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Vox - Christina Dalcher

Sinopse: Uma distopia atual, próxima dos dias de hoje, sobre empoderamento e luta feminina.
O SILÊNCIO PODE SER ENSURDECEDOR #100PALAVRAS
O governo decreta que as mulheres só podem falar 100 palavras por dia. A Dra. Jean McClellan está em negação. Ela não acredita que isso esteja acontecendo de verdade.
Esse é só o começo...
Em pouco tempo, as mulheres também são impedidas de trabalhar e os professores não ensinam mais as meninas a ler e escrever. Antes, cada pessoa falava em média 16 mil palavras por dia, mas agora as mulheres só têm 100 palavras para se fazer ouvir.
...mas não é o fim.
Lutando por si mesma, sua filha e todas as mulheres silenciadas, Jean vai reivindicar sua voz.

Livro recebido em parceria com a Editora.
DALCHER Christina. Vox. Editora Arqueiro, 2018. 320p.


Os Estados Unidos foram dominados por um governo de extrema direita, onde líderes religiosos com opiniões retrógradas decidiram extinguir direitos de certa parcela da população. Essa parcela inclui todas as mulheres, homossexuais e qualquer pessoa que tenha opinião contrária ao governo. As mulheres perderam o direito de fala, limitando o número de palavras para 100 por dia. Elas são obrigadas a usar uma pulseira com um contador e caso exceda o limite de palavras, são punidas com choques cada vez mais fortes. Além disso, parecem ter voltado anos na história: não podem mais trabalhar, devem ser completamente submissas aos homens e pedir permissão para fazer qualquer coisa. Já os homossexuais, são presos, humilhados e obrigados trabalharem como escravos. 

A Dra. Jean McClellan é mais uma das mulheres que estão sofrendo com essas novas regras, entretanto, agora o governo precisa dela. Ela é neurolinguista e estudou doenças que afetam a fala, principalmente uma doença chamada afasia. Por isso, seus conhecimentos são necessários quando o irmão do presidente sofre um acidente e é afetado pela tal doença. O presidente quer que ela trabalhe no desenvolvimento de uma cura, que inclusive já vinha trabalhando antes de ser impedida pelo governo. Em troca, eles tiram sua pulseira e concedem alguns outros poucos benefícios, entretanto, ela sabe que após descobrir a cura, sua vida voltará a ser o mesmo pesadelo.

Ela tem três filhos e uma filha. Filha essa que já sofre com a impotência das mulheres. Desde pequena, a garota tem que se acostumar com a pulseira limitando suas palavras, seu vocabulário é extremamente limitado, dificultando muito seu desenvolvimento. Além disso, assim como as outras meninas, ela estuda em escolas separadas e só aprendem basicamente como serem donas de casa.  


Mesmo sabendo que se trata de uma situação hipotética e realmente muito extrema, a leitura é completamente angustiante; só de imaginar que algo do tipo um dia pudesse vir a acontecer, senti uma dor no coração. Além disso, sabemos quem em alguns países as mulheres se encontram em situações bem parecidas com essa. É chocante imaginar algo do tipo, o direito das pessoas sendo tomados dessa forma, é algo absurdo e que foi bem retratado no livro. 

A escrita é fluida, a todo momento novidades aparecerem, gerando diversos questionamentos no leitor. A narrativa fica toda por conta de Jean, que em diversos momentos relembra como era antes de tudo acontecer e voltando ainda mais no passado, se lembra de como uma amiga de faculdade participava de manifestações contra esse tipo de governo e ela nunca deu bola. Ao ter esses pensamentos, ela se sente ainda mais culpada e sua vontade de reagir se intensifica cada vez mais.

Além de todo esse cenário, Jean tem questões pessoais a resolver que estão sendo diretamente afetadas pelos acontecimentos atuais e a pressão que sofre é enorme. Trabalhando para o governo, ela entende a situação um pouco melhor e descobre os planos do presidente para o futuro do país, planos que dividiriam ainda mais a população e destruiria o sonho de um dia tudo voltar ao normal. 

Um personagem que me marcou bastante foi Steven, filho mais velho de Jean. Ele é um garoto que se deixou dominar facilmente pelas ideologias do governo, assim como várias outras pessoas, parece ter sofrido uma lavagem cerebral e se dispôs a seguir as novas regras do governo fielmente, mesmo que tenha que ir contra seus próprios amigos e familiares. Ele começou a tratar até sua mãe como um ser inferior e isso me deixou muito irritada.

O único ponto que não me agradou totalmente na obra foi o final. Acho que a autora poderia ter desenvolvido mais, abrangido mais todos os elementos disponíveis para causar um impacto ainda maior. Senti falta de detalhes, de mais resoluções que não vieram. Mas ainda assim, indico esse livro para todos, pois mesmo sendo uma ficção, é capaz de causar grande choque e quem sabe, conscientizar algumas pessoas sobre temas políticos e sociais, principalmente. 

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Uma noiva para Winterborne - Lisa Keyplas

Sinopse: Rhys Winterborne conquistou uma fortuna incalculável graças a sua ambição ferrenha. Filho de comerciante, ele se acostumou a conseguir exatamente o que quer - nos negócios e em tudo mais.
No momento em que conhece a tímida aristocrata lady Helen Ravenel, decide que ela será sua. Se for preciso macular a honra dela para garantir que se case com ele, melhor ainda.
Apesar de sua inocência, a sedução perseverante de Rhys desperta em Helen uma intensa e mútua paixão.
Só que Rhys tem muitos inimigos que conspiram contra os dois. Além disso, Helen guarda um segredo sombrio que poderá separá-los para sempre. Os riscos ao amor deles são inimagináveis, mas a recompensa é uma vida inteira de felicidade.
Com uma trama recheada de diálogos bem-humorados e cenas sensuais e românticas, Uma Noiva Para Winterborne é o segundo volume da coleção Os Ravenels. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora.
KEYPLAS, Lisa. Uma noiva para Winterborne. Os Ravenels #2. Editora Arqueiro, 2018. 336 p.


No último ano, estava difícil um romance de época conseguir me conquistar, pois quando eu abria um livro do gênero, tinha a impressão de que já tinha lido outra história exatamente igual. Felizmente, os dois últimos que li nesse gênero conseguiram trazer de volta aquela sensação gostosa de ler um bom romance, sem me irritar com os detalhes que poderiam torna-lo mais do mesmo. Para ser justa, no caso de Uma noiva para Winterborne, eu fiquei impressionada com a capacidade de Lisa Keyplas de fugir do senso comum e construir uma história realmente boa, sem perder o perfil leve e bobinho dos romances de época. 

A história de Rhys e Helen já havia sido apresentada em Um sedutor sem coração, então o livro não é tão independente assim de seu antecessor. Foi naquele volume que eles se conheceram, interessaram-se um pelo outro e ficaram noivos. Mas foi também naquele volume que Rhys fez uma coisa bem revoltante e teve seu noivado desfeito. Eu quase achei que não ia gostar do segundo livro da série Os Ravenels por causa dessa postura do personagem, mas posso adiantar que ele conseguiu se redimir. De qualquer forma, é a partir desse ponto que Uma noiva para Winterborne começa, quando lady Helen toma coragem e vai ela mesma procurar Rhys Winterborne para reatarem o noivado. 

“– [...] Se eu tivesse esse direito, eu a proibiria de ir a qualquer lugar sem mim. Não por egoísmo, mas porque estar longe de você é como tentar viver sem respirar. Pense nisso. Você roubou o ar que eu respiro, cariad. E agora estou fadado a contar os dias até poder pegá-lo de volta com você, um pouco a cada beijo.” 

Acredito que o que eu mais gostei na história foi a forma como a autora trabalhou a profundidade dos personagens. Helen, por exemplo, parece uma menina tímida, silenciosa e amigável, daquelas que faz de tudo para agradar a todos, mas a verdade é que ela esconde uma grande força e determinação por trás de sua doçura. Ela não precisa bater de frente com ninguém para mostrar o que quer, pelo contrário, ela consegue convencê-los de que é a melhor solução e, se não for o caso, ela simplesmente resolverá o que precisa resolver sozinha. 

Do mesmo modo, Winterborne, apesar da falsa aparência de bruto, é um homem “evoluído” para o seu tempo. Além de se preocupar com direitos humanos e igualdade de gênero – em uma época que nem existiam essas designações – ele não tenta impedir Helen de fazer nada, apesar de uma ou outra atitude que eu não concordei muito. O personagem também foge do estereótipo de mulherengo que não quer se comprometer; ele existe para além de seus relacionamentos, é um homem de negócios que construiu todo um império do nada e que tem muito mais para contar do que as mulheres que teria levado para a cama. 

Como casal, também, acho que foram perfeitos. Diferente da maioria dos romances de época, os dois não ficavam competindo ou discutindo um com o outro. Eles se tornaram amigos, parceiros e amantes, pessoas que se respeitam e que se escutam, mesmo quando não concordam. E a forma como eles se entregam ao sentimento, sem ressalvas e sem escudos, torna tudo ainda mais bonito. 

A família Ravenel, embora não apareça tanto nesse volume quanto no primeiro, ainda se fez presente. Eu adorei ver um pouco mais de Pandora e Cassandra, que mostraram facetas que até então eu não tinha percebido, já que no livro anterior elas tinham sido tratadas quase como se fossem uma só. Além disso, lady Berwick, que criou Kathleen, deu o ar da graça durante a trama, e outros personagens bastante interessantes também surgiram, como a Doutora Garrett, protagonista de um dos próximos livros da série.

Por tudo isso, fiquei encantada com a trama de Uma noiva para Winterborne. Se tem um romance de época que eu indicaria, mesmo para aqueles que não são tão fãs do gênero, com certeza seria esse.

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Book Haul: Dezembro

Oi pessoal, como vocês estão?

Tenho impressão que faz séculos que não faço essa postagem, mas a verdade é que não tinha muita coisa para mostrar. Em dezembro chegaram alguns livrinhos, que são esses:


Da Harlequin, recebi Desejo & Escândalo, mas o livro foi enviado para resenha pela Marlene.


Em parceria com a Editora Arqueiro chegou Princesa das Cinzas, que eu estou bastante curiosa para ler.


A Ler Editorial enviou um de seus últimos lançamentos, Posso te amar. A história parece bem fofinha, deve ser minha próxima leitura.


Quando voltei das festas de dezembro, tinha uma caixinha surpresa da Editora Novo Conceito me esperando, com quatro livros. O que você gostaria de fazer antes de morrer? e O museu das coisas intangíveis estavam nela.


Na mesma caixa estavam também Nas montanhas do Marrocos e A filha do pântano.

Esses foram meus recebidos no mês de dezembro. E vocês, receberam muitas coisas?

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A Duquesa Feia - Eloisa James

Sinopse: Baseado na história O Patinho Feio, esse é o terceiro volume da série Contos de Fadas.
Como ela ousa achar que ele a ama, quando Londres inteira a chama de Duquesa Feia?
Theodora Saxby é a última mulher com quem se poderia esperar que o lindo James Ryburn, herdeiro do ducado de Ashbrook, se casasse. Mas depois de um pedido romântico feito na frente do próprio príncipe, até a realista Theo se convence de que o futuro duque está apaixonado.
Ainda assim, os tablóides dizem que a união não durará mais do que seis meses.
Em seu íntimo, Theo acredita que os dois ficarão juntos para sempre… até que ela descobre que o que James desejava não era seu amor, mas seu dote.
E a sociedade, que primeiro se chocou com seu casamento, se escandaliza com sua separação.
Agora James precisará enfrentar a batalha de sua vida para convencer Theo que ele amava a patinha feia antes que ela se transformasse em cisne. E Theo logo descobrirá que, para um homem com alma de pirata, vale tudo no amor – e na guerra.

Livro recebido em parceria com a Editora
JAMES, Eloisa. A Duquesa Feia. Contos de Fadas #3. Editora Arqueiro, 2018. 272 p.


Por diversas vezes senti que os romances de época estavam entrando na linha da mesmice e, por essa razão, quase pensei em não ler mais livros do gênero. É estranho, ainda mais quando romances nesse estilo sempre me divertiram e foram uma fonte de leituras descontraídas e descompromissadas. Só que esses livros não estavam mais conseguindo me prender e as leituras estavam se tornando um tanto arrastadas. Por isso, comecei A Duquesa Feia meio reticente, já pensando que seria mais uma decepção que me faria largar de vez os romances de época. Sorte a minha estar enganada, não?

O livro conta a história de Theo e de James, que cresceram quase como irmãos, mas que perceberam estar apaixonados. O único problema é que James só se declarou para Theo por uma imposição de seu pai e as palavras de amor nem eram verdadeiras até ele proferi-las e perceber que, na verdade, eram. Por isso, o que parecia um belo conto de fadas acaba logo depois da noite de núpcias, quando Theo descobre a imposição do Duque a James. Theo manda James embora para sempre e decide refazer sozinha o patrimônio que o Duque dilapidou.

"Nas semanas e nos anos seguintes, quando olhasse para trás, ela identificaria aquele instante como o momento exato em que seu coração se partiu em dois. O momento que separou Daisy de Theo, o tempo Antes e o tempo Depois."

Como todo romance de época, a trama não traz grandes inovações e é bastante previsível, mas tem algo na escrita de Eloisa James que envolve e faz querer saber o que acontece em seguida. Os capítulos não são muito longos, o que dá velocidade à leitura, e intercalam entre os pontos de vista dos dois protagonistas. Devo confessar que aconteceram algumas coisas um tanto quanto inesperadas nessa história - como piratas e tudo o mais -, mas exatamente por essa inovação a história saiu da mesmice e conseguiu me fisgar.

A protagonista, Theo, é uma mulher forte e determinada. Tanto que, quando foi magoada, ela não teve medo de mandar todo mundo embora e enfrentar sozinha as dificuldades de cuidar de um ducado - e fez isso muito bem. Eu a adorei por ser fora dos padrões, por ser imprevisível e irônica, por erguer a cabeça e seguir em frente, sem perder sua leveza.

"Os dias haviam sido longos, por vezes preenchidos com aventuras violentas, mas de algum modo os anos tinham sido curtos."

Claro que não gostei de algumas coisas no livro, como a ausência de James e sua falta de coragem de lutar por Theo de início. Mas, ao mesmo, tempo, senti que isso foi necessário, para que os personagens pudessem crescer e se tornar a melhor versão de si mesmos. O reencontro foi a parte mais divertida do livro, e ela não teria acontecido se a parte "ruim" não tivesse ocorrido.

Embora o romance entre os dois aconteça de forma rápida, Eloisa James conseguiu construí-lo de um modo factível. Percebi-me completamente envolvida com o casal, torcendo por eles, e eles têm uma química incrível.

Li o livro em três noites - o que é muito, considerando que estava em uma semana intensa de estudo, em que não conseguia dar atenção para quase nada além de leis e livros de Direito. Mas a trama é tão fluida, divertida e envolvente, que nem vi a história passar, e fiquei querendo mais.


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O sol também é uma estrela - Nicola Yoon

Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história.
Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois.
O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade? (Skoob)
YOON, Nicola. O sol também é uma estrela. Arqueiro, 2017. 288 p.


O encontro de Daniel e Natasha pode ter sido algo predestinado ou uma coincidência; o Universo pode ter dado uma forcinha ou foi apenas uma reação de suas escolhas; seja o que for não importa, porque esse encontro aconteceu e, agora, ambos têm apenas um dia para aproveitá-lo.

Natasha é uma imigrante ilegal da Jamaica nos Estados Unidos e em vez de estar em casa, arrumando as malas para ser deportada, ela está lutando para ficar, tentando arrumar um jeito de não ser mandada embora, porque aquele país é seu país, é seu lar.

Daniel é um americano-coreano de primeira geração, ou seja, é filho de pais coreanos nascido nos Estados Unidos, ou seja, seu dever é ser médico. Mas ele não quer medicina. Ele é um artista, um poeta.

Não existe muito o que se dizer além disso, porque o livro é sobre duas pessoas que se encontram, que são perfeitas uma para a outra, mas que não têm tempo para serem perfeitas uma para outra, porque todos os segundos estão contados, todos os segundos contam.

“Donald não sabe direito o que o Universo estava tentando dizer ao lhe tirar a filha única, mas o que aprendeu foi o seguinte: ninguém pode colocar preço em todas as perdas. E outra coisa: todas as nossas histórias futuras podem ser destruídas num único instante.”

No meio do caminho, várias histórias são contadas sobre vários personagens, histórias que aconteceram e ainda vão acontecer, histórias que se entrelaçam e se modificam, histórias que importam independente de quem seja, sobre o que seja.

Tudo gera uma reação, tudo foi causado por alguma outra coisa que aconteceu antes. Não existe uma coisa intocada, é como o primeiro capítulo do livro diz: "se você quiser fazer uma torta de maçã desde o início, precisa primeiro inventar o Universo".

Essa não é a história que eu imaginei quando comecei a ler, esperando algo parecido com Tudo e Todas as Coisas; o protagonismo não está nem nos personagens que acreditei. Daniel e Natasha são personagens de outra história, uma história mais importante – ao menos para mim isso foi assim: a Vida. E isso foi o melhor.

"As pessoas cometem erros o tempo todo. Erros pequenos, como pegar a fila errada para a caixa do supermercado. A fila onde está a mulher com cem cupons de desconto e um talão de cheques.
Às vezes a gente comete erros de tamanho médio. Vai para a faculdade de medicina em vez de ir atrás da nossa paixão.
Às vezes comete erros grandes.
Desiste."

Aprenda com os erros, aprenda com as coisas ruins que acontecem. E, se algo ruim te aconteceu, não seja uma daquelas pessoas que tentam fazer a mesma coisa para os outros, fazê-los sentir a mesma dor que sentiu... seja uma daquelas pessoas que tentam evitar que algo desse tipo aconteça, independente para quem seja.

O sol também é uma estrela é aquele livro que até ler o último capítulo, está na última folha, na última frase, palavra, letra... você ainda fica esperando pela felicidade, pelo “e viveram felizes para sempre”. Será que eles viveram? Viverão? Só lendo, embora isso não vá importar, porque o modo como é contado, como tudo é ligado é o que encanta.

FATO OBSERVÁVEL: o sol também é uma estrela. O sol também é uma estrela e existem várias no céu. O sol também é uma estrela, mas você pensa que ele é a mais importante e se esquece que existe várias outras iguais a ele. O sol também é uma estrela, mas ele é a mais importante porque é a nossa estrela. Você também é uma estrela. Você sempre pensa que sua história é a mais importante de todas, mas é apenas uma no meio de tantas; você pensa que é mais uma em meio a tantas, mas você é você e isso é importante.

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Novidades #197: Lançamentos Editoras Parceiras

Oi pessoal, tudo bem por aí? Como foi o feriado, deu para colocar as leituras em dia?

Só para animar mais um pouquinho o final de semana que vem por aí, vim mostrar alguns dos lançamentos de novembro das editoras parceiras aqui do blog. Não são muitos, já que muitas editoras não lançaram livros esse mês, mas parecem todos ótimos. Para mais informações, basta clicar nas capas:

Editora Intrínseca

 
Editora Arqueiro


 

E aí, quais vocês gostariam de ler?

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Eu perdi o rumo - Gayle Forman

Sinopse: Freya perdeu a voz no meio das gravações de seu álbum de estreia. Harun planeja fugir de casa para encontrar o garoto que ama. Nathaniel acaba de chegar a Nova York com uma mochila, um plano elaborado em meio ao desespero e nada a perder. Os três se esbarram por acaso no Central Park e, ao longo de um único dia, lentamente revelam trechos do passado que não conseguiram enfrentar sozinhos. Juntos, eles começam a entender que a saída do lugar triste e escuro em que se acham pode estar no gesto de ajudar o próximo a descobrir o próprio caminho.
Contado a partir de três perspectivas diferentes, o romance inédito de Gayle Forman aborda o poder da amizade e a audácia de ser fiel a si mesmo. Eu Perdi o Rumo marca a volta de Gayle aos livros jovens, que a consagraram internacionalmente, e traz a prosa elegante que seus fãs conhecem e amam. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a editora
FORMAN, Gayle. Eu perdi o rumo. Arqueiro, 2018. 240p.


Eu perdi o rumo conta a história de três personagens que estão perdidos e passaram por alguma perda. Freya é uma cantora que perdeu a voz, Nathaniel perdeu praticamente tudo e Harun é um muçulmano que tem medo de assumir quem é para não perder tudo também. Todos tem muitos mais histórias para vocês descobrirem.

Um aspecto muito legal do livro é como os três são muito diferentes e se unem. A Freya tem mãe branca e pai negro africano, o Harun é mulçumano e o Nathaniel é branco. Essa diversidade de etnias, raças e culturas é muito legal porque assim a gente descobre muito sobre diferentes culturas e eles também. É mais interessante ver pessoas se conhecendo que provavelmente não seriam tão próximas, porque nos Estados Unidos algumas pessoas andam muito só com a mesma etnia. Além disso, Harun namora uma pessoa negra que também é bem diferente e o fato de que ele faz várias coisas que não são consideradas certas para os muçulmanos, mas ainda assim parece ter fé, como cristãos são. Isso porque geralmente os islâmicos na ficção se comportam perfeitamente ou totalmente errado e, se você sequer vê eles fazendo algo da religião, parece que só fazem porque se sentem obrigados, ou só ligam para algumas partes que julgam os outros, como cristãos tendo preconceito enquanto são adúlteros e mil outras coisas. Inclusive você vê muito esse julgamento de mulçumanos na Internet contra famosos tipo o Zayn, e provavelmente tem zilhões de celebridades que se dizem de outras religiões e não seguem quase e não recebem tudo isso. Acho bom ver que o islã pode sim funcionar como essas religiões e não que se você não for perfeito em tudo já está no mármore do Inferno, ou mesmo que as pessoas achem isso, ver opções diferentes é legal. É assim que se acaba com estereótipos. Até o Nathaniel teve uma criação e vida muito diferentes do normal para os brancos, então no geral esse livro aqui é uma descoberta atrás de outra e não aquelas histórias que você já viu tantas vezes. Ele também é o único que não é de Nova Iorque.

Além das culturas, as personalidades deles e criação foram totalmente diferentes. Enquanto a Freya é famosa, o Nathaniel se considera invisível e o Harun de certa forma é, porque só vive o que a família quer para ele. Até a Freya verdadeira é invisível para falar a verdade, já que ela se tornou um produto e para isso ela teve que desistir de muitas coisas. Mas ainda assim ela é mais extrovertida, Harun se chama de covarde e Nathaniel é muito quieto e fechado.

O motivo que deixa mais legal não é só por estar dando diversidade, é porque essa diversidade fez toda a diferença nos problemas deles. Você não veria alguém como o Harun se ele fosse branco e a Freya tem várias particularidades da cultura etíope que fazem a diferença para não ser qualquer história de uma pop star. Uma das músicas pelas quais ela ficou conhecida é uma canção do país, por exemplo.

O livro é dividido em capítulos com o nome dos personagens, que são narrados por eles em primeira pessoa, e capítulos com nomes normais, sem nome de personagem, narrados em terceira pessoa, geralmente contando o que está se passando com os três juntos depois de se encontrarem. A gente vê como todos tem muitos problemas até além dessas perdas, e alguns são parecidos, por exemplo todos tem algo no quesito familiar. E assim, eu achei difícil gostar de várias pessoas nas histórias deles porque dá para ver o quanto eles os ferraram. Eles criam um laço muito legal também.

Eu gostei muito do livro. Ele é triste, divertido, romântico. Os personagens são bem construídos, com nuances, têm histórias interessantes, e suas trajetórias podem nos ensinar muito. E a chance de se relacionar com um deles é grande. Todos nos perdemos às vezes, seja no sentido literal de rotas da capa (que aliás, eu amo), ou no sentido interior, assim como passamos por perdas externas.

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Sem Escolha - Abbi Glines

Sinopse: Está cada vez mais quente na cidade litorânea de Sea Breeze, e Marcus Hardy encontrou o abrigo perfeito para passar os próximos meses de calor: o frequentado apartamento de Cage York. As garotas estão sempre entrando e saindo de lá, em sua maioria mulheres lindas que nunca ficam mais de uma noite. Quando Marcus chega, está apenas buscando curar seu coração ferido. Só que uma das frequentadoras mais assíduas da nova casa logo chama sua atenção. Willow – ou apenas Low – é a mulher com quem Cage pretende se casar. Mas os dois são completamente diferentes, e Marcus não entende como ela pode lidar tão bem com a infidelidade de Cage. No fundo, Low precisa mesmo é de um homem de verdade... bonito e sensível como Marcus. Porém, as coisas não são tão simples, e esse relacionamento vai se complicar de um dia para o outro, assim que um grande segredo for revelado. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora.
GLINES, Abbi. Sem Escolha. Sea Breeze #2. Editora Arqueiro, 2018. 224 p.


Sem Escolha é o segundo livro da Série Sea Breeze, da escritora Abbi Glines, publicado aqui no Brasil pela Editora Arqueiro. No livro anterior - Sem Fôlego - conhecemos Marcus Hardy, um jovem bonito e encantador que acabou se apaixonando por Sadie, protagonista principal do primeiro livro. 

Marcus cresceu sendo um jovem rico e privilegiado, contudo, desde cedo, sempre buscou a sua independência financeira, para que não fosse dependente do dinheiro do seu pai. A sua família está passando por um momento muito difícil e ele é obrigado a voltar para Sea Breeze, para ajudar a sua mãe e irmã, que estão abaladas psicologicamente com a recente traição do seu pai. 

Marcus está dividindo um apartamento com Cage York, um mulherengo que mantém o fluxo de garotas dentro e fora da sua cama bem intenso. Então não é novidade quando uma bonita ruiva aparece em sua porta procurando Cage, no entanto, ele logo repara que ela não é como as outras garotas e, pela primeira vez, desde a sua decepção amorosa com Sadie, Marcus sente que encontrou alguém por quem realmente valha a pena lutar. 

Willow é uma jovem bonita, que teve sua cota de sofrimento na vida, ela cresceu sendo abandonada por aqueles que amava e isso reflete muito na pessoa que ela é hoje, seu único porto seguro é Cage, o garoto da casa ao lado, que conhece suas dores mais profundas, mas, ao contrario do que todos pensam – inclusive o próprio Cage – ela o vê apenas como um irmão. Quando ela conhece Marcus, fica logo encantada com sua personalidade, contudo, eles terão que superar algumas adversidades para ficarem juntos, inclusive Cage, que diante da atual situação familiar dos dois, será o menor dos seus problemas. 

Sem Escolha foi uma leitura extremamente rápida e envolvente, foi impossível não torcer e me apaixonar pelo casal. Low é uma mocinha sofrida, que está passando poucas e boas com sua irmã extremamente egoísta, contudo, por amor a sua sobrinha, ela tenta fazer o melhor, afinal, o bebê não tem culpa alguma dos erros e escolhas que a sua mãe faz. 

Marcus está tentando superar o coração partido e manter sua família unida ao mesmo tempo, seu pai traiu sua mãe com uma de suas funcionárias e, infelizmente, isso destruiu o lar que ele cresceu, lidar com seus problemas pessoais e familiares não é uma tarefa fácil, mas quando Low entra em sua vida é como se ele encontrasse tudo o que sempre sonhou, e viver esse amor pode ser difícil, quando têm tantos problemas a serem superados. 

O romance entre Marcus e Low é bem fofo, eu adorei a forma como a autora trabalhou o envolvimento deles. Assim como o livro anterior, o romance é bem clichê e tem diversas situações que poderiam ter sido evitadas se os personagens tivessem sido sinceros um com o outro e esse foi o único ponto que me incomodou, a falta de uma comunicação sincera entre eles. 

Os personagens secundários foram, mais uma vez, de grande importância na trama, entre eles estão: Cage, o nosso mulherengo e protagonista do próximo livro; Amanda, irmã de Marcus, que também ganhará sua própria história; e a participação mais especial de todas, Larissa, a sobrinha de Low que roubou a cena diversas vezes com sua fofura. 

A narrativa é feita em primeira pessoa, alternando entre os personagens. A edição está bem simples e segue o mesmo padrão do livro anterior, folhas amareladas e letras confortáveis, não encontrei nenhum erro de diagramação. Essa capa é linda e tem tudo a ver com a história e os personagens. 

Com contexto geral, essa foi uma leitura agradável, que trouxe diversos ensinamentos acerca do perdão e do amor familiar. O próximo livro, como comentei anteriormente, contará a história de Cage e eu não vejo a hora de desfrutar dessa leitura.

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Um acordo e nada mais - Mary Balogh

Embora Vincent, o visconde Darleigh, tenha ficado cego no campo de batalha, está farto da interferência da mãe e das irmãs em sua vida. Por isso, quando elas o pressionam a se casar e, sem consultá-lo, lhe arranjam uma candidata a noiva, ele se sente vítima de uma emboscada e foge para o campo com a ajuda de seu criado. No entanto, logo se vê vítima de outra armadilha conjugal. Por sorte, é salvo por uma jovem desconhecida. Quando a Srta. Sophia Fry intervém em nome dele e é expulsa de casa pelos tios sem um tostão para viver, Vincent é obrigado a agir. Ele pode estar cego, mas consegue ver uma solução para os dois problemas: casamento. Aos poucos, a amizade e o companheirismo dos dois dão lugar a uma doce sedução, e o que era apenas um acordo frio se transforma em um fogo capaz de consumi-los. No segundo volume da série Clube dos Sobreviventes, você vai descobrir se um casamento nascido do desespero pode levar duas pessoas a encontrarem o amor de sua vida. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
BALOGH, Mary. Um acordo e nada mais. Clube dos Sobreviventes #2. Arqueiro: 2018. 304 p.


Vincent é um visconde que ficou cego no campo de batalha e tem sua vida guiada completamente pela mãe, pela avó e pelas irmãs, que decidem que agora é o momento perfeito para ele se casar e encontram uma dama que "não se importa" e "entende"... Vincent foge na primeira oportunidade com seu amigo e empregado. Depois de algumas viagens, ele decide ir para o único lugar que uma vez considerou seu lar, antes de receber o título de nobreza do seu falecido tio sem herdeiro. E cai novamente numa cilada. E é salvo por Sophia Fry.

Sophia sabe que as intenções do seus tios ao deixar Henrieta, sua prima, sair sozinha com Vincent no meio de uma festa para o escuro não são nada boas, bem como as consequências para si caso interfira, só que não esperava ser expulsa de casa com o dinheiro contado para uma passagem só de ida a Londres, sem nenhum tostão a mais. Ou que o visconde de Darleigh propusesse um casamento como solução. 

"Sentiu todo o terror da escuridão sem fim, de saber que se fechasse os olhos, como fazia naquele momento, e os reabrisse, como não fez, ainda estaria cego.
Para todo o sempre.
Sem alento.
Sem luz.
Nunca mais."

O tema de acordos e relacionamentos falsos já virou um desses clichês que amamos, que vivemos para ler mais um, porque cada história traz seu toque e sua forma de ver o mundo de um jeito diferente, e com Um acordo e nada mais não é diferente. Na minha opinião, teve duas diferenças marcantes de todos os outros: o protagonista masculino é cego e a trama é de época. Quantos romances de época já abordou um casamento falso? Você não se descasa, nesse tempo, apenas porque deu vontade; casamento é para sempre ou até que a morte os separe!

Desde o começo, Vincent e Sophia estão ciente desse fato, de que o casamento não terminará e de que, em algum momento, vão precisar ter um herdeiro (masculino, é claro; seria um ultraje o contrário). O acordo em si está no fato de que, dentro de um ano, se ela não ficar grávida, quando o casamento estiver estabilizado, Sophia poderá realizar seu sonho de viver numa casa pequena, com flores rodeando-a.

Claro, o (im)pensável por nós acontece. Eles se apaixonam um pelo outro.


"- Com frequência, não dizemos o que está nos nossos corações para aqueles que são mais próximos e mais queridos."

Estou surpresa pelo fato da história não ter grandes reviravoltas e um clímax angustiante e ainda sim ter ficado fisgada por ela, ter desejado mais uma folha, mais um capítulo, mais um livro dessa série de sobreviventes, por que um livro com personagens diversos e representativos e de época? Tem mais. Tem um clube deles, com tudo que são variedades e sobreviventes de guerra e uma mulher. Uma mulher!

A razão para isso, para eu ter gostado de Um acordo e nada mais, está nos acontecimentos pequenos e corriqueiros, nos detalhes que formam os personagens e compõe a história; são coisas variadas. Vincent não se vitimiza, tenta ser independente e não ser sufocado pela família. Sophia tem uma visão satírica do mundo; ela desenha imagens satíricas de todas as pessoas que não gosta, em que ela, uma ratinha, está sempre no canto, presente e visível, tão diferente do seu cotidiano. Eles dois criam histórias juntos, começando do nada e parando para que o outro possa dar continuidade e são ótimas. Ah, e eles conversam, realmente conversam. Tirando o elefante branco da sala, obviamente.

Infelizmente, há vários momentos em que as conversas se repetem, que os personagens param e reveem o que aconteceu e minha memória é ruim, mas não tão ruim assim para eu precisar me relembrar de tudo. Quanto a erros ortográficos, eu encontrei um de concordância que eu relevo, embora teve outro realmente significativo, que só sendo um erro para fazer sentido: trocaram o nome do personagem num meio de uma conversa para outro e o personagem em questão nem estava na conversa. 

"Por que a tristeza mexia mais com o coração do que a felicidade?"

Enfim, quero o resto da série para ler e esse é o segundo livro, mas, apesar de não ter lido o primeiro, não encontrei nenhuma dificuldades para entender. Claro, tem referências ao primeiro livro e spoilers, que já me fez saber qual é o clímax do primeiro livro e como tudo termina. Mas, se for que nem esse, saber o fim não será um problema, porque vamos concordar que o caminho é mais emocionante que o fim.


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Novidades #196: Lançamentos Editoras Parceiras

Oi pessoal, como está o domingo de vocês?

Com um pouco de atraso, quero mostrar alguns dos lançamentos das Editoras parceiras no mês de outubro. Como sempre, tem muita coisa boa e livros de todos os gêneros. Para conhecer mais sobre cada um, basta clicar na capa.

Editora Arqueiro

 

Editora Intrínseca


Ler Editorial


Editora Harlequin




Agora me contem: quais desses vocês gostariam de ler?

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Novidades #195: Lançamentos Editoras Parceiras

Oi pessoal, como vocês estão? Hoje vou mostrar alguns dos últimos lançamentos das editoras parceiras do blog e, como sempre, tem muita coisa boa, confiram só.

Quem quiser mais informações sobre os livros, basta clicar sobre a capa:

Editora Arqueiro

 

Editora Intrínseca


Editora Valentina




Quais vocês gostariam de ler?

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Novidades #193: Lançamentos Editoras Parceiras

Oi pessoal, como estão?

Hoje quero mostrar mais alguns dos títulos anunciados pelas Editoras parceiras recentemente, tem bastante coisa boa e com gêneros bem diversos. Para saber mais sobre os livros, basta clicar na capa. Confiram:

Editora Arqueiro


Editora Intrínseca

Ler Editorial


Editora Valentina


Harlequin Books Brasil




Quais vocês gostariam de ler?

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