Além das Páginas #6: Minha playlist para Splintered

Créditos da Imagem: Mademoiselle Loves Books

É bem comum, quando leio algum livro, que algumas músicas me façam lembrar algum aspecto da história. Minha leitura mais recente foi Qualquer outro lugar, livro de fechamento da série Splintered, que eu simplesmente amei e que devo publicar a resenha completa dizendo o que eu achei na semana que vem.

A trama me deixou cheia de músicas pipocando na cabeça e, por conta disso, decidi compartilhar com vocês a trilha sonora que "criei" para essa série. Algumas não têm relação alguma com Alice no País das Maravilhas, mas de alguma forma se encaixam na história. Confiram minha lista:

Darkside - Kelly Clarkson


The King is Dead, But the Queen is Alive - Pink


All fall down - One Republic


White Rabbit - Pink


Wonderland - Taylor Swift


Alice - Avril Lavgne


Agora me contem: gostaram da lista? Digam também se vocês já leram os livros e acham que tem relação. Que outras músicas vocês incluiriam?

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Diário de uma escrava - Rô Mierling

Sinopse: Laura é uma menina sequestrada e jogada no fundo de um buraco por alguém que todos imaginavam ser um bom homem. Ela vê sua vida mudar da noite para o dia, e passa a descrever com detalhes sinistros e íntimos cada dia, cada ato, cada dor que o sequestro e o aprisionamento lhe fazem passar. Estevão é homem casado, trabalhador, pai de família, mas que guarda em seu íntimo uma personalidade psicopata. Ele percorre ruas e cidades se apossando da vida de meninas ainda muito jovens, pois dentro de si uma voz afirma que é dele que elas precisam. Mergulhando fundo nessa fantasia, ele destrói vidas, famílias e sonhos, deixando atrás de si um rastro de dor e morte. (Skoob)
MIERLING, Rô. Diário de uma escrava. Editora Darkside, 2016. 240 p.


Antes de mais nada, um aviso: esta resenha está lotada de spoilers, e discute, inclusive, o final do livro. Mas, mesmo assim, recomendo que leia tudo, porque Diário de uma escrava tornou-se minha pior leitura do ano. E neste texto, explico o motivo.


A primeira metade da história, retrata de forma detalhada, a vida em cativeiro de Laura, uma garota sequestrada, aos quinze anos, por um monstro em forma de homem, a quem ela chama de Ogro. Já fazem quase quatro anos que ela está presa em um pequeno cômodo subterrâneo, em condições degradantes, sendo estuprada diariamente. Essa parte lembra demais o livro Quarto, mas sem a criança, e não tão bem escrito. Os detalhes de suas condições psicológicas e físicas, são quase as mesmas da mãe do garoto no outro livro.

Apesar da narrativa ser a maior parte em primeira pessoa, feia por Laura, existem algumas partes em terceira pessoa, mostrando o que aconteceu com outras garotas, que também foram atacadas, sequestradas, molestadas e mortas pelo Ogro, e com pessoas ligadas a Laura. Isso acaba dando ao leitor um pouco de alívio no sofrimento da personagem principal, e é bastante acertado, porque senão a leitura ficaria uma tortura.

Então, na segunda metade da história, quando, por causa do descontrole mental do Ogro, que comete ataques precipitados e acaba deixando pistas de quem é, e de como ser encontrado, passamos a acompanhar a sua fuga, na companhia de Laura. Até que chegamos a um final ofensivo, ilógico, artificial, com a nítida intensão de chocar, de criar um clímax que contraria tudo pelo qual Laura lutou na primeira parte, e que ainda tenta ser justificado com a transcrição de uma síndrome que não se aplica, que é mal interpretada pela autora.


Laura foi abusada sexualmente e psicologicamente por quase quatro anos. Em toda a sua narrativa, seu único pensamento é em se manter viva para fugir. Ela tem mais de uma oportunidade de fazer isso na primeira metade da história, mas é possível aceitar que não consegue, pela sua fragilidade física e confusão mental. Quando o Ogro a tira do cativeiro e ameaça de matar a família dela, caso ela tente fugir ou pedir a ajuda de alguém, é difícil, mas também podemos abrir mão da credulidade, novamente devido ao estado de Laura, para aceitar sua conformidade.

Mas a autora vai mais longe. Durante o percurso da fuga, o Ogro sequestra, estupra e mata outras garotas, com a ajuda de Laura! Nesse ponto, a lógica é jogada fora, e a autora transforma Laura, alguém desesperado por ajuda, que planejou durante quatro anos uma forma de fugir, em uma cúmplice de assassinato, com a única desculpa de que ela não tem coragem de enfrentar o Ogro para que ele não mate a sua família. Mas ela deixa ele matar crianças de quatorze anos, de forma cruel e desumana, e, repito, ainda o ajuda, servindo de chamariz.

Novamente, por mais de uma vez, Laura tem a chance de entregar o assassino. Inclusive, em uma dessas vezes, eles são abordados pela polícia. Mesmo sendo ameaçada com uma faca, pelo desespero da personagem, e pelo que ela passou e viu acontecer, mesmo arriscando sua vida, ela tentaria se salvar e delatar o monstro.


Mas não. Página após página, a autora transforma Laura em uma personagem patética, uma expectadora de atrocidades, apaga toda a tortura pelo qual ela passou, com a única justificativa de que ela não quer que o Ogro ataque sua família. Isso é tão absurdo, tão forçado, tão ilógico, que chega a ser ofensivo. Porque fica nítido que o único objetivo é criar choque no leitor, em mostrar as restantes atrocidades que o monstro comete.

Então, chegamos ao final. Após tanto tempo de cativeiro, após atravessar por cidades sem aproveitar uma chance sequer para fugir, com base na ameaça do ataque à sua família, após ajudar e presenciar o assassinato de várias crianças, ela simplesmente é deixada sozinha em casa, enquanto o Ogro vai enterrar mais um corpo, e só aí que ela decide fugir. Aff!

E o que acontece? Ela procura ajuda da polícia? Vai a um hospital? Não. Ela tem tempo de visitar o antigo namorado e ver que ele casou e teve filhos. Tem tempo de ligar para o pai, que não acredita que é ela, pensa que é um trote. E, então, o que ela decide fazer? Voltar para a casa do Ogro e continuar se sujeitando aos estupros e participando dos assassinatos.

Vejam bem: em nenhum momento, a personagem de Laura aceita sua condição. Apesar de virar cúmplice, apesar das sucessivas falhas, pela autora, em justificar suas desistências em fugir e na sua passividade diante das mortes, ela nunca, nunca, pensou em desistir. Ela não desejava apenas voltar para sua antiga vida, ela desejava ser livre, ela desejava voltar a ser um ser humano. No fim, bastou ela ver o namorado com outra, e o pai não acreditar, pelo telefone, que a ligação não era um trote, para ela aceitar sua condição e voltar de livre vontade para seu cativeiro.

Ou seja, existe uma enorme incoerência de roteiro, mas é ultrajante para todas as garotas que já passaram por situações semelhantes. É um incentivo ao conformismo, que chega a ser repugnante.


Nesse ponto, ainda pensei que Diário de uma escrava era apenas um livro mal construído, mas então cheguei nas notas finais, anexadas pela autora, onde existem transcrições de casos reais nos quais ela se baseou para sua história. Casos onde as agredidas lutaram por suas vidas, sem se tornarem assassinas, e que aproveitaram qualquer chance que tiveram, para se salvarem, que não se contiveram por ameaças ridículas.

E pior: a autora ainda tenta justificar o comportamento de Laura com a Síndrome de Estocolmo. Só que essa síndrome acontece quando a vítima cria um laço de identificação, de amizade, emotivo, de amor, com seu algoz. Isso nunca, em nenhum parágrafo, aconteceu em Diário de uma escrava. Laura tem horror do Ogro. Ela nunca aceitou sua condição. Ela, em nenhum momento, demonstrou qualquer, nem mesmo uma fagulha, de simpatia ou compreensão por seu agressor. Ou seja, é uma justificativa tão ridícula, quanto o que ela faz com sua personagem.


Enfim, por conta desse final totalmente absurdo, inconsequente, ofensivo, sinto-me no dever de dizer: esta foi minha pior leitura do ano. Não apenas pela conclusão forçada e totalmente mal construída, mas pela mensagem de conformismo que ela passa para pessoas que enfrentaram situações semelhantes.

Sinceramente? Totalmente dispensável!

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Novembro, 9 - Colleen Hoover

Fonte da imagem: Gettub
Sinopse: Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angels para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos - a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Bem em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos? (Skoob)
Hoover Colleen. Novembro, 9. Editora Galera, 2016. 352P


Sabe aquele (a) autor (a) de quem você leria até a lista de supermercado e diria que foi a melhor coisa que leu em muito tempo? Clichê essa frase, eu sei, mas simplesmente não consigo evitar a Colleen Hoover. Ela conquistou meu coração desde o livro Ugly Love e, de lá para cá, eu me apaixono por todas as suas obras. Ela tem um diferencial na sua escrita mesmo quando se trata de um livro com uma temática para lá de clichê.

Em Novembro, 9 não temos um cenário tão original, já que a obra Um Dia traz uma temática um tanto quanto parecida, com encontros anuais, mas como já havia comentado, a Colleen tem um diferencial que é característico das suas obras, que é pegar um enredo clichê e transformar em algo surpreendente. Mesmo assim, esta não é, nem de longe, sua melhor obra, mas ela me conquistou como todas as outras.

Fallon é uma atriz que, depois de um acidente, teve sua carreira interrompida e sua vida virada de ponta-cabeça. Esse acidente deixou sequelas em seu corpo e quebrou totalmente sua confiança em si mesma. Dois anos depois, ela está de mudança para Nova York, para seguir seus sonhos. Coincidentemente é 9 de Novembro, dia do aniversário de 2 anos do acidente que mudou sua vida, e também será o dia em que o jovem Ben entrará em sua vida para abalar suas estruturas.

Ben tem 18 anos e sonha em ser um escritor. Ele entra na vida de Fallon de uma forma inusitada, já que a mesma estava tendo uma discussão com o pai, que tentava convencê-la a desistir de seguir a carreira que sempre sonhou, ser atriz. O pai dela também é o "responsável" pelo acidente, um incêndio, e carrega essa culpa, mas acaba descontando nela e colocando Fallon para baixo em relação às cicatrizes das queimaduras que o acidente causou em parte de seu rosto. Ben ouve toda a conversa e vai ao resgate da Fallon, fingindo ser seu namorado. Ninguém podia prever o que aconteceria a seguir.

O que você faz quando encontra o amor da sua vida, mas está preste a se mudar para muito, muito longe?

Você vai é obvio.

Apesar da intensa ligação entre Fallon e Ben, ambos sabem que ela precisa viajar e resolvem aproveitar o pouco tempo que ainda lhes resta juntos. A ligação é instantânea, mas Fallon não pode desistir da sua viajem por um garoto que ela mal conhece. Perto do embarque, e não querendo simplesmente dar adeus, ambos resolvem que seria uma boa ideia se encontrarem durante os próximos cinco anos no mesmo dia. Isso dará o enredo do livro que Ben vai escrever sobre eles.

Novembro, 9 tem uma boa carga emocional. Ben e seus segredos, Fallon e seus traumas. Juntos, eles têm um tsunami de emoções. Em alguns momentos, a narração dá uma impressão de que estamos lendo um livro dentro de outro livro, e eu adorei essas partes. É confuso? Absolutamente, não.

A narração é em primeira pessoa, intercalada entre ambos os personagens. Não há um aprofundamento na vida dos personagens nos intervalos entre os anos. O foco é realmente os encontros deles, e é emociante. Com o passar dos anos, algumas coisas dão errado, mas isso é a vida, isso é simplesmente viver.

O que mais me conquistou nessa história foi o fato de que a Fallon não é perfeita. Ela tem suas cicatrizes corporais e também emocionais. Amei acompanhar a evolução dela como personagem, da forma como ela foi ganhando de volta sua confiança e sua auto-estima. Seu crescimento, em alguns momentos, emocionou-me, porque não é fácil aprender a lidar com seu novo corpo e com o fato de que nem seu próprio pai consegue olhar nos seus olhos. Ben foi como um raio de sol em um dia de tempestade, ele chegou iluminando tudo.

Eu me apaixonei pelo Ben na sua primeira interação com nossa mocinha. Ele não ligava para as cicatrizes de Fallon e nem para o fato de que ela não era perfeita, pelo contrário. Para ele, Fallon não poderia ser mais bonita. Por isso, se existir um Ben por aí, por favor, me apresentem, estou precisando de um desses na minha vida :).

Seu crescimento também foi ótimo de acompanhar. Ele deu alguns vacilos no decorrer do livro, mas nada que mudasse minha maneira de pensar em relação a ele. Acho que de todos os livros que já li da Colleen, esse é meu segundo mocinho preferido, depois do Ridge, de Talvez Um Dia

Em um determinado momento, o segredo do Ben é um pouco que previsível, mas isso não diminuiu a carga emocional do mesmo, pelo contrario, aumentou o desespero do leitor.

Portanto, não deixem de ler esse livro, tenho certeza de que vocês irão amar. Estejam prontos para uma bela montanha russa de emoções.

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Tudo e Todas as Coisas - Nicola Yoon


Sinopse: Minha doença é tão rara quanto famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Qualquer coisa pode desencadear uma série de alergias. Não saio de casa. Nunca saí em toda minha vida. As únicas pessoas que já vi foram minha mãe e minha enfermeira, Carla. Eu estava acostumada com minha vida até o dia que ele chegou. Olho pela minha janela para o caminhão de mudança, e então o vejo. Ele é alto, magro e está vestindo preto da cabeça aos pés. Seus olhos são de um azul como o oceano. Ele me pega olhando-o e me encara. Olho de volta. Descubro que seu nome é Olly. Talvez eu não possa prever o futuro, mas posso prever algumas coisas. Por exemplo, estou certa de que vou me apaixonar por Olly. E é quase certo que será um desastre. (Skoob)
Yoon, Nicola. Tudo e Todas as Coisas. Novo Conceito, 2016. 304p.


Essa é uma história que fala sobre o amor em todas as suas formas, sejam elas boas ou más. Através dos olhos de Madeline, uma jovem que sofre de uma rara doença que não permite que ela saia de casa nunca – também conhecida como “doença da criança na bolha” – somos apresentados a um mundo cheio de limitações, mas repleto de carinho e cuidados. 

Após dezoito anos vivendo apenas na companhia da mãe que também é sua médica, de uma enfermeira que praticamente faz parte da família e de muitos livros, a vida de Madeline ganha uma nova perspectiva quando o jovem Olly se muda para a casa em frente a sua. O que começa com uma mera curiosidade da parte de ambos, logo se torna uma amizade à distância muito divertida e repleta de troca de mensagens durante a madrugada. Madeline, que até então era uma jovem conformada com seu destino e sua solidão, passa a querer desesperadamente viver a vida de um jeito que nunca sonhou e de preferência bem perto do garoto por quem ela se sente tão atraída.

"Olho ao redor para o meu sofá branco e as prateleiras brancas, minhas paredes brancas, tudo tão seguro, familiar e imutável. Penso no Olly, com frio por causa da descontaminação e à minha espera. Ele é o oposto de todas essas coisas. Ele está em movimento constante. Ele é o maior risco que eu já encarei."

Com uma narrativa leve e até mesmo bem humorada, foi muito fácil sentir uma conexão com os sentimentos conturbados da protagonista. Ao mesmo tempo em que quer se preservar de um futuro que ela sabe que é praticamente impossível de ser vivenciado, Madelaine não quer abrir mão tão facilmente da alegria e da euforia do primeiro amor. 

Olly é um personagem divertido, repleto de energia e extremamente cuidadoso com todos ao seu redor. Apesar de viver em uma família bastante problemática, ele sempre faz o melhor que pode para proteger quem ama de todas as formas possíveis. É praticamente impossível não se encantar por ele! Olly é o vizinho da casa ao lado que toda garota gostaria de ter.

Eu imaginava que já sabia para onde o final do livro se encaminhava, quando a história teve uma revelação perturbadora. Essa surpresa já nas últimas páginas do livro fez com que eu gostasse mais ainda de tudo que eu já tinha lido até aquele momento. A autora nos surpreende várias e várias vezes nos mostrando que o amor pode ser maravilhoso, leve e enaltecer o ser humano, como pode também destruir a vida e a confiança de uma pessoa de uma forma perturbadora. 

Tudo e Todas as Coisas é uma leitura rápida, que fala sobre os relacionamentos humanos, sobre as oportunidades que o mundo tem a nos oferecer e, principalmente, sobre estarmos preparados para perdoar as pessoas que mais amamos.

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Promoção: Ano Novo, Livro Novo!

Quer começar 2017 com livros novos? 

Os blogs Fabricando Sonhos, Conjunto da Obra, Livro Lab, Pétalas de Liberdade, Leitora descontrolada, Traveling between pages, Lendo e apreciando, Passaporte literário, Gettub, Mundo literário, Blog In The Sky, Revelando sentimentos, Relicário rosa, Sempre nerd, Da imaginação a escrita, Seja cult, Ler para divertir, Livreando, House of stories, Tudo que motiva, Minhas escrituras, Leituras da Mary, Perdida na biblioteca estão juntos em uma mega promoção. 

São dois kits, e 4 vencedores. No kit 1, o primeiro ganhador escolhe 6 livros e o segundo fica com os 5 restantes. Já no kit 2, o primeiro ganhador escolhe 6 livros e o segundo fica com os 6 restantes. Boa sorte a todos!!!

REGRAS:
Deixar o nome de seguidor + email nos comentários;
Seguir as regras do formulário;
Na opção visitar a página do Facebook é necessário curtir;
Residir no Brasil;
Cada blog terá o prazo de 40 dias para o envio do prêmio;
O ganhador será informado por e-mail e terá um prazo de 3 dias corridos para responder com seus dados, caso contrário, será feito um novo sorteio;
Não nos responsabilizamos por danos ou extravios durante o transporte/entrega.



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Escândalo de cetim - Loretta Chase

Sinopse: Irmã do meio entre as três proprietárias de um refinado ateliê de Londres, Sophia Noirot tem um talento inato para desenhar chapéus luxuosos e um dom notável para planos infalíveis. A loura de olhos azuis e jeito inocente é na verdade uma raposa, capaz de vender areia a beduínos. Assim, quando a ingênua lady Clara Fairfax, a cliente mais importante da Maison Noirot, é seduzida por um lorde mal-intencionado diante de toda a alta sociedade londrina, Sophia é a pessoa mais indicada para reverter a situação.
Nessa tarefa, ela terá o auxílio do irmão cabeça-dura de lady Clara, o conde de Longmore. Alto, musculoso e sem um pingo de sutileza, Longmore não poderia ser mais diferente de Sophia. Se a jovem modista ilude as damas para conseguir vesti-las, ele as seduz com o intuito de despi-las. Unidos para salvar lady Clara da desonra, esses charmosos trapaceiros podem dar início a uma escandalosa história de amor... se sobreviverem um ao outro.
Em Escândalo de Cetim, segundo livro da série As Modistas, Loretta Chase nos presenteia com um dos casais mais deliciosos já descritos. Além de terem uma inegável química, Sophia e Longmore são divertidos como o rodopiar de uma valsa e sensuais como um corpete bem desenhado. (Skoob)

Livro recebido em parceria com a Editora
CHASE, Loretta. Escândalo de cetim. As Modistas #2. São Paulo: Arqueiro, 2016. 272 p.

Depois de ser fisgada pela escrita de Loretta Chase com a leitura de Sedução da seda, estava ansiosa pelo lançamento do segundo volume da série As Modistas, Escândalo de cetim. Que delícia tem sido ler os romances de época publicados pela Editora Arqueiro, e acompanhar as irmãs Noirots vem sendo uma experiência de leitura incrível. A trama é tão envolvente e fluida que quando se percebe o livro já acabou e você está louca por mais.

Esse segundo volume narra a história de Sophia Noirot, a irmã do meio entre as modistas da Maison Noirot. Esperta e ardilosa, Sophia é a especialista em apagar incêndios e virar os acontecimentos a seu favor. O problema é que a cliente mais especial da loja, lady Clara, foi envolvida em um escândalo e terá de se casar com um lorde vigarista e falido. Para evitar perder sua cliente para um marido endividado, Sophia tem que elaborar um plano que impeça o casamento e, ao mesmo tempo, salve a honra de lady Clara.

"Estratégias. esquivas, subterfúgios e outras formas de maquinações faziam parte da genética da família. Se havia alguma coisa da qual as irmãs entendiam tanto quanto a arte da costura, ou talvez mais, era a arte da enganação."

Eu adorei esse volume, ainda mais que o primeiro. Sophia é prática e objetiva e eu adorei a forma como a autora conseguiu dar a ela um tom malicioso e ingênuo ao mesmo tempo. Ela é forte, independente e provocativa e, ainda que tenha um ar sonhador algumas vezes, dependência e submissão passam longe da personagem. Acho até que gostei mais desse volume porque todo o romantismo da história é irônico, risível, sem ser levado à sério. As cenas entre o casal são cômicas, fofas ao seu modo, e não há espaço para nada meloso aqui.

Loretta Chase consegue dar forma a personagens completamente diferentes entre si, e isso é algo a se valorizar. Sophia e Marcelline são totalmente diferentes e acho incrível como a autora consegue dar vida a duas irmãs tão próximas sem confundi-las. Os protagonistas masculinos também não têm nada em comum, e eu adorei a forma como a autora retratou as limitações psicológicas de Longmore, se comparado a Sophia, e criou um personagem imperfeito, mas que, de algum modo, tem essa imperfeição como um charme.

"- É melhor que isso não seja um truque - avisou ela.
Ele a olhou de maneira exasperada.
- O que foi? - indagou ela.
- Truques fazem parte do seu departamento, Srta. Noirot. O meu é distribuir socos. Mas fico lisonjeado pela senhorita imaginar que sou esperto o bastante para enganá-la.
Ele soltou uma breve gargalhada e foi embora."

Da mesma forma como aconteceu no primeiro livro, adorei a complementariedade entre as irmãs, o modo como cada uma desempenha papéis importantes nos negócios naquilo que mais se destaca. Senti falta apenas de mais passagens com personagens secundários, já que alguns foram apenas citados superficialmente e outros nem apareceram, como Lucie.

De todo modo, a leitura de Escândalo de cetim é envolvente, daquele tipo que acaba rápido demais e que faz querer outros livros da autora logo.


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