Promoção: Aniversário Peregrinos da Noite


O blog Peregrinos da Noite completa 5 anos e para comemorar se uniu aos blogs amigos e ao Grupo Editorial Record, para trazer a vocês, leitores, uma promoção de deixar o queixo caído!!!

Serão 2 ganhadores e prêmios incríveis!


REGRAS:
Você deve seguir todas as opções obrigatórias que tem no formulário. Depois que segui-las abrirá as opcionais. Quem não cumprir qualquer das regras obrigatórias do kit será desclassificado;
O ganhador de cada kit deverá responder o e-mail com seus dados no prazo de 42 horas. Caso não responda o kit será sorteado novamente e um novo ganhador gerado;
Os blogs terão até 60 dias para o envio dos prêmios, não se responsabilizando por extravios dos Correios;
Caso o livro retorne, pois não teve quem o recebesse no endereço enviado, não será feito o reenvio (a menos que aja conversa, em particular, entre ganhador e o blog respectivo);
A promoção começa hoje, dia 09 de julho, e encerra no segundo sábado do mês de agosto, no dia 12. Fiquem atentos!!!


KIT 1:


- SR. DANIELS, de Brittainy C. Cherry - Livreando
- EU FICO LOKO 3, de Cristiano Figueiredo de Caldas - Alegria De Viver E Amar O Que É Bom
- MURALHA, de Joelthon Ribeiro - São Tantas Coisas
- CONTOS DE MENINOS E MENINAS, CONTOS DE HOMENS E MULHERES, de Marcos Petry - Gettub
- O GRIMÓRIO DAS BRUXAS - Mundo Literário
- MORTE LENTA, de Matthews Fitzsimmos - O Literário
- DESVENTURAS DE UM GAROTO NADA COMUM, de Rachel Renée Russell - Seguindo O Coelho Branco
- A DESCONHECIDA, de Peter Swanson - Passaporte Literário
- MISTÉRIO NO CENTRO HISTÓRICO, de Tailor Diniz - Conjunto da Obra
- O MOSAICO E OUTRAS HISTÓRIAS, de Nikolai Streisky - Livro Lab
+ marcadores diversos - 4 You Books Mania

KIT 2:



- ÁGUAS SOMBRIAS, de Paula Hawkins - Grupo Editorial Record
- COMPROMETIDA, de Elizabeth Gilbert - Literaleitura
- PAIXÃO EM CATIVEIRO, de Palloma Belfort - Minha Velha Estante
- A BAGACEIRA, de José Américo de Almeida - Peregrinos da Noite
- NÃO HÁ TEMPO A PERDER, de Amyr Klink - Pétalas da Liberdade
- FÉRIAS NO ACAMPAMENTO PIKACHU, de Alex Polan - De Cara Nas Letras
- CRÔNICAS (ESCRITAS) FEITO UM PUM, de Eduardo de Sousa - Cantinho Cult
- SOU FÃ! E AGORA?, de Frini Georgakopoulos - Feed Your Head
- THE LITTLE PRINCE, de Antoine de Saint-Exupéry - Tudo Que Motiva
+ marcadores diversos - Bela Quimera

BOA SORTE!!!

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O primeiro e o último verão - Letícia Wierzchowski

Sinopse: Escrito por Letícia Wierzchowski, autora de A casa das sete mulheres, “O primeiro e o último verão” conduz o leitor a reflexões sobre episódios vividos por Clara no passado durante um verão inesquecível na praia de Pinhal. Aos catorze anos, a garota se apaixonou e deu o primeiro beijo, mas foi também quando começou a descobrir todas as preocupações e decepções que existem nas relações de amor. No livro, a personagem revela como conheceu o amor e a morte, e viveu toda a dor e a poesia que há em deixar a inocência da infância para crescer, um processo melancólico e doloroso para todos nós. (Skoob)
WIERZCHOWSKI, Letícia. O primeiro e o último verão. Editora Globo, 2017. 152 p.


Uma história para ser boa, não precisa, necessariamente, de grandes reviravoltas, revelações, ações, personagens heroicos ou vilões insanos. Às vezes, as melhores histórias são simples, mas bem escritas, muito bem escritas, tanto que conseguem transmitir mais emoções do que a melhor das aventuras.

Esse é o caso de O primeiro e o último verão. As lembranças de Clara, a personagem principal e narradora, sobre um de seus verões, aos 14 anos, na praia de Pinhal, no Rio Grande do Sul, é de uma simplicidade, de uma sensibilidade, que consegue fazer o coração bater mais rápido e as lágrimas rolares dos olhos, sem o leitor perceber. Cada um dos curtos 20 capítulos do livro trouxe um misto de emoções que há muito tempo não encontrava numa leitura.

A história se concentra, principalmente, mas não só, nesse verão dos 14 anos, que acabou por ser o último da família de Clara na praia de Pinhal. A narrativa passa pelas recordações de uma época onde não existia a Internet, o Whatsapp, e-mail, quando as trocas de mensagens eram feitas por cartas, onde as conversas por telefone eram no meio da sala, ao ouvido de todos. Clara narra como eram os relacionamentos com os amigos, com os parentes, os passeios pela areia, os jogos em turma, as brincadeiras, as paqueras, o primeiro beijo, o primeiro namoro, a primeira traição.

Mas Clara também narra o passado, como a casa da praia foi construída por seus avós, a importância que ela exercia como centro do encontro com os amigos de verão, e narra os problemas familiares, como a descoberta de que seu pai tinha uma relação extraconjugal e em como sua mãe encarava essa situação. E por fim, lá para o final do livro, ela narra como é ter contato com a morte.

A narrativa de Clara pode ser comparada a uma história de suspense, onde o clímax vai aumentando no decorrer da trama. No caso dela, não é o clímax, mas, sim, o crescimento de sua maturidade, aquela passagem da fase inocente da infância para uma adolescência mais pés no chão, de consciência mais ampla para o que acontece ao redor. É assim com as amizades, com seu primeiro relacionamento amoroso e, principalmente, com a quebra do sonho de que seus pais são perfeitos, não erram. Sua constatação de que eles são um homem e uma mulher que possuem defeitos, fraquezas e sonhos, como quaisquer outras pessoas, é tão natural, tão crível, que é impossível não acontecer uma identificação imediata pelo leitor com a personagem.

E essa é uma das características mais marcantes da obra. A veracidade e a honestidade da narrativa de Clara. É algo tão singelo, com palavras cuidadosamente escolhidas, frases extremamente bem construídas, e situações tão corriqueiras e semelhantes a todas que nós vivemos em algum momento de nossa infância, que nos emocionamos com o que acontece no livro ao mesmo tempo que nos emocionamos com nossas próprias lembranças de nosso passado.

Essa ligação é tão forte, tão natural, que o leitor, quando percebe, está totalmente preso na história de Clara. Mais que isso, passa a considerá-la como sua amiga, como alguém que realmente pode ter conhecido, ou que, no fundo, reflete aquilo que o leitor é ou vivenciou.

O primeiro e o último verão é uma obra que faz um passeio por aqueles breves momentos felizes que alguns de nós conseguiram viver em algum momento da vida. Ela também mostra que esses mesmos momentos são poucos e limitados, que eles terminam, por bem ou por mal, e que, por isso mesmo, devemos aproveitá-los ao máximo, mesmo, na maioria das vezes, não tendo consciência de que eles estão acontecendo. Normalmente, só ganhamos essa consciência muitos anos depois. Por isso, ficam marcados em nossas lembranças e servem para moldar nosso caráter e nossas escolhas futuras.

Tudo isso é narrado por Clara, através de constatações que ela mesma faz sobre tudo o que aconteceu naqueles e em outros verões anteriores. E ela termina, mostrando o óbvio: é impossível voltar neles para consertar as escolhas erradas; que as consequências de algumas ações levam anos para aparecerem; que o amadurecimento é doloroso, impiedoso, mas necessário; que o amor não é eterno, como muitos pensam; que as pessoas são finitas, por isso, devemos ter a sabedoria de escolher quem realmente são nossos amigos e aproveitar sua convivência da melhor forma possível, enquanto temos tempo; e que, mesmo quando uma pessoa nos deixa, por escolha própria ou porque chegou sua hora, dependendo da marca que ela fez em nossos corações, ela ficará para sempre com a gente, para bem ou para mal.

Aproveite a leitura de O primeiro e o último verão para avaliar suas próprias lembranças e, quem sabe, compreender aqueles sentimentos presos há tempos dentro de seu peito.

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Tag dos 50%


Oi pessoal, vamos a uma TAG para agitar o final de semana? Quem quiser pode responder aí nos comentários também - ou me mandar os links depois - que eu vou adorar ver as respostas de vocês, ok?

Vi que a Ana, do blog Roendo Livros, respondeu essa TAG na semana passada, e como eu achei um momento legal para postar algo assim - acabamos o primeiro semestre do ano agora! -, resolvi roubar e fazer por aqui também.

O mais legal de tudo (e que me anima a fazer a TAG), é que esse é o primeiro ano que eu pude de fato me dedicar ao blog, já que agora não tenho mais faculdade, o que me possibilitou ler um pouquinho mais. Até agora, consegui cumprir as metas a que me propus, sem fazer grande esforço. Uma delas era ler 60 livros no ano, e metade deles eu já consegui. Talvez até consiga um pouco mais, mas aí é coisa para um balanço de final de ano.


Com isso em mente, vamos à TAG, que se volta a marcar essa passagem do tempo, falando um pouquinho sobre os livros lidos no ano, até agora.

O melhor livro que você leu até agora, em 2017


Eu realmente li alguns livros que me surpreenderam positivamente este ano, de gêneros bem diversificados, então fiquei em dúvida sobre qual escolher aqui. Mas optei por relembrar a sensação que cada um me trouxe durante a leitura e com certeza Matéria Escura está entre os melhores.

A melhor continuação que você leu até agora, em 2017


Agora e para sempre, Lara Jean. É amorzinho demais, gente, leiam!

Algum lançamento do primeiro semestre que você ainda não leu, mas quer muito

Créditos da Imagem: Coisas de Mineira
Um dos livros da Editora Intrínseca que eu tenho muita vontade de ler - e ainda não tive oportunidade de solicitar - é Deixei você ir. A Editora se propôs a lançar um thriller por mês em 2017 e todos os livros que li até agora foram incríveis.

O livro mais aguardado do segundo semestre


Estou igual alcoólatra, vivendo um dia após o outro. Tento não me empolgar muito com os lançamentos porque quero comprar tudo, então não tenho nem observado o que tem sido lançado, a não ser quando as editoras parceiras mandam os releases para escolha do que queremos receber. Mas como teve um livro que me surpreendeu bastante nesse primeiro semestre - Fortaleza Negra -, estou morrendo de curiosidade de ler as continuações Tempestades de Sangue e Ruínas de Gelo (e a Ler Editorial anunciou que são seus próximos lançamentos!).

O livro que mais te decepcionou esse ano


Eu sou uma pessoa positiva, tento sempre ver o lado bom das coisas, e é bem fácil me agradar, literariamente falando (isso existe?). Mas #Fui me decepcionou, pois achei a história muito cheia de firulas e em vários momentos meio chata, então pulei partes sem dó.

O livro que mais te surpreendeu esse ano


A Química não foi bem o livro que mais me surpreendeu, mas foi um dos que me surpreenderam. E a razão para ser indicado nessa pergunta, na verdade, foi porque Stephanie Meyer me surpreendeu ao escrever um gênero bem diferente dos livros anteriores, mas conseguiu me envolver em sua narrativa tanto quanto das outras vezes, ou até mais.

Novo autor favorito (que lançou seu primeiro livro nesse semestre, ou que você conheceu recentemente)


Já falei aqui de Fortaleza Negra? Já sim. Conheço a Kel, autora do livro, há algum tempo na web, mas só este ano pude conhecer seus livros - e amei! Para quem gosta de uma boa fantasia com uma pitada de romance hot, a série é mais do que indicada. 

A sua quedinha por personagem fictício mais recente


Não tive grandes quedinhas esse ano, mas Jamie Fraser continua sendo meu grande amor literário atual e pude revê-lo em O Resgate no Mar - Parte I.

Seu personagem favorito mais recente


É difícil eu ter personagens favoritos. Ou eu gosto deles ou não gosto, são mais como amigos do que alguém que eu admire a ponto de chamar de "favorito", se é que me entendem. Então vou citar minha amiga literária mais recente: Citra Terranova, a aprendizes de ceifadora em O Ceifador.

Um livro que te fez chorar nesse primeiro semestre


Eu sou bem chorona, então me arrancar lágrimas nos livros não é muito difícil. É só eu ver uma cena bonita ou romântica que aquela lágrima silenciosa insiste em cair. Mas Kristin Hannah me faz chorar de soluçar com suas histórias e O Caminho para Casa, último livro que li dela, não poderia ser diferente.

Um livro que te deixou feliz nesse primeiro semestre


Tem forma mais fácil de deixar um leitor feliz do que um romance amorzinho? Simplesmente o paraíso sem dúvidas é o escolhido da vez.

Melhor adaptação cinematográfica de um livro que você assistiu até agora, em 2017

Eu não lembro de ter ido ao cinema nesse primeiro semestre, juro! E se fui, com certeza eu não vi nenhuma adaptação.

ATUALIZAÇÃO: eu assisti A Bela e a Fera nos cinemas esse semestre, acho que conta, né?

Sua resenha favorita desse primeiro semestre (escrita ou em vídeo)



Tem algumas resenhas de que eu gosto bastante, como a de Ainda estou aqui, em que consegui dizer tudo o que eu queria sobre o livro. Mas acho que a de Caraval foi escrita com paixão, então ela é a eleita para estar aqui.

O livro mais bonito que você comprou ou ganhou esse ano, até agora

Créditos da Imagem: Resenhando Sonhos

Vocês têm ideia do que são as cores dessa capa de A Traidora do Trono? Lindas demais, e os detalhes em dourado deixam ela rica! Amei!

Quais livros você precisa ou quer muito ler até o final do ano?

Os que tenho aqui em casa! São alguns atrasados e outros que já estão me esperando há meses, então tenho que ler todos logo ;)

E vocês, foram boas leituras nesse primeiro semestre?

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O Ceifador - Neal Shusterman

Sinopse: Primeiro mandamento: matarás.
A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria... Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade. Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a arte da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais, podem colocar a própria vida em risco. (Skoob)

Livro recebido como cortesia da Editora
SHUSTERMAN, Neal. O Ceifador. Scythe #1. Seguinte, 2017. 448 p.


A proposta de O Ceifador, de Neal Schusterman, é inusitada e interessante: uma realidade onde a humanidade já superou as doenças e a morte, já alcançou todo o conhecimento possível e a perspectiva de eternidade é quase certa. A única exceção a essa regra são os ceifadores, pessoas escolhidas e treinadas para coletar e manter o crescimento populacional em um nível razoável, que se tornam temidas e idolatradas na mesma medida.

"Não era de admirar que as pessoas fizessem de tudo para agradar os ceifadores. A esperança diante do medo é a motivação mais forte do mundo."

Essa é apenas uma síntese do enredo, que é muito mais amplo e abarca conceitos como a nimbo-cúmulo, a organização da Ceifa, regras de conduta, revivificação e tantas outras coisas que prefiro não explicar aqui, já que a graça é exatamente descobrir durante a leitura. O que realmente importa é que, nesse contexto, Citra e Rowan são escolhidos como aprendizes do ceifador Faraday e precisam aprender a matar, ainda que não gostem da ideia.

O que eu mais gostei em O Ceifador foi a crítica social construída em uma realidade que aparenta ser completamente oposta à nossa, mas na verdade não é. Se imaginarmos que os homens venham a alcançar a imortalidade, provavelmente manterão os verdadeiros males da humanidade consigo, aqueles que estão arraigados na consciência de alguns, e o livro retrata bem isso. Não estou falando aqui da violência e da desigualdade - até porque, no contexto da obra, a desigualdade e a dor foram superadas, o que desestimulou a busca incontrolável existente no sistema capitalista como o vivemos -, mas da crueldade de algumas pessoas e da gana por poder.

Na trama, a única instituição humana não coordenada pela nimbo-cúmulo é a Ceifa, e é claro que alguns se aproveitariam do privilégio de estar "acima" dos outros para se beneficiar. Por isso, há corrupção na organização e há ceifadores que agem fora da lei e matam pelo prazer de matar, com requintes de crueldade, pelo simples fato de que se acham poderosos e de saberem que não podem ser penalizados. Por mais que isso me entristeça, acho que, se a humanidade chegasse ao ponto da história do livro, algo semelhante realmente poderia acontecer; mas é claro que, como um espelho da realidade atual, também existem pessoas que lutam por uma sociedade mais justa, como é o caso de Citra e Rowan.

"Ela queria lhe dizer o quanto o admirava pelo que havia feito. Escolher a compaixão em vez do dever. Havia uma lição a ser aprendida em todas as coletas, e a de hoje tinha sido inesquecível. O caráter sagrado da lei... e o bom senso de saber quando ela deve ser quebrada."

A construção da narrativa e dos personagens foi feita de uma forma instigante, e não há como esclarecer o que eu quero dizer se não citar esses dois aspectos do texto em conjunto. Sempre em terceira pessoa, o texto intercala a perspectiva dos aprendizes, inclusive com nuances psicológicas, sem, contudo, analisar outros personagens em seu íntimo. No decorrer da leitura, fica nítida a mudança que o treinamento traz a Citra e Rowan e em sua forma de pensar. Por outro lado, todos os demais personagens são um enigma e várias vezes me questionei sobre a intenção de um ou de outro até ter certeza se era possível confiar neles ou não.

O livro é envolvente e vibrante, e não se torna em nenhum momento cansativo. Não se trata apenas de trechos que contam a organização da sociedade, mas há um bom número de cenas de ação, descrições de treinamentos e até uma pitadinha de romance.

O Ceifador traz ainda algumas outras reflexões interessantes. Uma delas é a questão da imortalidade e da igualdade. Na trama, a humanidade já atingiu sua evolução máxima - não há mais uma finalidade para sair de casa todos os dias para trabalhar, não há mais a esperança de um mundo melhor - e a consequência disso é a sensação de inutilidade que atinge a todos. Num contexto normal, isso resultaria em depressão ou outras doenças psicológicas que, na história, são evitadas pela ciência e pela tecnologia avançadas. 

"- Você sente um pouco... mas é apenas uma sombra do que poderia sentir. Sem a ameaça do sofrimento, não temos como sentir a verdadeira alegria. O melhor que podemos conseguir é uma vida agradável."

Outro aspecto interessante a ser citado é a própria nimbo-cúmulo. Sempre que se pensa em máquinas assumindo consciência, seja nos filmes ou na literatura, imagina-se em uma guerra contra a humanidade, mas o livro traz uma outra possibilidade: a de unir-se a humanidade para solucionar os conflitos existentes, de somar esforços para uma sociedade mais igualitária. Eu, particularmente, nunca tinha pensado a partir dessa perspectiva e gostei da possibilidade.

O Ceifador é uma leitura interessante, não só pelo contexto original e inovador, pelas reviravoltas e emoções que traz, mas também pelas considerações implícitas em seu texto, que tornam um enredo juvenil em algo questionador. 

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Leituras do Mês: Junho


Junho também já foi e agora estamos oficialmente na segunda metade do ano. Assusta, né? Mas eu estou feliz, pois consegui manter uma média de 5 livros lidos por mês e alcancei os 30 do primeiro semestre. Falo isso porque lá em dezembro de 2016, na Retrospectiva Literária, coloquei como meta para este ano ler 60 livros e, por enquanto, está funcionando. Depois vou falar sobre o assunto com mais detalhes na Tag dos 50%, que deve ser publicada ainda este semana.

O assunto de hoje são as leituras de junho e foram cinco livros bons ou muito bons para me deixar bem empolgada.

O primeiro livro do mês foi O terceiro testamento, livro recebido em parceria com a Editora Jangada, uma leitura que mistura ficção científica e thriller e tem uma trama totalmente atípica. O livro é riquíssimo e cheio de análises psicológicas intensas. Quem tiver curiosidade, pode ler a resenha completa aqui.

Em seguida, dei prioridade à leitura amorzinho Agora e para sempre Lara Jean, da Editora Intrínseca. Se você gosta de YA fofo e cheio de romance, não deixe de ler a história da Lara Jean, é de fazer o coração explodir de felicidade ♡. Em junho, aliás, teve semana especial sobre a série e, além da resenha, foram publicados textos com apresentação da série e uma carta inspirada na protagonista.

O terceiro livro lido em junho foi A descoberta da currywurst, um romance publicado pela Editora Dublinense sobre o prato tipicamente alemão, que trata não só de comida, mas também sobre pessoas e as dificuldades da Segunda Guerra Mundial. A resenha já foi publicada.

Outra leitura do mês foi #Fui, um livro brasileiríssimo publicado pela Globo Alt. Esse foi o único livro mais ou menos do mês, já que peguei cisma com a protagonista e pulava trechos descaradamente durante a leitura. O livro foi recebido para resenhar no Roendo Livros, e a resenha já foi publicada lá. Assim que eu puder, devo publicar por aqui também.

A última leitura de junho foi O Ceifador, da Editora Seguinte, uma trama original e instigante que me prendeu do início ao fim. Recebi o livro como cortesia da editora e a resenha será publicada amanhã - não percam!

O que acharam das leituras? E vocês, o que leram?

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Curvas de Aprendiz - Gemma Townley

Sinopse: A escritora Gemma Townley definitivamente conquistou nosso público leitor. Neste novo e aguardado livro, A londrina Jen Bell foi abandonada pelo pai e cresceu ouvindo sua mãe descrevê-lo como um monstro. Envolvida com a luta pela ecologia, sua principal ocupação era viajar com o namorado. Quando terminam, ela volta para Londres para trabalhar na Futuro Verde, a empresa engajada da mãe. Jen logo se envolve em um plano para investigar uma suspeita de corrupção na Bell, firma bem-sucedida do pai. Mas após se infiltrar na empresa, ela descobre que todas as histórias têm dois lados. (Skoob)
TOWNLEY, Gemma. Curvas de Aprendiz. Editora Record, 2009. 415p.


Jennifer Bell tem uma mãe muito chata,chamada Harriet, que consegue convencê-la a fazer qualquer coisa, desde banais como ir a um jantar beneficente, a bizarras como começar um MBA (curso de Mestre de Administração em Negócios) apenas para descobrir corrupções na empresa do pai. Acho que, em alguma medida, todo mundo pode se identificar um pouco com isso de ter uma mãe controladora. O arrependimento dela depois de ir nos eventos e só tendo gente chata pra conversar (que você não quer, mas não param de puxar assunto) é muito eu. E como todo livro chick lit, ela paga mico demais.

No entanto, Harriet não é o único motivo para ela ter aceitado essa loucura. Os pais da Jen se separaram quando ela tinha 13 anos e, desde então, o pai nunca mais falou com ela e, estando na empresa seria uma oportunidade de encontrar com ele. Ela também se sente perdida profissionalmente, e então se agarra a isso porque parece mais interessante que ficar todo dia no escritório da mãe, do qual ela está cansada.

Sobre os personagens, a Jen é uma bem fácil de se identificar. A Harriet eu sinceramente não suporto por todo o livro, eu acho. Ela usa a Jen sem a menor vergonha, só liga pra ser o centro das atenções, e não admite que possa estar errada. Mas um personagem bem interessante aqui é o George Bell: eu passei o livro mudando entre duas opiniões à respeito dele como pessoa e também do seu envolvimento com corrupção, nada a respeito dele foi muito óbvio. Isso foi uma boa mudança do gênero e algo que destaca o livro, para mim, porque chick lit muitas vezes só tem um casal que você sabe que vai terminar junto e o máximo mistério que tem é se eles vão mesmo ou não. E mesmo assim, ele consegue ser muito engraçado. Obviamente, aqui vai ter também um romance, e admito que, nessa parte, vai ser clichê sim. Mas tem essas outras.

Um medo que eu tinha sobre esse livro é de que a parte administrativa seria muito chata, mas eu não achei. A autora faz metáforas entre o que eles estão estudando e situações da história, bastante piadas (por exemplo, a empresa que eles sempre usam de exemplo é de camisinhas) e para nós que gostamos de ler, a nossa protagonista focou bastante nos seus trabalhos em livrarias, então acho que deve ser interessante.

É isso, eu gostei da leitura. É bem fácil, rápida, apesar do tamanho, boa para qualquer momento.

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Promoção: Aniversário Gettub


Chegamos ao segundo de vida do GETTUB e, para comemorar, o blog convidou alguns amigos para um sorteio incrível!

BLOGS PARTICIPANTES


REGRAS

1. Os vencedores precisam residir, ou ter endereço de entrega, em território nacional;
2. O período de inscrição será do dia 04/07/2017 ao dia 31/07/2017;
3. O GETTUB será responsável pelo envio dos PRÊMIOS. O prazo de envio é de até 30 DIAS ÚTEIS, e o GETTUB não se responsabiliza por danos, extravios ou retornos das encomendas;
4. Os vencedores terão um prazo de 48 HORAS, após o resultado, para entrar em contato com o GETTUB. Caso contrário, o sorteio será refeito;
5. O contato com os vencedores será feito POR E-MAIL, apenas. Então, é muito importante que ele esteja correto ao preencher o formulário;
6. O resultado da promoção será divulgado no dia 01/08/2017;
7. Este sorteio é de caráter recreativo/cultural, conforme item II do artigo 3º da Lei 5.768 de 20/12/71 e dispensa autorização do Ministério da Fazenda e da Justiça, não está vinculada à compra e/ou aquisição de produtos e serviços e a participação é gratuita;
8. O blog GETTUB se reserva o direito de dirimir questões não previstas nestas regras.

PRÊMIOS


Para participar, você já sabe: precisa preencher os formulários de cada prêmio, onde existem entradas obrigatórias, que valem UM PONTO, e opcionais, que valem CINCO PONTOS. Além das DIÁRIAS, que valem 5 PONTOS por dia. Quantos mais pontos você somar, mais chances tem de ganhar.


BOX PREMIUM HARRY POTTER EXCLUSIVA AMAZON

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KIT 1: 
TRAÇOS, O QUARTO DIA, CRAVE A MARCA, DE REPENTE ACONTECE, O QUE ME DISSERAM AS FLORES, SEGUNDO A LEI DA ARMA, ONÍRIA, UNI-DUNI-TÊ

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KIT 2: 
CIDADES DE PAPEL, JUNTANDO OS PEDAÇOS, TRAMA, O VILAREJO, A GAROTA SEM PASSADO, O COMEÇO DE TUDO, A OUTRA VIDA, ISLA E O FINAL FELIZ

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KIT 3: 
OS BONS SEGREDOS, NO CENTRO DA TERCEIRA FILEIRA, ESTRELA DA MANHÃ, O SORRISO DA HIENA, O ORFANATO DA SRTA. PEREGRINE, A LENDA DE RUFF GHANOR, SIMPLESMENTE ACONTECE, FACA DE ÁGUA

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Use os comentários para deixar qualquer dúvida, e BOA SORTE!

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Chico Bento: Arvorada - Orlandeli


Sinopse: Em Arvorada, Chico Bento, o caipira mais famoso dos quadrinhos, leva uma daquelas lições que a vida de vez em quando dá em todos nós. Porque nem tudo pode ser deixado pra depois… Numa reinterpretação belíssima do clássico personagem Mauricio de Sousa, o premiado cartunista Orlandeli cria uma história tocante, com visual magnífico e momentos de amor, dor, humor, mistério e, especialmente, aprendizado. (Skoob)
Orlandeli Chico Bento: Arvorada. Editora Panini, 2017. 100 p.

Nada é definitivo. Talvez, nem mesmo a morte. Isso é um fato que independe de interpretação ou crença. O segredo da vida, reside no quanto cada um de nós consegue compreender, enxergar e apreciar cada um dos breves momentos que temos, seja com a família, com um amigo, com uma paixão, ou vendo um filme, nadando em um rio, sentindo o calor do sol, a brisa fria do início da manhã ou aquele calorzinho do fim da tarde. Infelizmente, a grande maioria de nós deixa passar todos esses momentos que, juntos, podem ser definidos como a essência da alegria, da felicidade.


É disso que Chico Bento: Arvorada trata. Seguindo o molde de todas as GRAPHIC MSP, o autor Orlandeli, dono de um traço e de cores belíssimas, de uma arte que comove e espanta, presenteia o leitor um com história comovente, que faz amadurecer para o quanto perdemos por não prestar atenção, ou por deixar as coisas para depois.


Mas, após a leitura, não se engane quanto à mensagem. Ela não trata de arrependimento, mas de aprendizado, de reconhecimento daquilo que nos rodeia, de forma afetiva, material ou subjetiva. Isso é muito bem representado pelo ipê amarelo, pela vó Dita, por Chico, pelas lendas culturais rurais brasileiras que fazem uma ponta e, por fim, naquilo que é eterno dentro de nós: nossas lembranças.


Arvorada é mais complexa do que é possível perceber em uma primeira leitura. A parte em que vó Dita está muito doente, quando dizem que ela pode não sobreviver a mais uma noite, e Chico precisa enfrentar seus medos diante de criaturas assustadoras, como o Lobisomen, o Saci, o Boitatá, entre outros. É a representação metafórica da vida contra a morte, do arrependimento contra a redenção, da saudade contra a partida. E quando Chico compreende que a morte nada mais é do que uma etapa natural da vida e de que não há nada que qualquer um possa fazer para impedir, a luta termina, e todos os personagens se unem em um gesto de partir o coração.


Por fim, nas últimas páginas, ainda reside uma outra lição. A de que as coisas, as pessoas, os momentos, tudo que vivenciamos, está guardado em nosso cérebro, em nosso coração, e que, por isso, podemos reviver a qualquer momento, como se estivéssemos nos locais novamente, ou se abraçássemos alguém que amamos mais uma vez.


Faça um favor a você mesmo, não deixe passar, e leia essa pequena obra prima!

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A Prisão do Rei - Victoria Aveyard

Sinopse: No terceiro volume da série que já vendeu mais de 250 mil exemplares no Brasil, tudo vai queimar.
Mare Barrow foi capturada e passa os dias presa no palácio, impotente sem seu poder, atormentada por seus erros. Ela está à mercê do garoto por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos de sua mãe, fazendo de tudo para manter o controle de Norta — e de sua prisioneira.
Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante das Pedras Silenciosas, o resto da Guarda Escarlate se organiza, treinando e expandindo. Com a rebelião cada vez mais forte, eles param de agir sob as sombras e se preparam para a guerra. Entre eles está Cal, um prateado em meio aos vermelhos. Incapaz de decidir a que lado dedicar sua lealdade, o príncipe exilado só tem uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta. (Skoob)
AVEYARD, Victoria. A Prisão do Rei. A Rainha Vermelha #3. Seguinte: 2017. 552 p.


Os dois primeiros livros da série A Rainha Vermelha me conquistaram por sua dinamicidade, já que toda a trama era intensa e vibrante, daquelas que mantêm qualquer leitor vidrado. Por esperar um terceiro volume tão eletrizante quanto, A Prisão do Rei na verdade começou como um balde de água fria na minha empolgação com a série e, apesar de ter tido um final digno, como esperado, o início do livro foi realmente desanimador.

Isso porque, durante a primeira metade do livro, Mare se tornou apenas um fantoche nas mãos de Maven, um fantasma nos recônditos do palácio Whitefire, sem poderes e sem energia. Ler 250 páginas da rotina entediante de Mare para absorver migalhas de informações importantes foi desencorajador. Foi bastante difícil continuar a ler quando tudo o que eu gostava na série deixou de existir nesse volume, pelo menos no começo.

"[...] Quando o conheci, fui seduzida por sua dor. Ele era o menino na sombra, um filho esquecido. Eu me reconheci nele. Sempre atrás de Gisa, a estrela cintilante do mundo dos meus pais. Sei agora que foi proposital. Ele me enganou quando era príncipe, me atraindo para sua armadilha. Agora estou na prisão do rei. Mas ele também está. Minhas correntes são as Pedras Silenciosas. As dele são a coroa."

A única coisa que me impediu de abandonar o livro foram alguns capítulos intercalados narrados em primeira pessoa por outra personagem, que mostravam acontecimentos fora da prisão do rei e permitiam saber o que estava acontecendo com os rebeldes da Guarda Escarlate. Ver pelo ponto de vista de Cameron não trouxe grande vantagem à construção da trama, mas ao menos concedeu um outro ponto de vista sobre o contexto estratégico que estava se formando.

Na segunda parte do livro, quando as coisas enfim se tornaram interessantes, o livro se equiparou aos seus antecessores, tanto que li em um dia a mesma quantidade de páginas, ou um pouco mais, que tinha levado uma semana inteira para ler. As cenas de ação não deixam nada a desejar e injetam uma boa dose de adrenalina em uma narrativa que estava morna. Nesse livro, as lutas se elevam a outros patamares, especialmente por conta das alianças improváveis e da batalha imensa que se forma - a guerra.

"Uma parte de mim quer conversar. Perguntar sobre minha família. Kilorn. Farley. O que aconteceu antes, o que está acontecendo agora. Para onde estamos indo. Não consigo fazer mais do que pensar nessas palavras. Só há energia suficiente em mim para sentir alívio. Um alívio fresco e tranquilizador. Cal está vivo; Cameron está viva. Eu estou viva."

Em A Prisão do Rei, Mare precisa outra vez se redescobrir depois de enfrentar tanto sofrimento, e eu adorei a forma como a personagem cresceu do primeiro livro para cá, não só quanto aos seus poderes, mas principalmente psicologicamente. Ela finalmente deixou de ser a garota insegura e egoísta que era e aprendeu que não pode suportar o peso do mundo sob suas costas. Conseguiu enxergar que precisa de ajuda - de amigos, aliados, pessoas que ama -, e que só essa união vai deixá-los forte o suficiente para enfrentar o rei tirano. Mare está mais forte, mais segura e também mais generosa.


"Olho em volta da mesa do cozinha. Um tempo atrás lamentei que minha família não me conhecesse, não entendesse o que eu tinha me tornado. Pensei que estava separada deles, sozinha, isolada.
Não podia estar mais errada. Compreendo tudo melhor agora. Sei quem sou.
Sou Mare Barrow. Não Mareena, não a garota elétrica. Mare."


Alguns capítulos narrados por Evangeline também trouxeram uma nova perspectiva à narrativa. Além de compreender melhor a estrutura das Casas, a política e os poderes prateados através dos olhos dela, esses trechos trouxeram aspectos sobre a personagem realmente surpreendentes. E eu quase consegui gostar dela, quase.

Acho que poderiam ter sido inseridos capítulos também com a perspectiva de Maven e Cal, porque só assim para eu conseguir definir o que eu sinto por eles, acho. Assim como Mare, é difícil não amar e odiar os dois, porque magoar alguém parece ser especialidade desses personagens. Maven é imprevisível e faz o que quer doa a quem doer, enquanto Cal toma decisões com base no que acha que deve fazer, e não no que quer, e isso é irritante. Ver os dois apenas pelos olhos de outros personagens não parece suficiente, até porque eles sempre parecem ter algo mais além da superfície.

Por isso tudo, apesar de começar de uma forma maçante, a segunda parte de A Prisão do Rei faz a história valer a pena, mas é preciso um pouco de persistência para chegar até lá. Mais uma vez Aveyard termina a obra com um final arrasador, de partir corações, mas que deixa em aberto milhares de possibilidades para uma continuação. Todas as alianças forjadas aqui são frágeis e instáveis e tudo pode acontecer no próximo volume.

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