápido, rápido demais, tão rápido que tentamos guardar um monte de diferentes informações apenas em virtude do medo de perder detalhes importantes? Quantas vezes temos medo de não aproveitar tudo aquilo que podemos, fazer tudo o que queremos, viver tudo intensamente, por falta de tempo?

Por outro lado – durante a mesma semana, o mesmo mês ou ano em que tivemos a impressão de que tudo não passou de um borrão, de tão rápido –, aconteceu tanta coisa, tudo pode ter sido transformado tão radicalmente, que nos pegamos pensando se o tempo que passou foi mesmo somente uma semana, um mês ou um ano.

O Conjunto da Obra completou, finalmente, seus 3 anos. Posso dizer que foi rápido demais, e foi mesmo, mas ao mesmo tempo foram tantas as lembranças construídas, tantas as conquistas, tantos os momentos em que me senti alegre por ter a companhia de vocês, ao mesmo tempo tão distantes e tão próximos, desconhecidos e amigos.

Eu, Julia, sou exatamente a mesma que criou o blog em 2011, mas, assim como ele, eu mudei. A aparência mudou, mas a grande diferença está naquilo que não se pode ver. Está nos detalhes, no plano logo abaixo da superfície. Somente aqueles que realmente nos conhecem – a mim e ao Conjunto da Obra – é que talvez percebam a diferença.

É comum que, nestes momentos marcantes, minha mente tome um caminho oposto ao meu e comece a filosofar por conta própria. E mesmo que este texto até agora diga tudo – e nada – do que eu quero realmente dizer, eu o deixei fluir para, quem sabe, mostrar um pouquinho mais dos meus pensamentos agitados e nem sempre com sentido.

Enfim... O que quero mesmo é agradecer por cada comentário que já foi deixado aqui no blog, por todos aqueles que o visitam sempre, que demonstram algum respeito pelo trabalho que é feito aqui. Não vou citar nomes, mas sei bem como me sinto ao ler cada comentário de vocês, e sei que vocês vão sentir que meus agradecimentos se dirigem a vocês. Agradeço por essa companhia cotidiana, pelo apoio nos momentos mais frustrantes, pela força que me leva a continuar.

Agradeço às Editoras que depositaram alguma confiança no Conjunto da Obra, e espero que possamos continuar trabalhando juntos, sempre. E agradeço a todos aqueles que fizeram este espaço ser o que é hoje. Sem vocês, não seríamos nada.

Um grande beijo,




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Um herói para ela - Lu Piras

Sinopse: Bianca sempre quis ser roteirista de cinema. Para realizar seu sonho, elasai do Brasil para estudar na famosa New York Film Academy. Em meio às emoções da nova vida na Big Apple, um rapaz misterioso acaba salvando a vida de Bianca em duas situações diferentes. Tudo o que ela sabe é que o seu herói tem no braço uma misteriosa tatuagem. Sem pistas sobre o seu protetor, ela é convidada para um show da banda The Masquerades, cujos componentes escondem os rostos atrás de máscaras. Uma rosa branca cai sobre o seu colo, arremessada pelo vocalista. Decidida a desvendar a identidade do mascarado, Bianca invade o camarim da banda. A surpresa que a aguarda por trás daquela porta poderá mudar o seu destino. (Skoob)
PIRAS, Lu. Um herói para ela. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2014. 336 p. 


A vida de Bianca estava se encaminhando para algo bem diferente do que ela desejava. As coisas que mais gostava na vida era escrever roteiros e sonhar acordada com seu próprio conto de fadas, mas o curso de Direito, o estágio no escritório e os vários rapazes com quem saía não tinham, definitivamente, qualquer coisa a ver com ela.

Quando surge uma oportunidade, ela embarca para os Estados Unidos, com a chance única de cursar dois meses na New York Film Academy, uma escola de cinema norte-americana. Com sorte, Bianca poderia realizar seu sonho de ser roteirista – ou de encontrar o príncipe encantado.

"Ao contrário do que acontece na vida real, o script define tudo o que vai acontecer em um filme. Por isso, o roteirista deve sempre saber como uma história termina. Bem que Bianca gostaria, mas sua vida não era um filme. E o script... não era ela quem escrevia."

Não é nenhuma novidade para os leitores o fato de o blog trazer sempre resenhas de livros nacionais. Eu adoro conhecer obras de autores que estão mais perto de mim e vivem mais minha realidade, e há muito tempo tenho curiosidade de ler um livro de Lu Piras. Quando Um herói para ela chegou às minhas mãos, na mesma hora comecei a leitura.

O livro, narrado em terceira pessoa, mistura gêneros que geralmente agradam aos leitores, como romance, aventura, ação e mistério. Dentro de cada um desses elementos, um intrincado de tramas que poderia deixar a obra mais completa, mas que, de alguma forma, não conseguiu me conquistar. 

O primeiro fator a ser comentado é a insegurança da protagonista em relação a todas as esferas de sua vida. Em consequência, a resignação de Bianca em tantos momentos que não possuíam explicação passou a ser incômoda. Ela não questionava, poucas vezes ia a busca de respostas, não se importava em não saber. Por vezes, queria não saber. Simplesmente aceitava. Fica bem claro durante o texto que isso era parte de sua personalidade, mas foi difícil para mim, que passo por um momento questionador e gosto de objetividade. 

Outro ponto que ficou em suspenso foram os vários contextos inseridos na história, sem que fosse dado um real enfoque a qualquer um deles. Havia herói, máscaras, tatuagens, máfia, roteiros, proposta de namoro de um, suspiros por outro... Estes elementos em si não são prejudiciais à obra, mas a impressão é a de que o texto pretendia ter vários pontos altos, mas, como leitora, não alcancei a sincronia. 

O fato de Bianca ser tão sonhadora também pode irritar um pouco, porque parece que a garota não vive na realidade. Porém, a história toda é voltada para o sonho de viver um conto de fadas, e este aspecto é necessário para a construção do perfil da personagem. Referente a isto, havia um certo clima de magia empregada à obra, o que deu a ela um ar leve. O final, ainda que um pouco clichê, foi bonitinho e teve um quê de original. 

Um herói para ela é um livro para ser lido com a mente aberta, deixando a imaginação fluir conforme o enredo segue. Já deixo o aviso que qualquer tentativa de encaixá-lo na realidade tira o encanto da obra, e talvez este tenha sido meu erro.

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Novidades #69: Junho com a Novo Conceito


Faltando poucos dias para a chegada do mês de junho, está na hora de divulgar os lançamentos que nossas queridas editoras prepararam para esse mês. O post da vez é para mostrar os lançamentos do Grupo Editorial Novo Conceito, que tem uma edição especial no selo #irado e livro nacional no catálogo:


CAÇAR TESOUROS? ENFRENTAR PIRATAS? MOLEZA! ESSA TURMA É RADICAL!
Os pais de Bick Kidd são caçadores de tesouros mundialmente famosos, que desapareceram misteriosamente.
Agora, Bick e os seus irmãos Beck,Tommy e Tempestade precisam cumprir a última grande missão de seu pai e sua mãe.Mas a vida dos garotos corre perigo agora que eles estão sozinhos no meio do oceano. Junte-se a esta aventura, na mais perigosa e divertida caçada da sua vida!


Erik não procura mais a garota dos seus sonhos. Vive em busca de adrenalina e de uma razão para continuar cumprindo tarefas obscuras. Ele sabe que é muito bom no que faz e não vê nada que possa ser melhor do que os seus dias repletos de perigo. O que Erik não esperava é que sua paixão por correr riscos seria a sua ruína. Ameaçado, ele precisa fugir para o exterior e viver disfarçado de cidadão comum, trabalhando como advogado em uma grande empresa.
Marina comanda o império da família depois de seu pai ter sucumbido ao mal de Alzheimer. Precisa suportar ver os pais tombarem diante da ação implacável do tempo, enquanto ainda carrega a ferida provocada pela morte do jovem marido. Com o comando das empresas nas mãos, ela percebe que nem todas as atividades da corporação obedecem aos manuais de boa conduta.
Quando ambos se encontram, presente e passado se misturam, dando início a um mistério arrebatador que os atrai a uma paixão incontrolável. No entanto, os segredos, cedo ou tarde, virão à tona e os colocarão em lados opostos da balança.
Nenhum dos dois é inocente, mas será que eles aceitarão as verdades que tanto se empenham em esconder? É possível construir um futuro mesmo depois de descobrir que nesta história não há mocinha nem herói?


UM DIA EU POSSO ROMPER
UM DIA EU POSSO R O M P E R
E ME LIBERTAR
NADA MAIS VAI SER IGUAL

O destino do Ponto Ômega é desconhecido. Todas as pessoas com quem Juliette se importa podem estar mortas. Talvez a guerra tenha chegado ao fim antes mesmo de ter começado.
Juliette foi a única que restou no caminho do Restabelecimento. E sabe que, se ela sobreviver, o Restabelecimento não sobreviverá.

Entretanto, para destruir O Restabelecimento e o homem que quase a matou, Juliette vai precisar da ajuda de alguém em quem nunca pensou que pudesse confiar: Warner. Enquanto eles lutam juntos para combater o inimigo, Juliette descobre que tudo que ela pensava saber sobre seu poder, sobre Warner e até mesmo Adam era uma mentira.



Cinco personagens, separados pelo tempo e aparentemente sem conexão entre si, contam a história da paixão das mulheres pelo diamante aliás, não só das mulheres!

Revezando-se em uma ciranda de acontecimentos divertidos, infelizes, revoltantes ou surpreendentes, a extraordinária Frances Gerety que existiu de verdade e outros indivíduos muito especiais mostram que a história de uma sociedade é construída por meio das relações humanas, na intimidade dos lares. As transformações do mundo moderno nem sempre conseguem abalar aquilo em que se acredita com todo o coração mas as decepções com aqueles que amamos... essas podem mudar as nossas opiniões.

Um livro diferente, que fala das muitas formas de viver o amor e que deixa no ar uma pergunta: os casamentos são mesmo feitos para durar?


E então, o que os deixou mais curiosos?

Mas... espere! Tem mais.

Depois de uma ação que iniciou na quinta feita e de 5000 compartilhamentos no Facebook, os leitores desbloquearam o acesso ao conto Fragmenta-me, da série Estilhaça-me, e agora podem ter um pouco mais de Juliette, Warner e Adam, mais um aperitivo até o lançamento de Incendeia-me. Para baixar, clique na capa:

http://www.amazon.com.br/dp/B00KB70IHC

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Diga aos lobos que estou em casa - Carol Rifka Brunt

Sinopse: 1987. Só existe uma pessoa no mundo inteiro que compreende June Elbus, de 14 anos. Essa pessoa é o seu tio, o renomado pintor Finn Weiss. Tímida na escola, vivendo uma relação distante com a irmã mais velha, June só se sente “ela mesma” na companhia de Finn; ele é seu padrinho, seu confidente e seu melhor amigo. Quando o tio morre precocemente de uma doença sobre a qual a mãe de June prefere não falar, o mundo da garota desaba. Porém, a morte de Finn traz uma surpresa para a vida de June – alguém que a ajudará a curar a sua dor e a reavaliar o que ela pensa saber sobre Finn, sobre sua família e sobre si mesma. No funeral, June observa um homem desconhecido que não tem coragem de se juntar aos familiares de Finn. Dias depois, ela recebe um pacote pelo correio. Dentro dele há um lindo bule que pertenceu a seu tio e um bilhete de Toby, o homem que apareceu no funeral, pedindo uma oportunidade para encontrá-la. À medida que os dois se aproximam, June descobre que não é a única que tem saudades de Finn. Se ela conseguir confiar realmente no inesperado novo amigo, ele poderá se tornar a pessoa mais importante do mundo para June. "Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa" é uma história sensível que fala de amadurecimento, perda do amor e reencontro, um retrato inesquecível sobre a maneira como a compaixão pode nos reconstruir. (Skoob)
BRUNT, Carol Rifka. Diga aos lobos que estou em casa. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2014. 464 p.


Em 1986, a AIDS não era totalmente conhecida e o tratamento ainda inexistente. Em razão da doença, June, de 15 anos, perdeu seu melhor amigo, seu tio Finn. Mais sozinha do que nunca, a indiferença de sua irmã, Greta, pelo seu sofrimento só as afastava ainda mais, doendo profundamente pela lembrança do que elas costumavam ser. E doía, também, descobrir uma parte da vida de Finn que ele mantivera por tanto tempo escondida dela.

June nunca imaginara que Finn tinha Toby, um inglês, também infectado pelo vírus da doença, que agora estava tão sozinho quanto ela. Apesar de ter de adequar todas as suas memórias com o tio à nova informação da existência do rapaz, June poderia descobrir em Toby uma nova companhia – e um outro amigo.

Como tantas outras vezes que já comentei aqui, não li a sinopse de Diga aos lobos que estou em casa, de Carol Rifka Brunt antes de pegar o livro, mas a classificação Young Adult instigou a curiosidade.

"E, bem naquele momento, senti meu coração amolecer por Toby, porque eu sabia exatamente o que ele queria dizer. Eu entendia que quase qualquer coisa no mundo podia nos fazer lembrar de Finn. [...] Coisas que você nunca vira com Finn podiam fazê-lo se lembrar dele, porque ele seria a pessoa para quem você quereria mostrar aquilo." (p. 237)

A diagramação do livro foi toda bem cuidada, com pequenos detalhes no início de cada cena, bem como com letras confortáveis para a leitura. O tom de cor da capa – para quem gosta – é fascinante, e os vários desenhos no espaço negativo têm significado para a obra, seja pela questão da arte de Finn, seja pela imaginação ativa de June. O conteúdo, porém, não foi tão encantador.

Há de ser ressaltado que o tema escolhido para a obra foi bastante inusitado, pelo contexto em que se inseriu os acontecimentos, e também interessante. Ao contar a história de June, em primeira pessoa, a autora conta também a vida de outros personagens de seu convívio cotidiano. Algumas lembranças de um período anterior ao dos acontecimentos narrados, inseridas no contexto, sem nexo temporal, auxiliam na compreensão da protagonista, e mostram um pouco como sua mente funciona.

O fato de o livro tratar da AIDS a partir do ponto de vista de alguém que ama a pessoa doente e que tem um olhar livre de preconceito torna a construção mais sensível e valiosa. Contudo, o perfil da protagonista se mostra aquém do esperado, já que a impressão é de que, em virtude das situações impostas pela vida, sua atitude seria mais madura e adulta. O fato de ser ainda bastante criança, sinceramente, me frustrou.

Os pensamentos de June são infantis, com toda a sua fascinação pela idade média, brincadeiras e lamentações sobre coisas que, após certa fase, vemos que não tem tanta importância. Estes foram alguns dos fatores que eu não esperava, e a leitura se tornou cansativa por se arrastar desta forma até a metade do livro.

Provavelmente este seria um elemento desejável ao enredo, principalmente porque, após a segunda metade do livro, o amadurecimento da protagonista é visível. Além disso, foi importante para que June pudesse compreender um pouco mais a irmã. Contudo, ainda que racionalmente eu possa explicar a necessidade dos elementos citados para a história, isso não ajudou em relação ao envolvimento com o enredo. A impressão era a de que o contexto dava voltas, sem que saísse do mesmo lugar.

É importante citar, contudo, que, na segunda metade da obra, o texto se torna mais agradável e conseguiu atingir o ritmo certo. June começa a se ver mais verdadeiramente, perde a película da inocência no olhar, mas não deixa de se encantar com as coisas, por, finalmente, ver como elas são. June amadurece, cresce, e até mesmo uma insinuação de romance tem lugar na história.

O livro de Brunt não foi, para mim, uma grande obra, mas tem alguns bons elementos e um final tão bonito que é difícil não se sentir tocado.

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Aniversário #5: Sonhe Mais e Por toda a eternidade


Finalmente vai ao ar a última das promoções de Aniversário do blog Conjunto da Obra.

Dia 25 de maio se aproxima, os esperados três anos e os resultados de todas as promoções que foram ao ar nestas últimas semanas.

Estou muito feliz com a participação ativa de todos, tanto aqui quanto nas redes sociais. E ficarei ainda mais feliz de poder presentear muitos de vocês.

A promoção de hoje vai sortear um exemplar de Sonhe mais e um de Por toda a eternidade, para um só vencedor.

Para participar é simples: basta seguir o blog  Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste site" na barra lateral direita) e preencher essas entradas no formulário. Depois, várias outras entradas serão abertas, para quem quiser ter ainda mais chances.

a Rafflecopter giveaway

As inscrições serão feitas por meio da ferramenta Rafflecopter. Para os que ainda têm dúvidas sobre como utilizá-la, podem ver este tutorial aqui. As inscrições são válidas até dia 25 de maio, e os resultados serão divulgados durante a semana seguinte. 

E atenção: as entradas neste formulário serão contadas para definir o ganhador do prêmio extra que será dado para quem tiver participação mais ativa em todas as Promoções de Aniversário do blog Conjunto da Obra, conforme regras aqui.
Participe!

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