Especial #20: Dia Internacional da Mulher

Créditos da Imagem: Momentum Saga

Nesse dia 8 de março, a Editora Intrínseca convidou os blogs parceiros para falarem sobre o Dia Internacional da Mulher e, sendo esta uma data tão especial para aquelas que batalham diariamente por seu lugar no mundo, como eu, acho que não poderia deixar esse momento passar.

Toda mulher sabe as bênçãos e os pesares que carrega consigo pelo simples fato de ser mulher. Não é algo que você fez, não é algo que conquistou ou desmereceu, você simplesmente é, e isso traz consigo uma enormidade de empecilhos e dificuldades que homem nenhum precisaria enfrentar, não por questão de gênero, pelo menos. É difícil, é injusto, é doloroso. E o simples fato de não concordar com um discurso machista ou discutir sobre ideias erradas que maculam a sociedade colocam sobre a mulher mais uma etiqueta, quando é exatamente isso que se quer eliminar.

As dificuldades se irradiam para todas as áreas, inclusive para a literatura. Não faz muito tempo que foi permitido às mulheres que se dedicassem a escrever, mesmo porque muitas delas nem podiam guiar a própria vida até algumas décadas atrás. Além disso, a atividade era reservada aos homens. Mesmo depois que conquistaram algum espaço no mercado, por muito tempo as obras femininas ficaram restritas aos romances de "mulherzinha". Até hoje, alguns resquícios dessa consciência limitada persistem. Para quem quiser refletir sobre o assunto, encontrei alguns textos interessantes no site Confeitaria, intitulados Mulheres, literatura e mais uma provocação e Escrever como um homem?.

Felizmente, algumas coisas estão mudando. Aos poucos, mas estão. Hoje as mulheres têm consciência do quanto foram podadas e brigam, não para tomar o espaço masculino, mas conquistar seu próprio lugar. Não se quer discutir superioridade, mas igualdade, apenas.

Graças a Deus tenho vivido essa época de mudanças e, entre os grandes presentes que temos ganhado nos últimos anos, posso citar as diversas autoras que têm sido publicadas e nos brindam com obras incríveis, das quais seríamos privadas se as mudanças não tivessem ocorrido. Mulheres que, por meio de suas obras, trazem ainda novas reflexões e discussões sobre o que se tem vivido atualmente.

Dentre essas autoras, podemos citar Liane Moriarty, que traz em seus livros temas complexos, como a importância de nossas próprias escolhas, sobre convenções sociais, sobre o peso dos relacionamentos, da violência doméstica, de manter as aparências, entre muitos outros assuntos cotidianos e tão importantes de serem debatidos.


Também entre elas, Jojo Moyes pode se apresentar como uma autora de romances aparentemente de "mulherzinha", mas suas obras vão muito além de uma história de amor qualquer. Suas tramas são complexas, com enredos paralelos bem construídos e o amor está lá sim, mas ele é apenas um dos elementos que compõem o todo. Até porque, no caso da autora, é o amor que dá aos personagens a garra necessária para lutar por aquilo que querem, por aquilo que acreditam, ou a força necessária para simplesmente aceitar o inaceitável, em alguns casos.


Podemos citar também Gillian Flynn, que definitivamente foge do convencional do que se espera de uma mulher. Suas obras não são doces, açucaradas e nem ao menos femininas. Suas personagens são fora do padrão, problemáticas, algumas vezes até psicóticas. Mas vamos ser sinceros: são geniais. A autora escreve um suspense como ninguém e consegue traçar voltas simplesmente inacreditáveis - e incríveis.


Sejam ainda Anna Lyndsey, que conseguiu vencer as dificuldades de uma forte sensibilidade à luz e narrou em um livro suas memórias, Kate Bolick, que deu a cara a tapa e abordou o universo feminino e as imposições sociais de maneira sincera, para demonstrar que as mulheres têm o direito de escolher a própria vida, ou Elena Ferrante, que desconstrói o mito da maternidade perfeita em uma obra ousada e genuína, todas essas autoras têm uma coisa em comum: elas mostram que nós podemos ter a vida que quisermos, seguir a carreira que escolhermos para nós mesmas, expor ou não nossas dificuldades. Tudo isso é uma escolha nossa, e só depende de nós ir atrás do que queremos.


Talvez tenhamos que lutar mais que os homens para chegar ao mesmo lugar, isso é verdade. Talvez sejamos julgadas por alguns atos no meio do caminho. Mas isso vai nos impedir de fazer alguma coisa? Tenho certeza que não, porque somos mulheres, somos guerreiras e temos a nosso favor a falsa impressão de que somos o sexo frágil, mas na verdade, todas nós guardamos nossas leoas para o momento certo.

Eu usei da literatura para descrever algumas das mudanças que temos conquistado, mas elas são muito mais profundas do que um simples texto poderia descrever. Ainda há muito pelo que lutar, isso é certo, mas nos acomodarmos com a maneira como as coisas estão não é uma opção.

Parabéns mulheres, pelo nosso dia. Parabéns pelas lutas diárias que temos que empreender e muita força para lutar, com unhas e dentes, por aquilo que queremos.

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Garota Interrompida - Susanna Kaysen

Sinopse: Quando a realidade torna-se brutal demais para uma garota de 18 anos, ela é hospitalizada. O ano é 1967 e a realidade é brutal para muitas pessoas. Mesmo assim poucas são consideradas loucas e trancadas por se recusarem a seguir padrões e encarar a realidade. Susanna Kaysen era uma delas. Sua lucidez e percepção do mundo à sua volta era algo que seus pais, amigos e professores não entendiam. E sua vida transformou-se ao colocar os pés pela primeira vez no hospital psiquiátrico McLean, onde, nos dois anos seguintes, Susanna precisou encontrar um novo foco, uma nova interpretação de mundo, um contato com ela mesma. Corpo e mente, em processo de busca, trancada com outras garotas de sua idade. Garotas marcadas pela sociedade, excluídas, consideradas insanas, doentes e descartadas logo no início da vida adulta. Polly, Georgina, Daisy e Lisa. Estão todas ali. O que é a sanidade? Garotas interrompidas. Um relato pessoal, intenso e brutal que nos faz refletir sobre nosso papel na sociedade. Garota, interrompida é uma leitura obrigatória, que inspirou o filme homônimo sucesso de bilheteria que concedeu a Angelina Jolie seu papel mais importante e o Oscar de melhor atriz coadjuvante. (Skoob)
KAYSEN, Susanna. Garota Interrompida. Editora Única, 2013. 189 p.


Há muito tempo, eu tentava ler Garota Interrompida. Era um daqueles livros que você sabe que é bom, mas que nunca chega o momento certo para ler, e você não sabe o motivo.


A narrativa é feita pela própria autora, Susanna, que descreve em capítulos curtos, três ou quatro páginas, situações que viveu e presenciou dos dezessete aos vinte anos, durante os anos de 1968 e 1969, no fim da Guerra do Vietnã, quando esteve internada em um hospital psiquiátrico, após um surto que a levou a uma tentativa de suicídio e a uma posterior fuga da realidade.

O relato de Susanna é feito de forma não linear, ou seja, em alguns capítulos, não temos certeza da ordem temporal em que eles aconteceram. Mais que isso: em algumas partes, a sensação que temos, é que Susanna não tem certeza do quão real foi uma ou outra passagem. Ela mesma reconhece isso e se diz confusa, principalmente nas partes em que é necessário especificar um intervalo de horas entre um acontecimento e outro.


Antes do início de alguns capítulos, existem reproduções de suas fichas de internação, acompanhamento médico, psiquiátrico e de diagnóstico, que não servem apenas para ilustrar a obra, mas para ajudar o leitor a entender o que está acontecendo com Susanna, bem como a diferenciar o que ela sente, do que os médicos dizem que ela sente.

A história de Susanna, durante esses quase dois anos, se mistura com a de sua colega de quarto, Georgina, que vaga entre a fantasia e a realidade; com a de Lisa, uma viciada sociopata, que sempre encontrava uma forma de fugir do hospital, para ser trazida de volta poucos dias depois; com a de Polly, uma garota que ateou fogo no próprio corpo, numa tentativa de suicídio; e com a de Daisy, viciada em medicamentos, entre eles, laxantes.


Através da convivência com essas outras pacientes, passamos a conhecer um pouco da vida de cada uma, nunca com muito detalhe, mesmo porque parece que os detalhes se perderam entre medicamentos e o tempo, mas o suficiente para conseguirmos ter o coração apertado por seus dramas. Como os períodos em que Polly toma conhecimento do quando deformou seu próprio corpo e se desespera; ou quando Lisa tem surtos histéricos e faz comparações com as picadas de agulhas que tem nos braços; ou quando Georgina parece ser a mais normal, para, logo em seguida, divagar entre sonhos; ou quando Daisy bola planos e desculpas para conseguir mais remédios; ou, principalmente, quando acompanhamos o sofrimento de Susanna por ter consciência de tudo o que acontece com suas companheiras, mas não consegue ter consciência do que acontece com ela própria.

Um ponto em comum entre todas as histórias, é a indiferença dos familiares, que parecem apenas querer que o problema desapareça, e jogam as garotas no hospital à própria sorte do tratamento. E escassez de visitas são equivalentes à falta de interesse.


Garota Interrompida é uma leitura rápida, mas intensa, que transmite ao leitor a dificuldade que é conseguir vencer perante a perda da realidade. Isso fica muito bem demonstrado no final do livro, quando, alguns anos após Susanna receber alta, ela se encontra, acidentalmente, com Lisa no meio da rua, pouco antes de ser explicado o título do livro. É muito comovente a conversa das duas, após tudo pelo que passaram, e por causa das cicatrizes psicológicas que ficaram. Porque mesmo que algo seja curado, as cicatrizes sempre ficam. Sempre.

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Leituras do Mês: Fevereiro


Oi pessoal, como foi o fevereiro de vocês? Aqui foi tranquilo, e as leituras foram bastante boas.

O primeiro livro que li em fevereiro foi A Química, nova obra de Stephenie Meyer publicada pela Editora Intrínseca, bem diferente dos outros livros lançados pela autora, mas eu adorei. Steph ainda tem aquele jeito envolvente de escrever, e os personagens do livro são demais. Vocês podem conferir a resenha neste link.

Li também Ainda estou aqui, da Alfaguara, do Grupo Companhia das Letras. Trata-se de uma biografia e, apesar de não curtir muito o gênero, gostei muito de ter feito a leitura. Esse foi o livro do mês para resenha no Roendo Livros, da Ana, e a resenha já está disponível lá. Quando eu puder, publico aqui também.

Ao seu encontro, da Editora Arqueiro, foi o terceiro livro do mês. Gostei de ter conhecido uma das histórias escritas por Abbi Glines e, apesar de ter alguns aspectos que me incomodaram um pouco, é uma boa leitura de entretenimento. Li o livro em dois dias e a resenha já pode ser vista aqui.

A última leitura do mês foi Cela sem portas, que recebi do autor Marcel Trigueiro. O livro é um romance policial muito bem construído e eu adorei. Devorei ele em poucos dias e a resenha foi publicada ontem.

Também tivemos conteúdos ótimos dos colunistas no último mês. O Carlos publicou resenhas de A face dos deuses, O medo mais profundo, Adeus, Promessas e Jantar Secreto. A Débora resenhou Loja de Conveniências e O lago místico e a Thuanne comentou Simplesmente amor. A resenha da Marlene esse mês foi Seduzida por um guerreiro escocês e a da Ana foi Vida Dupla.

Agora me contem: quais foram as leituras de vocês em fevereiro?

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Cela sem portas - Marcel Trigueiro

Sinopse: Portador de uma forma rara de esclerose, Miguel consegue mover apenas os olhos, pálpebras e parte da mão direita, o que lhe permite ter um mínimo de independência para portar-se normalmente no mundo cibernético e sair-se relativamente bem na escola. Como ontem foi dia dos professores, Miguel redigiu e sua mãe transcreveu de próprio punho uma pequena carta que pretendem entregar à professora preferida dele, numa singela homenagem, assim que ela chegar para dar aula.
Nessa mesma manhã excepcionalmente quente de primavera, pouco mais de quinze pessoas são feitas reféns por dois homens armados dentro de um ônibus próximo à Lagoa Rodrigo de Freitas. Tirar as vítimas das garras daqueles sequestradores deveria ser competência exclusiva das forças policiais cariocas. Entretanto, depois que a Polícia Civil começa a agir e a imprensa monta seu aparato para que todo o país fique ciente do que está acontecendo, uma fatalidade faz com que o agente federal de Inteligência Matheus Erming entre na operação. A partir daí, a situação vai ficando cada vez mais desesperadora para todos os que acompanham o sequestro.
Para Miguel e sua mãe, que assistem a tudo na escola, o desespero e a sensação de impotência são amplificados quando se deparam com uma dura realidade e uma possibilidade talvez não tão remota. A realidade: a professora não chegará a tempo para a aula. A possibilidade: que aquela carta jamais seja lida. (Skoob)
TRIGUEIRO, Marcel. Cela sem portas. Independente, 2016. 324 p.


Em 2013, quando li O próximo alvo, primeiro livro do autor Marcel Trigueiro, comentei sobre o potencial de torná-lo uma daquelas séries policiais com romances independentes, utilizando-se dos mesmos personagens, e destaquei o fato de que eu adoraria ler se algo assim fosse publicado. Coincidência ou não, foi isso que o autor fez: em Cela sem portas temos uma história completamente nova, ainda mais instigante que a primeira, mas com a participação de personagens já conhecidos do livro anterior. Se eu gostei? Eu adorei, e vou tentar colocar em palavras para vocês o porquê.

Uma das coisas que eu apreciei em ambos os livros do Marcel é que ele se arrisca em gêneros e estilos literários que eu quase não vejo de autores nacionais. O romance policial criado por ele se embrenha em tramas complexas, com uma quantidade enorme de personagens, sem se perder nos detalhes ou na construção do todo. Cada acontecimento é importante, cada cena refletirá no desfecho, e conseguir montar todo esse quebra-cabeças de forma consistente mostra um domínio do texto que eu só tinha visto antes em poucas obras. Algo parecido com o que é feito por Dan Brown, com a diferença de que as tramas são cem por cento nacionais nesse caso.

Cela sem portas se destacou para mim ainda por outros elementos. Entre eles posso citar a dinâmica do texto, de capítulos curtos, divididos por minutos do relógio, que demarcavam a corrida contra o tempo para libertar os reféns do ônibus e evitar novas mortes. Essa esquematização disparava a ansiedade, daquelas que levam a ler incessantemente, até chegar ao desenlace.

Os diversos pontos de vista das pessoas envolvidas naquele tormento contribuíram também para visualizar a real proporção daquele acontecimento. Não se tratava apenas de bandidos versus polícia, mas de toda a estrutura de segurança pública, dos representantes políticos e dos inocentes afetados direta ou indiretamente por aquele ato, e Marcel conseguiu demonstrar magnificamente o quanto todos, de alguma forma, eram afetados por ele. Aliás, acho até que o livro se tornou mais interessante, no meu ponto de vista, por sua trama política e social, tão mais presente na nossa realidade que as minúcias da tecnologia, que havia sido foco do livro anterior.

Outro aspecto que me agradou foi a abordagem sobre pessoas com deficiência. O assunto já tinha sido inserido no livro anterior, mas não com tanto destaque quanto agora, já que os personagens levavam uma vida tão normal que a deficiência era apenas uma das partes deles. Em Cela sem portas, destacou-se a existência de deficiências graves a ponto de impedir atos básicos da vida, como falar e comer, mas, o mais interessante, foi a forma como o autor demonstrou que, apesar da aparência inanimada, também essas deficiências podem ser apenas mais uma parte das pessoas que as têm. Miguel, por exemplo, só tinha controle sobre seus olhos e algum movimento nos dedos, porém, ao seu modo, manifestava-se como qualquer outro e e não perdia nada em inteligência. O personagem me despertou um carinho especial e terminei o livro com lágrimas nos olhos por causa dele.

Marcel Trigueiro já tinha demonstrado um trabalho ótimo em O próximo alvo, mas é visível seu crescimento como autor em Cela sem portas. O livro tem uma trama bem amarrada, envolvente e extremamente ágil, além de ter deixado para trás os poucos pontos negativos que eu havia citado quanto à primeira obra. Para quem procura um livro nacional intenso e rico em detalhes, que conta ainda com intrigas políticas e reflexões sociais, vale a pena apostar nesse. O livro está à venda na Amazon.

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Novidades #159: Tour Quarteto Smythe-Smith


Fãs de Julia Quinn e de romances de época, já viram o tour que a Editora Arqueiro programou pelo país? A autora passará por seis grandes cidades para falar de seus novos livros: Quarteto Smythe-Smith, a partir deste domingo.

Confira as datas e saiba mais detalhes no link do evento no facebook:

5/3 - Nova Iguaçu | 6/3 - Belo Horizonte | 7/3 - Brasília
9/3 - São Paulo | 10/3 - Curitiba | 12/3 - Rio de Janeiro

Triste que a autora não passará aqui por Florianópolis, mas se alguém tiver oportunidade de conferir, tenho certeza de que valerá a pena.

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O mais desejado dos Highlanders - Maya Banks

Fonte da imagem: Gettub
Sinopse: Genevieve McInnis está presa no castelo McHugh, no cativeiro de um líder cruel que tem grande prazer em mantê-la distante de qualquer outro homem. Mas, quando Bowen Montgomery invade os portões em uma missão de guerra, Genevieve redescobre a vontade de viver. A sensualidade robusta de Bowen atiça nela uma sensação profunda que anseia por ser prolongada mediante carícias pacientes e gentis. Algo quente, louco e tentador. Bowen toma conta do castelo de seu inimigo, despreparado para a misteriosa e reclusa mulher que captura seu coração. Ele está encantado com sua determinação feroz, sua beleza incomum e sua força silenciosa e infalível. Contudo, para cortejá-la, será necessário mais do que a habilidade de um sedutor experiente. Ele descobre que amar Genevieve significa devolver a liberdade que lhe foi roubada, mesmo isso que signifique perdê-la para sempre. (Skoob)
Maya Banks. O mais desejado dos Highlanders. Editora Universo dos Livros, 2016. 400 p.


O mais desejado dos Highlanders é o segundo livro da trilogia Montgomery e Armstrong, da escritora Maya Banks, publicado aqui no Brasil pela Editora Universo dos Livros. Nesta história, iremos conhecer Bowen, que é irmão do Graeme, personagem principal do livro Seduzida Por Um Guerreiro Escocês (você pode ler a resenha, AQUI).

"Estou contente com isso, porque é verdade que és mais bonita para mim do que mil vezes o entardecer das Terras Altas."

Em O mais desejado dos Highlanders, seremos introduzidos aos eventos da obra anterior, por isso é essencial que os livros sejam lidos na ordem, para que haja um melhor entendimento dos fatos.

Os irmãos Bowen e Teague, junto com os irmãos de Eveline, estão a caminho do castelo McHugh para matar Patrick, pai de Ian McHugh. No entanto, ao chegar, descobrem que Patrick fugiu, levando consigo as riquezas do clã e abandonando seu povo à própria sorte.

"Sim, ela era toda errada para ele, mesmo assim, ele era atraído por ela como uma mariposa para a chama."


Genevieve McInnis é desprezada pelo clã McHugh e, mesmo assim, ainda parte em defesa de um povo que só lhe maltratou e que a humilhou constantemente. Depois de ser sequestrada por Ian, quando ia ao encontro do seu noivo para o casamento, ela foi levada ao castelo dos McHugh, onde viria a sofrer durante um ano.

Genevieve teve abusos fiscos e psicológicos, tanto por parte de Ian, como de todo o clã, sendo apelidada de prostituta, e, por isso, aprendeu a manter a guarda alta. No entanto, mantém viva a esperança de que os Montgomery e Armstrong tenham piedade dela e a coloquem em uma abadia, já que, para sua família, ela está morta, como todas as pessoas que a acompanhavam naquele fático dia, e só o simples pensamento que expor seus pais aos mesmos males que sofreu, a repelem.

"É melhor que minha família acredite que eu esteja morta, como foi reportado a um ano atrás. Eu nunca poderia encará-los. Nunca poderia envergonhá-los mais ainda. Nenhum homem iria querer a meretriz de Ian McHugh."


Bowen Montgomery é conhecido por sua beleza, e seus irmãos não perdem uma oportunidade de fazer esse fato conhecido. Então, quando ele conhece Genevieve, que inspira nele um enorme sentimento de proteção, não pode evitar os sentimentos que surgem nele.

O romance é desenvolvido aos poucos, já que Genevieve aprendeu a temer todos os homens. No entanto, ela reconhece o espirito guerreiro que há em Bowen. Ele é honrado, amoroso, forte, bonito, carinhoso, e não mede esforços para fazer ela se sentir bem e querida. Ele quer, acima de tudo, que ela seja feliz, mesmo que para isso tenha que abrir mão de sua própria felicidade.

"Senhor, a mulher era linda. Talvez a mulher mais bonita que ele havia visto na vida."

Eu amei Bowen, quase tanto como gostei do Graeme e não tenho palavras para descrever o quanto esse livro me emocionou. Genevieve encontrou em Bowen tudo o que ela sempre quis e pensou que jamais teria, ele mostrou a ela que é possível sim amar uma pessoa tão completamente ao ponto de desistir de si próprio em prol de um bem maior.

A autora desenvolveu bem os personagens secundários, como a amizade entre Genevieve e Taliesan. Taliesan foi como uma irmã para Genevieve, que encontrou em um mar de rostos hostis, um que sorria e que lhe desejava o bem.

"Fazia tempo desde que sentira o toque de outra pessoa. Algo simples como um abraço."

O próximo livro contará a história de Taliesan McHugh e Brodie Armstrong, que é irmão de Eveline. Já tivemos uma pequena introdução de como será o relacionamento do casal, e eu estou ansiosa demais por mais essa história.

Mas infelizmente o livro ainda vai demorar um pouco para ser lançado. Atualmente, a data especifica é fevereiro de 2018, então agora, para nós leitores, só nos resta sentar e esperar. 

"Não posso ser egoísta e levá-la embora comigo e mantê-la apenas para mim mesmo. Suas escolhas já têm sido negadas por muito tempo."

Se você gosta de romances de época, não deixem de conferir essa trilogia.

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Top Comentarista - Março


Há melhor forma de começar o mês do que com uma nova Promoção? Acho que não, hein?

E lá vamos ao novo Top Comentarista do blog, com cinco livros incríveis dentre os quais o ganhador escolherá aquele que irá ganhar. Tentei selecionar gêneros bem diferentes para agradar a todos os leitores, espero que vocês gostem!

Para se inscrever é preciso:
Seguir o Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste Site" na barra lateral direita)
Ter endereço de entrega em território Brasileiro.
Preencher o formulário abaixo.
Comentar em todos os posts publicados no mês de março, exceto os de lançamentos de novas promoções.

Serão cinco títulos disponíveis:

1. Mistério no Centro Histórico
2. Perto de Você
3. Trama
4. Cela sem portas
5. Adolescer

  • Seguidas todas as regras iniciais, para participar, basta preencher a primeira entrada do formulário. A primeira entrada confirma sua participação no Top Comentarista, enquanto as demais constituem chances extras, sendo opcionais.
  • Serão considerados válidos os comentários nas postagens do mês de março se feitos até o dia 1º de abril. Ou seja, será concedido um dia a mais para que os participantes consigam comentar nas últimas postagens do mês.
  • O participante deve fazer comentários válidos, que demonstrem que a postagem foi lida. Não adianta dizer que está curioso para conhecer a história, isso não é suficiente, e o participante será desclassificado.
  • O vencedor será definido por sorteio, dentre os participantes que comentarem em todas as postagens do mês. Apenas depois de feito o sorteio será conferido se o sorteado comentou em todas as postagens do mês. Caso essa regra não seja cumprida, o mesmo será desclassificado, e um novo sorteio será realizado.
  • O sorteado escolherá o livro que deseja ganhar da lista de livros citada acima.
  • O sorteado será contatado por email, tendo o prazo de 24h para fornecer seus dados. Caso não envie resposta no prazo, será realizado novo sorteio.
  • O prazo para envio dos prêmios é de 60 dias após o recebimento dos dados dos vencedores.
  • O Conjunto da Obra não se responsabiliza por extravio ou atraso na entrega dos Correios. Assim como não se responsabiliza por entrega não efetuada por motivos de endereço incorreto, fornecido pelo próprio ganhador e o livros não será enviado novamente;
  • A Equipe do Conjunto da Obra se reserva ao direito de dirimir questões não previstas neste regulamento.
  • Esta postagem também conta para o Top Comentarista.

a Rafflecopter giveaway

Conto com a participação de vocês!

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Conjuntando #69: Minha Estante - Vídeo

Olá pessoal, como estão?

Já estamos no último dia de carnaval, mas por aqui aproveitei para colocar algumas leituras em dia e organizar umas postagens que queria muito fazer no blog.

Por hoje, temos vídeo novo! O canal não anda muito movimentado, admito, mas surgiu uma vontade gigante de mostrar para vocês como é minha estante aqui em casa. Curiosos? Então confiram o vídeo e, se quiserem, inscrevam-se no canal.


E aí, gostaram?

Se tiverem curiosidade que eu mostre algo mais, me avisem. Conforme seja possível, quero postar mais conteúdos em vídeo. ;)

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Jantar Secreto - Raphael Montes

Sinopse: Um grupo de jovens deixa uma pequena cidade no Paraná para viver no Rio de Janeiro. Eles alugam um apartamento em Copacabana e fazem o possível para pagar a faculdade e manter vivos seus sonhos de sucesso na capital fluminense. Mas o dinheiro está curto e o aluguel está vencido. Para sair do buraco e manter o apartamento, os amigos adotam uma estratégia heterodoxa: arrecadar fundos por meio de jantares secretos, divulgados pela internet para uma clientela exclusiva da elite carioca. No cardápio: carne humana. A partir daí, eles se envolvem numa espiral de crimes, descobrem uma rede de contrabando de corpos, matadouros clandestinos, grã-finos excêntricos e levam ao limite uma índole perversa que jamais imaginaram existir em cada um deles. (Skoob)
MONTES, Raphael. Jantar Secreto. Cia das Letras, 2016. 360 p.


Há duas formas de encarar Jantar Secreto: a primeira, e mais óbvia, seria um misto de drama e horror, onde um grupo de jovens, vindos do interior do Paraná, fracassam na tentativa de construir uma vida profissional de sucesso no Rio de Janeiro, e encontram a solução de seus problemas na organização de jantares milionários, onde servem carne humana. Por esse pequeno enredo, fica evidente o quanto a narrativa pode ser pesada e degradante. Entretanto, seguindo por esse caminho, o livro fracassa miseravelmente.


A segunda forma de encarar Jantar Secreto, é classificar a história de humor negro, onde o absurdo das situações faz rir. Por esse outro caminho, o livro agrada e atinge o objetivo de entreter, o que, talvez, não tenha sido o proposto originalmente pelo autor.

Quando se escreve uma história, o autor precisa tomar cuidado com diversas coisas. Entre elas, transformar o que conta em algo verossímil, algo que o leitor compra e acredita, mesmo que os personagens sejam anjos, vampiros, monstros, ou, neste caso, jovens que propagam o canibalismo como forma de ganhar dinheiro.

Ao iniciar a leitura de Jantar Secreto, o leitor começa acreditando que algo irá acontecer, mas já nas primeiras páginas, quando o motivo do canibalismo é apresentado, começa uma trajetória de absurdos, que vão crescendo em quantidade e intensidade, que não convencem, não só pelos furos do roteiro, como pelas motivações.

Nesse ponto, a obra não desaba apenas por um motivo: o humor empregado acidentalmente nos pensamentos e ações de todos os personagens. Digo acidentalmente, porque, pelo minha ótica, o autor não teve essa intensão, uma vez que, por diversas vezes, ele coloca Dante, o personagem principal e narrador, a dizer que o que está contando é sério, que o que eles estão fazendo, poderia ser feito por qualquer um de nós nas mesmas situações, que as coisas que eles perpetuam é horrendo e que não é passível de perdão. O que penso é que, ao escrever, o autor percebeu o quanto as situações criadas eram desprovidas de causa, que era necessário implorar para o leitor acreditar que elas poderiam, realmente, acontecer.


Sinto muito, mas não. Ninguém em perfeita saúde mental, ou mesmo nem tanta, apenas por uma dívida de aluguel, que pode ser paga com o dinheiro da mãe de um deles, torna-se assassino e comedor de pessoas. Inclusive, o autor, ainda pela voz de Dante, afirma que as pessoas loucas são menos perigosas que as normais, uma vez que são estas últimas quem, normalmente, perpetuam as maldades. Novamente, sinto discordar. A partir do momento que uma pessoa executa um ato de maldade sem causa, ela tem uma psicopatia e, portanto, não é normal.

Então, o que nos resta, é acompanhar o desenrolar dos acontecimentos e rir dos absurdos que vão sendo apresentados, como a prostituta que se mostra extremamente competente em decepar membros humanos, suando uma motosserra amarela com adesivos, o cozinheiro que usa esses membros como se fossem iguarias, o administrador que recebe os convidados com um sorriso no rosto, mesmo sabendo que as pessoas estão sendo assassinadas, e o especialista em informática, que consegue invadir quase qualquer computador, menos uma conta do Instagram, quando uma foto do jantar vaza.


Encarando dessa forma, como uma comédia recheada com partes humanas e regada com sangue, a leitura é prazerosa e divertida, principalmente pelo total declínio de caráter dos personagens principais: Dante é gay, passa todo o livro lamentando sua vida desgraçada, sua incapacidade de impedir os jantares e o desmoronamento da amizade com seus amigos, além de criar um romance, justamente, com o marido de uma das pessoas que foram servidas no jantar; Hugo almeja ser um cozinheiro famoso, criador de iguarias difíceis de reproduzir, o que, de certa forma consegue; Miguel torna-se médico e, da mesma forma que Dante, passa todo o livro chorando e dizendo que não quer participar daquele negócio horrendo, mas sempre acaba se envolvendo; Leitão é o hacker, cujo conhecimento de informática é tão extenso quando a necessidade do enredo, isto é, ele vai de um burro total a um gênio nos computadores; e, finalmente, a personagem mais interessante e engraçada, que é Cora, a prostitua que Dante, Miguel e Hugo contratam como presente de aniversário de Leitão, e que se torna peça fundamental de todo o enredo.

Inclusive, Cora é a protagonista de algumas tiradas que o autor dispara a diversos segmentos. Ela escreve poesias e frases de efeito, porque seu sonho é escrever e publicar um livro. Essas frases são mencionadas por Dante em toda a narrativa, e sempre estão associadas a algo que aconteceu, ou que está prestes a acontecer. Em determinado momento, lá para o meio do livro, Dante precisa encontrar uma forma de lavar o dinheiro que os cinco ganham. A forma que ele encontra, é publicando os textos de Cora, como se fosse uma editora. E após isso, Cora se sente realizada, dizendo ser uma autora publicada.

Realmente, hoje em dia, para ser um autor de livro publicado, só é necessário dinheiro. Existem diversas editoras que funcionam como gráficas, que não se preocupam com o conteúdo ou qualidade da obra, que não fazem revisões ou expõem opiniões, e publicam qualquer coisa que qualquer um pague. Entretanto, um autor publicado por uma editora tradicional, que não cobra pelo serviço, também não oferece garantias de qualidade, uma vez que se qualquer um observar, existe muita coisa ruim publicada por editoras ditas como grandes. E se o autor não paga para isso, existe algo que se chama lobby, ou seja, peixinho, quem indica, apadrinhamento. E isso, a meu ver, é bem pior que do que o autor que tem dinheiro para pagar pela publicação de sua obra.


Continuando o desmembramento de Jantar Secreto, o que começa com a ideia de apenas um jantar, servindo partes de um defunto ao preço de cinco mil reais por pessoa, torna-se um aglomerado industrial, com abatedouros espalhados por diversas capitais do país, envolvimento de inúmeros policiais de rodovias estaduais, como também detetives, garçons, açougueiros, motoristas, assassinos, sequestradores, e um crescente de outros absurdos, que seriam facilmente descobertos e desmascarados, pela extensão que atingiram, até que chegamos a um clímax onde se confunde o certo com o errado, onde não se aplica nenhuma moral, onde jorra sangue para todos os lados e onde é revelada uma explicação para tudo isso, que, enfim, é divertida e faz rir pelo teor nonsense.

Entretanto, tem uma coisa que Jantar Secreto faz muito corretamente, que é o paralelo entre a produção industrial de carne humana e carne animal. Por diversas vezes, o autor realiza essa comparação, alertando para que, hoje em dia, os matadouros são máquinas de produzir animais para abate, deixando de lado qualquer pingo de compaixão. Que a mesma carnificina realizada nas pessoas, que ele descreve no livro, existe igual para bois, galinhas, porcos, etc. Tudo bem que precisamos delimitar as duas comparações, contudo não podemos esquecer que em ambas, estamos tratando de seres vivos.


Resumindo: encare Jantar Secreto como uma história gore, divertida, onde não é necessáiro se preocupar com a lógica do enredo, nem com a motivação de cada personagem, simplesmente aproveite a leitura, ria dos absurdos e, ao fim, procure algo mais sério e com alguma moral para contrabalançar.

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Novidades #158: Série Angus - Novo Conceito

Ei peops, como vocês estão?

O assunto de hoje é a série Angus, que está sendo relançada pelo Grupo Editorial Novo Conceito pelo selo Novas Páginas.

O livro Angus - Origens, uma trama prévia à história, foi lançado na Comic Con 2016, onde foram distribuídos 10 mil exemplares para os participantes. Apesar de a Editora avisar que não haverá novas impressões desse livro, o conto está disponível para download grátis, na Amazon. É um ótimo motivo para conhecer essa história e ter um gostinho para continuar acompanhando. Saiba mais:

Angus: OrigensA origem do clã de Angus MacLachlam, de Orlando Paes Filho


Uma terrível batalha entre Bretanha e Irlanda. Um conflito entre duas religiões: a pagã do deus Cernunnos da Irlanda, e o Cristianismo, da Pictávia e da Escócia.
Neste obscuro cenário, uma espada sagrada é entregue nas mãos de um grande guerreiro: Oengus MacLachlam. Ele e seus ancestrais enfrentarão a mais devastadora invasão que tentará destruir a Cristandade e na Bretanha.
O futuro de grandes reis está em perigo, assim como o futuro de toda a Cristandade.






E o livro #1 da série será um dos lançamento de março da Editora, com o título Angus - O primeiro guerreiro:

Angus - O primeiro guerreiro, de de Orlando Paes Filho


Bretanha, ano de Nosso Senhor de 863. Cidades e monastérios são deitados ao chão. Os invasores fazem frente aos maiores reis da Bretanha, tudo se torna árido pela devastação. A morte se espalha por toda parte. Mas há um guerreiro de nome Angus MacLachlan, que não parece tombar diante dos ataques daneses. Ele não se curva aos dominadores nórdicos. Parece abençoado, luminoso, assim como luminosa é sua espada a espalhar cadáveres dos invasores. Ele parece libertar os cativos e propor uma nova resistência. Ele parece unificar reis. Um oponente terrível contra a invasão, que tenta destruir a Bretanha e seus reinos para sempre Angus - O Primeiro Guerreiro é o início de uma trilogia medieval ricamente ilustrada, que mistura literatura fantástica com importantes fatos históricos da humanidade.





Teaser:



Vale destacar que Angus já foi lançado em 30 países e ficou na lista de mais vendidos em países como China, Rússia, Taiwan, Austrália, Grécia, Espanha, Hungria e outros países da América Latina. E possuí até Card Game.

Para quem gosta de jogos e aventuras históricas, tenho certeza que será uma ótima leitura.

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