Sinopse: Tetê acaba de se mudar com a família toda para Copacabana, no Rio de Janeiro, para a casa dos avós. O lindo e espaçoso apartamento da Barra da Tijuca em que morava teve que ser vendido, pois com a crise o pai foi demitido, e o resultado é que a vida dela virou de cabeça para baixo. Além de perder a privacidade, tendo que dividir o espaço com cinco parentes malucos que brigam o tempo todo, ela perdeu todas as suas referências. A única coisa que a deixa feliz é cozinhar. E, claro, comer as delícias que faz.O lado bom foi se livrar do antigo colégio, no qual sofria bullying por causa de seu jeito peculiar. Sem contar sua desilusão amorosa... O problema é que ela está apavorada, porque agora tudo será novo e estranho, com o ensino médio, com a nova escola, e sem conhecer ninguém. E morre de medo de ser excluída ou de sofrer bullying novamente. Ela está bem mal, para dizer a verdade. Ou talvez seja um pouco de drama, porque já no primeiro dia as coisas parecem ser um pouco diferentes... Pelo jeito, tudo vai mudar, e para melhor. (Skoob)
Livro recebido em parceria com a Editora
REBOUÇAS, Thalita. Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática. São Paulo: Arqueiro, 2016. 272p.
Eu já passei da adolescência há algum tempo, mas sempre que surge a oportunidade de revivê-la em livros juvenis, eu aproveito. Não que tenha sido uma fase perfeita, afinal, nunca é, mas eu tenho boas lembranças daquele tempo. Somado a isso, sempre quis conhecer a escrita de Thalita Rebouças, então quando a Editora Arqueiro publicou Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática não titubeei em solicitá-lo.
O livro conta a história de Teanira, ou melhor, Tete, uma garota tímida que nunca teve amigos e sempre foi excluída na escola. Os problemas financeiros dos pais obrigaram a família a se mudar para a casa dos avós de Tete, o que resultou em um novo bairro e um novo local para estudar. Apesar de assustada com as mudanças em sua vida e com medo de ser rejeitada novamente, Tete dá um primeiro passo e percebe que as mudanças podem não ser tão ruins assim.
"A gente costuma pôr a culpa das coisas nos outros e em geral espera que os outros mudem, que o mundo mude, mas a verdade que eu descobri é que nada muda. Mas se a gente der um passo, um passinho que seja em direção a fazer algo diferente pela gente mesma e modificar o que a gente é, plim! A mágica acontece e tudo muda ao nosso redor! Até as pessoas mudam! Na verdade, eu acho que o que muda é o nosso jeito de ver tudo."
Ao iniciar a leitura do livro, meus pensamentos se rebelaram e adotaram a postura do "isso não é para mim". Tete não segura a matraca, fala milhares de besteiras e se mete em cada confusão à la Mia Thermopolis que eu quase desisti de ler o livro. Sério, os acontecimentos são tão excêntricos que fica um pouco inacreditável que uma pessoa possa causar a si mesma tanto constrangimento. Decidi prosseguir e, felizmente, a leitura não foi ruim como aparentou à primeira vista. Depois do exagero inicial, consegui criar alguma empatia com a protagonista. Além do mais, Erik e Dudu, fofos demais, ajudam, devo confessar.
A trama é recheada de intrigas e dramas adolescentes, como não poderia deixar de ser. As inseguranças da idade, os encantamentos com o sexo oposto, a importância da amizade e da família, tudo isso está lá. E também o tema principal deste livro de Thalita: o bullying. Gostei da forma como a autora abordou o assunto, mostrando como se sente aquele que sofre, mas sem esquecer de comentar o papel daquele que pratica.
Ademais, vale comentar que o que mais gostei na história foram as descobertas românticas de Tete. É engraçado como a sensação do primeiro amor e do primeiro beijo são deixadas escondidas em algum canto escuro de nossas mentes. Por isso, enquanto eu lia, adorei reviver e relembrar a sensação, e achei ótima a forma que a autora construiu esses momentos.
Ainda assim, Confissões de uma garota excluída, mal-amada e (um pouco) dramática é voltado para o público juvenil, então todas aquelas confusões e dramas adolescentes podem não ser interessantes para o leitor mais velho. O livro é fofo, mas nem de perto uma das melhores leituras que já fiz.































