No centro da terceira fileira - G.C. Neves


Sinopse: Você conseguiria imaginar o que a pessoa ao lado está vivenciando? Alguma pessoa já conseguiu dominar os seus sentimentos e as suas atitudes? Você já fez isso com alguém? Até que ponto a brutalidade de um homem pode ser dominada pela simplicidade de uma mulher? Beleza, um corpo esbelto ou popularidade seriam pontos fortes ou sinais de fraqueza? Quem está em vantagem no jogo da sedução? Perguntas como essas são respondidas nesta obra, que aborda as coisas simples desses confrontos cotidianos, de maneira crua e por muitas vezes obsceno. Descaso, confiança, amor, sedução e sexo são coisas tão banais e tão presentes em nossas vidas que, quando fogem ao nosso controle, nos perguntamos onde erramos. Contudo, na verdade, sem querer, permitimos que elas estivessem sempre a nossa frente. (Skoob)
NEVES, G.C. No centro da terceira fileira. Editora Chiado, 2015. 278 p.

Eu demorei um pouco pensando no que dizer sobre No centro da terceira fileira. Em diversos momentos, a forma como a história é conduzida, lembrou-me bastante um outro livro: AFTER. Quando falo que os dois livros são parecidos, não me refiro ao que acontece, ou aos personagens, mas especificamente à repetição exaustiva de uma mesma ação, à falta de amor próprio dos personagens e à falta de uma história em si.


Rob é um garoto que se fechou em um mundo onde enxerga apenas os estudos, mesmo ele tendo um porte atlético, andar de bike, se bronzear e ser bonito. Isso até Bel, uma colega da sala, entrar em sua zona de conforto, tentando pegar a cadeira do centro onde se senta desde o início do ano. Isso faz com que Rob preste atenção nela, e nas três amigas: Gisa, Rê e Val. Ao mesmo tempo, Rob cria uma amizade com Zero Um, um outro colega da sala. A partir daí, acompanhamos as paqueras que ocorrem entre esses personagens, capítulo atrás de capítulo, tudo dentro da sala, com repetição de situações, conversas, pensamentos, etc.

No início, eu pensei que Rob se tornaria uma pessoa mais interessante, sairia de seu pequeno mundo egocêntrico, mas o que aconteceu, foi ele se tornar totalmente dependente de Gisa, uma espécie de garota manipuladora, que adora humilhar e brincar com os sentimentos dos homens. Não que os homens deste livro não mereçam. Rob e Zero Um são homofóbicos, racistas, machistas e egoístas. As conversas entre os dois são carregadas de desprezo pelo sexo oposto, a não ser quando elogiam a bunda ou os seios de alguma garota.

Rob é totalmente volúvel, o retrato da maioria dos homens. Ao mesmo tempo que ele jura amores por Gisa, ele analisa a bunda da Bel, sonha em transar com Rê e volta para Gisa. Mas as garotas tem um comportamento igual. Dependendo da página do livro, Gisa e Bel dão indícios de gostarem de Rob, para na página seguinte, dizerem o contrário. Isso até começar o capítulo seguinte, onde tudo se repete.

Rob é tão sem amor próprio, que mesmo quando ele tem provas concretas de quem realmente é a garota que ele diz amar, ele joga tudo para cima e continua atrás dela. Já Bel faz o mesmo. Sabendo que o namorado a trai constantemente, ela permanece com ele, chorando suas mágoas, mas não toma nenhuma atitude para mudar isso.


A falta de caráter dos personagens vai mais além. Bel sabe a história de Gisa. E mesmo quando diz ser amiga de Rob, e não concordando com as atitudes de Gisa, ela mantém o segredo, e esconde de Rob, por todo o livro, o comportamento da outra.

Minha relutância para escrever esta resenha, não se deveu apenas ao fato de eu considerar a obra bastante rasa, mas, sim, porque, por mais difícil que seja acreditar, as conversas racistas, homofóbicas, machistas que citei acima, condizem fielmente com nossa realidade. Na idade dos personagens, tudo isso é normal em qualquer colégio e pré-vestibular. Quer dizer, normal não é, mas é rotineiro. Entretanto, o que torna a obra pouco atrativa, é o fato de não existir uma moral, um direcionamento para o que é certo e o que é errado. A forma como a narrativa é conduzida, passa a mensagem de que tudo o que existe de condenável nos personagens, em termos de comportamento e caráter, não é errado, é assim mesmo, é aceitável. Mas é exatamente o contrário. Não é aceitável.

No centro da terceira fileira sofre do mesmo mal de After: uma história recheada de futilidades, realçada pelas repetições de uma mesma situação, apenas para criar interesse em um leitor ávido por sentimentos depreciativos. Uma pena.

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Mentiras como o amor - Louisa Reid

Sinopse: Audrey sabe que sua mãe está certa quando tenta salvá-la de si mesma. Ela sabe que tem sido injusta, por isso precisa, por seu irmão mais novo e por sua mãe, seguir em frente. Audrey tenta manter todos felizes. Juntos, eles estão em busca de dias melhores. A mãe de Audrey, à sua maneira, tenta ajudar a filha a controlar a doença para que ela possa encontrar um recomeço seguro.
Então Audrey conhece Leo, mas ele torna a vida dela realmente complicada, pois essa amizade faz com que ela deseje ousar ser ela mesma, enfrentar a vida.
Agora, Audrey precisará decidir: cuidar de sua família especialmente de seu irmão ou continuar sonhando com a vida que tanto deseja?
Mentiras Como o Amor é deslumbrante e de partir o coração. É o novo romance de Louisa Reid, a autora aclamada de Corações Feridos.(Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora.
.Louisa Reid. Mentiras Como o Amor. Editora: Novo Conceito, 2017. 473p.


Mentiras como o amor, foi um livro que me surpreendeu e que trouxe uma história dramática, sobre superação e descoberta ao mesmo tempo que mostrou o poder que tem o amor e o quanto ele pode ser destrutivo.

"Não se preocupe, seja feliz, Aud."

Audrey é uma menina que apesar da tenra idade já passou por muitas dificuldades, ela sofre de depressão e só tem sua mãe e irmão como apoio, eles se mudaram recentemente para a Inglaterra em busca de uma nova vida, já que um incêndio destruiu tudo o que eles tinham.

A introdução a vida da personagem foi feita gradativamente, inicialmente achei a história um pouco parada e estar na cabeça de uma pessoa que não se sente bem consigo mesma foi difícil, principalmente quando o pior dos seus problemas emergiu. Eu vi uma garota perdida, que só queria ser normal, ser abatida pelos problemas do dia-a-dia, mas sem se deixar vencer, sempre lutando pelo bem de sua família em especial seu irmão de apenas 5 anos.

"As palavras eram fios invisíveis que corriam entre nós, tecendo uma teia que nos ligava. Fazia com que deixássemos de ser estranhos e nos transformássemos em amigos. E de amigos em algo mais." 

Leo foi um personagem que me surpreendeu, ele também teve sua cota de problemas, ele mostrou para Audrey o que é o amor e ele foi um personagem que fez toda diferença em sua vida, um foi o porto seguro do outro, ajudando em especial a lidar com seus problemas e dificuldades. 

Ver Audrey lidar com a Coisa foi algo que me tirou da minha zona de conforto, eu não estava preparada para isso, foi completamente perturbador, eu não sabia como lidar com aquilo, estar na cabeça dela foi como se tudo estivesse acontecendo comigo e não com uma personagem de um livro.

"Desci as escadas e enfileirei meus comprimidos no balcão. Um para que eu não me sentisse deprimida. Um para que eu parasse de sentir enjoou. Um para que eu dormisse o dia inteiro. Um para me impedir de abrir cortes nos braços, pernas e coxas. Havia comprimidos para tudo. Para tudo exceto um comprimido para que eu pudesse ser livre."

Lorraine, mãe da Audrey, foi uma personagem que me incomodou bastante durante a leitura, ela se mostrou uma pessoa contraditória, autoritária e bastante manipuladora, desde o começo eu achei suas atitudes estranhas e minha desconfiança não foi a base de nada, ela é uma mãe horrível que não apoia a filha e que não a entende, ela chegou a acusar a Audrey de provocar o próprio bullying, o que para mim foi um absurdo. 

"Minha mãe era a lua. Minguante e crescente. Às vezes ela explodia, brilhante e cheia. Outras vezes era delgada e cruel, cortante como uma faca. E eu só podia me mover quando ela permitia, meu corpo como a maré, ainda preso às cordas que ela manipulava. Eu consegui me libertar por ora, mas logo voltaria para perto dela; ela me chamaria, daquela maneira que que apenas ela poderia chamar."

A narrativa do livro é feita em primeira pessoa pelo ponto de vista da Audrey e em terceira pessoa quando narrada pelo Leo, a edição é linda, com alguns detalhes que fizeram o livro incrível, essa capa é perfeita e tem tudo a ver com a história, as folhas são amareladas e as letras confortáveis, não tive problemas com a revisão. 

Mentiras como o amor não é um livro muito detalhado, a autora só coloca informações o suficiente para entendermos o que está acontecendo, isso me incomodou um pouco pois gostaria de mais detalhes, mas ao mesmo tempo entendi a jogada, já que as cenas de Audrey e seus problemas com a Coisa eram muito perturbadores.

"Virei-me para ir, mas a Coisa bloqueava a porta e eu não consegui passar por ela, e, naquele calor, uma gota de suor escorreu pelo meu pescoço, descendo pelas omoplatas e pelas costas. A Coisa me empurrou para frente outra vez, contra a beira do fogão, e a água se agitou e entornou e borbulhou e respingou e queimou e eu gritei."

Esse livro fala sobre bullying, depressão, problemas familiares, automutilação e o amor. O final foi um pouco decepcionante para mim, já que quando o assunto é livro sou uma romântica assumida, mas foi algo esperado, afinal não estamos falando de um conto de fadas ou um romance florzinha, e sim de um livro onde os personagens têm que lidar com seus problemas e sobreviver a eles.

Eu poderia continuar falando dos muitos motivos pelo qual você deve ler esse livro, mas vou parando por aqui, eu só digo que essa foi uma leitura incrível e que, apesar de ter me tirado da zona de conforto, me fez ver certos acontecimentos com outros olhos, coisa que antes para mim não era possível.

"O rosto dela era uma distração, os olhos cheios de sombras, azuis, cinzentos e verdes. Eram como a água. O fundo do mar. Ele queria tirar aqueles óculos, olhar diretamente neles. Observá-los pelo resto do dia e compreendê-la. Uma equação complicada. Mais parecida com um soneto. Os olhos da minha amada não têm nada em comum com o sol."



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Leitura do Mês: Maio


Maio já se foi faz tempo, mas eu ainda não tinha conseguido mostrar as leituras que fiz no mês - sorry. Mas é que surgiram tantas coisas legais para divulgar nesse meio tempo que acabou não sendo possível. E o que importa é que estou mostrando agora 😅

Não foram muitas leituras em Maio, mas foram leituras ótimas.

O mês começou com O resgate no mar - Parte I, terceiro livro da série Outlander, recebido em parceria com a Editora Arqueiro. Estou amando a trama de Claire e Jamie, e a sequência já está aqui em casa, mas estou com tantas leituras atrasadas que, infelizmente, eles terão de esperar.

Em seguida, li Quem era ela, publicado pela Editora Intrínseca. Vi que algumas pessoas não curtiram tanto a leitura, mas eu fui pega de surpresa de uma forma única e, por isso, adorei o livro. Os detalhes estão na resenha.

A prisão do Rei foi o livro que me fez reduzir o ritmo de leitura. O livro começou extremamente chato e cansativo e levei quase duas semanas para ler. Depois da metade, a leitura passou a fluir e a história ficou boa, mas eu quase desisti do livro. A resenha foi publicada no Roendo Livros, mas logo devo divulgar aqui também.

A última leitura do mês foi Grana Torpe, um livro de contos recebido pela Ler Editorial, com uma pegada bem rápida e dinâmica que ainda nos agracia com um fechamento interessante. Foi uma leitura mais leve para encerrar o mês muito bem, aliás.

E vocês, o que leram no mês passado?

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Eu sou o Peregrino - Terry Hayes

Uma mulher é brutalmente assassinada em um hotel decadente de Manhattan, seus traços dissolvidos em ácido. Um pai é decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita. Na Síria, um especialista em biotecnologia tem os olhos arrancados ainda vivo. Restos humanos ardem em brasas na cordilheira Hindu Kush, no Afeganistão. Uma conspiração perfeita, arquitetada para cometer um crime terrível contra a humanidade, e apenas uma pessoa é capaz de descobrir o ponto exato em que todas essas histórias se cruzam.
Peregrino é o codinome de um homem que não existe. Alguém com tantas identidades que mal consegue lembrar seu verdadeiro nome. Adotado ainda jovem por uma família rica, ele se tornou um importante profissional da espionagem. Em uma perseguição cinematográfica, Peregrino cruza o mundo, da Arábia Saudita às ruínas da Turquia; do Afeganistão ao Salão Oval da Casa Branca. Um caminho doloroso e repleto de ameaças inesperadas, na busca por um homem desconhecido cujo plano é desencadear uma destruição em massa sem precedentes.
Romance de estreia do renomado roteirista britânico Terry Hayes, Eu sou o Peregrino é uma narrativa ágil, com ritmo alucinante, cujos personagens são construídos de forma primorosa em toda sua complexidade psicológica. Uma jornada épica e imprevisível contra um inimigo implacável.

Livro recebido em parceria com a Editora.
HAYES, Terry. Eu sou o Peregrino. Editora Intrínseca, 2016. 688p.


Em Eu sou o Peregrino, encontramos a história de um dos mais brilhantes agentes especiais dos Estados Unidos. Um homem sem nome, mas que possui várias identidades e já enfrentou diversos crimes, conseguindo solucioná-los, com sua grande perspicácia. Após muitos anos prestando este tipo de serviço, o homem decidiu parar, mas antes disso, publicou um livro, com o nome de um agente morto, contando como solucionou os mais difíceis casos.

"Apesar dos meus muitos casos com outras substâncias, a inteligência sempre foi minha droga preferida" 

Mesmo estando aposentado, o Peregrino foi chamado para tentar desvendar os mistérios de um crime que parecia ser perfeito, a morte de uma mulher, no quarto 89 de um hotel. A mulher foi encontrada mergulhada numa banheira cheia de ácido, já não possuía digitais ou arcada dentária e, para piorar ainda mais o trabalho dos investigadores, o quarto foi completamente esterilizado pelo autor do crime e o Peregrino pôde perceber que o crime foi cometido por alguém que conhecia seu livro, usando um pouco de cada caso, o assassino conseguiu eliminar todos os vestígios possíveis do crime.

Não bastasse este cenário, o Peregrino está prestes a encarar o caso mais importante de sua vida, impedir que uma arma biológica, 100% letal chegue aos Estados Unidos. Para que isso aconteça, ele terá que viajar para o oriente médio em busca de respostas que podem ajudá-lo nesta missão. Nesta jornada ele se depara com a história de um homem decapitado em praça pública e outro que teve os olhos arrancados, uma mistura de ódio e terror que prende o leitor do começo ao fim.


Não costumo ler o gênero policial, mas quando li a sinopse de Eu sou o Peregrino me interessei logo de cara, e no final fiquei feliz por não me decepcionar com a leitura! O autor criou uma trama maravilhosa, usando em muitos momentos a geografia, o que faz com que o leitor viaje principalmente ao oriente médio, mergulhando de cabeça na história. Também conseguiu usar um pouco de história, trazendo o fatídico evento do 11 de setembro à memória. 

"Edmund Burke disse que o problema com a guerra é que normalmente ela destrói as próprias coisas pelas quais se está lutando — justiça, decência, humanidade —, e não pude deixar de pensar em quantas vezes eu violara os mais caros valores de nossa nação a fim de protegê-los".

Outra coisa bem interessante que ele usou foi a ideia da arma química, que foi sintetizada a partir do vírus da varíola, uma doença erradicada à anos. Fiquei um tanto curiosa sobre a doença, confesso que conhecia só por nome, basicamente. Pesquisando um pouco sobre ela fiquei ainda mais surpresa com o que o autor apresentou no livro, é ficção, mas parece que se mistura com a realidade em alguns momentos, e isso me assustou um pouco.

O livro é bem descritivo, então em algumas partes fica um pouco cansativo, mas garanto que vale a pena todos esses detalhes. A narrativa é mesclada entre primeira e terceira pessoa, o que permite termos bastante visão de toda a história.

Os personagens são muito bem construídos, o Peregrino é um homem muito inteligente e experiente, o autor conseguiu expressar muito bem esses traços. Já o Sarraceno é muito ardiloso e tem muito ódio dentro dele. Confesso que não entendi muito bem, ele detestava os Estados Unidos de uma forma tão intensa que é difícil até de explicar. Outro personagem que merece destaque é Ben Bradley, um homem que conheceu o Peregrino através de seu livro e se tornou seu parceiro nesta jornada. Ele teve um papel muito importante para que o crime fosse desvendado a tempo de salvar a população.

“Sarraceno significa árabe ou — em uma acepção muito mais antiga da palavra — um muçulmano que lutou contra os cristãos. Volte ainda mais no tempo e descobrirá que já significou nômade.”


A escrita não é linear, então sempre pegamos o narrador divagando em alguma de suas aventuras, isso me incomodou um pouco, pois sou muito ansiosa, estava louca pra saber quem havia matado a mulher do quarto 89, e queria saber qual o fim do Sarraceno!

Em vários momentos, principalmente no clímax do livro reparei que estava prendendo o ar, de tão intensa que estava a leitura. Na última página parei e pensei: - Caramba, que loucura! Que livro!

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Promoção: 2 anos de Cantinho Cult


Olá pessoal, não acabaram ainda as promoções por aqui!

O blog Cantinho Cult está completando 2 anos, e para comemorar, é claro que não podia faltar um super sorteio! São ao todo 40 livros, muitos marcadores e um Kit Blogueiro exclusivo com Layout Personalizado (a escolha do ganhador), arte de marcador, capa para as redes sociais e um mídia kit exclusivo! Vamos então ao que interessa?

Blogs Participantes


Autores Participantes

Editora Participante


Regras e Considerações
  • O sorteio é composto por entradas obrigatórias e opcionais, as segundas sendo realizadas apenas se desejarem, porém elas valem mais pontos e vocês terão mais chances no sorteio. 
  • Os blogs, autores e editora tem um prazo de 60 dias para envio do prêmio para o ganhador. 
  • A promoção é válida apenas para endereços em território brasileiro. 
  • Os blogs, autores e editora não se responsabilizam por extravio, atraso de entrega dos correios ou por entrega não efetuada em caso de o ganhador passar endereço errado. 
  • Cada blog, autor e editora é responsável pelo envio de seu prêmio. 
  • Um e-mail será enviado para o ganhador e este terá 3 dias para responder. Caso não haja resposta, outra pessoa será sorteada. 
  • Caso o ganhador não cumpra as entradas obrigatórias, outra pessoa será sorteada. 
  • Uma pessoa só pode ganhar uma vez, portanto se essa pessoa for sorteada em mais de um Kit, o segundo Kit em que ela foi sorteado terá outro sorteio, para termos outro ganhador e mais chances de outras pessoas ganharem. 
  • O Kit 1 é um Kit especial para os blogueiros, por isso é preciso ter um blog para ganha-lo. 
  • O resultado do sorteio irá sair aqui nesse mesmo post, e vocês poderão conferir os ganhadores. 
  • O Sorteio vai do dia 13/06/2017 até o dia 13/08/2017.

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Agora e para sempre, Lara Jean - Jenny Han

Sinopse: Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean — aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las — foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta. Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás. Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir? (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora.
HAN, Jenny. Agora e para sempre, Lara Jean. Editora Intrínseca, 2017. 304p.


O primeiro livro sobre Lara Jean, Para todos os garotos que já amei, foi um dos romances mais fofos que li em 2015 (resenha, aqui). Todos os personagens tinham sua importância na trama, e a principal, Lara, trilhava um caminho de aprendizado, de amadurecimento, quanto a seus sentimentos amorosos, como quanto a suas relações dentro da família, em particular com a irmã mais velha. 

Assim, comecei a ler Agora e para sempre, Lara Jean, com um misto de esperança de que a autora mantivesse a qualidade do primeiro livro, mas com medo de que ocorresse o contrário. Bem, para não criar expectativa desnecessária, digo já que ela conseguiu, felizmente.

A narrativa é intimista, em primeira pessoa, e conseguimos perceber que Lara ainda tem inseguranças, mas não quanto às coisas que já viveu, apenas sobre aquilo que ainda vai viver e não conhece, como sua faculdade. Ela está tão mais madura, que consegue tomar decisões de forma melhor que a irmã mais velha, especificamente em reação ao casamento do pai com a vizinha, e em relação à irmã mais nova, que está mais crescida, começa a ter mudanças físicas e de comportamento, e Lara sente que indo para a faculdade, poderá perder isso.

O que Lara sente por Peter também se firmou, não existem mais as dúvidas infantis quanto ao que cada um sente pelo outro, apenas ajustes que se tornam necessários em qualquer relacionamento amoroso que precisa passar por decisões sobre o futuro, no caso, sobre a distância que os irá separar por frequentarem faculdades diferentes. O legal é que Lara não tem dúvidas de que se manterá fiel ao que sente, independente da distância, e isso, novamente, comprova o quanto a personagem aprendeu.

Existem diversos outros pontos no livro, como o relacionamento do pai, seu casamento, a nova mãe, o novo namorado de Margot, o problemas de Peter com seu pai ausente e com sua mãe manipuladora, além de outras tramas que dão vontade de acompanhar, não pelo suspense, porque todas são triviais, mas pela forma emocional que a personagem usa na narrativa para descrevê-las, e o quanto cada uma delas é importante dentro de sua vida.

Um ponto curioso nesta edição, é que a autora traz uma pequena visão de como a vida dos americanos é paranóica no seu dia-a-dia. Em um trecho, quando Laura e Peter estão visitando Nova York e no edifício Empire State, ele deixa uma mochila no terraço, perto de Laura, para que ela encontre e se surpreenda com o que tem no interior. Acontece que, para os americanos, uma mochila abandonada, significa a possibilidade de uma bomba, um atentado terrorista, e o jovem casal quase se complica com essa atitude inocente.

Agora e para sempre, Lara Jean encerrou a trilogia com qualidade, com emoção, com ternura e com uma mensagem de sabedoria para a maioria de nós. Ficarei com saudades de Lara e Peter.


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Semana Especial: Carta para um "eu" ainda desconhecido


No último mês, a Editora Intrínseca lançou Agora e para sempre, Lara Jean, terceiro volume da série Para todos os garotos que já amei. Para alegrar essa semana de amor que vem com o dia dos namorados, a Editora convidou os parceiros para falar dessa série fofura que vem conquistando corações por aí.

A história de Lara Jean começa com suas cartas de amor enviadas pelo correio e por isso o tema de hoje são cartas! A Editora desafiou os blogueiros a escreverem cartas para os seus crushes ou para nós mesmos no futuro. Como já conquistei o meu crush, decidi escrever para meu eu futuro uma carta que, na verdade, eu espero que se aplique a todas as pessoas que lerem:

~~*~~*~~

Oi Ju,

Algum tempo já se passou desde que você escreveu essa carta. É estranho pensar que você ainda sou eu, mas eu ainda não sou você. E por mais que você se lembre de como eu era, eu ainda preciso descobrir como você será.

Digo isso porque sei que você será diferente. Eu sou diferente do que era há alguns anos, e as maiores mudanças ainda estão por vir. Filhos, talvez. Ter concretizado aqueles sonhos que eu cultivo há tanto tempo. Ter tido a experiência daquela viagem que eu sempre sonhei fazer, mas ainda não consegui. Espero que você tenha feito. Ter se estabelecido na carreira que tanto desejou. Estar com a consciência tranquila, porque, por mais que eu me esforce, sinto que ainda há muito a ser feito.

E tudo bem se algumas dessas coisas não acontecerem, se alguns desses sonhos não forem alcançados. Meu eu presente acredita que algumas coisas acontecem como têm que acontecer, não importa o quanto você lute na direção contrária. Alguns acontecimentos são incontroláveis e, nesses casos, só nos resta ser resilientes. Aceite, por mais que doa, mas tente ver o que de bom você pode tirar dos caminhos para os quais é empurrada. Às vezes o inevitável consegue ser bom também, você só precisa saber enxergar. Espero que não tenha esquecido isso.

Se os seus sonhos não puderem ser alcançados, por favor, por favor, construa novos. Não perca a capacidade de sonhar. É a esperança e a fé no futuro que me tornam quem sou hoje: forte, confiante e segura de que coisas boas acontecem, mesmo que nem tudo aconteça da forma como eu desejo. São esses sentimentos que me dão força para lutar todos os dias, para enfrentar as dificuldades e para me adaptar sem perder o essencial de mim. Espero que você ainda possa se encontrar neles.

E o mais importante de tudo, eu espero que você não se deixe amargurar pelas dores da vida. Eu sei que você terá de enfrentá-las em alguns momentos, mas desejo que isso lhe torne mais forte. Continue acreditando no amor, amplie seu mundo, espalhe sorrisos. Seja uma pessoa melhor, busque isso sempre. E viva todas as oportunidades que a vida lhe der.

Grande beijo,

Ju

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Promoção: Sorteio Literário Junino


Olá leitores, venham participar de um sorteio literário junino, onde um sortudo vai levar para casa cinco livros maravilhosos!

Prêmios
- 1 exemplar de "Uma chance para recomeçar" cedido pela autora Diana Scarpine, lançado pela Editora Pandorga, para quem curte um romance sobre superação.
- 1 exemplar de "Sombras do Mundo" da Daniella Rosa, publicação da Ler Editorial, cedido pelo blog PDL, para os apaixonados por histórias que tragam seres sobrenaturais.
- 1 exemplar de "Lavínia e a Árvore dos Tempos" cedido pelo autor Lucinei Campos, para os apaixonados por aventura e seres folclóricos.
- 1 exemplar de "Selene e o Dragão" lançamento da Editora PenDragon, cedido pela escritora Marília G. Barbosa, para os fãs de fantasia.
- 1 exemplar de "Beco da Ilusão" da Mallerey Cálgara, cedido pela Mundo Uno Editora, para quem gosta de histórias que se passem na Segunda Guerra Mundial.

Para participar, é só preencher o formulário do Rafflecopter abaixo e torcer. Depois das regras obrigatórias, aparecerão as opcionais, aproveite as entradas extras para aumentar (e muito) suas chances de ser o sorteado.



Regras:
- É preciso ter endereço de entrega no Brasil.
- Início das inscrições: 10/06/2017, término: 10/07/2017. O sorteio será realizado em até uma semana após o encerramento das inscrições.
- O sorteado será avisado por e-mail pelo blog PDL e terá o prazo de até uma semana para enviar seu endereço para envio do prêmio ou o sorteio será refeito.
- O envio dos prêmios será de responsabilidade de quem cedeu cada um, e será feito em até 30 dias após o recebimento do endereço do ganhador. Sendo assim, eles provavelmente chegarão em datas distintas. Não nos responsabilizamos por endereço incorreto fornecido pelo participante, danos ou extravios dos Correios.

Boa sorte!

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Semana Especial: Para todos os garotos que já amei


No último mês, a Editora Intrínseca lançou Agora e para sempre, Lara Jean, terceiro volume da série Para todos os garotos que já amei. Para alegrar essa semana de amor que vem com o dia dos namorados, a Editora convidou os parceiros para falar dessa série fofura que vem conquistando por aí. Já conhece?

Se a resposta for não, leia essa postagem até o final, pois o objetivo do dia de hoje é apresentar a série e os personagens, e então quem sabe você se convence a ler logo essa trama amorzinho ♥ E se já conhece, pode ler também, quem sabe o post não ajuda a relembrar um pouco essa história?

É em Para todos os garotos que já amei que começa a história de Lara Jean, a protagonista fofa que todo mundo respeita. Claro que, como toda adolescente, ela já se apaixonou, mas seus romances se limitam à imaginação e às cartas sinceras que escreveu - e guardou - para seus crushes da vida. O problema é que essas cartas são misteriosamente enviadas aos destinatários e a vida de Lara Jean fica bem movimentada e confusa depois disso. Não bastasse isso, Margot, a irmã mais velha das três Songs, acabou de se mudar para a faculdade, e Lara Jean precisa assumir responsabilidades que eram até então de sua irmã.

É nesse volume que conhecemos os personagens incríveis e riquíssimos criados por Jenny Han, como as irmãs de Lara Jean, o pai das garotas, Stormy, Josh e Peter. Han sabe mesmo criar uma história bem elaborada, criar personagens cativantes e cenas incrivelmente românticas. Não tem como se manter com o coração gelado com esse livro, não mesmo!

P.S.: Ainda amo você é o segundo volume da história e, dessa vez, Lara Jean está envolvida num relacionamento real - e lindo! O problema é que ela não sabe como lidar com um namorado incrível e extremamente popular e a insegurança está o tempo todo rondando a garota. Para complicar ainda mais, John Ambrose, outro dos garotos que ela já amou, ressurge em sua vida, e balança as estruturas da nossa protagonista.

E Agora e para sempre, Lara Jean vem para encerrar o ensino médio da protagonista com todas as dúvidas que esse momento de mudança representa - para qual faculdade deve ir? como será sair de casa? como será seu relacionamento após essa mudança? É visível que Lara Jean está mais adulta e mais segura, mas como acontece com qualquer um, as mudanças assustam um pouco. E a escrita de Jenny Han continua cheia de cenas românticas que derretem o nosso coração.

Para quem ainda tem dúvidas se quer ler essa série, só digo o seguinte: se você gosta de um romance fofinho, daqueles que aquecem o coração, leia logo, porque essa série é apaixonante.


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O terceiro testamento - Christopher Galt

Sinopse: O mundo parece estar enlouquecendo!
Em toda parte, as pessoas começam a ter visões. Um adolescente francês assiste Joana D'Arc ser queimada na fogueira, e até tenta tirar uma foto com o celular, e a presidente dos Estados Unidos tem visões de seus antecessores dentro da Casa Branca. Ninguém sabe se essas misteriosas aparições são uma espécie de alucinação coletiva, uma doença virótica causada por bioterrorismo ou se são sinais do Apocalipse. Ocorrem suicídios em massa em várias partes do mundo, e o psiquiatra e neurocientista John Macbeth, à frente de um projeto para criar uma inteligência artificial autônoma, busca freneticamente uma resposta antes que seja tarde demais. Ele descobre que a verdade por trás de tudo pode mudar os rumos da humanidade para sempre. E até custar a sua vida. Uma história eletrizante que o fará questionar sua perspectiva da realidade. E até mesmo a sua sanidade. (Skoob)
GALT, Christopher. O terceiro testamento. Jangada, 2017. 416 p.


Imaginar um thriller apocalíptico que envolve uma série de suicídios em massa, alucinações, pessoas que presenciam fatos históricos acontecidos há centenas ou milhares de anos e um quê de matrix é um pouco difícil, mas essa é a base de O terceiro testamento, de Christopher Galt. Meio louco, eu concordo, e por isso comecei a leitura sem saber o que esperar dessa mistura, mas não é que deu certo?

O livro, de capítulos curtos narrados sempre em terceira pessoa, intercala a visão do psiquiatra John Macbeth, que tenta avaliar com olhos profissionais as alucinações que estão se espalhando por todo o mundo, e outros personagens, espalhados por todos os cantos do planeta, que presenciam alguma experiência causada por esse fenômeno alucinatório e que passam a ver o mundo a partir de outra perspectiva.

"- Não sei não, John, mas algo de muito esquisito está acontecendo por aí. Uma peste ou coisa assim. Uma peste da mente. - Casey fez uma careta e enquadrou a frase em aspas simuladas com os dedos no ar. - As pessoas andam apavoradas. Eu ando apavorado com tudo isso. Hoje mesmo tive de pular de volta para a calçada porque não vi um carro que se aproximava. Se o motorista não tivesse buzinado, eu teria sido atingido. Mas, depois que o carro se foi, fiquei me perguntando se ele tinha estado mesmo ali. As pessoas parecem confusas, sem saber em que acreditar. Descobrir a causa do problema é, a meu ver, o grande desafio psiquiátrico do século."

Essa construção, que altera o ponto de vista com o passar dos capítulos, dá dinamicidade ao texto, já que não se prende exclusivamente ao núcleo central da história. Por outro lado, essas passagens se tornam bastante cansativas em alguns momentos, visto que, depois de acompanhar as visões de dois ou três desses personagens aleatórios e entender como ocorria essa anomalia, eu estava mais interessada em me centrar no cerne da trama e entender o que estava causando tudo aquilo de uma vez.

No entanto, esses saltos de perspectiva se estenderam até o fim do livro e toda vez que aparecia um novo personagem, batia um desânimo de começar o novo capítulo desse até então desconhecido.  E o pior de tudo foi perceber, ao final do livro, que eles não são mesmo tão importantes e não fariam muita falta se não estivessem presentes. Devo destacar que esse foi um problema que se apresentou para a minha leitura, e foi mais motivacional do que do texto em si, porque assim que começava a ler, eu mergulhava inteiramente na nova trama e esquecia minha birra, inclusive com vontade de ler um pouco mais sobre cada uma delas. Outro leitor poderia achar essas passagens mais interessantes que todo o resto, aliás.

Fora esse problema, a leitura de O terceiro testamento foi bastante interessante. Mesmo com capítulos curtos e uma escrita ágil, o livro tem um enredo denso, por vários motivos. Primeiro porque envolve aspectos psicológicos intensos, afinal Macbeth é psiquiatra e, além de se autoavaliar constantemente, ele discorre minucias sobre doenças mentais, os eventos alucinatórios e as possíveis causas originadas da mente.

"- Recordo-me de estar aqui há quinze minutos. Recordo-me de estar aqui antes de você me olhar. Mas recordo-me disso agora. Essa recordação de existência foi gerada nesse momento. Talvez a memória presente seja real, não a existência passada. O fato de eu me lembrar de estar aqui há quinze minutos não significa que estivesse mesmo."

Além disso, há frequentes referências a conceitos abstratos da física, da tecnologia como um todo e mesmo da filosofia, o que insere uma grandes reflexões a cada diálogo. Particularmente, isso foi o que mais me interessou no livro, mesmo porque a linguagem utilizada para explicar esses conceitos eram simplificadas e claras, mesmo para os iniciantes dessas áreas. Nesse aspecto, a trama me lembrou um pouco de Matéria Escura, uma das melhores leituras que fiz em 2017, e utiliza até as mesmas referências, como a experiência do Gato de Schrödinger.

O livro consegue ainda trazer uma construção psicológica complexa de todos os personagens - que são muitos -, o que enriquece a trama e permite um vínculo entre o leitor e a história. É interessante ver que todos eles são consistentes e ricos, pois mesmo em poucas páginas o autor conseguiu dar forma às suas características mais imateriais. Fica claro o conhecimento de Galt nas mais diversas áreas, já que não seria possível construir uma trama tão complexa se não tivesse instrução nas matérias discutidas na obra.

"'Talvez eu devesse me tornar um escritor', pensou. Macbeth, o psiquiatra, sabia que as narrativas de ficção e os distúrbios mentais brotavam da mesma semente: escritores eram, em grande medida, tipos esquizofrênicos não patológicos. Quanto maior seu grau de esquizofrenia não patológica, mais apresentavam tendência ao pensamento mágico e mais criativas eram suas obras."

Quase ao fim da leitura, descobri que Christopher Galt é, na verdade, um pseudônimo do autor Craig Russel. Só vim a conhecer essa informação quando Craig Russel curtiu e retweetou meu tweet sobre o livro, e eu fui pesquisar quem seria ele. O autor, que escreve romances policiais, parece ter criado o pseudônimo para assinar as tramas que fogem a esse gênero, embora O terceiro testamento seja a única até o momento. Preciso confessar que me senti importante, rsrs.

O fechamento do livro é surpreendente, irônico e sugestivo, e nos faz questionar até que ponto o que vemos é ou não real - mesmo as coisas mais simples do dia a dia. Talvez não seja uma leitura para todos, pois exige raciocínio constante para acompanhar a história. Para quem quer uma leitura mais aprofundada, tenho certeza de que será uma ótima opção.


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