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Leah fora de sintonia - Becky Albertalli

Créditos da Imagem: Blog Entre Linhas
Sinopse: Leah odeia demonstrações públicas de afeto. Odeia clichês adolescentes. Odeia quem odeia Harry Potter. Odeia o novo namorado da mãe. Odeia pessoas fofas e felizes. Ela odeia muitas coisas e não tem o menor problema em expor suas opiniões. Mas, ultimamente, ela tem se sentido estranha, como se algo em sua vida estivesse fora de sintonia. No último ano do colégio, em poucas semanas vai ter que se despedir dos amigos, da mãe, da banda em que toca bateria, de tudo que conhece. E, para completar, seus amigos não fazem ideia de que ela pode estar apaixonada por alguém que até então odiava, uma garota que não sai de sua cabeça.
Nesta sequência do sucesso Com Amor, Simon, vamos mergulhar na vida e nas dúvidas da melhor amiga de Simon Spier. Em um livro só dela, mas com participações mais do que especiais dos personagens do primeiro livro, vamos acompanhar Leah em sua luta para se encontrar e saber com quem dividir suas verdades e seus sentimentos mais profundos.
Em Leah fora de sintonia, Becky Albertalli mostra por que é uma das vozes mais importantes e necessárias de sua geração. Sem nunca soar didática, a escritora lança mão dos mesmos ingredientes que tornaram Com Amor, Simon um sucesso mundial: a leveza, o senso de humor, a representatividade e a certeza de que vale a pena contar histórias sobre jovens que podem até estar perdidos, mas estão determinados a encontrar seu caminho. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
ALBERTALLI, Becky. Leah fora de sintonia. Editora Intrínseca, 2018. 320 p.


Muito embora eu não tenha lido o livro mais famoso de Becky Albertalli - Simon vs a agenda homo sapiens - pude conferir a forma como a autora constrói seu texto em Os 27 crushes de Molly e adorei a naturalidade com que ela trata questões que a sociedade insiste em complicar, como os padrões de beleza e a sexualidade, tudo isso sem deixar de lado o turbilhão que é a adolescência. A autora tem aquele tipo de escrita que serve para todos os leitores, pois é difícil não se identificar com pelo menos um dos pontos trazidos na história.

Leah fora de sintonia traz a perspectiva de Leah, melhor amiga de Simon, uma garota que se sabe bissexual e que está "acima do peso". O interessante é que ela se reconhece assim e pronto, isso não é uma questão - mesmo que ela nunca tenha contado para os seus amigos que é bi. Nesse ponto, a história não se restringe a discutir esses detalhes, Leah é uma pessoa e, sendo assim, tem aspectos que vão muito além de seu corpo e sua sexualidade.

Um dos pontos principais foi o conflito que a protagonista passava ao saber que o fim do ensino médio estava se aproximando. Ela relutava em reconhecer o quanto isso a afetava e tentava não demonstrar seus sentimentos, mas todo mundo sabe que é impossível esconder seus receios, pois eles se mostram das mais diferentes formas - seja pela tristeza, seja pela raiva. Afinal, as mudanças são assustadoras. E ainda tinha um agravante, é claro: Leah estava apaixonada.

O romance do livro é uma coisa fofa de doer. Sério. É bonito ver como a autora trata esse sentimento, ao mostrar aquela fase das borboletas no estômago, aquele frio na barriga e a sensação do primeiro beijo. Adorei como Becky conseguiu transformar em palavras a inconstância do primeiro amor, a aflição que ele causa, mas, principalmente, as coisas boas que vêm com ele.

Como personagem, acho que Leah podia ser um pouco menos chata. Além de ser mal-humorada e mal agradecida, principalmente com sua mãe, ela fazia dramas gigantes com coisas que poderiam ser esclarecidas com um pouco de conversa. Mesmo assim, a autora consegue expor as razões da personagem para cada atitude e, ainda que eu não concorde com algumas delas, é possível compreendê-la.

Senti falta do aprofundamento de alguns personagens, pois tive a impressão de que não os conhecia de verdade, como Abby, Nick e Simon. Talvez pelo fato de que eles já foram apresentados no primeiro livro, que eu não li, mas eu não consegui construir uma personalidade completa para eles.

De qualquer forma, Leah fora de sintonia é um retrato da adolescência e dos conflitos por que todos passam, um livro leve e cheio de representatividade.

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Bela Maldade - Rebecca James

Sinopse: Após uma horrível tragédia que deixou sua família, antes perfeita, devastada, Katherine Patterson se muda para uma nova cidade e inicia uma nova vida em um tranquilo anonimato.

Mas seu plano de viver solitária e discretamente se torna difícil quando ela conhece a linda e sociável Alice Parrie. Incapaz de resistir à atenção que Alice lhe dedica, Katherine fica encantada com aquele entusiasmo contagiante, e logo as duas começam uma intensa amizade.
No entanto, conviver com Alice é complicado. Quando Katherine passa a conhecê-la melhor, percebe que, embora possa ser encantadora, a amiga também tem um lado sombrio. E, por vezes, cruel.
Ao se perguntar se Alice é realmente o tipo de pessoa que deseja ter por perto, Katherine descobre mais uma coisa sobre a amiga: Alice não gosta de ser rejeitada... (Skoob)
JAMES, Rebecca. Bela Maldade. Intrínseca, 2011. 304p.


Eu tinha esse livro há um tempo como "quero ler" no Skoob, então quando eu estava num sebo procurando livros para pegar em troca dos que eu levei e achei esse depois de um longo tempo por um preço bom, fiz o que achei certo e peguei sem nem reler sobre o que ele era. Só li os trechos de críticas da contracapa antes de começar a ler. Portanto o livro pra mim foi ainda mais legal porque foi muito mais surpreendente.

Katherine é uma menina quieta, não porque é introvertida, mas porque ela tem medo de se abrir e destruir sua vida de novo ou que descubram o que ela esconde. Até que a popular Alice se aproxima dela e as duas se tornam grandes amigas, e Robbie também se torna seu amigo.

A narração é intercalada entre a Katherine adulta, 5 anos depois, Katherine conhecendo a Alice e o passado que a traumatizou. Assim, tem mistérios em três épocas diferentes. O livro já começa com a Katherine adulta falando do quanto odeia a Alice e assim a gente fica apreensiva esperando o que que ela vai fazer. O segredo foi revelado até bem cedo. Eu não tenho certeza se foi a melhor ideia, mas de qualquer forma ainda sobrou mil dúvidas de como aquilo teria acontecido e, quando chega nas partes em que acontece, é tão terrível quanto a gente podia imaginar ou mais. E é interessante as mil ideias que passam pela nossa cabeça a cada nova informação dada em qualquer um dos períodos. Se você vê a Katherine com medo de algo ou falando mal de algo, você pode imaginar que ela ficou traumatizada com isso ou que por causa disso que aconteceu esse segredo que destruiu ela.

Também tem uns dois capítulos que são narrados em segunda pessoa, "você". Eu não sei se é necessariamente falando com o leitor ou só o "Você" no sentido de "As pessoas" como a gente usa às vezes e tem até uma cena no livro sobre isso.

Eu adorei esse livro. Eu fiquei realmente muito perturbada e triste em algumas partes. A Katherine não merece tudo que aconteceu com ela. Praticamente nenhum personagem merece o que aconteceu com eles. Mesmo a Alice, porque ela nem se deu tão mal quanto poderia. 

Eu me surpreendi com algumas das revelações durante a leitura. O livro é meio que uma boneca russa, que você vai tirando e vai aparecendo uma menorzinha nele, cada desenvolvimento tem mais desenvolvimentos, praticamente nada é colocado aqui por acaso. E isso é muito legal.

O livro fala muito de culpa e como conviver com ela, e porque senti-la mesmo que não seja realmente nossa culpa. E ele tem um tema de se como uma pessoa é criada é desculpa para as ações dela. Ele também pode te deixar com medo de se relacionar com pessoas sem conhecê-las completamente e com medo de praticamente qualquer coisa, mas ele mesmo diz que você precisa viver a vida com coragem porque só assim para se ter alguma chance de ser feliz. Claro, coragem nas doses certas.

É uma leitura pesada, mas eu recomendo para quem não passou por tanta coisa ruim ou para quem passou e precisa se relacionar um pouco e conseguir algum alívio. Além de conseguir alívio nas horas que os personagens desabafam ou estão bem, provavelmente também terá naquele sentido de "pelo menos eu estou melhor que eles".

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Vejo Você no Espaço - Jack Cheng

Sinopse: Alex tem onze anos e adora o espaço sideral, foguetes, sua família e seu cachorro, Carl Sagan - uma homenagem a seu maior herói, o astrônomo autor de Cosmos e Pálido ponto azul. A missão de vida de Alex é enviar seu iPod dourado para o espaço, do mesmo jeito que Sagan (o cientista, não o cachorro) enviou os Discos de Ouro nas sondas Voyager, em 1977, com sons e imagens da Terra, a fim de mostrar aos extraterrestres como é a vida no nosso planeta. Por isso, Alex constrói um foguete. E por isso ele viaja do Colorado ao Novo México, de Las Vegas a Los Angeles, gravando tudo o que acontece pelo caminho. Ele encontra pessoas incríveis, gentis e interessantes, desencava segredos e descobre que, mesmo para um menino com uma mãe complicada e um irmão ausente, família pode significar algo bem maior do que se imagina. Um livro tocante e delicioso sobre aprendermos a discernir realidade e aparências, Vejo Você No Espaço é uma lição de que família também se constrói e de que, com honestidade, força e amor, nos tornamos tão grandes quanto o próprio universo.

Livro recebido em parceria com a Editora.
CHENG, Jack. Vejo Você no Espaço. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2017. 288 p.


Eu simplesmente amo livros narrados por crianças. Tem uma coisa muito tocante na forma como as palavras são dispostas: uma ingenuidade nem um pouco forçada, a leveza da narrativa, mesmo quando há situações muito tristes no enredo. O mundo na cabeça das crianças é relativamente simples e isso realmente me faz pensar se não somos nós, os adultos, que complicamos tanto as coisas. Foram por esses motivos que aproveitei tanto a leitura de Vejo Você no Espaço. 

Alex é um menininho de 11 anos muito inteligente que vive com sua mãe e seu cachorro Carl Sagan no Colorado. Apesar da pouca idade, ele construiu um foguete sozinho e pretende enviá-lo ao espaço junto com seu iPod Dourado cheio de gravações da Terra, da mesma forma que Sagan - o cientista, não o cachorro - fez em 1977 com seus dois discos de ouro. O que Alex não sabia é que sua jornada seria bem mais comprida e suas descobertas bem maiores. 

Vejo Você no Espaço tem um tom muito nostálgico e eu não sei bem explicar o porquê. Na realidade, acho que foram os vários sentimentos que tive durante a leitura que me deram essa impressão. Por exemplo, em algumas partes eu fiquei muito triste pelo falo de Alex ter sido obrigado a amadurecer tão cedo. Ele praticamente cuida de si e da casa sozinho, pois a mãe dele tem algum transtorno psicológico que, de início, não é identificado. O irmão mais velho, por sua vez, mora há horas de distância. Eu fiquei mais triste ainda porque mesmo sendo muito maduro para os seus 11 anos, Alex não passa de uma criança cheia de sonhos.

Claro que também fiquei muito feliz durante a leitura. Ele conhece várias pessoas da internet que são realmente legais, o que, para mim, tira essa imagem péssima de que todas elas são assassinas perigosas. Alex faz vários amigos durante sua viagem, e aí está o ponto alto do livro: como os amigos conseguem nos ajudar até mesmo nos momentos mais difíceis. Como a narrativa se dá por meio das gravações que o protagonista faz no iPod, a gente consegue ter bem a noção de tudo o que está acontecendo ao redor dele - algo bastante inovador. Então, é como se os amigos de Alex fossem nossos amigos também, e eu amei isso!

O livro é recheado de referências científicas, acredito que as pessoas que conhecem um pouco mais do Carl Sagan e sua jornada achariam esse livro sensacional, assim como eu. Apesar de ser uma história comum, é diferente de tudo o que eu li, principalmente pela narrativa - inclusive, acho que a experiência em audiobook seria maravilhosa, justamente por causa das gravações. Uma história marcante sobre a importância do amor e de estar sempre perto das pessoas que amamos.


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Novidades #197: Lançamentos Editoras Parceiras

Oi pessoal, tudo bem por aí? Como foi o feriado, deu para colocar as leituras em dia?

Só para animar mais um pouquinho o final de semana que vem por aí, vim mostrar alguns dos lançamentos de novembro das editoras parceiras aqui do blog. Não são muitos, já que muitas editoras não lançaram livros esse mês, mas parecem todos ótimos. Para mais informações, basta clicar nas capas:

Editora Intrínseca

 
Editora Arqueiro


 

E aí, quais vocês gostariam de ler?

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Comer para não morrer - Michael Greger com Gene Stone

Sinopse: Um guia do poder dos alimentos que vai garantir saúde e bem-estar ao lado de sua família e amigos por muitos e muitos anos
Infecções, diabetes, depressão, cardiopatias. Seja qual for a doença, a rotina é a mesma: após exames e consultas, a maioria dos médicos se restringe a receitar um remédio ao paciente. Tratamentos alternativos não são mencionados, e medicina preventiva parece uma realidade distante. O resultado é que milhares de vidas são perdidas prematuramente em virtude de doenças que poderiam ter sido evitadas ou revertidas. Mas não precisa ser assim.
Escrito pelo médico Michael Greger, Comer para não morrer trata de um estilo de alimentação capaz de prevenir, controlar e até reverter muitas das principais causas de morte da atualidade: a dieta à base de vegetais — ou plant-based diet, como é conhecida pelos especialistas. Com uma linguagem clara e ferramentas práticas que nos indicam o que comer, quando e em que quantidade, o livro se fundamenta em estudos acadêmicos para desmistificar a ciência por trás dessa forma de nutrição revolucionária e mostra que adotá-la está longe de ser um bicho de sete cabeças. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
GREGER, Michael; STONE, Gene. Comer para não morrer. Editora Intrínseca, 2018. 496 p.


Em outra ocasião, comentei aqui no blog que alimentação é um tema que tem me atraído com cada vez mais frequência. Desde nova, tive problemas de digestão e outras questões periódicas de saúde, mas muita coisa mudou depois que adotei uma alimentação mais equilibrada. Faz anos que não tomo antibióticos e quase nunca fico nem resfriada. Conheço bem o poder que a comida de verdade tem e percebi que a natureza possui todos os remédios que o corpo precisa, é só saber aproveitar o que ela tem para oferecer. Por isso, quando Comer para não morrer foi lançado pela Editora Intrínseca, não tive dúvidas de que queria ler, ainda mais porque seu título reflete muito o que eu acostumei a vivenciar no meu dia a dia.

Antes mesmo de iniciar o livro, o prefácio à edição brasileira, o prefácio e a introdução já trazem informações relevantes e nos contam um pouco da história que deu origem ao livro. O autor, que é médico e tem conhecimentos práticos sobre o assunto, defende uma alimentação à base de vegetais - plant-based diet - o que quer dizer que, durante o livro, vai apontar as vantagens de excluir os alimentos de origem animal da dieta. Por minha experiência pessoal - que, é claro, não se compara à do autor -, não acredito que ser saudável requeira impor restrições à alimentação, mas entendo os argumentos utilizados por ele e acho que são bastante válidos - até porque são todos fundamentados em pesquisas científicas. 

"Por que a proteína animal causa a reação de sobrecarga e a proteína vegetal não? Por causa da inflamação que os produtos de origem animal podem ocasionar."

Meu entendimento, porém, não obstou que a leitura fosse muito proveitosa e rica em ensinamentos valiosos que, sem dúvida alguma, levarei para minha vida. Até porque, na verdade, não se trata de concordar ou não com o que está escrito - não tenho dúvidas de que o autor tem razão em cada aspecto mencionado e eu mesma já tinha lido a respeito de diversos conceitos trazidos por ele no livro. A questão é saber se vale a pena ou não deixar de aproveitar determinados benefícios de certos alimentos por eventuais malefícios que eles podem trazer. Para o autor, não valem a pena os riscos, para mim, podem valer.

É importante entender que o autor não coloca os alimentos de origem animal como vilões, mas menciona em quais casos o consumo pode influenciar e agravar certas doenças. Os maiores vilões, segundo menciona no livro, são os alimentos vegetais ultraprocessados e os alimentos animais processados.

"Uma vez que se é fisgado pelos alimentos hiperdoces e hiper-salgados, os botões gustativos do organismo ficam tão fracos que os alimentos naturais podem ter gosto de papelão. A fruta mais madura não tem o gosto tão doce quanto o do Froot Loops."

Michael Greger divide o livro em duas partes. Na primeira, o autor menciona as doenças que mais matam os americanos, como doenças cardíacas, diabetes, câncer, infecções e até mesmo depressão, e comprova a relação dessas doenças com a alimentação. Cada doença tem um capítulo específico, e o autor aproveita para citar os alimentos que agravam esses problemas e aqueles que auxiliam na sua prevenção e redução.

Na segunda parte, o autor dá ênfase à dieta que criou e os doze itens que devem estar presentes todos os dias na alimentação. Essa parte se dedica, portanto, a mencionar os benefícios de diversos alimentos vegetais, como os feijões, as frutas e verduras, a semente de linhaça e oleaginosas, entre vários outros. Fiquei feliz em perceber que quase todos os itens mencionados por ele estão presentes quase sempre na minha geladeira e na minha lancheira, e algumas dicas trazidas no livro ainda me influenciaram a mudar um pouco a forma como preparo esses alimentos.

"O fato é que, quando pessoas reais fazem mudanças reais, elas têm resultados reais."

Por ser uma leitura mais técnica, o livro pede atenção e uma dedicação mais especial, mas mesmo para aqueles que pretendem continuar a consumir alimentos de origem animal, é relevante conhecer a obra pelas reflexões que traz. Não se trata apenas de saber quais alimentos são mais ou menos benéficos, mas saber que a prevenção é muito mais simples do que a gente pensa e que o interesse é nosso. Como o autor menciona a certa altura do livro, não é possível patentear os vegetais, por isso ninguém faz propaganda deles, mas milhões - senão bilhões - são investidos todos os anos em publicidade com medicamentos.

"Qualquer que seja a herança genética que herdamos de nossos pais, aquilo que comemos pode afetar a interação desses genes com nossa saúde."

Para aqueles que gostam do tema, o livro traz conhecimento vasto e riquíssimo sobre diversos alimentos e sobre as formas de incluí-los no dia a dia. É uma leitura prazerosa e diferente, que fico feliz em ter feito. Para quem quiser conhecer um pouco, o autor também coordena o blog NutritionFacts.org, em inglês, que traz algumas das ideias mencionadas no livro.

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Novidades #196: Lançamentos Editoras Parceiras

Oi pessoal, como está o domingo de vocês?

Com um pouco de atraso, quero mostrar alguns dos lançamentos das Editoras parceiras no mês de outubro. Como sempre, tem muita coisa boa e livros de todos os gêneros. Para conhecer mais sobre cada um, basta clicar na capa.

Editora Arqueiro

 

Editora Intrínseca


Ler Editorial


Editora Harlequin




Agora me contem: quais desses vocês gostariam de ler?

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Contos Peculiares - Ransom Riggs

Sinopse: O livro dentro dos livros, Contos peculiares é a coletânea de contos e fábulas citada ao longo da série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares — o livro com as histórias que os jovens peculiares escutam sua protetora contar e recontar. Um menino que vira gafanhoto e foge com um grupo de gansos; uma princesa com língua de cobra à procura de um príncipe com quem se casar; canibais ricos que comem braços e pernas de peculiares que têm o dom de se regenerar são alguns dos personagens dessas narrativas que há séculos povoam o imaginário dos peculiares, oferecendo não apenas valiosas lições, mas também pistas para informações secretas, como a localização exata de certas fendas temporais, por exemplo. Compilado por Millard Nullings, o menino invisível acolhido no lar da srta. Peregrine, o livro inclui surpreendentes comentários e notas, além de um desfecho alternativo para a tocante história do gigante Cuthbert, já conhecida dos leitores da série. Inusitado, surpreendente e divertido, Contos peculiares é ao mesmo tempo um delicioso complemento e uma porta de entrada para o rico universo criado por Ransom Riggs; um verdadeiro presente para quem não resiste à magia das boas histórias. (Skoob)
RIGGS, Ransom. Contos Peculiares. Intrínseca, 2016. 208 p.


Eu só li o primeiro livro de O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares e confesso que não gostei muito (sim, eu sou uma dessas peculiares), estou até hoje empacada nele e não me vejo lendo o segundo tão cedo. Quando eu peguei esse livro emprestado para ler, tenho que dizer que nem percebi que fazia parte dessa série, conforme fui lendo é que percebi que já ouvi peculiares em algum lugar e fui ver quem era o autor mesmo e... não é que eu estava certa?

O primeiro ponto que diverge de O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares, na minha opinião (embora faça tempo que o li e possa estar errada), é a narração. A narração de Contos Peculiares lembrou-me da de Lemony Snicket, que eu sou apaixonada; talvez seja diferente porque quem conta os contos não é Ransom Riggs, mas Millard Nullings, um menino invisível que aparece na série de livros. A narração é feita de forma macabra com um tom dramático e engraçado, alternando entre fatos reais e falsos tão embolados um no outro que é difícil separá-los, além de colocar notas de rodapés, comentários, como se fosse realmente um livro de não-ficção, não um de fantasia.

"Seja qual for o desfecho que os leitores prefiram, a moral, também incomum, permanece mais ou menos inalterada. É um alerta às crianças peculiares de que determinados dons são simplesmente tão complexos e perigosos que não devem ser usados,e é melhor deixá-los em paz. Em outras palavras: não é porque nascemos com determinadas habilidades que somos obrigados a usá-la."

Os contos apresentados são... impressionantes. Haja criatividade para eles. Tem tudo que são peculiaridades (que são tipos dons), seja de humanos ou de animais; de todos os gêneros, com morais diversas, porque é para isso que serve os "contos de fadas" afinal, colocar um pouco de juízo na cabeça das crianças. E é isso que os contos dos peculiares fazem, eles ensinam as crianças.

Tem dois contos que se destacaram para mim: o primeiro, Os esplêndidos canibais, que me fez parar a leitura um pouco e encarar chocada o livro, porque foi um pouco assustador e o fato do livro se chamar Contos Peculiares parecia ser por isso (eu ainda não havia ligado com a série). Peculiar é outra palavra para estranho e o primeiro conto é um pouco, eu esperei por outros iguais e... surpreendam-se. O segundo conto é A primeira ymbryne, que, como o título diz, conta a história da primeira ymbryne, que se chamava Ymeene. Para quem não leu a série, as ymbryne é uma parte importantíssima da história. E é o único conto que se sabe realmente que não é apenas uma história.

Ah, e teve mais um que é estranho, totalmente estranho. Ou seja, mais um conto peculiar. As pombas (da Catedral) de St. Paul, que tem como protagonistas... pombas. E não qualquer pombas, mas pombas peculiares; pombas peculiares declarando guerra contra humanos ainda por cima.

"A primeira ymbrye não era uma mulher que podia se transformar em ave, mas uma ave que podia se transformar em mulher."

Em suma, fiquei encantada com o livro. Ele é maravilhoso e lindo, bem organizado por Millard Nullings e ilustrado por Andrew Davidson. E você não precisa ler os outros livros de Ransom Riggs para ler esse, você não precisa nem conhecer O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares, embora provavelmente vá perder alguma referência escondida... quem sou eu para dizer?

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Book Haul - Setembro

Oi peops, como estão vocês?

Estou me reorganizando com as postagens aqui no blog, mas tenho que admitir que tem me faltado tempo e, por consequência, disposição. Decidi dar prioridade para algumas coisas na minha vida que acabam me consumindo demais, e as leituras e o blog acabaram ficando em segundo plano. Mas não pretendo deixar parado aqui não e nos últimos dias tenho recuperado meu ritmo de leitura, espero que só melhore a partir de agora.

Hoje quero mostrar para vocês o que recebi no mês. Não foi muita coisa, mas é até melhor nessa fase de reorganização:


O primeiro livro recebido veio da Editora Harlequin, que enviou A Fênix de Fabergé. Não sei se o livro faz muito o meu estilo, mas li comentários positivos sobre ele. Espero gostar.


Da Editora Intrínseca recebi Leah fora de sintonia, que parece ser uma delícia. Gostei muito de Os 27 crushes de Molly, outro livro da autora que li.


Outro pacotinho que veio da Intrínseca foi a caixa de outubro dos Intrínsecos! Eu adorei o kit todo, muito lindo e tem um livro que eu estava curiosíssima para ler.

Como foram os recebidos de vocês em setembro?

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Novidades #195: Lançamentos Editoras Parceiras

Oi pessoal, como vocês estão? Hoje vou mostrar alguns dos últimos lançamentos das editoras parceiras do blog e, como sempre, tem muita coisa boa, confiram só.

Quem quiser mais informações sobre os livros, basta clicar sobre a capa:

Editora Arqueiro

 

Editora Intrínseca


Editora Valentina




Quais vocês gostariam de ler?

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No tempo dos feiticeiros - Cressida Cowell

Sinopse: Divertida aventura que se passa num mundo mítico de vikings e dragões, a série infantil Como treinar o seu dragão se tornou um sucesso no mundo inteiro. São 12 livros, além de 2 volumes extras, que somam 780 mil exemplares vendidos no Brasil e 8 milhões no mundo, além de ter inspirado adaptações para a TV, numa série de animação exibida pelo Cartoon Network, e para o cinema, produzida pela DreamWorks.
Agora, a escritora e ilustradora Cressida Cowell deixa os vikings de lado para uma nova trilogia, sobre os antigos tempos em que havia feiticeiros, bruxas, guerreiros... e Magia. No Tempo dos Feiticeiros mostra a guerra entre duas tribos: os feiticeiros, que eram mágicos, e os guerreiros, que não eram.
Esta é a história de Xar, um menino feiticeiro cujos poderes ainda não despertaram, e de Desejo, uma menina guerreira cujo maior sonho é ser reconhecida pela mãe. Xar e Desejo foram ensinados a odiar um ao outro, mas terão que superar as diferenças e enfrentar um mal que pode destruir seus lares. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
COWELL, Cressilda. No tempo dos feiticeiros. Editora Intrínseca, 2018. Tradução: Marina Vargas. 400 p.


Cressilda Cowell ficou bastante conhecida com a série Como treinar seu dragão - que eu só soube que o filme era baseado nos livros muito depois de assistir. Naquela série, achei a história fantástica, por ser envolvente, cheia de humor e aventura e ideal para todas as idades. Quando surgiu a oportunidade de ler algo da autora, logo fiquei curiosa, e foi por isso que No tempo dos feiticeiros chegou para mim.


O livro é o primeiro volume da série de mesmo nome e conta a história de Xar, um menino feiticeiro que ainda não viu seus poderes se manifestarem, e de Desejo, filha da rainha guerreira que guarda em segredo alguns objetos mágicos, que são proibidos na fortaleza de ferro. Os dois estão em lados opostos na guerra entre guerreiros e feiticeiros, mas quando seus caminhos se cruzam, veem tudo mudar.

A trama é repleta de magia, seres encantados, aventura e diversão. Desde o início dá para ver que o enredo é voltado para um público mais juvenil, até pelo tom que a autora dá à narrativa. Isso não impede que leitores mais velhos curtam a leitura, em especial porque há mensagens importantes sobre solidão e amizade, lealdade e amor. Também, a autora trata com delicadeza sobre a relação entre pais e filhos, as expectativas e as responsabilidades de se criar um filho, assim como a necessidade de ter paciência de saber ouvir ou de buscar auxílio quando necessário.


Tudo fica ainda mais mágico e encantador por conta das ilustrações do livro, que mostram em destalhes cada acontecimento da história. Em alguns casos, há desenhos de página inteira; em outros, as ilustrações invadem as páginas e se misturam ao texto. Tem-se uma linda dinâmica, e eu gastei muito mais tempo percebendo os detalhes riquíssimos das ilustrações do que lendo a história em si.

Outro ponto bem interessante é a forma como a autora construiu seus personagens, que são incomuns, mas comuns ao mesmo tempo. Cada um deles não se encaixa de alguma forma, mas a autora mostra que a diversidade é normal, e que mesmo algo que não seja "normal" pode, na verdade, representar um ponto forte. Xar, por exemplo, é baixinho e não tem magia, e Desejo, com seu tapa olho e seu cabelo espetado, não é nem de longe parecida com sua mãe, que é tão bela. Achei bastante importante essa construção em um livro voltado para adolescentes, pois aborda a inclusão, independente de padrões.


A história deixa um gancho enorme para uma continuação, que é quase certo que virá. Mesmo que seja um livro voltado para um público mais jovem, tem aquele tipo de história que encanta qualquer idade e gera forte empatia por seus personagens.


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Novidades #194: Intrínsecos, clube de livros da Intrínseca


Os clubes do livro estão ganhando fãs entre leitores que querem ser surpreendidos com novidades e kits exclusivos. Agora imagine entrar em um clube em que você recebe um livro que ainda nem foi lançado no Brasil?

Por isso, se você gosta de clube de livro, precisa conhecer o Intrínsecos! Lançado pela Editora Intrínseca, para comemorar seus 15 anos, esse é um Clube do livro que promete surpreender o leitor.

Funciona assim: todo mês os assinantes receberão um livro com design exclusivo em capa dura, que será sempre um livro ainda inédito no Brasil e chegará para os Intrínsecos 45 dias antes do lançamento nas livrarias. Além do exemplar, a caixa terá uma revista com conteúdo exclusivo que complementará a experiência da leitura, um marcador de página e um brinde relacionado ao livro do mês. Bem legal, né?


As assinaturas já estão liberadas! O plano mensal custa R$54,90 por mês e o plano anual custa R$49,90 por mês, e o frete é fixo em R$10 para qualquer lugar do país. Além de serem títulos inéditos no país, a edição da caixa é sempre diferente da que será vendida nas livrarias. As capas, colecionáveis, serão lisas e coloridas, com os nomes dos livros nas lombadas e com fitilho para marcar a página. A ideia é ter experiência com diferentes tipos de história, então não é possível escolher o gênero ou trocar o livro, é sempre uma surpresa.

Todas as informações estão disponíveis neste site, corre lá para conferir 😍

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Os 27 Crushes de Molly - Becky Albertalli

Molly já viveu muitas paixões, mas só dentro de sua cabeça. E foi assim que, aos dezessete anos, a menina acumulou vinte e seis crushes. Embora sua irmã gêmea, Cassie, viva dizendo que ela precisa ser mais corajosa, Molly não consegue suportar a possibilidade de levar um fora. Então age com muito cuidado. Como ela diz, garotas gordas sempre têm que ser cautelosas. Tudo muda quando Cassie começa a namorar Mina, e Molly pela primeira vez tem que lidar com uma solidão implacável e sentimentos muito conflitantes. Por sorte, um dos melhores amigos de Mina é um garoto hipster, fofo e lindo, o vigésimo sétimo crush perfeito e talvez até um futuro namorado. Se Molly finalmente se arriscar e se envolver com ele, pode dar seu primeiro beijo e ainda se reaproximar da irmã. Só tem um problema, que atende pelo nome de Reid Wertheim, o garoto com quem Molly trabalha. Ele é meio esquisito. Ele gosta de Tolkien. Ele vai a feiras medievais. Ele usa tênis brancos ridículos. Molly jamais, em hipótese alguma, se apaixonaria por ele. Certo? Em Os 27 Crushes de Molly, a perspicácia, a delicadeza e o senso de humor de Becky Albertalli nos conquistam mais uma vez, em uma história sobre amizade, amadurecimento e, claro, aquele friozinho na barriga que só um crush pode provocar. (Skoob)
ALBERTALLI, Becky. Os 27 Crushes de Molly. Intrínseca, 2017. 320 p.


Molly é uma garota de 17 anos, que nunca teve um namorado ou ao menos beijou alguém.
Mas tem 26 crushes.
E está caminhando para o 27.
Como ela conseguiu tantos crushes em apenas 17 anos (em tão longos 17 anos)? Não fazendo nada.

"(...) talvez eu devesse deixar meu coração se partir, só para provar que ele pode aguentar o tranco. Ou, no mínimo, preciso parar de ser tão cautelosa."

Molly tem medo de sair machucada, acredita que nenhum garoto gosta dela, gostará dela, e... e não faz nada. Com alguns dos seus crushes, ela trocou algumas palavras. Com a maioria, ela só observou de longe.

Quando sua gêmea nada igual arruma uma namorada, Molly sente que a está perdendo. Tudo que parecia certo, torna-se incerto. A amizade delas e a lealdade uma a outra que existia, parece estar se desfazendo. E então Molly decide que namorar Will, o fofo e lindo Will, melhor amigo de Mina, namorada da sua irmã Cassie, é o melhor jeito para se reaproximar de sua irmã.

Mas então há Reid.

Reid é um garoto do trabalho com tênis branco super brilhante e camisas da Terra-média e Game of Thrones e tantas outras coisas de nerds. Ele também vai as farras medievais (farras, sem erro ortográfico). Todavia conversar com ele é fácil, foi o primeiro garoto que Molly não se sentiu nervosa. E talvez ela o ache fofo. E bonito. Só um pouquinho.

"Parece a coisa mais improvável do mundo.Você tem que ficar a fim da pessoa certa no momento certo. E a pessoa também tem que gostar de você. Um alinhamento perfeito de sentimentos e circunstâncias. É quase incompreensível que aconteça com tanta frequência."

A história é simples como parece. Uma dessas coisinhas fofas que você quer colocar num pote e falar como se fosse um bebê. Não há reviravoltas surpreendentes ou acontecimentos dramáticos, é apenas a história de uma garota de 17 anos com 27 crushes. Normal. Eu acho.

Em nenhum momento, eu senti vontade de pegar Molly e agitá-la (eu tenho esse sentimentos às vezes). Achei o comportamento dela... normal, compreensível. Uma personagem verídica, com todos os medos e imperfeições que não admitimos, porque estamos ocupados demais pensando que isso nos faz algo único, diferente, excluído, não perfeito. Ninguém é perfeito. Molly descobre isso. E aprende que isso é o que nos torna único.

"Esse conceito de ex é tão incomum para mim. Eu nunca tive um ex nada. Não consigo nem imaginar como deve ser. Deixar de estar apaixonada. Se tornar uma estranha para alguém que você já amou um dia."

Como uma pessoa assexual, eu gostei da diversidade LGBTQIA+ no livro. Como tudo flui natural. Como há problema em se você não for branco, cis, hétero, cristão, magro... mas também há amor. A autora não tirou os problemas, não os diminuiu, só mostrou que não há problema em ser quem é, porque tem pessoas que vão te amar por isso.

Se você gostou do primeiro livro da autora (Simon vs a agenda homo sapiens), leia esse. Se gostar desse, leia Simon. É uma recomendação cíclica. Becky está ganhando espaço no meu Top Autores que não tem classificação, e mal posso esperar por mais livros dela.

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Novidades #193: Lançamentos Editoras Parceiras

Oi pessoal, como estão?

Hoje quero mostrar mais alguns dos títulos anunciados pelas Editoras parceiras recentemente, tem bastante coisa boa e com gêneros bem diversos. Para saber mais sobre os livros, basta clicar na capa. Confiram:

Editora Arqueiro


Editora Intrínseca

Ler Editorial


Editora Valentina


Harlequin Books Brasil




Quais vocês gostariam de ler?

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