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O Museu das Coisas Intangíveis - Wendy Wunder

Sinopse: Noah, o irmãozinho de oito anos de Zoe, tem uma síndrome rara. Ele aprendeu a ler quando tinha dois anos.
Entende a teoria da relatividade de Einstein e já leu todos os livros do Stephen Hawking. É obcecado pelo cosmo e fala constantemente sobre isso, sem nem mesmo perceber se você está escutando ou não.
Apesar disso tudo, não consegue processar qualquer coisa irracional ou intangível. Emoções são um mistério para ele. Sonhar ou imaginar é algo totalmente estranho.
Zoe, para ajudá-lo, criou para ele, o Museu das Coisas Intangíveis, com instalações conceituais artísticas complexas, improvisadas no porão de sua casa.
Medo, inveja, coragem, despreocupação, verdade, perdão, vergonha: e tantos sentimentos que ela tenta ilustrar e definir para ele todos os dias.
Zoe acredita que Hannah, sua melhor amiga, não tem controle sobre as coisas intangíveis da vida.
Um dia, Zoe convence Hannah pegar a estrada juntas, e assim como fez com seu irmão, ela começa a expor sua amiga a situações que procuram mostrar o significado e o valor de todas essas coisas, fazendo com que ambas percebam o que realmente querem da vida. (Skoob)

Livro recebido como cortesia da editora 
WUNDER, Wendy. O Museu das Coisas Intangíveis. Novo Conceito, 2018.


Hannah tem um pai alcoólatra que acabou de roubar o dinheiro que ela ganhou vendendo cachorro quente, ideia que ele mesmo teve pois não quer pagar pela sua faculdade. Sua melhor amiga, Zoe, tem transtorno bipolar e durante um de seus episódios resolve fazer uma viagem de carro com Hannah e ensinar para ela coisas intangíveis do mesmo jeito que faz com seu irmão, que tem síndrome de Asperger.

Hannah e Zoe moram numa cidade pequena de Nova Jérsei na qual a educação pública é um fiasco. As feiras de ciência tem dez participantes e apenas os pais de um deles se importa. Como falta professores, quando os alunos terminam as partes mais básicas não precisam mais ir à escola à tarde, porque não tem quem ensine os avançados. Eles não tem mais quadra de ginástica, aula de artes ou extracurriculares. Por tudo isso, Hannah e Zoe entram no sótão da escola particular da cidade para ter um aprendizado decente.

Também por isso, apesar de superinteligente, Hannah sequer fez as provas de entrada na universidade e a única faculdade que ela pensa em fazer é a comunitária da cidade porque não acha que com essa educação ela conseguiria qualquer outra coisa, muito menos o dinheiro. Eu gostei bastante dessa parte do livro que é mais no começo, mas ela volta a mencionar faculdade porque claro que é importante, já que elas estão no último ano, acho. Faculdades gratuitas são um luxo que muitos brasileiros não percebem. E mesmo as que têm mensalidades são muito mais baratas. E ver que o ensino público pode ser ruim também nos Estados Unidos é bom para as pessoas que idolatram demais o país.

Também é triste a vida familiar da Hannah que além do pai alcoólatra que a explora e envergonha, tem uma mãe depressiva que mal sai de casa e por isso Hannah teve que começar a sair para pagar as contas. Ela também sempre cozinha. Zoe foi abandonada pelo pai, que antes disso era abusivo com a mãe, e parece que isso teve influência nela. Ela é muito interessada em garotos e não nos bons.

"Um casal de patos voa baixo e furiosamente sobra a superfície do lago. 
- Eles se unem para a vida toda, sabia? - Danny diz.
- Porque a vida deles é curta - retruco, sarcástica.
- Você é do tipo garota-do-copo-meio-vazio, né?
- Não, na verdade não. Eu simplesmente gosto de surpresas, então mantenho minhas expectativas baixas.
Ele parece refletir por um momento e então diz:
- A diferença é sutil."

A parte da viagem é legal porque passa por vários estados do EUA que nós nunca vimos retratados como Dakota do Sul e Wyoming. Como é mais difícil ter acesso a material de outros países para ver viagens pelo interior deles, é legal para mim fazer isso com os Estados Unidos pelo menos. A capa é muito legal e nos óculos delas têm elementos relacionados à viagem. Só é complicado às vezes se divertir com elas se divertindo na viagem quando a gente se lembra de como a Zoe está. Não que precise lembrar, porque geralmente dá pra perceber.

Sobre o que me incomodou um pouco foi como a Zoe tenta convencer a Hannah de fazer várias coisas porque toda a parte dos "ensinamentos" dela é para ela deixar de ser tão certinha. Eu não tenho problema com personagens fazendo coisas erradas, mas quando é desse jeito pode ser que a Hannah só esteja fazendo por ser pressionada, o que não é legal. Além disso, elas fizeram coisas que dão cadeia. Ela também me irrita com algumas verdades que ela pensa que tem, mas eu gosto dela. Também é complicado dizer quem é a Zoe e quem é o desbalanço químico no cérebro. Tem diversas coisas complicadas com relação a ela. Em consequência, a amizade delas também.

Sobre a bipolaridade da Zoe, eu vi uma resenha dizer que ficou decepcionada com como trataram e com a Hannah não ajudando. Mas não acho que tem como cobrar muito da amiga da mesma idade quando nem a mãe ENFERMEIRA faz a menina tomar remédios. Ela passou uma semana inteira no quarto, dormindo quase o tempo todo e a mãe dela só resolveu interná-la como já havia feito aos 14 anos e não funcionou nada porque ela escondia os remédios em vez de tomar. Quando a Hannah contou isso, esse é um momento que ela podia ter dito pra Zoe não fazer isso ou contado pra alguém, mas também ela só tinha 14 anos e tava em choque e provavelmente não sabia muita coisa.

Mas apesar de ela ir nessa viagem e embarcar nas loucuras que a Zoe quer fazer durante ela, dá pra ver que no geral a Hannah costuma ajudar ela contra essas impulsividades. E ela também chegou a criar um código quando crianças pra Zoe comunicar (pra si mesma e pra Hannah) que estava no estado depressivo ou maníaco. E ela durante a viagem tenta várias vezes dizer para Zoe voltar para casa ou que ela está nesse estado. Se ela não tivesse ido, não teria adiantado muito, a menos que ela desse um jeito de prender a Zoe até comunicar a mãe dela, e vai saber as consequências disso também.

Noah, irmão da Zoe, aparece pouco porque não vai para a viagem, mas ele é muito fofo. O jeito que a Zoe ensina ele dos sentimentos, que pessoas com a síndrome não entendem bem pois são subjetivos, é supercriativo e lindo. Mostra o quão ela na verdade é uma boa pessoa. É um museu de verdade porque ela criava como uma instalação sobre aquele sentimento. Faz um coração com uma faca, usa sofás, marionetes, depoimentos de pessoas. Cada capítulo tem como título uma "coisa intangível" que a Zoe ensinou para o Noah ou para a Hannah. No caso da Hannah, são todos durante a viagem antes do Estado em que ela vai começar. Os do Noah também acredito que tiveram a ver com o que aconteceu no capítulo, apesar de eles não mostrarem o Noah, pois o ensinamento dele foi todo falado em um mesmo capítulo. Mas era aquele sentimento aplicado às meninas.

Esse livro foi meio que uma surpresa. Eu só aceitei ler porque vinha de cortesia e baseado na sinopse e uma resenha negativa. Eu gostei dele, mas não sei dizer se recomendo. Se você não é fã de personagens fazendo muita coisa errada, não leia. Eu parei em algumas partes por uns segundos por ser tão certinha quanto a Hannah e não ter coragem de ver o que ia acontecer rs. E é um livro triste. Tenho várias emoções, até ao mesmo tempo, provavelmente porque é como é conviver com alguém bipolar que não se trata. Mesmo quando vocês estão no melhor dos momentos, você acaba descobrindo que a pessoa está num episódio. Porque qualquer alto ou baixo é perigoso.

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O que você gostaria de fazer antes de morrer? - Jonnie Penn, Dave Lingwood, Duncan Penn e Ben Nemtin

E VOCÊ TIVESSE SÓ MAIS UM DIA DE VIDA, O QUE IRIA FAZER? PLANTARIA UMA ÁRVORE? ASSALTARIA UM BANCO? IRIA SE ABRIR COM ALGUÉM? O QUE VOCÊ GOSTARIA DE FAZER ANTES DE MORRER? é o livro ilustrado dos seus sonhos mais loucos. As 200 coisas mais instigantes, criativas, divertidas e geniais que você pode fazer antes deixar este planeta foram reunidas pelos criadores da série The Buried Life. Esses quatro caras totalmente comuns estão engajados em uma missão: realizar 100 coisas dessa lista. Para cada item cumprido, eles ajudam um desconhecido a realizar um sonho da sua própria lista. O livro acabou se tornando uma deliciosa coleção de reflexões, segredos e histórias que, nos últimos cinco anos, têm respondido a pergunta: O que você gostaria de fazer antes de morrer? VOCÊ VAI ADORAR ESTE LIVRO PORQUE: Sua vida pode mudar dramaticamente. (A nossa mudou.) Você pode fazer coisas que nunca sonhou. (Nós estamos fazendo.) Você pode sentir a alegria plena de estar vivo. INSPIRE-SE. FAÇA SUA PRÓPRIA LISTA. VIVA SEUS SONHOS. Jonnie Penn, Dave Lingwood, Duncan Penn e Ben Nemtin participaram do seriado The Buried Life, da MTV norte-americana.  (Skoob)
PENN, Jonnie. LIGWOOD, Dave. PENN, Duncan. NEMTIN, Ben. O que você gostaria de fazer antes de morrer? Novo Conceito: 2018. 232 p.


O que você gostaria de fazer antes de morrer? não é o livro que eu esperava, fato de que eu gostei e que foi surpreendente para mim, pois esse não é o tipo de livro que normalmente leio. Estou até arrependida por nunca ter lido algo só tipo antes, de ter rejeitado tanto livro antes de colocar a mão neles, porque esse foi maravilhoso.

O livro inicia-se com uma história rápida de como tudo começou, umas 20 páginas, passaram rapidamente assim, contando a história verídica de Jonnie Penn, Dave Lingwood, Duncan Penn e Ben Nemtin, integrantes do The Buried Life, que decidiram sair pelo mundo realizado seus sonhos, suas ambições, seus desejos de fazerem algo e serem felizes. No meio disso, eles se compremetaram que a cada desejo realizado, realizariam o de mais alguém, numa forma de retribuir todas as pessoas que o sajudaram - é nisso que está o restante do livro.


Cheio de imagens lindas que contam o que várias pessoas gostariam de fazer e esses desejos são dos mais variados. Eu estava lá, lendo um feliz, otimista, quando me sento caindo do precipício por algo banal, algo banal para mim, algo que todos deveriam ter e não se preocupar, ou então tem alguns que apenas me deixaram triste, porque não deveria ser assim.

Há também relatos de algumas histórias entre essas imagens, tanto dos The Buried Life quanto de pessoas que eles conheceram, que foi mais uma coisa surpreendente dentre tantas no livro, porque tudo é real. O que eles fizeram e realizaram e ajudaram a realizar; eu li o livro em parte maravilhada, porque existem pessoas que fazem algo pelo próximo ainda, ainda existem essas pessoas e não é uma fábula, tentando trazer uma moral, e são histórias do tipo que se espera ver em cenas de televisão, que nunca creditei à realidade.


Eu tentei fazer minha própria lista das 100 coisas que um gostaria de fazer antes de morrer, até agora mal tenho 20, o que ainda é muita coisa para se realizar. No começo, foi difícil, não havia nada que eu gostaria, nada emocionante para almejar durante a vida; agora, não ficou menos pior, embora algumas coisas sejam tão simples (pular de bang jump), outras praticamente impossível (ir à Marte) e outras que não estão no alcance do meu poder totalmente, como ver o cometa halley, porque, ei, será que estou viva até lá?

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Book Haul: Dezembro

Oi pessoal, como vocês estão?

Tenho impressão que faz séculos que não faço essa postagem, mas a verdade é que não tinha muita coisa para mostrar. Em dezembro chegaram alguns livrinhos, que são esses:


Da Harlequin, recebi Desejo & Escândalo, mas o livro foi enviado para resenha pela Marlene.


Em parceria com a Editora Arqueiro chegou Princesa das Cinzas, que eu estou bastante curiosa para ler.


A Ler Editorial enviou um de seus últimos lançamentos, Posso te amar. A história parece bem fofinha, deve ser minha próxima leitura.


Quando voltei das festas de dezembro, tinha uma caixinha surpresa da Editora Novo Conceito me esperando, com quatro livros. O que você gostaria de fazer antes de morrer? e O museu das coisas intangíveis estavam nela.


Na mesma caixa estavam também Nas montanhas do Marrocos e A filha do pântano.

Esses foram meus recebidos no mês de dezembro. E vocês, receberam muitas coisas?

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Para Onde Ela Foi - Gayle Forman

Sinopse: Meu primeiro impulso não é agarrá-la nem beijá-la. Eu só quero tocar sua bochecha, ainda corada pela apresentação desta noite. Eu quero atravessar o espaço que nos separa, medido em passos não em milhas, não em continentes, não em anos, e acariciar seu rosto com um dedo calejado. Mas eu não posso tocá-la. Esse é um privilégio que me foi tirado.
Com a mesma força dramática de Se Eu Ficar, agora pela voz de Adam, Para Onde Ela Foi expõe o desalento da perda, a promessa da esperança e a chama do amor que renasce. (Skoob)
FORMAN, Gayle. Para Onde Ela Foi. Novo Conceito, 2013. 240p.


Esta resenha mencionará acontecimentos importantes sobre Se Eu Ficar.

Para onde ela foi acontece três anos depois do acidente do primeiro livro. A banda do Adam, Collateral Damage, é um sucesso. Porém ele perdeu o amor pela música e desenvolveu uma grande ansiedade de locais públicos, onde tem medo que o reconheçam, e está sempre fumando ou se automedicando. Ele tem uma namorada famosa, mas nunca conseguiu esquecer Mia, musa de todas as letras do álbum que fez eles estourarem. Depois de uma repórter mencionar Mia (que eles sempre conseguiram esconder da mídia) e ele surtar, o empresário diz que ele pode ficar mais tempo em Nova Iorque e ir para Londres onde eles vão ter uma turnê só na próxima noite. Nisso, Adam vai encontrar a Mia e eles vão resolver tudo que ficou inacabado.

Grande parte do livro é no passado, explicando o que aconteceu nesse intervalo de tempo, voltando ao acidente e voltando até o começo do relacionamento. Geralmente são acontecimentos não vistos no primeiro livro. Essa é a primeira continuação de um romance pelo ponto de vista do outro personagem que eu leio e, por ter tantas cenas inéditas, é diferente. Também o tempo que se passou. Não é um reconto do primeiro pelos olhos do Adam.

Eu gostei de ver tudo que o Adam está passando e em contraste também como a Mia está lidando com 1% do que ele está. Tem umas coisas bem realistas, como um membro de um grupo ou banda se tornar maior do que até a própria banda e ser odiado por isso, por mais que ele não tenha culpa. Eu adorei ver mais do que a opinião dele sobre a Mia, é muito mais fácil se identificar com ele assim, e entrar na cabeça dele, talvez até se sentir sufocado junto. Quando eu ler outro livro pelo ponto de vista do namorado, eu espero ver um pouco do que eles vivem fora do relacionamento. A gente até vê o luto dele pela família dela.

O livro tem, digamos, bem menos coisas acontecendo e menos tensão. No presente, ele passa basicamente nesses dois dias restantes dele em Nova Iorque. Por isso ele pode ser menos emocionante de ler, não sei. Eu cheguei a me preocupar que o livro estava perto de acabar e meio longe de finalizar assim, mas eu gostei do final. E o fato de eu ter pensado isso talvez seja até positivo porque o final não estava muito óbvio e o Adam e a Mia conversaram um monte, não foi aquelas resoluções de final de filme que é só fazer um gesto bonito e está tudo perdoado. Acho que o livro pode agradar tanto quem gostou do anterior tanto quem não gostou tanto, porque vi gente que gostou bem mais desse. Também, possivelmente muita gente que gostou do outro pode não gostar tanto assim desse, porque como eu disse ele é mais parado e, além disso, tirando os flashbacks, a história em si é muito diferente.

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Quando as estrelas caem - Amie Kaufman e Meagan Spooner

Tarver só tem 18 anos, mas já ocupa o posto de Major e foi condecorado como herói. Lilac é mimada e arrogante, e acha que o mundo existe somente para servi-la. A menina mais rica da galáxia e o guerreiro misterioso. Perdidos em um planeta abandonado, os únicos sobreviventes de um desastre que matou milhares de pessoas sabem que precisam aprender a conviver e não estão certos de que conseguirão voltar para casa um dia. Juntos, eles enfrentam aparições, vozes fantasmagóricas, coisas que desaparecem e a presença cada vez mais próxima da força desconhecida que ejetou do espaço a nave Icarus. Criando um vínculo que supera o clichê os opostos se atraem, Lilac e Tarver provam que a coragem e a lealdade podem ser muito maiores que o instinto de sobrevivência. Personagens que, de tão imperfeitos, nos fazem torcer por eles. Suspense arrebatador, amadurecimento e um desfecho eletrizante daquelas fantasias que nos cativam e fazem querer compartilhar a história com todo mundo... Quando as estrelas caem é apaixonante. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
KAUFMAN, Amie. SPOONER, Meagan. Quando as estrelas caem. Novo Conceito, 2018. 416 p.


Na mitologia grega, Icarus voou perto de mais do sol e suas asas derreteram e ele caiu para a morte. Em Quando as estrelas caem, o mesmo acontece.

Com um toque de Titanic, com um nome tão profético e acomodações tão luxuosas quanto o mesmo, Icarus é uma nave estelar que viaja mais rápido do que a luz, dobrando o hiperespaço para chegar em qualquer canto num piscar de olhos, as estrelas sendo linhas brancas para quem as observa... até que elas estão caindo, eles estão caindo, Icarus está caindo.

E ninguém sobrevive.

Ou quase ninguém.

No meio de um planeta abandonado, completamente num clima A Lagoa Azul (teve tudo que é referência de clássicos para mim nesse livro, ouso dizer que foi um A Lagoa Azul espacial), há Tarver, ex-pobre, atual Major, sobrevivente a todo momento, e Lilac, mimada, princesa, filhinha do papai. Ponto. Ponto final.

"Talvez ela não seja tão fraca quanto pensei, e talvez eu não fosse tão forte ou tão indestrutível como eu achava que era quando aterrissamos."

Eu não quero falar muito da história para não estragar a surpresa, mas eu realmente não esperava ter gostado dessa história tanto quanto gostei. Eu estava lendo sem grandes expectativas, não conheço as autoras e a sinopse me deu a ideia de que seria totalmente clichê, aquela história de sempre de "eles se odeiam e ela é basicamente uma inútil até que aprende a não ser tanto assim...". E, sim, tenho certeza que essa foi a intenção desde o começo.

Lilac não é uma inútil. Em nenhum momento. Se não fosse por ela, eles dois estariam mortos, não teriam nem se soltando da Icarus num dos botes salva-vidas (não é exatamente esse nome, mas vamos reconsiderar). Ela é forte, inteligente e não fica reclamando.

E, claro, temos Tarver, que me pareceu o esteriótipo dos hérois/mocinhos, embora também tenha seus momentos surpreendentes e que luta contra a correnteza. Mas quem pode culpar as autoras por esses modelos perfeitos e ainda sim quebrados? Nós os amamos!

"(...) ela sorri, e ela tem covinhas, e está tudo acabado. Não é apenas a aparência dela, embora isso seja tudo por si só. É que, apesar da aparência dessa garota, a despeito de onde eu a conheci, ela está disposta a remar contra a maré. Ela não é mais uma dessas marionetes cabeça-oca. É como se eu encontrasse outro ser humano após dias de isolamento."

A história é narrada pela perspectiva de ambos em primeira pessoa. Um capítulo de um, um capítulo do outro, até que... Surpresa! Claro, há também drama entre os capítulos, revestidos de diálogos e interrogatório, que complementa o mistério que as autoras tentam criar no livro todo, que me fez ficar toda "Uou, o que vai acontecer agora?". E, sim, há uma pontinha de terror, porque, minha nossa, o que diabos está acontecendo? Seria pedir demais para estar sozinha-junta num planeta estranho e desconhecido sem enlouquecer? Aparentemente.

Eu estava com expectativas tão boas que consegui aguentar (às vezes) minha vontade de pular alguns capítulos e descobrir o que acontece. Às vezes. Em alguns momentos. Quem pode me culpar?

Eu adorei o livro completamente e repito que não esperava isso. Culpados? A sinopse. Enganosa. O que foi bom no final porque me surpreendeu e eu adoro essas surpresas. Mas, então, tem a capa e eu não gostei dela. É apenas uma observação, não prejudica em nada a história, só que... eu tenho algo contra humanos em capas, eu não acho bonito e me sinto influenciada a ver o personagem de um jeito que acaba não batendo com a minha ideia dele ao ler o livro e sempre me sinto decepcionada por isso.

"Eu gostaria de poder pedir desculpas pelo que lhe disse no deque de passeio. Gostaria de confessar que o que digo e o que quero dizer nunca são a mesma coisa, porque não podem ser."

Enfim, por mim, essa é uma história recomendada. Não encontrei nenhum erro de ortografia e as perguntas sem respostas provavelmente serão dadas nos próximos livros, bem como as soluções perfeitas para reconfortar nossos corações idealistas, porque, ei, tem continuação! Essa é uma série/trilogia/não-sei, em que cada livro tem protagonistas diferentes, histórias diferentes, que se completam, e mal posso esperar para o lançamento do próximo livro.


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Promoção: O colecionador de memórias


Oi peops, vocês viram a resenha de O colecionador de memórias que eu publiquei ontem? Se ainda não leu, corre lá na resenha, porque hoje a notícia é boa:

Em parceria com a Editora Novo Conceito o Conjunto da Obra vai sortear um exemplar do lançamento de Cecelia Ahern, mesma autora de P.S. Eu te amo.

Para participar é simples! Basta seguir o blog Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste site" na barra lateral direita) e preencher essa entrada no formulário. Depois, várias outras entradas serão abertas, para quem quiser ter ainda mais chances.


As inscrições serão feitas por meio da ferramenta Rafflecopter. Para os que ainda têm dúvidas sobre como utilizá-la, podem ver este tutorial aqui. As inscrições são válidas até dia 3 de junho, e o resultado será divulgado em até 7 dias, neste mesmo post.

Após o resultado, o Conjunto da Obra entrará em contato com o vencedor por e-mail, que deverá ser respondido em até 24 horas. O prazo de envio do exemplar é de 60 dias úteis após o recebimento dos dados do vencedor.

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O colecionador de memórias - Cecelia Ahern

Sinopse: Quando Sabrina Boggs tropeça em uma misteriosa coleção de bolinhas de gude que pertencia ao seu pai, percebe que não sabe nada sobre o homem com quem cresceu. É uma coleção valiosa e incomum – incomum se ela pensar no homem que sempre conheceu. No entanto, há algo real lá dentro, muito verdadeiro sobre seu pai, ou sobre a criança que ele fora.
Sabrina só tem vinte e quatro horas para descobrir os segredos do homem que ela pensava conhecer. Um dia para exumar memórias, histórias e pessoas que não sabia existirem. Um dia que a mudará para sempre.
Fazendo uma busca pelas memórias de seu pai, Sabrina persegue uma busca de identidade; os segredos que ela trará à tona irão mudar tudo o que dava por certo em sua vida. Mas se seu pai não é o homem que ela achou que fosse, quem é a própria Sabrina? (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora.
AHERN, Cecelia. O colecionador de memórias. Editora Novo Conceito, 2018. 272 p.


Conheci a escrita de Cecelia Ahern há alguns anos, por seu livro mais famoso: P.S. Eu te amo. Eu amei aquele livro, chorei e sofri e senti tanto que ainda guardo na memória alguns detalhes que foram, de fato, marcantes. Um tempo depois, tive a oportunidade de ler O presente, outro título da autora, uma leitura que não foi tão positiva quanto a primeira experiência, mas que trouxe boas mensagens. O colecionador de memórias está entre um e outro, não tão bonito quanto o primeiro, mas mais tocante do que o segundo.

O livro é narrado pela perspectiva de dois personagens, com capítulos intercalados entre eles, sempre em primeira pessoa. Não li a sinopse antes de começar a leitura, então não ficou muito claro para mim, a princípio, quando se tratava de um ou de outro; com o passar das páginas, percebi que um deles era mulher, o outro, homem, e que cada capítulo era iniciado com o título "Jogando bolinhas de gude" ou "Regras da piscina" para identificar o narrador. De início, também não notei a relação entre os dois personagens, mas logo ela é destacada: de um lado, Sabrina começa a buscar a verdade sobre seu pai, um homem que, ao que parece, ela não conhece de verdade; de outro, Fergus retoma as memórias de sua infância e adolescência, de seu casamento e dos motivos que o levaram a ocultar uma parte importante de si mesmo.

"Parece que quando me lembro de uma pessoa, não é na pessoa do dia a dia que penso, e sim nos momentos mais dramáticos ou nos momentos em que as pessoas mostraram mais do seu lado que geralmente fica oculto."

A escrita de Cecelia Ahern é fácil e envolvente e torna a leitura agradável e rápida. A autora não se preocupa em utilizar palavras difíceis ou mensagens cifradas, trata-se de uma escrita direta e acessível para leitores jovens ou mais experientes.

Por outro lado, essa linguagem fácil contrasta com as mensagens de peso trazidas pela autora. Acho tocante como Ahern consegue transformar histórias cotidianas em aprendizados, e isso acontece também nesse livro. Para isso, ela cria personagens comuns e verídicos, cheios de verdades só suas, mas bem representados pelos acertos e erros, pelos valores e imperfeições. São humanos.

Sabrina, por exemplo, está nitidamente cansada e entediada de seu dia a dia, mas na busca pelas verdades sobre o pai, faz descobertas sobre si mesma. Ela tinha tudo para ser uma personagem chata e irritante, mas consegui me conectar com seus sentimentos e, mesmo quando não concordava com ela, existia empatia. Também Fergus teve esses momentos, já que ele preferiu se ocultar e, mais tarde, não sabia mais como voltar a ser ele mesmo.

Acredito que a trama seja muito mais sobre perceber e assumir quem somos de fato, pois ela mostra que tentar mascarar isso só cria teias de mentiras que se tornam cada vez mais complicadas e, o que é pior, não nos faz feliz. Tentar se tornar algo diferente por alguém é deixar de lado o que nos torna nós mesmos, e ninguém consegue viver assim por muito tempo.

O colecionador de memórias não é aquele tipo de livro que traz grandes revelações ou reviravoltas, então quem espera algo assim provavelmente irá se frustrar. Ele é mais sobre reflexões do cotidiano, aqueles pequenos insights do dia a dia que nos transformam aos poucos, mas que, em somatória, fazem grandes diferença.

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O jeito que me olha - Bella Andre

Sinopse: Depois de construir uma sólida carreira como detetive particular - especializado em casos de infidelidade -, Rafe Sullivan perdeu a fé nas relações humanas. As únicas histórias de amor verdadeiro que conhece são a dos seus pais e as dos seus primos, que Vivem na Califórnia. Quando Rafe precisa sair de Seattle para descansar e esfriar a cabeça, sua irmã, Mia, sugere uma temporada na cidadezinha onde a família costumava passar as férias de verão. No cenário de sua infância, Rafe reencontra Brooke Jansen, que, de garotinha doce e inocente, transformou-se em uma mulher de beleza incomum. Nenhum dos dois consegue ignorar o clima de sedução, e é Brooke quem toma a iniciativa: ela propõe a Rafe um caso de verão, sem amarras nem cobranças. Rafe luta para convencê-la de que eles devem continuar sendo apenas amigos... embora ele mesmo não esteja 100% convencido disso. (Skoob)
ANDRE, Bella. O jeito que me olha. Os Sullivan #10, Os Sullivan de Seattle #1. Editora Novo Conceito, 2014. 208 p.


Rafe Sullivan é detetive particular frustado com seu trabalho. A empresa de Rafe é famosa por investigar "supostamente" infiéis e provar suas traições. Apesar de estar ganhando um bom dinheiro com isso, seu trabalho não é nada daquilo que imaginou quando decidiu se tornar detetive. Claramente precisando de férias, sua irmã surge com uma oportunidade irrecusável. Mia é dona de uma imobiliária e quando descobre que a antiga casa do lago onde sua família costumava passar férias está a venda a oferece a Rafe. Ele, balançado pelas lembranças da infância, decide então comprar a casa e passar um tempo para assim esfiar a cabeça.

Brooke Jansen está muito feliz com seu trabalho. Ela vive na casa do lago e fabrica trufas para vender, uma herança deixada por sua amada avó. Em um dia normal, após fracassar em seu projeto com as trufas que estava fazendo, ela decide nadar um pouco e assim talvez ter novas ideias para suas confecções. Quando sai do lago ela reencontra seu antigo vizinho Rafe de volta à casa onde ele e sua família passava as férias.

Rafe e Brooke são amigos de infância e ela sempre fora apaixonada por ele. Revê-lo faz acender sentimentos adormecidos com o tempo e a distância. É cada mais intensa a atração que cresce entre os dois e continuar apenas amigos fica cada vez mais difícil.

"Pensei que pudesse curar Rafe. Pensei que pudesse amá-lo o bastante para fazer as trevas partirem. Mas e se eu não puder?"

Bom, sempre tive bastante curiosidade nos livros da Bella Andre. Como fã de um bom romance, seus livros sempre foram muito recomendados. Comecei O jeito que me olha bem empolgada e confesso que com expectativas. Claro, já esperava um romance clichê hot, mas me decepcionei um pouco.

O romance entre Rafe e Brooke acontece muito rápido. Eles se viram e páh... Já estão pensando em se pegar e tals. Tá que eles já se conheciam desde a infância, mas foi bem forçado e rápido demais. Eles eram apenas amigos na infância, apesar de rolar uma paixonite, e fazia muito tempo que eles não se viam. Portanto, a atração exagerada e paixão vassaladora não me convenceu. Confesso que gosto daqueles romances construídos com o tempo. Que os personagens passam momentos fofos e que o envolvimento é algo tão profundo que acaba envolvendo também o leitor.

Brooke e Rafe são bons personagens, mas comuns demais. Até desenvolvi certa simpatia, contudo não foi o suficiente para me cativarem. Brooke é doce, linda, inteligente e não me julguem, mas "perfeitinha" demais. Rafe está desiludido com o amor e isso faz com que ele não consiga se entregar totalmente ao que sente. Bem clichê e só para deixar claro: amo clichês. Mas poderia ter sido melhor desenvolvido. A trama é bem rasa, sem acontecimentos grandes e sem muito drama. Confesso que como leitora de Colleen Hoover estou acostumada ao sofrimento rs. Mia, a irmã de Rafe, foi a personagem que mais amei e fiquei até curiosa para ler seu livro rs.

"Não era mais um desejo. Era uma necessidade."

Também temos bastante cenas hots, o que talvez tenha sido um pouco exagerado e muito bem detalhado. Contudo, não foi uma leitura ruim. A escrita da autora é bem fluída e o livro pode ser lido em apenas um dia. Se você está com vontade de ler um romance leve, com uma história sem muito drama, rápida, talvez tentando sair de uma ressaca literária, é um bom livro. Mas não tenha muitas expectativas, quem sabe você não se surpreende? Lembrando que é uma série de livros independentes então não precisa ler os livros em ordem. 

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Sussurros do País das Maravilhas - A. G. Howard

Sinopse: Alyssa Gardner entrou na toca do coelho para assumir o controle do seu destino. Ela sobreviveu à batalha pelo País das Maravilhas e pelo seu coração. No conto O Menino Na Teia, a mãe de Alyssa relembra o período em que viveu no País das Maravilhas e resgatou o homem que se tornaria seu marido e pai de sua filha. No A Mariposa No Espelho, conhecemos as lembranças de Morfeu, de quando ele mergulhou nas memórias de Jeb para descobrir os segredos dele e tentar ganhar, de uma vez por todas, o disputado coração de Alyssa. No Seis Coisas Impossíveis, Alyssa revive os momentos mais preciosos de sua vida após Qualquer outro lugar, e sobre o papel mágico que desempenhou para preservar a felicidade daqueles que ela ama. Neste livro você encontrará três contos de lembranças inéditas e inesquecíveis. Junte-se novamente aos personagens da série O Lado Mais Sombrio e embarque no fantástico mundo do País das Maravilhas. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
HOWARD, A. G. Sussurros do País das Maravilhas. Splintered #1.5, 3.5. Novo Conceito, 2017. 272 p.


Adoro uma boa trama de fantasia, principalmente quando o enredo é repleto de reviravoltas, e a série Splintered, de A. G. Howard, me fisgou para a leitura exatamente por esse motivo. Além disso, se trata de uma releitura de Alice no País das Maravilhas, e conseguiu manter a essência da história, ao mesmo tempo em que inovou bastante.

Li Qualquer outro lugar, último livro da série, há aproximadamente um ano, mas senti que a trama tinha terminado de uma forma tão redondinha que fiquei com receio de ler os contos de Sussurros do País das Maravilhas. Porém, logo que comecei a ler esse volume extra, mergulhei de volta no universo complexo criado por Howard e percebi que os contos tornaram a história ainda mais perfeita, por detalhar alguns trechos que não puderam ser aprofundados na trama principal.

O primeiro conto, O menino da teia, é narrado em primeira pessoa por Alisson, mãe de Alyssa, e se passa em um momento posterior ao fim da trilogia, mas resgata lembranças de sua passagem pelo País das Maravilhas, quando libertou Thomas das garras da Irmã Dois. Além disso, algumas memórias de Thomas também são visitadas, e finalmente é possível compreender como ele foi parar no jardim da Irmã Dois. Gostei bastante de conhecer Thomas e Alisson por seus próprios pontos de vista, completou as imagens que eu havia feito deles.

A Mariposa no Espelho é um conto que se passa entre o primeiro livro da série e o segundo e é narrado pelo ponto de vista de Morfeu. Por outro lado, considerando que o "mariposão" revisita memórias de Jeb, em alguns trechos também é possível ver os acontecimentos pelos olhos do humano. É divertido ver o contraponto entre a honra e a lealdade de Jeb frente a persistência e ardilosidade do intraterreno; eles são totalmente diferentes, mas são suas diferenças que os fazem especiais a seu modo. Embora não traga grandes novidades em relação a O lado mais sombrio, o conto permite conhecer melhor como pensam os dois homens e como eles enxergam Alyssa.

Por fim, meu conto favorito foi Seis coisas impossíveis. Se alguém ainda não leu os livros e pretende ler, sugiro pular esse parágrafo, pois o conto está intimamente ligado ao final de Qualquer Outro Lugar. Na verdade, é como se o final da série fosse destrinchado nesse conto; tudo o que foi resumido lá, está aqui em detalhes. O ponto principal do conto são as vidas de Alyssa após quase ter seu coração partido em dois e deixar o País das Maravilhas para viver sua humanidade e, mais tarde, seu retorno como rainha intraterrena. Amei poder rever meus personagens tão queridos em seus merecidos finais felizes; ri e chorei com diversas passagens e senti que, de fato, valeu a pena.

Por isso, embora tenha pensado que o livro de contos fosse apenas mais do mesmo, na verdade fiquei feliz de ter lido. Os contos completam o enredo original de uma maneira linda, por trazer exatamente aquilo que faltava.

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Garotas de Vidro - Laurie Halse Anderson

Sinopse: Lia está doente e sua obsessão pela magreza a deixa cada vez mais confusa entre a realidade e a mentira. Mas ela perde totalmente o controle quando recebe a notícia de que sua melhor amiga, Cassie, morreu sozinha em um quarto de motel. E o pior: Cassie ligou para Lia 33 vezes antes de morrer.
O que começou como uma aposta entre duas amigas para ver quem ficaria mais magra tornou-se o maior pesadelo de duas adolescentes reféns de seus próprios corpos.
Ao negar seu problema, Lia impõe a si mesma um regime cruel em que contar calorias não é o bastante. Ao omitir seu desespero, apela ao autoflagelo numa tentativa premeditada de aliviar seus tormentos. Seus pais e sua madrasta tentam ajudá-la a qualquer custo, mas nem mesmo sua doce irmã, Emma, consegue fazer com que Lia pare de se destruir.
Agora, Lia precisa encontrar um modo de lidar com todos os seus fantasmas, e a morte de Cassie é um deles.
Garotas de Vidro é uma história intoxicante sobre a autorrepugnância e a busca pela identidade. Neste livro, Laure Halse anderson aborda de modo realista a dolorosa condição de jovens que sofrem de transtornos alimentares e sua complicada relação com o espelho e consigo mesmos. (Skoob)
ANDERSON, Laurie Halse. Garotas de Vidro. Editora Novo Conceito, 2012. 272 p.

Bom, não vou me preocupar em contar muita coisa da história, pois a sinopse já conta praticamente tudo que vamos encontrar, sem se aprofundar, claro, mas isso só será possível saber se você ler e nem vou esperar chegar até o final para te pedir que leia. - Leia, garanto que este é um livro que merece ser lido. - Então, optei por contar somente quais foram os meus sentimentos ao decorrer da leitura e minha opinião sobre a escrita da autora. 

Tenho esse livro há algum tempo, mas sempre acabava passando outros na frente, mas esse ano decidi usar uma tática diferente, para não deixar os livros mais antigos para trás, então logo peguei esse para ler. Após encerrar a leitura me arrependi de não ter lido antes. Esse livro abriu meus olhos para esse tema que é bem complicado e fiquei muito grata em ter a oportunidade de ler esta obra.

Lia tem anorexia e Cassie tinha bulimia. Isso começou com uma aposta boba quando elas ainda eram crianças, mas trouxe consequências terríveis para as garotas. As duas de certa forma foram impedidas de viver por causa dessa obsessão pela magreza. Uma não tem amigos e mal sai de casa, a outra, acabou se matando.

 A história é narrada por Lia e podemos dizer que ela não é uma narradora muito confiável, já que se perde entre o que é real e o que é ilusão. A garota vê Cassie em seu quarto à noite, mas como é possível se Cassie está morta? A culpa por não ter atendido as ligações da amiga a corrói e para piorar Cassie a chama, dizendo que ela está quase lá, que precisa ficar firme... Que ela vai conseguir chegar ao zero.

“Eu poderia dizer que estou animada, mas isso seria uma mentira. O número não importa. Se eu chegasse a 31.700, eu quereria 24.200. Se eu pesasse 4.500, eu não estaria feliz até chegar aos 2. O único número que seria o bastante é 0. Zero quilos, vida zero, tamanho zero, duplo- zero, ponto zero.”

Durante toda leitura há um clima de tristeza, não só devido à morte de Cassie, mas também pela forma que Lia está levando sua vida. Ela criou em sua cabeça algumas regras que as outras pessoas não conseguem entender. Ela se vê totalmente distorcida no espelho e deseja ser cada vez mais magra, se privando quase que totalmente de se alimentar. Lia, uma garota com pouco mais de 40 quilos se acha gorda e se xinga mentalmente a todo momento. Fiquei com o coração apertado durante toda a leitura, com vontade de entrar no livro para tentar fazer alguma coisa por ela. 


É muito nítido o quanto Lia se sentia sozinha e sofria com isso. Seus pais sempre foram ausentes e parecia haver uma barreira que não permitia que a relação entre eles avançasse. Claro que é ficção, mas na vida real isso não é raro acontecer, então é uma coisa que entra mesmo na cabeça, trazendo grande reflexão. 

A escrita é quase poética e possui muitas metáforas. Laurie conseguiu colocar uma grande carga de drama que me fez sentir um nó na garganta em vários momentos da leitura. Achei interessante alguns elementos que a autora usou em sua escrita, como riscar algumas palavras, como se fosse Lia negando alguma coisa, tentando se fazer mudar de ideia. Parece fazer o leitor saber exatamente o que Lia sentia, chegava a ser sufocante em alguns momentos. E sempre quando Lia ia comer alguma coisa ou via alguém comendo, ela automaticamente contava as calorias e isso é descrito no livro também, mostrando o quando a garota era obcecada com a comida. 

Porque eu não posso deixar-me querê-los porque eu não preciso de um muffin (410), eu não quero uma laranja (75) ou torradas (87), e waffles (180) me fazem vomitar.”

Indico o livro para todos, o tema é bem forte, falar sobre transtornos alimentares é sempre difícil, mas precisamos nos abrir para isso, pode acontecer com qualquer um, precisamos estar preparados para ajudar um familiar ou um amigo, ou até nós mesmos.

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Um Verão para Recomeçar - Morgan Matson

Sinopse: Taylor Edwards nunca se sentiu importante, muito menos alguém que se destaca.Além disso, ela tem a estranha mania de fugir quando as coisas ficam meio complicadas. No dia do seu aniversário, Taylor recebe uma terrível notícia: o pai dela está muito doente. Ela até tenta fugir novamente, mas agora sua família precisa de toda ajuda e união possível.
Então eles tomam a seguinte decisão: passar o verão juntos na casa do lago.
Taylor não vai à casa do lago, onde ela e a família passavam o verão, desde que tinha doze anos, e ela definitivamente nunca planejou voltar. No lago Phoenix, ela reencontra sua ex- melhor amiga, Lucy, e Henry Crosby, sua primeira paixão.
De repente, Taylor se vê cercada por lembranças que preferia ter deixado no passado. Apesar do medo e de querer fugir mais do que tudo, a única coisa que resta a ela é ficar com seu pai e enfrentar os dias da melhor maneira possível.
Nesse verão em família, vivendo momentos tristes e felizes ao mesmo tempo, Taylor percebe que ela tem uma segunda chance de refazer laços familiares e até, quem sabe, poder viver um grande amor.
Um verão para recomeçar é um notável romance sobre esperança, amor e superação. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
MATSON, Morgan. Um verão para recomeçar. Editora Novo Conceito, 2017. 352 p.


Todo mundo aqui já deve ter se deparado com um livro que sabia que iria fazer chorar e acabar com o emocional, mas arriscou mesmo assim e o resultado foi exatamente como pensava. Um verão para recomeçar é esse tipo de livro, a sinopse já demonstra que não traz uma leitura fácil, mas fiquei surpresa com a forma como um enredo que tinha tudo para ser clichê conseguiu sair do comum e reinventar as tramas já batidas sobre relacionamentos e perdas. Não sei como explicar, porque apesar de usar de elementos que estão presentes em tantas obras, o livro conseguiu se diferenciar e me conquistar completamente.

O livro é narrado em primeira pessoa por Taylor, uma garota de 17 anos que está prestes a voltar para o lago Phoenix, onde passou todos os verões de sua infância, mas para onde não vai há cinco anos. Embora preferisse não voltar para lá mesmo depois de todo esse tempo, a notícia de que seu pai tem câncer terminal faz toda a família retornar à casa de veraneio para aproveitar, juntos, seus últimos meses de vida. Taylor também gostaria de não reencontrar Henry, seu primeiro amor, e Lucy, sua ex melhor amiga, depois do que fez aos dois no último verão no lago, mas, em um lugar tão pequeno, é claro que ela não terá essa sorte.

"[...] Ao ler as perguntas novamente, percebi que não sabia o que meu pai responderia em nenhuma delas. E ainda que ele estivesse sentado à minha frente, colocando mais calda nas suas panquecas de mirtilo e batendo em sua xícara para que colocassem mais café, percebi - mesmo odiando sabê-lo - que em algum momento, algum momento em breve, ele não estaria mais ali para eu perguntar."

Apesar de a capa sugerir um Young Adult voltado para o romance, resumir o livro dessa forma é restringir demais sua proposta. O romance está lá sim, mas é apenas uma pequena parte de Taylor. O livro é muito mais sobre relacionamentos em geral - com a família, os amigos e também com um possível amor - do que sobre romance, e acho que é isso que o torna tão especial. Foi um choque para mim pensar nas mensagens trazidas pela autora sobre a necessidade de redescobrir constantemente as pessoas com quem convivemos dia após dia, pois assim como a personagem, sei que nem sempre tenho aproveitado momentos preciosos como deveria.

Embora o livro comece a tratar dos assuntos mais pesados de forma sutil, em determinado momento é perceptível o aprofundamento da história, e os temas importantes são mostrados de forma crua, sincera, sem beleza nenhuma. É duro, sim, ver o sofrimento do pai de Taylor pelos olhos dela, mas é realista e necessário. Gostei de acompanhar o amadurecimento da protagonista, que deixou de ser uma garota medrosa e fujona, para estar presente e encarar o inevitável, ainda que doesse. E embora isso não pudesse poupá-la do sofrimento, também trouxe alguns presentes, como a reaproximação com os irmãos, com a mãe e com antigos amigos que tinham sido tão importantes para ela.

"[...] E, apesar das circunstâncias que nos trouxeram ali, não pude deixar de me sentir feliz por esse momento que compartilhávamos juntos, finalmente como uma família."

Eu adoro o verão e, ao ler sobre as lembranças de Taylor naquele lago e os novos fatos que está a construir nesse novo verão, tive uma "sessão nostalgia" para relembrar minhas próprias histórias. Isso porque a trama é tão gostosa de acompanhar, tão simples e intensa ao mesmo tempo, que dá a sensação de que poderia ter acontecido conosco também. Por isso, ainda que haja sim um bom clichê e uma dose extrema de drama, a empatia é tanta para com os personagens que é difícil desgrudar da leitura.

De fato, Um verão para recomeçar traz importantes mensagens sobre valorizar o presente e as pessoas que amamos. É aquele tipo de livro que te deixa com lágrimas nos olhos só de rememorar a trama, mas que você sente que vale a pena ter lido e ter chorado por ele. 

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As Garotas de Corona del Mar - Rufi Thorpe

Sinopse: Amizade entre garotas pode ser intensa e, no caso de Mia e Lorrie Ann, não há dúvidas de que isso é verdade.
À medida que crescem, a vida de Mia e Lorrie Ann é preenchida com praia, diversão e passeios ao shopping.
Por outro lado, como toda amizade, há conflitos e dores.
Mia e Lorrie Ann convivem há muito tempo e possuem personalidades opostas. Mia é a bad girl , vivendo em uma família problemática. Lorrie Ann é linda e amável, quase angelical, e tem uma família que parece ter sido arrancada de um conto de fadas.
Mas, quando uma tragédia acontece, a vida perfeita sai fora de controle... (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
THORPE, Rufi. As Garotas de Corona del Mar. Novo Conceito, 2017. 288p.


Esse livro me interessou pois parecia que seria um pouco como a Série Napolitana da Elena Ferrante, que muitas pessoas falam bem, mas que eu gostaria mais do que da série. Eu não cheguei a ler os livros da Elena, então não vou fazer comparações, mas acredito que basicamente as duas amigas das duas histórias têm características parecidas e alguns acontecimentos talvez, mas nem são os que têm destaque aqui. A autora diz que se baseou na infância dela em Corona del Mar, que, segundo o Wikipedia, é uma vizinhança na cidade de Newport Beach, Califórnia.

A narração é feita em primeira pessoa pela Mia, e isso às vezes gera as narrações de detalhes que a gente fica pensando que provavelmente a Lorrie Ann não contou para ela. A narrativa é não-linear e começa com a Mia adulta contando uma história da adolescência dela, vai contando a vida delas até quando elas se separam e aí conta separadamente o que as duas estão fazendo até que elas ficam um bom tempo sem se falar, então, quando voltam a se falar, a narrativa volta para contar o que aconteceu com a Lorrie Ann. A mia também retorna algumas vezes à infância e adolescência delas para explicar as teorias que ela tem com relação a si mesma e a amiga ou repensar certas coisas.

Como diz a sinopse, a Mia tem uma superadmiração que pode parecer certa inveja dessa perfeição da Lorrie Ann e chega a ser uma obsessão o quanto ela quer classificar a Lorrie Ann como determinado tipo de pessoa. Depois que começa a dar tudo errado, por exemplo, aí o sentimento muda para pena, e por mais que vocês achem que é horrível sentir pena, no começo é difícil não sentir. Mas depois, ela começa a tomar várias decisões erradas e você pode passar é a sentir raiva. Devido a todos os acontecimentos da vida da Lorrie e também aos sentimentos da vida da Mia por ela, o foco do livro é uns 80% na Lorrie Ann, eu diria. O pouco que sabemos da Mia é o que acontecia na época que elas viviam juntas em Corona del Mar e experienciavam tudo juntas, e o que ela menciona quando diz que estava em tal lugar quando recebeu tal notícia da Lorrie e etc. É uma coisa interessante um narrador personagem que é protagonista, mas não o principal e também não um tipo de escritor, mas uma pessoa normal da vida do protagonista.

Eu não sei se eu chamaria a amizade delas de intensa como a sinopse diz, eu nem acho que teve tanto foco na amizade assim, porque na vida adulta, elas viveram totalmente longe uma da outra. Mas que é complicada, aí talvez. Várias vezes eu não acreditei em como a Lorrie Ann estava agindo com a Mia. E o jeito que a Mia fala da Lorrie Ann não é tão estranho quanto parece, não é nada anormal, mas faz ela parecer egocêntrica às vezes porque vive com essas constantes comparações sobre a vida que elas tinham e o giro de 180 graus. A Lorrie Ann percebe isso e comenta algumas vezes e sobre um dos questionamentos da Mia sobre o azar da amiga, ela diz que ninguém merece nada, as coisas não acontecem porque nós fomos sempre bons ou não. Talvez a parte "intensa" seja o sentimento, e mais de uma que da outra.

O livro tem uns temas pesados e pode ser difícil de ler para algumas pessoas. Eu gostei de como eles foram abordados e apesar de alguns posicionamentos serem totalmente opostos aos meus, ver opiniões que eu nunca tinha visto nesse tipo de debate (e eu já vi muitas) foi bem legal.

O final não foi grande coisa no sentido de final de livro. Ele teve um final, mas foi um final de vida real, normal. Eu na verdade gostei disso. Concordando ou não com o que aconteceu, acredito que foi bem realista. Teve até uma ponta solta deixada pelo fato de que, na vida real, nem sempre você vai descobrir tudo, mesmo seu melhor amigo pode não querer te contar. Um ponto do livro que eu destaco é de que você nunca vai conhecer totalmente uma pessoa.


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Nunca Deixe de Acreditar - Christina Rickardsson

Sinopse: Eu nasci no Brasil e vivi em uma caverna até os meus cinco anos de idade. Mais tarde, minha mãe e eu nos mudamos para uma das inúmeras favelas da cidade de São Paulo. Aprendi desde cedo a não confiar na polícia e nem em outros adultos. Fui obrigada a cuidar de mim mesma e do meu irmãozinho antes de, finalmente, irmos parar em um orfanato. Um ano depois, quando eu tinha oito anos de idade, fui adotada por uma família sueca de Vindeln, em Västerbotten. Em Nunca deixe de acreditar, Christina conta a história de sua vida como menina de rua no Brasil, da fome que passou, de como foi maltratada e da separação de sua mãe biológica e de seu país. Além disso, conta como foi crescer na Suécia com todos os choques culturais com os quais se deparou assim que chegou à pequena cidade localizada na região de Norrland. A autora revela como conseguiu, já na idade adulta, superar os seus traumas de infância e reconstruir sua vida. Quando sente que necessita repor as forças e as energias, ela dispõe de um truque muito especial: salta de paraquedas de um avião, praticando a queda livre durante sessenta segundos, até que o paraquedas se abra. Saber cair em pé é útil em todas as ocasiões! Aumentar a consciência e a compreensão das diferenças, dos preconceitos e do choque cultural é um dos objetivos da jornada de Christina e, ao fazê-la, construir pontes para criar diálogo, tolerância e abertura na sociedade. Esta é uma comovente história sobre amor, tristeza, amizade e perdas. Christina fala de sobrevivência, de como dois mundos totalmente diferentes contribuíram para a sua formação e de como lutou para unir as duas pessoas que tinha dentro de si mesma. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
RICKARDSSON, Christina. Nunca Deixe de Acreditar. Editora: Novo Conceito, 2017. 256 p.


Quando pedi o livro Nunca Deixe de Acreditar, não imaginei que seria uma leitura tão marcante para mim. Só me interessei pelo livro porque a autora nasceu em Diamantina – MG, que é onde eu moro atualmente, mas ela conseguiu me surpreender ao longo da narrativa.

Christina Rickardsson é uma mulher brasileira e sueca que já passou por muitas coisas difíceis na vida, a maior parte delas antes dos oito anos de idade. Ela nasceu em Diamantina, uma cidade histórica no interior de Minas Gerais, lá ela morava em uma caverna com sua mãe e de vez em quando iam até a cidade pedir dinheiro e comida. Elas ficaram na caverna por muito tempo, até que foram perseguidas e tiveram que sair. Então elas foram para São Paulo, onde moravam na rua e, posteriormente, Christina e seu irmãozinho, Patrique, foram para um orfanato onde viveram por um ano, até serem adotados por um casal sueco.

Uma das coisas que mais me surpreenderam ao longo da leitura foi como, mesmo nas situações mais precárias possíveis, Christina e sua mãe eram felizes e amavam muito uma a outra. Uma era tudo que a outra tinha nas cavernas e a autora retrata esse tempo como um tempo muito feliz de sua vida. Esse começo da história me envolveu bastante e eu fiquei sinceramente impressionada em como as duas levavam a vida e consegui imaginar cada dia, cada palavra que Christina retratava. Percebi que algumas coisas, infelizmente, não mudaram muito por aqui, coisas que, antes de conhecer a história da autora, eu nem percebia que aconteciam bem debaixo do meu nariz.


Esta é a segunda biografia que eu leio e devo dizer que foi bem difícil. Não porque a escrita da autora é ruim ou porque sua história não é interessante. Tive dificuldade em ler porque é uma história difícil. Como eu já disse, tem certas coisas na vida que nós sabemos que acontecem, bem perto de nós, mas não nos importamos com elas porque não nos afeta diretamente. A vida de Christina no Brasil foi muito sofrida e cada dia era uma luta para sobreviver, ela já perdeu muita gente nessa batalha e saber que tudo de fato ocorreu é doloroso para o leitor que vive próximo a essa realidade.

Fiquei muito impressionada com a vida que Christina teve em São Paulo. Não estou defendendo as atitudes erradas daqueles que vivem nas ruas, mas a autora nos traz uma nova perspectiva, uma visão de mundo que nos faz pensar duas vezes antes de reclamarmos do que temos e também nos faz pensar em como nós tratamos aqueles que não têm tanto quanto nós. A mentalidade da protagonista, desde criança, é de se encantar, sua curiosidade, sua fé e seu modo de ver o mundo são únicos.


A perspectiva de Christina fez com que eu mudasse meu jeito de ver o mundo e também me ajudou a pensar um pouco em como tive sorte na vida. Nunca Deixe de Acreditar me surpreendeu muito, foi uma leitura despretensiosa que me levou em um carrossel de emoções e me deu muito em que pensar. É uma leitura que todos que tiverem a oportunidade devem fazer.


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Novidades #180: Lançamentos Editoras Parceiras

Oi pessoal, como estão? Hoje é dia de divulgar alguns dos lançamentos anunciados por algumas das editoras parceiras do blog e tem muita coisa boa! Espia só:

Editora Pandorga


 Editora Novo Conceito


Editora Angel





Quem quiser conhecer mais detalhes sobre os livros, basta clicar na capa.

Agora me contem: quais vocês gostariam de ler?

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Fique Comigo - J. Lynn

Sinopse: Teresa Hamilton está tendo um ano difícil - ela está apaixonada pelo melhor amigo de seu irmão, mas ele simplesmente a ignora desde que se beijaram, um beijo verdadeiramente incrível e inspirador. Ela saiu de um relacionamento terrível, e agora uma lesão ameaça terminar sua carreira de bailarina. É hora do Plano B: faculdade. E talvez uma chance de convencer Jase de que o que eles sentem um pelo outro é real.
Jase Winstead guarda um segredo do passado - além da paixão que sente pela linda irmã de seu melhor amigo. Embora ele e Teresa tenham uma atração forte, Jase sabe que suas responsabilidades devem ser prioridade. Certamente não tem tempo para um relacionamento. Entretanto, tudo o que ele consegue pensar é em estar com a única garota que poderia arruinar tudo para ele.
Depois de uma tragédia no campus da faculdade, eles se aproximam mais e mais. É impossível continuar negando seus sentimentos. Jase e Teresa devem decidir o que eles estão dispostos a arriscar para estar juntos e o que estão dispostos a perder se não estiverem... (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
LYNN, J. Fique Comigo. Editora: Novo Conceito, 2017. 384 p.


"- Você não entende, Tess. Não posso ter você.
- Mas você me tem!"

Fique Comigo é o segundo volume da série Wait For You, lançado aqui no Brasil pela Editora Novo Conceito, você pode conferir a resenha do primeiro livro clicando aqui

Teresa é uma bailarina que vê seu sonho de uma vida ir por água abaixo, ela lesionou o joelho e está incapacitada de fazer o que mais ama na vida, dançar. Apesar de sempre ter o apoio incondicional de sua família, ela precisa de um tempo e é por isso que resolve fazer uma faculdade. 

Lá ela reencontra Jase, o melhor amigo do seu irmão e o homem por quem ela tem uma queda, uma queda não, um desfiladeiro. Há mais ou menos um ano atrás, eles esqueceram de quem eram e se deixaram levar pelo momento e, desde aquele beijo, ela não consegue mais tirá-lo da cabeça; porém, esse amor pode estar condenado ao fracasso, antes mesmo que comece. 

Esse é um livro com uma temática bem clichê. Ele é melhor amigo do seu irmão, um pouco enigmático, tem vários problemas em casa; ela, que depois de várias decepções, tenta reconstruir sua vida da maneira que pode. A autora, porém, mais um vez me surpreendeu, trazendo temáticas fortes que me levaram a refletir bastante sobre a questão vivida pela personagem.

"Eu confiava nele e aquilo era importante para mim. Não confiara em nenhum homem depois de Jeremy, nenhum além do meu irmão. Mas confiei em Jase assim que o conheci."

Teresa é uma mulher forte, que sabe o que quer e que não desistirá daquilo que acredita ser o melhor para sua vida. Ela tem alguns traumas e problemas do passado que insistem em não ir embora, porém ela não se deixa abater e continua em frente, não importa o que aconteça.

Jase é um cara bem durão por fora e teve alguns momentos que isso me incomodou, por ter sido meio babaca, porém eu sabia que ele tinha seus motivos e não estava errada, passei a ver ele como um cara a ser admirado, seu amor pela família é incrível e por isso ele ganhou um lugar no meu coração.

A construção dos personagens foi incrível, a autora desenvolveu muito bem suas características e peculiaridades, aqui temos a participação dos personagens do livro anterior e eles foram importantes para o desenvolvimento da trama.

Fique Comigo fala reconstrução pessoal, amor, superação e descobertas. Desde o primeiro livro sabemos o que ocorreu com a Teresa, porém esse foi um aprofundamento da sua real situação e tudo o que aqueles momentos difíceis deixaram como consequência em sua vida. Ela precisa enfrentar seus medos, não só por si mesma, mas também para ajudar alguém que está passando por uma situação parecida com a que ela viveu.

"O cara por quem tive uma queda durante anos, que eu amava, me amava também. E era o tipo de amor bom, o tipo que cuida e floresce, não o que magoa e destrói."

E em momentos como esse percebi o quão forte ela era, porque não é só ir lá e fazer, é você abrir feridas do passado que vão te causar dor para ajudar alguém que precisa de você e que está passando por uma situação que ninguém deve passar sozinho.

Esse foi um livro que mexeu bastante com meus sentimentos, porque me vi no lugar dos personagens e eu não sei se teria a força que tiveram para tocar tudo adiante, eu passei a ver situações como esta de uma maneira diferente, porque quando estamos como observadores é fácil julgar e dizer que não deixaria alguém fazer algo assim com você. Porém, quando a situação acontece, não se tem absolutamente nenhum controle e se abrir com uma outra pessoa pode ser mais difícil do que parece. Foi isso que observei aqui, contar para alguém não mostra que é fraco, apenas que mostra o quão forte você é.

O livro segue o mesmo padrão de edição do livro anterior, folhas amareladas e letras confortáveis, a narrativa é feita em primeira pessoa por Teresa e novamente senti falta de um segundo ponto de vista. Esse livro é clichê? Sim, mas traz uma bonita mensagem e que vale a pena ler com certeza, por isso se você gosta de romances não deixe de conferir Espero Por Você e Fique Comigo.

"Você me atraiu e abriu caminho até meu coração. Provavelmente da primeira vez que nos beijamos isso aconteceu e achei que poderia lidar com tudo."


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