Novidades #72: Lançamentos de Julho Intrínseca


É claro que as editoras não param e os lançamentos continuam a vir.

No mês de julho, a Editora Intrínseca divulgou que traria três novas séries para o Brasil, republicaria Os deixados para trás (The Leftovers) com a capa da série e outras tantas novidades. Querem conferir?


O espelho do tempo, de Catherine Fisher

Um espelho feito da mais pura obsidiana, capaz de romper as dimensões do espaço-tempo. Seu imenso poder atravessa séculos, despertando a cobiça e a ambição de muitos homens. Quem o detém hoje é o misterioso explorador Oberon Venn, em sua isolada propriedade no interior da Inglaterra. O corajoso adolescente Jake Wilde chega à mansão para investigar a verdade sobre o desaparecimento do pai, que trabalhava com Venn em um projeto secreto – que, o garoto vem a descobrir, envolve o espelho. Na busca pela verdade, ele mergulhará nos mistérios da viagem no tempo e seus enormes riscos, inclusive o de destruir o futuro.

The Leftovers/ Os deixados para trás (capa inspirada no pôster da série), de Tom Perrotta

O livro provocador de Tom Perrotta ganha edição especial com capa inspirada no pôster da série da HBO. No livro, o autor levanta a pergunta: o que aconteceria se, de repente, sem nenhuma explicação, pessoas simplesmente desaparecessem, sumissem no ar? E como os que ficaram para trás retomariam suas vidas e relacionamentos após essa “Partida Repentina”? Essa é a premissa de The Leftovers/Os deixados para trás.

Half Bad, de Sally Green

A história é sempre contada pelos vencedores, dizem. E Nathan, infelizmente, não é um deles.
Na Inglaterra em que ele vive, bruxos e humanos dividem o mesmo espaço, sem, no entanto, se misturarem. Mesmo entre os bruxos, há os que se autodenominam bons, puros e justos — os bruxos da Luz —, e há, é claro, seus inimigos, aqueles que devem ser combatidos e aniquilados, a origem de todo o mal — os bruxos das Sombras.

Nesse mundo dividido entre mocinhos e vilões, não ter um lado é pecado, e esse é exatamente o caso de Nathan, filho de uma bruxa da Luz com um bruxo das Sombras. E seu pai não é um bruxo qualquer, e sim o mais poderoso e cruel que já existiu, acusado de ter matado a mãe de Nathan.


Aniquilação (trilogia Comando Sul), de Jeff VanderMeer

Aniquilação, o primeiro livro da trilogia Comando Sul, apresenta um grupo de quatro mulheres enviadas para a Área X, um lugar incompreensível e isolado do restante do mundo há décadas, onde a natureza tomou para si os últimos vestígios da presença humana. Elas fazem parte da décima segunda expedição, cujos objetivos são explorar o terreno desconhecido, tomar nota de todas as mudanças ambientais, monitorar as relações entre elas próprias e, acima de tudo, não se contaminarem. Uma missão mortal, visto que todas as expedições anteriores tiveram resultados assustadores, como suicídios em massa, tiroteios descontrolados e casos de mudança de personalidade súbita seguidos de morte por câncer. As mulheres partiram para a Área X esperando o inesperado… e foi exatamente isso que encontram.


Fantasma, de Roger Hobbs

Quando um assalto a um cassino em Atlantic City dá errado, Marcus Hayes, um importante chefe do crime internacional, não tem outra escolha a não ser convocar Jack. Especialista em consertar cenas de crime, o homem que ocasionalmente é chamado de Jack pode ser considerado um fantasma. Sua identidade é um completo mistério, e até mesmo sua verdadeira aparência é desconhecida. Em algumas horas, esse experiente solucionador de problemas será levado num jato particular de Seatle a Nova Jersey para resolver uma imensa confusão: encontrar um dos assaltantes do cassino que está desaparecido e recuperar a quantia de mais de um milhão de dólares que sumiu com ele. Pior: ele tem apenas 48 horas para desativar um artefato inserido nas cédulas e impedir a destruição do dinheiro, sem contar que o FBI monitora todos os seus passos.

Gostaram do que?

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No limite da atração - Katie McGarry

Sinopse: Ninguém sabe o que aconteceu na noite em que Echo Emerson, uma das garotas mais populares da escola, se transformou em uma “esquisita” cheia de cicatrizes nos braços e alvo preferencial de fofocas. Nem a própria Echo consegue se lembrar de toda a verdade sobre aquela noite terrível. Ela só gostaria que as coisas voltassem ao normal.
Quando Noah Hutchins, o cara lindo e solitário de jaqueta de couro, entra na vida de Echo, com sua atitude durona e sua surpreendente capacidade de compreendê-la, o mundo dela se modifica de maneiras que ela nunca poderia ter imaginado. Supostamente, eles não têm nada em comum. E, com os segredos que ambos escondem, ficar juntos vai se mostrar uma tarefa extremamente complicada.
Ainda assim, é impossível ignorar a atração entre eles. E Echo vai ter de se perguntar até onde é capaz de ir e o que está disposta a arriscar pelo único cara que pode ensiná-la a amar novamente.
No limite da atração é um livro sexy e envolvente sobre o amor de duas pessoas que estão perdidas e que juntas tentam desesperadamente se encontrar. (Verus)
McGARRY, Katie. No limite da atração. Campinas: Verus Editora, 2013. 364 p.


Depois de ler tantos comentários positivos em resenhas sobre No limite da atração, de Katie McGarry, nada mais natural do que ter a curiosidade aguçada. Assim que surgiu a oportunidade, passei o livro na frente de outros e me deparei com uma leitura gostosa, mas, infelizmente, longe daquilo que era esperado.

Os capítulos, narrados em primeiro pessoa, com pontos de vista intercalados entre Echo e Noah, permitem compreender mais profundamente os protagonistas: seus anseios, seus medos, seus sentimentos. Ainda que ambos tenham inúmeros problemas e defeitos, é difícil julgá-los quando entendemos suas perspectivas, especialmente por sabermos que, mesmo seus erros, são nada mais do que a tentativa de acertar ou de descobrir a si mesmos. 

"- Porque crescer significa fazer escolhas difíceis, e fazer a coisa certa nem sempre significa fazer o que faz a gente se sentir bem." (p. 333)

Eu gostei da temática do livro e achei importante o debate sobre problemas adolescentes, fora da superficialidade que se vê em tantas obras. Inclusive, tenho evitado alguns livros voltados para a faixa etária mais "problemátiva", porque me irrita quando o drama é desproporcional à realidade. Aqui, a história é diferente: os problemas são "reais" e os personagens amadurecem ao tentar superá-los.

O foco do enredo não é, desta forma, o romance, apesar de ele ter seu espaço ideal. Porém, achei que a história se desenvolveria mais profundamente e daria mais espaço para as descobertas de Noah e Echo como um casal, mas isso não aconteceu. O romance estava lá, transmitiu envolvimento e emoção, mas eu esperava mais química.

A escrita da autora é fluida, e os diálogos parecem naturais, o que, junto a capítulos curtos, faz a leitura passar rapidamente. Porém, um aspecto da escrita da autora me frustrou bastante, que é seu hábito de interromper as cenas no que parece ser a metade. Quando um diálogo estava no ápice, era comum que mudasse de cena bruscamente, sem motivo e sem que o mesmo fosse retomado mais tarde. Algumas vezes, até voltei para conferir se não tinha passado uma página, pois aquilo era incômodo.

"[...] A Echo já parecia uma droga pesada para mim. De algo que evitava conscientemente - crack, heroína, metanfetamina. Aquelas que ferram sua mente, entram na sua corrente sanguínea e deixam você sem forças nem proteção. (p. 148 - 149)

Com tudo isso, devo dizer que gostei da leitura e aproveitei a companhia por algumas horas, mas não encontrei qualquer elemento que me fizesse cair de amores pela história. O problema maior pode ter sido minhas expectativas, que eram grandes, e o livro foi bom, nada além disso.

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Conjuntando #26: Junho em fotos

Julho já está na metade, e ele veio com tudo!
A correria por aqui é tanta, que eu mal tenho conseguido visitar outros blogs amigos, mas isso vai melhorar a partir da próxima semana - quando, finalmente, acabam as aulas e provas da faculdade.

Enquanto isso, que tal conferirmos as fotos que apareceram no Instagram do blog no mês de Junho (que até agora eu não tinha conseguido mostrar)?


Alguns dos acontecimentos já tinham sido comentados no Leituras do Mês de Junho, e também têm, cada um, sua devida legenda no Instagram. Visite por lá também ;)

E o que rolou no mês de Junho de vocês?



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Promoção: A culpa é das estrelas


A culpa é das estrelas, da Editora Intrínseca, me fez rir, me fez chorar, e conquistou meu coração. E agora, com a parceria da editora, vou poder sortear um exemplar do livro e permitir que outra pessoa conheça essa história tão linda.

Para participar é simples: basta seguir o blog  Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste site" na barra lateral direita) e preencher essa entrada no formulário. Depois, várias outras entradas serão abertas, para quem quiser ter ainda mais chances.


a Rafflecopter giveaway

As inscrições serão feitas por meio da ferramenta Rafflecopter. Para os que ainda têm dúvidas sobre como utilizá-la, podem ver este tutorial aqui. As inscrições são válidas até dia 12 de agosto, e o resultado será divulgado em até 7 dias.

Após o resultado, o Conjunto da Obra entrará em contato com o vencedor por e-mail, que deverá ser respondido em até 48 horas. O exemplar será remetido pela Editora Intrínseca.


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Resultado: Promoções

Mais feliz do que eu fico organizando promoções, só mesmo publicando o resultado delas. E hoje vim mostrar o resultado de duas promoções que tiveram suas inscrições encerradas nos últimos dias.

Quem aí está curioso?

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A semana Janice Diniz foi um especial organizado com a parceria de vários blogs, e alguns mimos foram distribuídos neste evento digital. As sortudas que vão receber esses brindes em casa são:

a Rafflecopter giveaway

Parabéns a todas, e muito obrigada pela participação!

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A segunda promoção que precisava de um ganhador era a de um exemplar do livro Liberta-me, em parceria com a editora Novo Conceito:

a Rafflecopter giveaway

Parabéns Patty!

Muito obrigada pela participação, e espero que você curta muito esta leitura. Entrarei em contato por e-mail, que deverá ser respondido em até 48 horas.

Obrigada a todos que participaram, e não fiquem tristes. Tem várias promoções com inscrições abertas aqui no blog. Para verificar, basta clicar na aba Promoções.

Um beijo,


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A culpa é das estrelas - John Green

Sinopse: A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.
Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar. (Skoob)
GREEN, John. A culpa é das estrelas. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014. 288 p.


"Mas esta não é uma história de câncer, porque livros assim são um horror.” (p. 50) 

Ok, ok... Provavelmente a grande maioria de vocês que está lendo esta resenha já leu o livro A culpa é das estrelas, de John Green. Mesmo assim, como eu, devem ter ficado tão encantados pela obra que, ainda que se cansem de falar, não se cansam de falar da história.

Eu resisti à leitura do livro. Resisti bravamente. Geralmente fico desconfiada quando um livro explode em sucesso tão rápido e se alastra tanto, e às vezes crio uma resistência irracional. Eu havia decidido não ler a história, mas, com o lançamento do filme e tanta gente apaixonada, com a edição do livro com a capa do filme e com a oportunidade de fazer o pedido para a Editora Intrínseca, minha resistência toda foi para o espaço, e eu agarrei o livro rapidinho. E não consegui largar mais. 

“– E aí? Qual é a sua história? – ele perguntou, sentando do meu lado, a uma distância segura. 
– Já contei minha história para você. Fui diagnosticada quando...
– Não, não a história do seu câncer. A sua história. Seus interesses, passatempos, paixões, fetiches etc.” (p. 35) 

A escrita de John Green é perfeita e envolvente. Enquanto se lê, tem-se a impressão de estar assistindo às cenas, descritas em primeira pessoa, por Hazel, apenas o necessário para ambientar o enredo. Descrição não é o foco da narrativa, ainda entremeada de tantas outras coisas importantes e interessantes que somente percebemos o poder que as palavras do autor têm quando vemos que as páginas foram viradas sem que nem tenhamos notado.

Green, por vezes, dá voltas no enredo e retoma aspectos comentados em cenas anteriores, que pareciam não ter tanta importância, até aparecerem de novo e dar uma graça sem igual ao texto. Essa construção faz da escrita mais inteligente e divertida, principalmente porque está subentendida e não subestima o leitor por não explicar o que se quis dizer, apenas diz.

“– O.k. – ele disse, depois do que pareceu ser uma eternidade.
– Talvez o.k. venha a ser o nosso sempre.
– O.k. – falei.
E foi o Augustus que desligou.” (p. 72) 

A culpa é das estrelas não é uma história sobre câncer. É uma história de amizade, de amor, de família e de vida e, apenas por “acaso” o câncer está lá, como está na vida de tanta gente hoje em dia. A intensidade do livro se dá exatamente porque mostra que a vida de alguém que tem a doença não se resume à doença, ela é só uma parte da pessoa, como tudo o mais. E mostra com sinceridade que quem sabe realmente viver, ainda que com a doença, pode ser mais completo do que muitos que chegam à velhice.

Eu amei o livro de John Green, e leria qualquer outra obra do autor que tivesse oportunidade. E eu chorei, de coração partido, mas ao mesmo tempo repleto de emoção, pelas surpresas que a vida pode nos trazer, pelo esperado inesperado e por ser, simplesmente, vida.


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Conjuntando #25: Filme de A Casa do Céu

Em busca da verdade, a jornalista Amanda Lindhout sempre conviveu com o perigo. Com a mochila nas costas, aos 27 anos, ela já tinha andado pelos países atrás de grandes conflitos, procurando mostrar o seu ponto de vista como testemunha ocular. Até que foi para a Somália, considerado o país mais perigoso do mundo, com o seu namorado. No quarto dia, foram abordados por guerrilheiros mascarados em uma estrada de ferro e sequestrados. O pesadelo de Amanda durou 15 meses.

Essas experiências se transformaram em um best-seller de renome mundial, A casa do céu, escrito em parceria com a escritora Sara Corbett. O livro, publicado pelo Grupo Editorial Novo Conceito aqui, no Brasil, teve essa semana os direitos adquiridos para o cinema. A Annapurna Pictures já começou a dar andamento ao projeto e divulgou que a atriz Rooney Mara interpretará a jornalista.


Para mais informações, acesse o site do Estadão.

Quer conhecer essa história antes do filme? Adquira já o livro!
Confira a opinião de outros autores e da mídia sobre o A Casa do Céu:
“Este é um dos livros mais marcantes que eu já li. Angustiante, esperançoso, belo, libertador e verdadeiro, ele fala sobre desumanidade e humanidade, algo que, de algum modo, parece ser profundamente antigo e completamente moderno. É bonito, devastador e heroico — um grito de rebeldia, ao mesmo tempo em que é um humilde chamado à oração.”
Elizabeth Gilbert, autora de Comer, Rezar e Amar e A assinatura de todas as coisas.
“A Casa do Céu é a história dramática, contada de maneira magistral, sobre a busca incessante de uma jovem para criar uma vida grandiosa, contra todas as expectativas. A jornada de Amanda Lindhout é única, uma aventura épica que vai do pitoresco ao contundente, onde o que está em jogo é absolutamente tudo. Com uma clareza e uma honestidade incríveis, Lindhout e Corbett confirmam duas coisas: ninguém será capaz de esquecer este livro — ou de fechá-lo antes de chegar ao fim.”
Susan Casey, autora de A Onda
“Neste livro lírico e inspirador, Amanda Lindhout descreve a capacidade do ser humano para cometer crueldades. Mesmo assim, ela também traz à vida a compaixão profunda e a coragem que residem em todos nós. Uma história de beleza, inteligência e tenacidade, A Casa do Céu nos mostra o poder e a importância da perseverança, esperança e perdão.”
David Rhode, colunista da Reuters e vencedor do prêmio Pulitzer.
“Um relato vívido e emocionante sobre como Amanda manteve viva a luz interior e o espírito do perdão, mesmo quando se encontrava no coração das trevas.”
Eckhart Tolle, autor de O Poder do Agora e Um Novo Mundo: o despertar de uma nova consciência
“A Casa do Céu é uma história impressionante de força e sobrevivência. Às vezes é brutal, mas é sempre bela, conforme Amanda Lindhout descobre que, na luta pela própria vida, suas armas mais poderosas são a esperança e a compaixão.”
Jeannette Walls, autora de O castelo de vidro, Cavalos partidos e A estrela de prata.

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Conjunto de Ganhadores #11


Finalmente! rsrs

Depois de alguns meses sem mostrar quem levou prêmios por aqui, estava na hora de voltar com a coluna. Depois do aniversário do Conjunto da Obra, foram tantos ganhadores por aqui que seria impossível não ter várias fotos para mostrar, além de algumas que eu já estava devendo:


A primeira foto é da Ana Cleide, da Paraíba, que recebeu em casa Feita de Fumaça e Osso, que ela ganhou na Promoção Folia de Livros, pela página do blog no Facebook.

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A segunda foto é da Ana Lucia, leitora bastante presente aqui no blog. Desta vez ela levou para o Ceará um exemplar do livro Uma Prova de Amor que ganhou no Top Comentarista de Maio.

As meninas não quiseram aparecer, mas a foto vale ;)

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A terceira sortuda que mandou foto foi a Ana Lima, que ganhou uma das promoções de aniversário do Conjunto da Obra e levou Tipo Destino para Campinas/SP. Adorei a participação Ana, obrigada!

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A última foto que recebi foi da Meire, que também ganhou uma das promoções de aniversário do blog, em parceria com o blog Minha Vida Literária, e recebeu em Joinville/SC os livros Sangue na Neve e Fenix: A Ilha.

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Meninas, agradeço a participação aqui no blog e o envio das fotos, fico muito feliz quando vocês contribuem neste espaço também.

Um grande beijo!



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Até eu te encontrar - Graciela Mayrink

Sinopse: O quanto uma mudança de cidade pode afetar uma vida? Você acredita em alma gêmea? Como você se sentiria se não gostasse do grande amor da sua vida? É o que Flávia vai descobrir ao deixar Lavras, onde mora com os tios desde o acidente que matou seus pais, quando era criança. Aos dezoito anos, ela decide estudar Agronomia na Universidade Federal de Viçosa, trocando o sul de Minas pela Zona da Mata do mesmo Estado na esperança de uma "mudança de ares". Em sua nova vida, ela conhece Sônia, amiga de infância de sua mãe e agora sua vizinha, que lhe conta a história de sua família materna, até então desconhecida para Flávia. Embora o passado não seja sua maior preocupação, Flávia reluta em aceitar seu destino e ainda precisa superar uma paixão não correspondida pelo seu melhor amigo. Para se ver livre dessa rejeição, ela tenta atrair sua alma gêmea para Viçosa e descobre que o grande amor de sua vida é uma pessoa que ela não suporta. (Skoob)
MAYRINK, Graciela. Até eu te encontrar. 2ª ed. Ribeirão Preto, SP: Novo Conceito Editora, 2013. 


Comentei outra vez por aqui que, muitas vezes, não sei qual leitura iniciar e, quando isso acontece, são os livros que me escolhem. Desde o ano passado, Até eu te encontrar, de Graciela Mayrink, estava esperando uma oportunidade e, por mais que eu o tenha tido em mãos várias vezes, nunca havia lido nem a primeira página... até que o livro finalmente me escolheu, e eu não tive qualquer chance de largá-lo pelos dois dias seguintes.

"- Coincidências não existem - disse Sônia. - O que acontece é que a vida sempre nos leva na direção de certas pessoas." (p. 38)

Ambientado na Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais, a história criada por Graciela mistura um ambiente jovem e a sensação de estar entre amigos, descobrindo algumas verdades e sensações da vida pela primeira vez, com algo totalmente inusitado e que pode, à primeira vista, parecer não se encaixar: Wicca e, por consequência, bruxas e feitiços.

Por incrível que pareça, a junção de todos esses elementos foi feita com tal sutileza pela autora que é possível mergulhar na trama e mesmo acreditar na possibilidade de aquilo existir. Tais elementos foram tratados como um complemento a todo o resto, e se tornaram tão naturais em meio ao enredo que deram um toque especial à construção da obra.

A escrita simples e cotidiana, desprovida de frases poetizadas, não pode, de jeito algum, ser considerada sem graça ou qualquer adjetivo parecido. Pelo contrário. Enquanto o enredo se incumbe de envolver o leitor e de fazê-lo devorar as páginas, a linguagem trata de aproximar leitores de qualquer idade, por não se tornar barreira nem para os mais jovens, nem para os mais velhos. O que quero dizer é que o que encanta no livro não é uma linguagem rebuscada, mas uma comunicação bastante fluida - com base em fatos que poderiam acontecer na vida de qualquer jovem ou, caso não pudessem, que, no fundo, muitos de nós gostaríamos de vivenciar.

"- Eu não quero que ele seja minha alma gêmea. Não pode ser, eu não gosto dele.
- Será?
- O que você quer dizer?
- Por que você pensa que não gosta dele?
Flávia suspirou. Deu um passo para a frente, mas parou.
O que quer que ela fosse fazer, desistiu. Tinha o olhar distante.
- Ele é irritante demais. Está sempre sorrindo, sempre sendo simpático e atencioso. Não sei explicar, mas ele sempre me tira do sério.
- É isso mesmo? Ou você que tenta sentir isso?
- Como assim?
- Você realmente não gosta dele ou você não quer gostar dele. Pense bem, Flávia. São coisas diferentes." (p. 252-253)

Outro ponto a ser citado é que, apesar de jovens, os personagens criados pela autora têm inseguranças e medos naturais da idade, sem serem irritantes. Cito isso por ser comum os autores errarem a mão e criarem personagens ou adultos demais, ou crianças demais, e não é o que acontece neste livro. Eles passam por aquele momento de sair da casa dos pais e têm de aprender a viver sozinhos e, portanto, amadurecer.

O fato de a história se passar no Brasil e, ainda, em uma Universidade Federal contribuiu muito para a identificação com a trama. Isso também me trouxe uma sensação gostosa de nostalgia, de saudades de coisas que nem mesmo vivi, porque, ao mesmo tempo que tenho muito em comum com a personagem, minha vida não tem nada a ver com a de Flávia.

Eu adorei Até eu te encontrar. Foi uma história leve, gostosa, que vale muito a pena ser conhecida.



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