Uma Loucura Discreta - Mindy Mcginnis

SINOPSE: Boston, 1890. Asilo Psiquiátrico Wayburne. Grace Mae vive um pesadelo: forçada a passar seus dias reclusa num manicômio, em meio a insanos de todo tipo, sobressaltada por gritos de horror a cada noite. Grace não é louca. Apenas não consegue esquecer os terríveis segredos de família. Terríveis o suficiente para calar sua voz – jamais ouvida por ninguém, a não ser ela mesma, dentro de sua mente brilhante. Mas, quando uma crise emocional violenta traz sua voz à tona, Grace é confinada em um porão escuro. É nesse momento em que ela conhece o dr. Thornhollow, um estudioso de psicologia criminal. Dona de um olhar aguçado e de uma memória prodigiosa, Grace passa a auxiliar o médico em investigações. Ambos escapam para uma instituição mais segura em Ohio, em busca de amizade e esperança. Mas a tranquilidade dura pouco: surge um assassino em série que ataca brutalmente jovens mulheres. Grace seguirá no encalço do criminoso, mesmo tendo de enfrentar seus próprios fantasmas. Em Uma Loucura Discreta, Mindy McGinnis explora com maestria narrativa a tênue linha entre sanidade e loucura, revelando o lado obscuro que existe em todos nós.
MCGINNIS Mindy. Uma Loucura Discreta. Plataforma21,2016,388p.

Grace Mae não é louca, mas passou por coisas que fariam qualquer um se tornar. Grávida, foi mandada para um asilo por seu pai, para que ficasse escondida da sociedade. Lá, ela vê coisas realmente perturbadoras, que marcam sua vida e a moldam de uma forma diferente.



No asilo, ela se fecha para preservar sua mente de toda a insanidade que a cerca, mas, em determinado momento, ela acaba agindo com violência e vai parar no porão, como uma forma de castigo. É aí que seu destino muda, e ela conhece Falsteed, um ser das trevas, que a ajuda a sair daquele lugar com o Dr. Thornhollow.

"Todos eles tinham seus terrores, mas pelo menos as aranhas que viviam nas veias da garota nova eram imaginárias. Grace aprendera havia muito tempo que os verdadeiros terrores deste mundo eram as outras pessoas."

Dr. Thornhollow é um médico conhecido pela cirurgias que faz em pessoas loucas. Essas cirurgias deixam as pessoas mais calmas, mas também sem personalidade alguma. Além disso, ele é um investigador, ajuda a polícia em casos de assassinato. Ele é muito inteligente e analisa muito bem as cenas, ligando fatos, conseguindo desvendar muitos mistérios.



Grace é muito bonita, inteligente e observadora, também. Ela consegue memorizar muito bem pequenas coisas que vê nas cenas de crime, algumas coisas que o próprio Dr. Thornhollow deixa passar. Assim, os dois formam uma bela dupla, em busca de um pouco de justiça.

- Eu vejo o sangue e penso na pessoa que o está vertendo, ao passo que a sua mente está focada somente em quem o derramou. Meus pensamentos se concentram nas pessoas, e os seus, no quebra-cabeça.
- E é exatamente por isso que eu preciso de você.

O machismo da época é muito evidente nesta obra, pois se o marido diz que sua esposa é louca, todos passam a acreditar, e, com apenas uma assinatura, uma mulher vai parar num asilo.



Sifilíticos também vão para esses asilos, pois, na época, os tratamentos não eram tão eficazes como são hoje, então,  eles eram isolados juntamente com os loucos.

Alguns personagens são muito interessantes, como Heedson e Croomes. Eles trabalham no asilo e são muito maus, não tem piedade nenhuma com os pacientes. Às vezes, parecia que eles, sim, eram os insanos no local.




Lizzie e Nell também me chamaram muita atenção: uma é sifilítica, e a outra diz que há um barbante próximo de sua orelha, que conta tudo o que acontece no asilo. Elas viraram amigas de Grace quando ela foi para o asilo de Ohio, e são muito espertas! Tem tantos personagens na história, que não dá pra mencionar todos. Mas posso dizer que a autora fez um bom trabalho ao moldar a personalidade de cada um.



A escrita de Mindy McGinnis é muito envolvente, leva-nos além, não dá vontade de parar de ler. O livro é consideravelmente extenso, possui 388 páginas, mas dá pra ler rapidinho!

Mesmo não sendo um terror explícito, tem lado psicológico bem interessante, e quando as investigações começam, parece uma aventura de Sherlock Holmes, só que com um pouco mais de loucura ao redor!

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Novidades #160: Lançamentos de Março Arqueiro & Sextante

Olá pessoal, como estão?

Março veio cheio de novidades das Editoras, e hoje eu vou mostrar para vocês os lançamentos do mês publicados pela Arqueiro e Sextante. Vem conferir, porque tem muita coisa boa:

O sol também é uma estrela, de Nicola Yonn

Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história.
Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois.
O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?


A chave de Rebecca, de Ken Follet

Norte da África, Segunda Guerra Mundial. As tropas britânicas na região estão sofrendo perdas significativas. Não há dúvidas de que alguém está informando o inimigo sobre os movimentos e planos estratégicos do exército britânico.
O espião é conhecido por seus compatriotas alemães como Esfinge, mas para todos os outros é o empresário europeu Alex Wolff. Após cruzar o deserto, ele chega ao Cairo, no Egito, munido de um rádio, uma lâmina letal e um exemplar do livro Rebecca, de Daphne du Maurier. Violento e implacável, ele está disposto a tudo para cumprir a missão que recebeu.
Para isso, conta com a ajuda de uma dançarina do ventre tão inescrupulosa quanto ele.
O único homem capaz de detê-lo é William Vandam, oficial da inteligência britânica que precisa desvendar o enigma do Esfinge para interromper o avanço dos nazistas.
Ao mesmo tempo que os alemães chegam cada vez mais perto da vitória final, Vandam também se aproxima de seu adversário, da chave que revela o código escondido no livro – e do combate mortal do qual apenas um deles sairá vencedor.

Irmãos de Sangue, de Nora Roberts

A misteriosa Pedra Pagã sempre foi um local proibido na floresta Hawkins. Por isso mesmo, é o lugar ideal para três garotos de 10 anos acamparem escondidos e firmarem um pacto de irmandade. O que Caleb, Fox e Gage não imaginavam é que ganhariam poderes sobrenaturais e libertariam uma força demoníaca.
Desde então, a cada sete anos, a partir do sétimo dia do sétimo mês, acontecimentos estranhos ocorrem em Hawkins Hollow. No período de uma semana, famílias são destruídas e amigos se voltam uns contra os outros em meio a um inferno na Terra.
Vinte e um anos depois do pacto, a repórter Quinn Black chega à cidade para pesquisar sobre o estranho fenômeno e, com sua aguçada sensibilidade, logo sente o mal que vive ali. À medida que o tempo passa,
Caleb e ela veem seus destinos se unirem por um desejo incontrolável enquanto percebem a agitação das trevas crescer com o potencial de destruir a cidade.
Em Irmãos de sangue, Nora Roberts mostra uma nova faceta como escritora, dando início a uma trilogia arrebatadora em que o amor é a força necessária para vencer os sombrios obstáculos de um lugar dominado pelo mal.

Quando a Bela domou a Fera, de Eloisa James

Eleito um dos dez melhores romances de 2011 pelo Library Journal, Quando a Bela domou a Fera é uma deliciosa releitura de um dos contos de fadas mais adorados de todos os tempos. Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.
Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.
No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?

Jardins da Lua, de Steven Erikson

Desde pequeno, Ganoes Paran decidiu trocar os privilégios da nobreza malazana por uma vida a serviço do exército imperial. O que o jovem capitão não sabia, porém, era que seu destino acabaria entrelaçado aos desígnios dos deuses, e que ele seria praticamente arremessado ao centro de um dos maiores conflitos que o Império Malazano já tinha visto.
Paran é enviado a Darujhistan, a última entre as Cidades Livres de Genabackis, onde deve assumir o comando dos Queimadores de Pontes, um lendário esquadrão de elite. O local ainda resiste à ocupação malazana e é a joia cobiçada pela imperatriz Laseen, que não está disposta a estancar o derramamento de sangue enquanto não conquistá-lo.
Porém, em pouco tempo fica claro que essa não será uma campanha militar comum: na Cidade do Fogo Azul não está em jogo apenas o futuro do Império Malazano, mas estão envolvidos também deuses ancestrais, criaturas das sombras e uma magia de poder inimaginável.
Em Jardins da lua, Steven Erikson nos apresenta um universo complexo de cenários estonteantes e ações vertiginosas que mostram por que esta é considerada uma das maiores sagas épicas.

Senhora das Águas, de Pedro Siqueira

Psicóloga experiente, Gabriela sempre tratou a religião como crendice ou truque da mente. Quando sua mãe fica doente, ela acaba se aproximando do capelão do hospital, padre José, mais em busca de apoio do que por uma questão de fé. Após o falecimento da mãe, Gabriela mantém contato com o sacerdote, confortável pelo fato de ele não procurar convertê-la.
Porém, depois de pouco mais de um mês, a psicóloga tem uma notícia devastadora: uma grave doença se alastra por seu corpo. Como lidar com a mente dos pacientes se a sua própria já não parece funcionar mais?
Ao revelar o caso a padre José, Gabriela recebe um conselho: viajar para Lourdes, uma cidade famosa pelos milagres de cura. Mesmo sem a mínima confiança e determinação, ela decide partir em peregrinação para lá.
É nessa jornada que Gabriela começa a relembrar toda a sua vida desde a infância, e assim emergem muitas questões filosóficas e existenciais. Sem saber o que a aguarda na Europa, ela sente que uma presença poderosa a acompanha e que, talvez, lá possa encontrar as respostas para as dúvidas que lhe afligem a alma.
No primeiro livro de sua trilogia de ficção dedicada a Nossa Senhora, Pedro Siqueira mantém a escrita próxima do leitor sem deixar de lado assuntos profundos da espiritualidade, mas sempre mostrando que o melhor caminho está no nosso interior.

Senhora dos Ares, de Pedro Siqueira

Durante a Segunda Guerra Mundial, uma esquadrilha da Força Aérea dos Estados Unidos não consegue completar uma missão na Itália devido a um fenômeno inexplicável. Quando sobrevoam o monte Gargano, os militares têm uma visão sobrenatural que os aterroriza e os faz voltar para a base.
O que poderia ser apenas um ataque militar frustrado acaba se tornando o ponto de partida para a conversão de dois oficiais. Curiosos para desvendar o misterioso evento, Connors e Bloom vão até um convento na cidade de San Giovanni Rotondo, onde pode estar a resposta para suas dúvidas.
Muitos anos depois, no leito do hospital, Connors sente que ainda precisa completar a missão de dar um rumo à vida do filho, Rafael, e lhe entrega um envelope, pedindo que o abra após sua morte. Quando é chegada a hora, o rapaz se depara com um bilhete contendo o último pedido de Connors: ele deve partir para uma cidade desconhecida à procura do que o pai chama de “verdadeiro caminho”.
Essa viagem permitirá que o jovem relembre todas as fabulosas histórias do pai e inicie uma jornada de autoconhecimento, abalando seus conceitos sobre a vida, a fé e o amor.
No segundo livro da trilogia iniciada com Senhora das águas, Pedro Siqueira constrói mais uma história tocante sobre a busca pela espiritualidade, retomando sua forte conexão com Nossa Senhora.

Esses lançamentos são apenas alguns que eu selecionei para mostrar, mas ainda tem outros livros que chegam às livrarias nesse mês. Quer conferir? Basta visitar o site da Editora Arqueiro ou da Editora Sextante.


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Lobo por Lobo - Ryan Graudin

Sinopse: O Eixo ganhou a Segunda Guerra Mundial, e a Alemanha e o Japão estão no comando. Para comemorar a Grande Vitória, todo ano eles organizam o Tour do Eixo: uma corrida de motocicletas através das antigas Europa e Ásia. O vencedor, além de fama e dinheiro, ganha um encontro com o recluso Adolf Hitler durante o Baile da Vitória. Yael é uma adolescente que fugiu de um campo de concentração, e os cinco lobos tatuados em seu braço são um lembrete das pessoas queridas que perdeu. Agora ela faz parte da resistência e tem uma missão: ganhar a corrida e matar Hitler. Mas será que Yael terá o sangue frio necessário para permanecer fiel à missão? (Skoob)
GRAUDIN, Ryan. Lobo por lobo. #1. Editora Seguinte, 2016. 360 p.


Como seria o mundo se a Alemanha tivesse vencido a Segunda Guerra Mundial? É com essa pergunta que Ryan Graudin desenha a trama de Lobo por Lobo e reinventa a realidade a partir de um dos maiores "E se..." da história da humanidade. Sua ousadia literária resultou em um enredo original, extremamente envolvente e repleto de reflexões sobre o que poderia ter sido.

Yael, protagonista do livro, havia sido submetida a experimentos em um campo de concentração quando criança, em uma tentativa de fazer seus traços semelhantes aos dos alemães. O experimento, entretanto, permitiu que seus traços se transformassem a tal ponto que ela podia assumir qualquer fisionomia que desejasse. Como membro da resistência, ela assume a identidade de Adele Wolfe, com a missão de vencer o Tour do Eixo, se aproximar do führer e matá-lo.

"- Estamos fazendo progresso. - O sorriso do dr. Geyer aumentou, como se seus lábios fossem abertos por um pé de cabra. Ele devolvia a prancheta para a enfermeira, rolava o banquinho até a mesinha prateada onde as agulhas ficavam organizadas em fileira. Dentes de prata, querendo enfiar veneno na pele de Yael. Enchê-la de mais dois dias de ardor e agonia. Mudá-la de dentro para fora. Tirar todas as cores, os sentimentos e a humanidade de dentro dela. Drenar, drenar, drenar, até não sobrar nada.
Só o fantasma de uma menina. Uma casca oca.
Progresso."

Lobo por Lobo traz em suas páginas um enredo eletrizante. Grande parte da trama se desenrola no decorrer do Tour do Eixo, uma corrida de motos na qual vida e morte estão em jogo, e cujo percurso perpassa toda a Europa, parte da África e Ásia. Não sou grande fã de corridas, então deduzi que ficaria entediada com essas cenas, mas a autora consegue narrar esses trechos com tanta paixão e intensidade que é difícil não ficar grudada a cada palavra. Além disso, o perigo está em cada quilômetro, e a tensão deixa o tédio bem longe.

E não é só Yael que se destaca durante o livro. Fiquei centenas de vezes com o coração dividido entre Luka e Felix, tão doces por trás de toda a carranca e briga por posições. Esses rapazes tocaram meu coração apesar de tudo, e eu fiquei muito curiosa para saber mais do passado entre eles e a verdadeira Adele, e também se em algum momento eles reencontrarão Yael.

O mais interessante da história é que Ryan Graudin utilizou aspectos verídicos do governo de Adolf Hitler para embasar sua trama. A cruz de ferro, a Gestapo, as operações militares e a ideia de construção da "capital do mundo", a Germânia, são apenas alguns dos elementos reais que estão presentes no livro. A própria autora comenta, em uma nota ao final do livro, sobre a origem de alguns detalhes de seu texto. Tudo isso misturado, é claro, a uma boa dose de liberdade criativa.

A maior liberdade criativa do livro, aliás, é a metamorfia de Yael. Claro que isso é fantasioso e muito improvável de acontecer, mas os experimentos dos alemães de fato ocorriam naquela época e a autora explica que optou por incluir esse elemento fantástico para fazer os leitores refletir sobre a real importância da aparência. Yael pode se transformar em qualquer pessoa, mas não lembra sua própria aparência, então é difícil dizer em que padrões ela se enquadraria. Provavelmente, em nenhum deles, porque ela não reflete o que é de verdade, Yael só existe por trás de cada rosto que assume.


"[...] Às vezes (muitas vezes) não restava nada para o luto se alimentar. Yael era uma tela em branco. Um cabide com uma pele bonita pendurada nele.Quem é você? (Por dentro?)
A resposta para aquela pergunta era algo por que ela precisava lutar. Seu reflexo não era reflexo nenhum. Era um espelho estilhaçado. Algo cujas peças precisava juntar, várias e várias vezes. Memória por memória. Perda por perda. Lobo por lobo."

O livro termina com uma grande reviravolta, daquelas de deixar qualquer leitor doente de ansiedade pelo próximo livro. Para quem gosta de uma história repleta de adrenalina, ou se interessa por possibilidades históricas, Lobo por Lobo é uma ótima opção. Gostei muito da trama criada por Graudin e, agora, além da expectativa pelo próximo livro da série, fiquei curiosa para ler A Cidade Murada, também escrito pela autora.

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Especial #20: Dia Internacional da Mulher

Créditos da Imagem: Momentum Saga

Nesse dia 8 de março, a Editora Intrínseca convidou os blogs parceiros para falarem sobre o Dia Internacional da Mulher e, sendo esta uma data tão especial para aquelas que batalham diariamente por seu lugar no mundo, como eu, acho que não poderia deixar esse momento passar.

Toda mulher sabe as bênçãos e os pesares que carrega consigo pelo simples fato de ser mulher. Não é algo que você fez, não é algo que conquistou ou desmereceu, você simplesmente é, e isso traz consigo uma enormidade de empecilhos e dificuldades que homem nenhum precisaria enfrentar, não por questão de gênero, pelo menos. É difícil, é injusto, é doloroso. E o simples fato de não concordar com um discurso machista ou discutir sobre ideias erradas que maculam a sociedade colocam sobre a mulher mais uma etiqueta, quando é exatamente isso que se quer eliminar.

As dificuldades se irradiam para todas as áreas, inclusive para a literatura. Não faz muito tempo que foi permitido às mulheres que se dedicassem a escrever, mesmo porque muitas delas nem podiam guiar a própria vida até algumas décadas atrás. Além disso, a atividade era reservada aos homens. Mesmo depois que conquistaram algum espaço no mercado, por muito tempo as obras femininas ficaram restritas aos romances de "mulherzinha". Até hoje, alguns resquícios dessa consciência limitada persistem. Para quem quiser refletir sobre o assunto, encontrei alguns textos interessantes no site Confeitaria, intitulados Mulheres, literatura e mais uma provocação e Escrever como um homem?.

Felizmente, algumas coisas estão mudando. Aos poucos, mas estão. Hoje as mulheres têm consciência do quanto foram podadas e brigam, não para tomar o espaço masculino, mas conquistar seu próprio lugar. Não se quer discutir superioridade, mas igualdade, apenas.

Graças a Deus tenho vivido essa época de mudanças e, entre os grandes presentes que temos ganhado nos últimos anos, posso citar as diversas autoras que têm sido publicadas e nos brindam com obras incríveis, das quais seríamos privadas se as mudanças não tivessem ocorrido. Mulheres que, por meio de suas obras, trazem ainda novas reflexões e discussões sobre o que se tem vivido atualmente.

Dentre essas autoras, podemos citar Liane Moriarty, que traz em seus livros temas complexos, como a importância de nossas próprias escolhas, sobre convenções sociais, sobre o peso dos relacionamentos, da violência doméstica, de manter as aparências, entre muitos outros assuntos cotidianos e tão importantes de serem debatidos.


Também entre elas, Jojo Moyes pode se apresentar como uma autora de romances aparentemente de "mulherzinha", mas suas obras vão muito além de uma história de amor qualquer. Suas tramas são complexas, com enredos paralelos bem construídos e o amor está lá sim, mas ele é apenas um dos elementos que compõem o todo. Até porque, no caso da autora, é o amor que dá aos personagens a garra necessária para lutar por aquilo que querem, por aquilo que acreditam, ou a força necessária para simplesmente aceitar o inaceitável, em alguns casos.


Podemos citar também Gillian Flynn, que definitivamente foge do convencional do que se espera de uma mulher. Suas obras não são doces, açucaradas e nem ao menos femininas. Suas personagens são fora do padrão, problemáticas, algumas vezes até psicóticas. Mas vamos ser sinceros: são geniais. A autora escreve um suspense como ninguém e consegue traçar voltas simplesmente inacreditáveis - e incríveis.


Sejam ainda Anna Lyndsey, que conseguiu vencer as dificuldades de uma forte sensibilidade à luz e narrou em um livro suas memórias, Kate Bolick, que deu a cara a tapa e abordou o universo feminino e as imposições sociais de maneira sincera, para demonstrar que as mulheres têm o direito de escolher a própria vida, ou Elena Ferrante, que desconstrói o mito da maternidade perfeita em uma obra ousada e genuína, todas essas autoras têm uma coisa em comum: elas mostram que nós podemos ter a vida que quisermos, seguir a carreira que escolhermos para nós mesmas, expor ou não nossas dificuldades. Tudo isso é uma escolha nossa, e só depende de nós ir atrás do que queremos.


Talvez tenhamos que lutar mais que os homens para chegar ao mesmo lugar, isso é verdade. Talvez sejamos julgadas por alguns atos no meio do caminho. Mas isso vai nos impedir de fazer alguma coisa? Tenho certeza que não, porque somos mulheres, somos guerreiras e temos a nosso favor a falsa impressão de que somos o sexo frágil, mas na verdade, todas nós guardamos nossas leoas para o momento certo.

Eu usei da literatura para descrever algumas das mudanças que temos conquistado, mas elas são muito mais profundas do que um simples texto poderia descrever. Ainda há muito pelo que lutar, isso é certo, mas nos acomodarmos com a maneira como as coisas estão não é uma opção.

Parabéns mulheres, pelo nosso dia. Parabéns pelas lutas diárias que temos que empreender e muita força para lutar, com unhas e dentes, por aquilo que queremos.

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Garota Interrompida - Susanna Kaysen

Sinopse: Quando a realidade torna-se brutal demais para uma garota de 18 anos, ela é hospitalizada. O ano é 1967 e a realidade é brutal para muitas pessoas. Mesmo assim poucas são consideradas loucas e trancadas por se recusarem a seguir padrões e encarar a realidade. Susanna Kaysen era uma delas. Sua lucidez e percepção do mundo à sua volta era algo que seus pais, amigos e professores não entendiam. E sua vida transformou-se ao colocar os pés pela primeira vez no hospital psiquiátrico McLean, onde, nos dois anos seguintes, Susanna precisou encontrar um novo foco, uma nova interpretação de mundo, um contato com ela mesma. Corpo e mente, em processo de busca, trancada com outras garotas de sua idade. Garotas marcadas pela sociedade, excluídas, consideradas insanas, doentes e descartadas logo no início da vida adulta. Polly, Georgina, Daisy e Lisa. Estão todas ali. O que é a sanidade? Garotas interrompidas. Um relato pessoal, intenso e brutal que nos faz refletir sobre nosso papel na sociedade. Garota, interrompida é uma leitura obrigatória, que inspirou o filme homônimo sucesso de bilheteria que concedeu a Angelina Jolie seu papel mais importante e o Oscar de melhor atriz coadjuvante. (Skoob)
KAYSEN, Susanna. Garota Interrompida. Editora Única, 2013. 189 p.


Há muito tempo, eu tentava ler Garota Interrompida. Era um daqueles livros que você sabe que é bom, mas que nunca chega o momento certo para ler, e você não sabe o motivo.


A narrativa é feita pela própria autora, Susanna, que descreve em capítulos curtos, três ou quatro páginas, situações que viveu e presenciou dos dezessete aos vinte anos, durante os anos de 1968 e 1969, no fim da Guerra do Vietnã, quando esteve internada em um hospital psiquiátrico, após um surto que a levou a uma tentativa de suicídio e a uma posterior fuga da realidade.

O relato de Susanna é feito de forma não linear, ou seja, em alguns capítulos, não temos certeza da ordem temporal em que eles aconteceram. Mais que isso: em algumas partes, a sensação que temos, é que Susanna não tem certeza do quão real foi uma ou outra passagem. Ela mesma reconhece isso e se diz confusa, principalmente nas partes em que é necessário especificar um intervalo de horas entre um acontecimento e outro.


Antes do início de alguns capítulos, existem reproduções de suas fichas de internação, acompanhamento médico, psiquiátrico e de diagnóstico, que não servem apenas para ilustrar a obra, mas para ajudar o leitor a entender o que está acontecendo com Susanna, bem como a diferenciar o que ela sente, do que os médicos dizem que ela sente.

A história de Susanna, durante esses quase dois anos, se mistura com a de sua colega de quarto, Georgina, que vaga entre a fantasia e a realidade; com a de Lisa, uma viciada sociopata, que sempre encontrava uma forma de fugir do hospital, para ser trazida de volta poucos dias depois; com a de Polly, uma garota que ateou fogo no próprio corpo, numa tentativa de suicídio; e com a de Daisy, viciada em medicamentos, entre eles, laxantes.


Através da convivência com essas outras pacientes, passamos a conhecer um pouco da vida de cada uma, nunca com muito detalhe, mesmo porque parece que os detalhes se perderam entre medicamentos e o tempo, mas o suficiente para conseguirmos ter o coração apertado por seus dramas. Como os períodos em que Polly toma conhecimento do quando deformou seu próprio corpo e se desespera; ou quando Lisa tem surtos histéricos e faz comparações com as picadas de agulhas que tem nos braços; ou quando Georgina parece ser a mais normal, para, logo em seguida, divagar entre sonhos; ou quando Daisy bola planos e desculpas para conseguir mais remédios; ou, principalmente, quando acompanhamos o sofrimento de Susanna por ter consciência de tudo o que acontece com suas companheiras, mas não consegue ter consciência do que acontece com ela própria.

Um ponto em comum entre todas as histórias, é a indiferença dos familiares, que parecem apenas querer que o problema desapareça, e jogam as garotas no hospital à própria sorte do tratamento. E escassez de visitas são equivalentes à falta de interesse.


Garota Interrompida é uma leitura rápida, mas intensa, que transmite ao leitor a dificuldade que é conseguir vencer perante a perda da realidade. Isso fica muito bem demonstrado no final do livro, quando, alguns anos após Susanna receber alta, ela se encontra, acidentalmente, com Lisa no meio da rua, pouco antes de ser explicado o título do livro. É muito comovente a conversa das duas, após tudo pelo que passaram, e por causa das cicatrizes psicológicas que ficaram. Porque mesmo que algo seja curado, as cicatrizes sempre ficam. Sempre.

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Leituras do Mês: Fevereiro


Oi pessoal, como foi o fevereiro de vocês? Aqui foi tranquilo, e as leituras foram bastante boas.

O primeiro livro que li em fevereiro foi A Química, nova obra de Stephenie Meyer publicada pela Editora Intrínseca, bem diferente dos outros livros lançados pela autora, mas eu adorei. Steph ainda tem aquele jeito envolvente de escrever, e os personagens do livro são demais. Vocês podem conferir a resenha neste link.

Li também Ainda estou aqui, da Alfaguara, do Grupo Companhia das Letras. Trata-se de uma biografia e, apesar de não curtir muito o gênero, gostei muito de ter feito a leitura. Esse foi o livro do mês para resenha no Roendo Livros, da Ana, e a resenha já está disponível lá. Quando eu puder, publico aqui também.

Ao seu encontro, da Editora Arqueiro, foi o terceiro livro do mês. Gostei de ter conhecido uma das histórias escritas por Abbi Glines e, apesar de ter alguns aspectos que me incomodaram um pouco, é uma boa leitura de entretenimento. Li o livro em dois dias e a resenha já pode ser vista aqui.

A última leitura do mês foi Cela sem portas, que recebi do autor Marcel Trigueiro. O livro é um romance policial muito bem construído e eu adorei. Devorei ele em poucos dias e a resenha foi publicada ontem.

Também tivemos conteúdos ótimos dos colunistas no último mês. O Carlos publicou resenhas de A face dos deuses, O medo mais profundo, Adeus, Promessas e Jantar Secreto. A Débora resenhou Loja de Conveniências e O lago místico e a Thuanne comentou Simplesmente amor. A resenha da Marlene esse mês foi Seduzida por um guerreiro escocês e a da Ana foi Vida Dupla.

Agora me contem: quais foram as leituras de vocês em fevereiro?

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Cela sem portas - Marcel Trigueiro

Sinopse: Portador de uma forma rara de esclerose, Miguel consegue mover apenas os olhos, pálpebras e parte da mão direita, o que lhe permite ter um mínimo de independência para portar-se normalmente no mundo cibernético e sair-se relativamente bem na escola. Como ontem foi dia dos professores, Miguel redigiu e sua mãe transcreveu de próprio punho uma pequena carta que pretendem entregar à professora preferida dele, numa singela homenagem, assim que ela chegar para dar aula.
Nessa mesma manhã excepcionalmente quente de primavera, pouco mais de quinze pessoas são feitas reféns por dois homens armados dentro de um ônibus próximo à Lagoa Rodrigo de Freitas. Tirar as vítimas das garras daqueles sequestradores deveria ser competência exclusiva das forças policiais cariocas. Entretanto, depois que a Polícia Civil começa a agir e a imprensa monta seu aparato para que todo o país fique ciente do que está acontecendo, uma fatalidade faz com que o agente federal de Inteligência Matheus Erming entre na operação. A partir daí, a situação vai ficando cada vez mais desesperadora para todos os que acompanham o sequestro.
Para Miguel e sua mãe, que assistem a tudo na escola, o desespero e a sensação de impotência são amplificados quando se deparam com uma dura realidade e uma possibilidade talvez não tão remota. A realidade: a professora não chegará a tempo para a aula. A possibilidade: que aquela carta jamais seja lida. (Skoob)
TRIGUEIRO, Marcel. Cela sem portas. Independente, 2016. 324 p.


Em 2013, quando li O próximo alvo, primeiro livro do autor Marcel Trigueiro, comentei sobre o potencial de torná-lo uma daquelas séries policiais com romances independentes, utilizando-se dos mesmos personagens, e destaquei o fato de que eu adoraria ler se algo assim fosse publicado. Coincidência ou não, foi isso que o autor fez: em Cela sem portas temos uma história completamente nova, ainda mais instigante que a primeira, mas com a participação de personagens já conhecidos do livro anterior. Se eu gostei? Eu adorei, e vou tentar colocar em palavras para vocês o porquê.

Uma das coisas que eu apreciei em ambos os livros do Marcel é que ele se arrisca em gêneros e estilos literários que eu quase não vejo de autores nacionais. O romance policial criado por ele se embrenha em tramas complexas, com uma quantidade enorme de personagens, sem se perder nos detalhes ou na construção do todo. Cada acontecimento é importante, cada cena refletirá no desfecho, e conseguir montar todo esse quebra-cabeças de forma consistente mostra um domínio do texto que eu só tinha visto antes em poucas obras. Algo parecido com o que é feito por Dan Brown, com a diferença de que as tramas são cem por cento nacionais nesse caso.

Cela sem portas se destacou para mim ainda por outros elementos. Entre eles posso citar a dinâmica do texto, de capítulos curtos, divididos por minutos do relógio, que demarcavam a corrida contra o tempo para libertar os reféns do ônibus e evitar novas mortes. Essa esquematização disparava a ansiedade, daquelas que levam a ler incessantemente, até chegar ao desenlace.

Os diversos pontos de vista das pessoas envolvidas naquele tormento contribuíram também para visualizar a real proporção daquele acontecimento. Não se tratava apenas de bandidos versus polícia, mas de toda a estrutura de segurança pública, dos representantes políticos e dos inocentes afetados direta ou indiretamente por aquele ato, e Marcel conseguiu demonstrar magnificamente o quanto todos, de alguma forma, eram afetados por ele. Aliás, acho até que o livro se tornou mais interessante, no meu ponto de vista, por sua trama política e social, tão mais presente na nossa realidade que as minúcias da tecnologia, que havia sido foco do livro anterior.

Outro aspecto que me agradou foi a abordagem sobre pessoas com deficiência. O assunto já tinha sido inserido no livro anterior, mas não com tanto destaque quanto agora, já que os personagens levavam uma vida tão normal que a deficiência era apenas uma das partes deles. Em Cela sem portas, destacou-se a existência de deficiências graves a ponto de impedir atos básicos da vida, como falar e comer, mas, o mais interessante, foi a forma como o autor demonstrou que, apesar da aparência inanimada, também essas deficiências podem ser apenas mais uma parte das pessoas que as têm. Miguel, por exemplo, só tinha controle sobre seus olhos e algum movimento nos dedos, porém, ao seu modo, manifestava-se como qualquer outro e e não perdia nada em inteligência. O personagem me despertou um carinho especial e terminei o livro com lágrimas nos olhos por causa dele.

Marcel Trigueiro já tinha demonstrado um trabalho ótimo em O próximo alvo, mas é visível seu crescimento como autor em Cela sem portas. O livro tem uma trama bem amarrada, envolvente e extremamente ágil, além de ter deixado para trás os poucos pontos negativos que eu havia citado quanto à primeira obra. Para quem procura um livro nacional intenso e rico em detalhes, que conta ainda com intrigas políticas e reflexões sociais, vale a pena apostar nesse. O livro está à venda na Amazon.

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Novidades #159: Tour Quarteto Smythe-Smith


Fãs de Julia Quinn e de romances de época, já viram o tour que a Editora Arqueiro programou pelo país? A autora passará por seis grandes cidades para falar de seus novos livros: Quarteto Smythe-Smith, a partir deste domingo.

Confira as datas e saiba mais detalhes no link do evento no facebook:

5/3 - Nova Iguaçu | 6/3 - Belo Horizonte | 7/3 - Brasília
9/3 - São Paulo | 10/3 - Curitiba | 12/3 - Rio de Janeiro

Triste que a autora não passará aqui por Florianópolis, mas se alguém tiver oportunidade de conferir, tenho certeza de que valerá a pena.

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O mais desejado dos Highlanders - Maya Banks

Fonte da imagem: Gettub
Sinopse: Genevieve McInnis está presa no castelo McHugh, no cativeiro de um líder cruel que tem grande prazer em mantê-la distante de qualquer outro homem. Mas, quando Bowen Montgomery invade os portões em uma missão de guerra, Genevieve redescobre a vontade de viver. A sensualidade robusta de Bowen atiça nela uma sensação profunda que anseia por ser prolongada mediante carícias pacientes e gentis. Algo quente, louco e tentador. Bowen toma conta do castelo de seu inimigo, despreparado para a misteriosa e reclusa mulher que captura seu coração. Ele está encantado com sua determinação feroz, sua beleza incomum e sua força silenciosa e infalível. Contudo, para cortejá-la, será necessário mais do que a habilidade de um sedutor experiente. Ele descobre que amar Genevieve significa devolver a liberdade que lhe foi roubada, mesmo isso que signifique perdê-la para sempre. (Skoob)
Maya Banks. O mais desejado dos Highlanders. Editora Universo dos Livros, 2016. 400 p.


O mais desejado dos Highlanders é o segundo livro da trilogia Montgomery e Armstrong, da escritora Maya Banks, publicado aqui no Brasil pela Editora Universo dos Livros. Nesta história, iremos conhecer Bowen, que é irmão do Graeme, personagem principal do livro Seduzida Por Um Guerreiro Escocês (você pode ler a resenha, AQUI).

"Estou contente com isso, porque é verdade que és mais bonita para mim do que mil vezes o entardecer das Terras Altas."

Em O mais desejado dos Highlanders, seremos introduzidos aos eventos da obra anterior, por isso é essencial que os livros sejam lidos na ordem, para que haja um melhor entendimento dos fatos.

Os irmãos Bowen e Teague, junto com os irmãos de Eveline, estão a caminho do castelo McHugh para matar Patrick, pai de Ian McHugh. No entanto, ao chegar, descobrem que Patrick fugiu, levando consigo as riquezas do clã e abandonando seu povo à própria sorte.

"Sim, ela era toda errada para ele, mesmo assim, ele era atraído por ela como uma mariposa para a chama."


Genevieve McInnis é desprezada pelo clã McHugh e, mesmo assim, ainda parte em defesa de um povo que só lhe maltratou e que a humilhou constantemente. Depois de ser sequestrada por Ian, quando ia ao encontro do seu noivo para o casamento, ela foi levada ao castelo dos McHugh, onde viria a sofrer durante um ano.

Genevieve teve abusos fiscos e psicológicos, tanto por parte de Ian, como de todo o clã, sendo apelidada de prostituta, e, por isso, aprendeu a manter a guarda alta. No entanto, mantém viva a esperança de que os Montgomery e Armstrong tenham piedade dela e a coloquem em uma abadia, já que, para sua família, ela está morta, como todas as pessoas que a acompanhavam naquele fático dia, e só o simples pensamento que expor seus pais aos mesmos males que sofreu, a repelem.

"É melhor que minha família acredite que eu esteja morta, como foi reportado a um ano atrás. Eu nunca poderia encará-los. Nunca poderia envergonhá-los mais ainda. Nenhum homem iria querer a meretriz de Ian McHugh."


Bowen Montgomery é conhecido por sua beleza, e seus irmãos não perdem uma oportunidade de fazer esse fato conhecido. Então, quando ele conhece Genevieve, que inspira nele um enorme sentimento de proteção, não pode evitar os sentimentos que surgem nele.

O romance é desenvolvido aos poucos, já que Genevieve aprendeu a temer todos os homens. No entanto, ela reconhece o espirito guerreiro que há em Bowen. Ele é honrado, amoroso, forte, bonito, carinhoso, e não mede esforços para fazer ela se sentir bem e querida. Ele quer, acima de tudo, que ela seja feliz, mesmo que para isso tenha que abrir mão de sua própria felicidade.

"Senhor, a mulher era linda. Talvez a mulher mais bonita que ele havia visto na vida."

Eu amei Bowen, quase tanto como gostei do Graeme e não tenho palavras para descrever o quanto esse livro me emocionou. Genevieve encontrou em Bowen tudo o que ela sempre quis e pensou que jamais teria, ele mostrou a ela que é possível sim amar uma pessoa tão completamente ao ponto de desistir de si próprio em prol de um bem maior.

A autora desenvolveu bem os personagens secundários, como a amizade entre Genevieve e Taliesan. Taliesan foi como uma irmã para Genevieve, que encontrou em um mar de rostos hostis, um que sorria e que lhe desejava o bem.

"Fazia tempo desde que sentira o toque de outra pessoa. Algo simples como um abraço."

O próximo livro contará a história de Taliesan McHugh e Brodie Armstrong, que é irmão de Eveline. Já tivemos uma pequena introdução de como será o relacionamento do casal, e eu estou ansiosa demais por mais essa história.

Mas infelizmente o livro ainda vai demorar um pouco para ser lançado. Atualmente, a data especifica é fevereiro de 2018, então agora, para nós leitores, só nos resta sentar e esperar. 

"Não posso ser egoísta e levá-la embora comigo e mantê-la apenas para mim mesmo. Suas escolhas já têm sido negadas por muito tempo."

Se você gosta de romances de época, não deixem de conferir essa trilogia.

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Top Comentarista - Março


Há melhor forma de começar o mês do que com uma nova Promoção? Acho que não, hein?

E lá vamos ao novo Top Comentarista do blog, com cinco livros incríveis dentre os quais o ganhador escolherá aquele que irá ganhar. Tentei selecionar gêneros bem diferentes para agradar a todos os leitores, espero que vocês gostem!

Para se inscrever é preciso:
Seguir o Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste Site" na barra lateral direita)
Ter endereço de entrega em território Brasileiro.
Preencher o formulário abaixo.
Comentar em todos os posts publicados no mês de março, exceto os de lançamentos de novas promoções.

Serão cinco títulos disponíveis:

1. Mistério no Centro Histórico
2. Perto de Você
3. Trama
4. Cela sem portas
5. Adolescer

  • Seguidas todas as regras iniciais, para participar, basta preencher a primeira entrada do formulário. A primeira entrada confirma sua participação no Top Comentarista, enquanto as demais constituem chances extras, sendo opcionais.
  • Serão considerados válidos os comentários nas postagens do mês de março se feitos até o dia 1º de abril. Ou seja, será concedido um dia a mais para que os participantes consigam comentar nas últimas postagens do mês.
  • O participante deve fazer comentários válidos, que demonstrem que a postagem foi lida. Não adianta dizer que está curioso para conhecer a história, isso não é suficiente, e o participante será desclassificado.
  • O vencedor será definido por sorteio, dentre os participantes que comentarem em todas as postagens do mês. Apenas depois de feito o sorteio será conferido se o sorteado comentou em todas as postagens do mês. Caso essa regra não seja cumprida, o mesmo será desclassificado, e um novo sorteio será realizado.
  • O sorteado escolherá o livro que deseja ganhar da lista de livros citada acima.
  • O sorteado será contatado por email, tendo o prazo de 24h para fornecer seus dados. Caso não envie resposta no prazo, será realizado novo sorteio.
  • O prazo para envio dos prêmios é de 60 dias após o recebimento dos dados dos vencedores.
  • O Conjunto da Obra não se responsabiliza por extravio ou atraso na entrega dos Correios. Assim como não se responsabiliza por entrega não efetuada por motivos de endereço incorreto, fornecido pelo próprio ganhador e o livros não será enviado novamente;
  • A Equipe do Conjunto da Obra se reserva ao direito de dirimir questões não previstas neste regulamento.
  • Esta postagem também conta para o Top Comentarista.

a Rafflecopter giveaway

Conto com a participação de vocês!

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