Blackbird e Deadfall - Anna Carey

Sinopse: Uma garota acorda nos trilhos do metrô de Los Angeles sem lembrar quem é. Há uma mochila a seus pés contendo uma troca de roupas, mil dólares em espécie, um número de telefone e a instrução “Não ligue para a polícia”. Perguntas rodopiam em sua cabeça: Quem é ela? Como chegou ali? O que ela fez? O que significa a tatuagem de um pássaro e o código FNV02198 em seu pulso? Ela mal tem tempo para descobrir sua identidade, e logo percebe que está sendo caçada. Precisa fugir desesperadamente. Não sabe quem são eles, não sabe em quem confiar. Só há uma coisa que sabe com certeza: estão tentando matá-la. Primeiro livro do dueto Blackbird. (Skoob)
CAREY, Anna. Blackbird e Deadfall. Editora V&R, 2015. 228 e 224 p.


Eu descobri Blackbird e Deadfall por acaso, numa das visitas que faço às livrarias. Vi as edições muito bonitas, a sinopse intrigante e não resisti. Ainda bem. Sem dúvida nenhuma, estes dois livros foram as leituras mais eletrizantes que tive nos últimos anos.

Inicialmente, pensei em fazer resenhas separadas dos volumes, mas, acreditem, não dá para você desvincular os dois, é necessário ler os dois em sequência, como se fossem apenas um. Os acontecimentos que começam na primeira página de Blackbird, se mantém em um nível crescente, até chegar à última página de Deadfall.

Um diferencial que a obra tem e que pode ser estranha em um primeiro momento, pelo menos até o leitor compreender a intensão da autora, é que a narrativa é feita em segunda pessoa, ou seja, como se o leitor fosse o personagem principal. Como assim? Vou explicar: em primeira pessoa, usamos o pronome EU. Em terceira pessoa, o pronome ELE. Em segunda pessoa, o pronome VOCÊ. Ou seja, a descrição é feita desta forma: “você chegou na rua, olhou para os lados e viu um homem suspeito. Você começa a correr, olhando de vez em quando para trás, tentando ver se o homem está se aproximando. Você entra em um prédio...”, entenderam?

E essa forma de narrar casou perfeitamente com a velocidade com que tudo acontece na história. O leitor acaba se colocando no lugar da personagem, como se ele estivesse participando da aventura. E isso é muito legal.

Sunny (nome que é dado a ela por causa da perda de memória, ela não se lembra do nome verdadeiro) tem características que lembram muito a personagem de Vermelho como sangue. Não tanto a vontade de se meter em encrencas, mas mais a forma como consegue resolver os problemas, fugir de quem a persegue e a persistência em desvendar o que está acontecendo.

Apesar dessas semelhanças, as situações de perigo e ação são mais elaboradas, melhor descritas e mais verossímeis, o que acaba por prender o leitor com maior facilidade, e ajudando a manter o vínculo de interesse, uma vez que tudo pode ser repetido na vida real.

Sunny, além de tudo, é simpática, consegue conquistar o leitor com facilidade. Ao mesmo tempo em que ela é frágil, ela é durona, decidida, não é aquele estereótipo de mulher que precisa de um homem para salvá-la do perigo. E isso é tão bom de se ler!

Os dois personagens masculinos, apesar de formarem um triangulo amoroso, se diferem por não seguirem a regra do bom mocinho e do mau rapaz. Ambos são bons, ambos tem motivos para gostar de Sunny, e Sunny tem motivos para gostar de ambos, por razões diferentes, bem distintas. Isso acaba por formar uma dúvida real, uma vez que é totalmente compreensível, dentro do contexto, os sentimentos que ela nutre por eles.

Um, ficou ao lado dela quando foram sequestrados, tiveram as memórias apagadas e quase foram mortos. O outro, ficou ao lado dela quando ela fugiu, quando estava sozinha no meio da cidade, sem saber o motivo, sem saber quem era e porquê pessoas aparentemente normais queriam matá-la. Ou seja, eles ocuparam partes distintas da vida dela, em momentos semelhantes de necessidade e de fragilidade.

Mas a autora, aos poucos, tem a sabedoria de saber dosar o relacionamento dos três, principalmente quando eles acabam por se juntar. Ela não utiliza aqueles pensamentos fúteis de quem é mais bonito ou sensual, mas, sim, o lado afetivo com base na experiência que Sunny passou com cada um deles. E acho que isso é o mais correto, o mais justo.

Blackbird Deadfall são dois livros de muita ação, de corridas pela vida, com uma dose muito perfeita de romance, que não quebra o ritmo da aventura e nem agride a inteligência do leitor com saídas prontas ou fáceis. Foi uma agradável surpresa, e recomendo demais a leitura!
Carlos H. Barros
Carlos H. Barros

24 comentários:

  1. Oi Carl!!
    Que livros lindos, nunca tinha ouvido flar dles acredita?
    O enredo me chamou bastante atenção, acho que por trazer essa mistura que a autora desenvolveu, qro conhecer!
    Bjs!

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  2. Nunca passou pela minha cabeça um livro em segunda pessoa, nossa deve ser muito esquisito no começo, até se acostumar, mas acho que já vale a pena ler só para experimentar esse formato de escrita. Claro a história parece muito legal, com ação e suspense o que eu amo.

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  3. OIII! Eu nunca tinha ouvido falar desses livros e nunca tinha visto ele em lugar nenhum, nem a autora eu conheço kkkk. As capas são muito lindaaas, e bem criativas, e achei bem legal que o livro é narrado em segunda pessoa, acho que nunca li nenhum livro nesse estilo, deve ser muito envolvente, pois acredito que mexa ainda mais com a nossa imaginação e é possivel nos sentir dentro do livro, quero muito conhecer essas obras parecem ser fantasticas, e é ótimo quando a protagonista não precisa de um "macho" pra salvar ela hahah, ela me parece ser uma personagem bem madura!!

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  4. Nossa nunca tinha ouvido falar e só de ler a sinopse já fiquei super curiosa, fiquei um pouco perdida na resenha mas gostei, tem uma premissa muito boa, me lembrou uma série de tv que agora me fugiu o nome. Nunca tinha visto um livro em segunda pessoa, sério, ou isso ia me deixar muito vidrada no livro ou completamente confusa ahahah

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  5. Oi, Carlos.

    A ideia de ter o leitor como sendo o personagem do enredo, ou seja, sendo narrado em segunda pessoa, é genial.

    Deixa o leitor sentindo aquilo misto de emoções, mais envolvido, dentro do livro, com total adrelina, como se fosse a Sunny sendo perseguida e lutando pela vida!

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  6. Oi Carl :)
    Gosto de ler suas resenhas porque você sempre traz livros diferentes do que estou acostumada a ler.
    Sobre a narração, nunca li nada em segunda pessoa, pode ser que o ritmo de leitura seja um pouco mais devagar para mim por conta disso, mas achei bem interessante a autora escrever dessa forma, acredito que faça o leitor "participar" da história", como você mesmo citou.
    O triângulo amoroso que foi criado é bem interessante, parece sentimentos mais reais do que vem sido descritos em muitos romances que leio, fora isso eu gostei desse suspense todo que a Sunny vai viver na história, melhor ainda saber que a personagem conquista a gente.
    Mais uma vez me surpreendi, jamais compraria os livros sem ler sua resenha, agora sei que são incríveis!
    Beijos

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  7. Parece ser muito interessante e com muita adrenalina, daqueles livros que deixa o leitor sem folego por cada acontecimento, só fiquei com receio do triângulo amoroso que odeio, ainda mais quando a personagem fica em dúvida entre os dois isso me mata rs. Mas tirando essa parte do triângulo deve valer a pena a leitura.

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  8. Olá Carl!
    Nossa que resenha maravilhosa, não conhecia a autora e também é a primeira resenha que leio desse livro, mas adoro livros de ação que nos prende a leitura e acho que nunca li livro em segunda pessoa, achei muito interessante, só não curto muito livros com triângulo amoroso, mas esse me parece ser bem diferente, Adorei a Dica e vou ler com certeza!!

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  9. Achei super diferente o fato de ser em segunda pessoa, eu nunca vi livros assim! Fiquei curiosa sobre a historia, apesar de nunca ter lido nada de aventura, quanto ao triangulo amoroso, já se tornou um clichê em praticamente todos os livros! As cores das capas são bonitas mas acho que podiam ser melhor trabalhadas...

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  10. Eu me lembro de ter lido o livro logo na época que ele foi eu fiquei eletrizada com a história igual a você mas eu não sabia que ia ser uma duologia Achei que seria o mais Livros mas fiquei satisfeito em ser apenas dois

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  11. Adoro esse tipo de livro, estou lendo A(R)Evolução feminina que é bem nessa vibe, se puder dá uma lida nele Julia. abs...

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  12. Oi Carlos, eu não conhecia esses livros, lendo a sinopse o livro já me chamou a atenção, nunca li um livro narrado em segunda pessoa acho que deve deixar a leitura mais emocionante, fiquei curiosa em relação a história pra saber o que aconteceu com a personagem, amo leitura de ação e que bom que Sunny é durona e decidida não gosto muito de personagens que dependem do homem pra tudo, com certeza vou ler esse livro obrigada pela dica e sua resenha esta maravilhosa parabéns.

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  13. Olá! Não conhecia os livros, mas já gostei bastante, afinal sempre acabo me envolvendo nas histórias que leio e me sinto parte dela, com o livro em 2º pessoa então (Socorro!!! Quero para ontem). Bacana que a história seja bem construída e dinâmica, sem dúvida vai para a minha lista de leitura, pois já estou curiosa para saber o que de fato aconteceu e com a Sunny.

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  14. Eu já vi esse livro na livraria várias vezes, e ele também me chamou muito a atenção, mas eu não cheguei a comprar. Agora fiquei com muita vontade de ter comprado! Achei essa história bem interessante. E parece ter personagens muito bem construídos. Só não sou muito fã de triângulo amoroso, e acho que essa narrativa pode me incomodar um pouco, mas acho que depois também vou me acostumar. Adorei a resenha!

    Beijos!

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  15. Oi Carl
    Não sei como eu nunca tinha ouvido falar desses livros antes! Achei essa premissa bem interessante,e a história parece ter sido muito bem desenvolvida. A única coisa que acho que não vou gostar, é desse triângulo amoroso, odeio livros com triangulo amoroso! Mas mesmo assim acho que vou adorar esse livro.

    Beijos!

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  16. Carl!
    Não sabia da existência dos livros, mas acompanho uma série televisiva Blindspot que tem o enredo similiar, muito igual para dizeer a verdade.
    O enredo é esse: "Blindspot centra-se em uma mulher tatuada e misteriosa que foi encontrada totalmente nua na Times Square em Nova York a pós perder a memória e sem saber a sua própria identidade. O FBI descobre que cada tatuagem contém uma pista para cada crime que está prestes a acontecer então eles precisam desvendar cada marca para proteger o Estados Unidos."
    Fiquei bem interesada pelos livros e vou a procura.
    Novo Ano repleto de realizações!!
    “Meta para o Ano Novo? Ser feliz!” (Desconhecido)
    cheirinhos
    Rudy
    1º TOP COMENTARISTA do ano 3 livros + Kit de papelaria, 3 ganhadores, participem!

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  17. Olá Carlos!!!
    Realmente, existem aqueles livros que por mais que a gente leia e queira falar de cada um não dar, por causa do complemento que ambos se fazem.
    Eu não conhecia os livros e sim as capas são muito chamativas, eu sou a doida que se apaixona por capas.
    Gostei que a autora usa de uma linguagem diferente que faz com que o leitor realmente participe da história e fiquei um tanto curiosa em passar por essa experiência.

    lereliterario.blogspot.com

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  18. A premissa me lembrou demais o seriado Blindspot, mas essa narrativa em 2a pessoa me deixou confusa... não sei se conseguiria ler algo do tipo.
    Achei lindíssima a edição com este rosa e olha que odeio rosa. O detalhe das folhas nas laterais, as folhas rosas, é lindo.

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  19. Olá!
    Gostei muito desse livros, tem uma premissa muito boa e com uma história bem envolvente, podemos ver que tem um mistério e também gostei de que podemos participar da história, quero ter essa experiência.

    Meu blog:
    Tempos Literários

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  20. Oi, Carlos!
    Nunca li nenhum livro narrado em segunda pessoa, achei bem interessante a autora optar por essa forma de narrativa principalmente por que se trata de um livro cheio de suspense... Mas como eu detesto triangulo amoroso, de qualquer tipo, eu não leria Blackbird e Deadfall.
    Mas eu amei sua resenha sobre os dois livro, ficou bem bacana!
    Abraços!

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  21. Oiee!
    Gostei muito da sua resenha e deu pra perceber que não dá pra ler um e não ler o outro, mas uma coisa me incomodou, o fato de ter triângulo amoroso, tenho "ranço" disso. Apesar de serem livros muito bons ainda não é o momento pra que eu os leia, vão ficar na lista de espera.
    Bjs!

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  22. Parece ser um bom livro.
    Achei meio confuso e é bem diferente do que estou acostumada a ler.
    Mas se eu tiver a oportunidade, lerei sim.
    bjão!

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  23. Já quero rsrsrs, gente como eu não fiquei sabendo desse livro antes? Estou louca para ler já, achei sensacional essa coisa dele ser narrado em segunda pessoa, a sensação deve ser maravilhosa se sentir parte do livro, assim que tiver oportunidade irei ler.
    Beijos *-*

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  24. Os livros Blackbird e Deadfall parecem ser muito bons, realmente é um diferencial da obra a narrativa ser feita em segunda pessoa. Como gosto de livros com histórias com ação e romance, sem dúvidas pretendo ler estes livros.

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Beijos, Julia G.