Promoção: Ano Novo, Livro Novo!

Quer começar 2017 com livros novos? 

Os blogs Fabricando Sonhos, Conjunto da Obra, Livro Lab, Pétalas de Liberdade, Leitora descontrolada, Traveling between pages, Lendo e apreciando, Passaporte literário, Gettub, Mundo literário, Blog In The Sky, Revelando sentimentos, Relicário rosa, Sempre nerd, Da imaginação a escrita, Seja cult, Ler para divertir, Livreando, House of stories, Tudo que motiva, Minhas escrituras, Leituras da Mary, Perdida na biblioteca estão juntos em uma mega promoção. 

São dois kits, e 4 vencedores. No kit 1, o primeiro ganhador escolhe 6 livros e o segundo fica com os 5 restantes. Já no kit 2, o primeiro ganhador escolhe 6 livros e o segundo fica com os 6 restantes. Boa sorte a todos!!!

REGRAS:
Deixar o nome de seguidor + email nos comentários;
Seguir as regras do formulário;
Na opção visitar a página do Facebook é necessário curtir;
Residir no Brasil;
Cada blog terá o prazo de 40 dias para o envio do prêmio;
O ganhador será informado por e-mail e terá um prazo de 3 dias corridos para responder com seus dados, caso contrário, será feito um novo sorteio;
Não nos responsabilizamos por danos ou extravios durante o transporte/entrega.



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Escândalo de cetim - Loretta Chase

Sinopse: Irmã do meio entre as três proprietárias de um refinado ateliê de Londres, Sophia Noirot tem um talento inato para desenhar chapéus luxuosos e um dom notável para planos infalíveis. A loura de olhos azuis e jeito inocente é na verdade uma raposa, capaz de vender areia a beduínos. Assim, quando a ingênua lady Clara Fairfax, a cliente mais importante da Maison Noirot, é seduzida por um lorde mal-intencionado diante de toda a alta sociedade londrina, Sophia é a pessoa mais indicada para reverter a situação.
Nessa tarefa, ela terá o auxílio do irmão cabeça-dura de lady Clara, o conde de Longmore. Alto, musculoso e sem um pingo de sutileza, Longmore não poderia ser mais diferente de Sophia. Se a jovem modista ilude as damas para conseguir vesti-las, ele as seduz com o intuito de despi-las. Unidos para salvar lady Clara da desonra, esses charmosos trapaceiros podem dar início a uma escandalosa história de amor... se sobreviverem um ao outro.
Em Escândalo de Cetim, segundo livro da série As Modistas, Loretta Chase nos presenteia com um dos casais mais deliciosos já descritos. Além de terem uma inegável química, Sophia e Longmore são divertidos como o rodopiar de uma valsa e sensuais como um corpete bem desenhado. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
CHASE, Loretta. Escândalo de cetim. As Modistas #2. São Paulo: Arqueiro, 2016. 272 p.

Depois de ser fisgada pela escrita de Loretta Chase com a leitura de Sedução da seda, estava ansiosa pelo lançamento do segundo volume da série As Modistas, Escândalo de cetim. Que delícia tem sido ler os romances de época publicados pela Editora Arqueiro, e acompanhar as irmãs Noirots vem sendo uma experiência de leitura incrível. A trama é tão envolvente e fluida que quando se percebe o livro já acabou e você está louca por mais.

Esse segundo volume narra a história de Sophia Noirot, a irmã do meio entre as modistas da Maison Noirot. Esperta e ardilosa, Sophia é a especialista em apagar incêndios e virar os acontecimentos a seu favor. O problema é que a cliente mais especial da loja, lady Clara, foi envolvida em um escândalo e terá de se casar com um lorde vigarista e falido. Para evitar perder sua cliente para um marido endividado, Sophia tem que elaborar um plano que impeça o casamento e, ao mesmo tempo, salve a honra de lady Clara.

"Estratégias. esquivas, subterfúgios e outras formas de maquinações faziam parte da genética da família. Se havia alguma coisa da qual as irmãs entendiam tanto quanto a arte da costura, ou talvez mais, era a arte da enganação."

Eu adorei esse volume, ainda mais que o primeiro. Sophia é prática e objetiva e eu adorei a forma como a autora conseguiu dar a ela um tom malicioso e ingênuo ao mesmo tempo. Ela é forte, independente e provocativa e, ainda que tenha um ar sonhador algumas vezes, dependência e submissão passam longe da personagem. Acho até que gostei mais desse volume porque todo o romantismo da história é irônico, risível, sem ser levado à sério. As cenas entre o casal são cômicas, fofas ao seu modo, e não há espaço para nada meloso aqui.

Loretta Chase consegue dar forma a personagens completamente diferentes entre si, e isso é algo a se valorizar. Sophia e Marcelline são totalmente diferentes e acho incrível como a autora consegue dar vida a duas irmãs tão próximas sem confundi-las. Os protagonistas masculinos também não têm nada em comum, e eu adorei a forma como a autora retratou as limitações psicológicas de Longmore, se comparado a Sophia, e criou um personagem imperfeito, mas que, de algum modo, tem essa imperfeição como um charme.

"- É melhor que isso não seja um truque - avisou ela.
Ele a olhou de maneira exasperada.
- O que foi? - indagou ela.
- Truques fazem parte do seu departamento, Srta. Noirot. O meu é distribuir socos. Mas fico lisonjeado pela senhorita imaginar que sou esperto o bastante para enganá-la.
Ele soltou uma breve gargalhada e foi embora."

Da mesma forma como aconteceu no primeiro livro, adorei a complementariedade entre as irmãs, o modo como cada uma desempenha papéis importantes nos negócios naquilo que mais se destaca. Senti falta apenas de mais passagens com personagens secundários, já que alguns foram apenas citados superficialmente e outros nem apareceram, como Lucie.

De todo modo, a leitura de Escândalo de cetim é envolvente, daquele tipo que acaba rápido demais e que faz querer outros livros da autora logo.


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Novidades #154: Lançamentos Intrínseca Janeiro

Depois e uma pausa nos lançamentos em decorrência do final de ano, os lançamentos de janeiro começam a surgir, e os da Editora Intrínseca já foram anunciados. Neste mês teremos continuação de séries, novas edições de livros já lançados e outras novidades incríveis. Que tal conhecer algumas delas?

Buracos Negros, de Stephen Hawking

Em 2016 Stephen Hawking participou da série de palestras BBC Reith Lectures, promovida pela rede de televisão britânica BBC e transmitida pela rádio BBC 4. A cada ano uma figura proeminente em sua área é convidada a discorrer sobre temas relevantes. Naqueles meses de janeiro e fevereiro, Hawking falou sobre um assunto que há décadas ocupa lugar de destaque em suas pesquisas: os buracos negros.
Em duas exposições memoráveis, um dos maiores gênios da atualidade argumenta que, se pudéssemos compreender como os buracos negros funcionam e como eles desafiam a natureza do espaço e do tempo, seríamos capazes de desvendar os segredos do universo. Insights de toda uma vida são apresentados com a lucidez e a já conhecida verve cômica de Hawking, acrescidos de notas explicativas que situam o leitor nos trechos mais cruciais.
Enquanto a maioria dos especialistas se conforma com o fato de trabalhar com temas praticamente ininteligíveis para o público geral, Stephen Hawking tomou para si o papel de grande paladino da divulgação científica - e nesse pequeno livro, mais uma vez, extrapola todas as expectativas.

Aconteceu naquele verão, de Stephanie Perkins

Bem-vindos à estação mais ensolarada e apaixonante de todas! No verão, somos todos iguais, diz um dos personagens do conto "Mil maneiras de tudo isso dar errado". No Brasil, nos Estados Unidos ou em qualquer lugar do globo, uma coisa é certa: no verão, nossos corações ficam mais leves, mais corajosos, impetuosos e confiantes - talvez por isso esta seja a estação perfeita para se apaixonar... e Aconteceu naquele verão é o livro ideal para quem adora histórias de amor.
Mas essa coletânea tem algo ainda mais especial. Algumas histórias têm uma pitada de estranheza, de mistério, um toque sobrenatural. Em "Cabeça, escamas, língua, calda", a lagoa de uma cidadezinha é morada de um monstro marinho que só uma menina vê. No intrigante "Inércia", dois grandes amigos há muito afastados vão se encontrar num quarto de hospital para uma última visita. No belo "O mapa das pequenas coisas perfeitas" é sempre dia 4 de agosto. Presos num loop temporal, dois jovens vão comprovar do que a força do amor é capaz.
A lição é simples: o amor não escolhe lugar nem hora para surgir. Coloque seus óculos escuros e abra sua cadeira de praia, porque neste verão você terá doze motivos para suspirar e se apaixonar.

Como combater a fúria de um dragão, de Cressida Cowell

Soluço Spantosicus Strondus III morava na pequena Ilha de Berk com um dragão de caça chamado Banguela e um dragão de montaria chamado Caminhante do Vento, em um mundo repleto de dragões. Apesar de pequeno e magricela, era um dos poucos capaz de falar a língua dos dragões. Um dia, libertou sem querer um enorme Dragão-marinho conhecido como dragão Furioso, que estava acorrentado havia mais de cem anos. Esse dragão deu início a uma Rebelião com a intenção de exterminar todos os humanos, e por isso homens e dragões entraram em guerra.
Agora o combate caminha para o seu fim. Quando os últimos raios de sol desaparecerem no horizonte, humanos e dragões travarão a Batalha Final pela sobrevivência.
Como combater a fúria de um dragão começa no Dia do Juízo Final de Yule. Alvin, o Traiçoeiro, está prestes a ser coroado Rei do Oeste Mais Selvagem na ilha do Amanhã, e ele planeja começar seu reinado de terror com a extinção de todos os dragões. Para impedir esse acontecimento trágico, Soluço precisa provar que é o verdadeiro Rei, ser coroado no lugar de Alvin, enfrentar o dragão Furioso e salvar os Vikings e os dragões. Tudo seria um pouco mais fácil se nosso Herói não tivesse perdido a memória e conseguisse lembrar quem ele é...

Meu menino vadio, de Luiz Fernando Vianna

O jornalista Luiz Fernando Vianna e seu filho, Henrique, são unha e carne - às vezes unha do filho na carne do pai. Henrique é autista. Pouco fala, mas algumas palavras repete à exaustão. Tem momentos de agressividade contra si mesmo e contra terceiros. Sabe ser irônico. Gosta de desenhos animados e de mergulhar no mar. Como todo adolescente, tem suas curiosidades e seus impulsos, só que sem grande cerimônia. Luiz Fernando decifra os sons que ele emite, seus desejos imediatos e muitos de seus silêncios, no entanto não tem como alcançar o que o filho sente lá no fundo do fundo.
Há quem diga que ter um filho com deficiência é uma benção. Luiz Fernando Vianna discorda. Se fosse mesmo um presente, antes de receber ele diria: "Ah, não precisava." Com toda a franqueza e um pouco de música, o autor conta a sua experiência, cheia de altos e baixos, momentos de ternura e também de desespero ao lado do seu menino vadio.


O livro dos Baltimore, de Joël Dicker

Marcus Goldman teve uma juventude inesquecível em Baltimore, ao lado dos primos e dos tios, a parte bem-sucedida de sua família e que ele tanto admirava. Mas a felicidade aparente não condizia com a realidade e o dia do Drama marcou o destino fatídico e inesperado de todos aqueles que ele mais amava.
Oito anos depois, Marcus ainda tenta montar o quebra-cabeça do Drama, lidar com as consequências e entender o que aconteceu. Desencavando o passado, reacendendo paixões e desvendando mistérios, ele decide escrever o próximo romance sobre sua família, numa tentativa de se libertar de antigos ressentimentos e redimir aqueles que foram punidos pelos infortúnios da vida.
Rivalidade, traição, sucesso, paixão e inveja: abordando temas presentes na vida de todos nós, Joël Dicker constrói brilhantemente o retrato de uma juventude, destacando a força do destino e a fragilidade de nossas maiores conquistas.


A batalha por Wondla, de Tony Siterlizzi

Eva Nove cresceu em um Santuário - um complexo subterrâneo seguro planejado para abrigar seres humanos enquanto o planeta Terra se recupera de um cataclismo ambiental -, tendo como única companhia Mater, uma robô. Mas a invasão de um ser desconhecido a força a abandonar seu lar, desvelando a terra cheia de criaturas inimagináveis chamada Orbona. Eva conhece Andrílio, um dos seres alienígenas que colonizou a superfície do planeta, e parte com ele e Mater em busca de mais seres humanos, motivada por uma misteriosa figura com a inscrição WondLa.
Em um caminho cheio de perigos, Eva aprende mais sobre a amizade, a natureza e os ciclos que governam a vida: mas alguns trajetos cobram seus preços, levando até mesmo pessoas queridas. É então que ela conhece Hailey, um garoto que se oferece para levá-la à cidade de Nova Ática, um refúgio utópico onde humanos vivem em paz e igualdade. No entanto, essa bela promessa esconde um plano para aniquilar os alienígenas do planeta e permitir que os humanos o governem mais uma vez.
A batalha de WondLa, último livro da trilogia iniciada com Em busca de Wondla, acompanha uma Eva Nove mais madura e corajosa, disposta a enfrentar seus maiores medos para garantir a segurança daqueles que ama.

E a Intrínseca não para por aí. Se quiser conferir outras novidades previstas para este mês, basta clicar aqui.

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Uni-duni-tê - M.J. Arlidge

Sinopse: Um assassino está à solta. Sua mente doentia criou um jogo macabro no qual duas pessoas são submetidas a uma situação extrema: viver ou morrer. Só um deverá sobreviver. Um jovem casal acorda sem saber onde está. Amy e Sam foram dopados, capturados, presos e privados de água e comida. E não há como escapar. De repente, um celular toca com uma mensagem que diz que no chão há uma arma, carregada com uma única bala. Juntos, eles precisam decidir quem morre e quem sobrevive. Em poucos dias, outros pares de vítimas são sequestrados e confrontados com esta terrível escolha. À frente da investigação está a detetive Helen Grace, que, na tentativa de descobrir a identidade desse misterioso e cruel serial killer, é obrigada a encarar seus próprios demônios. Em uma trama violenta que traz à tona o pior da natureza humana, Grace percebe que a chave para resolver este enigma está nos sobreviventes. E ela precisa correr contra o tempo, antes que mais inocentes morram. (Skoob)
ARLIDGE, M.J. Uni-duni-tê. Editora Record, 2016. 322 p.


Eu gosto de histórias policiais que dão chance ao leitor de tentar descobrir o que está acontecendo, de tentar desvendar quem é o assassino e quais suas motivações para os crimes que comete. Uni-duni-tê é um desses livros. Na verdade, o único ponto onde não encontrei uma explicação, foi para o título da obra. Isso, porque não existe acaso na escolha das mortes, mas, sim, uma escolha.


Em todos os assassinatos, duas pessoas são presas em algum local, sem qualquer chance de escaparem ou serem resgatadas. Para saírem daquela situação, uma delas precisa usar uma arma, que é deixada com elas, para matar a outra. Ou seja, há uma escolha racional, ou de sobrevivência.

Bem, excluindo esse detalhe, todo o resto da história é muito bem construído. Não consegui encontrar nenhum furo na busca das pistas, que vão sendo apresentadas gradualmente, um pouco a cada capítulo.


A narrativa é em terceira pessoa, mas existem capítulos onde é o assassino(a) quem descreve alguns acontecimentos de seu passado. Especificamente, sua terrível infância à mercê de um pai sádico e estuprador. Por esse motivo, o leitor consegue estabelecer perfeitamente os motivos que o(a) levaram a cometer os assassinatos, mas só no final consegue descobrir o real motivo e qual sua verdadeira motivação.

Helen, a personagem principal, e a detetive responsável pela investigação, é uma personagem dura, coerente com a profissão que realiza, e interessante. Principalmente seu lado libidinoso. Ela frequenta sessões de sexo masoquista, e o leitor fica um pouco perdido no sentido que isso traz para a história, uma vez que esse lado da personagem não é refletido na sua vida profissional. O entendimento só acontece no fim da história. E ele faz todo o sentido.


Existem dois personagens secundários de grande importância: Mark e Charlie. São dois outros detetives da divisão, que interagem com Helen a todo momento. Para não atrapalhar a dinâmica da história, a vida pessoal dos dois é levemente comentada, apenas o suficiente para o leitor acreditar que eles podem ser reais. E eles não possuem apenas a função de suporte ao personagem principal. Eles são responsáveis por dar aos capítulos finais uma emoção a mais, e uma urgência que faz com que o leitor devore cada página.


Uni-duni-tê consegue sucesso em todos os caminhos que percorre. Ele consegue, até, o mais importante: dar ao assassino(a) um motivo que, embora não justifique as mortes que comete, deixa uma sensação de pena, de que é possível que alguém na mesma situação possa ter as mesmas reações; faz de Helen uma personagem imperfeita, com falhas, com remorsos e dona de uma consciência fraturada pelas falhas que cometeu na sua imaturidade da adolescência; e, finalmente, permite ao leitor acompanhar uma investigação inteligente, onde todos os pormenores são investigados, e onde todas as pistas para a solução do mistério são apresentadas.

Leitura mais do que recomendada para os amantes do gênero.

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Leituras do Mês: Dezembro


E aí galerinha, como iniciaram este novo ano? E as leituras? Programaram suas metas?

Eu adoro a sensação de ano novo, ainda que, de fato, pouca coisa mude. Mas tudo rende mais para mim essa época. Ainda é dia 7, e eu já li dois livros em janeiro, só como um exemplo. rsrs

As leituras de janeiro serão assunto da postagem do próximo mês, porque hoje vim mostrar os livros que li em dezembro. Foram apenas três livros, mas foram leituras ótimas.

O primeiro livro do mês foi A libélula no âmbar, segundo volume da série Outlander, recebido em parceria com a Editora Arqueiro. O livro é lindo, doloroso e incrível. A série se tornou uma das minhas favoritas. Demorei um pouquinho para ler esse livro porque, além de ser grande, eu ainda estava trabalhando, então só fui terminar ele lá pela terceira semana do mês. Foi o verdadeiro culpado por eu não ter lido mais, mas valeu a pena.

A segunda leitura foi Lobo por lobo, que eu recebi da Editora Seguinte para resenha no Roendo Livros, blog da Ana. A resenha já foi publicada lá, e logo eu devo disponibilizá-la aqui também.

Por fim, li Mistério no Centro Histórico, um romance policial nacional bem divertido. A resenha dele foi publicada ontem, então quem tiver curiosidade, pode conferir.

E vocês? Como foi o balanço das leituras de 2016? E em dezembro especificamente, fizeram boas leituras?

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Mistério no Centro Histórico - Tailor Diniz

Sinopse: Mistério no Centro Histórico traz de volta Walter Jacquet, personagem de Crime na feira do livro. Agora, Jacquet, acompanhado do aspirante a escritor Joãozinho Macedônio, investiga a explosão de uma bomba no Centro Histórico de Porto Alegre. Para lidar com perigosos terroristas e autoridades confusas, a dupla adota o simples uso de raciocínios lógicos, chegando a uma reviravolta digna das melhores tramas do gênero. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
DINIZ, Tailor. Mistério no Centro Histórico. Dublinense, 2016. 160 p.

Havia muito, muito tempo que eu não lia um romance policial. Acredito que tenha sido esse o fator decisivo que me fez solicitar Mistério no Centro Histórico para resenha pela Editora Dublinense. Apesar de minhas decisões completamente aleatórias quando se referem às escolhas de leitura, gostei do que encontrei na obra de Tailor Diniz e fiquei feliz de ter me aventurado em um romance investigativo completamente brasileiro.

A trama se passa na capital gaúcha, Porto Alegre. Após um telefonema anônimo para a polícia local com a data, endereço e hora da explosão de uma bomba, eis que o temor se concretiza: a bomba explode, um prédio cai e as autoridades precisam mostrar que são capazes de deter uma provável ameaça terrorista em território nacional.

Mistério no Centro Histórico conta com personagens bem abrasileirados e expansivos, o que dá um tom cômico à narrativa. Essa comicidade é discreta, destacada pelo exagero disfarçado no texto do autor. Achei engraçada, por exemplo, a tipicidade gaúcha tão bem desenvolvida no texto, a forma como o autor conseguiu explicitar aquela paixão que têm por seu Estado, que beira mesmo o drama, tão nitidamente na história.

"Dizendo isso, levantou-se o secretário. Em passos rápidos foi até a saída, em meio aos gritos dos jornalistas que faziam várias perguntas ao mesmo tempo. Antes de atravessar a porta, como se estivesse se lembrando de algo que pretendia ter dito durante a entrevista, virou-se outra vez para os jornalistas e fez uma breve observação: 'Tenham em conta que o dia em que ocorreu o atentado foi 11 de setembro. Perceberam? Primeiro aniversário da bomba nos Estados Unidos da América. Pode haver um recado ao mundo aí. E a capital dos gaúchos, por sua importância política, estratégica e cultural, foi a escolhida. Mais uma vez, obrigado pela preciosa atenção de vocês'".

Gostei ainda do perfil crítico dado ao texto. A narrativa mostra como políticos e autoridades muitas vezes querem se mostrar eficientes e resolver o assunto logo e nem sempre dão a devida atenção ou buscam a verdade. Solucionar o mistério foi "fácil", mas não importava se a resposta estava correta. Adicionado a isso, a trama traz uma reflexão sobre estereótipos e preconceito, sobre a facilidade de julgar alguém que se "enquadra" no perfil.

Acompanhar a investigação também foi interessante. Apesar de ter compreendido o final logo que as dúvidas foram listadas e não ter tido um fechamento tão inesperado assim, a construção do mistério foi bastante instigante e o fim foi, no mínimo, inusitado. Gostei da ironia por trás da situação, e ri bastante com a conclusão, aliás. Não tenho certeza se era para ser divertido, mas eu me diverti mesmo assim.

Mistério no Centro Histórico é um livro curto, de leitura rápida, gostoso de acompanhar. Não é aquele tipo de livro que vai marcar ou ser surpreendente e os personagens não possuem grande empatia, mas o toque de humor com certeza faz valer a leitura.


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Top Comentarista - Janeiro

O Top Comentarista de janeiro demorou um pouquinho mais para sair, mas sem chances de ficarmos sem neste primeiro mês do ano. Desta vez, será realizado em parceria com a Editora Arqueiro, e o vencedor escolherá um dos lançamentos de janeiro disponíveis no banner.

Para se inscrever é preciso:
  • Seguir o Conjunto da Obra pelo Google Friend Connect (clicar em "Participar deste Site" na barra lateral direita)
  • Ter endereço de entrega em território Brasileiro.
  • Preencher o formulário abaixo.
  • Comentar em todos os posts publicados no mês de janeiro, incluídas as resenhas de Nunca Jamais e A Noiva Fantasma e a última coluna Conjuntando, exceto os de lançamentos de novas promoções.

Serão cinco títulos disponíveis:

1. Ao seu encontro
2. Escândalos na Primavera
3. Meio Mundo
4. Ninféias Negras
5. O caminho para casa

  • Seguidas todas as regras iniciais, para participar, basta preencher a primeira entrada do formulário. A primeira entrada confirma sua participação no Top Comentarista, enquanto as demais constituem chances extras, sendo opcionais.
  • Serão considerados válidos os comentários nas postagens do mês de janeiro se feitos até o dia 1º de fevereiro. Ou seja, será concedido um dia a mais para que os participantes consigam comentar nas últimas postagens do mês.
  • O participante deve fazer comentários válidos, que demonstrem que a postagem foi lida. Não adianta dizer que está curioso para conhecer a história, isso não é suficiente, e o participante será desclassificado.
  • O vencedor será definido por sorteio, dentre os participantes que comentarem em todas as postagens do mês. Apenas depois de feito o sorteio será conferido se o sorteado comentou em todas as postagens do mês. Caso essa regra não seja cumprida, o mesmo será desclassificado, e um novo sorteio será realizado.
  • O sorteado escolherá o livro que deseja ganhar da lista de livros citada acima.
  • O sorteado será contatado por email, tendo o prazo de 24h para fornecer seus dados. Caso não envie resposta no prazo, será realizado novo sorteio.
  • O livro será enviado pela Editora Arqueiro.
  • A Equipe do Conjunto da Obra se reserva ao direito de dirimir questões não previstas neste regulamento.
  • Esta postagem também conta para o Top Comentarista.


Espero que vocês gostem e participem bastante. Boa sorte a todos!

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A Noiva Fantasma - Yangsze Choo

Sinopse: Certa noite, meu pai me perguntou se eu gostaria de me tornar uma noiva fantasma...
1893. Li Lan é uma jovem que recebeu educação e cultura, mas que vive sem grandes perspectivas depois da falência de seus pais. Até surgir uma proposta capaz de mudar sua vida para sempre: casar-se com o herdeiro de uma família rica e poderosa. Há apenas um detalhe: seu noivo está morto.
A Noiva Fantasma é o surpreendente romance de estreia de Yangsze Choo, a escritora de ascendência oriental que está encantando fãs por todo o mundo.
Por mais fantásticas que pareçam, as noivas fantasmas ainda resistem até hoje em parte da cultura asiática. A prática, que chegou a ser banida por Mao Tsé-Tung durante a Revolução Cultural, foi muito frequente na China e na Malaia (hoje Malásia) no final do século XIX. O casamento era usado para tranquilizar um espírito inquieto, e garantir um lar e estabilidade para as mulheres que diziam sim a maridos já falecidos. É claro que elas tinham um preço alto a pagar, e com Li Lan não seria diferente.
Evocando obras como Lugar Nenhum, de Neil Gaiman, essa obra é uma história impressionante sobre o amor sobrenatural e sobre o amadurecimento, escrita por uma extraordinária nova voz da ficção contemporânea. (Skoob)
CHOO, Yangsze. A Noiva Fantasma. Darkside, 2015. 360 p.


A Noiva Fantasma foi uma leitura bem diferente e bastante satisfatória. Não encontrei tanto terror quanto esperava, mas sim, uma fantasia maravilhosa!

A história é baseada em crenças e costumes malaios, (Malaia, que agora é conhecida como Malásia). Ela me levou para um mundo diferente de todos que já visitei lendo livros. Aqui encontramos vivos que queimam oferendas para os mortos, para que eles tenham riquezas e alimentos no mundo dos mortos, demônios com cabeça de boi que são guardas muito maus e até espíritos famintos vagando pelas cidades.

O livro conta a história de Li Lan, uma jovem malaia que vive com o pai e alguns “empregados”, dentre eles, tem a Amah, que é uma espécie de babá, esta cuida de Li Lan como se fosse filha, pois sua mãe faleceu há muito tempo. Com isso, ela acabou esquecendo de se casar, pois seu pai também não dava muita atenção a este fato.

Mas certo dia, seu pai lhe pergunta se ela gostaria de se tornar uma noiva fantasma. Ser uma noiva fantasma é ter que se casar com alguém já falecido e passar a viver como viúva. Isso acontece por a família acreditar que o falecido não está descansando em paz e precisa de uma esposa para ser um pouco mais feliz.

"Certa noite, meu pai perguntou se eu gostaria de me tornar uma noiva fantasma. Perguntar talvez não seja bem a palavra. Estávamos em seu escritório, eu folheando um jornal e ele no sofá de vime. A noite estava quente e quieta, com mariposas voando em círculos pelo ar úmido, atraídas pela lamparina acesa. "O que você disse?"

Li Lan se apavora e não quer isso para a sua vida, mas ainda assim aceita participar de um festival na casa de seu “suposto noivo” falecido. Chegando lá, ela conhece Tian Bai, um jovem muito bonito e educado, que depois descobre que é primo de seu pretendente.

Mas Li Lan acaba sendo enganada pela mãe de seu quase noivo, Lim Tian Ching, que lhe pediu um enfeite de cabelo, com toda inocência ela entrega o que lhe foi pedido, sem saber que aquilo lhe traria grandes problemas. Através deste enfeite Lim Tian Ching conseguiria entrar em seus sonhos e aí que sua vida vira do avesso. 

Ela não quer mais dormir, para não sonhar com Lim Tian Ching e decide ir á uma médium. A fim de obter alguma ajuda, aceita uma mistura que deve ser tomada para que os sonhos não a incomodem, mas acaba tomando demais, caindo num sono muito profundo, que pode até ser considerado um coma, onde sua alma sai de seu corpo e não consegue retornar.

Sua aventura começa com ela em busca de resposta para se livrar do tal casamento e assim poderá retornar ao seu corpo e tentar se casar com Tian Bai. Não será nada fácil viver nesse mundo dos mortos!


Pessoal, que livro foi esse! Me surpreendeu demais, a história é tão cheia de mistérios, tive tantas dúvidas ao ler cada capitulo, parecia que a garota estava ficando cada vez mais sem rumo.

No mundo dos mortos ela conheceu pessoas muito ruins e algumas muito boas. Mas ela não podia confiar em ninguém, muita gente queria se beneficiar de sua condição. A todo momento era uma surpresa diferente! Muitas vezes tive vontade de entrar no livro para tirar a moça de toda aquela loucura.

A autora fez um ótimo trabalho, a trama é incrível, muito bem escrita. Nunca li nada parecido, mas creio que ela soube mesclar muito bem a cultura malaia com a história! Só de pensar que tem gente do outro lado do mundo que acredita nessas coisas, me dá arrepios! 

A autora usa muito a linguagem malaia durante a obra, mas ao decorrer do livro temos todos os significados no rodapé das páginas, é uma coisa linda de se ver! Dá pra entrar de cabeça mesmo na aventura de Li Lan, impossível não torcer para essa garota!

Li Lan é um tanto inocente, mas muito corajosa, conseguiu descobrir muitas coisas com sua viagem ao mundo dos mortos. Seu pai é todo reservado e meio desleixado também, ao ler, é possível perceber que ele era uma pessoa alegre, mas como sofreu a perda de seu grande amor, se tornou um homem amargo e bem fechado. Amah é uma personagem muito cativante, toda cheia de superstições e tem um coração enorme! Já Lim Tian Ching é detestável, nunca vi morto mais chato que esse!  


A edição está super caprichada, naquele padrão Darkside que conhecemos, tem até umas folhas que podem ser destacas para fazer origamis!

Enfim, só posso dizer que gostei demais dessa fantasia e indico a todos que gostam do gênero. E quem não gosta, poderia arriscar, creio que não irá se arrepender!

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Conjuntando #67: Livros para o início de ano


Os primeiros dias do ano sempre nos rendem ótimos momentos de inspiração. É o momento em que paramos para refletir, traçar metas e planejar o que se quer para o ano que temos pela frente.

E por que não aproveitar as inspirações dos livros para fazer isso? Essa é a pretensão da postagem de hoje: apontar alguns livros que podem servir de inspiração para que, em 2017, a gente possa realmente mudar algo no mundo - ou em nós mesmos.

1. Eu me chamo Antônio

Poesia! Totalmente inspirador. E a arte do livro é toda trabalhada para encher os olhos do leitor, fazê-lo imaginar o mundo como quando era criança. Ajuda a pensar em coisas pequenas e bobas, mas são essas coisas que realmente importam, não são?

2. Como eu era antes de você

O livro é triste, faz chorar e o final não é dos mais felizes. Mas vamos ser sinceros: Will dá um bom choque de vida em Lou, faz ela repensar a forma como vivia e a ajuda a mudar de postura perante o mundo. É definitivamente inspirador.

3. O lado bom da vida

Pat Peoples, protagonista do livro, saiu de uma espécie de reabilitação psiquiátrica e, apesar de pensar em sua esposa o tempo todo, Nikki nunca aparece. Convencido de que, se vier a se tornar um homem melhor conseguirá reconquistá-la, ele se esforça ao máximo, incansavelmente. Acho que todo mundo pode se inspirar em ser melhor e ser persistente nisso, como Pat.

4. Surpreendente!

Na história de Maurício Gomyde, Pedro, o protagonista, descobre que em pouco tempo deixará de enxergar e em uma viagem junto com seus amigos acaba fazendo o filme da sua vida. A história é um pouco clichê, mas a forma como as peças vão se encaixando enchem o leitor de esperança e da perspectiva que a gente pode, sim, fazer sempre mais.

5. Guia astrológico para corações partidos

O livro na verdade não é lindo e inspirador a "olhos nus", devo avisar. Trata-se de uma história divertida e inteligente, não mais que isso, mas ela mostra que tudo o que nos acontece não se relaciona com causas externas - não interessa horóscopo, não interessa sorte, e sim as nossas escolhas.

6. Amigas para sempre

Na verdade, esse item poderia ter o título "livros de Kristin Hannah". Escolhi Amigas para sempre porque foi o livro dela que mais me emocionou, mas poderiam ter sido outros. A autora sempre coloca causas importantes como base de seus livros e, além disso, sempre traz uma mensagem de que o que importa de verdade são as pessoas, o amor e a vida.

7. Todo dia

Que tal menos preconceito e intolerância em 2017? Todo dia é uma bela forma de questionar padrões e estereótipos, afinal, A, protagonista desta obra, é uma pessoa diferente todo dia. Nesse aspecto, o livro é extremamente inspirador.

E vocês, lembram de algum outro livro que poderia ser citado nessa lista?

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Nunca, Jamais - Colleen Hoover

Sinopse: Charlie Wynwood e Silas Nash são melhores amigos desde pequenos. Mas, agora, são completos estranhos. O primeiro beijo, a primeira briga, o momento em que se apaixonaram... Toda recordação desapareceu. E nenhum dos dois tem ideia do que aconteceu e em quem podem confiar. Charlie e Silas precisam trabalhar juntos para descobrir a verdade sobre o que aconteceu com eles e o porquê. Mas, quanto mais eles aprendem sobre quem eram, mais questionam o motivo pelo qual se juntaram no passado. (Skoob)
HOOVER, Colleen. Nunca, Jamais. Editora Galera Record, 2016. 192 p.


Para conseguir aproveitar a história de Charlie e Silas, um casal de adolescentes que perde a memória episódica, ou seja, de quem são, de seu passado individual, mas continuam com todas as outras memórias, como falar, usar celular, computador, etc., você deve abandonar um pouco seu senso comum. Isso, porque a história não existiria se eles simplesmente procurassem um médico para realizarem exames.


O que os dois fazem é exatamente o oposto. Escondem a perda de memória de todos e resolvem procurar pistas do que aconteceu no mundo exterior, sendo que o que eles têm é um problema biológico. Ignorando esse pequeno detalhe (!), você poderá aproveitar melhor as agruras pelas quais os dois passam.

Charlie é uma personagem complicada. Não consegui simpatizar com ela em nenhum momento. E isso não é um defeito de construção pelo autor, mas, sim, proposital. Hoover fez Charlie dessa forma, para ser chata, egoísta, temperamental, individualista, fria. Exatamente o oposto de Silas.


Silas é carinhoso, romântico, companheiro. Ele se preocupa com Charlie, pensa nela em primeiro lugar, deseja descobrir que o sentia por ela, antes da perda de memória, era tão forte quanto o que ele começa a sentir depois da perda de memória. Ele se apaixona por ela de novo, enquanto Charlie tenta se afastar de todas as formas.

E nesse ponto, fica interessante, porque Charlie reconhece seus defeitos, sua mãe alcoólatra, sua irmã rebelde, todos os problemas que a rodeiam, e não gosta do que vê. É como se ela visse seu reflexo em um espelho quebrado e deseja consertar esse espelho. Por isso, o desejo dela em não se apaixonar por Silas, uma vez que ele é o retrato do que funciona, do que é bom e quente.


O casal funciona tão bem que, quando descobrimos que ambos fizeram coisas para magoar um ao outro, sentimos um pesar no coração. E esse pesar também é sentido por eles. A incredulidade de que o que sentem foi maculado por más escolhas, intrigas e atos provocativos para machucar propositalmente.

O que aconteceu para eles terem chegado a esse ponto? Bem, como eles, o leitor também fica sem saber, uma vez que Nunca, Jamais faz parte de uma trilogia. No primeiro livro, pouco descobrimos. E a história acaba abruptamente, e de uma forma que apaga tudo o que lemos.

Isso é mau? Não. Faz todo o sentido terminar dessa forma. Estamos tratando com perda de memória, com uma busca frenética pelo que aconteceu. É importante o leitor se sentir da mesma forma que os personagens.


Nunca, Jamais consegue misturar uma história romântica bastante casual, com um tempero de mistérios, de urgência, de desespero. Usa de desvios criativos para torar a vida do casal uma tortura, e obriga o leitor a ler página atrás de página para descobrir o que aconteceu. Tanto, que li a obra de uma só vez, em um par de horas.

Que venha o segundo livro, que, infelizmente, ainda não foi publicado no Brasil.

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